Há muitas formas de abordar um tema, alguns mais facilmente do que outros, eu sei; e também sei que por vezes podemos escolher o jeito, e mesmo as palavras, que julgamos representam melhor as nossas ideias. Outras vezes, porem, descobrimos que não somos capazes de fazer isso, que não podemos, e que temos que confessar ante os demais, e ante nós próprios, que nossa reacção ante determinadas experiências nos vem dada. Eu explico:
Estes dias, logo de saber o que se está a passar em Vigo e Corunha com os mono-lingües a defender o bilingüismo, cousa que não me acaba de encaixar dentro da cabeça, tentei analisar o que via e o que eu pensava. Mas descobri que isso, que para muitos é apenas uma reacção de senhoritos envalentonados polo Aznarismo, para mim não é tão simples de qualificar. E olha que lhe dei voltas, e mesmo teria gostado de o ver doutro jeito, mas assim é como o sinto... Essas acções galego-fóbicas que estes dias temos que aturar na nossa própria Terra, em mim se espetam directamente duma forma cruenta que não consigo amortecer com palavras. Como me diz um colega meu americano, isto acontece porque essas agressões vão directamente ao mesmo lugar onde ainda ficam sem curar feridas no cerne da minha identidade. E que sempre vai doer, porque a pegada se gravou numa etapa da minha vida na que por razões de idade era muito vulnerável.
Hoje quando os verdugos tiraram finalmente suas máscaras, no teatro de Vigo, e eu vi que eram os mesmos de 1968, quando eu tinha 6 anos, foi como um flash-back, como um recordatório de todas as vezes que suas facas se vieram espetar nesse mesmo lugar. E doe do mesmo jeito que doera aquele dia, quando começava a escola, e as lágrimas me faziam ver, ao longe, os penedos molhados como se chovesse, mas não chovia. Quando se recebem ataques deste tipo, a resposta que o organismo dá, porque a tem aprendida desde muito cedo, é uma resposta de medo. Devo confessar que me dão medo.
Muito medo. Eu, que por minha profissão estou acostumada a trabalhar com gente que sofreu violência, tento entender a minha reacção, e acho que a entendo, mas não entendo a sociedade na que vivo. Eu sei que poderia deixar de sentir medo se os verdugos pagassem polo que fizeram, ou mesmo só com que eu tivesse certeza de que o não iam fazer mais; ora, sei que não é assim, depois de quase quarenta anos a história se repete, como muitas vezes se leva repetido para os que sofremos violência lingüística na nossa própria terra.
Hoje, mentes lia a Viktor Frankl, “Man in search of meaning” entendi porque eu ao ver esses ataques dos gelego-fóbicos contra nós, me alegrei de não morar em nenhuma dessas cidades que antes mencionei...
“...quando vinham com falsidade –diz Viktor Frankl- a dizer que a alguns nos iam trasladar a outro campo de concentração, nós bem sabíamos que era a câmara de gás que nos esperava, e nos alegrávamos de que os nossos números (porque isso e o que éramos) não estivessem na lista de números a levar; mesmo sabendo que um dia, se os exterminadores não eram detidos, viriam também com os nossos números na lista para nos carregar no comboio da morte...” Hoje na lista dos números só aparece Vigo e Corunha e eu, essa meninha de seis anos que hoje me aconselha, se alegra de que os meus números ainda não fiquem na lista do verdugo...
Eis un punto que cómpre resaltarmos: os monolingües que din defender o "bilingüismo".
Realmente son verdugos: de língua e de persoas. Certaches plenamente
Sim, a cousa é para pensar e pensar desde o concreto ao abstrato e pelo caminho inverso, do abstrato, das ideias universais (alguma poderemos cultirvar) à prática de cada dia.
O CONCRETO: «En Galicia no hay libertad para escoger el idioma.» Os acusadores centram-se no que ELES dizem que acontece nos âmbitos do ensino, todos, os públicos e os privados.
Mas ESSE CONCRETO, a pouco que abramos meio olho, nem sequer um, é que NA GALIZA NÃO HÁ LIBERDADE PARA ELEGER O IDIOMA, porque estamos "obrigados" (já não é necessária a presença policial...) a utilizar maciçamente a "lengua nacional do reino bourbónico".
Portanto, desde a falsidade (e mentira) deles e desde a comprovação diária, quase "horária", de qualquer pessoa assisada, não entolecida, simplesmente realista, hispanófona ou lusófona (ou galegófona, tanto tem), é que eu consigo alcançar o ABSTRATO, uma ideia universal, que enuncio como objetivo que ELES procuram por todos os meios conseguir: A ANIQUILAÇÃO DO GALEGO NA GALIZA, nesta parte da Galiza, porque há outra parte que o reino bourbónico deixou fora da "Comunidad Autónoma de Galicia" e onde o Galego oficialmente não existe.
E comparo com o acontecido na História da Europa, desde o início da chamada Modernidade: É velha essa obsessão de "anéantir", aniquilar a língua diversa da nacional, sobretudo se essa língua diversa é nacional do outro lado da fronteira: Já em 1794 o abade (abbé) Grégoire o exprimiu diretamente, sem reviravoltas, no seu "Relatório". Acontece que na França revolucionária de então o francês, "la langue de la Nation", ligava-se à "liberté" e a "égalité", à república, à ordem nova, inimiga da"féodalité"... Acabavam de guilhotinar o rei e a rainha e outros mais.
Porém, cá, no reino bourbónico, a "lengua nacional" começa por não se apresentar como tal, mas como "lengua oficial del estado", para além, reino e não república.
Para além, dificilmente pode ser ligada com a liberdade e com a igualdade, palavras nojentas que quase nunca se usam indiscriminadamente, mas quase sempre com adjetivos que as coutam até extremos ridículos.
Digamos que no reino bourbónico a liberdade e a igualdade são medidas pela "Audiencia Nacional" (essa sim se acompanha do adjetivo correto!), continuadora do "Tribunal de Orden Público" franquista, como o atual Chefe do estado foi designado pelo anterior.
...
Portanto, quando fazermos o caminho inverso, dessa concepção coutada da liberdade e da igualdade, para os usos linguísticos concretos, teremos de concluir que estes não existem como tais, por serem exercidos em língua nem livre nem igual, como são "las demás lenguas espaÑolas".
Os usos de Galego (como os de Basco e os de Catalão) são apenas permitidos no reino bourbónico como usos dialetais, mentres não interfiram nos usos da "lengua nacional, oficial del estado".
Bom, pois nem esses usos cativos e até miserentos os "libertinos del idioma" estão dispostos a permitir aos utentes -ocasionais, "por imperativo legal"- de Galego.
É surreal e assustador quando usurpam, alteram e deturpam o sentido das palavras, misturando conceitos e tentando assim, que elas percam o seu significado inicial. Os novos candidatos a tiranos e a tiranetes perderam a vergonha, e utilizam o que lhes é alheio e vai contra a sua verdadeira natureza: Liberdade, democracia, tolerância, bilinguismo....
Cumprimentos, Concha.
Eu son cuatrilingüe: galego, portugués, castelán e inglés e cada agresión verbal a cada un de estas idiomas considéroa unha agresión verbal á miña persoa. Ante unha agresión verbal pódese on responder, responder con insultos ou responder con argumentos. Fálase moi alegremente de bilingüísmo e faltan poucos expertos a falar da educación multilingüe. Se os paisa puidesen escoller entre educación en castelán, portugués ou en galego en Galiza sería óptimo para o reintegracionismo pois implicaría a posibilidade introdución do portugués no ensino. Mais, evidentemente non é liberdade o que non ofrecen algunhas asociacións e o PP. Persoalmente penso que o mínimo do 50 % fícalle grande a esta sociedade. Acho que debía de garantirse o 30 % en galego ou castelán (e que se cumprise) e se os pais queren estender calquera das dúas linguas ao resto (ou o inglés). O que non entendo é o papel dos profesores, que máis parecen un obstáculo á educación ca outra cousa.
Non é liberdade o que nos ofrece o PP e outras asociacións, quería dicer. En todo caso, por fin vemos a cada un conforme as súas ideas (o PP en contra da extensión do galego no ensino e en xeral na sociedade galega)
Muito bem escrito, Concha, achava-se de menos a tua palavra desde há tempo: "Já eram horas", como escreveste tu ;-).
É um texto valente, porque de toda parte che podem dizer que a equação que estabeleces com o nazismo é demagogia descabida. Mas é que tocas o miolo da questão: o débil espanholismo ideológico foça e fura sempre na mesma ferida histórica das identidades e das línguas porque este foçar e furar é o único que lhe dá sentido, mesmo contra o sentido comum.
Aproveito para comentar a arzaya, #5 e #6. As "percentagens" de uso dos idiomas no sistema educativo galego não funcionam não para a "normalização": funcionam para a "normalización"... do espanhol.
Menos de um 100% de galego-português como LÍNGUA VEICULAR do sistema educativo (além do ensino doutras) não garante a sua consolidação e transmissão. A partir daí, uma vez estabelecido isto como política geral, poderia falar-se e ver outros modelos e necessidades educativas, com respeito. Mas é que na pesquisa educativa há ESMAGADORA evidência de que, quando uma língua está socialmente subordinada, a política educativa mais CABAL é, simplesmente, a IMERSÃO nela dos estudantes. Por que? Porque a língua dominante, DE MAIS PRESTÍGIO, omnipresente nos médios de comunicação, nas livrarias e bibliotecas, na música, etc. etc., continuará a ser adquirida na própria sociedade e nas aulas instrumentais dessa língua SEM QUALQUER PROBLEMA.
Ora bem, têm-se confundido sempre interesseiramente esta IMERSÃO com a chamada "SUBMERSÃO", que era (e praticamente ainda é) a política educativa do Franquismo. Na "submersão", também chamada 'swim or sink' (ou nadas, ou afogas) é a língua de MAIS PRESTÍGIO, mas até minoritária socialmente, a que se impõe sobre falantes da língua subordinada, que também costumam ser os que têm menos recursos económicos e menos capital cultural prévio: historicamente, os galego-falantes. Dessa maneira, embora o idioma minorizado se ensine (como acontece na Galiza), NUNCA adquirirá o prestígio do dominante, e as políticas bilingues de suposto "mantimento" transformam-se em políticas de TRANSIÇÃO cara à língua hegemónica. E ISSO É O QUE PODE ACONTECER ATÉ COM UM ENSINO 50/50 GALEGO/ESPANHOL. Dado o panorama sociolinguístico geral, o esquema 50/50 É UM MODELO DE TRANSIÇÃO CARA AO ESPANHOL, só que mais lento, e que produzirá algumas "bolsas" mais resistentes de galegófonos, que são perfeitamente deglutíveis (e até necessárias) polo Reino.
Por isso mesmo, também as propostas de Trilinguismo Anglófono salvador apenas procuram REDUZIR o papel do galego-português, fazendo ainda mais inútil a mais subordinada das três línguas: os que não falam galego, aprenderiam-no ainda menos; e os que o falam, continuariam a aprender que o inglês é ainda Mais Importante do que o galego.
Outra cousa seriam as experiências de ensino galego-português/inglês, com um papel secundário para o espanhol como TERCEIRA língua na prática (o qual não é inconstitucional: é obrigatório ensiná-lo). Admira-me profundamente que estas minorias liberais de Galicia Bilingue (supostamente, com formação e "universalismo") não adiram uma proposta assim, que forneceria os seus filhos com DUAS línguas internacionais (português e inglês), porque O ESPANHOL CONTINUARIA A SER APRENDIDO COMO LÍNGUA CULTA NA CASA E NÃO SE PERDERIA. A única razão de que rejeitem a hegemonia do galego é que para eles como LÍNGUA nem existe. E, evidentemente, parte da culpa deste rejeitamento é como se apresenta o galego polas instituições planificadoras e educativas.
Em resumo:
1) A IMERSÃO educativa na língua subordinada é O CONTRÁRIO da SUBMERSÃO na dominante.
2) NA ALTURA NÃO HÁ LUGAR PARA UM "HARMONIOSO" BILINGUISMO NEM TRILINGUISMO NO SISTEMA EDUCATIVO DA GALIZA. Há que partir da IMERSÃO GERAL em galego-português, com toda a planificação, recursos, formação de professorado, publicitação, explicação pública, etc. etc. que isto requer, fornecendo ao mesmo tempo uma boa base noutras línguas internacionais (inglês, sim, mas também optativamente francês ou alemão), com o espanhol como segunda língua instrumental para quem a quiser, e em poucos anos NINGUÉM razoável estaria a duvidar da eficácia deste sistema para termos LÍNGUAS na Galiza, sem violentar os "direitos individuais".
Mas, quanto mais se empenhe Galicia Bilingue em fazer disto uma "cruzada", como já afirmaram, mais vão polarizar a situação. São eles os que têm medo da evidência da realidade linguística galego-portuguesa.
Saúde!
Que são uns mentireiros vê-se desde o primeiro momento: pedem bilinguismo, porém não respeitam o 50% do Decreto. E não há maior bilinguismo que esse...
Que são uns falsários também se vê desde que convidam para pedir a liberdade linguística e depois falam contra o galego o tempo todo.
Alguns deles têm pisado Vieiros. Os seus comentários eram insolentes e surdos a outros razoamentos. A prepotência via-se-lhes em cada frase.
Assim que em nada se diferenciam (ou em muito pouco) de outros nazis que andam soltos por aí. Se fossem gente normal havia tempo que se teriam cosido a boca antes que andar a pregoar estupideces.
Contudo, isto é-vos cousa da campanha. Querem sugar votos de onde seja, o que é incrível é haver gente que se deixe influir por esses badulaques.
Forte,honesto e valente o artigo de miña amiga Concha Rousia.
Parabens e un saúdiño dende Brasil.
Cara,
Sinto muito a tua dor. A gente não percebe a dor, nem respeita os medos dos outros. Mas não tenhas medo deles, agora são eles os que têm medo. Mas não estão afeitos a sentir medo, e se movimentam como loucos fugindo a ideia de que podem sentir dor algum dia. Que há tanta semente enterrada na terra pelos seus ancestros que talvez algum dia germole.
A diferença entre a sua dor e a tua, entre o seu medo e o teu, entre a tua análise do medo e da dor e o deles é que tu sentes a dor e sabes o que é o medo e gostarias poupar-lhe-lo.
Eles, por não reconhecerem o medo, nem terem a dor encravada por gerações nos ossos apenas farão o que sabem e lhes aprenderam tratar de esmagar outrém para que na sua brutalidade selvagem de medo e dor causado a outros mais fracos possam afogar o seu medo.
Têm medo, por fim têm medo. Nós não.
Saúde e uma cálida aperta,
Ernesto
Moi ben Concha. Como citaches a Frankl é necesario suliñar que este paladin dun humanismo prático e axeitado á realidade sempre insistía nunha postura superadora de todo atranco que valeirara de sentido a vida do ser humano. A nosa vida como galegos ten sentido pola existencia dunha lingua e dunha historia común. Os que fumos criados na emigración e conservamos a nosa cultura malia os atrancos sabemos moi ben do que estas a falar.
Os mellores valores que xurden das vivencias da miña existencia teñen relación coa Galiza aprendidas na casa emigrante. Nembargantes medrei, académicamente, en castelán, ingles e francés.
E agora moro na Terra e non desexo atrancos para a miña lingua.
Cando falo castelán, inglés ou francés, sinto que estou comunicando unha lingua que non é a miña. Como diría Derrida "a lingua que eu falo non é a miña". A lingua que eu falo é aquela que aprendín da miña nai e desenvolvin na actuación na colectividade galega emigrada. Unha aperta.
A imagem de Vigo como umha cidade fascista onde levam gasear galego-falantes é, para mim, realmente nojenta e desafortunada, mas isso é opinióm, o que estou certo é que, mesmo compartilhando a indignaçom, este tipo de resposta é cair no seu jogo electoral e tremendista. Nem estamos na Alemanha nazi, nem somos como o quechua nem há um governo no exilio (Como se dizia na notícia anterior), calminha é o que faz falta.
Também nom penso que ir montar barulho nos seus actos dea mais que para lhes dar bola.
Agora umha cousa, conheço colegios em Vigo onde levam dous anos ficando nenos fora das aulas que se dam em galego, e os que ficam fora tenhem de ir á de castelhano, (que deveria ter horas em galego, mas isso é pura teoria). Conclussom, há pais que querem que os seus nenos esteam na de galego e ficam por temas "burocráticos" ou de organizaçom, sitematicamente fora, e nom passa nada, nom quero nem pensar o que diriam estes "bilingües" se fosse ao contrário.
A todo isto, mesmo na aula em "galego" os nenos em realidade falam castelhano.
E outra, muitos dos pais que querem que os seus filhos vaiam á de galego nem som galego-falantes, o que quere dizir que há interesse mesmo na gente bilingüe, os de verdade, nom estes monolingües em castelhano.
E mais umha, o que molesta é que temos dereitos e se está tentando que na práctica se apliquem, e é o que há que exigir tranquilamente, aí é onde lhes doe.
Penso que o crecemento do uso do idioma na escola non implica necesariamente un maior uso na vida cotidiana por parte dos rapaces. Pode falarse inglés na clase de inglés e non falarse nunca no patio da escola ou na casa . É interesante abrir espazos de uso do galego, mais probablememnte uso se conseguiría mellor nas actividades de ocio, mais do que no ensino formal. Dominar un idioma non significa que se use na vida cotidiana nin que se transmita aos fillos. Importa pouco o que pensen asociacións en defensa de castelán ou en defebsa do galego. Quéirase ou non , Galiza é, efectivamente, unha sociedade bilingüe. E dominar as dúas linguas favorece un maior entendemento desta sociedade. Non creo que esas asociacións de defensa do castelán queiran o bilingüísmo, senón promoverían a inmensión en galego. En todo caso a min non me molesta a liberdade de escolla dentro duns mínimos en galego (como uns mínimos en matemáticas, ximnasia etc). O que non vexo ben é a segregación por lingua no ensino publico, xa que complicaría o ensino, o seu custe económico e non vexo que tivese resultados positivos para a sociedade. Os galego falantes probablemente verían reforzado o seu sentimento de grupo nese sistema segregado e a súa seguridade ao non ter que confrontarse na escola con outra lingua (efecto probablemente non avaliado por eses defensores do castelán). Algúns do PP xa lle viroN os orellas ao lobo e agora andan a falar de 50 % por cento obrigatorio. Pois imaxinen: escola en castelán garantida por Rajoy. E media escola en galego para os demais.
Em (#12) magdalenap objeta: «A imagem de Vigo como umha cidade fascista onde levam gasear galego-falantes é, para mim, realmente nojenta e desafortunada, mas isso é opinióm, o que estou certo é que, mesmo compartilhando a indignaçom, este tipo de resposta é cair no seu jogo electoral e tremendista. Nem estamos na Alemanha nazi, nem somos como o quechua nem há um governo no exilio (Como se dizia na notícia anterior), calminha é o que faz falta...»
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COM.- Com certeza nem o governo "de la nación" nem o da "Autonomía" são nazis (Hitler não manda sobre eles); mesmo os governos detentados (sic) pelo pEpE não são nazis no sentido próprio da palavra. Mas o governo da CAM fez o que fez com os médicos do Severo Ochoa sem nenhuma consequência para os governantes e sim muitas para os médicos, declarados inocentes.
Por outro lado, do governo "de la nación" dependem corpos policiais que por hábito fazem o que este preso (político), sacerdote jesuía conta. Foram cinco dias de incomunicação para conseguir dele uma declaração culpatória, já que a polícia e os tribunais carecem por completo de provas nem documentais nem testemunhais. Quer dizer o objetivo é duplo: Castigar os que trabalham pela normalização (?) do euskara e, sobretudo, acabar com essa língua e os seus "linguados", porquanto é fundamento da independência possível.
Veja o tratamento "não nazi" que recebeu (pode ler mais no sítio http://www.javierortiz.net/voz... ):
«En cuanto entramos al cuartel me llevaron al sótano con la cabeza agachada y los ojos vendados. Siempre los ojos cerrados y la cabeza inclinada durante los 5 días siguientes; excepciones: dentro de la habitación o del baño y cuando nos llevaban a ver al forense o algún otro cargo. Entonces empezó el saboreo de aquel infierno: sacudían fuertemente las puertas de la habitación y la orden de “¡cierra los ojos y de pie junto a la pared!, se oía a cualquier hora en la celda donde yo estaba o en los alrededores, los golpes secos del abrir y cerrar las puertas, fuera ruidos diferentes (voces de hombres y de mujeres, más altas o más bajas; grandes gritos...etc.)
»En “mi” celda otro compañero. Enseguida lo reconocí, Pello Zubiria. Pena y alegría al mismo tiempo.
»La celda tenia 2x3x2,5 metros: la luz encendida las 24 horas del día, un colchón de espuma y dos mantas, nada más. Una puerta pequeña y baja por la que hay que pasar a la fuerza con la cabeza inclinada. Oí también algunos nombres: Arantza (¿?), Otamendi (Oto me vino a la memoria), Jon Ander (¿?) y Torrealdai. Un joven (Jon Ander?) empezó a gritar: “Ay, ama, en menudo lío me he metido!. Dejadme en paz, dejadme en paz...!, me vais a “ostiar” como a los demás, y luego yo también cantaré como todo cristo!”. Los guardias civiles le mandaron callar y le dieron algún golpe. Un poco antes el joven había repetido “no hay perdón, no hay perdón”. Le pusieron una inyección según creo, pues se calló durante un rato, hasta que a las 2 horas empezó a gritar repetidamente “¡llevadme donde el juez!” y golpeando la puerta con su cabeza. Ha sido terrible, terrible y profunda a la vez, la sensación de una total indefensión. Sin reloj, sin luz del día, sin almohada ni sábanas, con ruidos terribles en cualquier momento, los ojos cerrados y la cabeza inclinada siempre que alguien entrara o saliera de la habitación, sin poderse cambiar de ropa, sin ducha, sin ruidos de la calle...
»La impresión que se tiene es que estamos fuera del mundo, en un sitio que nadie conoce, totalmente indefensos y delante de personas que están actuando en total impunidad. Había empezado a degustar el infierno. Se llevaron a Pello y me trajeron un bocadillo bastante tarde. Lo comí entero, a gusto. Y como había pasado toda la noche despierto me dormí. Con los ruidos de las puertas y los gritos estuve durante la noche despertándome y durmiéndome hasta que a media noche me llevaron arriba. Me dieron permiso para erguir la cabeza y abrir los ojos ( ... falta 1 línea ... )
»Él me dijo donde estábamos(en Madrid), y qué hora del día era, (media noche). Me preguntó si me habían hecho algún daño, si había tenido que soportar algún mal trato, si estaba enfermo...etc. ¡Menudo descanso!. Después de pasar unos 5 minutos otra vez al infierno: “¡Cierra los ojos!, ¡Agacha la cabeza!”...etc. Como resumen de este primer día: desde el cielo (desde casa) al infierno (al sótano del cuartel de la guardia civil).
»Nota: Teníamos prohibido hablar con el compañero de celda y cada vez que entraban o salían nos lo repetían. Estoy preocupado pero con una gran paz interior; tengo la conciencia tranquila porque nunca he tenido nada que ver con ETA y por otra parte he sentido en mí al Espíritu del Señor (“Si tú estás conmigo, quien contra mí?”). He pedido al Señor para mis compañeros y para mí mismo su ayuda y su Espíritu.»
Penso que não vale a pena comentar mais. Apenas uma pergunta: Imagina (só imagina) que os de "Galicia Bilingue" se acharão nalguma ocasião em circunstâncas como as naradas pelo jesuíta Txema Auzmendi? Não lhe parece que pode ser mais fácil imaginar que possam pertencer a "Galicia Bilingue" responsáveis dessas atuaçóes?
...
Leia esta beve conversa entre um capitão da Guardia Civil e o detido citado:
«23 de Febrero (domingo): Visita del capitán, firma de la prolongación de la incomunicación, el forense.
»El ambiente inhumano continuó como hasta entonces: ruidos, gritos, golpes de puertas...etc, aunque eran, es verdad, algo más suaves. En las celdas nos dejaron también bastante tranquilos, a pesar de que a Xabier Oleaga lo llevaran un par de veces. Conocí dos situaciones nuevas:
»1. Por una parte vinieron a la celda a buscarme -llamando y abriendo suavemente a la puerta- y me llevaron arriba como otras veces (sin decir nada, con los ojos cerrados y la cabeza inclinada hasta que me dejaban donde querían). Allí me dejaron en una pequeña habitación y después de pasar un par de minutos o así llegó un hombre de unos 45 años, vestido de paisano y que era (según sus palabras) Capitán de la Guardia Civil.
»Después de saludarme me preguntó si estaba dispuesto a hablar con él. Yo le respondí que sí, que en principio yo estaba dispuesto a hablar con cualquiera. Estas fueron sus primeras palabras: “Este es mi mensaje: TODO ESTO NO ES CONTRA EL EUSKERA, sino contra ETA” (“excusatio non petita, accusatio manifesta” como se decía en latín) Me comentó de dónde era, que ERA DE GALICIA Y QUE ERA SU LENGUA MATERNA, SU RESPETO POR TODOS LOS PUEBLOS, etc .... Fue una conversación en un tono muy correcto, realizada mirándonos frente a frente, CON NORMALIDAD EN UNA SITUACIÓN MUY ANORMAL. Me soltó que SIENDO ÉL TAMBIÉN CRISTIANO EL QUEHACER DE AMBOS ERA AYUDAR A LAS PERSONAS, cada uno a su nivel: él por ejemplo, dirigiendo el tráfico, recogiendo con vida a la gente de las pateras...etc. Yo le hice UNA ÚNICA PREGUNTA “LO QUE A NOSOTROS NOS HA TOCADO VIVIR AHÍ ABAJO ¿TIENE ALGO QUE VER CON AYUDAR A LAS PERSONAS?” y su respuesta: “ ( .... trozo en alemán ...)
»No puedo precisar cuándo ni por qué ocurrió esta inesperada visita. Yo creía que había sido el domingo a eso de las 6 de la mañana, pero por lo que me dio a entender alguien fue el sábado al atardecer o al anochecer? No puedo precisar ni aclarar más.»
Mais nada.
Arzaya:
Nom sei qual é o melhor sitema nas aulas, mas se há aulas diferenciadas em galego há que garantir o acceso, pode ser difícil porque as aulas tenhem um número determinado de alumnos, mas é curioso que sempre, sempre, os perjudicados sejam os que pretendem ter educaçom em galego, e ainda há que aturar cousas como que o castelhano está em perigo, é demencial.
Arzaya e Magdalenap,
Decerto, estabelecer o galego como língua veicular do ensino (como na Catalunha) nas aulas e na administração educativa não equivale a garantir que seja o idioma de relacionamento dos rapazes. Na minha opinião as aulas totalmente diferenciadas por língua são duvidosas. Mas há sistemas de distribuição de estudantes polos quais em algumas turmas os galego-falantes sejam maioria, para consolidar o uso do galego entre eles e, precisamente, para facilitar que aqueles espanhol-dominantes da mesma turma que querem instalar-se no galego possam fazê-lo. Isto nos âmbitos rurais é factível, mas nas cidades seria mais difícil. Contudo, estes detalhes de distribuição de estudantado podem-se encaixar num modelo global de imersão.
Se a imersão começa desde a creche, os usos ficam estabelecidos. Lembremos que muitos relacionamentos entre rapazes começam já na escola, e portanto estes usos galegófonos transmitiriam-se depois às suas relações nas ruas, actividades de lazer, etc., sem que isto necessariamente interfira com o espanhol como língua da casa. A evidência contrária é clara: Muitos/as de nós tivemos o espanhol como língua familiar inicial, mas mais adiante estabelecemos relações em galego com companheiros/as do liceu e/ou da universidade.
A língua utilizada no primeiro relacionamento com alguém é crucial. É essa a que marca os termos da "distância" comunicativa e social, pois associamos falas e identidades das pessoas.
Com efeito, têm medo, por fim! após tantos anos, os que quereriam que o galego desapareça têm pânico. É uma vitória. Só, que sabemos perfeitamente que os que realmente deveriamos ter medo somos nós. Isto acaba-se meus! Devemos reflectir cara onde vamos. Pessoalmente, acho que só teremos mais hipóteses de salvar-nos desde o reintegracionismo. Cada vez, mais gente acredita nisto que eu digo.
Só existem dous modelos de bilinguismo estaveis. Podemos denominar um o medelo "suiço" e outro o modelo "francês". No modelo suiço, o estado é plurinacional no senso de que cada território tem a sua própria língua, que é a única que se utiliza em todos os âmbitos: ensino, administração, media...lógicamente, existem mecanismos correctores para que os cidadãos de um território se sintam amparados quando estiverem noutro. Por exemplo, um suiço de fala alemã, se está de férias em Lausanna e têm que ir á policia por um accidente de trânsito, seguramente terá um mecanismo que lhe facilite a comunicação; aliás, o Estado comum fomenta a prendizagem das outras línguas em cada território. Se importarmos este modelo a Espanha, na Galiza só seria empregue de jeito normal o galego, o ensino seria todo em galego, a declaração da renda seria em galego, a policia e os juizes falariam em galego....e na escola ensinaria-se o Castelhano como língua secundária, que, dada a sua utilidade e por razões históricas, dominaria toda a população. Este modelo é perfeitamente viábel, o que não acredite, que olhe aos suiços, quiçá o estado mais estável da Europa, unido pola comunidade de interesses e com base dum pacto de "cidadãos": eu sou Suiço porque compartilho determinados valores, liberdades, formas de governo e interesses com esses papa-queijos francófonos, que mesmo me podem ser antipáticos...nada de orgulho de sangue e cousas desse estilo.
O outro modelo, o francês, consiste em que o estado é bilingue porque cada quem fala o o quiser: na França existe o tipo de liberdade ao que aspiram os macaco-lingues, isto é, há muito tempo que não se lhe dá uma malheira a ninguem por falar bretão, liberté e fraternité por riba de todo. Ora, lingua séria, oficial, que todos devem saber...só o francês, que todos sabemos que é superior ao catalão ou ao provençal, e ademais liga-se muito com ela...consequência: as outras línguas estão praticamente mortas e desaparecidas.
No estado espanhol estamos a metade do caminho, a ve-las vir. Ou vamos cara a um modelo ou cara a outro. Não há intermeios (naturalmente, se o que se pretende é conservar um estado comum...se não, podemos ter varios estados mono-lingues, ou um estado monolingue fascista...)
Non estou de acordo. Noutros estados europeos onde conviven dúas linguas e ambas son oficiais, a lingua minoritaria tén garantida o uso no ensino e hai separación por lingua nos niveis primarios (Finlandia por exemplo). Porén en Finlandia hai unha separación territorial (a partir de certo número de falantes nos concellos pode solicitarse ensino da lingua de orixe externa, o sueco). En todo caso a Finlandia recuperou o finés nun proceso similar de restauración linguÍstica ao que algúns propoñen en Galiza (por medio da independencia de Finlandia dos suecos). En Noruega os pais ou os concellos (non estou seguro) escollen a variedade do noruegués (hai dúas) e a convivencia das dúas formas está moi regulado . Porén excepto no caso de Noruega as linguas en cuestión son moi diferentes. Non é o caso do galego. O caso máis parecido é o catalán.
Caro/a Arzaya:
O caso Norueguês não conta, pois realmente trata-se duma mesma lingua, codificada de dous jeitos diferentes (seria como o caso do galego, que pode ser "codificado" segundo dous sistemas normativos diferentes, o reintegracionista e o ILGA/RAG). O caso finlandês é uma variante civilizada do modelo francês: os cidadãos têm "liberdade" de escolherem o seu idioma, cada finlandês define qual das duas línguas lhe é própria (mas só uma). Mas só em lugaresw com um 92% de falantes suecos está garantida a normalidade do sueco, se há um 8% de fineses, o concelho ou província passa a ser oficialmente bilingue. Como consequência, os dados (podem ser tirados da rede) falam por eles próprios (mas eu não estou a dizer se isto e justo ou injusto, não conheço os detalhes da história da Finlândia): Razão de falantes de sueco por ano em Finlândia: 1610: 17.5%; 1880: 14.3%; 1910: 11.6&; 1950: 8.6%; 1970: 6.6%; 1990: 5.9%;
2003: 5.5%.
O caso do noruegués é interesante, pois a distancia linguistica é pouca. Na realidade o "noruegués dos libros", a lingua de certas cidades, pode ser considerado unha variente de dinamarqués. NO caso do sueco, segundo The Minority Rights Group (datos dalgo vellos, sinto non actualizalos), os concellos finlandeses son bilingües cando a minoría excede 10 % da poboación ou tén máis de 5000 persoas. Os concellos están obrigados a fornecer escolas primarias cando haxa polo menos 18 nenos (cando baixa de 12 son pechadas). Para garantir o uso do sueco, algúns cursos son datos en sueco na universidade. Entre os datos datos para o seu descenso están a baixa natalidade (máis alta da poboación finesa, matrimonios mixtos e emigración) En todo caso só salientar que o sueco sería o equivalente ao castelán e o finés a lingua definitoria de Finlandia (foi ocupada por Suecia moitos séculos, por iso os datos de 1600 non son moi reveladores, se é que teñen algunha fiabilidade). O interesante é que o exemplo finlandés non parece apropiado pois se trata de linguas moi diferentes. Por iso o exemplo hai que buscalo en linguas e situacións similares. Noruega e Finlandia son independentes, Galiza un territorio dentro dun estado. A maior parte da poboación de lingua sueca de Finlandia concéntrase en poucas zonas e moi delimitadas.
Curioso que a baixada de falantes de sueco coincida coa independencia e que as porcentaxes se manteñan desde 1950 ata hoxe (a baixada é perfectamente explicable por unha baixa natalidade, non por ineficacia do sistema de protección da lingua)
GARULOS
O pasado sábado houbo un debate en telecinco relativo as linguas no estado, entre que se atopaba como contertulio Antón Losada. Con independencia dos comentarios dos que interviñeron, eu fixeime nas mensaxes de texto que aparecían no televisor. Saquei as seguintes conclusions:
1.- As mensaxes de valencianos que protestaban porque no se citaba o valenciano.
2.- As mensaxes de, galegos?, que reflexaban o noxo que lles producía o galego.
3.- Entre estas últimas chamoume moito a atencffión unha que enviaba, presuntamente, unha persoa de Sada, e que, máis ou menos, decía o seguinte: En Galicia solo hablan en gallego, o el gallego, los garulos.
Esta é a opinión que, sen dúbida, teñen estos elementos de Galicia Bilingüe e especímenes que os apoian, entre eles o señor Núñez Feijó.
Creo que todos os que falamos galego, ou que o defenden aínada que non o fagan, debemos ser conscientes de que o que está a acontecer non é un feito illado. Debemos reaccionar en conxunto todos nos, con independencia doutras consideracións menores. Está clarisimo que o que está acontecer pretende a eliminación das que eles chaman lenguas vernáculas.
Compre, o meu modo de ver, un movemento de unión entre todos nos para parar este proceso.
Arzaya #19,
Não creio que o caso catalão seja o mais semelhante ao galego. O catalão é o que se tem chamado uma "língua sande", quer dizer, a ampla capa do meio num sande de, digamos, queijo muito mole: desde as burguesias até o campesinado. Acima está uma talhada de pão de molde espanhol, falada tradicionalmente pola aristocracia e classes altas; abaixo, outra talhada de pão de molde espanhol, língua falada polos trabalhadores emigrantes doutros territórios do Estado.
O caso galego é, antes, uma torta de chocolate: A massa porosa era o galego (100% monolingue na Idade Média), e por cima se colocou uma capa ao começo fina mas muito líquida de chocolate espanhol. Continuamente quentado, o espanhol foi "descendo" da capa alta, penetrando no poroso tecido social, e agora impregna praticamente toda a torta, mas, significativamente, SEM que a massa porosa galego-falante mudasse de posição. Isto é, apesar de as capas baixas de doce massa galega terem "absorvido" o rico chocolate espanhol, cada porosa migalhinha ficou no seu mesmo lugar: não ascendeu. O sabor a chocolate espanhol da torta é mais forte quanto mais arriba, mas em muitos lugares os sabores misturam-se
Polo contrário, no sande catalão a língua catalã é o queijo do meio. Quando o quentas no forno micro-ondas, o queijo impregna para acima e para abaixo (mais para abaixo), espande-se socialmente.
Para reverter a chocolatização na Galiza há que colocar ACIMA DE TUDO uma outra capa (por exemplo, de creme de língua portuguesa) que vaia impregnando a massa de novo. Bom, na realidade haveria que cortar horizontalmente a torta em várias talhadas e introduzir a creme de língua galego-portuguesa sobre cada capa de massa, para "deschocolatizá-la".
No País Basco eu diria, simplificando, que há uma torta "dous sabores", divididos não horizontalmente, mas verticalmente (daí os seus distintos modelos educativos).
Sempre grande Concha,cada día admirote máis. :-)
Celso, eu gostava do chocolate, embora me afete a recularidade ventral. Mas agora vou ser muito crítico com esse meu gosto... Porque já vou entendendo por que o organismo fica paralisado em determinadas funções primárias, se o chocolate anda por meio...
Uma pergunta ou uma observação: Vistes que o gaviotero não se atreve a tocar alguns temas e só molesta noutros, muito determinados?
Declaro-me fascista bilingüista. Nom tenho nada em contra de que me falem castelhano, sempre que me pedirem permissom. Até lhes concedo aos castelhano-falantes a condiçom de seres humanos "nom - tam- inferiores". Penso que o castelhano é um dialecto mui riquinho quando se fala em Fresnerillos del Monte, mas penso que há que meter em prisom aos que reclamam a sua oficialidade. O que queira aulas em castelhano tem que jurar que Castilha é umha regiom de Galiza e que os castelhanos nom podem aspirar a ter direitos civís. Que nom podem protestar, só podem calar ou emigrar.
Que se vaiam todos esses separatistas dessa regiom tam bonita que é Castilla, onde eu tenho um chalé.
Agradeço, e muito, os vossos comentários, e aguardo que as reflexões dos meus artigos sejam assim úteis para alguém como as dos vossos comentários são para mim.
Obrigada Celso, Ernesto, Antonio, Pedrel, Arzaya... e todos e todas por partilhar a vossa visão.
Abraços
Belo artigo! O tom firme e sensível contagiou o debate: o melhor que sobre este assunto tenho lido em muito tempo. Parabéns à autora e a tod@s.
Meus parabens a concha pelo seu artigo, gostei muito dele, e compreendo a sua relaçao de amor coa nossa lingua. O amor a nossa lingua deve unirnos a todos por acima de qualquer outra questao ideolóxica. Concha eu sou de Baltar pelo que vexo sentimos un ar próximo, a nossa lingua e o sentido da nossa dignidade.
Passados uns dias dos rebúmbio e metidos noutro pior, o do "dos útiles" (ou inutilizadores!!!), revejo o artigo de Concha e volto a dizer o que já tenho dito noutras ocasiões:
«Se mentem, se argalham "asociaciones libertinas" ou "mesas liberticidas", é porque (ainda ou já) vêem que a Galeguidade, a de uns e a de outros, põe em perigo "su patria", "una", "indivisible", "inconsútil" como a túnica de Cristo.»
Não os temamos. Temei, ao contrário, se não argalham nenhuma falcatrua: será então que já não há remédio...
Passei aqui por acaso e vi as palavras de esse vizinho de Baltar, que bom ter alguém que em efeito sente esse ar próximo e arraino.
Baltar sempre foi para mim um lugar de referência, antes minha aldeia (antigamente) pertenceu ao concelho de Baltar, depois passou para Os Brancos, mas a gente segue a pertencer ao vale de lá com os São Paio, Tosende, Meaus... Obrigada amigo por apareceres...
E a Antonio vou agradecer o ele me ajudar a levar os meus fantasmas...
Abraços
Concha Rousia nasceu em 1962 em Covas, uma pequena aldeia no sul da Galiza. É psicoterapeuta na comarca de Compostela. No 2004 ganhou o Prémio de Narrativa do Concelho de Marim. Tem publicado poemas e relatos em diversas revistas galegas como Agália ou A Folha da Fouce. Fez parte da equipa fundadora da revista cultural "A Regueifa". Colabora em diversos jornais galegos. O seu primeiro romance As sete fontes, foi publicado em formato e-book pola editora digital portuguesa ArcosOnline. Recentemente, em 2006, ganhou o Certame Literário Feminista do Condado. »