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Cinco anos despois do inicio da invasión

"Nós escollemos a paz", din os cidadáns mentres Bush xustifica a guerra

Milleiros de persoas bótanse á rúa nos EUA a prol da retirada das tropas de Iraq. (Ver vídeo no interior)

Redacción - 10:00 20/03/2008



A poucos meses de deixar a Casa Branca, o actual presidente estadounidense, George W. Bush, teima en defender a invasión de Iraq e advírtelle a quen o releve que non é posíbel a curto prazo unha retirada das tropas que os EUA manteñen no país.

Bush pronunciouse así durante unha conferencia que coincidía co quinto aniversario do conflito e que titulou "A guerra global contra o terrorismo". Durante a súa intervención, o presidente dos EUA mesmo chegou a usar os cualificativos de "nobre, necesaria e xusta" para referirse á guerra iniciada hai cinco anos. No discurso, apenas recoñeceu que o esforzo militar foi "máis longo, duro e custoso do que agardábamos" malia non referirse polo miúdo ás cifras: arredor de 600 mil millóns de dólares, 4 mil militares estadounidenses falecidos e milleiros de civís iraquís mortos.

Protestas nas rúas e petición da fin da invasión
No vídeo a pé destas liñas poden ver imaxes dunha das moitas protestas realizadas estes días en diversos lugares dos Estados Unidos, en concreto e neste caso, unha convocada na capital, Washington. Trátase de mobilizacións contra a invasión de Iraq e en favor da retirada das tropas que concentraron milleiros de persoas en varias cidades. Aló puideron verse lemas do tipo "Fóra de Iraq", "Nós escollemos a paz" ou "Non sangue por petróleo".

Non son alleos a ese estado de opinión os candidatos a substituír a Bush na presidencia dos EUA. Así, do lado do Partido Demócrata, Hillary Clinton e Barack Obama converteron esta cuestión nun dos eixos dos seus programas. Ambos os dous prometen unha rápida retirada militar da maior parte dos soldados que os EUA manteñen agora mesmo en Iraq.


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Comentarios (10)

Sabrexo #1 20/Marzo/2008 Sabrexo

www.juicioaaznar.net

xaviersouto #2 20/Marzo/2008 xaviersouto

Seria boa notícia que nos EUA uma maioria da povoação se volvesse contra as políticas mais militaristas desta administração. Fica pouco claro se estes opositores serão quem de mudar o governo nas vindouras eleições. O mesmo que ocorre na Espanha, há uma grande parte da população que defende essas políticas agressivas com seu voto quando chega à terça-feira de Novembro. Com o preço do combustível tão alto, é de esperar que muitos escolham os partidos que lhes vendem uma solução rápida e singela, e abraiante, e que ademais fornecem postos de trabalho no complexo industrial-militar do que já falara Einsenhower no seu discurso de despedida.

Majorinus #3 20/Marzo/2008 Majorinus

Xaviersouto, «milheiros» de pessoas são bem poucos (aliás se somados em total e não por cada manifestação, como me parece que é) para um país tão grande. Infelizmente, parece-me que a maioria das pessoas nos EUA estão demasiado ocupadas em trabalhar como para se preocuparem do que sucede no Iraque. Muito menos se à guerra não vão eles, nem os seus familiares, nem ninguém que conheçam ou lhes importe (leia-se: imigrantes afogados com as hipoteca, negros com vontade de ir à universidade e «pringaos» em geral).

tunhito #4 21/Marzo/2008 tunhito

Sempre o puto antiamericanismo, a culpa sempre dos mesmos. Xa me farta, deixemos a eses pobres iraquís nas mas dos radicais islamitas, que pechen a chave do petróleo e catapum o fin da nosa civilización.

rockandroll #5 21/Marzo/2008 rockandroll

O radicalismo islamista é a merda que durante décadas chocarom os ianques, como antídoto ao avance do socialismo no mundo islámico. Bin Laden é o corvo criado pola CIA, eles o formarom militar e políticamente. Os talibans forom financiados polos USA, porque eles iam acabar com o regime comunista. Acabarom a golpe de sabre e fuzil, o que se passa é que eles num momento dado tinham uns interesses nom necessariamente coincidentes com o imperialismo ianque. E sobretudo que eles acreditam ao pé da letra nisso da guerra santa. Saddam Hussein também vos é outro monstro alimentado polos USA; ideologicamente nom tem nada a ver com os talibans nem com Bin Laden, mas foi colocado no poder para exterminar a um dos movimentos operários mais potentes de Ásia. Igual que Suharto em Indonésia, por exemplo. Agora aos USA lhes explode na cara toda a merda acumulada durante as últimas décadas no mundo muçulmano, um paradoxo histórico, mas assim é. Nom tenho nengumha simpatia por baathistas, salafistas e demais, mas oxalá sigam a morrer no Iraque muitos soldados ianques. "El yankee necesita jarabe vietnamita"

Majorinus #6 21/Marzo/2008 Majorinus

Tunhito, devias estar no Iraque no momento em que foi bombardeado pelo exército estadunidense, a ver que che parecia o prazer de seres liberado. :)

Majorinus #7 21/Marzo/2008 Majorinus

Tunhito, devias estar no Iraque no momento em que foi bombardeado pelo exército estadunidense, a ver que che parecia o prazer de seres liberado. :)

Sabrexo #8 21/Marzo/2008 Sabrexo

Ademais o Iraque produce agora menos petróleo que antes da invasión.

Barcelos #9 21/Marzo/2008 Barcelos

Que eu saiba, antes non había radicais islamistas en Iraq. Quen lles abriu as portas?

O gran cruzado, salvador do mundo Sir George Bush.

Segundo as teorías de Tunhito haberá que invadir os seguintes países que son un perigo para a humanidade e para o prezo do petróleo: Irán, Venezuela, China (a ver quen se atreve), Libia, Arabia, Liberia, Nixeria...

Pois si. Haberá que deixarlles que se reconstrúan como poidan, con axudas económicas de lonxe (USA e GB xa poden indemnizarlles ben) pero sen meter as tropas nese país.

mceleiro #10 22/Marzo/2008 mceleiro

Deixai a Tunhito, ó!

Ele só diz o que está de moda. A tempada passada levava-se o "izquierdismo trasnochado", esta leva-se o "antiamericanismo trasnochado". Pobrinhos ianquis. Os salvadores do mundo e referente em liberdades, os amos, falar mal deles....

Ademais temos a figura do radical islamista. Bin Laden forever. O islam, esse saco onde os "expertos" mesturam a um sirio com um indonêsio, um uzbeco e um somali.

Que vivem no medievo, já se sabe. Por isso há talibãos muito maus e amigos saudis (filhos predilectos de Marbella e amigos íntimos de su graciosa majestad) que são bons e avançados, por isso as mulheres saudís não podem aprender a ler e escrever, e ao que rouba se lhe corta a mão num moderno quirófano. Mas há ditadores como Gadafi que fazem de líbia um pais onde as mulheres têm mais liberdades que na católica Espanha, ou uma Síria com um sistema universitário e sanitário que os galegos já quixéramos.

Trás da queda da URSS, agora há que buscar outro inimigo. Os da COPE já sabem muito disso. Os "morosdemierda" que invade o paraiso EjpaÑol.

O anti-islamismo esse sim que não passa de moda.

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