É unha práctica estendida que consiste en matar civís e exhibilos coma se fosen membros das FARC. Uribe xa botou 27 militares por amosar "resultados de guerra".
Uribe, anunciando a pasada semana a destitución fulminante de 27 militares, acompañado do ministro de defensa e o xefe das Forzas Armadas
A finais da pasada semana, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, facía unha primeira e histórica purga no exército do seu país, botando 27 militares, entre eles tres xenerales e 11 coroneis, acusados da desaparición de mozos dos barrios pobres de Bogotá, que foron achados mortos, vestidos de guerrilleiros, a moitos quilómetros da capital. Os militares destituídos terán agora que responder ante a xustiza.
Ao parecer, varias ONG defensoras dos dereitos humanos tiñan denunciado máis dunha vez esta práctica, que consiste en amosar "resultados de guerra". A raíz do escándalo, Uribe cuestionou a xerarquía militar pola súa neglixencia no control da tropa e na investigación dos casos. Uns días despois, xusto esta terza feira, o xefe do exército de Colombia, o xeneral Mario Montoya, renunciaba ao seu cargo.
As "execucións extraxudiciais" do exército colombiano
Os 11 mozos asasinados polo exército de Colombia tiñan desaparecido en xaneiro deste ano, na zona de Soacha, nos suburbios da capital, Bogotá. Os seus corpos acháronse a 400 quilómetros de distancia, coma se fosen mortos en combate e fixesen parte das Forzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).
Arestora, a Fiscalía colombiana investiga 657 denuncias de chamadas execucións extraxudiciais, que involucran a 688 militares. Destes, xa foron condenados 43. Os casos de "falsos positivos" (asasinatos de mozos aos que se fai pasar por guerrilleiros, para engordar as estatísticas e conseguir recompensas) multiplicáronse. "Non todos os falsos positivos son iso", din fontes do Ministerio de Defensa. "Hai erros e hai denuncias falsas por parte de círculos achegados ás FARC, pero tamén casos reais, e imos por eles. Queremos blindar o sistema". Mais para as organizacións defensoras dos dereitos humanos, o goberno colombiano tardou demasiado en reaxir.
E Uribe non sabía nada dos crimes?
Uribe, ó aliado do PSOE, dos "democratas" e dos seus complices.... é un xenocida e un narcotraficante.
Tem cuidado ulo, os fascistas torturadores espiam a rede e poderias acabar no TOP por apologia do terrorismo ou nom sei que contra as "vítimas". E o que che tem esta democracia com tanta liberdade de expressom no que os seus apologetas dim que se podem defender todas as ideias.
E onde han meter as suas vergonzas quenes eiquí mesmo falaron a prol do narco€$tado e a sua cabeza política o proconsul do imperialismo? Tan só hai 2/3 meses desfixéronse en panexíricos pro-uribistas (e non sigo, por vergonza allea, que a alguén máis lle tocaría) !!
Feitorías desas e piores levan artellado alí desde hai décadas: a modalidade actualizada dos narcoterroristas seica é colocar os prisioneiros en fileira e reventalos cunha serra eléctrica!!
Hai que especificar ben alto que os mesmos militares (e do mesmo exército) son os aliados dos idem do €$tado €$pañol, e dos seus representantes nele os seus defensores Zorro Pratexado e ata non sei si máis outas estancias (non lembro seguro). I elo para ampliarllelo campo de acción no Iraque e Afeganistán!!
Vaia laboura civilizatoria a do €$tado €$pañol! (500 anos de historia e suma e sigue).
vaites, vaites!
A culpa é de Chávez, o "gorila sanguinário", segundo dizia Vargas LLosa e Carlos Fuentes. Ainda estou esperando ver uma palavra de condena nos jornais espanhois para a ditadura de Uribe e seus sequaces, os paramilitares e narcos.
Cruzada contra Chávez
A Espanha negra encontrou uma nova cruzada pela qual bater-se. Agora o infiel não está na costa de África, mas do outro lado do Atlântico, e não responde ao nome de qualquer Mustafá mas sim ao de Hugo Chávez.
A propósito da sua recente visita à Espanha, os meios de comunicação, com destaque especial para a imprensa, acusaram-no sistematicamente de ditador, autoritário, populista e mais umas quantas coisas deliberadamente concebidas para lhe negar o perfil democrático. Essa Espanha, que parece estar tão preocupada pela democracia venezuelana – a mesma Espanha que antes nunca levantou a voz contra os crimes cometidos pelos governos da IV República – não repara sequer que o seu chefe de Estado é a expressão mais acabada da antidemocracia: um monarca colocado no poder pela ditadura franquista e que ainda se julga no tempo da conquista e manda calar um presidente democraticamente eleito pela maioria do seu povo.
Essa Espanha negra, ideologicamente controlada pelos meios de comunicação que apostam no pensamento único, esconde dos seus leitores os traços fundamentais que definem o governo bolivariano. Entre eles não se pode esquecer a realização de catorze processos eleitorais em apenas nove anos, e que no último referendo – os referendos, incluindo os presidenciais, são conquistas populares auspiciadas pelas autoridades bolivarianas – Chávez reconheceu, no mesmo dia da votação, a derrota da sua proposta, ainda que a diferença a favor da oposição não chegasse aos 1,5% por cento.
Esta política de agressão permanente ao processo bolivariano é a de todos os jornais da grande imprensa espanhola, com alguma ou outra excepção eventual, tal como aponta Toro Hardy, embaixador da Venezuela na Espanha, num artigo recente.
Nesse texto faz menção dos vários processos eleitorais, cujos resultados foram legitimados por organizações internacionais tão insuspeitas como o Centro Carter, a Organização de Estados Americanos e a própria União Europeia. Isto deveria ser suficiente para, se houvesse vergonha, não se acusar Hugo Chávez de ditador. Mas vergonha é o que falta a alguma gente...
Toro Hardy recorda-nos igualmente que a aplicação do adjectivo «populista» está totalmente fora de contexto, porque o que tem vindo a fazer o governo bolivariano é tratar de pôr a Venezuela em dia com a «imensa dívida social que existia» com as grandes maiorias nacionais.
Mas, para a imprensa espanhola, Hugo Chávez é também um destruidor da economia do seu país e uma perigosa ameaça para a paz da região, além de aliado das guerrilhas colombianas que, obviamente, seriam a mesma coisa que os narcotraficantes. A bem da verdade, não podemos dizer que a imprensa espanhola esteja enganada na análise do processo venezuelano. Ela pura e simplesmente mente com um descaramento digno de registo.
Está à vista de quem quiser ver a evolução da economia venezuelana durante o período da revolução bolivariana. Apesar dos melhores (ou piores) esforços da oposição, no país não existe crise económica. O que se passa é precisamente o contrário. A Venezuela leva dezoito trimestres de crescimento económico significativo e constante. Esta é a verdade, e não é correcto que, como «explicação» interessada deste crescimento, se afirme que tudo se deveu aos altos preços do petróleo. Se isto fosse verdade, não seria de esperar esse mesmo nível de crescimento em todos os países petrolíferos? Ora isso não é o que sucede. Por outro lado, vem a talhe de foice recordar que a subida dos preços dos combustíveis se deveu aos especuladores e não aos países produtores. Deveu-se também aos impostos que cada país comprador aplica – frequentemente mais da metade do preço de venda ao público – e não aos produtores.
Sobre a alegada ameaça militar que encarnaria Hugo Chávez a mentira é igualmente grosseira. A Venezuela gasta 1,39% do seu PIB em armamento, uma percentagem que está abaixo da média dos seus vizinhos no continente, segundo a Rede de Segurança e Defesa da América Latina. São igualmente falazes, por tendenciosas e manipuladoras, as acusações de cumplicidade do presidente venezuelano com a guerrilha da Colômbia. O próprio secretário-geral da OEA, referindo-se aos documentos «encontrados» no portátil de Raúl Reyes, afirmou que «uma análise independente (...) indica que se exagerou de uma maneira significativa» o conteúdo dos mesmos.
A imprensa espanhola – e outras – sabe qual é a verdade, mas também sabe que uma mentira repetida mil vezes...
http://www.avante.pt/noticia...
Colômbia
Mais de meio milhar de pessoas foram executadas extrajudicialmente pelas autoridades colombianas entre Janeiro de 2007 e Julho de 2008, denuncia um relatório da Coordenação Colômbia-Europa-Estados Unidos.
Em um ano e meio, 535 pessoas - 58 por cento com menos de 30 anos - foram executadas pelas forças leais ao presidente Álvaro Uribe, dois terços das quais nas províncias de Santander, Antioquia, Meta, Huila, Putumayo, Cauca, Arauca e Caquetá, diz o documento.
Em face destes números, a ONU instou o governo a investigar os casos denunciados, nomeadamente a profusão de relatos que dão conta de que os militares e a polícia matam civis e depois apresentam os corpos como se fossem de guerrilheiros.
Equador
Os EUA participaram no ataque do exército colombiano contra o acampamento das FARC-EP, que em Março passado matou 26 pessoas, entre as quais o comandante Raúl Reys.
Dados apurados pelas autoridades equatorianas durante a investigação ordenada pelo presidente do país, Rafael Correa, indicam que a operação realizada em território do Equador terá sido orquestrada entre Bogotá e Washington.
Segundo o ministro da Defesa do Equador, citado pela Prensa Latina, «na madrugada do dia 1 de Março, um responsável da CIA no Equador informou da existência de um ataque em marcha» e disse que o presidente da Colômbia já havia informado o seu homólogo do Equador. Desde então, Equador e Colômbia mantêm-se de relações cortadas.
As informações recolhidas apontam ainda para a utilização da base norte-americana de Manta no ataque. No final deste ano, por decisão do executivo de Quito, os EUA deverão abandonar as instalações que ocupam desde 1999.
Correa considerou recentemente que o Equador «não perde absolutamente nada» com a saída norte-americana de Manta, até porque, apesar dos EUA ali terem instalado um suposto centro de operações de combate ao tráfico de drogas, na região «há mais tráfico de drogas e mais mortes e crimes por tráficos de droga do que nunca».
http://www.avante.pt/breves.as...