Un informe da CIG, que emprega datos de 2007, revela que as mulleres cobran até un 27% menos.
A Confederación Intersindical Galega acaba de presentar un informe sobre a situación da muller no mundo laboral. As conclusións deixan ver ás claras que a igualdade entre sexos no traballo dista moito de ser unha realidade. O sindicato nacionalista conclúe, con datos de 2007, que a muller sofre máis inestabilidade e salarios máis baixos.
Unha cifra ben elocuente é que a porcentaxe de homes en paro ascendeu o ano pasado até unha taxa do 5,8%, mentres que a da muller superou lixeiramente os dez puntos. De media, elas cobran un 27% menos cada mes.
Mais o informe da CIG tamén revela que a muller traballadora destina 2,3 horas ao día a labores domésticos mentres que os homes dedican a penas unha hora. Sobre o sexo feminino segue a recaer, ademais, o coidado de nenos e maiores.
Sempre que saem estas notícias sobre diferenças salariais entre mulheres e homens, comento o seguinte:
- Se tomarmos como base o salário médio dos homens, as mulheres ganham um 27% menos. Se um homem ganha 100, uma mulher, 73.
- Mas SE TOMARMOS COMO BASE O SALÁRIO MÉDIO DAS MULHERES, OS HOMENS GANHAM UM 37% MAIS. Se uma mulher ganha 100, um homem, quase 137 (136,9).
Façam-se os cálculos:
73 (mulheres) é proporcional a 100 (homens) como
100 (mulheres) é proporcional a 137 (homens)
UTILIZAR COMO PONTO DE REFERÊNCIA OS SALÁRIOS DOS HOMENS MINIMIZA AS DIFERENÇAS SALARIAIS ENTRE OS SEXOS. Dizer "as mulheres ganham um 27% menos" é equivalente a "Bah, só é aproximadamente UM QUARTO menos (1/4)." Mas dizer "os homens ganham um 37% mais" é como dizer "Contra!, os homens ganham MAIS DE UM TERÇO (1/3) MAIS!"
A primeira focagem destaca a CARÊNCIA das mulheres. A segunda, o PRIVILÉGIO dos homens.
Apostila:
E como do que se trata é de igualar os salários, o salário das mulheres NÃO deve subir apenas um 27% para igualar-se, MAS UM 37%.
Curioso e instructivo.
Bertus toma nota.