Nada como as mãos, com seus cinco dedos articulados, para pegar. Às vezes também com ajuda dos braços, como quando se quer pegar nos meninhos... Ternurenta frase onde as haja: “pega-me no meninho”...
Também se pode pegar com o pé, especialmente para pegar na porta, ou na bola antes de a jogar... na porta também se pode pegar com as costas; e por vezes usamos os dentes para pegar, como fazemos por exemplo no cartãozinho da garagem para não demorar em passar quando a barra se levanta, ou para pegar no fio antes de enfiar a agulha... Assim fomos aprendendo desde crianças... “pega de lá, que encartamos a manta” Também apreendemos a “pegar sabão à roupa”, ou a não beber dos copos alheios para que “não se nos pegue qualquer mal”; ou “pegar a volta” e ir por onde se vinha; ou “pegar a correr”, “pegar no sono”, “pegar a cantar” ou mesmo “pegar a chover...” e por vezes se nos pode “pegar a maneira de falar” de outros...
Um dia aparece a televisão, e como um rio desbordado leva tudo por diante... Estás tranquilamente uma tarde na sala da tua casa vendo a TVG e de repente aparece esse anuncio, que para mais é institucional... de desenhos muito cuidados, como de um filme africano. Na cena vê-se uma criança miúda que vai escorregando para finalmente cair numas mãos abertas que a jeito de cuncha o acadam quando vem polo ar e pegam nele para evitar que vá ter o chão a se magoar. Até aí tudo bem...
Mas nesse momento aparece uma frase, possivelmente revisada pola equipa de normalização linguística, falada e escrita que diz: “Mans para coidar pero non para pegar”
-Não entendo este anúncio... –diz uma voz a teu lado no sofá- diz que as mãos não são para pegar e bem se vê como pegam no meninho para que não caia ao chão... por que?
Como explicar-lhe a uma criança que a palavra “pegar” aí está sendo usada à castelhana?
-E que eles no anuncio quando dizem “pegar” querem dizer “bater” “golpear” “maltratar”...
-E porque não o dizem?
Eu fiquei sem saber o que responder... A mim acudiu uma outra frase e um outro tempo, e uma outra pequena a perguntar... “el cocodrilo ataca al hombre” a minha mãe nunca vira um crocodilo e eu não dava imaginado àquele bichicho com as mãos pequenas como tinha a submeter as fraldas da camisa por dentro das calças do tal homem... pois isso era atacar para nós... ora aquela frase vinha numa língua que não era a nossa, e a mestra era quase tão inacessivel como a televisão na que hoje se fala na nossa língua, mas fala-se desde um ponto de vista alheio, fazendo-nos estrangeiros de nós mesmos... Na minha cabeça apareceu depois um pensamento amargurado... “mais uma palavra, com uma cheia de sentidos, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Todo hai que dicilo, por primeira vez estou 100% dacordo co dis.
Ai Conchiña: O cancodrulo é un can moi fero. Tamén ataca a mulher.
Magnífico! Excelente! Vou pegar no artigo e colá-lo por aí...
Como explicar a barbárie contra nós, quando é tão subtil que se propaga através de ondas televisivas e telediárias?
Com inteligência mais subtil ainda e conhecimento. Parabéns!
Pega naquilo, pega no teu irmão, pega... lembro... a gente dizia. Agora bateriam?
Parabéns por pegar na gente e abrir um espaço comum.
Ernesto
Os castelhanismos colam-se com força na nossa língua e não por ancestrais deixam de sê-lo. É urgente descastelhanizá-la, restaurá-la, dar-lhe vida.
Xenial!! moi bo!!!
Pegar v. tr. (1) Fazer aderir: pegou as duas metades que se desprenderam. (2) Agarrar, segurar: pegou o cam. (3) Comunicar uma cousa por contacto ou contágio: pegou-lhe o sarampo. (4) Arrimar uma cousa a outra: pegar a mesa à parede. (5) Lançar com violência uma cousa contra outra. (6) Castigar, maltratar: pegou-lhe uma labaçada. (7) Suster algo na mão. v. i. (1) Aderir, colar-se. (2) Agarrar, tomar: pegou nas maçãs e acabou-as. (3) Ser ou estar contíguo: a minha leira pega com a dele. (4) Começar, principiar: ao ouvi-lo, pegou a falar imediatamente. (5) Botar raízes um vegetal e desenvolver-se: a cereijeira pegou bem naquele terreno. (6) Encontrar, estorvar: pegou com ele no caminho. (7) Contender, golpear-se: pegarom um no outro como dous cães. (8) Combinar com uma determinada situaçom: este debuxo aqui nom pega. v. r. (1) Ficar aderido. (2) Comunicar-se, transmitir-se. (3) Limitar-se, confinar-se. (4) Ser atacado por uma enfermidade. (5) Procurar arrimo, protecçom. (6) Nom querer andar um animal. (7) Contender, pelejar. (8) Cair bem ou mal uma cousa. (9) Afeiçoar-se a uma cousa. (10) Queimar-se um guiso. Nom pegar uma cousa: nom cair bem. Pegar no sono: adormecer. Sinóns. Colar, unir, ligar, morder, prender [lat. picare].
pegarv.t. 1. Unir [unha cousa] [a outra] mediante unha substancia adhesiva. Anda pegando carteis
do partido polas rúas. SIN. adherir (máis culto), apegar, colar2. ANT. desapegar.CF. fixar.2. Unir ou xuntar [unha cousa] [con outra] de calquera outro xeito, de maneira que non quede espacio entre elas. Pega a túa mesa á miña. ANT. desapegar. 3. Transmitir [algo] [a alguén] polo contacto, trato, etc.
O irmán pequeno pegoulle a gripe ó grande. Tanto ir con el, pegoume o vicio. SIN. apegar, contaxiar.4. Realizar, levar a cabo, facer sufrir [a acción indicada polo substantivo que segue]. Pega cada berro que te deixa xorda. Volveuse tolo e pegoulle un tiro. Cando lle dei a noticia, pegou un salto de alegría. ¡Que susto me pegaches! SIN. dar. 5. Dar [certo tipo de golpe]. Pegoulle unha labazada. SIN. zorregar, zoscar. // v.i. 6. Dar golpes [a alguén]. Seica lle pegou ó can. SIN. bater, petar, zorregar, zoscar, zoupar, zumbar, zurrar.CF. brear.7. Ser válido para unir unha cousa a outra sen que se poidan separar. Esta cola non pega nada ben. SIN. apegar. 8. Bater con forza [unha cousa] [noutra], chegar con forza. A pedra pegou na ventá e rompeu o cristal. ¡Como pega o sol! 9. Ir ben [unha cousa] [con outra], ser oportuno. Ese sombreiro non che pega nada. Non pega que vaias de traxe a esa festa. 10. Causar unha forte impresión, ter efecto ou éxito [unha cousa]. Ese disco está pegando forte. 11. Pasar [o lume, as chamas, etc.] [a unha cousa próxima]. O incendio comezou na palleira e logo as lapas pegaron no alboio. // v.p. 12. Transmitirse por contaxio, trato, etc. Ten coidado, esa enfermidade pégase moito. SIN. apegarse, contaxiarse. 13. Unirse [unha persoa] [a outra ou a un grupo] sen ser chamado. Pegouse a nós e non hai maneira de librarse del. SIN. apegarse. // v.i. e p.
14. Quedar adherida [unha cousa] [a outra]. Esta páxina pegouse á seguinte e agora non se pode ler. Este papel non pega ben. SIN. adherir(se), apegar(se).ANT. desapegar. s Pegarlle lume a(algo). Queimalo. Ía roza-la toxeira pero preferiu pegarlle lume.
“mais uma palavra, com uma cheia de sentidos, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Magnífico artigo.
#9 bcngz «Creo que te trabucas amiga lusista. Diccionario da Real Academia da Lingua Galega...»
«E a Galega réxese polo estándar que aprenden todos os nenos galegos na escola, o consensuado pola meirande parte da poboación.»
Parece que com tal de justificar o espanholismo tudo vale. Até se inventam instituições inexistentes: «Real Academia da Lingua Galega», chegando-se mesmo a falar em consensos da «meirande parte da poboación», como se esta tivesse sido consultada algumha vez.
Com todos os respeitos, sr. bcngz, antes de falar é melhor informar-se um pouco.
O artigo é óptimo e chama a atençom para factos em que muitas pessoas nem reparam, como a utilizaçom do galego como umha vulgar e literal traduçom do castelhano, numha palavra, a sua progressiva dialectizaçom e «satelitizaçom».
Caro bcngz:
O anuncio diz claramente que as mãos não devem ser para pegar. E dizer isso é ignorar burramente parte da riqueza do galego. A autora não diz que não se possa utilizar pegar com o significado de bater, senão que não se deveria restringir o seu uso ignorando um dos seus significados. Imagina que fosse um anuncio em castelhano de productos cárnicos que disesse "come polla, está buenísima" (naturalmente referindo-se a galinhas de curta idade). Seria inadmissível, pois todos sabemos que, em castelhano, polla não é apenas a femia do polo. Venha ou não esse significado no dicionário da RAE. Pois, em galego, não se pode dizer que as mão não são para pegar.
...No anuncio "pegar" está sendo utilizado á castelhana porque em castelhano não existe esse problema, isto é, não há confussão possível.
querida Concha: Grazas por este escrito tan bon, tan sentido, tan certo.
Há pouco num aeroporto galego alguém me enviou esta mensagem à minha chegada: "Non sei se vou poder irte pegar ao aeroporto". Mostrei brincalhom a mensagem ao meu acompanhante (castelanfalante), que ficou pasmado porque nom entendia nem rem do que vinha a dizer o texto.
Em fim, “mais uma palavra, com uma cheia de sentidos, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Parabéns!
Caro arzaya,
nom lhe queras dar mais voltas: os que nom repararom nessa diferença que tam bem assinalas nom foi a Concha, mas os que realizaram o anúncio publicitário, que nom marcam nele (ou nom sabem) que em galego "pegar" tem sentidos bem diferentes segundo as palavras que acompanhem a seguir o verbo.
Contudo, tenho para mim que é inútil tentar razoar com aqueles que tenhem o espanhol como modelo e como meta.
Hala, saúde.
E que ninguém che pegue a gripe (seica aqui si que é correcto o uso, n'é?)
#18
“Mans para coidar pero non para pegar”
Nem pegar a, nem pegar em. Por tanto: pegar + qualquer preposição. Ou nenhuma.
E polo outro, outro, outro lado... que?
Os fundamentalistas pro-RAG seguirão a dar-lhe voltas. A justificar o injustificável e a defender o indefendível.
Pegem vocês neste texto, e deixem a nossa língua em paz:
“La razón de la sinrazón que a mi razón se hace, de tal manera mi razón enflaquece, que con razón me quexo de la vuestra fermosura”
Con tan valentes e excesos, ben informados defensores, para que precisa inimigos o galego e e portugués? Que borren os sinónimos do portugués xa. E do galego. Iso si que é unha revoluçau, né?
Caros: Visto o visto, atrevo-me a afirmar que o nacionalismo de estado ("reino bourbónico de España") é muito mais exigente do que a Igreja Católica ou a religião muçulmana: Exige fé cega, absolutamente cega. Inútil razoar com o cego de fé. Deixem que os mortos enterrem os seus mortos (frase, aliás, do Cristo evagélico...)
GOSTEI imenso do artigo, sobretudo porque lembra que o Galego não é castelhano... ainda. E prova disso, de que o Galego não é castelhano, é que os "españoles" imediatamente começaram a raivar, enquanto os galegos se reconheceram no que Concha diz com tão bom jeito e humor. Portanto, PARABÉNS, Concha! Continua!
"Pesca DE rias"
"Doa sangue.
- Eu xa A doei, e ti?"
Sim arzaya, sim. Que excesso!
Porém, não esqueçamos a mensagem de fundo: qualquer inimigo da língua não é comparável aos excessos lusistas: os autênticos inimigos da língua. Os e as talibães linguísticas que se zangam por um emprego pouco ajeitado duma palavrinha de nada:
- 6º significado (pegar) Vs 1º (bater p.e.)
- Mudar a frase de língua por obra duma preposição (de -> de + a)
- Mudar-lhe o género a um substantivo.
- Etc.
Radicais!
Ps.
“mais uma palavra, com uma cheia de sentidos, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
E os tipos da TVG pelos vistos não ficam embaraçados com isso!
Doar? Não, homem, é pelO sangue. Trata-se do artigo.
O sangue. Portanto, "eu já O doei".
doar | v. tr.
do Lat. donare
v. tr.,
transmitir gratuitamente a outrem (bens, etc. ).
Bem se vê que tem inimigos quando é atacada de maneira tão vulgar, Lidor. Por algo será...
Ela reuniu demasiadas vontades? Ah, antes das eleições, isso quanto dói!
A TVG é, do ponto de vista linguístico, uma merda total. Deve ser a única TV na que os locutores são, maciçamente, com escasas escepções, falantes habituais doutra língua. Lembra-me esses filmes casposos de vaqueiros nos que faziam de índios actores anglo-saxões disfarçados e com a face tingida, pois os índios de verdade, que como sabemos são ignorantes, borrachos, parvos e preguiceiros, nem para fazer de índios num filme servíam.... Os alegos não servimos nem para fazer de galegos, nem para falar em galego. Têm que falar na TV gentes mais finas, que falem um galego que não seja "demasiado cerrado" e não se podem utilizar palavras que sejam demasiado galegas.
Caro Observador:
Não, não, estás enganado. Sangue, leite, sal...não são palavras masculinas. Nem femininas. São hermafroditas. Podem-se utilizar com o artigo que a um lhe pete. O sal, a leite... O galego é-che assim. Se dizer "a sangue" fosse incorrecto, viria no dicionário Xerais como palavra incorrecta (na A: a sangue: o sangue). O dicionário Xerais é o único do mundo que trai as palavras que não existem na língua em questão (escreví "na" A porque os nomes das letras taqmbém são hermafroditas em galego).
Parabéns, Concha.
Para qualquer observador alheio, o uso do galego na TVG, como o de muitos políticos profissionais, é a evidência de que esta língua tem um problema grave. Ou simplesmente, que nao é uma língua a sério. Há um problema de modelo. Se neste modelo a correçao linguística é irrelevante, estamos no caso de uma língua regional, cujo uso incorreto reforça a outra língua, que é reconhecida impliciramente como nacional.
Por exemplo, se é possível que, durante 10 anos, uma apresentadora da TVG (acho que se chama Teresa Castedo) que nunca nasaliza, continua a apresentar os telejornais dos sábados e domingos, é que algo grave está a falhar, e nada adianta olhar para outro lado.
Isto é sub-realista: aqueles que demonstram uma vez trás outra que nem sabem, nem dominam uma língua (V. último comentário do tal arzaya que nem sabe qual é o género de "sangue"!) a insultar àqueles que sabem.
Isto reafirma mais uma vez: já nom é que os parvinhos televegheiros tenham o castelám como modelo e como meta: E QUE O TENHEM MESMO COMO PONTO DE PARTIDA.
Lidor, polo teu último "contributo", merecias ser banido deste web.
Hala, a ranhá-la por aí..
1.- "Pegar", como sinónimo de "punir" aparece nos dicionários galegos, incluído do e-Estraviz. Todo seja dito que para mim "pegar" é uma palavra polissémica.
2.- Alema, há muitas palavras criadas por derivação que não têm porque figurar nos dicionários. "Ternurento" é uma palavra perfeitamente válida em galego, porque deriva de "terno" ou "ternura" (dialectalmente, *tenro e *tenrura), às quais se acresce o sufixo -ento (como em valorento, abafamento...).
http://estraviz.agal-gz.org
PEGAR
(6) Castigar, maltratar: pegou-lhe uma labaçada.
Finalmente as línguas nom existem, som as falas as que estám nas vidas das gentes e as que servem para fazer esse abstracto que chamamos "língua"; por isso gostaria eu de vos escutar falar a muitos de vós e ver quantos "yeistas" temos aqui que pronunciam "lh" ou "ll" como o "y" castelhano, quantos fiam os ditongos em galego e quantos em castelhano, quantos usam as vogais abertas e fechadas...
O sentido profundo do artigo de que Concha, além de questões de vocabulário (que podem ser doadamente corrigidas) é que estamos, entre todos (TVG e os mais de nós, tam defensores, verdade?) fazendo do galego umha língua híbrida com o castelhano e, em linguística a hibridaçom é o primeiro passo para que a língua de menor rango social desapareça; neste caso a asignaçom de "rango menor" que, neste caso a TVG, se lhe dá ao galego é terrível porque seguem a pensar o galego e a falá-lo desde o "superior esquema" do espanhol, especialmente no aspecto fonético e ainda também no morfosintáctico (menos mas muito mais grave).
O galego, para muitos, é um idioma menor, de andar por casa, e que, portanto, para andar por casa bem valem as sapatilhas roídas; para irmos passear vestimos sapato baixo e meia de seda espanhola. Isto, e falar de português, é só defender o que somos e ter consciência da nossa genealogia linguística, de quem som os nossos irmãos e de quem som os nossos vizinhos; a quem temos de pedir conselho? à família ou aos vizinhos?
Ouçam os velhos!
#41 "Embora já se vá ouvindo, "ternurento" ainda não se encontra registado, já que o termo terno continua a usar-se e é preferível".
Não me descobres nada, porque reafirma o que comentei em #40, isto é, que é uma palavra válida mesmo que não a registe nenhum dicionário.
Tampouco existe o adjectivo pequenérrimo, e nem por isso deixaria de ser uma palavra válida e possível.
#45 Isso sim, o sufixo -ento tem conotações pejorativas... nem sei se é o mais apropriado para o uso fornecido pola Concha.
lenin #48: "Ousexa que no diccionario no que se basean os reintegracionistas pegar ten a acepción que di a autora do artigo que non existe en galego..."
Já postos podias dizer "no mágico oráculo" em que se baseiam os reintegracionistas... Mas, não! A base está no Acordo Ortográfico, que dá norma à nossa língua.
O caso é que "pegar" conta com essa acepção que atribuis à autora nesse "galego puro e enxebre" do que falas (e que, por certo, não existe). É a norma da RAG a culpável de não a recolher. Não entendo por quê aos/às defensor@s da norma ILG-RAG lhes preocupam tanto os mal chamados "lusismos" por enquanto ficam caladinhos perante os inúmeros castelhanismos da RAG. Será que nos oprime o português...
Saúde e Galiza ceive!
Claro, meninhos: tanto tem que nos pidam para doar "A sangue" ... que nos vendam "leite desnatada" ... que neglijam a polisemia das palavras galegas (sempre que a fagam coincidente com a polisemia do espanhol) ... etc ...
O importante é que somos galegos ... com LL de EspaÑa-GaliCIA que diria Ferrín !!
"GALIZA", meu Deus: tremedo lusismo também!
Pois isso: o mundo do revés.
Pois vale, e dous ovos para cada um !
"lenin #48": gostei desse "Ousexa" ... galeguismo ancestral e imemorial onde os houver!!
Minha nai, continuade falando que cada vez que abrides a boca vos desacreditades mais..
xDD
Fazer um galego estándar desde a olhada amável para o português só é admissível respeitando as formas galegas, o contrário é reduzir a nossa diversidade e cair no extremo oposto de quem pretende um galego estándar mirando com amabilidade o espanhol.
Com todo deve haver certa confluência entre galego de Galiza e o galego de Portugal por serem a mesma língua expressada em diversas falas, assim e todo nom se deve aceitar todo o português estándar como válido quando isto destrua o que nós conservamos e eles perdérom (precisamente por terem umha língua estándar -padrom- baseada maiormente num só dialecto, ou fala). Aqui a ausência de norma permitiu que a variedade (riqueza) chagasse aos nossos dias; refugar dela é ter o comportamento esse de que o dos outros é sempre melhor.
A norma deve estandardizar a escrita de jeito que poda ser verbalizada polas diversas falas, ou formas dialectais; e isso nem o permite a norma da RAG nem o português padrom. A norma AGAL que eu utilizo si que tem essa virtude e, ao tempo, é completamente compreensível por um leitor que fale galego de Brasil ou de Moçambique.
Quero agradecer, como não podia deixar de ser, todas as leituras e os comentários ao meu artigo.
Antes de mais gostaria de aclarar que este é um texto breve no que eu só tratava de dar a minha particular perspectiva sobre um uso, a meu ver indevido, da nossa língua. Não tratava de fazer uma analise da qualidade do anuncio, nem tratava o tema do maltrato infantil, e também não tentava eu estabelecer todos os usos possíveis da palavra "pegar"...
Não disse algumas das expressões mais populares que eu acho divertidas, como estas a seguir:
- "Que pegue quem fai" (diz o homem, sempre na brincadeira, ao que se lhe dá no colo um meninho que não é seu filho.
- "Deixa-te estar, tu na boca não nos pegas" (diz a dona da casa à vizinha que trata de se ir embora quando os da casa vão jantar...)
- Ou "pegar dum lado na pedra" do valor disso sabem os canteiros...
- Ou "pegar na vaca" (que desde logo não era dar-lhe com a aguilhada...) Há (havia) algum homem que era capaz de pegar numa vaca ele só aventando-a com uma mão... para que outros lhe pudessem retirar o coio que se tinha metido na fenda do casco e a fazia coxear, por exemplo.
- Ou "pegar uma malheira" isso sim se refere a bater...
- "pegar no rebanho" Que de novo não faz referência a bater nos animais que o integram, senão a retê-lo nalgum lugar... (pega neles no lameiro)
- "pegar no carro" nas ladeiras para que não emborque... (sempre do lado para o que não iria cair nunca o carro..)
- "pegar na palavra"
- "pegar no sono"
- "pegar nos quartos" (que de novo não faz referencia a bater com a vara na cama ou nas paredes do quarto) Refere-se a saber gastar, ou melhor seria dizer a saber não gastar, saber aforrar...
- ...
Mas na minha aldeia, da que começo a pensar que é um universo que fora dele se desconhece, confesso que "pegar" como sinonimo de bater, assim sozinho, nunca o ouvi em toda a minha vida... o que não quer dizer que não vá acontecer em num futuro próximo, vistos os vistos...
Por exemplo quando um diz "vou tirar o casaco que tenho calor" quem não teve que ouvir "mulher, tirar no no tires"... E ter sempre de justificar... "disse que "o ia tirar" do corpo, não que ia "tirar com ele" ao lixo) é demais... (sempre interpretações desde o castelhano..., a vara de medir, para tudo... a vara...)
Mas é claro que eu posso estar errada, não sou o papa, e também por que eu falo desde o universo da cultura tradicional... que já foi negado, desacreditado, talvez também por errado...
#50: Lições? Quem está a dar lições? A mim as únicas lições (eu aprendo-te uma cousa que tu desconheces e só farás bem enquanto a faças como eu) que me deram sobre a língua foram na escola. E ali aprenderam-me a dizer "beirarrúa", "nivel", "imposible"... E a entender que "~", "ç", "lh", "nh" eram cousas alheias à Lingua Galega. Aprenderam-me que galego e português são cousas diferentes. O caso é que, por puro espírito autodidacta (e não porque alguém injectara doutrina no meu cérebro) aprendi que tudo aquilo era mentira.
Ademais, repara em que tod@s os utentes da norma do Acordo para a nossa língua fomos, nalguma altura, utentes ou conhecedores da norma RAG (e alguns, por vezes, seguimos ao ser). Não há mestres e alun@s, há socialização do conhecimento.
Saúde!
Concha, nom te tes que justificar diante de ninguém.
Já chega de burrices! Já chega de que os que dominam e vivem instalados na sua língua tenham de se desculpar perante os "gurús aficionados de turno" que nem sabem, nem vam saber nunca ... porque nem querem, nem podem.
Parabéns cara, e esperemos que aqueles ("estes Ousexas" e "outros leites-desnatadas") deixem algum dia polo menos a língua em paz .. ainda que só fosse para morrer tranquila!
Saúdos.
Tem razão o docto Alema:
A autora errou completamente ao basear o seu artigo no uso que se faz de "pegar" na sua aldeia, isto é, o uso que fazem dessa palavra apenas...300 milhões de pessoas (a aldeia da que fala a Concha Rousia abrange, mais ou menos, Portugal, Brasil, Angola, meia província de Ourense e meia de Lugo).
Menos mal que o Alema e o Arzaya nos ilustraram, e acho que agora já todos e todas sabemos que "pegar", em galego normal (insistamos, excepto na pequena aldeia da autora), só significa "dar hóstias", "dar labaçadas", e por conseguinte, é perfectamente correcto que nun anuncio da TVG nos advirtam de que as nossas mãos não devem ser utilizadas para pegar nos meninhos, porque é claro, na TVG não têm por que saber que na pequena aldeia da Concha "pegar coas mãos" pode significar precissamente o contrário de "dar hóstias": acadar ou colher suavemente. O que eu dizia: todos a não pegar coas mãos, e todos a comer polla, que está moi rica.
#58: "non "pode", non... "está" errada, como llo acabamos de demostrar aquí. fixo un artigo para condenar un uso galeguísimo da palabra "pegar" baseándose no que se fala ou falaba na súa aldea (terremota?) e quedou co cu ao aire."
Pois vaia, ao cabo sim havia alguém a dar lições. E por riba menosprezando o rural. Curioso galeguismo este...
#55 Na minha terra o uso mais comum de "pegar" seria em frases como "pegar um passeio" (passear) ou "pegar a volta" (virar-se). Também utilizamos "pegar" como "colher uma cousa". Em qualquer caso, acho que para evitar equívocos seria melhor utilizar o verbo "bater" para as acepções punitivas de "pegar", mas isso já é outra matéria.
Por certo, "ou seja" é uma locução 100% galega, como "isto é" ou "quer dizer". Contudo, habitualmente nos falantes de galego coa-se um castelhanismo que devemos evitar, refiro-me a "é dizer" (*é dicir).
Alema:
Faça favor e diga onde é que a autora critica "un uso GALEGO da palabra 'pegar'" Cite a frase exacta. Eu, por mais que leo, não acho tal cousa. O único ponto seria quando diz que a palavra se usa "á castelhana". Mas usar "á castelhana", no contexto do artigo, é usá-la como se a sua única acepção fosse "bater" (que é o que acontece no castelhano). Em nenhum lugar do artigo se diz que "pegar" não poda ser "bater". Alema, o problema é que não leis os textos, os matizes, com atenção, com lógica e rigor, e depois criticais cousas que não se disseram em nenhures. E o mesmo erro que comete o anuncio, não prestar atenção aos matizes.
#57: lenin, sabes que esse argumento não vale para nada. Diz, senão, qual era a percentagem de conhecedores da norma (que norma? a portuguesa, porque outra não existia) havia durante os mal chamados séculos escuros? Ou, se não gostas da anterior, quanta gente ousava escrever em "galego/português" durante esse tempo?
Quantos conhecedores/as da norma ILG-RAG há maiores de trinta anos? Eu opino que a percentagem é mínima nessas idades, porque ninguém lhes aprendeu nunca nenhuma. "Sabem" que o que em espanhol é "j", em galego é "x"... e pouco mais. Incluso, na população instruída na norma ILG-RAG o domínio da mesma (ou pola mesma)é terrivelmente deficiente, por não dizer inexistente.
Dizes: ""galego puro e enxebre" do que falas (e que, por certo, não existe)."
Se non existe, porque teimades tanto os lusistas coa vosa norma do galego e o acordo ortográfico? Porque non tentas destruir todalas normas en vez de crear outras?"
Na minha opinião, o que tu chamas "galego puro e enxebre" são FALAS galegas. A língua é un invento nacionalista muito recente. Na Galiza a única Língua que há é a espanhola (agás uma MINORIA utente dalguma das normas). Para que as falas se convertam em Língua é preciso submete-las a uma NORMA. Na minha opinião a norma ILG-RAG é muito deficiente à hora de normativizar a pluralidade de falas existente na Galiza e, ademais, contribui a reforçar a posição de dependência à Lengua española à que ficam submetidas as falas galegas.
Portanto, dizia que não existe o "galego puro e enxebre", porque as falas das aldeias são isso FALAS, à espera duma língua que lhes outorgue status normativo. Vaia, à espera não! Já chegara o espanhol há bem tempo.
Saúde!
Desculpai mais um breve comentário:
Se eu perguntasse, nestes tempos de matanças, o que significa "pegar no porco"... Que respostas obteria da gente deste foro?
Fico curiosa.
#69: E repito. Penso que a única pessoa a dar lições aqui és tu. E logo tens o palmo de criticar os "lusistas" por ir de "listos". Enfim... Assim não há debate, o único que fazes é reafirmar-te com argumentos não lógicos.
lenin #61: caro, a frase a seguir:
"Xarope. A min, como xa aprobei o galego de COU, e ademais non desemprego ningunha labor relacionada coa lingua no meu emprego, pódeseme "escapar" algún castelanismo."
nom é que se che "escapara" algum castelanismo, é que é mesmo uma antologia deles.
Saúdos.
Alema:
Não respostas. Cita e explicação. Sejamos sérios.
Concha respondo-che eu por todos os "leites-desnatadas" atuais, e por vir:
"pegar no porco" é unha labor ilegal porque conleva o maltrato do probe animal e pódese denunciar de inmediato perante a instancia correspondente ao efecto. He dito.
Saúdos.
suso #67 disse: "o problema é que não leis os textos, os matizes, com atenção, com lógica e rigor, e depois criticais cousas que não se disseram em nenhures."
Concordo plenamente. Do que aqui estamos a falar é de ESTEREÓTIPOS. Assim que penso que é imperativo fugirmos da etiqueta de "lusistas" ou "reintegracionistas". Eu escrevo na norma que melhor representa às falas não espanholas da Galiza. São @s que defendem a norma ILG-RAG os anormais (entenda-se bem), pois o normal é o que faz toda a comunidade lusófona. Ou também vades negar que o "galego" fica alheio à lusofonia?
Caros:
Algum de vos já ouviu falar do Creole?
E o "idioma" oficial de Haití. E muito parecido com o Francês, pero
com uma norma escrita inventada polos Tonechos. Ponho algumas palavras escritas em creole e os sesu equivalentes na "língua irmã" e em galego:
Creole Francês Galego
blan blanc branco
wouj rouge vermelho
vè vert verde
nwa noir negro
kat quatre quatro
E de conha, não é?
Mas e desde quando na Galiza a gente está tão espanholizada mentalmente que até debate e se ofende como os castelãos... sobre razões e semrazões, sobre verdades que são mais que outras e esqueceu a retranca e o relativismo? Pegou-se-vos o perezrevertismo?
Alema:
tese da autora do artigo
pegar = colher => ambiguidade (é absurdo que as mãos não possam colher)
"Como explicar-lhe a uma criança que a palavra “pegar” aí está sendo usada à castelhana?"
(porque em castelhano não há tal ambiguidade)
ERRO: a tua interpretação do artigo.
Gostava só de lembrar que o sentido de pegar como altercação ou disputa usa-se como simpliicação de pegaram-se aos gritos, pegaram-se aos socos, pegaram-se à "batatada", pegaram-se aos insultos mas na realidade o pegaram-se apenas quer dizer nesse sentido juntaram-se como em pegaram-se aos beijos ou estão pegados que nem lapas ...
Concha, parabéns pelo artigo de que gostei muito. Quanto ao porco a expressão evoca-me o porco de cabeça para baixo pendurado pelas patas e transportado num pau, ou ainda os banquetes finais de Asterix em que Obélix pega no javali com uma mão e o mete à boca...
Saúde
#77
Não há que ir buscar a outras línguas. A Rag não está soa no assunto:
ALUPEC: Alfabeto Unificado para a Escrita do Caboverdiano.
Decreto-Lei n.º 67/98 de 31 de Dezembro
http://alupec.kauberdi.org/decreto-lei-67-98.html">http://alupec.kauberdi.org/dec...
http://alupec.kauberdi.org/
BASE II
(Da Noção do ALUPEC)
a) ALUPEC é um conjunto de sinais gráficos para a representação uniforme de cada som da língua cabo-verdiana.
b) O ALUPEC consiste na harmonização de dois modelos de alfabeto, o de base etimológica e o de base fonológica.
BASE III
(Da Composição do ALUPEC)
O ALUPEC é de base latina e compõe-se de vinte e três letras e quatro dígrafos, com a representação maiúscula e minúscula, na seguinte ordem de apresentação:
A B D DJ E F G H I J K L LH M N Ñ NH O P R S T TX U V X Z
a b d dj e f g h i j k l lh m n ñ nh o p r s t tx u v x z
acção de graça = ason/asãu di grasa // actividade de mãe = atividadi/atividad di mai/mãi // baptisado histórico = batizadu istoriku // cabeça quente = kabesa kenti/kent // caminho longe de sucesso = kaminhu lonji di susesu // camisa cinzento = kamiza sinzentu // casa cu higiene = kaza ku ijieni/ijien // centro de praça = sentru di prasa // céu santíssimo = seu santisimu // chama olímpico = xama olinpiku // chefe de tropa = xefi/xef di tropa // cidade de silêncio = sidadi/sidad di silensiu // contente cu nascimento = kontenti/kontent ku nasimentu // copo sima cubo = kopu sima kubu // coraçom/coração feliz = kurason/kurasãu filis/flis // da cem flexon/flexão = da sen flekson/fleksãu // djuga cheque = djuga xeki/xek // enxame cheio de força = enxami/enxam xeiu di forsa // execução = izikuson // gato e gelo = gatu i jelu // hora de contacto = ora di kontatu // horta generosa = orta jeneroza // isolamento geral = izolamentu jeral // julho início de aságua = julhu inisiu di azagua // leme de barco = lemi/lem di barku // lençol de cama = lensol di kama // luz de cruz = lus di krus // mesa rico de êxitos = meza riku di ezitus // pachenxa sem fim = paxenxa sen fin // passada de home = pasada di omi/om // pescoç de girafa = piskos di jirafa // procissão de hoje = prusison/prusisãu di oji // próximo parage = prosimu paraji // quando N bem = kuandu N ben // quarto exame isento = kuartu izami izentu // sempre necessário = senpri/senpr nisisariu // sentinela sem sentido = sentinela sen sentidu // siciliano noctívago = sisilianu noktivagu // sigilo profissional = sijilu prufisional // sineta de cinema = sineta di sinema // també e tanto = tanbe i tantu // tchapo tchocoleta = txapu txokoleta // tchiga li cretcheu = txiga li kretxeu // tchuba tchobe bedjo = txuba txobe bedju // tchupa limom/limão = txupa limon/limãu // tem nariz feio = ten naris feiu // tempo de tentaçon/tentação = tenpu di tentason/tentasãu // tomba de tontura = tonba di tontura // um, dôs, três, partida ! = un, dos, tres, partida ! // umbral de porta = unbral di porta // unta um óleo = unta un oliu // voz de sociedade = vos di sosiedadi/sosiedad // xeque de Arábia = xeki/xek di Arabia ///
Que sim, alema, que sim, que estamos à espera de que tires .. (perdón!): saques o teu "diccionario de usos correctos del gallego actual"..
Minha nai, vaia gentalha.
Sucede que há pessoas que apreendérom o galego da mãe.
Sucede que outras apreendérom o galego da professora, numha norma incapaz de ser reconhecida polas falas, imposible de ser lida polas falas, e que provoca estranhamento em quem apreendeu o galego da mãe.
Sucede que quem o apreendeu da mãe protesta e que o apreendeu da professora, desde o seu altíssimo trono, impom o critério.
Sucede que quando nom há nada que dizer melhor é estar calado.
Sucede que alhos e bugalhos som cousas diferentes.
Relendo mais vezes o artigo, vejo correcta outra interpretação do mesmo.
"Como explicar-lhe a uma criança que a palavra “pegar” aí está sendo usada à castelhana?"
Concordo com algumas visões aqui dadas (e não desmentidas pola Concha) de que a crítica está em associar sempre pegar=bater, não com que "pegar" seja um castelhanismo. O castelhanismo seria pensar que pegar sempre é bater.
Percebendo assim o artigo, abrem-se novos matizes no mesmo, e cousas que pareciam contraditórias já não o pareçam tanto. Animo a uma releitura deste ponto de vista.
#86
“mais uma palavra, COM UMA CHEIA DE SENTIDOS, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Como me gusta esta polémica que sempre te acompaña, Concha. Moitos bicos e adiante
"-Não entendo este anúncio... –diz uma voz a teu lado no sofá- diz que as mãos não são para pegar e bem se vê como pegam no meninho para que não caia ao chão... por que?"
Nesta frase fica avondo explicado o que digo no comentário #86.
Proponho-vos o mesmo exemplo que a Alema.
Anúncio (fictício) em castelhano:
"No comas sardinillas jóvenes. Es un consejo del FROM, Gobierno de España".
Agora, em galego.
- "Não comas parrochas jovens. É um conselho...".
- Não percebo esse anúncio. Porque não vou poder comer parrochas jovens? Reprimidos sexuais!
O problema é dar a entender, como no anúncio que deu pé ao artigo, que "pegar" sempre é sinónimo de "bater". Numa campanha institucional não se pode consentir este tipo de equívocos.
Na "campanha" do meu exemplo, no canto de "parrocha" seria preferível o termo "xouba", que não tem essa polissemia (significa o mesmo que "xouba"... ou "cona"!!).
Lusista é quem decide que a norma para a fala do seu povo é a lusa, e, deste jeito, entra numha elite determinada (sem adjectivar)que se caracteriza polo uso dessa norma e que, infelizmente, condena ao rango de inferior à sua própria fala e põe por diante a norma (superior) à fala (inferior). A norma nom é discutível e, portanto, todo o que seja divergente dela é erro, mesmo quando seja legítimo e usado polos utentes verdadeiros. Destes temos algum que outro.
Espanholista é aquele que adopta a norma espanhola para escrever o galego pretendendo assim achegar-se a outra elite (sem adjectivar) que possue o poder. A aceitaçom desta norma implica a hibridaçom do galego com umha língua diferente, primeiro no plano do vocabulário, depois no fonético e mais tarde no morfosintáctico. O resultado é umha nova língua (enteléquica)nom reconhecida mais que por aqueles novos utentes que tenhem nela a sua única referença. Este primeiro passo ao ente híbrido é o começo da fim das falas e, portanto, da língua. Espanholistas, conscientes e inconscientes, temos a milheiros.
#90 Sim o estavam em tanto que instam a gente a não usar as mãos para pegar... Mas se pegando podem-se fazer cousas maravilhosas!!
Galeguzo:
O teu exemplo é perfeito. Isso era o que eu andava a procurar com o meu anterior, que não era tão bom. Resulta completamente esclarecedor do assunto. Mas uma cousa tão evidente, que não se pode tomar a parte por o tudo, parece que lhe resulta moi difícil de entender ao Alema. Pare ele, pegar é bater e mais nada.
galeguzo #91
galeguzo, desvendas nesta mensagem o processo mental para "falar e construir esse galego 'tam de seu'" destes "gurús mega-hiper-supergaleguistas de seu-suyísimo": pensarem em espanhol e "traduzirem" depois para o galego.
sardinilla = parrocha (e logo parrocha=sardinilla)
pegar = pegar
la sangre = (a) sangue
la leche desnatada = a leite desnatada
etc ...
e por aí adiante.
Pois hala, bom proveito, que me vou a "Parides" ..
Advirto que alguns comentaristas isolacionistas (e partidários?) servem-se dos argumentos que dá Galeguzo, reintegracionista... Curioso.
Pegar, no sentido de bater, está no Estraviz na SEXTA posição. Isso é por algo. O PRIMEIRO significado não é o de "bater" portanto pode-se considerar esse um significado secundário... não, terciário..., não, quaternário... não, é a SEXTA acepção!
Esse anúncio publicitário não parece estar a jogar com os diferentes significados de "pegar". COMO TODOS SABEMOS está a usar "pegar" com o significado PRIMEIRO DO DICIONÁRIO DE CASTELHANO.
Isso era o que queria matizar, Galeguzo.
Levamos 96 comentarios e ninguén demostrou filolóxicamente que a sexta acepción do dicionario Estraviz sexa unha forma proveniente do castelán. Que sexa unha acepción inexistente en portugués estándar (aínda que existe unha similar de "altercar") non implica necesariamente que sexa un castelanismo. Paréceme ben que se use e fale portugués pero de aí a considerar mal falado o uso do 90% da poboación galega... Moi ben polo saído das parrochas. Miles de galegos usan esa forma a diario sen pensar no que ti pensas. Concha olla que tés máis cara , ou sexa "pegar" non é "bater" e nas túas obras lese "jamao", non presunto. Que cara!
"#68 hai 2 horas e 9 minutos ANGR [Valora este comentario Positivo +5
...Quantos conhecedores/as da norma ILG-RAG há maiores de trinta anos? Eu opino que a percentagem é mínima nessas idades, porque ninguém lhes aprendeu nunca nenhuma"
30 anos? Iso equivale a dicir que o galego comezouse a ensinar na escola a mediados dos 90...
Sen contar os milleiros de galegos maiores de 45-50 anos (que serán os primeiros que aprenderon galego na escola) que deben saber norma RAG galego por aprendelo lendo os nosos escritores posteriores ó Rexurdimento...
"Na Galiza a única Língua que há é a espanhola"(...)
#97
Como já referi anteriormente em altercar pegar é a simplificação de juntar-se (pegar-se) a discutir ou seja não tem nada a ver com bater nem remotamente. Pode usar-se para descrever uma agressão como "pegou-lhe um par de estalos" ou "pegou-lhe umas lambadas" em que pegar tem o sentido de "colar/juntar" algo à face do outro... ou seja, em Português pegar como bater NÃO EXISTE!
Saúde
Entradas para "PEGAR" No Dicionário Houaiss da L. Portuguesa
PEGAR.
VERBO transitivo direto e transitivo indireto
1 segurar; prender segurando
Ex.:
transitivo direto, bitransitivo, intransitivo e pronominal
2 fixar(-se), aderir, colar
Ex.:
intransitivo
3 lançar ou criar raízes
Ex.: a roseira finalmente pegou
intransitivo
4 firmar-se, estabilizar-se, funcionar bem, ter continuidade
Ex.:
intransitivo
5 começar a funcionar, dar a partida
Ex.: o carro a álcool custa mais a p.
transitivo indireto
6 começar, principiar
Ex.: de madrugada pegou a chover
transitivo direto
7 alcançar, encontrar, atingir
Ex.:
transitivo direto
8 atropelar, chocar-se com, bater contra
Ex.:
transitivo direto
9 (sXV)
ir buscar, apanhar alguma coisa ou alguém
Ex.:
intransitivo
10 transmitir-se por contato
Ex.:
transitivo direto, bitransitivo, intransitivo e pronominal
11 adquirir ou transmitir(-se) por contágio, ou por influência
Ex.:
transitivo direto e transitivo indireto
12 assumir obrigação, começar a fazer
Ex.:
pronominal
13 apegar-se a, agarrar-se com alguém
Ex.: ele pega-se por horas com qualquer pessoa
pronominal
14 valer-se de; apegar-se
Ex.: pegou-se ao parecer do especialista
transitivo direto
15 conseguir, obter, alcançar
Ex.:
transitivo direto
16 chegar a; atingir
Ex.: as laranjas para exportação ainda não pegaram um bom preço
transitivo direto
17 captar som e/ou imagem
Ex.:
transitivo direto
18 ganhar, abiscoitar
Ex.: pegou uma fortuna na loteca
transitivo direto
19 surpreender, encontrar
Ex.:
transitivo direto
20 tomar veículo
Ex.:
transitivo direto
21 seguir caminho ou direção
Ex.:
transitivo direto
22 Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
deslocar-se para um lugar; ir
Ex.:
transitivo direto
23 compreender, perceber
Ex.:
transitivo direto
24 abranger, incluir, compreender
Ex.: o programa do curso de arte não pega o Modernismo
transitivo indireto
25 ser contíguo, entestar, comunicar-se, ter algo em comum
Ex.:
pronominal
26 brigar, desentender-se; discutir, debater
Ex.:
pronominal
27 pedir proteção a, rezar a
Ex.: na hora do perigo, pega-se com todos os santos
transitivo direto
28 ser condenado a
Ex.: pegou dez anos de cadeia
intransitivo e pronominal
29 apresentar dificuldade, atrapalhar, emperrar; empacar
Ex.:
transitivo direto
30 Regionalismo: Nordeste do Brasil.
fazer o parto
Ex.: o médico já pegou a criança
pronominal
31 Regionalismo: Bahia.
encontrar diamantes
#97
- "Levamos 96 comentarios e ninguén demostrou filolóxicamente que a sexta acepción do dicionario Estraviz sexa unha forma proveniente do castelán."
Não lei no artigo que a autora postula-se isso.
O anúncio emprega 'pegar' quando poderia empregar 'bater'. Utiliza um verbo na 6ª acepção em vez de outro na primeira. O motivo, opino, é porque a 6ª em galego é coincidente com a 1ª em castelão.
Paulatinamente esta prática, que nos afeta a tod@s, leva a...
“mais uma palavra, COM UMA CHEIA DE SIGNIFICADOS, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
- "Que sexa unha acepción inexistente en portugués estándar (aínda que existe unha similar de "altercar") non implica necesariamente que sexa un castelanismo"
Coincido. Não li nada no artigo que contradiga isso.
- "Paréceme ben que se use e fale portugués pero de aí a considerar mal falado o uso do 90% da poboación galega... "
Há que aclarar que não se fala de incorrecção no artigo (do meu ponto de vista), senão de PAULATINO APAGAMENTO DE SIGNIFICADOS, que é distinto.
Contudo, basear a correcção na percentagem de uso é difícil de argumentar, acho. De argumentar, não de contra-argumentar. Parece-lhe correcto dizer 'carretera', 'acera', 'rojo', etc.?
Com esse critério pode encontrar-se, já hoje, com que o galego não é mais do que um simples dialeto do espanhol. E pouco diferenciado, ademais.
Trata-se de recuperar e restaurar a língua. Não de correr a suicidar-se.
- 'ou sexa "pegar" non é "bater"'
Venha, outra vez:
“mais uma palavra, com uma cheia de sentidos, que acabarão por apagar, e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Nom existe em português, segundo este dicionário (seguramente o mais completo). Assim e todo a translaçom deste significado para ampliar o seu campo semântico e incluir "zoscar, bater, malhar" é possível, por simples assimilaçom. Coa a ajuda do "préstimo" do significado castelhano a cousa torna-se muito fácil.
Com todo a mim nom se me ocorre nengumha palavra em galego que, sem ser polissémica nem cultismo, signifique o mesmo que "pegar" em espanhol, e que só tenha esse significado.
Com todo concordo com que defende o uso nom apropriado dessa palavra no parágrafo que dá pé ao artigo. Bem claro está que foi pensada em castelhano desde ai adaptada ao "galego"; se a tivesse formulado um velho estou certo que nom usaria a palavra "pegar", senóm bater, zoscar, zurrar...
#103 Percorreu todas as aldeias da Galiza para verificar a existência, ainda viva, de 'crianças'?
Que o dicionário da Rag está cheio de ausências, creio que não espanta a ninguém.
- Inglês: Hello, how are you?
- Inglês para Galicianos de seu: JELOU, JAU AR YU?
--------------------------------------------------
- Inglês: to keep
(past & past p kept) verbo transitivo
(not throw away) ›receipt/ticket› guardar;
(not give back) quedarse con;
(not lose) conservar;
~ the change quédese (con) el cambio
(look after, reserve) to ~ sth (for sb) guardar(le) algo (a algn)
(store) guardar;
I always ~ a first-aid kit in the car me gusta tener un botiquín en el coche
(reserve for future use) guardar
(raise) ›pigs/bees› criar(conj.⇒)
(manage, run) ›stall/guesthouse› tener(conj.⇒)
(support) mantener(conj.⇒)
(maintain): I've kept a note o record of everything he tomado nota de todo
(cause to remain, continue) mantener(conj.⇒);
try and ~ it clean trata de mantenerlo limpio;
the noise kept me awake el ruido no me dejó dormir
(detain): don't let me ~ you no te quiero entretener;
what kept you? ¿qué te retuvo?;
they kept her in hospital la dejaron ingresada or (CS, Méx tb) internada
(adhere to, fulfill) ›promise/vow› cumplir;
›secret› guardar
verbo intransitivo
(remain) mantenerse(conj.⇒): to ~ fit mantenerse(conj.⇒) en forma;
to ~ awake mantenerse(conj.⇒) despierto;
~ still! ¡estate quieto!
(continue) seguir(conj.⇒);
~ left siga por la izquierda;
to ~ -ing seguir(conj.⇒) + ger;
to ~ at it seguir(conj.⇒) dándole (fam)
(repeatedly): he ~s interfering está continuamente entrometiéndose;
I ~ forgetting to bring it nunca me acuerdo de traerlo
[food] conservarse (fresco)
(be in certain state of health) (colloq): how are you ~ing? ¿qué tal estás? (fam)
Phrasal Verbs
keep away v + adv to ~ away (from sb/sth) no acercarse(conj.⇒) (a algn/algo)
keep back
v + adv: ~ back! ¡atrás!;
~ well back from the edge mantente bien alejado del borde
v + o + adv, v + adv + o
›crowd/floodwaters› contener(conj.⇒)
›tears/sobs› contener(conj.⇒)
(not reveal) ›information/facts› ocultar
keep down
v + o + adv
(not raise): ~ your head/voice down no levantes la cabeza/la voz
›food› retener(conj.⇒)
v + o + adv, v + adv + o (not allow to increase) ›prices› mantener(conj.⇒) al mismo nivel;
›weeds› contener(conj.⇒)
keep from v + o + prep + o
(restrain, prevent): I don't want to ~ you from your work no quiero distraerte de tu trabajo;
I managed to ~ myself from laughing pude aguantar la risa
(not reveal to) ocultar;
he kept vital information from them/us les/nos ocultó información vital
keep in v + o + adv, v + adv + o
(detain): the teacher kept me in after school el maestro me hizo quedar después de clase;
he was kept in for observation lo dejaron ingresado or (CS, Méx tb) internado en observación
›anger/feelings› contener(conj.⇒)
keep off
v + prep + o
(stay away from) ›land/property› mantenerse(conj.⇒) alejado de;
(on signs) keep off the grass prohibido pisar el césped
(avoid) ›cigarettes/subject› evitar
v + o + prep + o ~ your hands off me! ¡quítame las manos de encima!
keep on
v + adv
(continue) seguir(conj.⇒);
to ~ on -ing seguir(conj.⇒) + ger
(repeatedly): I ~ on forgetting to tell him siempre me olvido de decírselo;
she kept on interrupting him lo interrumpía constantemente
(talk incessantly): she ~s on at me about my weight me está siempre encima con que estoy muy gordo
v + o + adv, v + adv + o (continue to employ) no despedir(conj.⇒)
v + o + adv (continue to wear): ~ your coat on no te quites el abrigo
keep out
v + adv (not enter): (on signs) keep out prohibido el paso;
~ out of the kitchen no entres en la cocina
v + o + adv, v + adv + o (prevent from entering, exclude) ›rain/sun› impedir(conj.⇒) que entre
keep out of v + adv + prep + o ›danger› no exponerse(conj.⇒) a;
›trouble/argument› no meterse en
keep to
v + prep + o
(adhere to, fulfil) ›plan› ceñirse(conj.⇒) a;
›promise› cumplir
(not deviate from) ›path› seguir(conj.⇒) por;
›script› ceñirse(conj.⇒) a
(stay on): ~ to the right (Auto) mantenga su derecha
v + o + prep + o (not divulge): to ~ sth to oneself guardarse algo
v + prep + o v + o + prep + o: to ~ (oneself) to oneself no ser(conj.⇒) muy sociable
keep up
v + adv
(not stop) [rain/noise] seguir(conj.⇒), continuar(conj.⇒);
to ~ up with sth seguir(conj.⇒) or continuar(conj.⇒) con algo
(maintain pace) to ~ up with sb seguirle(conj.⇒) el ritmo a algn;
he's finding it difficult to ~ up in class le está resultando difícil mantenerse al nivel de la clase
(remain informed) to ~ up with sth mantenerse(conj.⇒) al tanto or al corriente de algo
v + o + adv, v + adv + o
(maintain at present level) mantener(conj.⇒)
(continue, not stop) ›payments› mantenerse(conj.⇒) al día con;
›friendship› mantener(conj.⇒)
v + o + adv
›trousers/socks› sujetar
(prevent from sleeping): I hope we're not ~ing you up espero que no te estemos quitando el sueño;
the baby kept me up all night el niño me tuvo toda la noche en vela
- Inglês para Gallegos de seuuu: TO KEEP --> MANTENER
PLASPLASPLAS !!!
PS: All right, keep on running babies, but keep off your feet from our land!!!
Gostei do artigo, como sempre magnífico, mas infelizmente nom vou poder seguir comentando-o tenho que pegar no cam, sim o meu tis o que me regalou a minha Tia Lourença, que o danado como o deixe vai correndo onde as galinhas do vizinho e este bate-lhe e de que jeito
beijos Laurinha
#98: lenin, dizes: "30 anos? Iso equivale a dicir que o galego comezouse a ensinar na escola a mediados dos 90...
Sen contar os milleiros de galegos maiores de 45-50 anos (que serán os primeiros que aprenderon galego na escola) que deben saber norma RAG galego por aprendelo lendo os nosos escritores posteriores ó Rexurdimento..."
Vamos ver. A primeira norma da RAG data de quase 1983 (Novembro de 1982). Uma pessoa de que hoje tenha 30 anos nasceu em 1979 e entrou em 1º de EXB em 1985. Portanto, era IMPOSSÍVEL que o professorado estivesse formado com certas garantias na norma da RAG.
Isto faz-se evidente quando falas com pessoas de idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos. Todas coincidem em que o galego que aprendiam no instituto ou faculdades não era como o de hoje e (atenção) amiúde qualifica-no de LUSISTA. E por que? Pois porque o professorado que dava "Lingua Galega" durante os anos 80 eram em muitas ocasiões as pessoas que tiveram compromisso com a língua durante os anos 70 e, portanto, formaram-se no galego pre-normativo, escrito ao bom parecer do autor/a e que, MUITO CURIOSAMENTE, continha riscos hoje qualificados de "lusistas" pola RAG.
Isso por um lado. Por outro lado; vamos ver... É que alguém acredita em que o ensino da matéria "lingua galega", incluso no modelo ILG-RAG, se ensina hoje com um mínimo de qualidade nos institutos e escolas da Galiza?! Desde logo este não foi o caso durante a minha educação (e sou mais novo do que a norma da RAG!!!).
E sim, reitero, a única Língua -em termos de Billig ou de Bourdieu- existente na Galiza (de jeito significativo a nível social, claro) É A ESPANHOLA. E se vamos ao rural este fenómeno faz-se MUITO MAIS EVIDENTE.
#96 Muito assisada observação, Observador.
lenin, dizes também: "Sen contar os milleiros de galegos maiores de 45-50 anos (que serán os primeiros que aprenderon galego na escola) que deben saber norma RAG galego por aprendelo lendo os nosos escritores posteriores ó Rexurdimento...
É dizer que como existe literatura galega, pressupões que a gente a lê e que, ademais, ao ler essa literatura aprende a norma? Hahaha. Pois vaia, como leiam ao Ferrín muita norma não vão aprender (aprenderão Literatura, isso sim).
Por certo, que credibilidade pode ter uma norma que não respeitam nem os seus próprios académicos?
Observador,
Eu iria um pouco mais além, aquilo que leio na sexta posição do Estraviz ((6) Castigar, maltratar: pegou-lhe uma labaçada.) é identico ao que se podia dizer Português de Portugal apenas alterando labacada por lambada mas identicamente podiamos trocar lambada por beijo ou seja não é a palavra pegar que dita tratar-se de um castigo /mau-trato mas sim a lambada... ou seja, parece-me que nem no Estraviz "pegar" é bater... Estarei errado?
ANGR
Un galego nado en 1970(39 anos), remata COU en 1987, non estuda galego?
Eu persoalmente coñezo moita xente de 40 anos que estudou galego na escola.
Se cadra non dende 1º de EXB, pero ¿é que ANGR aprendeu todo o galego que sabe en 1º de EXB?
Que pasa que agora o galego escrito só é cousa de menores de 30?
Que fan a administración galega, os sindicatos, as asociacións e os colectivos sociais que escriben en galego? Contratar a un menor de 30?
Vas negar tamén que a enorme maioría dos escritores galegos na actualidade escriben na norma da RAG?
Porque non ides os lusistas ás fábricas, ós peiraos, ás eiras a dicirlles ós galegos e galegas que escriben coa norma RAG que iso é castrapo e que comecen xa a estudar a norma AGAL para preservar a norma lusista da invasión do isolacionismo?
lenin,
para "escribir" en galego raga-raga nom cumpre contratar um menor de 30 anos ... chega com saber escrever espanhol.
E ainda lenin,
o mesmo aconteceria se existisse uma norma RAG para o inglês:
"Si yu leiter, dud!"
Ha, ha, ha... Alemá! "HE dito" é um dos meirandes castelanismos que se tenhem escuitado neste foro (e olha que se escrevem burrices todos os dias). Deves ser dos "editores" que é como chamava O Beiras aos "galeguísimos" deputados autonómicos do PP a tentar falar galego no Parlamento. Cuido que o teu "espanhol" escrito e falado pode chegar a ser "de traca" também. Um abraço ao Alpabarda e ao "Afrancesado" que é quem me aprendeu o do Beiras...
DIXEN!!! Inda estou a rir co editor. HA HA HA HA HA HA HA HA.
Mais nada!
lenin, por partes.
1º, dizes: "Un galego nado en 1970(39 anos), remata COU en 1987, non estuda galego?"
O que digo é que a primeira norma da RAG é do 17 de novembro de 1982 e que, portanto, o professorado de "Lingua Galega" nos institutos e que estudou uma carreira que creio lembrar se chamava "Filosofía y Letras". Diz a Galipedia:
"Ata a década dos anos 1980, os estudos de Filoloxía Galega adscribíanse coma unha sección de Filoloxía hispánica chamada especialidade en Filoloxía galego-portuguesa, pero logo foron segregados coma unha carreira á parte.".
Então, parece lógico pensar que é impossível que o professorado de "Lingua Galega" pudera contar com uma formação de qualidade numa norma que não existiu até quase 1983. Imaginemos que nesse ano já existira uma "Filoloxía Galega" na Universidade de S. de Compostela (cousa que não sei); suponhamos que uma pessoa entra nessa primeira promoção de "Filoloxía Galega" coma norma RAG aprovada. Até 1988, como mui cedo, não remataria os estudos. Assim que, o único professorado correctamente formado na norma RAG não começou a dar aulas nos institutos galegos até praticamente a década dos 90 (e isso sendo muito generosos, não é?).
Ademais, repito, que pessoas daqueles estudantes da licenciatura de "Filosofía y letras" podiam querer dar aulas de "Lingua Galega" nos institutos durante os anos 80? Pois, polas conversas que eu tive com gente que cursou esses estudos nessa altura, todas as pessoas (incluídos simpatizantes de "Galicia Bilingüe") coincidem em assinalar que se tratava dum galego diferente ao que lhes aprendem aos seus filhos/as na escola hoje. Um galego que eles próprios chamam "lusista", porque o professorado daquela era um professorado consciencializado com a situação linguística da Galiza e, portanto, assumiam, quando menos, os extintos "mínimos". É de supor que haveria outra corrente entre o professorado de "Lingua Galega" nestes anos dando aulas -sobre tudo nos colégios privados ou concertados- que dariam classe por pura obrigação. Estes seriam aqueles que explicavam: "El gallego consiste en escribir con x lo que en español es con j". Cousa que também lhe tenho escutado a pessoas de entre os 40 e 50 anos.
2º, dizes: "Se cadra non dende 1º de EXB, pero ¿é que ANGR aprendeu todo o galego que sabe en 1º de EXB?"
Não! ANGR aprendeu o 80% do galego que sabe fora do sistema educativo, de jeito autodidacta. O galego que ANGR teve que sofrer durante a sua escolarização era duas cousas. 1ª cousa: Espanhol. 2ª cousa: Forma de expressão duma professora que estava tola perdida e que buscava a sua auto-realização através das sistemáticas vexações exercidas sobre os seus alunos e alunas. Quando de verdade comecei a interessar-me pola língua (ao rematar, precisamente, COU) optei ideologicamente pola prática dos "mínimos", depois pola da "Normativa da concórdia" (cujo texto li de princípio a fim) e, finalmente, polo erroneamente chamado "lusismo" (ainda reservando o uso da norma RAG-2003 para algumas obrigadas ocasiões).
3º, dizes: "Que pasa que agora o galego escrito só é cousa de menores de 30?"
Na minha opinião a percentagem de utentes que dominam (ou são dominados, melhor dito) pola vigente norma RAG-2003 é ABSOLUTAMENTE RIDÍCULA, incluso entre os menores de 30 anos.
4º dizes: "Que fan a administración galega, os sindicatos, as asociacións e os colectivos sociais que escriben en galego?"
Escrever mal.
5º dizes: "Vas negar tamén que a enorme maioría dos escritores galegos na actualidade escriben na norma da RAG?"
Não nego isso. O que nego é que, polo facto de existir uma norma -RAG- utilizada por alguns escritores e por algumas escritoras, não existe um processo de osmose polo qual a gente que os lê passe a dominar essa norma.
6º dizes: "Porque non ides os lusistas ás fábricas, ós peiraos, ás eiras a dicirlles ós galegos e galegas que escriben coa norma RAG que iso é castrapo e que comecen xa a estudar a norma AGAL para preservar a norma lusista da invasión do isolacionismo?"
Pois porque, em primeiro lugar, os galego-falantes das fábricas, nos peirãos e nas eiras escrevem maioritariamente em espanhol. Dizia antes que a única língua existente na Galiza com certo peso social é a espanhola. Melhor dito, o único "mercado linguístico" (ver Bourdieu) que existe na Galiza é o unificado arredor da "Lengua española". O que isto significa é que os utentes de FALAS galegas identificam, muito maioritariamente, a norma que transforma as suas falas em LÍNGUA com a da Lengua Española. Em segundo lugar porque eu não sou defensor da norma AGAL (que na minha opinião adoece duma visão muito essencialista do povo galego), senão de escrever as falas não espanholas da Galiza na única norma capaz de as representar com CAPITAL associado, i.e., a da Língua Portuguesa ou, hoje, a do Acordo Ortográfico.
Dito isto. O que eu tenho claro é que os utentes de Língua galega (utentes da norma ILG-RAG incluídos) devemos ter claro que o nosso problema é com a Lengua Española, não entre nós!!!! Têm isto claro os utentes convencidos da norma ILG-RAG???
Saúde!
*Que mal me expresso hoje! Queria dizer: "O que digo é que a primeira norma da RAG é do 17 de novembro de 1982 e que, portanto, o primeiro professorado de "Lingua Galega" que houve nos institutos estudou uma carreira que, creio lembrar, se chamava "Filosofía y Letras""
Que simpático, alema... Porque "preto" é uma palavra alheia às falas populares da Galiza, não é? E o til de nasalidade também o é, não sim?
alema .. nito!
- "metedura de gamba", galego 'enxebre' onde o houver.
E depois se passa ao reintegracionismo .. : "recoñecer".
No meu pueblo todo o mundo di RECONOCER, carallo!
Claro home,
ti falas en galego de pueblo, de pobo ou de pobro,
e dis cousas "tan galegas" como 'metedura de gamba'
e demais 'giliflauteces' (decerto isto entra também em galego do pueblo)
segundo toque a flauta o giliflautas de turno, nom é?
Pois hala machiño, a continua COA TUA LABOR .. que é todo um modelo para nós ...
xDDD
Bueno meniños,
vou a tomar a leite e vou a ir xa á cama.
COMO MOLA O GALEGO DO PUEBLO, OYES !
xDD
e a outra cousa, maripo(u)sa .. ??
(Ou era "bolboreta"? ai non, que iso debe ser purtujés! )
xDDD !!
Boa tarde a todos e todas, de novo passo aqui a agradecer os comentários, e as visitas a este meu texto. Como iniciadora deste debate, pois eu coloquei o primeiro texto desta lista (o artigo), devo dizer que me dou por satisfeita com o uso do artigo para neste debate, mesmo que coincida eu, ou não, com as opiniões.
Por vezes me sinto mal interpretada, mais isso é o normal, é o que acontece quando um expõe publicamente o que opina. Gosto de ler os vossos sim, isso sim, procuro não me preocupar em excesso com o seu contido, porque isso eu sei depende de quem os escreve, e de muitas mais cousas, e não apenas do meu pequeno texto.
Alegra-me ter-vos posto a pensar, se é que o fiz, a pensar juntos neste assunto do uso dum termo como é pegar... Como disse alguém aí acima... Com essa palavra se podem fazer cousas maravilhosas... como "pegar os beijos em alguém" e também outras não tão como "pegar lume ao monte"
Obrigada por tudo o que levais aportado, e seguis a aportando, a este debate.
# 112 Lisboeta, acho que não estás errado na apreciação que fazes sobre o uso do termo no dicionário Estraviz. Eu, como já disse anteriormente, nunca, em toda a minha vida, ouvi usar a palavra pegar sozinha, e sempre a ouvi associada a algo... "Pegar uma labaçada" "Pegar um beijo"... a palavra pegar tem o mesmo significado em ambos casos...
A toda a gente obrigada.
"Adicado" a todos os alemas, "leites semidesnatadas" e demais giliflautas :
http://vello.vieiros...
xDDD
Adeus (cona! OUTRO LUSISMO!! xDD)
#121 Alema, não quedaste em que me davas a razão e em que Concha Rousia não meteu a pata com nada? Não amoles. Nunca pensei que fosses tão sectário!
Concha,
a burrice e a barbárie estám por toda parte. Nom paga a pena nem se preocupar por elas. Quem nom sabe / nom soubo escuitar aos seus maiores tem de ir procurar "conhecimento" aos livros ... e já sabemos a categoria inteletual e linguística de quem redigiu esses "libros".
Lá deixei uma ligaçom para um livro de referência de quem na teoria teria que mirar polo galego ..
Em fim, vale mais a tua palavra e a tua memória do que centos de livros deles, podes estar certa.
Que haja ainda gente coma ti é o que nos indica que ainda nom está tudo perdido ... e isso incomoda porque lhes lembra aos ineptos a sua mediocridade (tenhem dous trabalhos, entom!).
Saúdos e parabéns imensos!
#134, Lidor dize: "Este é un medio nacionalista galego e en galego (para vós, castrapo), basta xa de dobre moral."
Claro, todo o mundo sabe que o essência do nacionalismo galego radica na luta contra a fatal língua que nos oprime: o português.
Dizia Beiras: Não há pior cego do que um cego colonizado.
Alema, deixa de utilizar lusismos, carallo!!! :
en galego de pueblo dise "Deixe de darnos clases", cona!!!
Xa pareces un lusista en ver de un nacionalista gallego, carallo!!
xDDD
Desculpa, onde diz "alema", tinha que dizer "Lidor" .. mas em verdade tanto tem ..
xDDDD
Lidor, este é um meio PARA TOD@S os galegos, se é que é democrático. Que é isso de mandar a outro lado àquelas pessoas que têm algo a dizer sobre a Galiza e o galego?
Já andamos com setarismos? Como sempre, os de sempre, mandando fazer o de sempre...
#140: Pois, meu, o caso é que para mim a língua galega é sinónimo da língua portuguesa ou do Acordo Ortográfico. E como considero que o melhor para os utentes das falas não espanholas da Galiza é a adopção da norma internacional da nossa língua, pois procuro debater não com os que já pensam como eu, senão com os que não o fazem, para assim detectar os limites do que eu digo ou, se é que ninguém os assinala, provocar a reflexão de gente como tu. Isso é o debate.
Poderia dizer, ademais, que eu sou nacionalista galego, independentista e socialista revolucionário. Mas se dissera isso, voltaria-mos a exigir "pureza de sangue" para participar no debate, e não se trata de repetir erros do passado.
Saúde e Galiza ceive!
Dacordo co artigo. Xa non só estamos a falar dun erro de normalización. E que bater e moi usado ainda na fala popular.
Unha aperta a JURJINHO.
O de HE DITO é abraiante. Por certo, o apelido da articulista ROUSIA é moi fermoso. Ainda se usa (xa non moito) na fala popular o verbo rousar, no sentido de mover algo arrastrándooo que é pesado.
#142 rousar ou ronsear?
Parabéns polo artigo, Concha. Gustei moito del. Teño que recoñecer que non sabía dese significado de "pegar" -como termar, acho-, mais quen si debe coñecelo son os lingüistas da CRTVG e loxicamente é criticábel que metan a zoca dese xeito, xerando confusión nalgúns galegofalantes co uso do verbiño do carallo.
Por outra banda, quen critica o de ser usado o verbo "à castelhana" erra o alvo; a autora quizais non foi moi clara na expresión empregada, pero describe perfectamente unha sensación que calquera galegofalante ten sentido máis dunha vez: a de ollar a castelanización silente do noso idioma. Eis o criticábel.
p.s. e no morraço a gente disse criança, escuitado na freguesia do Hio, -uma chea de vezes- na vila de Cangas e no concelho de Bueu, por mim proprio. Será que falamos purtujés en canghas coma din os niños-bien de vigho??
Ao escoitar algún ilgarreiro solto por aí, dan ganas de emigrar a Guiné-Bissau...
Louvança dos isolatas:
Eu, reintegrata feito e direito, quero adicar uma louvança aos meus irmãos isolatas.
O, isolatas, quixotes admiraveis...!
Não sinto qualquer rancor contra vos, muito contrariamente, embora ache que estais enganados, errados, admiro a vossa sinceridade e perseverância. Que duro ser isolata...! Ter que utilizar, ano tras ano, para escrever a nossa querida língua, uma norma que coincide num 99% com a do castelhano, o nosso monstro devorador...! Isso tem que doer. Pensar que cando um gusano de Galicia Bil escreve "el castellano es tan gallego como el gallego..." está utilizando, práticamente, a norma RAG (olho, são normas diferentes que, simplesmente, coincidem)....
E enquanto isso acontece, o povo galego, as camadas populares, os enxebres depositários da fala... venha a escrever em castelhano...!!! Porque vos sacrificais tudo para que o povo tenha bem fácil escrever em galego, mas o povo, cruel e indiferente, não escreve em galego nem que os matem.... e venha meter castelhanismos na fala...por cada "embora", por cada "leque", por cada "chá" que com lança e adrga conseguis expulsar da enxebre fala de Breogan, os ingratos galegos metem duzias de "carreteras", "ghueves", "aieres"...até os ovos já são, para alguma gente, "huevos"...que manda hievos...!!!!
Sim, sois uns quixotes. Uns autnticos últimos e derradeiros moicanos. E ter que olhar para nos, pragmáticos e sanchopancescos reintegratas, que com total desenvoltura utilizamos uma norma que nos permite comunicar-nos com 300 milhões...que morro...!!! E sem pagar taxa nenhuma, pois também nos comunicamos perfeitamente com vos (ora, isso é porque todos vos conhceis perfeitamente a norma internacional, sim, isso sim que já é mérito...conhecer a norma mas não utilizá-la, com um par....reservá-la únicamente para ler Saramago e nas viagens a Valença do Minho....
Sim, irmãos, admiro-vos.
Bom, a mim parece-me bem que se defenda a norma isolata para o galego, e até que se conceba o galego como língua isolada, até isso podo aceitar ainda que vaia contra a ciência linguística, o que sim odeio é que o isolacionismo seja o baluarte ideológico das politicas de substituiçom linguística e incapazes de artelharem um discurso linguístico que prescinda da espanha.
No estado espanhol há um outro caso paralelo dos nossos isolatas, o blaverismo valenciano, tamém som a garantia ideológica do espanholismo em valência frente a língua comum,
há quem gostar de ter ligações onde isso se perceba bem claro, começai por visitar a Real Academia de Cultura Valenciana a que ademais de estar bem ligada a RAG tiveram durante muitos anos idênticos estatutos, e as duas compartem a Franco como membro de honra
http://www.racv.es/
As duas cadademias fam trabalho de qualidade
http://vello.vieiros...
mas há uma diferência, o catalanismo conseguiu que aquela esteja tam desprestigiada que até o PP tivo que criar uma nova dcademia valenciana
http://www.avl.gva.es/
só a segue o blaverismo radical e o espanholismo mais furibundo mas aqui a RAG durante estes 4 anos recebeu da Junta da Galiza 10 elevado a sexta de euros por ano a través de distintos convénios. Que jeito de estragar dinheiros, quanto com isso poderia fazer se dispugera dele o movimento normalizador
Nas ligações da Rag só existem duas academias:
A RAE e a Real de Cultura valenciana
http://www.realacademiagalega....
polo menos som coerentes, nada a ver com instituiçoes que nom pensem na RAE como madre de todas as academias e que se concebam assim próprias como sérias
Completamente de acordo com todo o que aponta a Laurinha.
Mas o mais delirante é que ainda depois por cima os 'lidores', 'alemas', etc ... se encham a boca e se queiram mostrar como representantes prototípicos (e exclusivos?) do nacionalismo galego, manda caralho!
O quê saberedes vós do nacionalismo galego??
(se quadra, já apenas do "nacionalismo gallego bien entendido", nom é??)
E lavesedo,
pois é: no Morraço falades purtujés direito, caralho! ;DD
Saúdos!
#150 Ao menos Alema é educado. Lidor é um impresentável que em qualquer fórum civilizado já teria sido banido.
O Lidor segue sem enterar-se...
Manda truco, isso já não é uma questão de preferência ortográfica, é de lógica...Eu acho que nem deveu ler o artigo. Quiçá entrou directamente à briga dos comentários...
Mas eu queria continuar com a minha atitude amistosa com os isolatas. Olhai, todas estas discussões são muito aborrecidas, ninguem convence ninguem. Um observador objectivo chegaría a conclussão de que cada parte expõe as suas opiniões com veemência e afinal tudo fica como no início. Ora, existe uma pequena diferência prática entre a posição isolata e a reintegrata, um matiz que porem é mui importante. Nos afirmamosque, essencialmente, galego e português são a mesma cousa, ou variantes da mesma cousa, e que por conseguinte podemos utilizar a ortografia que desenvolveram os portugueses baseando-se na nossa ortografia medieval mais ou emnos comum. Os isolatas negais. Até aí tudo bem. Mas é que nos demostramos a verdade da nossa posição com a nossa mesma prática, porque escrevemos assim em todos os foros es não há qualquer problema de comunicação...! Imaginai que viesse um fulano por cá a dizer: "English and Galician are the same language, after all they have not changed that much since the times of sanskrit, from which both derive..." Therefore, because they are the same language, I am going to write Galician using the English norm". Olha, se calhar havia algum foreiro que lhe seguia a bola um pedaço, mas em pouco tempo a cousa estava morta...Mas, connosco, não tendes problema nenhum...q.e.d.
Mas eu não me preocupo muito com a questão do reintegratismo e o isolatismo, porque afinal a norma RAG vai ir desaparecendo pouco a pouco. E um mundo feroz. Dentro de alguns anos, poucos, na Galiza só ficará uma minoria a falar galego, e essa minoria utilizará maciçamente a norma lusa. A norma castelhana sé será utilizada de xeito litúrgico polos políticos pepeiros e pesoeiros, todos/as castelhanofalantes, em ocasiões assinaladas, dia das letras, etc. E por algum escritor, que publicará habitualmente uma pequena tiragem em galego-RAG apenas como pretexto da tradução ao castelhano, feita por ele próprio.
Ai Lidor e demais, pobrinhos "minimizadores" do galego!!
Resulta agora que os que negarom e teimam em negar toda a polissemia do verbo "pegar" nom coincidentes com a do castelhano (os realizadores do anúncio e os lambe-cus que saem depois a defender qualquer trapalhada, "manque pierda"), minimizando e ajustando assim também nisso o galego às fronteiras políticas, linguísticas e SOBRETUDO MENTAIS e "á legalidade vixente que o Reino" estabelece para os seus "súbditos gallegos", a queixar-se agora de que a Rosa condena uma "palavra galega".
E que me escangalho! xDD
Decerto quem vos minimizou a cabecinha e o entendimento fizo um bom trabalho ..
Anda rapaz, vai para a casa de banho a ver se estamos lá !
xDD
Claro alema,
que o isolacionismo nom fai política ..
PD: e o castelám tampouco vem de nengures, nem é de ninguém, porque "es de todos", nom sim?
Minha nai, quanto paifoquinho ceivo ainda ..
xDDD
143 aovellaquemira
Rousar. Alomenos en Ourense.
Caras e caros leitores
Mais uma vez passo aqui a agradecer a participação no debate que eu iniciei ao colocar o meu texto... ou então que a TVG iniciou ao levar às nossas casas algo que eu achei digno de apontar com o dedo.
Eu quero dizer a todo o mundo que me me reafirmo em cada palavra dita, tanto no texto inicial como nos seguintes comentários. E tendo em conta alguns comentários (eu leio todos) quero afirmar uma cousa: Eu não considero, nem irei considerar nunca, inimigo meu um defensor da nossa língua, use ele a ortografia que usar... e especialmente se esse defensor da língua é galego, como eu. Sei que estamos todos feridos e dizemos muitas cousas que têm mais a ver com essa dor que com nada que eu possa dizer ou não dizer...
Eu repito: não considero, nem considerarei nunca, inimigo meu a um defensor da nossa língua, seja qual seja a postura que ele escolher para esta luta injusta na que nos vemos metidos sem nós o pedir ou o querer...
Mais uma vez obrigada a todos e todas pola vossa presença.
Quanto a rousar, nós usamos esse termo muito para os carros (os das vacas), antes havia que ajudar aos vizinhos a rousar o carro para mete-lo de cu na corte...
Como o tom do fio está um pouco mais ligeiro aqui vai também uma contribuição mais aligeirada.
Já que estamos num fio onde se fala dos vários sentidos da palavra pega não resisto a lembrar um outro que se usa bastante a sul do Minho "a pega de caras" usada nas corridas de touros à portuguesa. De novo aqui o sentido é "juntar" homem e touro de frente (cara-a-cara) e sem armas, a única coisa que consigo ver numa tourada pois dá bastantes oportunidades ao touro... fez-me também lembrar as "lutas" a que assisto na Galiza entre "miuras" e "forcados".
É preciso coragem para enfrentar a força bruta do poder miura! A minha homenagem a todos os forcados galegos e que quando a corrida acabar tenham direito a música...
http://www.youtube...
Saúde
O problema da RAG não é uma simples questão de NH ou Ñ. Oficializam e legitimam a destruição do nosso idioma na Galiza (ou Galicia, não é?). Outro exemplo:
- JANELA (JANELO).- Nome genérico para designar um vão num muro. Equivalente a window (eng), ventana (cas), fenêtre (fr). Também é usado muito na informática, entre muitos outros sentidos figurados.
- VENTANA (VENTANO) / VENTÃ / VENTA / VENTANEIRA.- Vão totalmente aberto polo que circula permanentemente o ar. Deriva da palavra vento. Simplesmente um oco, sem mais elementos que o fechem. Por isso se diz "as ventãs do nariz". As vivendas actuais raramente têm ventãs, e as aplicações informáticas, nunca. Ventana é uma palavra galega, mas com um significado diferente ao castelhano.
- FENESTRA / FIESTRA / FRESTRA / FRESTA.- Janela extremadamente longa numa das suas dimensões, normalmente a vertical, a jeito de fenda ou fisura na parede. Pode estar aberta ou ter vidros. Do latim "fenestra" (fenda), diferente de "januella" (porta pequena), é frequente na arquitectura românica e gótica. Tem um uso restringido a determinados tipos de janelas, normalmente em muros de pedra de muita espesura,embora se pode usar para denominar as janelas corridas horizontais (fenêtre longuée) da arquitectura do Movimento Moderno.É um termo do qual derivam "fenestrar", "fenestração", "fenestragem", "fenestral" para denominar a divisão e composição artística dos vidros das janelas, herdança desta compexa tarefa nos vitrais de cores das catedrais góticas. Em galego tem um significado particular diferente do catalão "finestra" ou do francês "fenêtre" (=janela).
Ainda há muitas outras palavras para janelas com outras características específicas: OLHO-DE-BOI, GATEIRA, POSTIGO, LEQUE, CLARABOIA, LANTERNEIRO, LANTERNIM, VIDRAÇA, VITRAL,...
Mas no galego RAG-ILG, dinamita todos os matices: "xanela" e "ventá" são exactamente o mesmo, e "fiestra" passa a ser o sinónimo enxebre. Rigor zero, e um crescente empobrecimento da língua.
E logo chegam os fundamentalistas do isolacionismo tipo Lidor com o seu "esto me lo se yo así, porque así me lo han enseñado" a defender o indefendível.
As nossas "autoridades" linguísticas oficiais, são como aquela personagem do «1984» de Orwel que se jactava de eliminar cada ano moreas de palavras do dicionário.
Estes, as que não eliminam, ou as fazem cair em desuso ou lhes mudam o significado de não coincidirem com o castelhano.
Totalmente de acordo com Mceleiro.
O que comenta é só um cachinho da realidade do "vocabulário" da RAG. Eu levo fazendo trabalho de campo varias dúzias de anos, com muitas horas de gravaçom aos velhos e velhas e estou farto de ver o que mceleiro comenta. Moreias de palavras que estám eliminadas, mutiladas, condenadas por "lusistas" quando em realidade estám em uso polos nossos maiores. É tristíssimo, mas os que fizerom este dicionário da RAG, ou o VOLGA, nom estám à altura da sua missom, som incompetentes profundos e, desde logo, desde o ponto de vista profissional e de responsabilidade para com Galiza nom merecem o meu mais mínimo respeito.
#158 "Rousar. Alomenos en Ourense."
#159 "Quanto a rousar, nós usamos esse termo muito para os carros (os das vacas), antes havia que ajudar aos vizinhos a rousar o carro para mete-lo de cu na corte..."
Descubro (antes não mirara) que 'ronsear' não o trai o Estraviz nem o Priberam, mas sim 'roncear'. Escrevi com sesseio barbanção.
Estraviz:
v. tr. Fazer girar o carro. v. i. Andar ou obrar com lentitude, fazer uma cousa de má gana.
Priberam:
v. int.,
andar ronceiramente-> derivação de ronceiro: adj., vagaroso; pachorrento.
Acho que não falamos do mesmo, ainda que tem um significado similar se o que se ronsseia/roncea é o carro :-D
Creio que falais de 'roussar':
v. i. Ranger o eixo do carro, uma porta, etc. v. tr. (1) Fazer que um carro ande para os lados ou para atrás. (2) Raptar ou violentar uma mulher [lat. rapsare].
'Roncear' emprega-se na minha zona para designar a acção de mover algo pesado (uma pedra, um armário) a modo, aos poucos, geralmente arrastando-o. Semelhante ao significado de obrar com lentitude do Estraviz, mas não coincidente.
#158 "Rousar. Alomenos en Ourense."
#159 "Quanto a rousar, nós usamos esse termo muito para os carros (os das vacas), antes havia que ajudar aos vizinhos a rousar o carro para mete-lo de cu na corte..."
Descubro (antes não mirara) que 'ronsear' não o trai o Estraviz nem o Priberam, mas sim 'roncear'. Escrevi com sesseio barbanção.
Estraviz:
v. tr. Fazer girar o carro. v. i. Andar ou obrar com lentitude, fazer uma cousa de má gana.
Priberam:
v. int.,
andar ronceiramente-> derivação de ronceiro: adj., vagaroso; pachorrento.
Acho que não falamos do mesmo, ainda que tem um significado similar se o que se ronsseia/roncea é o carro :-D
Creio que falais de 'roussar':
v. i. Ranger o eixo do carro, uma porta, etc. v. tr. (1) Fazer que um carro ande para os lados ou para atrás. (2) Raptar ou violentar uma mulher [lat. rapsare].
'Roncear' emprega-se na minha zona para designar a acção de mover algo pesado (uma pedra, um armário) a modo, aos poucos, geralmente arrastando-o. Semelhante ao significado de obrar com lentitude do Estraviz, mas não coincidente.
Ah, e parabéns à Concha polo artigo.
Parabéns também a a Vieiros por poder contar com a autora com, provavelmente, o maior número médio de comentários por artigo da Galiza.
" e mais um motivo para nos chamar de lusistas aos que tenhamos memória...”
Sou o teixugo, sou reintegracionista e estu orgulhoso.
http://br.youtube.com/watch?v=...
Agora fora de bromas, teño que dicir que non teño ningunha teima contra o reintegracionismo nin moito menos.
É mais, considéroo teoricamente acertado.
Practicamente non teño o tempo necesario para aprender a escribilo correctamente e considéroo inaplicable na Galiza actual.
O que non soporto é que se dean argumentos a prol del como:
“Eu som un autodidacta”
“O povo galego é analfabeto”
“Na Galiza a única Língua que há é a espanhola”
“Non se pode conseguir que un galego que escriba en español comece a escribir en portugués da Galiza”
Saude!
Diz Lenin: «Practicamente non teño o tempo necesario para aprender a escribilo correctamente»
Compreendo. Mas repare, Lenin, em que está a reconhecer a sua falta de formação. Bom, isso é um avanço.
Grandes inteletuales pare Galicia ..
Por reducción al absurdo:
- “Eu som un autodidacta” --> "A min a norma internacional do galego ou "portugués" ensinaronma na escuela. Cando poño a tele tamén só escoito falar "portugués" ou galego"
- “O povo galego é analfabeto” --> "O pueblo galego ten o nivel cultural e o índice de catedráticos de todas as cencias máis alto do mundo .. e pá mostra, aquí estamos nós)"
- “Na Galiza a única Língua que há é a espanhola” --> "En Galicia a única lingua que hai é o galego. O español é residual e mesmo perde falantes todos os días cara o galego. Os casos de esvaramento cara o español son meras anécdotas."
“Non se pode conseguir que un galego que escriba en español comece a escribir en portugués da Galiza” --> "calquera persoa que escribe en raga-raga sabe escribir portugués, pero non en castelán"
Jhuajhuasjhuas !!!
xDDDDDD !!!
arzaya, emprega o que te pete quando te pete ... mesmo "rodilla", "calle" ou "aier" ... nesse "gallego do pueblo" que tanto defendedes .. mas as acepções medievais chas buscas ti, machinho.
:bb
Lenin, carinho, para saíres da momificaçom melhor era que dedicasses algo de tempo a estudar, já nom digo o galego reintegrado (o que provém do galego mesmo), talvez (decerto) deves estudar o galego RAG, vejo muitos erros. Isto dize-o alguém que passa muitas horas ao dia a corrigir textos em RAG, alguns deles para que passem a comissom de sábios da Xunta.
Nom ves que escrevendo mal a norma RAG perde muito peso o teu argumentário?
Com tudo (e nom é por quedar bem), concordo contigo em algumhas cousas que comentas, ainda que levas o foco cara à demagogia e, finalmente, pões em boca dos outros cousas que só bolem pola tua cabeça. Estou certo que AGNR concorda contigo em algumha das ideias últimas do teu escrito, outras já ele próprio sabe que som discutíveis.
Ao cabo do que se trata é de expor as ideias próprias sem o afám do evangelho. Todos estamos fortemente posicionados e isto ajuda a expressar as nossas ideias e a conhecer as dos demais. Zangar-se, andar com a pedra no soco, só serve para semear venenos dentro de quem os areja.
Somos livres para escolher.
Em galego diz-se "bater", assim falaram sempre os galegos monolíngues, que som os camponeses, por exemplo: "bateu (n)a mulher", "bate (n)os filhos" ...
em galenhol ou em castelám diz-se "pegar", tal como no-lo recordam a cotio os neofalantes que mamaram o castelám desde o berce ou mesmo os que som galenholes e orgullosos (tipo alema, arzaya, lenin, etc)
O artigo da Concha chama a atençom para um aspecto flagrante, mas há ainda piores: o sotaque, a prosódia empregada polos "media" galegos ... por que é tam acastelanado? Será que os que falam na TVG, radio galega, etc, estarám pensando numa "promoçom", a qual passa por Madrid, nom por Lisboa, claro, e por tanto tenhem que soar espanhois?
Galenholes para Madrid, que alí som vistos como moi simpáticos!
alema, pero de que te queixas, ho: "chas buscas ti" é galego perfeito ..! Se só é "poñerse" a escrever em galego raga-raga e de seguida sai daí o "ghallegho do pueblo", ho !!
xDDD
Tedes razón amigos lusistas. Prometinme a min mesmo non responder ás respostas ó meu derradeiro comentario. Pero ante tal "tsunami"(como diría LLamazares) de argumentos véxome obrigado a darvos, coma sempre, a razón.
Agora lenin, un mal foreiro de segunda categoría, para defender que dous mais dous son catro e que un mais un son dous, ten que ser un experto en galego RAG (que por certo na normativa actual nunca estudou).
Pola contra, Emilio Pérez Touriño, Anxo Quintana, José Montilla e Juan José Ibarretxe, que en teoría son os encargados de defender o galego, o catalán e o euskera no planeta terra non teñen nin idea (xa non de escribilo), senón de falalo.
Porque non mirades o que dixo Carod a Montilla sobre unha pregunta que lle fixeron sobre porqué non falaba mellor catalán e deixades de esixirnos a tódolos (si Reburro xa sei que é "todos os" en RAG) galegos que sexamos expertos en lingüística?
Probablemente como dixo Reburro en 178 escribo mal na norma RAG. Pero como dixen repetidas veces neste debate, non teño tempo, nin ganas de poñerme a reestudar o galego que aprendín na escola. Quizais se fora Reburro "corrector de textos RAG" faríao.
Pero entende Reburro que eu non che pido que estudes integrais triples, operacións con números complexos, planificacións de redes de saneamento en urbanizacións ou deseño de esquemas unifilares de subestacións eléctricas.
De tódolos xeitos, prefiriría estudar portugués, inglés, francés ou calquera outra lingua, que converterme nun "perito" de escritura RAG.
E por último, dicir que a maioría dos reintegracionistas galegos, tampouco dominan a normativa do portugués ou do portugués da Galiza nin como Saramago, nin como Conche Rousia, nin como o proipio Reburro.
Uma abraço para o Lenin
E de volta para "pegar".
Creio que é preciso lembrarmos algumhas cousas pertinentes:
1) As culturas ordenam o mundo de jeito particular e diverso, de todo o que consideram que tem existência fam agrupações. Assim cada palavra tem um "campo semântico" que reflecte o universo da cultura, o mundo particular da identidade cultural.
2) As agrupações som diferentes nas diferentes línguas.
3) As línguas estám ligadas por relações genealógicas, de parentesco, este pode ser mais íntimo ou mais distante. Esta relaçom é significativa.
4) Podemos discutir se o que se fala na Galiza e o que se fala em Portugal som variantes da mesma língua, mas está fora de debate que o que se fala em Castela e o que falamos aqui som cousas diferentes, isto é evidente.
5) Quando se empreende um processo de criaçom dumha "língua nacional", ou "língua padrom", que é o que fez o ILGa, é preciso partir da própria língua com critérios lingüísticos, partir das falas e procurar um padrom que seja familiar para os falantes (nom para os leitores, as línguas falam-se, a escrita é um meio de afixaçom e umha ferramenta de entendimento comum). É necessário ter em conta a histórica da língua, a etimologia e, para as lagoas que houver, acudir ao parente vivo mais próximo.
6) A norma RAG, falada, provoca estranhamento entre os ouvintes genuínos (pensa no que comentam os velhos) porque nom ponderou correctamente as falas. Nom pode ser lida por NENGUMHA fala, para todas está ateigada de rarezas. É língua de ninguém. Nom tem em conta a etimologia. O til de nasalidade (~) é um N, o Ñ é um N subido encima de outro, Ã é um N subido encima da A. O uso da "enhe" nom responde à assuntos filológicos nem etimológicos, senom políticos. E falo do "enhe" como simples exemplo.
A realidade é que a norma RAG, sem qualquer dúvida discutível, parte da norma espanhola. Isto nom é aceitável em termos históricos, filológicos.
E depois temos o vocabulário, que tanto preocupa (a mim é do que menos, mas também me preocupa muito). Tristemente o nosso ordenamento do mundo, feito nas palavras do nosso vocabulário, foi deixado à parte em beneficio de nom se parecer em excesso ao português, e como tampouco se tinha feito um trabalho de campo tam extenso como para falar com rigor do que se tinha entre as mãos, adoptou-se como partida o parecido ao espanhol, com enjebrismos e exotismos, talvez próprios da linguajem literária.
Por umha banda marcou-se a diferença com o português, negando a nossa própria história como língua, a etimologia, os usos vivos do galego de Galiza, a nossa mesma essência. Aparecérom entom cousas como “preto” para perto, “seguridade”...
Por outra banda marcou-se a diferença com o espanhol com enjebrismos, exotismos, invenções e mesmo vulgarismos e palavras tiradas da linguajem literária, que nom sempre reflecte a língua adequadamente, Aproveitou-se também para diferenciar-se de ambos os dous em palavras como “cadrado”.
Os enjebrismos e exotismos incorporárom-se, em grande media, como sinônimos de palavras do espanhol, prescindindo da totalidade e variabilidade do seu campo semântico e reduzindo-os a aquele significado concreto que interessava aquele dia a aquela hora na que o senhor decide incorporar essa palavra o termigal. É umha bonita colecçom de palavras enjebres (já todas estavam nos nossos dicionários históricos)
Com todo aceitárom-se espanholismos, mesmo para o nosso próprio nome identitario: Gali-CIA, nom sabendo diferenciar entre hibridaçom e préstimos, a primeira deve ser eliminada e o segundo é, ou pode ser, lícito. E isto todo baixo a sombra de nacionalismo espanhol, de que antes mortos que portugueses, uma idéia bastante difundida ainda hoje (alhos e bugalhos).
Assim, simplificando muito, chegamos ao que temos agora na norma oficial (OFICIAL): umha nova classificaçom do mundo, umhas novas realidades dentro das nossas velhas palavras, umhas realidades alheias a nós, mas com as que temos familiaridade porque todos falamos bem, ou mui bem, o espanhol. Temos também palavras novas, como beirarrúa, que falam de seu da soberbia de algum dos cérebros do Termigal e do ILGa. Temos também, nom há de que se queixar, umha grande quantidade de sábios encadeirados na Real Academia Galega, e mesmo temos o Consello da Cultura Galega, temos a Secretaria Xeral de Política Lingüística e temos de todo o que umha “língua nacional”, ou “língua padrom”, deve ter. Temos a norma, fora dela todo é erro (ainda que tampouco nom importe que ninguém a use correctamente, digo-vo-lo eu, que estou farto de “corrixir” mesmo aos señores acadêmicos, em espanhol som faltas de ortografia, mui grave; em galego simples erros sem importância, “total a norma cambia cada dous por três, quem vai estar ao dia?, ademais, eu nego-me a escrever neste galego meio aportuguesado de agora”)
Peguemos de novo no assunto.
7) Temos agora o nosso mundo classificado em palavras com significados diferentes de aqueles que falavam (pensavam) os nossos devanceiros (avós, pais), diferente também dos nossos parentes mais achegados (portugueses), mas semelhante, diria que praticamente igual, ao dos nossos amáveis vizinhos os espanhóis, linguisticamente tam parentes nossos como os catalães, franceses ou os italianos.
8) Agora pensemos no que Concha alerta, pensemos em "pegar"
Existem questões transcendentes nas que é imprescindível transcender o próprio Ego. As próprias idéias devem ser, por vezes, reconsideradas em beneficio do que está além de nós mesmos: a nossa comunidade, a nossa identidade, Nós.
#171, #181
Lenin felicito-o polas suas opiniões destes 2 comentários. Muito a sério.
Em #171 afirmou que considera o 'modelo reintegracionista' é teoricamente acertado.
Não gosto daquelas opiniões reintegracionistas que apelam a pessoas anónimas a que empreguem uma ou outra normativa. Porque o aprendizado tem de ser quase todo individual e como diz o próprio lenin:
"eu non che pido que estudes integrais triples, operacións con números complexos, planificacións de redes de saneamento en urbanizacións ou deseño de esquemas unifilares de subestacións eléctricas."
NÃO SE TRATA DE CONDUTAS INDIVIDUAIS MAS DA DEFESA DUM MODELO DE LÍNGUA.
Eu também não sou linguística (de esquemas unifilares ou equações diferenciais p.e. também posso falar) mas compreendo que a questão normativa não é mais do que uma derivada do problema de substituição linguística na Galiza.
Para evitar a substituição, na parte ou papel que lhe toca jogar à normativa, creio que o modelo acertado é o reintegracionista. E em maior ou menor medida incluso o defensor isolacionista mais fanático não se opõe a muitas iniciativas como p.e. a recepção das Tv's lusas na Galiza.
Por isso acho muito mais importante que se defendam posturas pró-lusófonas em qualquer âmbito (trabalho, casa, etc.)cá empregar uma normativa concreta por parte de pessoas anónimas. Penso que se pode estar de acordo na ideia de que uma escrita unificada para toda a lusofonia é muito favorável e incluso salvadora para a nossa língua na Galiza e, não por isso escrever nessa norma unificada (por desconhecimento no nível que um estima oportuno para atirar-se a escrever, p.e.).
Em definitiva, apelo à defesa do reintegracionismo e de qualquer iniciativa que nos achegue à lusofonia desde qualquer normativa (e língua).
Só a pessoalidades públicas, a notáveis que sim podem dar exemplo e que são cientes da questão linguística e da normativa, é que lhes peço que defendam o modelo reintegracionista desde a prática do mesmo.
"De tódolos xeitos, prefiriría estudar portugués, inglés, francés ou calquera outra lingua, que converterme nun "perito" de escritura RAG."
Estou de acordo e acrescento que, se não nos convenceram do contrário, estudar português (uma das da lista) seria sinónimo exacto de estudar a nossa língua própria.
"A maioría dos reintegracionistas galegos, tampouco dominan a normativa do portugués ou do portugués da Galiza nin como Saramago, nin como Conche Rousia, nin como o proipio Reburro."
Abofé. Em geral o domínio da Rag também é baixo na CAG. O de Agal ou AO é resultado do auto-didactismo em muitos casos (creio que a maioria). É possível muitas das pessoas que aqui comentamos tenhamos um domínio muito superior do espanhol escrito do que de galego escrito em qualquer normativa.
Por último, diz:
"Practicamente non teño o tempo necesario para aprender a escribilo correctamente e considéroo inaplicable na Galiza actual."
Eu também não o considero aplicável na Galiza atual. Mas defendo-o para que o seja (é só uma questão de vontade social) numa ou duas legislaturas (ou em 30).
Quanto ao do tempo... se o quer praticar... mudar um 'ñ' por um 'nh' e um 'll' por um 'lh' não leva tempo. Mas não me vou contra-dizer com o exposto, simplesmente o animo: eu pratico escrevendo comentários em Vieiros um modelo que depois me serve para comunicar-me com outros lusófonos noutros âmbitos.
Saúde, Terra e Língua.
#181
"De tódolos xeitos, prefiriría estudar portugués, inglés, francés ou calquera outra lingua, que converterme nun "perito" de escritura RAG."
Aí falache, Lenin!
O galenhol nom val pra nada. É tudo flagrante, é um engado para o povo galego e para qualquer povo, darem-lhe uma língua "regional" galego-espanhola que está decalcada em grande medida da língua nacional, o espanhol-espanhol, e que nom é mais do que uma patranha para ter os galegos aí bem amarradinhos e quietos no canto noroeste do Reino de Espanha.
Peguem nos parásitos e no seu ridículo galenhol e deitem-os ao lixo!
Os dialectos espanhois para os de Sevilha ou de Valencia.
A língua galega para o povo galego!
Ok, lenin:
"Probablemente como dixo Reburro en 178 escribo mal na norma RAG. Pero como dixen repetidas veces neste debate, non teño tempo, nin ganas de poñerme a reestudar o galego que aprendín na escola. Quizais se fora Reburro "corrector de textos RAG" faríao.
Pero entende Reburro que eu non che pido que estudes integrais triples, operacións con números complexos, planificacións de redes de saneamento en urbanizacións ou deseño de esquemas unifilares de subestacións eléctricas."
Porém, responde apenas umas perguntas:
- pensas que escrever correctamente numa língua (na tua língua própria?) é equivalente a trabalhar com números complexos ou estudar integrais triplas?
- mesmo que o galego nom fosse a tua língua própria: darias-te por satisfeito com só reconhecer a tua incompetência no uso de qualquer outra língua ("respeitável?? = inglês francês, alemám, ..)?
- aceitarias esse teu desleixo ao escreveres, por exemplo, em castelám?? (ou é que pensas ou sabes que todos os falantes de castelám sabem trabalhar com números complexos e integrais triplas e já a partir daí tenhem tempo e devem e podem escrever bem a sua língua?
Ou é que talvez todos os que escrevem em castelám som correctores de norma RAE e dedicam-se a isso??)
Bom, gostaria de conhecer as tuas respostas, obrigado.
PD: eu também nom som linguista e trabalho com números ... mas isso nom me impede conduzir automóveis .. ou procurar escrever bem a minha língua, e outras.
Saúdos.
APRENDER UMA NOVA ESCRITA CUSTA E GENTE POR PEREZA, OUTROS, Anti_Lusista, por falta de capacidades TÊM UMA POSTURA DE OPOSIÇÃO.
Pois vaia estranho protagonismo que me tocou assumir. Realmente não sei muito bem o que responder ao comentário de lenin, são demasiadas cousas a matizar, mas tentarei aclarar um possível mal entendido.
A ver, em primeiro lugar. Há um tempo eu -como muit@s de vós, suponho- era defensor convencido da norma ILG-RAG e concordava com o humor da famosa "lei de Berto"; amiúde pensava que o debate sobre a norma abafava outros debates de maior importância, e que sempre teimava-mos em falar do mesmo. Hoje não penso assim; acho que houve um câmbio social na percepção que a gente tem sobre o debate normativo. Penso que a sociedade galega, ou parte dela, exige celebrar esse debate e, como nos média maioritários está silenciado, pois aproveita-mos a oportunidade dum foro livre na Internet, um foro que, ademais, é próprio dum jornal que assume a identidade galega como identidade nacional (algo que, penso, nos une a muitos aqui). Penso que o debate gerado polo artigo de Concha vai sobre isso, não sobre os usos de "pegar" stricto sensu.
Eu, como galego, decido participar neste debate, porque considero que falar destas cousas é bom para a Galiza. Realmente, a minha intenção nunca foi a de participar desde uma postura de prepotência. Isto digo-o muito a sério. Mas, se é que alguém sentiu nos meus comentários um tom de absurda superioridade, como o que parece perceber lenin, que saiba que esse não era o meu propósito em absoluto. Eu sou o primeiro em declarar-me aprendiz nestas questões. Não creio que o lembreis, mas quando comecei a comentar em Vieiros, fazia-o usando a norma RAG. Formei-me lendo os vosso comentários, a partires dos quais surgiram muitas dúvidas sobre a defesa do modelo ILG-RAG que, daquela, defendia. Estas dúvidas levaram-me a conhecer os textos de Celso Álvarez Cáccamo, de António Gil e de tantas outras pessoas. Por isso digo que sou autodidacta, não com nenhum afã de superioridade, mas quase como protesta. Protesta no sentido de que existe uma produção científica brilhante sobre a situação sócio-linguística da Galiza que ESTÁ ABSOLUTAMENTE SILENCIADA NO SISTEMA DE ENSINO, MUITO PARTICULARMENTE NO ENSINO SUPERIOR. A mim (a tod@s nós) esta situação OBRIGA-NOS a sermos autodidactas se queremos aprender algo sobre a situação sócio-linguística da Galiza. Considero que o normal devera ser não ver-nos nesta obriga de APRENDER conhecimentos PROIBIDOS em foros que escapam aos tentáculos do PODER. Isto é o anormal, e considero que é uma desgraça para o país; oxalá não me vira (nos víramos) na obriga de declarar-me autodidacta nestes temas.
No texto de lenin há vários comentários/expressões que, na minha opinião, têm o propósito de realizar uma crítica ad hominem ao meu alter-ego foreiro, ANGR. Não considero, portanto, que enriqueçam o debate e, já que logo, não perderei tempo em dar-lhes resposta.
Enfim, o único que queria aclarar é que, com os meus comentários o que pretendo é aportar algo ao debate e não entorpece-lo. Se é que, ainda que for por vezes, consigo dar cumprimento a este propósito, seguirei a participar neste e noutros foros. Por que? Pois porque assim, quiçá, contribua a gerar reflexão em pessoas que, como eu há tempo, entram no foro de Vieiros defendendo uma norma que, na minha opinião, é prejudicial para a situação vital de tod@s @s galeg@s. Quiçá estas pessoas cheguem a cambiar de parecer, ou quiçá ofereceram argumentações que me façam a mim cambiar de parecer. Disso vai o debate, não?
Saúde e Galiza ceive!
Afinal esse desleixo que demostrades -que acabades demostrando SEMPRE- por aprender a escrever correctamente o galego (NA NORMA QUE FOR, RAG, Agal, etc ..) entre despreocupado, casual e/ou sem malícia: em fim, esse "GALICIA IS DIFFERENT AND THE 'GALLEGO' NI TE CUENTO: non ten norma, nem jeito correcto ou incorrecto de escrever, cada quem fai o que lhe peta e como lhe peta ... sim, já sabemos que é UM CASO ÚNICO NO MUNDO, PERO OS GALEGOS SOMOSCHE ASI E QUE LLE VAS FAZER ... acho que afinal é só mais uma excusa ou estrategia para nom quererdes abrir os olhos e dardes a razom a OS QUE SIM O FIZEMOS ... PORQUE QUALQUER PESSOA QUE SE POM AO CHOIO DE QUERER APRENDER A ESCREVER A SÉRIO O GALEGO DE SEGUIDA SE DÁ CONTA DE QUE O TAL CHAMADO 'GALEGO DE SEU' É UMA CARALHADA QUE NOM SERVE PARA UMA MER... E QUE VAI SEGUIR SENDO-O SEMPRE PORQUE NOM HÁ VONTADE PARA O MELHORAR E NADA BOM PODE SAIR DE QUEM NOM TEM VONTADE NEM QUER MELHORAR.
E por isso QUEM SE DEBRUÇA A SÉRIO NO PROBLEMA (NOM COMO "HOBBY" OU DE CARALHADA) ACABA DANDO CHEGADO, AO REINTEGRACIONISMO.
É COMO SE ALGUÉM TE DISSESSE, TRANQUILAMENTE: OLHA, EU SEI QUE 2+2 NOM SOM IGUAL A 3, PERO A MIM APRENDEROM-MO ASSI E NOM TENHO TEMPO PARA ME PÔR A APRENDER OUTRA COUSA, QUE BASTANTE TENHO COM O MEU ..
POIS ISSO, POR ENQUANTO NOM FAGADES ESSE ESFORÇO, ACHO QUE FICADES DESACREDITADOS PARA OPINAR.
Hala, saúde.
"É COMO SE ALGUÉM TE DISSESSE, TRANQUILAMENTE: OLHA, EU SEI QUE 2+2 NOM SOM IGUAL A 3, PERO A MIM APRENDEROM-MO ASSI E NOM TENHO TEMPO PARA ME PÔR A APRENDER OUTRA COUSA, QUE BASTANTE TENHO COM O MEU .."
A linguística tem muito de política e pouco de matemática, acho. Se calhar o exemplo não é o melhor.
"POIS ISSO, POR ENQUANTO NOM FAGADES ESSE ESFORÇO, ACHO QUE FICADES DESACREDITADOS PARA OPINAR."
Eu não. O esforço também se faz opinando. E há quem após 'esforçar-se' fica em posições ilgueiras (poucas, creio). Contudo, afirmações apodícticas não favorecem o debate. O isolacionismo pode estar equivocado (na minha opinião já está provado), mas o reintegracionismo também.
De resto, assino debaixo do teu comentário.
A Xarope:
A que lle chamas lingua propia?
Os meus pais normalmente falan en castelán.
A meirande parte dos escritores da que considero a miña terra (Galiza) escriben en algo semellante a galego RAG dende hai 200 anos.
Na escola ensinouseme algo semellante ó galego RAG da actualidade (no que se refire á escrita).
Os meus avós (galego-falantes), non escoitaron falar do reintegracionismo nas súas longas vidas. Tampouco din palabras como "criança", "operario" ou "camponês".
O resto dos galego-falantes "nativos" que coñezo, a meirande parte deles tampouco oiron falar do reintegracionismo, e obviamente nunca lles oín palabras como "criança", "operario" ou "camponês". Sí oinlles moitas outras palabras e expresións que endexamais oinlles os reintegracionistas e que tampouco aprendín na escola.
Vivo nunha terra que ten un Parlamento elixido "democráticamente" polos seus cidadáns, e estos, lonxe de querer aplicar unha normativa portuguesa, o que tenden a dicir cada 4 anos é que mellor deixar como única lingua o castelán no ensino.
No século XV teño entendido que Galiza perdeu unha guerra contra Castela e dende aquela separáronse os destinos de Galiza e Portugal. Logo Rosalía e os mestres do Rexurdimento escribiron en algo semellante o galego RAG. Na guerra civil Galiza foi dos lugares onde menos resistencia opúxoselle ó franquismo. Na transición adoptouse a norma RAG.
Eu na vida cotiá non podo empregar o portugués. O galego RAG sí. Porque non podo empregar o portugués? Porque ó longo de 600 anos perdéronse as batallas mencionadas mais arriba.
Tódolos partidos políticos galegos agás un empregan galego RAG. Ese que emprega portugués preséntase as eleccións de cando en vez e cuns resultados ínfimos.
Se queredes resumide:
"lenin diz: "España ó longo dos últimos 600 anos erradicou DEFINITIVAMENTE o xeito orixinario de escribir galego e considero que o que debemos facer os galegos é apoiar (e tentar mellorar dentro do posible, e non dun xeito radical e inaplicable) o galego que hoxe en día escriben 1,6 millóns de galegos e non chamalo castrapo, isolata e portunhol"".
ovella:
a minha mensagem e exemplos iam dirigidos àqueles que che dim: sim, é certo o galego rag é uma carallada, pero non teño tempo (nen ganas) de aprender outra cousa .. Pois fale! Pero se nom tes tempo, pois tampouco opines, nom é?
Eu se nom sei -nem tenho intençom de saber- duma cousa, pois tampouco opino, vamos.
lenin:
1) Língua própria: a que tu tenhas como tua, é assim de simples. Mesmo poderias ter tido teres duas ... mas quando te poes a fazer disquisições e filosofar e pedes para termos que tornar a definir todos e cada um dos conceitos que utilizemos .. pois, desculpa, que queres que che diga: lembra-me muito à fugida "a los cerros de Úbeda" que utilizam tam frequentemente os Gallegos-Vil e demais ralé para nom falar do que importa. Em resumo: "Língua própria" = à que tu tenhas com própria (nom é tam difícil. Suponho que nom terás como "próprias" todas as línguas do mundo, nom é?)
Mesmo se reles a minha mensagem verás que eu che dizia que mesmo nom ser o galego a tua língua própria, se aceitarias esse desleixo (propositado, casual, malicioso, inconsciente?) noutras línguas como o castelám, o inglês, o alemám, ... pergunta que nom me respondes ..(e tenho que dizer que nom me surpreende).
3) Dis que todos os escritores galegos dos últimos douscentos anos escreverom em algo similar ao galego RAG, e cometes ou dis aí dous erros graves:
a) esqueces, apagas ou negliges a todos os escritores que nom escreverom em "algo parecido ao galego rag" .. e asseguro-te que há uma cheia ...
b) falham-te as fontes, porque estou certo que muitos dos que pensas que escreviam em "algo parecido ao galego rag" antes de chegar a ti já os passarom pola "peneira normalizadora" do negócio editorial, mas se fosses para os originais verias que de escreverem "en algo parecido ao galego rag": nada de nada de nada ... (Joam Manuel Pintos escrevia com J e G, Rosalia utilizava pontuações para marcar os xis consciente dos problemas que o uso indiscriminado dessa letra provocava, etc, etc, etc ...).
Do resto, pois fale: a vida fizo-nos assim de fodidos .. e o nosso destino e nada se pode fazer ... outros tenhem língua, nós temos um crioulo sem norma onde qualquer aberraçom tem cabida ("aier", "calle", "rodilla", etc..) .. aceitemo-lo com ressignaçom cristã e pronto.
Hala, saúdos.
Por certo, decerto os teus avôs tampouco diziam "abó", "povo", "Deus" ou "beirarrúa" .. mas isso nom te impide usá-los tu e ainda considerar que som "galego 'de toda la vida' ou 'de seu' ", nom é?
Curioso o critério esse dos teus "abós" (melhor "abuelos") que serve para umas palavras, mas nom para outras, nom é???
#190
Tem toda a raçom o lenin acima, quando diz que o galego já leva moito tempo separado do português, tal como no-lo amosa a nossa história. Porém, o lenin nom quer um mudamento radical, já que o julga inaplicável. O lenin prefere resignar-se ao estado de híbrido linguístico que o galego dos nossos tempos acadou, sancionado polas autoridades linguisticas oficiais.
Tampouco quer que o chamem castrapo ou isolata, mesmo que a evidência linguística nom deixa lugar a dúvidas respeito a qualidade de híbrido do que se fala e se propom hoje na Galiza. A Galiza foi e é terra de contacto linguístico, de transiçom entre dous romances peninsulares, o occidental e o de Castela, e como resultado desse contacto (o qual é diglóssico, quer dizer, uma língua goza de mor prestígio do que a outra) temos o que temos. Mas melhor é nom chama-lo o que é, melhor imaginarmos que esse é o galego, porque se o chamarmos o que é quer dizer que temos auto-odio ou complexo de inferioridade. O qual é ridículo, como tudo o que quer negar a evidência. Ridículo. A realidade é moi simples, nem questione della lingua nem rabos de gaita:
Galego + Castelám, na Galiza = galenhol
(E o argumento da castelanizaçom sofrida polo português nos séculos XVI e XVII nom admite comparaçom com o grado de castelanizaçom sofrida polo galego durante 700 anos, nom começem com a demagógia barata dos nacionalistas portugueses com "horror espanholensis")
Mas, está bem, concedamos ao lenin o beneficio da autoilusom: chamemos esse galenhol de galego, esse "que hoxe en día escriben 1,6 millóns de galegos". Pode dizer-nos entom o lenin para onde imos ir com ele? O que imos fazer com ele? Para que sirve, aparte de para encher os petos a custa do contribuinte galego, empecer a escolarizaçom em bom castelám, língua de grande importancia no nosso mundo e ainda mais no Reino de Espanha, e de criar uma conciencia regional espanhola na Galiza, para sentirmos moi galegos, dentro da nossa espanholidade)?
Tente o lenin uma resposta sem demagógia, nom vá agora de mais patriota do que mim, faça o favor.
Durante trinta anos, a política linguística oficial declarou insistentemente em que o "debate normativo" "estava superado", que não havia nada mais a discutir. Poderiam ter tido razão, e hoje não estaríamos, como outras vezes, debatendo. Mas não foi assim. Polo contrário, durante trinta anos, o "reintegracionismo" (isto é, a visão e a prática da unidade da língua da Galiza e doutros países) não deixou de crescer, tanto em termos absolutos quanto a respeito da visão diferencialista da RAG. E isto, apesar dos obstáculos reiterados.
Não é magia. Não é loucura. Não houve tratamentos clandestinos de electro-choque para convencer os incautos e as incautas para mudarem a sua visão linguística e a sua forma de escrever. Aconteceu-nos a muit@s. E o que digo não é propaganda. É, simplesmente, a inegável evidência histórica dum processo tanto individual quanto coletivo.
Uns e outros podemos, claro, continuar a justificar indefinidamente as posições com argumentos, até com alguns nos que, a propósito, uns e outros concordaríamos: que se Rosalia escreveu assim ou assado, que se na Idade Média se escrevia assim ou assado, que se os meus avôs diziam isto mas não aqueloutro.
Mas tudo isto já nada adianta. O feito é que um grupo de pessoas de elite chamado "RAG" estabeleceu uma norma que é utilizada maioritariamente nas instituições. O feito é que um outro grupo, também de elite, elaborou uma norma chamada "AGAL", e que um outro grupo aceita uma norma aquilatada durante décadas na prática escrita internacional, o "padrão" (agora Acordo Ortográfico), muitos deles agora reunidos num outro grupo de elite chamado "Academia Galega da Língua Portuguesa". E estas práticas estão vinculadas a ideologias sobre o carácter da própria lingua. E aventuro-me a dizer que, no caso do "reintegracionismo", em termos relativos esta ideologia deve de ser por lógica MUITO firme, acaso simplesmente porque a nossa prática ainda acarreta TREMENDOS inconvenientes sociais (não se engane ninguém) que a gente não está disposta a sobrelevar alegremente se não é porque tem firmes motivos. Acho que não se pode dizer o mesmo do "outro lado". Analise-se isto como se quiser.
E, sobretuddo, há uma dinâmica social de posicionamento sobre estas propostas. Em lugar de invisibilizar ou estigmatizar esta dinâmica, um poder político RESPONSÁVEL deveria valorá-la como amostra de potencial coletivo. Deveria compreender que, precisamente porque há confronto, A LÍNGUA AINDA É IMPORTANTE. No momento em que a forma e a visão da língua fosse trivial sem ela estar assente socialmente com garantias de sobrevivência, ESTARIA MORTA. Isto é exatamente o que procuram setores do españolismo na Galiza: uma falsa e imatura "naturalidade" do galego, uma naturalização antes de tempo, como o sabor dessa fruta industrial mutante dos hipermercaeos que madurece em contentores sem oxigénio.
E há outro facto importante que indica a firmeza da crescente proposta reintegracionista: Nesta altura, por muito que MUITOS reintegracionistas difiram de MUITOS argumentos de OUTROS reintegracionistas, NÃO VÃO/VAMOS DEIXAR DE SÊ-LO. Já não é o momento de convencer ideologicamente, mas de convencer pola prática habitual de sermos, simplesmente, pessoas falantes e escreventes. Que me desculpem os adversários "do outro lado" por tirar-lhes a ilusão, mas acabou o tempo dos estigmas: das desqualificações de "elitismo" (como se o outro não o fosse), de "fanatismo", de "intolerância". Em que Galiza vivedes? Que jornais encontrades nas manhãs nos quiosques? Distingue-se a terminação "-çom" polo genoma?
Portanto, este debate (como outros intermináveis fios) nunca foi sobre uma palavra ou uma norma, mas sobre duas cousas muito mais cruciais: sobre a liberdade, e sobre o poder: a liberdade de escolher e construir os teus interlocutores (e portanto o teu imaginário de sociedade) com a língua que pensas, imaginas como objeto, e escreves; e o grau de poder social para construir a hegemonia CONTRA forças muito mais poderosas da que têm os que produzem o Dia das Letras. Mais nada. Outras pessoas, porém, podem continuar a acreditar que neste jogo se trata, simplesmente, de caracterizar ou caricaturizar os adversários. Como se nota o pouco que a estas pessoas lhes importa a língua, e até a própria dignidade. Eu, pessoalmente, mais nunca vou permitir sentir-me insultado por como penso sobre a língua ou por como escrevo, como se esse insulto fosse apenas um factinho trivial. Com essa ligeireza no envenenamento da palavra assim lhe foi ao país durante séculos, colegas.
"E há outro facto importante que indica a firmeza da crescente proposta reintegracionista: Nesta altura, por muito que MUITOS reintegracionistas difiram de MUITOS argumentos de OUTROS reintegracionistas, NÃO VÃO/VAMOS DEIXAR DE SÊ-LO."
"Outras pessoas, porém, podem continuar a acreditar que neste jogo se trata, simplesmente, de caracterizar ou caricaturizar os adversários. Como se nota o pouco que a estas pessoas lhes importa a língua, e até a própria dignidade. Eu, pessoalmente, mais nunca vou permitir sentir-me insultado por como penso sobre a língua ou por como escrevo, como se esse insulto fosse apenas um factinho trivial. Com essa ligeireza no envenenamento da palavra assim lhe foi ao país durante séculos, colegas."
Comentário magistral, Celso. Obrigado.
#194
Aí falou, há que tirar o chapeu ao Celso!
Contudo, há uma cousa que nos une, isolatas e integratas: tod@s somos os perdedores da história. Semelha que tod@s queremos preservar essa língua e cultura galegas. Ora, os isolatas aceitam a derrota e auto-iludem-se. Creem, ou querem crer (se inteligentes davondo) que o galego dentro do status quo actual pode recuperar-se com dignidade, através dum simple processo de hibridizaçom que eles tildam de "evoluçom normal". E alguns mesmo já aceitaram o alheio (o espanhol-castelám) como próprio, querendo abraçar uma dobra essência que até nem seria escolha errada se esse componente "alheio" estivesse à par do próprio, e nom acima dele, como é o caso, e ainda pior, com o intuito deshonesto de absorve-lo. Consolam-se no seu auto-victimismo. Victimismo polo qual nom tenho nenguma simpatia. Som eles os que se autoqualificam de "minorizados". Essa é a sua escolha.
Eu prefero reconhecer a derrota sem victimismo mas rejeitar o alheio, mesmo que mo "venderam como próprio" desde o berce. Derrotado, sim, mas consciente e conspirando ... sempre.
Que nom baixem a guarda os amos, que assim que eu puder erguer-me hei!
Cumpre-me tempo. Eu espero aqui sentado.
Queria dizer parabens ao Celso em #195, claro
Lenin,
-eu nom disse que fosses analfabeto. Foste tu quem disseste que decerto nom escreves bem o galego, logo ..
- se nom temos que falar como os nossos avôs / "abuelos", como caralho temos que falar?? Como os teus?? Como nos digas tu que falavam os teus ..??? Como diga o primeiro ou o último sopra-gaitas da RAG até que chegue outro mais novo a mudar o critério anterior?? : non, grazas-gracias-grazas.
- deixa-te de "edicións dos 60 - 70 ou 80" (época na que a nossa língua gozava de todas as facilidades e do seu maior esplendor, como todos sabemos) que se nom és parvo, abofé que fas por parecê-lo, e vai direitinho para os originais ou ediçoes fac-simil riquinho, e mira aí o que che digo.
PD: para a tua incredulidade e horror, dizer-te que por exemplo Rosalia escrevia também com cê cedilhado ("Ç") e terminaSONS tam "lusistas" como as que che coloquei aí .. (HORROR !!!)
Hala, a ranhá-la.
Lenin:
Vou fazer um comentário ao teu 190. Vou-o fazer com total respeito, sem utilizar retranca nem ironia nenhuma. O teu comentário está muito bem escrito, expõe um raciocínio muito coerente e respeitável, e eu só quero tratar de demonstrar-te os seus falhos, para que reflictas. Resumindo, o que vou expor é que o teu discurso basea-se numa série de erros, de noções falsas, que foram introducidas desde o poder. Por exemplo, dizes que os escritores galegos escrevem desde há 200 anos em algo parecido á norma RAG. Bom, isso não é assim. Para começar, há 200 anos era o ano 1809, daquela ninguém na Galiza escrevia em galego. Não lembro muito bem quando se escreveu "A gaita gallega", que penso é o primeiro texto do "Ressurdimento", mas é bastante posterior. Rosalia escreve já na segunda metade do S XIX, mais bem a finais. Por conseguinte, não há 200 anos, senão, como muito, 150. Pero ademais, Rosalía, Pondal, Curros, e depois Risco, Otero Pedrayo, Castelão, etc, não escrevem em algo parecido ao galego RAG. Se consultas os textos originais, verás a enorme diferência entre o que esses escritores escreveram e o galego RAG (é derto que tãopouco se parece ao galego reintegracionista). Castelão escreve "visibre", "pol-os", "hespañoes", "ô", "nazonalista", "meiciña"....Um texto de Castelão precissa quase que tantas mudanças pars ser adatado ao galego RAG como para ser adaptado ao padrão do acordo.
Depois dizes que os teus avós nunca disseram "operário", "criança" ou "camponês". Mas repara em que já um foreiro nos disse que na sua zona sim se utiliza "criança", e estou certo de que em algum lugar da Galizaq se utiliza camponês. O próprio texto que estamos a discutir demonstra que em muitas parted da Galiza se utiliza pegar com um significado diferente do que em outras. Ninguem obriga a utilizar "criança", podes utilizar "neno" ou "meninho". Do que se trata é de não banir e rejeitar palavras que não figuram no dicionário RAG e dizer que são portuguesas. Pensas que os portugueses inventaram miles de palavras? Não, são palavras galegas. As únicas palavras que inventaram eles são cultismos e tecnicismos, por exemplo, "operário", uma palavra que se aplica a uma realidade que apareceu com a revolução industrial. Na época dos travadores, evidentemente, não havia operários. Igual que não havía analises, nem apendicites. A RAG colheu todas essas palavras técnicas e cultas do português, e o lógico é que colhera também operário. Os teus avós não utilizavam "operário" porque diriam "obrero", igual que diriam "apendicitis" e "Hacienda".
Já, finalmente, rematas afirmando que 1.8 milhões de galegos utilizan uma norma, que é a que temos todos que defender. Outro mito. Esse 1.8 milhões de galegos utilizam habitualmente o castelhano para escrever habitualmente. Em galego só escrevem habitulamente os nacionalistas, e sabe-lo perfeitamente. Só esse 1o por cento ou menos de nacionalistas convencidos e militantes escrevem em galego-RAG. Serão 100.000 pessoas (olho, não estou a falar dos votantes nacionalistas, senão duma minoria ainda menor, os militantes nacionalistas). E posr isso que os reintegracionistas pensamos que algo esté errado de raiz. Uma norma só utilizada por 100.000 pessoas, que é rejeitada pola maioria dos galegos, que preferem o castelhano, que não foi utilizada polos nossos clássicos (não fale de Martim Codax, senão mesmo de Rosalia, que escreveu "Campanas de Bastavales..." e "Adiós rios, adiós fontes"), e sobretudo, um galego que está paralisado, que não medra desde há 25 anos, que perde utentes com cada geração...
Nos propomos um outro galego. Um outro galego é possível.
suso este debe ser o teu exemplo de "raciocínio muito coerente e respeitável".
(154)
"de alguns anos, poucos, na Galiza só ficará uma minoria a falar galego, e essa minoria utilizará maciçamente a norma lusa. A norma castelhana sé será utilizada de xeito litúrgico polos políticos pepeiros e pesoeiros, todos/as castelhanofalantes, em ocasiões assinaladas, dia das letras, etc. E por algum escritor, que publicará habitualmente uma pequena tiragem em galego-RAG apenas como pretexto da tradução ao castelhano, feita por ele próprio."
#200
eu quero unha calculadora como a súa... :D :D :D
100.000 usuarios da norma RAG? só?
está de coña!? son moitos máis, home... moitos, moitos máis...!
utilizando os seus cálculos, cantos reintegracionistas hai, logo?
cantos reintegracionistas hai sobre o total de galegofalantes?
paga a pena mudarmos a nosa grafía, en proceso de asentamento e na que a maioría está relativamente cómoda, por outra que emprega unha micro-minoría?
"Por conseguinte, não há 200 anos, senão, como muito, 150"
Rectifico solemnemente diante de tódolos que podan escoitarme. Os nosos escritores levan 150 (e non 200) escribindo nun galego semellante á lingua RAG.
"Depois dizes que os teus avós nunca disseram "operário", "criança" ou "camponês". Mas repara em que já um foreiro nos disse que na sua zona sim se utiliza "criança", e estou certo de que em algum lugar da Galizaq se utiliza camponês"
Efectivamente. Sabe suso a cantidade de emigrantes portugueses que hai na Galiza? Na miña zona tamén dise "obrero", "niño" e "campesino", e non por iso esixo que se engandan estas palabras ó diccionario de galego.
De tódolos xeitos, e aínda que haxa galegofalantes nativos que empreguen esas palabras, a miña modesta opinión é que a autora do artigo non debería criticar o emprego da acepción de "pegar", minoritaria no galego e próxima ó castelán, que critica, e logo empregar verbas como "criança", tamén minoritarias no galego(atreveriame a dicir practicamente inexistentes), pero desta volta, próximas ó portugués.
"As únicas palavras que inventaram eles são cultismos e tecnicismos, por exemplo, "operário", uma palavra que se aplica a uma realidade que apareceu com a revolução industrial."
Agora suso dinos que os obreiros ou operarios apareceron coa revolución industrial. Gustariame que suso nos contara como lles chamaría, por poñer un emxemplo rápido, ós que fixeron a catedral de Santiago de Compostela. Monos de feira?
"Esse 1.8 milhões de galegos utilizam habitualmente o castelhano para escrever habitualmente. Em galego só escrevem habitulamente os nacionalistas, e sabe-lo perfeitamente. Só esse 1o por cento ou menos de nacionalistas convencidos e militantes escrevem em galego-RAG. Serão 100.000 pessoas (olho, não estou a falar dos votantes nacionalistas, senão duma minoria ainda menor, os militantes nacionalistas)"
Seguide dicindo que en galego non escribe ninguén. Que eu seguirei saindo a rúa e seguirei comprobando o contrario.
Pero como se pode dicir que en galego só escriben os nacionalistas????????????????????????????????
Non te das conta de que tes o mesmo discurso que Gavoitero???
"En gallego sólo escriben los nazionalsocialistas esos de la Xunta, cuatro gatos". Gaviotero e suso.
E por último dicirche, suso, que se en galego RAG non escribe ninguén na Galiza, o galego AGAL debe ter falantes negativos.
P.D.
"Pero ademais, Rosalía, Pondal, Curros, e depois Risco, Otero Pedrayo, Castelão, etc, não escrevem em algo parecido ao galego RAG. "
En que idioma escriben? En chino mandarín?
Porque se non escriben en galego e tampouco en portugués (como ti mesmo recoñeces)(...).
E todos sabemos as ideas lusistas de Castelao (unión de Galiza e Portugal), o que non quita que para min súa aplicación sexa unha quimera.
#197. Concordo completamente co qjue dis, aínda que se pode dicir doutro xeito, e non considerar ás persoas que escriben en galego RAG como unha raza distinta.
Así como dis:
"Creem, ou querem crer (se inteligentes davondo) que o galego dentro do status quo actual pode recuperar-se com dignidade, através dum simple processo de hibridizaçom que eles tildam de "evoluçom normal". "
Poderiase dicir:
"Os reintegracionistas non saben aceptar a derrota TOTAL do modelo que eles defenden polo imperialismo español e gústalles ir correndo a fume de carozo e espetarse contra unha parede unha e outra vez."
Parabéns ao Celso pela sua esclarecedora mensagem.
Com efeito, continua e continuará a "luta normativa", antes guerra e acrescentaria que a morte, a morte do Galego, mas também a morte do castelhano.
A morte do Galego, porque o Reino bourbónico, como tem um só rei, assim procura ter uma só língua nacional... com variedade de falas (que devem ser variedades do castelhano nacional. Neste sentido dou a razão ao Celso que, noutra mensagem e noutro lugar, assinala o facto de as NOMIGa fixarem [????] o "galego", "lengua tanbién española").
Mas também a morte do castelhano:
Os argumentos que os isoladores utilizam acabariam com reduzir o "galego" (e o próprio castelhano) a multiplicidade de "lenguas", a teor das falas, se é que deve escrever-se como se fala...
Os argumentos dos españolizadores servem para substituir o castelhano "nacional" pelo inglês (ou pelo chinês) internacional, se é que o critério de utilidade deva prevalecer.
Andem com cuidado porque esses argumentos, "bem" aplicados, são suicidas.
#199. Segues lembrándome que non son Manuel Rivas, nin Suso de Toro. Agradézocho. Pero creo que ti tampouco es Paulo Coelho. Aplícate o que di o refraneiro castelán:
"Ves la paja en el ojo ajeno y no ves la viga en el tuyo"
"vai direitinho para os originais ou ediçoes fac-simil riquinho"
A min podes pedirme (e inclusive podo chegar a facerte caso) que faga iso, pero sae á rúa e dillo a alguén, a ver que che contesta.
"- se nom temos que falar como os nossos avôs / "abuelos", como caralho temos que falar?? Como os teus?? Como nos digas tu que falavam os teus ..??? Como diga o primeiro ou o último sopra-gaitas da RAG até que chegue outro mais novo a mudar o critério anterior?? : non, grazas-gracias-grazas."
Non, temos que falar como nos digan Luiz Inácio Lula da Silva e José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa .
"se nom és parvo, abofé que fas por parecê-lo"
S.C.
Apenas uma advertência breve, Celso: Observarias que os empenhados em continuar a "guerra da normativa" são os antirreintegracionistas, tanto os isoladores, quanto os simplesmente "españoles".
Paradoxalmente dizem estar em prol das NOMIGa, mas nem eles nem os seus as praticam. Por não as praticar, não as praticam nem os próprios académicos da RAG. Talvez porque não fizeram os "cursiños" da "Xunta", como também não os fez Touriño...
#202
Alema, nom se empolgue todo, hom! ... que um mesmo indivíduo lhe faça quatro centos cliques apenas num dia no seu blogue nom quer dizer que haja quatro centos galego (ou galenhol) falantes-escreventes, simplesmente que há um indivíduo com uma moi pobre vida social ...
#205
Nom seja ridículo, Lenin! Como pode sugerir a "derrota TOTAL do modelo" reintegracionista, quando nem teve a oportunidade de ser apresentado aos galeg@s?! A derrota total é a do modelo vigente, hom! Ora essa, agora vai ser o partido na oposiçom o culpável da desfeita do país! Você fumou?!
Toda a propaganda, todos os quartos para o galenhol, o reintegracionismo a trabalhar desde a base com os próprios recursos das pessoas e contra múltiples obstáculos que lhe ponhem adrede os espanholistas e os isolatas que pensam coma o Lenin, e o Lenin aqui a acusar o reintegracionismo da desfeita?! Déa-lhes uma oportunidade, hom, déa-lhes o benefício da dúvida, por Laroc!
Celso:
"Como se nota o pouco que a estas pessoas lhes importa a língua, e até a própria dignidade. Eu, pessoalmente, mais nunca vou permitir sentir-me insultado por como penso sobre a língua ou por como escrevo, como se esse insulto fosse apenas um factinho trivial. Com essa ligeireza no envenenamento da palavra assim lhe foi ao país durante séculos, colegas."
Agora resulta que por empregar a ironía, a caricaturización e a demagoxia non me importa a miña lingua nin a miña dignidade(!).
Probablemente o propio Celso será seguidor e pode ser que ata "admirador" de Michael Moore(un persoeiro que emprega en tódolos seus traballos a ironía, a caricaturización e a demagoxia). Non lle importan as ideas que defende por empregar a ironía, a caricaturización e a demagoxia? Non lle importa a súa dignidade? Perden vixencia as ideas que defende?
Por outra banda dicir que o teu comentario non aporta nada que non souberamos.
E dicir que a miña intención non é que os reintegracionistas muden as súas ideas e convírtanse en defensores do modelo RAG (pola contra os reintegracionistas o que pretenden e que os que escribimos en RAG convirtámonos en reintegracionistas).
Non me sentiría en absoluto contento se algún reintegracionista mudara a súa opinión por algún comentario que fixera eu neste debate. Ogallá tódolos galegos foramos reintegracionistas! Pero non o somos!
O único que vos pido é un pouco de respeto cara os que escribimos en norma RAG.
Saude!
Mais uma cousa: Esses (todos) antirreintegracionistas engolem qualquer cacografia no seu galego "nomigoso" e mesmo no seu castelhano "normativo", mas enquanto veem um LH em vez do "ll" seu e sobretudo um NH que subsitia o sacrossanto "ñ" começam a tremer com a raiva, que chega à exasperação, incluída a espumilha escapada da boca, quando veem um Ç mormente se vai seguido de à ou do Õ, com esse traço sinuoso que eles reclamam em exclusivo para a letra em que consiste toda a "espaÑolidad".
Corrijo as gralhas da mensagem anterior (211):
Mais uma cousa: Esses (todos) antirreintegracionistas engolem qualquer cacografia no seu galego "nomigoso" e mesmo no seu castelhano "normativo", mas enquanto veem um LH em vez do "ll" seu e sobretudo um NH que substitua o sacrossanto "ñ" começam a tremer com a raiva, que chega à exasperação, incluída a espumilha escapada da boca, quando veem um Ç mormente se vai seguido de à ou do Õ, com esse traço sinuoso que eles reclamam em exclusivo para a letra em que fazem consistir toda a "espaÑolidad".
#210 "Ogallá tódolos galegos foramos reintegracionistas! Pero non o somos!"
Boh. Isto já é paranóico. Ou covarde. Pero que lhe passa homem? Esperança zero?
Reflicta. O modelo reintegracionista tem duas dimensões (por enquanto no isolacionista predomina uma: a que depende de carto público): a individual e a coletiva.
A nível coletivo, para que a unidade normativa seja empregada e plenamente vinculante para as administrações públicas precisa, sim, de poder político que assim o decida. E de momento de poder político na Galiza, pouco. O que há e de fora e foi quem artelhou o modelo isolacionista. Mas,... imo-la andando.
A nível individual o modelo também permite 'salvar-se', quando menos um mesmo. Qualquer galega ou galego têm na sua mão escrever em português a sua correspondente fala galega, aperfeiçoa-la (auto-aprendizado, sobretudo) e desenvolver-se nela. Em muitos âmbitos a utilidade do modelo bem paga o esforço, e há que lhe engadir uma componente de identidade e dignidade de motivação.
Lenin #210:
A sério, não pretendia nem quisera entrar num debate pessoal. Eu generalizei sobre o cansativo tom destes fios, mas não afirmei que me sentisse insultado neste debate. Digo só que já passaram esses tempos: os das desqualificações e os dos estigmas. Quem deseje praticá-los por divertimento, adiante. Mas já não contribuem nada. E opino que ensarilhar-se na desqualificação mútua (no qual eu também tenho muita prática), no fundo, converte a língua numa trivialidade e portanto a posição própria sobre ela numa escusa para outras questões. Ou será que vou velho.
Fico, isso sim, com o teu desejo final, que me parece uma significativa amostra dum sentir social (não um caso isolado), e totalmente impensável há umas décadas vindo de alguém que escreve o galego-RAG:
"Ogallá tódolos galegos foramos reintegracionistas!".
Bom, todos todos nunca será possível: existe o español ;-). Mas nisso andamos ;-).
Assinado: Celso, um outro autodidacta da nossa escrita.
Todos aqueles que desprezades a vosa lingua que dende hai máis de 700 anos é diferente ao portugués... A todos aqueles que insultan a unha Real Academia Galega con máis de 100 de historia... A todos aqueles que queren que o noso idioma desapareza...
Nin españolismo nin portuguesismo. GALEGUISMO. Lingua propia e única no mundo.
Non sodes ningunha maioría nin por moito que queirades o seredes nunca.
Viva a lingua galega!
Vejo que é impossível estabelecer um diálogo de ideias, sério e respeitoso com o Lenin e o Alema. Preferis uma ironia facilona, uns risinhos, em vez de contrapor argumentos. Eu estaria muito interessado em escutar propostas alternativas, em ver dados diferentes dos que eu tenho. Por exemplo, eu vejo que a realidade do galego é agónica, que o 95% dos jornais que se editam na Galiza são em espanhol, que o 95% dos avogados, dos comerciantes, dos médicos, dos notários, dos empresários dos juizes...utilizam o castelhano. E quando uma empresa faz publicidade em galego, envia os orçamentos em galego, as facturas em galego...quantas possibilidades há de que o dono ou dona sejam do PP, do PSOE, ou "apolíticos"? Quantas de que sejam nacionalistas...? Isso não é o discurso do gaviotero, meus, o gaviotero alégra-se disso, e eu lamento-o profundamente, mas é a realidade que temos. Não sei se serão 100.000 os utentes habituais de galego, diz Alema que serão muitos mais....pois serão, mas são uma minoria da população, o castelhano ganha por goleada. E das crianças (desclpem, dos nenos), nem falemos: nas cidades da Corunha, Vigo, Compostela ou mesmo Vilagarcia, é quase impossível encontrar meninhos que falem galego, já não digamos que o escrevam. Sim, meus amigos, a normalização da nossa língua é um fracaso total. E não lhe boteis as culpas aos reintegracionistas, porque é absurdo. Não se pode ter um discurso tão ilógico: os reintegracionistas são quatro gatos....mas são os culpáveis da desfeita do galego...o galego está numa dituação de desfeita....mas não, realmente há 1,8 milhões de galegos que o utilizam habitualmente, normalmente....Esta forma de razoar é errática e absurda.
Eu digo uma outra cousa: o galego está numa situação límite, está em vias de desaparecer como língua da maioria da população dos galegos. Nas cidades é já marginal, nas vilas está fifty-fifty, e só predomina nas aldeias. Como língua escrita, nunca passou dum segundíssimo plano a respeito do castelhano, e não é uma língua normalizada. Ista é a realidade. Se Lenin e Alema acham que não é assim, pois que vou dizer, adiante com o optimismo...! Parabens a Marisol...! Viva o bilinguismo harmónico...! Na Galiza não h+a qualquer conflito linguístico...!
E a respeito das minhas previssões, que tan engraçadas lhe parecem ao Alema, pois explico-as: é evidente que os reintegracionistas somos uma exigua minoria entre os utentes de galego. Isso é óbvio e ninguem o negou. Ora, o reintegracionismo vai em escenso. Cada vez somos mais. Moi amodinho, é certo, mas vamos aumentando o nosso número e a nossa presência. Em troca, o isolacionismo está numa situação de parálise. Actualmente, a imensa maioria dos galegos escrevem em castelhano. Uma minoría, em galego RAG, e uma minoria dentro da minoria, em norma reintegrada. Como dizía, dentro de algum tempo, seguirá a utilizar o galego essa minoria nacionalista militante, mas haverá duas diferências a respeito da situação actual: uma, que o galego já tãopouco será língua de expressão oral da maioria dos galegos, que não só escreverão mas também falarão habitualmente em castelhano. Isto é, toda Galiza será como é hoje A corunha. E outra, a minoria dentro da minoria, o reintegracionismo, terá ganha a partida, e haverá mais reintegracionistas que isolacionistas. E só que as tendências actuais continuem na mesma direção. Pouco a pouco. Eu lamento â primeira mundança. Prefereria que a tendência fosse a suplantação maciça do castelhano polo galego. Não me importaria que fosse galego RAG. Faria-me isolacionista de contado. mas a tendência dos últimos 25 anos é irreversível.
E agora o Alema e o Lenin podem botar uns risinhos, e acrescentar umas piadinhas ao debate, e citar a gaviotero, essa autoridade linguística e ética. Mas a realidade é teimosa.
Quando chegar o momento, e esses todos que agora falam sintam claramente o que lhes dizemos, Suso, eles tomarão uma decisão. E será: ou passar-se ao castelhano e esquecer tudo, ou vir connosco porque não haverá mais remédio.
Deixa-os, já virão. Ou já se irão diretamente ao outro lado.
#216 Arzaya diz
"Síntoo machiñas/os, téndelo cru. Parece ser que se sobrevive o galego farao baixo a forma que non vos gusta (odiades?). Claro, en Portugal, seguirá vivo..podedes ir traballar alá..non hai problema."
É isto uma questão de egos, ló? De impor um modelo ou outro como quem é siareiro duma equipa de futebol? Isso é a impressão que dá. O galego ficou apagado na Galiza mas... ganhamos nós: fodei-vos!
O triste é que não ganhais, perde a língua. Perdemos tod@s. Após 30 anos de fracasso dum modelo de língua ilhado [em realidade não o é, o modelo é o castelão] que nem sequer foi elegido senão imposto, há defensores do mesmo que não têm vergonha em afirmar... "parece ser que se sobrevive o galego farao baixo a forma que non vos gusta". Lamentável.
E também não falta quem afirme que parte (ou toda) da culpa é do reintegracionismo. Com li do Celso: morrer abraçados à mentira é pecado.
#215 Boa mistura de fanatismo e desconhecimento. Opino.
Manuel Murguía foi co-fundador da Rag e o seu primeiro presidente. Muito mudaram a Rag e os Ragueiros. Os ragueiros de hoje em dia, como proprietários da língua que se sentem, alugaram-na para viver dela. O arrendatário é o Reino de Espanha. O aluguer está-se transformando em venda.
Da ideologia de Murguia, dessa Rag de 1906, que há hoje? Que foi da defesa firme da unidade da língua?
"El gallego no es dialecto del castellano, sino idioma. Si se le quiere considerar como tal dialecto, forzoso se hace decir que lo es del portugués" Los Precursores.
"No será así; no se borra tan fácilmente en los labios que la mamaron, la lengua que habló este puebo durante más de diez siglos, que es la que hablan y entienden cerca de tres millones de gallegos, dieciocho millones de habitantes de Portugal y sus dominios, doce en Brasil. No puede perecer un lenguaje que tiene una literatura gloriosa, y nombres que son orgullo de la inteligencia humana" Discurso del Presidente.
Mas... Temos Academia. Academia a sério para uma língua a sério: http://www.youtube.com/watch?v...
Observo que a maior parte dos meus comentarios foron apagados da primeira visión ("mal valorados polos lectores"). Isto dáme pé a outra reflexión: sabedes que fará o lusismo cando chegie ao "poder lingüístco"? Eliminar toda disidencia lingüística, eliminar toda subvención aos "outros galegos". Eu estou en contra de limitara as subvencións por razón de lingua, pero é claro que o lusismo non ía ser máis tolerante. Concha, porque non te molestas en demostrar científicamente que "pegar" como "bater" é un castelanismo?
E tu por que não te molestas em deixar de dizer babalhadas, Arzaya?
O reintegracionismo no poder? Oxalá. Com certeza os galegos sairíamos ganhando tod@s: os que lutaram, e os que babalharam, também!
#220 'por razão de língua'... ou de normativa?...
"Eliminar toda disidencia lingüística, eliminar toda subvención aos "outros galegos"."
Há medo? :-D :-D O de 'come-lo caldo' é prioritário :-D
Cada um com as suas preocupações. É claro.
Tu do que estás em contra é da ausência de subsídios. Madeira de ragueiro.
"Eu estou en contra de limitara as subvencións por razón de lingua, pero é claro que o lusismo non ía ser máis tolerante."
É que me escaralho com esta transparência de ideias :-D
Traduzo:
Mirai, galeguiños utentes de Rag, editores, escrevedores, proprietários de jornais, ensinantes e ensinadores, normalizantes e normalizadores... e demais dúzias de profissões que chupais do bote, tende cuidado que estes são quem de deixar-nos sem o subsídio/suicídio!!!!
O dito. Cada um com as suas preocupações.
Se os reintegracionistas tivéssemos dous dedos de testa o primeiro a fazer seria parabenizar Anti_Lusista que, no fim de contas, foi quem de perceber o conteudo do artigo da Concha. Para o Galego (reintegrado, enxebre ou o quer que seja) precissamos de gente assim. Outros nom entendem, consultam dicionários Estraviz, Xerais, etc. Mas, caros, estades mui errados; a questom é que um galego pode dizer *vou-che pegar umha boa labaçada* e, ao mesmo tempo, ficar pampo ao escuitar que *as mãos nom som para pegar*. Fica claro? Nom, decerto que nom, porque en gallego *las manos no son para pegar* se puede decir *as mãos nom som para pegar (o bater, zoupar, malhar...)*. A prova? Dicionário Estraviz, Xerais, etc... Mamainha!
Desde logo nom há sentidinho _interno_ da língua, é por isso que se dizem cousas tam raras. Mas nom haverá que zangar-se e simplesmente ver o que está a passar. Como os isolacionistas sigam com o seu optimismo vácuo acabarám por dizer que o Galego já nom precissa de ser defendido: escreve-se muito, fala-se cada vez mais e com ele podes chegar a presidente da Junta, Fixádevos en Touriño! E claro, chegará o tempo em que os que digamos que Touriño NOM está comprometido com o Galego seremos os aportuguesados elitistas que nom sabemos o que é trabalhar 10-12 horas no dia por um salário de merda. Claro, claro... ou como diria o alema, *Bueno*. E por favor, deixai que o alema se expresse que parece um rapaz carinhoso que nom zoupa nos nenos porque, *bueno, as mans non están para pegar*. Estou contigo alema! Ora, isso sim, nom penses que os responsáveis lingüísticos da TVG vaiam muito além do Touriño na defesa da língua pois eles (coma ti) têm / tendes de referência modélica o Espanhol E NEM SEQUER VOS DADES CONTA! Daí a vossa distorçom da realidade e a amargura de outros.
Concha, figeche-la boa e estás a abrir-me os olhos. Estou emocionado, parabéns.
Isto vai para todos e todas, mas em particular para Arzaya (# 220): Sinto muito que a política do jornal seja apagar os comentários que são mal valorizados polos leitores, se estivesse na minha mão fazê-los-ia visíveis, pois tem o mesmo direito de se verem do que os que foram bem valorizados.
E já agora eu sigo a afirmar que "pegar" assim sozinho eu nunca ouvi na minha vida toda... e digo-vos com toda sinceridade, que até que a gente começou a falar aqui eu pensava que sozinho ninguém (se descontamos a TVG) o usava... agora já vejo que há gente que o usa, e até me fica a dúvida de se é castelhanismo 100% ou é menos ou é mais... Mas mesmo que o não fosse, e que seja "pegar" um equivalente de "bater" que se ajeita para a nossa língua (eu duvido) mas aceitando que assim possa ser... seguiria a estar muito mal feito usar "pegar" pensando nesse seu uso que coincide com o castelhano como que fosse a única acepção do termo, ignorando os outros usos, criando confusão nos falantes, e empobrecendo a nossa língua.
Já agora vais-me permitir que vos diga que na TVE habitualmente o que se faz é a inversa... joga-se com os múltiplos significados das palavras, com a ambiguidade... como aquele anuncio espanhol que diz: "Usa el casco, mételo en la cabeza" Isso é fazer bem um anuncio, isso é tratar bem uma língua... Isto último, tratar bem a língua, podíamos era copiar deles, e não substituir o nossa riqueza lexical pola deles, nem pola de ninguém.
Obrigada a todos e todas por seguir contribuindo com a vossa energia e esforço a um tema que a tantos nos preocupa.
Concha
Limite de caracteres nos comentários, já! :P
Isso é fazer bem um anuncio, isso é tratar bem uma língua... Isto último, tratar bem a língua, podíamos era copiar deles, e não substituir o nossa riqueza lexical pola deles, nem pola de ninguém.
Ovellaquemira: "galeguiño utente da RAG" será o carallo que te botou.
Sinto non saber insultar fino coma ti.
# 228 mas tu não cales. tu pa lante como los de alicante.
SABER CALAR É UM VALOR.
Lidor: Diz-se "a cona que te botou", que significa "a cona que te pariu" e é algo que o caralho não faz.
O galego nasceu pagão e matriarcal. Pero si queres insultar ben, fálame en cristiano con dos cojones.
Eu o que sinto é o não saberes nem os nossos mais básicos insultos tradicionais.
Cada un fala da súa realidade. Eu "pegar en" nunca o escoitei co sentido portugués de "apanhar" no galego, aínda que sei que existe nalgúns sitios de Ourense para esa acepción. En todo o occidente galego "pegar" é "unir" e "bater nalguén". Nas persoas monolingües en galego que coñecín non escoitei outro significado ca o de "bater nalguén". Por iso son tan interesantes as referencias aos usos medievais ou antigos, pois así podemos ver se o cambio é debido ao castelán ou pola contra é fantasía dos lusistas
Arzaya, umha pergunta por curiosidade, a sério. Algumha vez escuitache "pegar" como "zoupar" assim, isolado? Eu sempre escuitei "vou-che pegar umha malheira, umha labaçada, etc".
os canteiros dim PEGA AÍ!! e é claro o significado.
Compromisso assinado ontem
Uma espécie de intercâmbio linguístico
Em Zamora, Portugal e Espanha comprometeram-se a avançar com o ensino do Português em Espanha e do Espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como de particular importância. Num primeiro passo formal desta estratégia, o Ministério da Educação português e a Junta da Extremadura, assinaram em Zamora um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola.
http://www.oprimeirodejaneiro....
Para gelo..
Na fala popular que eu coñezo non se di "pegar unha malleira" senón "dar unha malleira" ou "pegar a un rapaz". Isto non quere decer que teña que ser o que se prefira na lingua culta...peró desde logo penso que está difundido
Como era o anúncio? que já nom me lembro..
Magnífico o artigo da Concha...o certo é que a tençom do isolacionismo oficial por castelhanizar e empobrecer o nosso idioma nom tem limite.Eis um outro interessante artigo sobre a deturpaçom ignorante da língua nacional:
http://www.pglingua.org/index...
Certamente, a televisão espanhola é na Galiza um agente patógeno que estraga a nossa língua. Dizem que a TVG é um média de comunicação em galego e para os/as galegos/as, quando em verdade é mais uma voz dos poderes espanholistas que pulam pela metamorfose do nosso idioma cabo duma fala transgénica e isolada partindo duma sintaxe e orografia castelhana.
Caros e/ou caras resistentes desde espaço de dialogo e confronto de ideias...
Fico contente ao ver que a questão de como tratar ou não tratar a nossa língua segue viva, mesmo que tenhamos pontos de vista diferentes. Ele é certo que a TVG não trata bem a nossa língua, e até talvez sem eles perceber o dano que fazem... quando queiram acordar talvez seja tarde, mas não será com o nosso silêncio, cúmplice, pois não.
Mas não é só a língua que é mal-tratada; eu cada vez que me sento a ver a TVG encontro motivos para um artigo... já tenho escrito o próximo... pois é a nós, e a nossa televisão que devemos exigir, pois da espanhola já sabemos o que esperar...
Obrigada de nov
quis dizer... Obrigada de novo
Concha Rousia nasceu em 1962 em Covas, uma pequena aldeia no sul da Galiza. É psicoterapeuta na comarca de Compostela. No 2004 ganhou o Prémio de Narrativa do Concelho de Marim. Tem publicado poemas e relatos em diversas revistas galegas como Agália ou A Folha da Fouce. Fez parte da equipa fundadora da revista cultural "A Regueifa". Colabora em diversos jornais galegos. O seu primeiro romance As sete fontes, foi publicado em formato e-book pola editora digital portuguesa ArcosOnline. Recentemente, em 2006, ganhou o Certame Literário Feminista do Condado. »