Alexandre Bolívar, Cristopher Machado, Santiago Mendes, Carlos Pena, Manuel Martínez Barros e Pierre Ianni residem no sul da Galiza, os quatro primeiros na comarca do Condado, os outros no Baixo Minho e em Vigo.
Alex, Cris, Santi e Carlos conhecem-se, som companheiros e amigos, mas nom soubérom da existência de Manuel Martínez até há uns dia polos mesmos meios de comunicaçom que os condenárom sem juízo prévio.
Estám citados a declarar na “Audiência Nacional” espanhola no vindouro 29 de Fevereiro acusados de “injúrias à Coroa”. No dia 6 de Dezembro, após finalizar em Vigo umha manifestaçom de Causa Galiza em prol da autodeterminaçom, foi queimado um boneco do monarca espanhol. Eles fôrom detidos umha hora depois dos factos, longe do lugar. Os mesmos meios de comunicaçom que tinham acordado ocultar a mobilizaçom soberanista cobrírom ostentosamente as detençons.
Alex, Cris, Santi e Carlos som trabalhadores em precário, mas basicamente o que os caracteriza é o seu compromisso com a liberdade do seu país e a emancipaçom da sua classe.
Contrariamente, Manuel Martínez, vizinho de Tominho, é um empresário da construçom com importantes interesses imobiliários e diversos negócios. Há uns dias, após ter vendido boa parte do seu património, desapareceu repentinamente condenando dúzias de trabalhadores da sua principal empresa, a construtora Marbar, ao desemprego, e centenas de postos de trabalho de empresas auxiliares ou estreitamente vinculadas ao empório económico a enormes dificuldades de sobrevivência polas dívidas acumuladas que, segundo os meios de comunicaçons, atingem dúzias de milhons de euros.
Pierre Ianni é o director da factoria viguesa da multinacional Citroën. Há umha semana anúnciou, acompanhado polo presidente da empresa, que a fábrica galega, sendo a mais lucrativa do grupo, necessita despreender-se de 1.000 postos de trabalho para garantir o espectacular incremento do ganho dos seus proprietários. Os meios recolhêrom com pasmosa normalidade estas declaraçons e os seus articulistas e tertulianos contribuem para desenfocar os factos.
O vínculo entre estas cinco pessoas vem determinado polo desigual tratamento que as autoridades do regime vigente e os seus aparelhos de propaganda adoptam e polas diversas conseqüências jurídicas.
Os quatro primeiros som jovens radicais, marginais, praticamente delinqüentes que ousam queimar a figura em madeira do Chefe do Estado espanhol. Portanto, é necessário estigmatizá-los, criminalizá-los, julgá-los e, com a toda probabilidade, condená-los. Porém, Manuel Martínez Barros, sendo o paradigma do especulador imobiliário que atingiu umha enorme fortuna ao abrigo da lógica do sistema que permite arrasar o território, converter o direito à vivenda num formidável negócio, enriquecer-se à custa da exploraçom da classe trabalhadora, tem um tratamento benevolente polos mesmos meios que em nengum momento empregam desqualificativos nem sentenciam. Ou polas autoridades que provavelmente subsidiárom com ajudas os seus negócios. Nom se podem questionar as chaves do êxito de tipos sem escrúpulos como Manuel Martínez Barros. De facto, as forças policiais que detivérom Alex, Cris, Santi e Carlos, as que posteriormente carregárom contra a concentraçom solidária que reclamava a sua liberdade diante da esquadra policial, agora garantem a proteçom das propriedades perante possíveis “retaliaçons” dos “afectados”.
Pierre Ianni representa esse alto executivo de umha multinacional, com mentalidade predadora e retribuiçons escandalosas, que se desloca a um dos países onde a empresa conta com umha sucursal com um único objectivo: incrementar ainda mais o lucro da companhia à custa de retirar o pam aos trabalhadores e famílias, de os condenar ao desemprego.
Todo isto é possível porque é o cerne da lógica da economia de mercado, do sistema capitalista. Porque nos últimas três décadas, após os Pactos da Moncloa, as forças políticas burguesas da direita e da “esquerda” domesticada, e as corruptas camarilhas dos aparelhos burocráticos sindicais pactuárom aplicar de forma paulatina umha legislaçom laboral seguindo os critérios do terrorismo patronal. As reformas laborais aplicadas polos governos sucessivos da UCD, depois polo PSOE felipista, posteriormente polo PP e agora polo PSOE de ZP, estivérom dirigidas a legalizar o despedimento livre, o trabalho precário, a perda gradual de direitos elementares para a classe trabalhadora, cooptando as elites para desarmar e desmobilizar o movimento obreiro.
Que sistema é este que trata como delinqüente quem exerce a liberdade de expressom, o direito a questionar um modelo de Estado continuador do franquismo negador do exercício de autodeterminaçom? Que sistema é este que considera decente quem, sem o mais mínimo reparo, declara com absoluta tanquilidade que a Citroën de Vigo necessita despreender-se de 1.000 postos de trabalho? Ou que permite que individos como Manuel Martínez, de aqui a uns meses, podam seguir exercendo legalmente o único que sabe fazer: especular, explorar e mentir, passeando tranquilamente pola Caniça ou Tominho?
Nós nom temos a menor dúvida, sabemos com quem devemos estar, com quem queremos estar.
Alex, Cris, Santi e Carlos som um exemplo a seguir. Por isso vamos acompanhá-los à “Audiência Nacional”, esse tribunal de excepçom continuador do TOP franquista. Vamos a manifestar-nos na capital do império espanhol como o que somos, galegos que nom desejamos ser espanhóis e que portanto nom reconhecemos legitimidade democrática ao rei que Franco nomeou como o nosso chefe de Estado. Mas nom porque queiramos um rei galego, senom porque nom queremos nem gostamos de reis, nem de príncipes, de rainhas, princesas, infantas e demais aristocracia parasita. Queremos umha República, galega e socialista, que garanta que tipos como Manuel Martínez ou Pierre Ianni nom podam continuar a cometer delitos e tropelias.
Estamos orgulhosos de compartilhar militáncia, combates e sonhos com pessoas como Alex, Cris, Santi e Carlos. Gente que nom se resigna, que opta por conquistar um futuro melhor, que nom obedece nem se submete ao “porque no te callas” bourbónico.
Estamos firmemente convencidos que todo isto nom será em balde, que contribui para atingir essa República galega, soberana, vermelha e lilás, em que cada vez mais galegas e galegos estám firmemente convencidos que é a única alternativa viável frente às diversas variáveis da direita, Rajói ou Zapatero, ou ao colaboracionismo miserável e nécio de Quintana.
Levo xa moitos anos de militancia no independentismo, moitos máis dos que tu, moitas máis. E vexo que se repiten certos erros: dogmatismos, sectarismo, personalismos, protagonismo... Es tu, Morais e PL un exemplo do que non se debe facer. Exemplo a seguir? Tu que tanto aludes a Lenin e ós clásicos, dicía o ruso: "Eu na prisión non fago nada" I tu dis de que son exemplo estes mozos? Cargastesvos unha manifestación digna, cun grupo bon de xente i non facedes autocrítica. Buscades protagonismo nos meios do Imperio, como li por algún lado e lixades a Causa GZ. Non fixestes crítica dos tres multados por non materen a orde? Xa sei que é inxusta a multa pero culpa é a vosa de facer cousas que non están acordadas. Saltastes os acordos, ou non? I non é a primeira, ou non? I ainda queredes que a xente tñea confianza en vós? Anda! I non me veñas a falar da explotación laboral a aqueles que levamos anos loitando contra ela, no sindicalismo e na política ata que xente coma vós arruinastes todo. E menos comparando a estes mozos coa clase obreira. Non tes responsabilidade nin dignidade. Se traballaras nalgo xa veríamos outras cousas e non nese bar-pub. Non vos quere nin a CIG, nin a CUT, nin a FPG, nin AMI, nin Ceivar... quen carallo vos quere? Facede autocrítica e deixate de tanto rollo.
Somos moitos os que nos cansamos con xente coma vós. Apestades o movemento liberación. Aínda así, seguiremos para conseguir unha nova fórmula no nacionalismo de esquerdas. Colaborarei coas orgainzaciós que pense que millor traballan pero xa non milito porque estou farto de chafalladas. Eu creo no nacionalismo amplo e de esquerdas, non coma vós, o voso nacionalismo minoritario e sectario.
I a pesar de todo, como nacionalista e repubrican, solidarízome cos detidos ainda que esté en contra da oportunidade da acción. Unha cousa non quita a outra.
Espasende, devias fazer um esforço para nom misturar insultos, supostos argumentos, e mentiras, porque se nom os segundos ficarám totalmente desacreditados.
E digo isso sem entrar no conteúdo do artigo. É um pouco cansativo ver como alguns vomitam as suas frustraçons ou problemas particulares num espaço que devia ser de debate sobre ideias.
De pouco vale que acabes "solidarizando-te" depois dos ataques pessoais que nom venhem a conto, e depois de confundir-te de inimigo e inventar películas que só existem na tua imaginaçom.
Quero dar-lhe os meus parabéns à equipa reitora de Vieiros por dar-lhe voz aos intelocutores das diversas formaçons que conforman a esquerda soberanista. Também aproveito para solidarizarme com os companheiros e companheiras de NOS-UP represaliados por Grande-Marlaska e o PSOE, com os seus amigos e sobor de tudo com as súas familias. Agora bom, dentro da anâlise de Carlos Morais boto a menos aos patriotas galeg@s presos nas cadeias espanholas e aos antifeixistas galegos caídos na ultima acçom em Vigo e na Corunha. Para muitos/as de nós também som um facho nesta longa noite de pedra...
Primeiro enviarlhe o meu apoio e solidariedade os detidos. Ferreirogz ,estou dacordo q o insulto sobra no comentario d espasende , mas pq o resto son "supostos argumentos , mentiras e películas" ... Seguevos a faltar moita autocríta , e tedes q ir asumindo q se hai um futuro d independencia e socialismo para o nosso país a "massa social"coma min non vos elixa para lideralo.
Nom creio que NOS-UP pretenda liderar nada. Nom se trata disso, senom de tentar unir essa "massa social" que tu dis, cauchemardesque, e a gente de NOS-UP é parte dela, umha parte activa e necessária, como outras.
Mal poderemos avançar nesse caminho sem respeitar-nos, e hai um sector hooligan representado aqui polo tal Espasende que parece empenhado em nom sair nunca do gheto dos puros, com o insulto como único "argumento". Sobre os "supostos argumentos, mentiras e películas", asseguro-che que nom exagerei, mas nom tem sentido entrar a analisar questons internas do independentismo. É melhor nom responder às provocaçons infantis.
Tenhamos seriedade e avancemos, por favor.
Um saúdo.
Seguimos no curruncho.
Vexamos, as institucions do rexime da monarquía, especialmente o tribunal politico que é a AN, o goberno, o central, coa colaboracion do "noso", a prensa, etc. teñen unha politica: pechar o que para eles foron concesions no 78, é dicer, as liberdades democráticas e para o PP as "autonomías".
Levan dende a lei Corcuera, máis ou menos, co obxectivo de establecer unhas fronteiras no rexime no que esten os que, como BNG agora, aceptan "o cadro constitucional".
Como din por aí, "leña al mono" quen non o acepte. Para iso aprovaron a lei de partidos, que hoxe ameaza a ANV e ao PCTV, e a doctrina Garzon (tudo é ETA), para pechar máis as fronteiras (o muro de Melilla e Ceuta contra os inmigrantes, o muro de Cisjordania, son muros fisicos, a Lei de partidos e a doctrina Garzon son muros politicos e sociais).
O obxectivo, o das detencios do 6D, a ilegalizacion das organizacions bascas, a detencion dos independentistas catalanes que queimaron foto do "rei", o prision de Candido e Morala en Asturias, o xuizo contra Diego Cañamero do SOC andaluz, as denuncias contra a actuacion de piquetes nas folgas (que hoxe, por si non o sabedes, poden ser delito), a chamada a declarar diante da G Civil das mulleres que abortaron, a prision dos tres do Eixo, a condena a sindicalistas da CIG en Lugo, as detencion desta semana, etc.... todos teñen o mesmo sentido, evitar que o movimento obreiro e popular do Estado Español (non só da Galiza) organice a resposta aos ataques contra as condicions de vida e traballo da poboacion traballadora, e para iso, o poder, os gobernos, preparan as súas ferramentas represivas.
Aznar xa dixo que tiñan que facer a 2ª transicion, pechando o que tiveron que conceder no 78.
E nós pelexando porque si un ten ou deixa de ter protagonismo. A verdade, a mesquindade dalguns é de siquiatrico, é que non queren saír do curruncho, mais co agravante de sacar discusions dunha organizacion, que pareceme un método deplorable.
Ou o conxunto do pobo traballador asume esta loita, é conscente de que a represion contra a esquerda ten como obxectivo desarmalo diante dos ataques contra as súas condicions de vida e traballo, ou todo o que fagamos non serve para nada.
Todo o noso esforzo temolo que destinar a organizar ao pobo traballador... as accions que non axuden a que a poboacion tome conciencia de que a represión contra a esquerda vai contra el, non son o camiño.
Porque a represion non é contra a "vangarda", a máis dura sempre é contra as masas: foi a carga contra as traballadoras de Atento ou contra o campamento dos funcionarios do concello de A Coruña. Foi en Barcelona contra os piquetes na folga dos transportes metropolitanos, ou as cargas e detencions en Vigo nas folgas dos metalurxicos.
Por iso, as accions fora da actividade das masas non axudan no camiño, pois estas non as ven como algo proprio. Todo o esforzo ten que ir neste camiño, que ELAS enfronten as politicas do rexime.
A Internacional din "nin deuses, nin tribunos esta o supremo salvador", e o Manifesto Comunista é claro: "a emancipacion dos traballadores será obra dos traballadores mesmos". E se istos non asumen a loita, non hai "vangardas" que o fagan.
por certo, 2 millons de seres humanos estan na prision máis grande do mundo, nunha version brutal do guetto de Varsovia.
Ata cando imos estar polemizando sobre "protagonismos". O mundo é más grande co curruncho galego, e o sufrimento da poboacion palestina é cualitativa.
Para cando mobilizacions de solidariedade co pobo palestino.
Parabéns por este artigo, coerente com o projecto de alargamento e dimensionamento do MLNG entre a sociedade galega.
Mui boa reflexiom, e muito apoio compartilhado para os companheiros de Ponte-Areas.
É um honor perceber que na Galiza existe, realmente existe, umha alternativa soberanista e socialista aos partidos do regimem capitalista, imperialista, monárquico e patriarcal.
Cumpre reconhecermos o trabalho que do MLNG se está a fazer para que na Galiza se projecte na prática a mesma rebeldia que devagar assolagará o planeta. Ojalá assi seja.
E um VIVA por todos esses e todas essas que desde as distintas entidades do MLNG estám a dar, com a sua entrega militante, exemplo de País.
P.S.:No comment para os que vivem do prazer de ranhar nas suas próprias feridas, porque só sabem ser protagonistas, e isso gera rancor quando definitivamente fracassache, engano-me?.
Nom o alimentemos. Que ladrem.
Nom vou entrar a valorar nem a responder acusaçons que som simplesmente mentira, e que aliás há que fazer onde há que fazer e se se fam noutro sítio, pois simplesmente som sintoma de covardia. Isso sim, resulta-me engraçado que os males do nacionalismo e do país se sinteticem para alguns em PL...por favor!!! Se o nacionalismo e o independentismo estám onde estám e por culpa de todose nom por culpa de PL nem de Carlos Morais. E, por certo, ou seja, que os detidos nom pertencem à classe operária, nom? hahahahahahahahaha!!! E quem reparte os passaportes aquí de operário? Nom me obriguedes a fazer umha piada cruel...
Aquí a questom é...há um caso de repressom por exercerem a liberdade de expressom...quem nom se solidarizar, simplesmente é cúmplice dessa repressom e ponto...
Em quanto a Carlos e o Ché, lamento comunicar-vos que sim, que NÓS-UP estivo presente nos actos de solidariedade e também tirou o correspondente comunicado.
"E quem reparte os passaportes aquí de operário? Nom me obriguedes a fazer umha piada cruel..."
Que é "piada"? É que mirando o que pon o voso diccionario, o "Estravis", non así sei o que poderá significar piada:
Piada s. f. (1) O piar das aves. (2) Ninhada de polos. (3) O que enche uma pia ou está dentro dela. (4) Porçom de tojo, erva, azeitona, et cétera, que se moi de cada vez. (5) Medida do azeite. (6) Porçom de azeitonas que entra na vasa do moinho, de cada vez.
Nin así sei o que significa, quería decir
Haberá que esperar a que rematen as eleccións, porque nestas datas deteñen a todo o que parece sospeitoso.
Onte estiveron a piques de deter a un xogador de xadrez porque dixo no alto ¡¡xaque ao Rei!!
Lidor, «piada» significa «chiste». Não digas «o voso diccionario», ho, que também pode ser teu. É útil, em todo caso (por aquilo de que o saber não ocupa lugar). O dicionário Xerais é tão meu como teu, por exemplo. A ver se vamos fazer bandos até dos dicionários! (É verdade que as tendências gregárias galaicas tendem a isso, mas é pena peninha...)
Bom, já entrando sobre quem pode repartir pedigrees e fazer «piadas cruéis», que curioso. Eu, que sou pequeno-burguês confesso e assumido, aspirante eterno a grande-burguês, cada vez que abre alguém a boca em nome do Povo e presume de defensor proletário, na imensa maioria das vezes o que se me constata é a sua condição burguesa, com o facto acrescentado de ser (ou ter alguns jeitos de) senhorito. E no caso de muitos intelectuais da «vanguarda», o estilo pontifical com que botam as suas sentenças, o que me denota, mais do que as sua convicção, é o seu ego necessitado de alimento. O ego é uma das base da corrupção (em vários sentidos) das pessoas, recordem isso.
¿E se "piada" significa "chiste", por qué non puxo chiste, sen aspas, e xa o entendiamos á primeira? Se non vén no Estravís é que non é galego? E se non vén no Xerais? Gracias, Majorinus.
De nada Lidor. O conto é que os que somos reintegracionistas usamos o léxico português também como critério de referência, e o conto é que o termo «chiste» deve ser de procedência castelhana.
Alex, Cris, Santi e Carlos, adiante companheiros!!!!
Que e o que che passa Lidor? Que e o que nom entendes ouh?? Ou e que andas a provocar coma sempre...("o vosso dicionario"..eu coidava que os dicionarios eram de quem os ussava (os "utentes")..."Chiste" e castelhano...tenho pra mim que "chiste" nom se escoitou em Galiza ate entrado o franquismo e logo veu a profussom de meios de comunicazom TUDOS EM CASTELHANO ate o de agora...Na minha terra branhega ainda dizimos "conto", "brincar" (e-che um brincar), etc etc...A que veu esse "sectarismo" teu logo? Por que no canto de te cinguir ao tema ou expor tes que dizer-lhe aos demais COMO tenhem que escrever?? Quem es tu?? E logo vas acussando por ai aos outros...Manda car...
Por certo dicionario e dicionario tamem em RAG...Milhor pasa-te directamente a tua linguagem de referenza...e digo-cho agarimossamente
Maeloc,
Em positivo, homem, em positivo.
É que não aprendemos, hein?
Nom ha problema ouh...agas algum paxarinho aco somos-che tudos da familia e tem que haver algo de humor e escarnho na casa
"E se 'piada' significa 'chiste', por que non puxo chiste, sen aspas, e xa o entendiamos a primeira?
Logo dumha foooonda reflexom...(lendo por isso me chamo como me chaman):
E se 'ontem' significa 'aier', por que non puxo aier, sen aspas, e xa o entendiamos a primeira?
bueno, home, bueno, pois escribo en ghalhegho do pueblo pa que se me entenda...a ver, eu o que non soporto nin estou dispoesto a aghuantar mais é que se pretendan saldar contas pendentes de derrotas democráticas mal asumidas en foros de interné. Se hai algo que aclarar con Carlos Morais ou con os rapaces da Unidá Popular esa, pois que se aclare polos cauces transparentes e democráticos que para iso están; pero cando hai un caso de represión, aproveitar que o Miño pasa por Lugo para meter a facada correspondente solo porque os represaliados son desta sighla e mais da outra, é unha mezquindá como mínimo. Ou te solidarizas ou non. Polo demais, hasta onde eu sei, os catro rapaces estes de Ponteareas son traballadores normales e corrientes. E non vai vir ninghén a negharlles esa condición, a non ser que me demostredes que hai alghén no mundo con leghitimidá dabondo como para dar e quitar pasaportes de obreiro aos demais, cousa que dudo. Queda así suficientemente claro? É como fala o pueblo, ou?
>>¿E se "piada" significa "chiste", por qué non puxo chiste, sen aspas, e xa o entendiamos á primeira? Se non vén no Estravís é que non é galego? E se non vén no Xerais? Gracias, Majorinus.<<
Os isolatas radicais sempre vos deixais quedar em evidência. "Xa o entendiamos á primeira". Pois não me estranha que o entendais sem problema, porque só pareceis entender o CASTELHANO.
Citado de http://priberam.pt/dlpo
chiste
do Cast. chiste
s. m.,
dito gracioso;
graça;
facécia;
ant.,
poesia sentenciosa;
composição poética com alusões graciosas ou licenciosas.
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Assunto: O idioma Galego do Século XXI é o Português de hoje como já o era no século IX. A ortografia (portunhol) que o Estado espanhol nos está a impor é dividir para reinar e neocolonialismo castelhano. Português é Galego normalizado sem os humilhantes “séculos escuros”. Se não fosse estes séculos de opressão do povo galego quem duvidava que hoje a norma escrita do português era naturalmente a mesma que na Galiza? Acabe-se com as enfermidades de nosso idioma e cultura resultantes da opressão.
FACTOS:
Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do reino de Leão que na época ocupava a Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal. A sul do rio Minho ficou por libertar uma pequena parte da Galiza que hoje está integrada na Extremadura espanhola. O nome de Portugal há quem diga que foi em homenagem a uma antiga localidade perto da cidade do Porto que se chamava Portos Cale, porém outros historiadores defendem que a palavra é composta de portu (de porto marítimo)e gal (de Galiza). Ou seja o nome Portugal significava o porto de chegadas e partidas da nova Galiza independente a sul do rio Minho e a esperança de desenvolvimento para o povo do novo reino.( Por—GAL).
O cidadão Galego Dom Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal com a capital na cidade minhota de Guimarães. Só muito mais tarde depois da reconquista de Lisboa aos mouros pelo 1º rei e fundador de Portugal, o Galego Dom Afonso Henriques a capital passou para esta cidade.
Os territórios libertados da antiga Galiza a sul do rio Minho são hoje as seguintes províncias portuguesas: Minho (capital Braga), Trás-os-Montes (capital Bragança),Douro (capital Porto), Beira Alta (capital Guarda), Beira Baixa (capital Castelo Branco), Beira Litoral (capital Coimbra). Pertencia ainda também à antiga Galiza a sul do rio Minho e não foram libertadas uma parte da Extremadura espanhola junto à província portuguesa da Beira Baixa e outra na actual provincia de Salamanca San Felices de los Gallegos.
A palavra “Beira” significava fronteira, à beira dos territórios mouros, ou seja o fim do extremo sul da Nação Galega. Esta verdade Histórica é tão presente que ainda hoje entre portugueses se chama galegos aos portugueses que residem ou nasceram nestas 6 províncias portuguesas.
Depois estes galegos do sul com o nascimento do Reino de Portugal começaram-se a chamar de portugueses de forma a se destinguirem dos outros galegos a norte do rio Minho que continuavam ocupados pelo reino de Leão.
O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul para lá das “Beiras” as terras ocupadas pelos mouros formando o país moderno de hoje. Aos mouros foram reconquistadas as seguintes províncias portuguesas: Extremadura portuguesa (capital Lisboa), Ribatejo (capital Santarém), Alto Alentejo (capital Évora),Baixo Alentejo (capital Beja)e o bisneto de Dom Afonso Henriques, o rei Dom AfonsoIII reconquistou aos mouros o Algarve (capital Faro). As terras conquistadas eram normalmente povoadas por galegos do norte do rio Minho por falarmos a mesma língua e haver a norte uma grande concentração de população disponível para povoarem terras desabitadas após a reconquista. O rei Dom Fernando de Portugal ainda libertou temporariamente de Castela a Galiza a norte do rio Minho, mas não conseguiu manter. Mais tarde descobriram as ilhas dos Açores e da Madeira desabitadas e povoaram-nas com galegos do norte e do sul do rio Minho.
Por isso portugueses e galegos têm a mesma origem não só linguisticamente como têm a mesma matriz humana. São o mesmo povo original do extremo litoral norte da península ibérica.
A única diferença é que uns mais a norte passaram do domínio do reino de Leão para a colonização castelhana enquanto outros a sul seguiram um destino livre e independente, conservando e aperfeiçoando naturalmente a sua língua e desenvolvimento humano.
Os galegos do sul independentes que entretanto passaram-se a chamar portugueses. Depois de reconquistarem as terras ocupadas pelos mouros na península, expandiram-se mantendo por séculos a soberania em vários territórios do mundo como exemplo:
1- Norte de África: Aguz, Alcácer-Ceguer, Arzila, Azamor, Ceuta (portuguesa desde 1415 cedida a Espanha em 1640 oficializado em 1668.Mantem a bandeira portuguesa do território igual à cidade de Lisboa e o escudo português da época), Mazagão, Mogador, Safim, Agadir, Tânger e Ouadane.
2- África Subsariana: Gana, Senegal, Angola, Guiné, Guiné Equatorial (Portuguesa desde 1471 cedida a Espanha em 1778 em troca com territórios na América do Sul), Benim, Melinde, Mombaça, Moçambique, Quiloa, Arguim, Ilha Ano Bom, Cabinda, Cabo Verde, São Jorge da Mina, Ilha Fernando Pó, Costa do Ouro Portuguesa, Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, São Tomé e Príncipe, Socotorá, Zanzibar, Ziguinchor, Ilhas de Ascenção e Santa Helena, Congo, Zâmbia, Camarões, Gâmbia e zimbabwe.
3- Ásia Ocidental: Bahrein, Ormuz, Mascate e Bandar Abbas.
4- Subcontinente Indiano: Canacor, Chaul, Chittagong, Cochim, Cranganor, Ceilão, Laquedivas, Maldivas, Baçaim, Bombaim (Mumbai), Calecute, Hughli, Nagapattinam, Paliacate, Coulão, Salsette, Masulipatão, Mangalore, Singapura, Surate, Thoothukudi, São Tomé de Meliapore e Estado Português da Índia ( Goa, Diu, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli).
5- Ásia Oriental: Bante, Flores, Macau, Macassar, Malaca, Molucas, Amboina, Ternate, Tidore, Nagasaki (no Japão cidade fundada pelos portugueses em 1571) e Timor.
6- América do Norte: Terra Nova, Labrador e Nova Escócia.
7- América Central e Sul: Brasil, Barbados, Guiana Francesa e Cisplatina (Actual Uruguai na época portuguesa a capital era Sacramento ,hoje conhecida por Colónia de Sacramento, cidade fundada e povoada tanto por pessoas como até animais domésticos originários do Minho do norte de Portugal).
Estes galegos do sul independentes criaram o maior império global da idade média no mundo. Superior ao castelhano. Por isso hoje são vários os países onde se fala português/galego para além daqueles em que é idioma oficial.
A língua portuguesa que é o galego do século XXI, com mais de 250 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, sendo falada no Ex-Estado Português da Índia (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli)e Guiné Equatorial (A partir de Dezembro de 2007 língua oficial. O crioulo falado maioritariamente pela população neste país é de base com palavras galegas/portuguesas e não castelhanas). O português tem também estatuto de língua oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
Há ainda por todo o mundo milhões de falantes como em África, América central, Ásia e Oceânia de vários crioulos que usam as palavras portuguesas/galegas embora com fórmulas gramaticais diferentes. São perfeitamente compreensíveis. Isto se deve ao facto da língua portuguesa/galega no momento que estava a ser oprimida nos ”SÉCULOS ESCUROS” na Galiza ser durante os séculos XVI, XVII e XVIII um idioma em grande expansão utilizado no comércio internacional de toda a costa oriental e ocidental de África , Golfo Pérsico, Índia e Ásia incluindo Malásia, Indonésia, China e Japão. A própria língua japonesa tem várias palavras portuguesas/galegas como: capa, copo, vidro, tempero, tapas, tasca, botão, biombo etc. Palavras como obrigado criaram a japonesa “oriagato” para agradecer. A escrita da língua japonesa embora seja feita por sinais foi criada por portugueses. A ortografia foi uma adaptação dos sons das sílabas do idioma português/galego à orientalidade de escrever por símbolos. Cada sinal corresponde a um som que faz uma sílaba constituída por conjunto de uma letra consoante com uma vogal portuguesa/galega ou duas vogais. No abecedário japonês repete-se ciclicamente com as vogais de som portuguesas/galegas “ a, e, i, o, u” mudando em cada ciclo o som da letra consoante ou outra vogal ou só vogal. Na escrita chinesa existem símbolos que representam cousas ou ideias, enquanto os caracteres japoneses referem-se a sons em que cada um é uma sílaba por exemplo: “ta, te, ti, to, tu, ma, me, mi, mo, mu, ia, ie, io, iu, xa, xe, xi, xo, xu, tsa, tse, tsi, tso, tsu etc.. Quem analisar o som dos nomes dos japoneses e palavras verá que são feitas por sílabas com as vogais portuguesas/galegas pronunciadas de forma aberta. Quando os portugueses chegaram ao Japão os japoneses não tinham escrita própria e só os mais cultos escreviam um pouco em chinês. Hoje todos os japoneses escrevem da forma que os portugueses ensinaram e só alguns sabem escrever chinês. Em muitos casos numa frase misturam as duas escritas. Os caracteres chineses são mais compactos e representam ideias enquanto os japoneses são simples e soltos representando sons. Isso é fácil identificar num texto escrito pelos japoneses quando misturam os dois tipos de escrita. Por isso a língua galega/portuguesa não só é a 3ª mais falada no mundo ocidental como é culturalmente muito rica. Vários idiomas da Tailândia, Malásia, Índia e Indonésia têm também palavras portuguesas/galegas.
Há ainda um idioma próprio falado na Malásia, Singapura, Tailândia, Ceilão e Indonésia que se chama Kristang (língua cristã) ou português de Malaca que é constituído por palavras portuguesas/galegas com formas gramaticais diferentes. Existe também o idioma Patuá chinês nessa situação. Há também o Papiam das Caraíbas entre outros. Os portugueses/galegos falam com estas gentes sem dificuldade ao contrário dos castelhanos.
A língua Galega/Portuguesa considera-se com a matriz formada a partir do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C.
Na península Ibérica foi língua culta mesmo fora dos actuais territórios da Galiza e de Portugal como nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego/português, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda grande literatura durante a Idade Média só depois do Occitano.
Na península Ibérica a língua galega/portuguesa esteve estável e comum a Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos a norte do rio Minho sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do séc. XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". A língua galega e povo foram tão mal tratados, escravisados, discriminados e oprimidos pelos castelhanos que a palavra galego durante séculos significou pessoa atrasada e inculta. Ainda hoje no Brasil em algumas regiões se chama a um português atrasado e muito inculto um galego. Na Galiza os galegos durante séculos foram ao máximo explorados materialmente e segregados culturalmente pelos castelhanos. Ainda hoje em Portugal, Brasil e outros países que falam português/galego há as seguintes expressões idiomáticas “ um galego de trabalho”, outra também usual, “trabalha como um galego” outra “ galego é escravo de trabalho”. No passado galego significou escravatura castelhana. Se falarmos de literatura, extraindo poucas normas recentes da RAG o idioma galego “portunhol” que esta instituição escreve e oficializa é igual ao que escrevia o mais grande poeta e escritor português de todos os tempos Luiz Vaz de Camóns. Só que este escritor viveu no século XVI e hoje até o seu próprio nome se escreve na norma actual Luis Vaz de Camões. O povo galego tem de exigir do Estado a sua língua actualizada e não um idioma remendado do português mediaval que porá os galegos numa posição de povo inculto e inferior neste mundo cada vez mais globalizado. É preciso restaurar a língua e não remendá-la por forma a não se tornar um idioma antigo de uma minoria sem qualquer valor de comunicação nem mesmo dentro da Galiza dado a contestação e divisionismo que gera, com o nascimento expontâneo na Galiza de vários movimentos em defesa da língua materna e genuína actualizada..
O galego/português em Portugal, por seu lado, durante este período ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano.. A situação de opressão e colonização da língua galega não se limita só aos territórios conhecidos hoje como Galiza e zonas fronteiriças de Zamora, Leão, Astúrias e San Felices de los Gallegos (província de Salamanca). Em plena Extremadura espanhola em duas zonas diferentes o galego tem sido oprimido e colonizado quase à extinção pelo castelhano. Esta realidade histórica é quase desconhecida na Galiza. É que parte desta província espanhola era Galiza, fazia parte da Beira Baixa, era o extremo interior sul. A zona de Cáceres fazia fronteira da Galiza com os territórios mouros antes da criação do reino de Portugal. Era uma zona instável com população galega. Há ainda em separado mais a sul o território de Olivença e seus municípios que estão ocupados ilegalmente por Espanha desde 1817 face ao direito internacional, que sem ter pertencido à antiga Galiza faz parte de uma província portuguesa do Alto Alentejo reconquistada aos mouros e povoada por galegos. O idioma chamado português de Olivença é galego. Os seus habitantes são filhos de galegos/portugueses e não de castelhanos. Por isso hoje há na província espanhola da Extremadura milhares de jovens a estudar a língua portuguesa por saberem que é o idioma dos seus antepassados normalizado e actualizado. Ao contrário do governo da Galiza o da Extremadura espanhola (embora só tenha alguns municípios de origem galega/portuguesa) tem estreitado muito as relações linguísticas, culturais e económicas com Portugal. Não inventa “PORTUNHÓIS”
A Real Academia Galega defende e tenta oficializar que o galego deve ser o português arcaico com algumas polémicas modificações ortograficas impostas pelo poder político e não a nossa língua moderna. A RAG quer acabar com a cultura galega. Em Finesterra há quem fale o melhor português de toda a península. Aqueles que falam melhor galego são os que mais reprovam na disciplina nas escolas do governo. O “portunhol” é um acto de neocolonialismo depois da União Europeia obrigar os Estados membros a reconhecer as línguas regionais. O Estado espanhol está a tentar impor o “portunhol”, um dialecto sem qualquer utilidade como se fosse o galego. É uma manipulação e deturpação da história. Eles (RAG) sabem que o português arcaico não tem condições de se impor no mundo e muito menos o “portunhol” adulterado, isolado, não representa nem é capaz de expressar o pensamento moderno e as evoluções tecnológicas actuais. Trata-se de um dialecto deformado, isolado, criado agora para dividir galegos e defender os interesses do colonizador castelhano que tem pavor em ver uma Galiza descolonizada. Pelo contrário o galego/português genuíno e moderno é uma mais valia para todos os galegos e para a própria Espanha. Os castelhanos não colonialistas aprovam e reconhecem que depois de tantos séculos de opressão de que os galegos foram vítimas dos castelhanos colonialistas o mínimo que o Estado tinha de fazer era ajudar os galegos a recuperarem a língua dos seus pais actualizada e descatelhanizada. O português como puro galego do século XXI. Os galegos passavam a ser bilingues "Hablando" o idioma do colonizador o castelhano e "Falando" a língua dos seus pais o galego/português. Com isso passam a falar com mais de 700 milhões de falantes nativos em todo o mundo. Abrem-se assim as portas para um gigante espaço cultural e comercial num mundo globalizado. Esta é a grande vantagem que os galegos têm em relação às outras línguas minoritárias peninsulares como as catalã e basca. Os Galegos têm como língua materna o 3º idioma ocidental. Os deputados galegos podem falar o galego do século XXI no parlamento Europeu mas não infelizmente no espanhol. Isso é humilhante para um povo que tanto sofreu durante séculos e é a parte pior que existe numa colonização.
Para a recuperação da língua galega oprimida há séculos é imprescindível a transmissão de rádios e televisões portuguesas em canal aberto em toda a Galiza e municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca), Olivença e outros municípios da Extremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa. Em entrevista à agência de informação portuguesa Lusa, Emilio Perez Touriño explicou que as "grandes dificuldades" têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza. Haja vontade e determinação política. Tudo o resto é fantasia para adiar o mais possível a restauração da língua galega actualizada normalizada e genuína ao povo galego. Touriño é galego ou troca a sua identidade, renegando as suas origens para agradar aos castelhanos colonialistas? Muitos castelhanos no século XXI ainda são colonialistas e chegam a chamar de anti-patriotas aos galegos que defendem a Galiza, como os deputados que falam no parlamento Europeu em português. Esta é mais uma forma de descriminar e marginalizar os galegos na sua própria terra. Nós galegos temos de saber diferenciar o que é Pátria e o Estado. São duas cousas distintas. A Galiza não só é uma Nação milenária como é a nossa Pátria. A Espanha é o Estado de que dependemos administrativamente. Para um galego ser patriota é pôr em primeiro lugar a Galiza, sua cultura e língua. Não renegar o nosso passado e origens. Não ser patriota é olvidar que se é galego. Galegos e castelhanos têm de viver de mãos dadas e não com os castelhanos com os dois pés em cima dos galegos. Hoje um galego ainda tem que escrever e “hablar” castelhano para ter um emprego na Galiza. Isto é colonialismo do pior. É falta de respeito por um povo e uma Nação.
Na Net é importante que os galegos, tanto empresas como particulares tenham em primeiro lugar a sua página de Web em galego/português normalizado e só depois em castelhano.
É preciso o ensino escolar obrigatório do galego do século XXI e a televisão galega deixar de falar em português arcaico ”portunhol”. O português mediaval não tem qualquer utilidade nos tempos modernos. Os galegos têm o direito de falar a língua dos seus pais actualizada e não de forma mediaval e castelhanizada o “portunhol” como o Estado espanhol através da tv da Galiza e da RAG promove. Não se compreende como alguém com responsabilidades no Estado Espanhol tem receio que os galegos falem a sua língua materna actualizada normalizada e com expressão mundial. A RAG tenta criar um “portunhol” a partir do português mediaval. O “portunhol é uma invenção daqueles que vêem Portugal como uma Galiza livre e temem desesperadamente a aproximação dos povos. Esse “portunhol” morrerá sem expressão e insistir nele é confundir e destruir a cultura galega definitivamente depois de tantos anos de opressão. Não quero deixar de chamar a atenção para a deformação e crime cultural que existe quando se escreve Xunta em vez de Junta. É que em galego/português desde pelo menos o século IX que a letra “J” não tem o mesmo som que em castelhano. Em galego/português a letra “J” tem um som muito semelhante com “X” mas não é bem o mesmo. Esta é uma deformação ortográfica e imprecisa oralmente por se desrespeitar os critérios principais de origem da língua galega. Escrever Junta com “X” representa desconhecimento de como se pronuncia em galego/português a letra “J” que nada tem a ver com o castelhano. O mesmo acontece com “ge” e “gi” em que o som em galego/português é muito parecido com “xe” e ”xi” mas não é totalmente igual. Para fugir do sotaque castelhano não é necessário radicalizar tanto. A RAG devia-se chamar Real Academia Castelhana, porque está a defender os interesses castelhanos de confundir e dividir os galegos.
É fundamental o galego ser actual e normalizado. Os povos só se evoluem bem intelectualmente quando sabem se expressar bem na sua língua materna e não na estrangeira colonizada. Não se consegue expressar bem com um idioma do passado com adulterações neocolonialistas castelhanizadas como o agora inventado “portunhol” para impor a uma Nação milenária. Pelo contrário o galego actual com ortografia normalizada pelo padrão português será o encontro dos galegos com as suas origens e ganham em simultâneo um poderoso meio de comunicação quer a nível cultural como comercial, que ajudará a crescer a Nação Galega neste mundo globalizado. Escrever galego/português dentro da norma dá-lhe uma dimensão mundial e é a única forma de salvá-lo da morte. O português/galego não é um idioma de propriedade de Portugal. São dos 9 países que o adoptaram como oficial e da Região Autónoma de Macau na República Popular da China.
Temos aqui um bom exemplo da China que embora comunista adoptou oficialmente o português numa das suas regiões autónomas ao contrário de Espanha que se diz democrática e está a inventar o “portunhol” para que a Região Autónoma da Galiza não tenha como oficial a língua de seus pais. Com esta decisão a China muito se tem beneficiado cultural e comercialmente com a sua presença nos 9 países que falam português.
Escrever dentro da norma galega/portuguesa é a única forma de salvar a nossa língua. Não vivemos isolados no mundo. O Instituto da Língua Portuguesa tem sede na cidade da Praia no pequeno país de Cabo Verde, onde estão representados todos os países de língua oficial portuguesa para haja normalização na ortografia. Não há colonialismo linguistico. Espanha deveria estar lá representada oficialmente e com plenos direitos através da Galiza. Nós somos irmãos falantes de mais de 250 milhões de pessoas com as nossas origens humanas e culturais. Não temos de optar entre os nossos primos castelhanos e os nossos irmãos da fala. Queremos conviver com as duas partes.
Só assim se respeita a dignidade do povo galego e a própria Espanha se beneficia. O rei Dom João Carlos viveu a sua infância em Portugal, primeiro aprendeu a falar e escrever bem português/galego (com sotaque de Lisboa) e só depois castelhano. Contudo é rei de Espanha.
Os galegos não deixam de pertencerem ao Estado Espanhol por falarem a língua dos seus pais actualizada e normalizada. Agora atitudes de neocolonialismo, adulterarem, falsificarem a língua com receio do crescimento da Nação Galega é crime cultural.
Na cultura galega respeita-se os mais velhos e a Nação Galega merece ser respeitada quanto mais não seja por ser muito mais velha do que o próprio Estado Espanhol.
É difícil sob o domínio do colonizador defender uma identidade cultural.
A RAG tenta afastar o galego das suas origens com a invenção do “portunhol”, oportunisticamente tirando vantagem das, feridas, cicatrizes e enfermidades deixadas pela própria humilhante colonização castelhana em termos de deformação linguistica. Contudo os galegos estão de parabéns por depois de tantos séculos de humilhação, opressão e colonização castelhana não terem deixado morrer o seu idioma materno galego/português.
A Real Academia Galega que trai os filhos da Galiza é suportada pelos nossos impostos e serve os interesses do colonizador castelhano, pelo contrário muitas organizações como a Associaçom Galega da Língua AGAL luta sem apoios pela defesa da nossa língua materna e cultura. Em pleno século XXI e na Europa os galegos pagam impostos para o Estado através da RAG destruir a sua língua materna e cultura. A deturpação da língua materna é a morte da língua galega depois de séculos de opressão e colonização castelhana. O idioma “portunhol” que a RAG está agora a fabricar artificialmente não serve para nada senão dividir os galegos para os castelhanos continuarem a mandar em nossas terras galegas. Onde estão no meio dos políticos os verdadeiros galegos? Será que pelo poder só querem agradar ao castelhano colonizador, renegando as suas origens e traindo o seu povo? Vendem-se pelo poder? Será que em mil anos de história só houve um político galego chamado Dom Afonso Henriques primeiro rei de Portugal? A Galiza não é uma questão de direita ou de esquerda nem qualquer ideologia. É uma Nação milenária que tem de ser respeitada. A RAG é um braço de terrorismo cultural armado pelo colonizador castelhano contra a língua e cultura galega e pago através dos impostos pelos próprios galegos. Trata-se de terrorismo cultural pago pelas vítimas. A opressão secular de que os galegos e a Galiza são vítimas é o maior crime na península contra pessoas de bem. Sem a reintegração da nossa língua original actualizada a Galiza continua a ser uma colónia de Castela na Europa em pleno século XXI, quando já nem em África existem.
A grande maioria dos galegos não se quer separar do Estado espanhol, nem querem ajuste de contas pelos “séculos escuros” de opressão e humilhação. Querem a saudável convivência entre todos os povos, mas exigem ser respeitados pelo Estado e não enganados com a invenção do “portunhol”. Pelo contrário o boicote à sua língua materna feito pela RAG é a forma do Estado espanhol fomentar o sentimento separatista e extremista em toda a Galiza, como já existe no País Basco. Nem o nome de nosso país correcto todos ao galegos falam devido à opressão e enfermidade linguística. Desde a existência da nossa nação durante séculos até ao domínio e colonização castelhana todos os galegos diziam GALIZA os castelhanos Galícia. É fácil concluir que o nome da Nação galega em galego era o nome que os nossos pais galegos lhe chamavam e não os castelhanos, mas até esta humilhação tivemos que aceitar em nosso idioma “portunhol” a palavra estrangeira galicia. Porque será que nós galegos não começamos a chamar Castelhícia, Espanhicia a e obrigar os nossos colonizadores a mudarem de nome como nos fizeram? Trato igual. Fim ao colonialismo.
Abaixo o “portunhol”. Fim ao colonialismo.
Pela dignidade do povo galego e sua língua materna. Galego actual e com ortografia normalizada é português.
Viva A Galiza e o Estado Espanhol.
Manoel Castro Vidal Pinto
(Nome secular galego/português)
Ideias Galegas
Corunha GALIZA Espanha
Notas importantes:
1-Pela Nação GALEGA e pela causa da recuperação da nossa língua materna e genuína reenvie para os e-mails de 10 amigos seus esta mensagem. Promova a consciência GALEGA. Se cada um de nós que recebermos esta mensagem a enviarmos a 10 amigos, toda a Galiza a receberá.
2- A ortografia do “portunhol” que o Estado espanhol RAG e quem com ele colabora, com o dinheiro dos nossos impostos, está a tentar impor aos galegos é um crime cultural maior do que a própria colonização castelhana. Faz os nossos filhos perderem tempo e cabeça com algo falso e sem utilidade. O “portunhol” da RAG não tem qualquer utilidade e isola-nos no mundo, é uma forma de destruir gerar confusão na língua galega e reduzir-nos a nada ao fim de séculos de opressão. Os galegos têm a 3ª língua mais falada no mundo ocidental como idioma materno não precisam que a RAG invente ortografias de interesse castelhano para nos dividir. Que se acabe com a relação colonizador e colonizado entre galegos e castelhanos. Queremos ser respeitados dentro do Estado espanhol. Vamos todos Limpar os “Séculos Escuros” de opressão, humilhação e o castelhano de nosso idioma escrevendo puro galego normalizado no português actual.
Carlos Morais nasceu em Mugueimes, Moinhos, na Baixa Límia, 12 de Maio de 1966. Licenciado em Arte, Geografia e História pola Universidade de Santiago de Compostela tem publicado diversos trabalhos e ensaios de história, assim como dúzias de artigos no Abrente, A Peneira, A Nosa Terra e outras publicaçons periódicas. Activista dos movimentos sociais, inicialmente no estudantil, sendo fundador dos CAF no cámpus universitário de Ourense, e depois do antimilitarista é militante comunista desde jovem. Actualmente forma parte da Permanente Nacional de NÓS-UP e é Secretário Geral de Primeira Linha.
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