Membros da institución visitarán Lisboa para presentar unha análise da situación da lingua e traballar conxuntamente, coa Academia das Ciências.
Após a súa sesión inaugural do pasado 6 de outubro, a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) comezou a traballar nas súas relacións exteriores. Esta semana chega o primeiro avance neste eido, xa que unha delegación desta institución viaxará -entre esta segunda e cuarta feira-, a Lisboa para manter diversas entrevistas, unha dela co presidente e vicepresidente da Academia das Ciências, Eduardo Arantes e Oliveira e Adriano Moreira, respectivamente.
Os obxectivos desta viaxe son varios, mais entre eles está o de presentar unha análise da situación da lingua elaborada pola Academia, ademais de comezar a colaborar coa institución lisboeta na aplicación dalgúns aspectos do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, sobre todo no que se refire á elaboración do Vocabulário Ortográfico Comum.
Unhas 700 palabras galegas a incluír no Vocabulário Comum
A comisión de lexicoloxía da AGLP elaborou un "Léxico da Galiza" que, coas súas perto de 700 palabras, aspira a ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa.
O documento que han presentar é, en palabras do presidente da AGLP, Martinho Montero Santalha, "unha primeira redacción que ten que ser adaptada aos criterios que se determinen na elaboración do Vocabulário". Neste sentido, indicou que non se trata dun texto definitivo, senón que poderán acrecentarlle novas contribucións, no futuro.
Mais 700 palavras que enriquecem "oficialmente" a nossa Língua Comum. Parabéns à AGLP!
Mas o mais importante é que essas 700 palavras passam a ser universais, ou seja , utilizáveis por todos aqueles que escrevem em português. Pode-se concordar ou não com o novo acordo ortográfico mas , pela primeira vez em mais de 100 anos, existe uma hipótese da grafia unificada em todos os locais onde se fala e escreve em português. E esse aspecto é fundamental.
Muitos parabéns! Por fim alguém leva a cabo um trabalho muito necessário para a nossa língua.
Animo que o voso esforzo será recompensado.
É interesante que haxa un achegamento a Portugal. Creo que debe aproveitarse a veciñanza con Portugal para contribuír á pervivencia do galego. Á parte de esa academia galega da lingua portuguesa, coido que todo tipo de iniciativas de relación cultural, económicas e calquera outras con Portugal son boas, incluíndo probablemente ese proxecto de eurorrexión Galiza-Norte de Portugal. Que chegue a televisión portugesa a Galiza tamén será bo, entre outras cousas para frenar no posible o implacable proceso de castelanización.
De todas formas, non me cabe dúbida de que co novo goberno na Xunta van vir tempos máis crus para o galego. A castelanización probablemente se acelerará.
Só 700?!
Já estam estes lusistas radicais a baixarem-se as calças cara Lisboa ... espero que polo menos tenham a sensibilidade para lá enfiar "bueno" e "mecachis" ...
É a mesma lingua. A imposição de uma lingua estrangeira na Galiza desde há cinco séculos não quer dizer que sejam duas entidades linguisticas distintas (galego e portugues). O único que varia é o geito de falar e as suas variantes, o mesmo que pode suceder com o espanhol que se fala en Madrid ou que se fala en Mexico.
Acho importante esta iniciativa.
#10
Alema trapalheeeeeiro!!! Tanto tem 700 acima ou embaixo quando o que estám a falar-che aí em Lisboa é já galego ao 80%, o que já é mais do que tu falas, galenhol! Bardalheiro!
Quando ti respectes e aceites as "línguas" lentejana, açoriana, brasileiras, moçambicana, etc, etc, etc, e amoses um mínimo de consideraçom por elas poderás entom falar sobre respectar o galego.
Quando ti deixes de deturpar e defender a deturpaçom da língua original do povo galego, e de aceitar o asobalho por parte do castelám, poderás entom falar sobre respectar o galego, cínico (ale)manipulador!
E logo pensas que o pessoal nom tem cousas mais importantes para fazer do que perder o tempo no teu blogue galenhol?
A inclusão de materiais galegos no Vocabulário Ortográfico do português é um desenvolvimento positivo. Por um lado, implica o RECONHECIMENTO do galego como forma legítima do idioma internacionalmente chamado “português”. Por outro, pode conduzir à ACEITAÇÃO das variedades (lexicais, semânticas, gramaticais) galegas em textos editados em, por exemplo, Portugal.
Chamo variedades “lexicais” aos vocábulos de sentido pleno que só existem na Galiza (tenho uma lista de cerca de 900 com circulação na literatura e no jornalismo actuais); variedades “semânticas” aos vocábulos com um sentido dominante próprio da Galiza (são várias dezenas, como “retranca”, “desfeita”, “regueifa”); variedades “gramaticais” aos vocábulos do sistema (como advérbios, preposições, conjunções).
Dito isto, é preciso lembrar que essa inclusão de materiais galegos não terá, nem poderia ter, influência significativa nos usos linguísticos de portugueses ou brasileiros. Considerá-los “utilizáveis por todos aqueles que escrevem em português”(cito #2), ou supor que, por via deles, se vai “re-galeguizar” o português (como li noutro fórum), parece-me operar fora da realidade.
Com efeito, em Portugal, após 30 anos de intenso contacto com o brasileiro, graças a horas diárias de telenovelas, terão entrado nos usos portugueses, no máximo dos máximos, uns 20 brasileirismos. Mas mais: não há notícia de algum “portuguesismo” ter sido adoptado no Brasil no último meio século. Se alguém souber de algum, eu adoraria conhecê-lo.
Posso, sim, aderir totalmente ao desejo expresso em #5: “Creo que debe aproveitarse a veciñanza con Portugal para contribuír á pervivencia do galego”. Mas para isso são indispensáveis propostas concretas (linguísticas, e não ideológicas) do aproveitamento do português e, acima de tudo, que sejam os próprios galegos a manterem vivo o idioma.
Se os galegos não salvarem o galego, ninguém o salvará.
«Se os galegos não salvarem o galego, ninguém o salvará.»
Com efeito, Aloquete, é assim.
Para além, notifico com ledice a sua mudança de rumo.
Mas, olhe, as palavras dos dicionários estão para serem usadas. Por quem? Por quem as quiser usar.
Alema:
O portugués non é galego 80%, non, o portugués é galego 100%. O que só é galego tal vez 60% é o "galego" que se fala en Galiza, que cada vez se converte máis nun castelán mal falado, nun dialecto do castelán, especialmente o galego falado nas cidades a nivel popular.
Caro Aloquete, não faça suposições do que não conhece.
A missão da AGLP é a de ser SERVIÇO PÚBLICO. E o nosso "público" são as gentes galegas, que também têm direito a uma língua internacional e bem feita.
Xeonllo, 60%??
Imagina! O Professor Aloquete, na sua erudição, tem recolhidas 900 palavras e algo mais...
Bom, ponhamos que, em total há 1500 palavras específicas galegas.
Que percentagem é 1500 de 350.000?
Porque a Língua Galega, conhecida no mundo como Português, tem mais de 350.000 palavras...
Alguém pode fazer a conta?
#22
Observador,
Qualquer texto ensaístico ou jornalístico português contém um máximo de 5% de material específico, não espanhol também.
A especificidade galega (e a portuguesa) é feita destes restos. Restos que são ouro. E que só os próprios poderão manter em circulação.
Acho que Xeonllo acerta, quase a completo: Talvez 60%, talvez 75%... deoende de zonas e de falantes. Mas é certo que o Galego está aser engolido pelo castelhano oficial.
O labor da AGLP, entidade privada ao serviço público, é contribuir com um grãozinho de futuro ao Fururo do Galego, português da Galiza.
O grave é que há galegos biológicos que perderam toda a galeguidade cultural e ideologicamente (= politivamente) estão ensumidos na ideologia (= nacionalismo) espaÑola e por ela. E para maior pecado, ousam "falar" como se fossem gaalegos, mas são espaÑoles radicais e excludentes.
Uma língua não é de ninguém em particular, mas de todos os seus utentes e todos têm direito a usar o que nessa língua acharem mais próprio e adequado e correto para o que procuram dizer, informar, exprimir... É qualidade das línguas "extensas e úteis"...
Eu, que falo e escrevo em português prefiro um milhão de vezes escrever palavras oriundas do galego do que do castelhano, do inglês ou do francês, desde que essas palavras valorizem a minha expressão. É por isso que eu acho importante esta junção de esforços. Prefiro galeguismos a francesismos ou inglesismos.
#27
Caro Luís Filipe,
Será você capaz de dar-me um exemplo (ou dois, ou três) de "palavras oriundas do galego" que gostasse de usar em português?
Eu próprio tenho algumas. Mas foi você quem falou primeiro.
P.S. O Houaiss, o maior e melhor dicionário de Português, contém centenas de castelhanismos (indicados com «ETIM. do esp.»). Pois bem, ele não contém, que eu saiba, uma só vez «ETIM. do gal.» Já você vê: tem o terreno todo livre.
Caro Aloquete:
Fique descansado, as 700 palavras que vão ser entregues não são apenas as partes do carro de bois e da gaita de foles. Verá como afinal coincidem bastante com as 900 que o Sr. tem recolhidas. Qualquer pessoa que tenha transitado pela "fronteira" luso-galaica sabe quais são essas "dúzias" de palavras galegas que não são de uso habitual em Portugal, e quais essas "duzenas" de palavras (frango, leque...) que não são habituais na Galiza. Eu confesso ainda não saber o que é uma "francesinha", muitas vezes estive perto de pedir uma em qualquer café de Braga ou o Porto, mas a cousa soa-me a algo pornográfico...
Bom, a sério: vivimos num mundo que se caracteriza pola post-modernidade, a globalização, e a comunicação instantânea. Os construtos e conceitos monolíticos "língua nacional", "uso correto e incorreto", "fronteira", já não servem. Continuar a discutir se o galego é ou não é uma língua diferente do português tornou-se uma discussão bizantina. O que importa é que cada vez mais galegos se comunicam com brasileiros e portugueses através da rede. Hoje, qualquer guicho de Vigo pode chegar a dominar o vocabulário carcerário de São Paulo, é só clicar e conferir com o blogue ou foro ajeitado. E um cara qualquer do Rio pode converter-se num experto nas partes do carro de bois da mesma maneira. Isto da entrega do léxico, das visitas entre acadêmicos, são gestos, símbolos que ainda são importantes, mas cada vez menos. Nos próximos anos verá como na Galiza haverá quem escreva segundo o padrão do acordo, segundo as normas RAG, á vai-che boa, etc. Ninguêm vai conseguir "eliminar" ou "impor" uma ou outra forma. Afinal ficará como uso mais comum o que "aguente" melhor na dura luta pela supervivência. Eu acho que será....o "galego dos Tonechos", naturalmente, o mais popular, o mais extenso e útil....
#29
Caro Suso,
Concordo consigo em que a discussão da identidade de galego e português é, em certa medida, uma bizantinice. Eu próprio posso adiantar cinco (ou dez) bons argumentos a favor, e cinco (ou dez) bons argumentos contra. No meu íntimo, consigo empatar sempre.
Mas não me impressiona quando você diz: «Hoje, qualquer guicho de Vigo pode chegar a dominar o vocabulário carcerário de São Paulo». E daí? Sei por experiência (sou um grande espectador de telenovelas brasileiras) quanta gíria brasileira, ou simples vocabulário brasileiro, atinge todos os dias os portugueses. Eles ficam cientes de tudo isso. Mas vão usá-lo, eles mesmos? Não, ou só uma ínfima, e nem grandemente representativa, parte (sou também um ouvinte obsessivo dos portugueses).
Globalização linguística do português? Tem de vir com muitos fortes dados para eu acreditar nela. Enquanto não os houver, ela não passará duma 'boca', duma frase de efeito.
P.S.
Quanto à francesinha, não tenha receio de pedir uma:
http://www.petiscos...
Aloquete, nom me seja mau, o Houaiss, o maior e melhor dicionário de Português, nom umha só vez «ETIM. do gal.» porque, se diferenciasse esses dous lectos teria que assinalar que quase tudo vem do galego, mas como o galego é português, ou o português é galego, achar um étimo galego é como achar um étimo português; simplesmente é um absurdo; e você sabe tal! nom sim?
#30
P.S.
Digo-lhe mais uma coisa, Suso. A presença de determinado vocabulário em certo dicionário não garante - insisto - a sua circulação.
Dou-lhe o exemplo do Dicionário Galego de Leandro Carré Alvarellos (edições em 1928 e 1972). Contém numerosos «lusismos»: anseio, desfeitear, empreitada, lorpa, patentear, ribeirinho (adj.), turma ("fila de soldados"), saracotear, saracoteo, etc, etc.
Isto é: Carré fez, em sentido inverso, o que a AGLP anda tentando hoje. Diga-me: algum desses lusismos se tornou CORRENTE em galego? Conhece sequer algum uso recente deles?
#31
Reburro,
Conheço esse raciocínio: nada «vem» do galego, PORQUE já «está» no português. Isso vale, sim, para uma determinada época. Digamos, até 1450.
A questão é que, DESDE ENTÃO, se formaram muitas palavras exclusivas do galego (não vai dizer-me que o galego de hoje é todo medieval...!) e nenhuma delas, se integrada no Housaiss, aparece aí como proveniente do galego. Nem sequer "morrinha", de que a primeira datação portuguesa é 1716, que não é medieval, e é garantidamente galega.
O seu raciocínio só valeria se houvesse algum consenso, entre os linguistas portugueses e brasilerios, de que galego e português são o mesmo idioma. Ora bem, não só tal consenso não existe, como não existe NENHUM linguista vivo português ou brasileiro que admita tal.
E, se você souber dalgum, diga, que eu estou a contar os minutos.
Caro Aloquete:
Desculpe, mas, aborrece-me.
Talvez goste de estar em luta permanente, quando descansa você?.
Essa luta sem fim provoca que veja o mundo por um buraco tam pequeno como o que deixa umha agulha no papel; tire o papel de diante do nariz e mire o mundo com ambos os olhos, meu!
Espero que nom se zangue comigo agora, nom vou pelejar com você.
Caro Aloquete:
Concordo ao 100% consigo em que a exposição das gentes dum pais ao vocabulário e gíria dos de outro, do mesmo âmbito linguístico, não faz com que essas gentes as adoptem. Mas não vejo problema nenhum lá, não é esse objectivo nenhum de ninguém. Os dicionário Porto está cheinho de palavrões africanos a designarem macacos, aves, plantas e utensílios de Moçambique ou a Guinê, que eu nunca vou utilizar. Bom, só a palavra "bunda", que dá muito jogo. E estou certo que já ouviu aquilo dos americanos e ingleses "separated by a common language". Ora, o bom dicionário deve incluir todas essas palavras. E será bom que qualquer carioca ou madeirense veja como próprias "aconchegar" ou "lóstrego", embora as não utilice nunca, igual que não utiliza nunca muitos arcaísmos, tecnicismos, ou vocabulário para designar as partes dum veleiro...
Caro aloquete:
Vou-lhe assinalar uns poucos lusismos no galego "RAG" (embora provavelmente não aparecesem como tais no dicionário do Carré; mantenho o uso ortográfico RAG:
Apendicite, cirúrxico, andar (dum prédio), vermello, árvore, parafuso, vestiário, mergullar, análise, orzamento, estrada...
#33
aloquete
- dá igual que non haxa lingüistas portugueses ou brasileiros que admitan que o galego e o portugués son a mesma lingua
- dá igual que en Galicia a maioría da xente non identifique galego e portugués coma o mesmo idioma e que mesmo haxa xente galegofalante que non entenda en porcentaxe elevada o portugués
- dá igual que as autoridades lingüísticas galegas (ou polo menos, a maioría) crean na independencia da lingua galega
- dá igual que en Portugal pasen olimpicamente do IDIOMA galego e que non o consideren como parte do seu sistema lingüístico
DÁ IGUAL todo iso
aquí o importante é dar a vara ou a brasa (chatear o pessoal), que algo queda
hai xente que é feliz vivindo nunha realidade PARALELA e facendo cousas que non serven absolutamente para NADA porque serían rexeitadas automaticamente pola cidadanía, é dicir, polos USUARIOS do idioma.
pero nada, nada... que sigan, que sigan...
está visto que non asumen a REALIDADE
e o que é peor: o dano -inconsciente, se cadra- que lle fan ao galego
PD: non diga que "morrinha" é unha palabra galega, por favor, :D que seguro que haberá algún que diga que é castrapo por non nacer baixo a lingua portuguesa. ademais, non ve que para estes da AGLP falamos lingua de ***** que só ten 700 palabras xenuínas? os galegos fomos tan burriños, tan burriños, que non fomos quen nin de crear un cento de palabras por ano desde que os portugueses tomaron un rumbo lingüístico diferente... bueno, iso é o que pensan algúns (pero poucos, pouquísimos... aínda que fagan moito ruído :D :D ). :D :D :D
#34
reburro
"estar luta permanente"
"ver o mundo por um buraco tam pequeno como o que deixa umha agulha no papel"
"ter um papel de diante do nariz"
"não mirar o mundo com ambos os olhos"
é o que fan os reintegracionistas
téñalle un respecto ao aloquete!!!!
Caro Alema, cais num erro se identificas que o uso dumha norma concreta é igual a ter umha ideologia determinada.
Eu respeito o senhor Aloquete, mas o que lhe digo nom vai com genreira, é o que vejo nele, anda à procura de briga. Tenho dito outras vezes que concordo com ele em muitas cousas, mas sigo a pensar que nom está aberto, que nom tem umha vissom holística dos aconteceres, como tampouco tu a tens. Isso nom o invalida para opinar, o que acontece (com muitos) é que nom lhe abunda com expor os seus argumentos, ele quer convencer e ter sempre a verdade, mas a verdade depende do contexto e neste contexto a verdade é outra.
Mais nada, tu, amigo, nom caias no simplismo, o mundo deve ser olhado como ambos olhos.
O Professor Aloquete aproveitou que o Luís Filipe fez um comentário propício para levar a conversa pelo seu rego, o que demonstra que se não é com armadilhas, o seu rego não vai.
O Alema faz o mesmo, põe-se da parte do português (=diferente de galego) para ter a razão. E faz-se representante de toda a sociedade galega "aqui tal, aqui qual".
A realidade é que a sociedade galega vai muito por diante de tão eminentes analistas.
Se martín codax lera o título da academia quedaría arrepiado. Lingua galega lusitas radidicais, lingua galega. Con ise título faredes moito en lisboa mais en santiago non.
Hermanos en Cristo:
Este obispo propone la creación de la Academia Gallega de la Lengua Española.
Crear la "Academia Galega da Lingua Portuguesa" es un atentado contra la españolidad de nuestra región. ¡Ya está bien! No se puede consentir la traición a la patria.
El gallego es una lengua muy melodiosa, un dialecto aldeano que siempre digo que está bien para coros y danzas o para tocar la gaita, pero no para otra cosa, eso nunca. El gallego no tiene nada que ver con el portugués, puesto que los gallegos somos españoles y a mucha honra.
Ya se están creando las condiciones para que surja un nuevo salvador de la patria que ponga orden con pulso firme ante tanta anarquía y libertinaje. ¡No podemos tolerar el separatismo bajo ningún concepto!
Dios Nuestro Señor no desea que España se quiebre ni que caiga en las garras del comunismo, tal como le dijo en los años 30 al Caudillo. Por eso, por las buenas con Feijoo o por las malas con una nueva cruzada de liberación, hemos de mantenernos vigilantes para que jamás se pierda para la Patria nuestra españolísima región gallega y para que jamás caiga en manos del comunismo ateo o la masonería, ésa que llega a comer tiernas criaturas en sus siniestras ceremonias secretas.
Así pues, queridos hermanos de este santo foro, no olvidéis señalar la casilla de la Iglesia católica en la declaración de la renta de las personas físicas y químicas.
Palabra de Dios.
# 36
Caro Suso,
Está visto que há, na RAG, um ponto fraco, atingível, invasível. Que os torna sensíveis a sugestões de "lusismos". Algum reintegracionista tentou, algum dia, calmamente, persistentemente, explorá-lo?
P.S. #35
"Aconchegar" (tal como "aconchegante" e "aconchego") são termos correntes em português. São, aliás, dos mais aconchegantemente galego-portugueses que pode imaginar-se.
#40
Professor Observador,
O senhor Luís Filipe escreveu: "prefiro um milhão de vezes escrever palavras oriundas do galego do que do castelhano, do inglês ou do francês, desde que essas palavras valorizem a minha expressão".
Perante tamanha convicção ("um milhão de vezes" não é nada pouco, mesmo como força de expressão!), eu somento pedi um mínimo de exemplificação.
Se o meu pedido viesse armadilhado (como o Professor ousadamente aventa), eu não teria acrescentado que eu próprio estou disposto a exemplificar.
Isto, no mundo normal.
# 39
Caro Reburro,
Eu não ando "à procura de briga". Em todo o caso, não mais do que o habitual aqui. Acontece é que sou alérgico ao blá-blá ideológico, e por isso peço dados: exemplos, nomes, coisas assim.
Importa-me muito a ciência, e pouquíssimo a condução das almas.
Caro Aloquete:
Não percebi a ironia sobre os lusismos-RAG que eu propunha. Essas palavras foram tiradas do português pola RAG, pois ou nunca existiram na Galiza, por serem tecnicismos (caso de análise, ciúrxico...) aparecidos na língua culta após do S XVI, ou são palavras que quiçá alguma vez existiram na Galiza, como árbore, mas desapareceram há séculos. Para a a imensa maioria da população galega, árbore, vermello, ou estrada, são lusismos, porque os termos utilizados habitualmente são outros: carvalho (para designar genéricamente todas as árvores), "arbol"...carreteira, rogho, roxo....
Muito bem, meus caríssimos vieiro-escreventes (ou co-escreventes) estou convencido:1) que o galego é português (ou talvez não) 2) que as palavras escritas em galego não são portuguesas( ou talvez sejam). Mesmo assim:como ninguém me pode proibir de as utilizar, eu as utilizarei.Já agora, vejam a notícia em http://aeiou.expresso.pt/lingu...
Non tanto, Suso. Palabras como "vermello" coido que non están tan lonxe na memoria da xente. Claro, nas cidades é así, mais se vas a zonas moi do rural, a xente aínda que moitas veces, influída polos medios de comunicacion, pola castelanización cada vez maior, non as empregue, non só as coñece e lembra telas oído senón que moitas outras veces as emprega. "Estrada", depende, está bastante perdida mais hai un pobo que se chama A Estrada e a pouco que pense a xente dáse de conta de que iso é "carretera".
O que si que non ten desculpa, Suso, é que en Santiago se lle chame oficialmente "Praza Roxa" á que en castelán se lle chamaba "Plaza Roja", querendo traducir ROJA por ROXA, e mantendo ese nome xa durante décadas. Eses son os "normalizadores" que temos do galego, os quintanistas e paco rodriguecistas que acaban de entregar o goberno galego aos fachas.
Á praza esa de Santiago ou lle chaman Praza Vermella (VER-ME-LLA), polas manifestaciones antifranquistas que os estudiantes acostumaban a facer alí (antes chamábase "Plaza de José Antonio") ou que lle poñan outro nome. O que molesta á vista, retumba no oído e fede no olfato é que se lle poña o que está posto na placa.
#46
Caro Suso,
Não houve a mais mínima ironia na minha observação acerca do possível lado acessível da RAG aos lusismos.
Mas outra coisa (e bem mais grave): se, como retrata o Xeonllo, mesmo esses poucos «lusismos» patrocinados pela RAG têm tanta dificuldade em tornar-se correntes, pergunto-lhe o que será preciso (quantos decénios? quantas incomensuráveis energias?) para que centenas, milhares deles, se vejam em circulação nessa Galiza com que você sonha?
Se o Xeonllo tiver razão, que tereis vós de fazer - concretamente?
Mas, se isto é nada. A que tanta palavra rotunda, exigência e histórias de influir em não sei que cousas.
Que longe isso tudo dos nossos simples objetivos e distante das nossas escassas possibilidades, minguados recursos e reduzidos contatos inteletuais, políticos e académicos.
Uma brochura de 700 palavras feita em meses, por umas poucas pessoas, como hobby, pagando do seu peto e gastando do seu tempo desde as horas de trabalho, imprensa, comunicações e deslocamento até Lisboa.
Apenas isso, um passinho mais num galego possível.
Penso (porque penso!) que deveríamos ser prudentes e ousados: As línguas e os "linguados" funcionam como funcionam os produtos humanos e os seus fautores... Por intereção, por intercomunicação. Quando menos pensamos, um escritor ou um grupo de possoas põe de moda, por vezes indefinidamente, palavras e expressões que ninguém julgaria meritórias de tal permanência.
Por isso me parece pouco prudente dizer que palavras "X" não se tornarão de uso normal, mais ou menos frequente.
Como afirmar que um idioma, ainda vivo, está morto: Pode morrer, mas, se ainda não está morto, pode reviver e mesmo tornar-se em idioma universal. Que é o que aconteceu com o inglês, por exemplo?
Os dogmas, para as religiões... e não para todas... Para o resto do humano devemos ser humanos e não dogmáticos... Opino... Embora nunca se sabe... O homem é animal tão misterioso...
si home si, posibilísimo...!
wake up dunha santa vez
b) os da AGLP non recibiron ningunha subvención por parte do bipartito? seguro?
#50 Espere e verá, como está a ver. Saúde.
#53 Alema, isso é o que che temos que dizer a ti: WAKE UP, WAKE UP! Acorda, hom! Que és dos poucos que não querem abrir os olhos.
http://www.agal-gz.org/foros/v...
escándalo!!!!!
mirade o que di o 1º parágrafo da noticia da lusa:
"Um projecto de Vocabulário com léxico comum a portugueses e galegos, SOBRETUDO DAS REGIÕES LIMÍTROFES DA GALIZA, foi hoje entregue por uma delegação da Academia Galega da Língua Portuguesa na Academia de Ciências de Lisboa."
QUEREMOS COÑECER A LISTA DAS 700 PALABRAS XA!!
(para escachar un pouco, supoño) :D :D :D :D
700 palabras canto será en bytes?
:D :D :D :D xD xD
porque se as levaron nun pendrive un pouco potente... mira que ían deixar espazo baleiro!!!
xDDDDD
Àqueles que tiverem algum interesse:
1.- Entregou-se na ACL um caderno-brochura com umas 700 palavras; umas, para o Vocabulário (e consequetemente para o ulterior Dicionárnio) Comum e outras só para o Dicionário Comum da Língua Portuguesa. Ainda cabe recolher todas (incluídas as mais estranhas e raras) num Tesouro Léxico Universal da Língua Portuguesa.
2.- Cumpre portanto distinguirmos. Os mais sábios do lugar não sei que sejam capazes de utilizar, sem consultar dicionários, mais de 10.000 vocábulos; acrescentemos até aos 30.000. Será?
3.- E que fazemos com as restantes, até às 350.000 ou 400.000...? Deverão ser banidas por não serem utilizadas por todos ou, ao menos, por todos os sábios do lugar?
4.- Para além, uma cousa é o facto de as palavras constarem num dicionário ou vocabulário, como recebíveis e utilizáveis por todos ou, ao menos, por todos os sábios do lugar ou de diversos lugares (em que essa língua é património comum) e outra que se suprimam palavrás do dicionário porque não são usadas por alguns sábios de algum lugar ou de vários lugares, ou mesmo porque alguns sábios se negam a usá-las... Quantos sábios e não sábios disseram que não beberiam dessa água e acabaram bebendo dela e das suas derivadas...
Alema, já sabemos que tu mostrarias mais respeito por uma cagada da RAG que tivesse feito só uma pessoa (Ferrín, não, que para isso é alguém) e ocupasse um arquivo de Megabytes por ter sido recheado com ilustrações em três dimensões com um programa informático de última geração...
Alhures em Vieiros, o douto Observador (e meritoriamente Não-Académico) exclama, perante um artigo de Pablo Gamallo, redigido num português muito apresentável: «Que alegria ver mais opiniões escritas COMO É DEVIDO" (maiúsculas minhas).
Aqui mesmo acima, o Académico Evazsou inflecte por um inesperado discurso neo-possibilista e, a propósito das 700 palavras, diz-se contente com «UM PASSINHO MAIS num galego possível».
Concordaremos nisto: entre o idealismo do Observador e o realismo do Evazsou, há um fosso a perder de vista. Lá longe, um reintegracionismo entusiasmante, aqui perto, um reintegracionismo responsável.
Qual deles te é mais simpático, ó Alema?
Alguns são capazes de encher várias linhas deste foro (e mesmo de outros) com o espaço baleiro do seu crâneo privilegiado (de vazio absoluto...), E não pode encher alguns espaço a sabidoria do Povo da Galiza, somada por tempo e tempo, desde há séculos?
Com certeza, há gente que imagina (imagina?!) que todos ppadecemos o seu esPPaço vácuo, como o ladrão, que imagina que todos são da sua condição...
#59
o reintegracionismo en si non me parece "simpático", amigo Aloquete.
son partidario dunha relación co portugués en pé de igualdade, non de submisión... nin tampouco pretendo que a miña lingua condicione a portuguesa.
son partidario dunha maior relación co mundo lusófono (paréceme vergonzoso que esteamos "virados de costas"). adoro o portugués, pero iso non significa que eu queira ser portugués ou facer desprezo da lingua que me transmitiron os meus antepasados e non renegar da miña historia, da historia do meu pobo, buscando desesperadamente castelanismos por todos os recunchos e transformar o galego nunha lingua diferente do que é.
dito isto, insisto:
QUEREMOS COÑECER AS 700 PALABRAS GALEGAS XA!!!!!!
#60
ESTAME CHAMANDO PEPEIRO?????
xDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD
mire, non son
e se o fose, que?
e logo non hai pepeiros galegofalantes?
os pepeiros non poden opinar do idioma?
só os votantes dunha opción política poden opinar sobre o idioma?
ese tipo de argumentos tamén serven para ACABAR coa lingua
eu de vostede, se realmente ama o galego, iría tendendo pontes cara a ese partido que vai gobernar o país por vontade democrática dos galegos... máis pontes co PP ca con Portugal
iso si que sería intelixente :-P
Alema,
Porqué os isolinos associais reintegracionismo com "ser português"?
Não tens medo de "ser brasileiro"?
Porque Portugal na lusofonia são quatro gatos. O grosso de falantes e o poder económico está no Brasil.
E se fazes o favor resposta-me mais uma pergunta: em que condições os teus antepassados transmitiram para ti a língua?
# 62 Não te está chamando pepeiro. Está a dizer que escreves parvoíces de pepeiro.
#63
mude "ser portugués" por "ser brasileiro"
non teño prexuízos con iso
pero bueno... é o costume... como vivo en Portugal e tal, xa sabe... de todos os xeitos, e isto xa é gusto persoal, a min gústame máis o portugués europeo que o portugués brasileiro.
e mire
os meus antepasados transmitíronme o galego con total NORMALIDADE
a xente fala galego sen andar pensando en que comete pecado mortal cada vez que se lle escapa un castelanismo, nin se fustriga por iso, nin arela unha lingua estranxeira, nin ten complexo de culpa pola súa historia.
#64
sociatas e bloqueiros tamén din moitas "parvoíces"... non crea.
xa sabe: ninguén é perfecto :D :D
#60
ALEMA é um dos mais interessantes bloguistas galegos. No seu blogue comentam alguns dos mais interessantíssimos (e empenhados) reintegracionistas que jamais conheci.
Retratá-lo como inimigo do idioma é infame.
#67
é um orgulho ler essas palavras suas. fico muito emocinado. a sério. um abraço, amigo.
os meus antepasados transmitíronme o galego con total NORMALIDADE
alema dixit.
P.S.
Aloquete,
o sr. alema nom é parvo mas cegado polo seu anti-reintegracionismo. Nom estám os tempos para procurar divissões, queremos outra luz.
Enfim.
É certo, Alema é boa gente. Patriota. Laborioso. Bocadinho exagerado e excessivamente arroutado. Um dos últimos defensores leiais de um projeto em origem sincero. Já verá algum dia os altos senhores e o que há na cabina de mando.
Pontes, amizades, aliados, caminhos, realismo... Como dizia aquele mendinho ao Conde de Lemus: "Ja eu quereria mays non acho geyto"
#69
pois si, e logo? como tiña que ser?
non me transmitiron o galego nin ás agachadas, nin falando baixiño, nin berrando todo o día...
con normalidade si, que pasa?
non fagan de falar galego un acto de heroicidade, que tampouco é para tanto (sobre todo, no contorno familiar). era o que faltaba, vaia! :D
Pero bueno,... total NORMALIDADE.
#73
si, e sen ningún trauma infantil nin nada :)
Normalidae total, super-normalidade: normalidade absoluta.
Alema for pressident. Mais Quintana que Quintana.
Mais umha cousa: eu si apreendim galego às agachadas. Cada quem tem a sua história.
#76
xesú!
pobre :/
de todos os xeitos, eu creo que o seu caso non é moi NORMAL que digamos
con perdón, eh?
non foi escolarizado vostede en galicia?
Nom digo que seja representativo, é claro, mas si possível NA GALIZA dado que a situaçom nom era, nom é, normal. Fai falta estar cego para nom vê-lo (e sem dramatismos, please).
Alema, nom é o momento de criticar por criticar. Independentemente da normativa toda a movimentaçom galeguista tem de olhar para a lusofonia. Outra cousa é o grau de "lusismo" que se está disposto a aceitar. Isso é que se pode debater, mais nada.
#79
Quando o isolacionismo quiger mais o galego do que combater o reintegracionismo.
Refiro-me aos namorados que em público, neste foro, declararam ardentemente o seu amor mútuo. Espero que convidem também aos "lusistas": Asssim a celebração será universal!!!!!!
Isso de misturar a reflexom filológica (ou filolóxica) - política com o estramónio e outras substáncias até as altas horas da madrugada pode ter, nas mentes minimalistas podres e manipuladoras, efetos comportamentais dos que nom orgulhar-se a posteriori ... eu faço um apelo aos dous referidos amigos acima a tentar de acalmar a sua tesom mútua antes de passarem a cometer suspeitos actos de natureza cyber-libidinosa ...
Quantas verbas próprias ao inglés da escócia, reconhecidos nos dicionários ingleses, som usados na Inglaterra? Ou nos EEUU? Quantas voces do inglés da Irlanda reconhecidas nos dicionários da Anglofonia som empregados noutro país tirado a Irlanda? Bem pouquinhos.
Por que iam os lisboetas empregar qualquer desses 700 termos? Qual é o problema se nom os empregarem? Ou os angolanos? Ou os brasileiros?
A questom sobre os "galeguismos" nom é quem NOM vai usá-los, mas quem vai fazê-lo. E esse "quem" som os galegos. E nom por empregarem os seus próprios termos dialectais vam ter de ser considerados como alheios à língua. E logo no empregam os portoriquenhos ou os argentinos os seus próprios termos? E logo nom estám reconhecidos como termos da LINGUA espanhola? E logo som os escritores desses países ilegíveis para os leitores espanhois? Ou incomprensíveis quando falam do seu jeito? Tem que haver uma comunicaçom matematicamente perfeita?
Donde vem todo este escándalo?
Claro, é que a língua espanhola, ou a inglesa, ou a francesa, nom tenhem na antiga metrópole um país fraquinho que nem lhe pode fazer sombra às antigas colónias demográfica ou económicamente. Daí o medo atávico dos portugueses a serem varridos no vento lusófono ...
Quando o candeado empata-fodas alentejano diz "olhai que pouco fez a influencia brasileira no português, olhai que poucas palavras ficaram cá ..." está a amosar o seu medo atávico, a dizer, "nom tentem mais, que nom podem ...!!! nom misturem portugues com brasileiro!!!" ao tempo que se mexa nas calças só com a sombra de qualquer variante que ameaçe a sua visão reducionista-Portugalcentrista e podre da língua portuguesa.
Um home que, como o (auto-denominado) moçárabe este, está a pontificar e satanizar opiniões mais alargadas do que a sua, mesmo sobre o efeito que as mudanças ortográficas terá na perda de certas vogais e parvoices semelhantes ... como se a perda das "vogais" fosse a desapariçom do Parque do Gerez ou uma catástrofe ecológica qualquer!! Manda caralho! O home tá maluco pa!
#82
Hispanico,
Não conheço o Sr. Alema. Não faço a mínima ideia do seu nome verdadeiro (se Alema não no for). Reconheço nele um bloguista excepcional - não sou o único a fazê-lo - e isso me basta para admirar a pessoa.
Se isto conseguir perturbar a espíritos turvos como tu e o António Gil Hernández, fico muito contente.
Fernando Venâncio
Hispánico, que no tenteras.
Todo este "escándalo" vem de que a AGLP está a fazer o seu trabalho e há quem não gosta disso (veja-se Alemas and company).
Que por que não gostam? Que o expliquem eles. Eu tenho a minha teoria.
O Alema quer conhecer as 700 palavras? Pois que compre o Vocabulário quando sair.
Ah, e esse não foi quem meteu à Concha Rousia numa mentira do seu blogue que depois teve de retificar? Já o conhecemos acho.
#86
perdón perdón perdón perdón
un momento, quieto parado
a señora Rousia (lido Rousía) -unha das integrantes, por certo, do 'comando Lisboa'*- deixou o seu ordenador aberto aos seus colegas de traballo, que asinaron por ela o 'bueno é galego'. non vén a nada sacar ese capítulo (ou malentendido) do que EU desde logo non fun culpable. máis ben era ELA a culpable, pero en fin...
así que o que queren facer NEGOCIO coa lingua? hahahahahaha
por iso non queren soltar as súas 700 palabriñas hahahahahahaha
agora entendemos todo hahahahaha
miren: nós non necesitamos do recoñecemento de ningunha academia de Lisboa, que nos certifique a galeguidade/lusofonía nin de 700 nin de 30.000 palabras. hahahahahaha
*enténdase 'comando' como "forza de asalto autónoma con poucos efectivos, organizada e preparada para cumprir misións especiais". non me malinterpreten :-P :D
Ai, sim, a AGLP vai fazer o melhor negócio da sua curta vida: e depois colherá o dinheiro e fugirá ao Havai...
Alemã, não tens senso do ridículo?
Bom, sempre houve quem desafiou os galegos a trabalhar ou fazer uma guerra rindo-se da sua pouca fidalguia, sordidez e covardia.
Mas, insisto, sejamos prudentes. Isto de hoje é pouca cousa. Glória de um dia numa Lisboa académica medonha do Brasil e sem apoio institucional do seu governo.
Apenas trabalhando pela nossa conta e nas nossas cousas e não perdendo tempo nas teimas e trabalhos de outros é que abrolham fruitos.
Mas hoje é um bom dia. Histórico, para todos os galegos.
Saúde,
Ernesto Vázquez Souza
Por certo, aproveito o momento para reiterar que quem quiser colaborar ou contatar com a AGLP pode fazê-lo:
http://aglp.net/index...
Apertas,
Ernesto Vázquez
#85
Ah, Observador, queres conversa!? Pois aí vai.
Essa Academia lisboeta (Academia das Ciências de Lisboa), a quem foram entregues as 700 palavras galegas, tem uma sonolenta "Classe de Letras", em que se destaca (por ser único) um linguista de seu nome João Malaca Casteleiro, que ninguém toma a sério (a não ser eu, que escrevi o melhor possível sobre o seu Dicionário). E não toma a sério porque os assuntos de que trata, os do idioma (coisa fútil, não é) não os debate nem sequer com os seus colegas linguistas em Portugal. Isso aconteceu com o Acordo Ortográfico, e está a acontecer com o Vocabulário Comum.
E é com esta egrégia e dinâmica Academia Portuguesa que a vossa Academia Galega anda metida.
Como queres tu que não nos escachemos a rir?
#92
hahahahahahahahahaha
hahahahahahahahahaha
onde está o seu sentido do humor #89? eu aínda rin con #88 e non digamos con #92
hahahahahahahaha
92 # Concordo, venho mesmo de dizer em 90.
Sempre há tempo para colaborarem.
Saúde,
Ernesto
Oh, sim, hua hua hua...
Riamos e conversemos.
E digo eu, como o ilustre Professor Aloquete não tem já introduzido as 900 palavras galegas em algum dicionário? Guarda-as no congelador da sua casa para quando as vacas fracas?
unha idea para futuras edicións dos encontros na terceira fase.
gravalo todo en plan reality show
así podían ofrecer un 'pack'
700 palabriñas + DVD
:D
#95
Saiba o professor Observador que as minhas 900 palavras galegas estão bem guardadas, sim senhor, porque são um trabalho sem apoios nenhuns. Mais saiba que elas vão proximamente passar pelas mãos e olhos de alguns galegos que as percorrerão muito criticamente e muito utilmente.
Este é, aliás, um trabalho que iniciei muito antes dos recentes planos para uma «AGLP», com a colaboração dum galego amigo e competente, e grande reintegracionista da Agal.
Espero ter informado adequadamente vossa senhoria.
Viva o humor!
Alquem sabia este?
http://www.realacademiagalega....
Mas para humor on-line este:
http://www.edu.xunta.es/diccio...
#99
aí estamos de acordo
iso é lamentable ;-)
e o bipartito non o deu arranxado! (a páxina é da Xunta)
#97 E onde é que você as tem? Ansiamos a revelação.
PS: Prometemos não as mostrar aos traidores da AGLP que as podem copiar...
Pois, parabéns professor Venâncio, essas 900 palavras em colaboração com esse bom amigo, é o que muitos aguardamos do senhor. Mais outra cousa a celebrar hoje.
Sinceramente, acho que esta estratégia de ocupar espaços de opinião em crítica permanente é a mesma e suicida que muitos reintegracionistas mantiveram durante 20 anos, com o mal aproveitamento e péssimo magistério que tanto nos custa ir arrincando.
#50, Aloquete,
Quem aprendeu de pequeno que (no "gallego" que falava) "vermelho", "liberdade" e "árvore" se diziam "rojo", "libertá" é "árbol", segue a dizer "rojo" "libertá" e "árbol", é claro. (Bom, nem todos, mas admitamos isso.)
Acontece que a gente nova, a gente que aprendeu galego nos últimos 20 ou 30 anos, e os que sem ser tão novos tenhem certo respeito pola língua, dim com total normalidade "vermelho", "liberdade" e "árvore" (mesmo alguns dizimos também cousas como "cartaz", p.ex). E não fizérom falta séculos, apenas uma geração.
Se ainda assi não lhe convence, pense que a alternativa é singelamente seguir a dizer "rojo", "libertá" é "árbol".
Parabéns a AGLP polo seu extraordinário trabalho.
O maravilhoso é que num vocabulário comum de 150.000 palavras aproximadamente, os galeguismos estritos nom chegaram nem a 700, pois bem seguro que mais duma dessas palavras ha-de ser um localismo do norte português. E com essas diferencias constroem por aqui idiomas regionais e virados para o castelhano que é norma de correcçom (do galego regional e fam-no
os normalizadores esopanhois da substituiçom linguística.
Muitos parabéns a todos e todas viva a AGLP
laurinha
Alema trepas! Vai procurar um choio, que o teu blogue/podre nom te vai dar de comer ...
Vadio, vai trabalhar, que nom te vam pagar polos teus serviços "on line" a prol do galenhol!
Caro Aloquete:
tamém se pode enunciar a cousa assim, o castelhano é num 95 per cento português
é o mmesmo mas nom, nom acha, e na orige eu penso que a cousa ia mais ao contrário
Um beijo Laurinha
#104 e #106
Cara Laurinha,
Onde é que lhe disseram que o galego tem só 700 palavras exclusivas?
Pois compare dez ou vinte páginas ao calhas no Estraviz com um dicionário de português de dimensões comparáveis, e concluirá (por extrapolação) que as exclusividades galegas em relação ao português têm de ser milhares. Mas digamos que entre os 800 e os 1000 vocábulos se obtém o essencial das especificidades correntes.
Quanto ao português e castelhano: eu disse acima que as coincidências a 95% se dão em "textos ensaísticos e jornalísticos". Reparou?
Mas aceito, e retribuo, o beijo.
Parabéns, meu sábio senhor claro e não turvo: conseguiu (chegaremos a ver se é certo?) 200 máis palavras do que a Comissão de Lexicografia da ACADEMIA GALEGA DA LÍNGUA PORTUGUESA, que o senhor (é certo que é senhor?) tanto estima... Já sei que os seus amores vogam por outros regos. Parabéns!
#103
Sr_J,
Sim, sei que os neofalantes de galego conseguem usos do idioma qualitativamente mais elevados. Num trabalho de 2004, também refiro isso. Conclui-se que o ensino é um meio apropriado para a difusão da norma (tal como no passado o foi para o castelhano).
O que o reintegracionismo já poderia ter feito (caramba, sempre são 25 anos no activo) era explicar-nos a concreta pedagogia do aproveitamento do português para fortalecimento do galego.
Isto digo eu, que me interesso por vós. Os meus outros colegas portugueses não vos vêm com estas conversas. Nem com nenhumas outras.
#108
E então, Gil? Os vossos académicos patronos Malaca Casteleiro, Carlos Reis e Artur Anselmo já escreveram, nestes últimos seis meses, em Portugal, ALGUMA COISA sobre o Galego? Eles que, nas suas longas vidas, jamais redigiram sobre ele uma só linha - afora, talvez, um artigo de Reis numa edição da Xunta do Fraga?
Ah, Academíssimo Gil! Que belos patronos arranjaste!
Patronos? e ele não será do contrário? que esses velhocos matreiros precisam de qualquer apoio? e ele não será que pretendem ofender aos seus compatriotas a fim de os espabilarem dessa doidice dorminhoca em que habitam atirando-lhes nada menos que os sórdidos galegos no rosto?
Esse é o pago da foto e a ementa.
Ou me engano?
Aquela gente das Academias, é dura, diplomata e sorrateira, isso a de cá de lá ou da França. Sabemos com quem se deitam e por que camadas da sociedade alentam.
A nossa viagem coincide hoje com a deles, saudamos e cumprimos, despedimo-nos amavelmente e continuamos ao nosso a trabalhar sós, sem qualquer ajuda nem alento, nas nossas sórdidas tarefas de galegos.
Nada devemos. O ganho pouco ou muito é todo nosso.
http://www.pglingua.org/index...
Léxico Galego apresentado à Academia das Ciências de Lisboa
Academia Galega da Língua Portuguesa convidada oficialmente à apresentaçom do Vocabulário elaborado pela Academia Brasileira de Letras
Quarta, 18 Março 2009 00:39
Integrantes da ACL receberam delegação da AGLP
PGL Portugal - A Academia Galega da Língua Portuguesa, reuniu-se com a Academia das Ciências de Lisboa, na Sala de Reuniões Internacionais da ACL, onde também tiveram lugar as reuniões conduzentes ao Acordo Ortográfico de 1990, nas quais participara uma Delegação de Observadores da Galiza.
Pela ACL participaram o Prof. Doutor Eduardo Romano Arantes e Oliveira, Presidente. O Prof. Doutor Adriano Moreira, Vice-Presidente da ACL e Presidente da Classe de Letras. O Prof. Doutor Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia. O Prof. Doutor Fernando Roldão Dias Agudo, e o Prof. Doutor João Bigotte e Chorão.
Da parte da AGLP participaram os académicos Isaac Alonso Estraviz, Vice-Presidente. Ângelo Cristóvão, Secretário. Concha Rousia, Vice-Secretária, e António Gil, Secretário da Comissão de Lexicologia.
Os integrantes da AGLP apresentaram a novel academia, manifestando a sua disposição para contribuir à universalidade da língua portuguesa, nascida na velha Gallaecia. Na reunião trataram-se temas de interesse conjunto, como a aplicação do Acordo Ortográfico e a elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum. A Delegação da AGLP apresentou um Léxico Galego, elaborado para ser integrado nesse Vocabulário. Os professores Isaac Estraviz e António Gil explicaram o método seguido na elaboração deste documento, que assinalaram como texto inicial de discussão. Deverá ser adaptado em volume e caraterísticas conforme com os critérios que forem adoptados para o Vocabulário Comum.
Os académicos da ACL manifestaram a sua disposição para integrar o material apresentado, e convidaram a AGLP a participar formalmente na reunião prevista para o dia 14 de abril na sede desta instituição, onde será apresentado o Vocabulário Comum elaborado pela Academia Brasileira de Letras, e também o Léxico Galego.
Ao finalizar esta reunião, os académicos da ACL acompanharam a Delegação da AGLP numa visita guiada pelas dependências do edifício, mostrando exemplares valiosos como a Crónica Geral da Espanha, de 1344, as magníficas bibliotecas, e diferentes salas de reuniões.
Seguiu-se um jantar de alto nível gastronómico, de que desfrutaram os convivas, durante o qual continuaram as conversas sobre os temas tratados na reunião precedente, de uma forma muito descontraída e animada.
Os brindes deram conclusão a uma jornada histórica, salientada pelo Prof. Doutor Artur Anselmo em declarações à Agência Lusa, por ser a primeira vez que responsáveis pela Academia Galega visitaram oficialmente a Academia das Ciências de Lisboa.
As palavras galegas são essas que usa a gente e mesmo os letrados na Galiza, que até ao isolacionismo prega como galegas. São os galegos os donos delas.
Compreendo que alguns não acabem de entender nem o que seja um Vocabulário comum nem o que possa ser um Dicionário comum: Suspeito, entre outros motivos conhecidos bem, que não entendem por eles serem incomuns, por serem excessivamente particulares, tão seus (talvez) que não admitem méritos nem deméritos de ninguém: Eles são os únicos "meritosos" e mesmo "desmeritosos". Mas tudo isso tem um perigo, grave, muito grave... para eles, antes de mais, mas também para os outros...
Sim, já sei que há outros que fogem do comum; contudo, deriva de um defeito sem remédio... Não concebem que Galiza possa ter mais extensão do que uma aldeinha nem mais projeção do que o reino bourb'onico lhe permtir... São esses obsessos das fronteiras do reino: "España, lo 'unico importante"... E talvez algum Portugalinho à medida...
#112
Observador,
O subtítulo da peça ("Academia Galega da Língua Portuguesa convidada oficialmente à apresentaçom do Vocabulário elaborado pela Academia Brasileira de Letras") encerra um pequeno drama. Que, sendo da "Lusofonia", é um grande drama. Explico.
O Acordo Ortográfico previu sempre, desde 1986, a elaboração dum Vocabulário Ortográfico COMUM. Ora, que temos hoje? O Brasil, sozinho, lampeiro, cheio de auto-estima, vai apresentar o SEU Vocabulário. Quando a notícia chegou, em Janeiro (estava eu em Lisboa), os círculos linguísticos ficaram perplexos. Houve movimentações, iniciaram-se contactos para a criação duma Comissão portuguesa forte que elaborasse o Vocabulário português (até este vosso servidor foi contactado), houve diligências ministeriais... mas, até hoje, nada.
Entretanto, a editora Caminho editou um "Vocabulário" muito bem feito, do ILTEC (Instituto de Linguística Teórica e Computacional), onde trabalham Helena Mira Mateus e Margarita Correia, com a listagem das palavras que mudarão a grafia. São 155 páginas, onde não só damos com futuras palavras extraterrestres (cofiador, corré, coutente, subraça... para co-fiador, co-ré, co-utente, sub-raça), mas, e sobretudo, uma infinidade de GRAFIAS DUPLAS, a portuguesa e a brasileira, coisa para que vim (com outros) alertando desde há meses, e que fazem deste "Acordo" Ortográfico uma ridicularia.
"Seguiu-se um jantar de alto nível gastronómico". Nós somos uns pataratas. Mas grandes anfitriões.
114 # efetivamente é uma grande Drama: mas para PORTUGAL e os PORTUGUESES.
Para nós, além de um jantar de graça e a propaganda isso tudo é nada.
#111
A "sordidez" galega inspira-se no verso dos Lusíadas "ó sórdidos galegos, duro bando". Camões era, ele mesmo, descendente de galegos, em terceira ou quarta geração.
Não é a imagem dominante do galego em Portugal. Leia-se a recente obra "Os Galegos nas Letras Portuguesas", de Rodrigues Vaz (Pangeia Editores), um trabalho magnífico, que trará aos fanáticos místicos da Grande Galécia (há-os na Galiza e mesmo em Portugal) alguma terapia e muita descontracção.
# 115
Não, para o reintegracionismo galego não é drama nenhum. Basta os senhores Académicos da AGLP escolherem, com moeda ao ar, quais das grafias duplas adoptar em reintegrado.
Pois é, não diz a letra do Acordo que o critério é, sempre e exclusivamente, a FALA CULTA LOCAL? Aí, quero ver essa valentia!
Nesta paxina se non concordas cos pensamentos de certas persoas xa tes unha morea de votos negativos. Eu emprego galego e non entendo a moda do "reintegracionismo" mais votade en - se gustades...
Saudos
#117
P.S.
Não tenho ilusões. A adopção do Acordo Ortográfico pelo reintegracionismo vai ser o exemplo máximo de subversão de critérios, isto é, do caos total. A não ser que...
... A não ser que o senhores (e as senhoras) Académicos (e Académicas) da AGLP escolham, em bloco, as soluções BRASILEIRAS, e pronto.
Just join the winner.
Caro Alema:
Não sei se já reparaste, mas o teu admirado amigo Aloquete é, podemos dizer, um reintegrata português. Isto é, o pior pesadelo dum isolata como tu. Vou explicar e espero que Aloquete concorde com a descrição que faço dele, desde o meu máximo respeito pola sua pessoa e opiniões. Aloquete afirma que, essencialmente, galego e português são a mesma língua. Também utiliza sem qualquer complexo o seu belo português nos foros galegos, num acto de normalidade, isto é, Aloquete opera sob a hipótese de qualquer galego minimamente culto poder ler sem problemas a sua variante escrita da língua comum. O Aloquete já disse que é muito positivo que os galegos acheguem essas palavras (ele mesmo já fez uma lista similar). Se não chamamos Aloquete "reintegrata" é porque seica esse nome foi sempre asignado a galegos, mas podiamos dizer que é um "filo-reintegrata". Ora, como seberás, no seio de reintegracionismo há duas correntes, aquela partidária duma "imersão" total no modelo ortográfico comum, e aquela partidária duma "sub-norma" ortográfica própria, a norma "AGAL". Pois bem, Aloquete tem as suas simpatias nesta última corrente, enquanto tem severas críticas para a primeira, pois considera que no seu cío reintegracionísta, os "lusógrafos" não só adoptam a ortografia lusa, mas também fraseologia, léxico, sintaxe lisboeta, ficando como patetas. Isso é tudo. Isto é, amigo Alema, o teu herói não é nada, nadinha partidário da norma castelhanógrafa RAG, e se não a critica demolidoramente é porque nesta briga sois aliados temporais, tipo pacto Ribbentrop-Molotov. Wake up and smell the coffee, guy...!
#120
Bom, Suso, Aloquete responderá mas cuido que hai mais cousas. O nosso amigo português parece doído por o reintegracionismo nom reconhecer legitimidade algumha ao isolacionismo. Para mim é todo o contrário, enfim.
Seja como for hai motivos de alegria para com o trabalho da AGLP e muita tristura com os informes da situaçom do galego supostamente silenciados pola RAG. Isso nom quer dizer que uns sejam "os bons" e outros "os maus" mas o galeguismo tem de ser mais consciente do que nunca que centrar-se nas instituições (espanholizadoras) é suicida.
Uma ideia mais:
A importância deste ato de entrega do listado de palavras não vem do facto de quais são essas palavras, se sobram, se flatam, se vão ser utilizadas por portugueses ou não....Podía ser uma lista de 17 palavras escritas com "boli bic" e tudo seria igual: a enorme importância do ato é simbólica: a Acadêmia de Ciências de Lisboa, aceitando no seio do português essas palavras galegas, faz afirmação explícita e irreversível de galego ser uma variante da língua comum que denominamos, por razões históricas, português. E quando os brasileiros entreguem a sua lista, e se ponha tudo em comum, o galego estará definitivamente reintegrado. Assim de enorme. E certo que poucos galegos agirão em consequência, e que falta ainda muita pedagogia. Mas isso importa pouco. Quantos angolanos falam reamnete português? Quantos escrevem em português?
Afinal, a metáfora do "comando" da que fala o Alema é certeira. Um comando de amadores, sem apoios, sem cátedras nem doutoramentos honoris causa, vem de mudar o curso da história do galego. Como já fez Rosalia, ela só, desde o seu jardim d`A Matança; como já fizeram os outros amadores e sonhadores da Primeira Academia Galega; como já fizeram Castelão e quatro amigos nos cafés da Corunha e Ourense. Até agora, amigo Alema, eramos quatro gatos lusógrafos a escrever o galego com ortografia lusa. Apartir de ontem, sois dezassete gatos a escrever o português com ortografia castelhana.
Valentia? Moeda ao ar?
Os Castelãos ou portugueses nunca entenderão galegos.
Eu até o momento do senhor a dos seus portugueses "num bi nada", o dia que veja obra, não palavras, talvez entre a os considerar.
Entanto galego cala e ara.
Saúde
#122
Caro Suso,
Eis o discurso triunfalista no seu melhor. Avançando de "dia histórico" em "dia histórico".
Eu compreenderia o reintegracionismo como UM PROJECTO GALEGO, apresentado, nas suas oportunidades, e nas suas exigências, à cidadania galega. Mas não. Tudo são oportunidades, tudo são vantagens, tudo são amanhãs que cantam. Nunca nos destes o prazer de explicar-nos (a nós, que estamos de fora, e somos lentos de entendimento) o MODO como a Galiza passará uma dia a exprimir-se "COMO É DEVIDO" (Observator dixit). Sois uns excelentes guias de almas (Aleluiah!), mas deixais-nos aguando em pedagogia, em procedimentos, em requisitos, em viabilidade.
Para já, e desculpe-mo, dezassete gatos convencem mais. Até porque alguns deles escrevem uma magnífica literatura. De que vós NUNCA nos falais. Talvez para que não caiamos em tentações.
Abraço.
#124
ese é o problema aloquete
o reintegracionismo non é un proxecto GALEGO en senso amplo
é o proxecto dunha micro-minoría en Galicia (só en Galicia)
non existe na cidadanía galega a necesidade de integrarse no sistema lingüístico do portugués
e polo tanto
é un movemento que, por moito que se repita o contrario,
NON TEN NINGÚN FUTURO
e menos coa que está caendo...
onde o reintegracionismo só pode ser un factor para ESTRAGAR máis aínda as cousas do que están
ah! por certo
alégrome de que desen unha boa papandota en Lisboa!
resultado práctico das iniciativas folclóricas estas da AGLP e do comando Lisboa: CERO
Muito bom. Tudo claro.
Obrigado pelas críticas e os contributos, alguns até úteis.
O caminho vai ser muito longo: décadas por diante. Agora, nesta década, é quando mais necessárias vão ser as correções, opiniões e críticas a fim de irmos aquilatando um modelo culto de Português da Galiza.
Queiram ou não todos estamos nisto.
Apertas,
Ernesto Vázquez Souza
Quero dizer, as suas críticas melhoram o nosso projeto. Porque ainda que uns e outros teimem em não olharem mais que os estremos como se cousas diferentes, para os mais de nós fica claro que no galeguismo não há mais que um único projeto que envolve o conjunto: O GALEGO MODERNO (= PORTUGUÊS DA GALIZA)
Dependendo de condicionantes políticos, apostas, erros, fatores econômicos, peso de elementos e grupos de prestígios... será o resultado a fim desta década e nas seguintes.
Dependerá (com variantes tal e como sempre foi na história da recuperação do galego ) do peso que as opções, teimas, modas e tradições de escrita (tipográficas, lexicais, modismos, jeitos e estilos) apanhem...
Talvez não seja como nenhum de nós pensa, talvez nem haja uma unidade, nem mesmo tenha um número elevado de utentes... mas o que haja continuará a ser Galego moderno e portanto português da Galiza.
Animem-se que há muito que fazer ainda...
#124, Alema,
Certo que o reintegracionismo é minoritário (ainda que não tão micro-minoritário como a ti che gustaria). Mas olha, também é minoritária na Galiza a opinião de que a língua galega tem algum valor real (reescrivindo as tuas palavras, "não existe na cidadania galega a necessidade de empregar a língua galega"). Também o galeguismo -seja o que seja- é o projecto de uma minoria... quer dizer isso que não é (aproveitando mais uma vez as tuas palavras) "um projecto GALEGO em senso amplo"? Enfim, aplicando os teus argumentos poderia-se concluir que o uso mesmo da língua galega (tão afastada do português como queiras) NÃO TEM NENGUM FUTURO ("e menos com a que está caindo", também cho digo...)
Mas nada disto tem por que ser assi, a realidade afinal não é tão categórica. A língua galega pode ter algum futuro e o reintegracionismo também, que não che colha dúvida. Por muito que se repita uma ideia ou outra, as opiniões não se vão transformar automaticamente em realidade. Acho que perdemos tempo de mais defendendo-as ante gente que já está convencida (num ou noutro senso), e não tiramos proveito nengum desse comportamento. Neste aspecto concordo 100% com o que di EVAZSOU em #102.
"não existe na cidadania galega a necessidade de empregar a língua galega"
ISO É UNHA FALSIDADE MANIFESTA
na que se apoian recorrentemente os reintegratas
pero igualmente non deixa de ser unha TROLA COMA UNHA ÁRBORE por moito que se repita
#130
Eu traballo en Normalización Lingüística e quixera que me achegases datos desa TROLA COMO UNHA ÁRBORE.
Alema, o populismo deu os seus resultados: extinçom do galego. Noraboa.
Caro Aloquete:
Vá, hom....
Não seja desmancha-prazeres, deixe-nos ser um bocado triunfalistas. Apenas há uns dias que o nosso futuro presidentinho autonómico disse que uma das suas prioridades de governo será reduzir a porcentagem de uso de galego no ensino primário, e fazer esforços para "garantir os direitos dos castelhano-falantes na Galiza"...andavamos todos zangados, isolatas e reintegratas; mas agora vem esta ótima notícia, deixe-nos desfrutá-la.
Não, Aloquete, não se engane. O Alema é um bom rapaz, como diz Evazsou, um autêntico defensor do galego, um dos nossos, mas também pouco objectivo. Ora, o Sr. é muito inteligente, e sabe perfeitamente que o que aconteceu ontem é histórico. Porque num nivel acadêmico e político remata com a discussão sobre o status do galego a respeito do português. Já não há discussão. Galego é uma variante do português, como brasileiro ou angolano ou açoriano, e as palavras privativas do galego ficam no dicionário comum. Não é todos os dias que acontece algo assim. E certo que continuará a haver quem discrepe, mesmo com poderosas razões. Mas será um rebelde, um outsider. Igual que acontece com o acordo ortográfico: O Sr. é em contra dele, e as suas razões são muito interessantes e ajuiçadas, mas tanto tem, porque o acordo vai adiante, e pronto. Há que roê-lo, como dizemos por cá.
Quanto ao método e a pedagogia para trasladar o projecto reintegracionista á sociedade: Pois é o que estamos a fazer: 1) criar uma elite reintegracionista sólida que atue como guia e modelo do povo. 2)demonstrar, com feitos, que os galegos podem mover-se na lusofonia com total normalidade, colheitando todos os benefícios que isso traz, particularmente na era do Internet. 3)Segurar o reconhecimento da lusofonia e as suas instituições acadêmicas. Qualquer outro caminho é inviável para nos, dadas as nossas forças (número fraco, ausência de recursos económicos, ausência de forças políticas a respaldar-nos, desinteresse geral da população polo galego, e, sobretudo, EXPERIÊNCIA VENDO COMO O MODELO ISOLATA (bom rolhito, tudo facilinho, campanhas de concientização, manifestações do 17 de Maio, literatura subvencionada...) FRACASSOU ESTREPITOSAMENTE.
Quanto a escritores galegos: eu estou a ler estes dias "As crónicas do Sochantre" de Cunqueiro. Um génio que se adiantou a Garcia Márquez na utilização da "realismo mágico". Gosto imenso de "A Esmorga", de Blanco Amor, para mim criador dum arquetipo universal, o esmorgante irresponsável e trágico, como fez Dumas com o vingador ou Hamlet com o duvidador. De Ferrín, gostei de Retorno a Tagen Ata (já leu?), mas não tanto de romances mais recentes. E já de passo, por mui reintegrata que seja, prefero mil vezes Merlin e família ao plúmbeo e insuportável "Os Maias", que aborrecemento com as piadas insulsas e repetitivas da classe alta lisboeta do XIX...
Magnífica análise da situação, Suso:
133# "Quanto ao método e a pedagogia para trasladar o projecto reintegracionista á sociedade: Pois é o que estamos a fazer: 1) criar uma elite reintegracionista sólida que atue como guia e modelo do povo. 2)demonstrar, com feitos, que os galegos podem mover-se na lusofonia com total normalidade, colheitando todos os benefícios que isso traz, particularmente na era do Internet. 3)Segurar o reconhecimento da lusofonia e as suas instituições acadêmicas. Qualquer outro caminho é inviável para nos, dadas as nossas forças (número fraco, ausência de recursos económicos, ausência de forças políticas a respaldar-nos, desinteresse geral da população polo galego, e, sobretudo, EXPERIÊNCIA VENDO COMO O MODELO ISOLATA (bom rolhito, tudo facilinho, campanhas de concientização, manifestações do 17 de Maio, literatura subvencionada...) FRACASSOU ESTREPITOSAMENTE.
Enfim uma política não de discursos senão de pequenos feitos consumados com pequenos fitos históricos como este.
Não concordo com o dos MAIAS. Que seria de Otero Pedrayo, de Valle e do mesmo Cunqueiro sem Eça?
E que teria sido de Rosália sem Camões?
E de Camões sem Codax...
Mas, sim, o Suso tem razão: já não há discussão.
GALEGO É PORTUGUÊS.
#131
observatorio lingüístico da Xunta
Valoración da importancia da lingua (galega)
Ningunha Pouca Normal Bastante Moita
Total 1,32% 4,56% 31,08% 34,64% 28,40%
iso si, de tanto dicir que os galegos pasan do galego
acabarán créndoo (e facéndoo, que é peor)
PS: E daqui em diante, tudo quanto se fizer irá incrementar essa realidade. Por ativa ou por passiva.
Por isso andam alguns tão alporiçados...
Opinión sobre a potenciación do uso do galego
Totalmente de acordo Bastante de acordo Indiferente Bastante en desacordo Totalmente en desacordo
Total 62,48% 23,76% 4,52% 6,40% 2,84%
ora ben, esa case 10% que está en desacordo con potenciar o galego irá en aumento, claro... pero tamén en parte por tanto dar a vara con catastrofismos
toda a vida chorando, de mexericas co galego, carallo!
toda a vida co mesmo discurso
actitude positiva, hostia!
reivindicativos si, pero plastas non!
co panorama negro negrísimo cada vez menos xente quererá formar parte da lingua galega...! mesura! prudencia! autocrítica!
#139
xDDDDDDDDDDD
eu??
xDDDDDDDDDD
Não, Alema, tu és um encanto. Doce, sereno, estimulador: um encanto.
Este é de um senhor que diz:
- Socorro! Socorro!
E outro que lhe responde:
- Mesura, prudência, autocrítica neste instante difícil, irmão...
Ai, esqueci o final da piada:
Então o primeiro, que berrava Socorro!, afogou nas águas do oceano.
O segundo já tinha afogado antes que o primeiro, mas como era homem mesurado, prudente e autocrítico, nem sequer berrou.
vou dicir algo en castelán:
os va un drama mogollón, pèro muchu, muchu, eh?
:D
xDDD
#144
diso falaremos esta noite...
que hai novidades, parece ser
;-) :D
Claro, claro... el gallego va bien, el peor enemigo del gallego es el lusismo y la imposición. --> traduza-se para galego rag e voilá! alema.org
Reflexiona um pouco, hom. Parece mentira :(
#146
que esaxerado! parece vostede andaluz en vez de galego! :-P
:D
e non, o galego non vai ben
pero tampouco é todo unha puta merda ;-)
hai grises
...e sobre todo hai POTENCIAL
a non ser que nos dediquemos a destruílo
con mensaxes negativas todo o santo día (e noite) :)
Nom queres perceber. Para ir além do espanholismo nom fai falta dar-lhe a razom mas, ao contrário, ter um discurso próprio com mais ou menos "boísmo" a depender do contexto. Quer dizer, é motivo de alegria para todos o trabalho da AGLP, nom querer vê-lo para nom tropeçar com umha visom espanhola do galego é, desde já, jogar a perder. E perdemos.
E nom manipule, nom dixem a AGLP é a soluçom a todo. É a vontade de a desqualificar a todo o custo que fai que nom tenha aprezo das análises dos seus desqualificadores vocacionais.
Caro alema,penso que confundes anseios políticos com anseios linguísticos. Pensas assim: (corrigi-me se não estiver certo) Só haverá uma Galiza independente se houver uma língua independente do português e do castelhano, caso contrário a Galiza ou será parte de Espanha ou de Portugal.
Ora aqui é que estás errado, simplesmente porque uma coisa não implica a outra. A língua não dá automáticamente uma nacionalidade senão os brasileiros, angolanos etc seriam todos portugueses.
Portanto deixemos a política de fora e concentremo-nos na língua.
#150 Eu diria que o Alema di: o galego é umha língua espanhola, ergo Espanha protegerá o galego. Chis-pum.
Quero exprimir o meu agradecimento à AGLP pelo maravilhoso trabalho que estam a fazer com a nossa língua.
E desde a minha posição dentro do povo, de povo com vacas e leiras,do povo com arados e tractor, daquele que bota as patacas, fai queijo e corta na lenha,...animalos a continuar com o labor fantástico que estám a desempenhar.
Avante, e muito obrigado!!
#151 non, amigo
:D
eu non son independentista (político)
:D
pero si, creo que a política só serve para encher de merda a lingua
a apropiación dela que fan certos grupos paréceme repulsiva ;-)
...e contraproducente :)
Síndrome ALEMA.
1º Estar certo de que SÓ seus “amigos” tem a LEGITIMIDADE por receberem SÓ eles dinheiro público
2º Achar que só ele tem razom polo facto de a sua opiniom concordar com mais do 50 % (60? 90? ...) do “povo”
3º Pensar que a chuva está causada polos sapos e os caracóis e o chão molhado
4º Levar óculos mágicos que nom deixam ver para além das aparências e os preconceitos
5º Nom querer ver para além das aparências e os preconceitos e gabar-se disso
6º Sentir-se tam cheio como para considerar, com afã paternalista, “ovelhas transviadas” os que nom levam esses mesmos óculos mágicos
7º Botar a culpa de quase tudo às “ovelhas transviadas”, e ser brando e atencioso com os “lobos”
8º Tentar convencer-nos de que quando mijam por nós isso é melhor que chover (se quadra afogamos)
9º Nom entender o que significa a palavra “falácia” por muito que lho expliquem, e abusar uma vez e outra dos mesmos sofismas com fruiçom
Atençom: esta síndrome é comum e aqueles que a padecem nunca o reconhecerám até depois de uma longa e reflexiva desintoxicaçom. Mas tem cura.
PD Caro Alema, se é certo que aparecem essas, ou algumas, das 700 palavrinhas em algum dicionário português, polo menos terás um argumento menos, para desespero teu e dos "lobos". E as "ovelhas tranasviadas" teremos uma razom mais. Insuficiente, sim, mas ajuda muito.
#153 Seica andas namoricado de Yolanda Castaño? O inimigo do galego? Os do Bloque!
http://chuza.org/historia/o-pa...
P.S.
Maravilhosa resposta de odeteresa. :)
A mim o que me escaralha é que aqui quem pede mesura, prudência e autocrítica é um esbardalhante e atrevido crítico-dos-outros.
Pobrinho Suso, e outros reintegratas, ainda nom sabedes bem quem é o candeado português ...
Toda a verborrea, pedantice e arrogáncia deste alentejano mais cauto que um galego vai contra os reintegratas radicais. O corrente galenhola oficial nom merece crítica. O alema, amostra mais rude e vulgar do cancro espanholista da nossa língua, é seu amiguinho.
Esses som os seus "true colours".
Mas tenham cuidado, que ele sabe esperar, é tam teimudo e paciente coma qualquer galego. Essas 900 palavrinhas que ele e um amigo seu (por quanto tempo?) estam preparando verám a luz no momento "adequado", serám uma boa arma para atirar na face dos reintegracionistas, adubadas com as suas manobras tergiversadoras, para acusar os lusistas do que os espanholistas e galenholes querem ouvir.
O candeado (por que terá escolhido esse alcume?) nom está a avisar da desfeita que se prepara. O nom! Ele vai ter a sua parte nessa desfeita, ele vai por o seu grãozinho de area para segurá-la, pola maior glória de Portugal ... e a culpa será, claro, dos lusistas, dos radicais.
O aloquete é um ***** ** ****.
?
Que queres dizer, Hispânico?
É perfeitamente injusto, e - para dizer mais - é nojento, e - para dizer tudo - é COBARDE o modo como o Sr. Alema á aqui tratado.
Porque vós não tendes colhões para irdes falar com os verdadeiros pulhas, para irdes enfrentar os autênticos filhos-da-mãe. E aproveitais para vir, como uma chusma de búfalos tontos, cair em cima de ALGUÉM QUE VEM AQUI FALAR CONVOSCO.
Raça de sacanas!
Mas afinal, quem é o aloquete? Ah sim, o grande descobridor da pólvora em molho: a unidade do galego português. É ele quem vai guiar os galegos pola recta via fora de qualquer excesso lusista e abrir-lhes os olhos cara este conceito tam difícil de atingir ...
Bravo! Este o home que manipula e tergiversa, de arnaxe falsa e podre, que está a ter a grande honra e nobreza de minar um movemento de conscientizaçom tam alargado e "mainstream" coma o reintegracionismo da Galiza ... um home que mora e se nutre na ignoráncia e preconceitos alheios, além dos próprios ...
A ver ho, a ver se compreendes: vai ranhá-la ho!
Tenho a sorte e o orgulho de ter muitos amigos e amigas entre os reintegracionistas, bastantes deles da AGAL. Por isso não me impressiona a escória que vem aqui falar de galo. Mas é um facto: ela suja um bocado este agradável espaço galego.
Caramba! ou "estepilha", como se diz na minha terra! Que tal se melhorásse-mos o nível da discusão e evitá-se-mos os ataques pessoais? Por mim, só posso dizer que fui levado a entrar nestes forums e a me interessar pela língua da Galiza, por via dum artigo no Expresso do professor Fernando Venâncio, e como eu se calhar muitos outros portugueses. Bem haja.
Mas também percebo os galegos neste forum que pretendem uma maior aproximação da língua ao português padrão especialmente na sua forma escrita, como forma de salvar o galego. Não sou linguísta nem coisa que o valha, mas se concordamos que falamos a mesma língua porque razão não escrevemos da mesma forma? É um pouco como se eu agora estivesse a discutir uma outra forma ortográfia para escrever o sotaque madeirense! Eu continuo a falar orgulhosamente o meu madeirense , mas quando escrevo, escrevo em português padrão!
O Alema é um pobre rapaz que quando cansa da playstation e para não cair do pecado da masturbação mata o tempo em Vieiros jogando a provocar aos reintegratas com as suas parvoíces. Como tem muito tempo livre até fez um blog para insultar a pessoas concretas.
Tu tranquilo, amiguinho, que nós seguiremos-te o fio, se com isso conseguemos que leias um bocadinho...
[ Alguém apagou (terá sido o benemérito Administrador de VIEIROS?) um comentário de HISPANICO que continha uma ameaça dirigida a mim. Agradeço a simpatia. ]
Depois está o Aloquete, que fala tanto para não dizer nada que já não sabemos que era aquilo que queria dizer neste foro.
#160
Aloquete,
Atrevo-me a aconselhar ao senhor que se preocupe mais de como é tratado você do que o Alema. No fim de contas ele é um provocador que se orgulha do seu tom polémico... e eu dou-lhe quando podo e praze. Você sabe que Gavioteiro (troll oficial de Vieiros) foi quem de aplaudir o Alema pois que ele joga a ficar a bem com o espanholismo afincado na maior parte da mentalidade galega para assi enfiar o seu galeguismo. Isso tem os seus riscos, também.
Outra cousa, Alema é engraçado mas nunca vim que quigesse falar com o reintegracionismo mais do que para anulá-lo. Jamais. Cooperaçom? Trabalho comum? Nunca. Aplaudir as subvenções a La Voz de Galicia e nom reconhecer a mais mínima legitimidade com o reintegracionismo? Sempre. Assi é o isolacionismo radical que você aqui defende (nom falo da pessoa).
P.S.
Subvenções, digo, para LVG polo seu uso do galego, isso que Novas da Galiza nom merece segundo a poética política que defende o Alema. Entendo a sua actitude mas nom a compartilho em nada. E podo dizê-lo em qualquer sítio pois que nom me ganho o pam intelectualmente nem arrisco prestígio algum (nom tem mérito).
Voltando ao tema do fio, pessoalmente irei analisar essas 700 palavras (ou 900), e dessas, é provável que passe a utilizar as que me "agradarem", nomeadamente por substituirem castelhanismos (ou outros estrangeirismos desnecessários) existentes no português, e a pouco e pouco irei divulgando o seu significado. Se as várias comunidades lusófonas forem gradualmente fazendo o mesmo entre si, os vários falares lusófonos aumentarão o seu grão de intercompreensão e irão gradualmente largando estrangeirismos desnecessários. Esta limpeza seria obviamente benéfica para todos. O maior desafio vejo-o no vocabulário técnico e científico que creio possuir grandes variações entre Portugal, Brasil e Galiza. Mas por algum lado tem que se começar.
Mais uma vez parabéns AGLP e que ajude também a acordar a "rapaziada" da ACL que parece andar um pouco a dormir.
#133
Caro Suso,
Não, ainda não li "Retorno a Tagen Ata", de Ferrín (como prometi aqui a Concha Rousia). Já a sua queixa sobre "Os Maias", de Eça de Queirós, parece-me compreensível.
Mas não desista de Eça, de quem aconselho coisas mais leves (mas igualmente belas) como o romance "O Primo Basílio", ou a novela "A Correspondência de Fradique Mendes", esta uma autêntica pérola.
Ninguém apagou nada, Loquete.
Acabas de te ganhar mais cem anos de desprezo da minha parte («Raça de sacanas!»)
Descansa um pouco e vai dar uma volta, talvez se esclareça um pouquinho o que te resta de cérebro.
Observador,
1. O Hispanico dizia, nesse comentário apagado, que tinha de sair, mas que, se regressado ele, eu tivesse escrito mais "merda", ia revelar não sei que horrores a meu respeito. Acabava o comentário com um comovente "Fica bem". E eu fiquei. [O administrador do site terá o texto. Pede-lho].
2. Tu não atacaste o Alema, pelo menos como outros o fizeram. São eles os sacanas. Mas aguento bem os 100 anos de desprezo. Com o que me restar de cérebro.
Aloquete,
Sinto-lho, mas o seu carinho polo Alema nom me parece sincero. No fim de contas é VOCÊ o insultado aqui e chamar trapalheiro, demagógico, lerchám, etc. ao Alema nom é própriamente insulto; ele gosta dessa polémica desenfadonha e daí para alguns (coma mim)o atractivo da sua desfaçatez.
Ora, a questom é o trabalho da AGLP, parabéns!! quer se esteja de acordo totalmente com ela ou nom. De resto, Os Maias, Tagen Ata,os sacanas, etc. nom é a questom. Como também nom a divissom entre lusistas bons e maus: o que hai som melhores ou piores políticas para o galego.
#160
Tu falares de nojento e de cobarde?! Mas se es tu o mais grande deles hom! Se nom fazes outra cousa do que emporcar com as tuas pataratices por todos os fios!
Já cho dixem e digo-cho agora de novo: cala a boca, mamalóm alentejano, que a tua borralha da nojo!
#165
Ameaça?! A ver, escória alemtejana, desde quando chamar a um o que é é ameaça?
Desde quando dizer a um que cale a boca é ameaça? Ves?, já começas. Ti estás maluco hom!
Quem começou os insultos? Quem começou por chamar-me parvo e outras cousas? Arrogante pedante caralho! Cala a boca ho, que estás a emporcar por toda a parte!
#172
Eu chamei o aloquete filho da ****, sim, mais que nada porque isso é o que o ghicho é, um filho da ****. (Nom escrevo a palavra p'ra nom ser apagado de novo).
Eu dixem-lhe que calasse a boca, sim, e agora digo-lhe que vá para o Alentejo estudar o alentejano, e deixe em paz o galego e os galegos, que nom precissam para nada de patetas escória como ele.
As "ameaças" minhas eram as de escrever três ou quatro cousinhas, que é precissamente o que venho de fazer (mas ainda posso escrever mais, se o fulano este nom cala a boca e esgueira). Quero dizer, quer debater? Debatamos entom, no holds barred ... a ver se tens colhões ...
Vai p'ro Alentejo ou canda o alema e os teus amigos galenholes hó, que aqui já nom enganas a ninguém! Tu, amigos reintegratas?!?!
ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha
O que eu te chamei, neste agradável espaço, é o que qualquer académico nom pode escrever, mesmo que o saiba, oh yes, moi moi bem! Mas ficam calados.
VAI RANHA-LA!!!
#173, #174
LERCHÁN / lerchám e MAMALÓN / mamalóm, duas palavras que faltavam na minha lista. Um grande obrigado, excelentes colaboradores. Mandem mais.
XD XD
Aloquete, tem de estar umha TEMPADA na Galiza.
#176
E que tal se te metes essa lista polo ... igual arranxas um bocadinho a podredume que tens por dentro ... proba hom!
#175
Hispanico,
Não deverias ter dito que te apagaram aquele comentário, pá. Assim o douto OBSERVADOR podia continuar a pensar que estou gágá. E era tão tranquilizador, não era?
#177
Obrigado, TEMPADA já está há muito na lista. Mas vá tentando.
#61
QUEREMOS COÑECER AS 700 PALABRAS GALEGAS XA!!!!!!
-----------------------------------------------------
Vai ranhar o cu à via, pailám. Ti nom reconhecerias nem a tua nai na sala do estar da tua casa ..
PAILÁM (pai lã como pelanas?) também PAILAROCO.
#182
PAIFOCO, PAILÁM, PAILAROCO, PALETO, PAMPO, PAROLEIRO, PASMAROTE, PASPÁM, PAVERO, etc., etc., etc. Que riqueza, o do galego! E que... oportunidade, esta aqui, de fazê-la render!
#183
Esses epítetos atopache-los pensando em ti próprio, nom é? Ficam-che moi bem ... sigue por ai
Mas, oes, tem cuidado de nom alongar demasiado a lista, que afinal vas ter que incluir "bueno" ... todavia o teu caro amigo vai-che agradecer ... "bueno é português"!
Aloquete, a palabra "paleto" non é galega, é castelá.
#179
Onde é que eu te "ameacei" badueiro? Ai sim, eu som-che o lider dum comando terrorista de desvairados rudes galego-lusistas ...
e nom, nom estás gágá (ainda), és demasiado ruim para acadar esse estado de inocência ...
hala, cala a boca hó e vai dormir, que já che som horas ... já seguirás amanhã a esbardalhar com as tuas argalhadas para galenholes
Parabéns AGLP e a tódolos galegos. Umha fantástica nova. Imos degostala com tódolos sensos, que nom hai moitas boas novas ultimamente, e de seguido continuar trabalhando arreo por ista terra.
900 palabriñas só??
Manda nabo, o Aloquete este é um palanquim (outra mais!) de caralho !!
A pouco que se esforçasse com "o seu amigo" galego já podia ter reunido uns quantos milheiros de "palabriñas" galegas:
rodilla, carretera, ghueves, ...
Menos léria, e mais trabalhar, nugalhám!!
:DDD
#189
O lusismo está a se galeguizar muito: nugalhám, léria, manda nabo... ;)
#186
Xeonllo escreveu: «Aloquete, a palabra "paleto" non é galega, é castelá.»
Obrigado. Assim é, de facto. Está eliminada. É essa triagem (por galegos informados) a que vou submeter a minha lista.
Mas não posso avitar uma malícia. Aí por 2004 ou 2005, no grupo de discussão «Assembleia da Língua», já eu insistia na RIQUEZA LEXICAL do galego. Pois riam-se, chamavam-me... tolo, mal informado. Pois bem: esta semana, um desses mesmos foi pavonear-se em Lisboa com as suas 700 palavrinhas. E até admito que ele preferisse não passar por tal vexame: ter de confirmar a riqueza léxica do galego.
Só mais uma malícia. O pedido da Academia lisboeta para apresentação das (então) 600 palavras galegas NÃO foi dirigido à "Academia Galega da Língua Portuguesa", mas a outra entidade. Mais não posso contar.
A quem possa interessar:
Há um curioso glossário Galego - Português no final do romance "As Sete Fontes" de Concha Rousia. Alguns materiais portugueses aí indicados não têm circulação, ou são simples regionalismos (avonde, creto, colgar, mentes, moreia (=montão)). Além disso, e por motivos do próprio texto, o léxico é predominantemente "rural". Mas dá uma boa ideia do léxico próprio da Galiza. Este Glossário foi elaborado a partir do Estraviz.
Veja-se a partir da pág. 189:
http://www.arcosdigital.com/eb...
Caros:
E lamentável que o debate descenda a um nível tão baixo. A ver se auto-banimos os insultos e nos centramos nos argumentos.
Aloquete: o meu comentário sobre o Eça era, naturalmente, provocador. Ninguem irá a negar que é um clássico. Apenas queria salientar que os gostos literários são muito pessoais, e já de passo, que o Sr. é muito injusto e reducionista ao afirmar que todos os reintegratas ignoramos ou desprezamos os escritores galegos. Nada mais longe do que isso.
E agora vou-lhe fazer um pedido: diga-lhe claramente ao seu amigo Alema, resumidamente, o que pensa do reintegracionismo, do "galego RAG" e da AGLP. Bem sei que as suas opiniões andam na rede, mas duvido que o Alema as conheça. Diga-lhe (ou pelo menos desminta-me) que o Sr. é um duro crítico da AGLP e os postulados que denomina de "lusismo radical", mas, aliás, é um admirador da AGAL e o seu sistema ortográfico, e, ao mesmo tempo, muito contrário ao sistema castelhanográfico da RAG. Diga-lhe que o sistema RAG é escrever o Galego á castelhana. E importante por cada quem as cartas sobre a mesa, definir as posições próprias e depois defendê-las com argumentos racionais. Se o Alema sabe que o Sr. é um filo-reintegrata, não lhe terá tanta simpatia, mas o debate ganhará em profunidade e perderá em superficialidade pseudo-emotiva.
E finalmente: para os que devezem por saber as palavras galegas da lista, vou desvendar algumas na minha próxima mensagem....
(emoção....suspense.....!!!!!)
Suso, se são palavras galegas é porque são da gente. Que perguntem à gente! Alguma sairá da boca dos seus vizinhos, digo eu. Mesmo nestas mensagens já saíram umas quantas, ainda que todas do mesmo campo lexical, enfim...
As palavras ESTÃO na gente. Não são propriedade da AGLP, o que é propriedade da AGLP é o trabalho dos seus colaboradores. Isso sim.
Mas as palavras andam ceives por aí, à solta, para serem usadas por todos.
Ainda continuam por cá? e agora por onde vai a conversa?
Gostaria engadir que para além de tudo o comentado estão as fotos. Os documentos históricos. A estética. Uma mesa com os representantes da Academia portuguesa: homens, classe alta, veneráveis em idade e maneiras, já veneráveis e nata desde a origem dos tempo... e a delegação galega...
Vejam a foto e digam que representa nesse intre de tremenda força histórica a presença da mulherinha dos caracóis representando a memória rural, submetida a golpes, mas resistente, levando algumas das palavras de toda a sua tribo.
Há quem sonhe ser o que não é e há quem olha para além do que as escolas e as academias do poder nos aprenderam.
#193
Caro Suso,
Diz você que sou "injusto" quando afirmo o pouco, ou nenhum, empenho dos reintegracionistas na literatura galega em escrita normativa.
Mas essa é a crua realidade. Tirando o Carlos Quiroga, não recordo ninguém de vós que tenha dado a conhecer em Portugal autores galegos não-lusistas. Mas mais, e mais triste: que eu recorde, no próprio PGL (que é, noutros terrenos, exemplar) não há qualquer divulgação, ou alusão, de tais autores. Nos seus fóruns, e em outros em que participei com reintegracionistas, jamais algum deles foi aconselhado, ou sequer nomeado, aos portugueses que aí participaram. Em suma: o interesse pela literatura actual, nos vossos círculos, é baixíssimo.
Ora, um português que conheça alguns desses autores (que estão, bastantes deles, editados em Portugal) e que repara que os reintegracionistas simplesmente os ignoram e nunca a eles aludem, esse português pergunta-se, sinceramente, sobre o próprio interesse GALEGO do reintegracionismo.
Tudo isto é muito triste. E tudo isto desmotiva aqueles que gostariam de apoiar-vos.
#196
P.S.
Esqueci-me de recordar que, a par do silenciamento, há a insistência em que a literatura galega actual em escrita normativa é, TODA ELA, sem interesse, mal escrita, detestável, etc. Várias vezes o li repetido por gente que hoje é (oops!) Académico.
193 "Mas essa é a crua realidade. Tirando o Carlos Quiroga, não recordo ninguém de vós que tenha dado a conhecer em Portugal autores galegos não-lusistas. Mas mais, e mais triste: que eu recorde, no próprio PGL (que é, noutros terrenos, exemplar) não há qualquer divulgação, ou alusão, de tais autores. Nos seus fóruns, e em outros em que participei com reintegracionistas, jamais algum deles foi aconselhado, ou sequer nomeado, aos portugueses que aí participaram. Em suma: o interesse pela literatura actual, nos vossos círculos, é baixíssimo."
Mentira, mentira, mentira... (com música minchira, minchira, minchira...) em público e privado ao senhor e a quem perguntar, quando menos eu devo ter escritas mais de 500 entradas nos forums do PGL e uns 30 artigos apenas de História da Literatura galega e autores galegos... mortos, esquecidos e mesmo presentes...
Ernesto Vázquez Souza
E, por certo, como eu sou um dos fundadores da AGLP, e o responsável da orientação da Comissão de Edição de Clássicos galegos e membro da de Publicações e do Boletim (e como também sou membro da Comissão de edição da AGAL) acho que está um bocadinho preconceituoso ao respeito.
As conversas "de" e "com" autores galegos em qualquer norma são normais e frequentes no reintegracionismo: clássicos e modernos. São boa parte do nosso referente...
Se ainda tenho fresca a imagem de AnSelmo Lopez Carreira nas Jornadas da AGAL de Ourense a semana passada e a do pessoal no Local da Esmorga... tomando um copo e arrodeando Xurxo Souto antes do concerto na Sexta passada.
Alcalá, Marica Campo, Camilo Nogueira, Ferrin, Xoán Cabana, Antón Dobao, Inma Lopez Silva... como não?
Caros:
....A lista de palavras galegas levadas a Lisboa inclui:
"Frango, comboio, galão, talho, gajo e aliás....."
A sério, Alema e Xeonllo; podem ver cá:
http://www.lavozdegalicia.es/c...
#199
É verdade, Evaszou é um excelente divulgador da literatura galega. Mas está-se, aí, ainda em ambientes galegos.
Do que eu falo é da imagem que o reintegracionismo dá para o exterior. Falo da mensagem subliminar - e às vezes bem visível - de negação e desprezo duma literatura (a galega actual) que, dê por onde der, é apreciada, editada e lida cá fora.
O reintegracionismo faz como se ela não existisse. Isso descredibiliza-o junto daqueles que, exactamente, quereriam apoiá-lo.
Vá Aloquete.
E qual será o próximo "motivo (inventado) de descrédito" contra o reintegracionismo?
Vestirmos peúgas brancas??
Levarmos boina e casaco ??
...
:DD
#202
Não, Xarope. O próximo motivo é esse vosso constante ar presumido, de quem nunca fez nada de mal, nem nunca nada mal - e de que tu e outros aqui dais perfeito exemplo.
Felizmente há outros diferentes, e em número suficiente para não se desistir de vós.
PAIFOCO,... PAILÁM (pai[o] lã, Juan lanas 1. m. coloq. Hombre apocado que se presta con facilidad a todo cuanto se quiere hacer de él), PAILAROCO,... PALETO (-ta.(De paleta). 1. adj. Dicho de una persona o de una cosa: Rústica y zafia. U. t. c. s.- 2. adj. Dicho de una persona: Falta de trato social. U. m. c. s.- 3. m. gamo), PAMPO (= pánfilo, la (Del lat. PamphÄlus, n. p., y este del gr. &p1;á½±μ&ph1;ιλος, bondadoso). 1. adj. Cándido, bobalicón, tardo en el obrar. U. t. c. s.- 2. m. desus. Juego de burla que consistía en apagar una cerilla con que querían quemar a uno, y el apagarla había de ser soplando y pronunciando a un tiempo la palabra pánfilo), PAROLEIRO, PASMAROTE (1. m. coloq. Persona embobada o pasmada por pequeña cosa), PASPÁM, PAVERO (-ra. 1. m. y f. Persona que cuida de las manadas de pavos o los vende.- 2. m. Sombrero de ala ancha y recta y copa cónica, que usan los andaluces.--- Americanismo castelhano: pavero, -ra s. m. y f. 1 Persona que cría, cuida o vende pavos.- — s. m./adj. 2. Sombrero andaluz de ala ancha y copa con forma de cono truncado.- — adj./s. m. y f.- 3 Que es presumido y vanidoso.- 4 Chile, Perú Que es gracioso o chistoso).
#200. Obrigado:
"É verdade, Evaszou é um excelente divulgador da literatura galega. Mas está-se, aí, ainda em ambientes galegos."
Infelizmente não estou em ambientes galegos, por morar nem moro na Galiza. E as minhas achegas, sobre história e literatura galega apenas as divulgo onde as consideraram com interesse e para aqueles que as vieram pedir insistentemente: NO REINTEGRACIONISMO.
Disse o suso para o aloquete em #193:
"E agora vou-lhe fazer um pedido: diga-lhe claramente ao seu amigo Alema, resumidamente, o que pensa do reintegracionismo, do "galego RAG" e da AGLP. Bem sei que as suas opiniões andam na rede, mas duvido que o Alema as conheça. Diga-lhe (ou pelo menos desminta-me) que o Sr. é um duro crítico da AGLP e os postulados que denomina de "lusismo radical", mas, aliás, é um admirador da AGAL e o seu sistema ortográfico, e, ao mesmo tempo, muito contrário ao sistema castelhanográfico da RAG. Diga-lhe que o sistema RAG é escrever o Galego á castelhana. E importante por cada quem as cartas sobre a mesa, definir as posições próprias e depois defendê-las com argumentos racionais. Se o Alema sabe que o Sr. é um filo-reintegrata, não lhe terá tanta simpatia, mas o debate ganhará em profunidade e perderá em superficialidade pseudo-emotiva."
Ou seja, acrescento eu, o azoquete tem tuda a sua verborrea para os lusistas radicais, mas para aqueles que som o verdadeiro cancro do galego, os alemas, as RAGs, a corriente oficial galego-espanhola em suma, nom há críticas.
Eu sugiro ao aloquete que responda aginha ao suso, que se posicione claramente en contra do isolacionismo oficial. Aqui e agora. Ou que cale a boca e vá predicar à **** casa.
Mas nom, descuidem, nom esperem uma resposta honesta de quem é deshonesto e falso por natureza. Como muito dará um linque para um papelzinho que escreveu em qualquer lugar para amosar o grande descobrimento do século XX, que galego e português som a mesma língua, descobremento que ele sozinho desvendou com grande trabalho e risco da sua própria vida ...
... esperem talvez uma retórica para aludir à insuficiente inteligência ou à qualquer outra fraqueza imaginada de quem está a escrever este comentário, que simplesmente recorreu ao insulto directo perante aqueles ignóveis e indirectos dele ...
... esperem uma alusóm ao desvairo dos lusistas que som o grande perigo do terrorismo internacional, despois dos talibãs ...
Nom, nom esperem mais de semelhante sacana.
#203
Mas hom, azoquete, nom desistas amigo! Sem ti estamos perdidinhos! Menos mal que estás tu aqui tam preocupado por todos nós, tam ... tam ... altruísta!
Tu saberás separar os bons galegos dos maus, e entregar estes à Santa Inquisiçom, para serem purificados de todo exceso lusista ... e para maior glória de Portugal, candeado.
Já sabemos quais som as tuas cuitas, nacionalista português fala-barato.
As tuas argalhadas reiteradas som um insulto à inteligência. O maior insulto.
Depois de este (e outros) fios de discusão eu cheguei às minhas conclusões quanto ao senhor Aloquete:
1º - Ao senhor Aloquete tanto lhe faz o que façamos ou deixemos de fazer os galegos.
2º - Simplesmente o senhor Aloquete é contrário ao Acordo Ortográfico no seu contexto português.
3º - A Galiza está a participar ativamente no Acordo, e isto é mau para o senhor Aloquete, ou seja, para as teses do senhor Aloquete.
Como uma parte do reintegracionismo atualmente defende uma ortografia comum, Acordo Ortográfico, então para o senhor Aloquete há dois tipos de reintegracionistas:
A.- Reintegracionistas bons, ou "bons amigos da AGAL" (Não ao Acordo)
B.- Reintegracionistas maus, ou "parvos da AGLP" (Sim ao Acordo)
O tipo C (Isolacionistas) é um aliado para as suas teses, porque ele realmente defende um isolacionismo português, e ainda por serem os isolacionistas quem agresivamente ridiculizam o trabalho da AGLP em particular, e o "galego internacional" em geral.
Senhor Aloquete, gostamos das suas opiniões, mas os galegos somos donos de obrar à nossa vontade, nós rimos das suas ingênuas manipulações tanto como você rirá da nosa grave situação sociolinguística.
Os meus cumprimentos.
#208
Uma achega bibliográfica para mceleiro:
«Na Galiza a minha língua chama-se galego» (entrevista de Xavier Alcalá), Grial, 172, 2006, pp. 104-109
«Portugal hoxe descoñece o dinamismo cultural galego» (entrevista de Joel R. Gômez), La Voz de Galicia, 26-VIII-2006
«Palavras doutra tribo. Sobre traduções de literatura galega», Vice-versa (Vigo), 13, 2007, pp. 25-54
«A questão galega e o público português. Uma experiência na Internet (1998-2001)», Actas do VIII Congresso da Associação Internacional de Lusitanistas (Santiago, 2005), 2008, vol. I, pp. 557-570
Com os meus cumprimentos,
O Manipulador Que Ri
#208 Nem mais nem menos.
O insulto consiste em vir mandar a casa alheia em pretendido proveito da dele. O vizinhos que governem na sua casa que na nossa já governamos nós (ou o Reino Bourbónico, e não precisa ajuda do alentejano).
O pior para o senhor aloquete vai ser que os bons se passem ao lado escuro.
Ó Ovelha Vesga,
Pensas tu que, se eu tivesse essa diabólica agenda, vinha aqui gastar tempo (e inventiva) contigo e semelhantes?
Enquanto isso, não enxergas aos que, na sombra, podem estar executando essa exacta agenda.
Raça de patetas!
hahahaha
Xa está ben de tanto rifi-rafe navalleiro.
Eu non gusto destas discusións entre "lusistas" e os "oficialistas" da RAG.
O problema do galego é que na realidade os nosos políticos -e de aí para abaixo, case todos- falan un galego moi por baixo das normas da RAG. Xa me gustaría a min que as normas da RAG se cumprisen realmente.
Mceleiro,
concordo em quase tudo. A posição do Aloquete visa evitar a união do reintegracionismo. Ele adula (porque é um adulador) a todo aquele e a tudo que possa destruir ligações entre os reintegracionistas. Por isso apoia a norma AGAL, para ganhar a simpatia dos utentes dessa norma, adulá-los dizendo-lhes mil louvanças e dessa maneira evitar que se passem ao Acordo.
Ora bem, eu vejo utentes de norma AGAL que não gostam do Aloquete (entre outras cousas porque não são parvos). E também conheço utentes de norma AGAL que já se passaram ao Acordo.
A lógica é evidente: todos os países lusófonos vão implementar o Acordo Ortográfico em breve. Uns antes, outros depois, mas a corrente de unificação ortográfica está em marcha e a Galiza não pode ficar atrás. É uma oportunidade fulcral para evitar o desastre. Devemos colher o trem da Lusofonia.
Ah, Observador! O caos já começou.
Notícia no PÚBLICO, 19-03-2009
"Correio da Manhã" vai adoptar o novo Acordo Ortográfico
«"Nos próximos dias, alguns dos espaços de crónica do nosso jornal e das revistas do CM passam a ser escritos de acordo com as novas regras ortográficas", escreve hoje Octávio Ribeiro no editorial. A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, "caro Leitor", quando já ninguém estranhar a palavra 'facto' escrita sem cê", refere Octávio Ribeiro.»
Tu, Observador, que és esperto, já entendeste.
Eu nom concordo. Decerto o senhor Aloquete divide entre reintegratas "bons" e "maus" e terá os seus motivos mas acho que som de boa vontade. Só que nem sequer fai falta ser reintegracionista para simpatizar com o trabalho da AGLP. Penso que todos aqui podemos lembrar as palavras de Paco Rodriguez para com a academia, nom concorda com ela mas acha positiva a sua existência perante o monopólio do ILG-RAG. Mágoa que o professor alentejano nom dê por isso.
#214
P.S.
As assinaturas contra o Acordo Ortográfico ultrapassaram, há um mês, as 100.000. O assunto voltará ao Parlamento.
Talvez em vão. Mas há neste momento mais de 100.000 cidadãos portugeses IDENTIFICADOS que se pronunciaram contra. Professores, jornalistas, escritores, etc., etc.
Porque será? Por "nacionalismo"? Não sejais simples.
#217
Para entenderes, Observador (afinal não tão esperto).
PORTUGUÊS
De facto, é um fato.
De fato, é um facto.
BRASILEIRO
De fato, é um terno.
De terno, é um fato.
CASTELHANO
De hecho, es un traje.
De traje, es un hecho.
Loquete, ponha aí as suas palavras, que se não o Alema vai pensar que as está roubando...
#219
Observador, esperemos que ele entenda. Importa espicaçar o entendimento alheio.
#220, Ok, Observador, só para ti. Alguns excertos.
GRIAL 172, 2006
«Na Galiza, a minha língua chama-se galego» [sic, na capa da revista]
«[...] Só aquí [Amsterdam, 1970] aparece o galego. Eu tiña pouquísimo contacto co debate intelectual en Portugal, e iso case só a través do catedrático de portugués, António José Saraiva, tamén el un refuxiado. Hoxe, cos nosos contactos en tempo real cos ‘media’ do mundo enteiro, é difícil imaxinar que nin un xornal ou revista chegasen aquí. O Saraiva era un gran medievalista e falaba con entusiasmo da Galiza. Aos poucos, fun prestando atención ao que encontraba, en bibliotecas universitarias, sobre o galego. Mais pasoume totalmente desapercibido, por exemplo, o célebre artigo de Rodrigues Lapa, de 1973, sobre «a recuperación literaria do galego», onde ti recibes un tratamento destacado. Cando, a fins dos anos 70, pasei a visitar regularmente Portugal, desenvolvín contactos co centro de Lingüística da universidade de Lisboa, entón dirixido pola profesora María Helena Mira Mateus, onde o interese polo galego era corrente, mais nunha perspectiva limitada: a dialectal, a histórica, na mellor hipótese a fonolóxica.»
«A nosa relación cultural coa Galiza está chea de malentendidos, de verdades varridas para embaixo debaixo da alfombra. Esa relación é, de arriba a abaixo, unha historia mal contada. Mais enténdese. A nosa autoimaxe de país perfecto —un estado, un pobo, unha nación, unha cultura, unha lingua— prohíbenos concibir calquera resultado de peor sorte. E a Galiza podería ser ese mal resultado. De aí que, por instinto de conservación, rexeitemos unha Galiza que nos perturbe esa ditosa tranquilidade histórica e cultural.»
«Compréndeme ben, Xavier. O día en que a Galiza se tornase independente, as prazas de todo Portugal encheríanse de multitudes eufóricas. A esa Galiza iamos entendela. Ela correspondería a aquilo que concibimos que é un país. Teño, polo demais, probas fidedignas diso. Nun estudo que fixen dun asiduo contacto entre galegos e portugueses, mantido por Internet entre 1997 e 2001, puiden constatar ese entusiasmo en cidadáns anónimos, que son a gran maioría dun país..., con incitamentos aos galegos para que se separasen da España. Para o portugués medio, a diferenza entre un ‘nacionalista’ e un ‘independentista’ é puro preciosismo. Outro malentendido.»
«¡Claro! O portugués común acha que o seu país, se existe, é exactamente porque non é España. El terá por tanto dificuldade en comprender que a Galiza, queréndose un ‘país’, e até unha ‘nación’, desexe ao mesmo tempo, por maioría, a integración no estado español. E aquí se esconde outro problema, que un galego fará ben en ter en conta. É que, non existindo no estado portugués —como de feito nunca existiu— unha “política galega”, calquera aproximación da Galiza a Portugal pode ser percibida, por ese mesmo portugués medio, como pouco xenerosa, e mesmo baixo sospeita. Si, se a Galiza non quere separarse de España e aínda así procura a nosa confianza, e até a nosa solidariedade, que fins persegue? E, depois, actuará por ela mesma, ou será obediente a España? Isto pode parecer idiota, mais vale a pena telo en conta. Máis á présa do que pensamos, os portugueses vense ameazados na sacrosanta ‘identidade nacional’. O razoamento será este: se tanto temos que ver cos galegos, entón é porque non somos o que pensabamos que eramos.»
«Sendo as cousas así, o peor que pode suceder é tentar provocar os portugueses. E cómpre dicir que algunhas provocacións de galegos radicais —unhas lúdicas, outras non tanto—por sorte pasaron inadvertidas en Portugal. Unha desas provocacións é a de chamaren ‘portugués’ á lingua da Galiza. Pergúntanme: Mais na Galiza non se fala a túa lingua? E eu respondo: Fálase, claro. Mais a miña lingua, alá, chámase galego.»
«É preciso termos moito coidado cando falamos destas cousas en Portugal, porque rapidamente os provocadores somos nós. Non hai moito tempo, Camilo Nogueira escribía: “No momento en que a lingua da Galiza fose recoñecida como universal, o concepto de España caería”. Mais o concepto de Portugal tamén tremería. Voucho explicar. Como lingüísta, eu sei que o galego e o portugués son a mesma lingua: todo aquilo en que estruturalmente difiren das outras linguas latinas, téñeno en común. Se non son entón a mesma lingua, somos todos parvos. Simplemente, se eu dixer iso con toda esa clareza a un compatriota, estou a levalo a pensar: “Entón, o que eu falo é galego”. E é, evidentemente. Mais el non está preparado para sabelo. Puiden verificar iso no decurso da tal discusión internética que examinei, e que foi un auténtico laboratorio para estudar mentalidades, sobre todo por tratarse de cidadáns comúns. Bastou a idea de que a nosa fronteira norte podería non ser unha fronteira lingüística para espertar imediatamente os fantasmas da ocupación económica, das axendas secretas, da anexación. E non o dubides: unha vez feitos públicos eses fantasmas, as nosas elites intelectuais de présa lles darán forma elegante. Por certo, iso é o que algunhas elites galegas fan hai moito tempo.»
#219
Para a vaidade, e para a estatística: nunca a Grial tinha entrevistado um português.
Caro Aloquete:
Ainda estou agardando que diga publicamente o que opina sobre a ortografia castelhana RAG para "a sua língua que cá shama-se galego". Para ilustração do Alema, apenas.
Aliás, a própósito da reforma ortográfica (ou deveriamos dizer "reforma ortográphica")?, podemos dizer aquilo de "Nihil novum sub sole" ou "dejá vu". Uma reforma similar iniciou-se há uma década no âmbito da Germanofonia (http://en.wikipedia.org/wiki/G...
e podemos simplesmente ver o que se passou. Tudinho igualzinho: o debate, a oposição da população, particularmente de gentes além de determinada idade, o "caos" nos jornais, a imediata introdução em dicionários e livros de texto, as ações legais, o posicionamento dos inteletuais, os anuncios da fim e ruina do idioma alemão....Afinal, é apenas uma questão de tempo. E apenas precissa uma nova geração a engolir as novas e absurdas regras a mudar as velhas e igualmente absurdas regras. O senhor não escreve "ortographia", não é? Pois bem certo será que mais de um inteletual português do século não sei qual rabeou ante tamanha impudícia quando se mudou a bela ortographia latina.
Ah, e cá há uma pequena diferência demográfica com a Germanofonia, já sabe qual é...
#223
Caro Suso,
É imensamente frustrante essa contínua insinuação de que opor-se a ESTE Acordo Ortográfico equivale a um saudosismo pela ortographia do hymno e dos chrysantemos. Haverá, decerto, quem por conservadorismo, e comodismo, o faça. Mas creia que alguns linguistas têm explicado pacientemente as falhas, as incoerências, os perigos objectivos DESTE Acordo.
Já em 1984, quando ainda só timidamente se falava dum AO, escrevi no Jornal de Letras um longo artigo em que propunha (e explicava)uma REFORMA SUBSTANCIAL da ortografia portuguesa. Já vê: a sua insinuação falha, em mim, o alvo.
Mais isto: só um único linguista português (o próprio autor do Acordo, João Malaca Casteleiro) defende ESTA coisa. E a grande maioria dos linguistas manifestou publicamente as suas reservas, as objecções, se não um frontal repúdio. Repito: nenhum deles o defende, ou sequer apoia. Isto não vos diz nada?
Desculpe insistir, Suso: mas vejo em bastantes reintegracionistas uma visão tremendamente afunilada de Portugal e do português. Construís uma Portugal e um português à vossa medida, e é a partir disso que medis a realidade alheia.
Quantas vezes é preciso dizer-vos isso? Talvez algumas vezes. Mas não muitas mais. Se quiserdes ser limitados, sede-o à vontade.
P.S.
E se não tomais um bocadinho a sério o único português que debate convosco estas questões (digo "debate", não digo vir aqui dar uns abraços exclamativos), se não o tomais a sério, que teremos ainda a dizer-nos? É caso para desejar-vos longa vida nesse cantinho aconchegadinho que é a vossa falsa, mas tão doce, ideia de Portugal.
P.S.2
Sempre aconselhei a que tomásseis contacto, e o mantivésseis, com jornalistas e professores portugueses, alguns dos quais têm um interesse, talvez geminal, mas genuíno, pela Galiza, gente que tem acesso a meios de comunicação, gente crítica, dinâmica, ousada.
Mas não. O vosso único contacto com as elites intelectuais portuguesas tinha por força que fazer-se com o que de menos dinâmico, de menos ousado, de menos crítico há nelas: essa cinzentona Academia das Ciências de Lisboa. Isso dá a eloquente medida de quantos vos enganastes em Portugal.
Caro Aloquete:
Eu já lhe disse que as razões para opor-se ao acordo poderão ser certeiras e magníficas. Mas são irrelevantes se a vontade política é de levá-lo adiante. Sempre foi assim na história da língua. E como já lhe explicou muitas vezes Evazsou, a nos tanto nos tem o conteudo do acordo. Mesmo podia ordenar que chuva passe a escrever-s "xuba". A nos, reintegracionistas, por coerência, o que nos interessa é reintegrarnos. Convença o Sr., junto com todos os seus colegas (excepto o "Maluco" Casteleiro) o Governo Português. Convença o Governo Português o resto de paises lusófonos. Fique o Acordo anulado. Daquela, os reintegracionistas decidiremos se aderir ao modelo brasileiro, se ao português. Mas mentres o acordo ir adiante, perceberá que não temos outra opção mas que aderir...Não confunda a nossa adesão ao acordo com uma adesão ao conteudo do acordo. Ora, pergunto-lhe o que o Sr. nos pergunta a nos tantas vezes: qual a estratégia, qual a ação prática da causa "anti-acordo" para atingir os seus objectivos, alem da enfática e pouco útil declaração de princípios?
Tem de haver, seguro, aspectos do Acordo a melhorar. Numa reforma do Acordo. Muitas virão. Como muitas foram as feitas as normas acordadas do Espanhol por 22 Academias.
Do que não gosta é da ideia de acordar. Mas não o diz.
Ps. De Portugal espera, você se calhar, o que não lhe dá. Outros não esperamos nada. Fazemos.
#227
Caro Suso,
Eu não me oponho ao Acordo como "acordo". Só uns tantos atrasados o fazem. Simplesmente, ESTE não é o acordo que se desejaria. E já foi bem explicado (em artigos, e até em livros) porquê exactamente. Repare: a Academia das Ciências de Lisboa não organizou nenhum debate, formal ou informal, não consultous sequer os linguistas portugueses. Tivesse-o ela feito, e teríamos, em vez dum MAU Acordo, um Acordo passável.
E deixe-me dizer que a sua posição (que sei ser a VOSSA posição mais comum) é tremendamente decepcionante: vocês engoliriam qualquer porcaria que se vos servisse. Que poderá, assim, tomar-vos a sério?
#228
Não esperais nada. Fazeis... isso que se vê. Aliar-vos com o que de mais tacanho há em Portugal. Bom proveito, senhores.
Desculpe caro Aloquete, mas neste assunto do acordo ortográfico não há alternativa. Todas as teorias por mais meritórias e justas que sejam contra o acordo, esbarram num problema: a dimensão de Portugal no mundo.
Somos por alto, uns 15 milhões que falam português de Portugal, contra uns 200 milhões de brasileiros e mais uns largos milhões em África que seguiriam uma norma brasileira se estes decidissem aplicar uma norma própria. Já é meritório que os brasileiros discutam connosco os termos de um acordo.
O "orgulhosamente sós" sabemos no deu.
#230
Caro Funchal,
Desculpe, mas essa - sua - é a lógica da demissão.
Os brasileiros são muitos mais, é um facto. Mas, se Portugal quisesse, teria tido maior peso nas decisões. Ora, tudo foi tratado, da parte de Portugal, por indivíduos sem representatividade científica nenhuma. Não foi, nem de longe, tarefa colectiva. Ninguém foi sequer consultado.
Ora, nós não queremos que as coisas se tratem assim, com essa patente falta de qualidade (procedimental, para começar). Não admitimos ser tratados assim. E, se levantamos a voz, é porque esperamos que nunca mais estas coisas se repitam.
Acredite: a questão das DUPLAS GRAFIAS (válidas em TODO o espaço da língua portuguesa, mas correspondentes a pronúncias NACIONAIS) vai gerar o caos, com a sua disparatada «facultatividade obrigatória».
Aconselho-lhe o livrinho de António Emiliano, «O Fim da Ortografia». Convém estarmos preparados.
Colha uma vaca e um boi, uma galinha e um galo, um crocodilo e uma crocodila, etc.
Vaia cortando uns eucaliptos e construindo a arca.
Prepare-se.
Outros simplesmente mudarão uma pequena parte dum texto. Sem aflições.
#232
Que invejável, a felicidade das almas (e das ovelhas) simples! Porque é que eu nasci complicado?
Acima Funchal falou muito bem. Agradecem-se colaborações atinadas como a dele.
Caro Aloquete, mais vale uma mau acordo que nenhum acordo. Suponha o seguinte cenário: a Academia Brasileira num afã chauvinista criava uma nova ortografia aproximando-a às características das falas do Brasil, e decidia chamar à língua que falam de língua brasileira, como fazem na Galiza. Em que posição é que ficava Portugal? O que é que fariam os africanos? Não é de supor que aderiam a essa norma?
#235
Exacto, Funchal. Você di-lo muito claramente. Foi sob a pressão (não direi logo chantagem, mas é questão de grau) do Brasil, e com medo português da deriva brasileira dos africanos, que este Acordo foi feito.
Mas você vai mais longe, quando (em #230) afirma: «Já é meritório que os brasileiros discutam connosco os termos de um acordo».
Olhe: se as cousas puderem enxergar-se por essa banda, então somos os portugueses uns lampantins, uns taleigueiros. Se quadra, somos mesmo! E andam os galegos abraiados connosco... Pobrinhos!
[Como vê, comecei a passar-me].
Caro Aloquete,
»Porque é que eu nasci complicado?«
Não creio que seja complicado, o texto que aqui postou parece-me muito atinado e clarividente, creio apenas que não leva os seus credos até às últimas consequências, ou então leva e não explica o que deixa suspeitas nas nossas almas de mortais mais simples. Um bom exemplo disso e aquilo que é mais utilizado para o atacarem é o não apontar as malfeitorias da RAG que são por demais evidentes. Sei que é partidário da grafia AGAL e contra o AO, posição defensável e legítima (embora eu não a partilhe). Aquilo que já não me parece coerente é sencundarizar os malefícios da grafia RAG pois creio que diz que o galego pode perfeitamente ser preservado em grafia castelhana mas por outro lado passa-se com o AO que considera uma ameaça para o português... em que ficamos, ou algo me continua a escapar? Dois pesos, duas medidas?
Aloquete, não vale a pena passar-se, pois ainda tem algum ataque cardíaco e esta questão ortográfica não vale isso. Mas a realidade é esta, o Brasil passou definitivamente para a frente na liderança do mundo lusófono, fê-lo não só pela quantidade de falantes mas mais importante que isso pela influência económica que tem no mundo, é já hoje a 8ª potência em termos de PIB. Quanto a nós só nos resta estar orgulhosos pelo facto de ter estado na origem desse país irmão, e de termos a certeza que a nossa língua e muito da nossa cultura está viva não só lá mas também em outros cantos do mundo,e isso não é ser todos esses termos galegos que mencionou.
Um abraço
Caro Lisboeta,
Começo por dizer-lhe que os partidários do galego normativo não são aqui meus interlocutores. Não me ocupo deles. Mas muito menos o faria sob qualquer pressão, mesmo amigável, como a do Suso. Ponto final.
Mas há uma coisa que eu sempre disse, e mantenho. Um erro fundamental da AGAL foi, quando se formou, não ter DECLARADO que a normativa da RAG - por deficiente que fosse - era do idioma que na Galiza de chama galego e que para você e para mim é o português. Tivesse a AGAL, há 25 anos, feito semelhante DECLARAÇÃO, teria tido incomensuravelmente mais espaço de manobra, poderia ter tratado a RAG de igual para igual. Hoje é tarde para fazê-lo. Resta a confrontação.
Eu fi-lo, sim, na entrevista de que citei acima passagens: ao aceitar que me transcrevessem em normativo e ao fazer-se-o nesse sítio. Fui, até hoje, o único português a declará-lo. Isso dá-me, a mim, um espaço de manobra que nenhum outro têm. Posso agora olhar, olhos nos olhos, a qualquer galego.
De resto, na capa da revista verá, literalmente, isto: «Na Galiza, o meu idioma chama-se galego». Que os reintegracionistas mo agradeçam, ou não, isso já não interessa puto.
P.S.
Literalmente (fui agora verificar) está na capa da Grial:
«Na Galiza a minha língua chama-se galego».
Coisinha de nada. Mas está dito e está lido.
Caro Aloquete,
»Tivesse a AGAL, há 25 anos, feito semelhante DECLARAÇÃO, teria tido incomensuravelmente mais espaço de manobra, poderia ter tratado a RAG de igual para igual. Hoje é tarde para fazê-lo. Resta a confrontação.«
Creio que se trata de uma questão de perspectiva. Por tudo o que li, o reitegracionismo foi colocado na RAG numa situação insustentável. o que levou ao afastamento actual. Pela mesma ordem de razões se tivessem dado a benção às decisões da RAG, hoje seriam coniventes com o estado que o galego chegou, demonstrado recentemente pela própria RAG ao estilo "não tenho nada a ver com isso".
25 anos em que a RAG demonstrou à saciedade a sua incompetência e má consciência perante a Língua. Porque não pactuou, a AGAL e hoje a AGLP têm "de facto" perante os galegos autoridade moral para afirmar a sua fidelidade à Língua e demonstrar que o lado oficial apenas supervisionou (de forma calada e subreptícia) a substituição linguística face ao castelhano.
Há alturas da história em que a sociedade civil se sobrepõe ao oficialismo. A RAG tal como existiu nos últimos 25 anos morreu R.I.P. . As últimas notícias em discussão num fio ao lado demonstram o que estou a dizer. Só uma falta de vergonha do tamanho das benesses, evita uma demissão colectiva.
»Resta a confrontação. «
Acho que nem isso, hoje bater na RAG é bater em mortos. Que o seu patrono Franco os leve a todos para o seu infernal assento .... Agora fui eu que me passei um bocadinho ...
»«Na Galiza a minha língua chama-se galego».
Coisinha de nada. Mas está dito e está lido.«
Não é uma coisinha de nada! É tudo! Então para quê a necessidade de procurar o Graal da prova irrefutável, se como disse »Como lingüísta, eu sei que o galego e o portugués son a mesma lingua: todo aquilo en que estruturalmente difiren das outras linguas latinas, téñeno en común. Se non son entón a mesma lingua, somos todos parvos.« Isso não é prova irrefutável suficiente? o que me está a escapar a mim que não sou linguísta?
#242
Ó Lisboeta! Calmaí, por favor. Quem é que aqui pediu ao reintegracionismo que «desse a bênção às decisões da RAG»? Quem? Não eu.
O que eu disse, e agora em capitais, é que O REINTEGRACCIONISMO PODERIA TER DE-CLA-RA-DO O GALEGO DA NORMATIVA RAG COMO FORMA (DEFICIENTE, OK, MAS FORMA) DO NOSSO IDIOMA. Tal como o dialecto capira - só um exemplo - o é. A partir desse momento, tinha uma palavra a dizer NA GALIZA sobre o galego. Não precisava de andar a pedinchar reconhecimento alhures.
Agradeço que leia o que eu escrevo e não entre logo em órbitra. Eu tenho trabalho em Portugal, e julgo que não pequeno, de divulgação do reintegracionismo. Não preciso de vir aqui fazer prova de correcção política.
Desculpa que tenha de dizer-lho assim.
Corrijo: Dialecto CAIPIRA, of course.
#242
P.S. Lisboeta,
GRIAL (e não GRAAL: percebo o graça, mas não me parece tremendamente feliz) é uma importante revista de de divulgação cultural na Galiza. Talvez interesse lembrar-lhe que nela colaboraram alguns portugueses, como o grande Rodrigues Lapa, e até alguns dos actuais Académicos da "AGLP" como Martinho Montero e Celso Álvarez Cáccamo (este, e muito bem, em normativa RAG).
Talvez você gostasse de saber.
Caro Aloquete,
»O REINTEGRACCIONISMO PODERIA TER DE-CLA-RA-DO O GALEGO DA NORMATIVA RAG COMO FORMA (DEFICIENTE, OK, MAS FORMA) DO NOSSO IDIOMA.«
Reconhecer isso equivaleria a dar legitimidade a um processo de metamorfose, à progressiva dialectização em direcção ao castelhano? Porque é que se deveria reconhecer isso? E numa revisão seguinte, (como aliás é sugerida ao dizerem que as pessoas deixam de falar galego, porque o actual galego RAG está cheio de lusismos.......) deveriam continuar a reconhecer?
Posso-lhe garantir que se um dia Portugal se visse confrontado com semelhantes indivíduos a destruirem a língua, a reacção dos portugueses seria muito menos branda que a dos reintegracionistas. O pior é que não estamos livres disso com o Sr Luís Filipe Menezes a promover aulas em RAG no Norte de Portugal. Um sonho para alguns galícios defensores duma Gallaecia Espanhola, e um pesadelo que os portugueses dispensam.
Caro Aloquete,
»GRIAL (e não GRAAL: percebo o graça, mas não me parece tremendamente feliz)«
A sua super atenção aos detalhes e inteligência por vezes perde-o. Posso-lhe garantir que estava a milhas desse trocadilho ... Quando referi Graal quis-me apenas reportar aquilo que você próprio já designou como grande objectivo que tem (provar de forma irrefutável que galego e português são a mesma língua) e citei-o perguntando-lhe, o que mais precisa uma vez que diz que como línguista o galego e o português preenchem todos os requisitos para serem designados a mesma língua?
#233
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Felicidade a sua. O senhor raiva com o seu 'traje' porque não está 'feito' à medida.
Cá temos um problema de direitos humanos. Em palavras de Beiras, um genocídio cultural. O nossa língua ensina-se pouco nas escolas. Nalgumas nada. Menos nas universidades. Os que a empregamos somos tratados de pailães em muitos âmbitos.
E ainda por cima temos de escutar as suas cuitas super-transcendentes de trajes y hechos. E reconhecer e louvar aos consentidores do oficialismo.
Felicidade a sua, que anda a predicar no mundo dos galegos em prevenção dos males acordatícios (para Portugal). Não afogue no vaso de água.
Este aloquete há já tempo que pós o "piloto automático", o seu discurso é muito previsível, o ghicho abalhoa. Tal coma eu prognostiquei acima em #206, encol do que esperar deste indivíduo que antes de se pronunciar claramente sobre a perversom da ortografia e doutros aspetos do galego oficial, que eu pedim, que o suso pediu, que o lisboeta pediu e que outros venhem pedindo por activa e por passiva, preferiria escolher uma ruta "tangencial", os seus comentários subsequentes cumpriram, com efeito, o meu "pronóstico":
-Prognostiquei eu: "Como muito dará um linque para um papelzinho que escreveu em qualquer lugar para amosar o grande descobrimento do século XX, que galego e português som a mesma língua ..."
Com efeito, o aloquete cola e pasta um seu contributo a uma revista galega (#221)
-Prognostiquei eu: "... esperem talvez uma retórica para aludir à insuficiente inteligência ou à qualquer outra fraqueza imaginada..."
Com efeito, o aloquete escreve em #211 "Raça de patetas!", referindo-se já sabemos a quem (com certeza, nom aos defensores do galego oficial).
Com efeito, o aloquete escreve em #233, com referencia ao ovellaquemira: "Que invejável, a felicidade das almas (e das ovelhas) simples! Porque é que eu nasci complicado?"
Com efeito, o aloquete escreve em #239, "... os partidários do galego normativo não são aqui meus interlocutores. Não me ocupo deles. Mas muito menos o faria sob qualquer pressão, mesmo amigável, como a do Suso. Ponto final."
-Prognostiquei eu: "... esperem uma alusóm ao desvairo dos lusistas ..."
Com efeito, o aloquete escreve em #211, "... não enxergas aos que, na sombra, podem estar executando essa exacta agenda (diabólica) ..."
Com efeito, escreve em #224: "...Construís uma Portugal e um português à vossa medida, e é a partir disso que medis a realidade alheia."
Com efeito, escreve em #229: " ... sua posição (que sei ser a VOSSA posição mais comum) é tremendamente decepcionante: vocês engoliriam qualquer porcaria que se vos servisse. Que poderá, assim, tomar-vos a sério?"
Em suma, o aloquete, tal coma eu dissera, nom ia escrever uma linha para condenar o modelo do galego oficial. Bota as culpas à AGAL por nom ter reconhecido o modelo oficial, ou ao desvairo dos lusistas, à maldade dos que tal declaraçom lhe pedem, ou simplesmente enfia por outros argumentos.
É claro que o aloquete nom vai escrever uma linha para criticar sem ambiguidades (tam inambiguamente como critica o modelo dos reintegracionistas) o modelo oficial do galego.
Fica por tanto, desqualificado para criticar o modelo reintegracionista.
Mas ele seguirá a esbardalhar, desqualificar e insultar os que nom pendsam como ele, isso sim, com grande ingénio.
#247
Ah, Lisboeta, ainda Portugal está a milhas de reconhecer o galego, qualquer forma de galego, e já você desembesta contra os «destruidores do idioma».
E não me diga que a mirífica Academia das Ciências de Lisboa vai proximamente declarar o galego uma forma de português. Se alguém teria razão para uma boa gargalhada era eu. Nunca eles escreveram UMA LINHA sobre o galego, talvez nem sequer sobre a Galiza - e iriam agora proclamar, a um povo extasiado, que a língua da Galiza é português?
Você está a ver esses gajos a fazerem-no? Eu não lhes descubro grande vocação para o martírio por (místico, espero) apedrejamento público.
Aliás, e para sua informação. A normativa RAG é ensinada em duas universidades de Lisboa (além de várias no mundo inteiro). A melhor revista de professores, Página da Educação (que agora vai prosseguir online), colocou vários artigos em normativa RAG que achou de interesse para os professores portugueses.
Digo-lhe uma coisa: se você tem essas fúrias contra a normativa RAG, faça alguma coisa aí em Portugal. Denuncie, destrua, faça o que lhe parecer melhor, mas FAÇA qualquer coisa.
#251
P.S. Duas Universidades, e as maiores. A Universidade de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa. Assim saberá onde pôr o seu cartaz de protesto... ou alguma intervenção mais sensível.
#251
Sim, fica ainda mais claro (se tal for possível): as críticas ao modelo galego oficial que as façam outros, o aloquete já tem davondo com desvendar a conspiraçom dos (desvairados) lusistas galegos ...
#251
P.S.2
Ah, ah! E amanhã lemos no «24 horas», a toda a extensão da página:
LISBOETA SEMEIA O SUSTO NOS ESTUDOS GALEGOS DA UL.
Por tanto, se o aloquete nega legitimidade ao discurso dos reintegracionistas por se terem negado a reconhecer o galego oficial, pola mesma o aloquete fica desqualificado para criticar o reintegracionismo, por se ter ele negado (com grandíssima teima) a criticar o galego oficial.
A ver se assim fazemos com calar-lhe a boca ao bardalheiro este hipócrita.
»Aliás, e para sua informação. A normativa RAG é ensinada em duas universidades de Lisboa (além de várias no mundo inteiro). A melhor revista de professores, Página da Educação (que agora vai prosseguir online), colocou vários artigos em normativa RAG que achou de interesse para os professores portugueses.«
Não preciso de lhe dizer que ensinar Galego RAG numa universidade não tem nada a ver com disseminá-lo numa população segundo o plano do Sr. Menezes.
»E não me diga que a mirífica Academia das Ciências de Lisboa vai proximamente declarar o galego uma forma de português.«
Então prepare umas boas gargalhadas porque a incorporação nos dicionários do léxico específico galego, já é um reconhecimento implícito.
»Digo-lhe uma coisa: se você tem essas fúrias contra a normativa RAG, faça alguma coisa aí em Portugal. Denuncie, destrua, faça o que lhe parecer melhor, mas FAÇA qualquer coisa.«
À escala do que me é possível fazer, faço-o todos os dias no contacto com aqueles com que me relaciono. Reconheço que não é muito, mas sinto que estou a fazer a minha parte.
»Você está a ver esses gajos a fazerem-no? Eu não lhes descubro grande vocação para o martírio por (místico, espero) apedrejamento público.«
Acho que tem aí um ponto, mas também acho que o seu (deles) imobilismo natural vai fazer com que façam o reconhecimento explícito. Por outro lado acho que não são todos iguais, talvez o surpreendam ainda.
»LISBOETA SEMEIA O SUSTO NOS ESTUDOS GALEGOS DA UL.«
Ah Ah .... Aí, só o Aloquete poderia ser ouvido. Se se levantar questão idêntica no IST ou na OEngenheiros garanto-lhe que a minha voz seria ouvida.
#256
Caro Lisboeta, deixo-o com as suas doces hipóteses. Sabe que haverá sempre aqui macios ombros galegos onde chorar.
Óptimo, há âmbitos onde poderá espalhar boas novas. Avance.
Quanto ao reconhecimento EXPLÍCITO do galego como forma de português pela Academia das Ciências de Lisboa... mais depressa se verá Bento XVI a distribuir preservativos na Praça de São Pedro.
Funchal (#238), só unha precisión:
"Quanto a nós só nos resta estar orgulhosos pelo facto de ter estado na origem desse país irmão".
Niso non podo estar de acordo. Ninguén debe estar orgulloso de que o seu país, calquera que sexa ese país, teña invadido e colonizado outro. As colonizacións son sempre rexeitables porque son agresións, actos de rapiña e moitas veces xenocidios. Todas as colonizacións da Historia.
»Quanto ao reconhecimento EXPLÍCITO do galego como forma de português pela Academia das Ciências de Lisboa... mais depressa se verá Bento XVI a distribuir preservativos na Praça de São Pedro.«
Para mim a presença na sessão inaugural da AGLP já é uma forma de reconhecimento explícito. O que espera, uma conferência de imprensa na abertura dos telejornais? O reconhecimento para todos os efeitos está feito, e ainda não vi reclamações públicas nem qualquer clamor ...
#261
Lisboeta, você é sensível (eu também) às "relações públicas". Importante era que essas mesmas pessoas, regressadas a Portugal, tivessem tido algum gesto PÚBLICO consentâneo. De interesse pela Galiza, de apoio ao galego, qualquer coisa nesse sentido.
Já se passaram seis meses. Deu por alguma coisa?
P.S. E não dê o exemplo da recepção, esta semana, da "AGLP" pela ACL. Aí estamos ainda em... relações públicas. Inter-académicas. Em quartos fechados. E discretos restaurantes.
»De interesse pela Galiza, de apoio ao galego, qualquer coisa nesse sentido.
Já se passaram seis meses. Deu por alguma coisa?«
Sejamos justos, exceptuando o que respeita ao AO, já os viu ter interesse por ALGUMA coisa nestes últimos tempos, mediaticamente falando, é claro... Imagino que possam estar em fervilhante actividade nos seus gabinetes queimando pestanas ...
Para descontrair, algumas lindas palavras galegas (em norma AGAL):
ABEIRO
BÁGOA
CADOIRO
DEVEZO
ESGRÉVIO
FAIADO
GADOUPA
HERDANZA
INGEL
LANZAL
MAÇAIRA
NÍDIO
OURA
PEIRAO
QUENDA
RINGLEIRA
SALOUCO
TRIGANÇA
UZ
VALDEIRO
ZAPÓM
Seria impensável que não estivessem na "lista".
O Lisboeta ainda nom sabe "quem" é o aloquete, que tipo de indivíduo é, mas tudo se andará, também a mim me levou muito tempo saber ler "entre as suas linhas" para compreender quais som os seus verdadeiros motivos e cuitas para com o galego. Ele intenta, com grande retórica e tergiversaçom, levar as augas para o seu muinho podre. Nom hesita em empregar a adulaçom, mesmo a mentira, para atraír as opiniões das pessoas para si próprio. Ou o escárnio e as desqualificações injustas quando lhe sai.
Repare o Lisboeta: o projecto reintegracionista nom é apenas ousado, tem "ainda por cima" várias fraquezas. Mas é um projecto bastante coerênte e basicamente consequente, a diferença do modelo oficial, que ademais disso nom se pode dizer que tenha sucedido. É irrealizável o modelo reintegracionista comandado polas pessoas da AGLP? Está por ver, ainda que semelhe que sim possa estar condenado ao fracasso. Há aí gente que leva muitos anos enleada na mesma loita e por tanto curtida de mais e atrincheirada numa posiçom intransigente perante o adversário? Moi possivelmente. Exactamente igual que no bando adversário. Há aí gente de talante fanático? Pode ser, como em tudo movimento minoritário e radical. Justificam estas e outras fraquezas a descalificaçom global do reintegracionismo "radical"? Nom. Em tudo caso o deles é um projecto, radical ou nom é um projecto. E nom um projecto de terroristas ou desvairados, simplesmente um projecto ambicioso e ousado pola nossa língua e cultura. E estám a criá-lo desde uma completa marginaçom, e nom sempre voluntária. Merecem mais respeito do que o aloquete lhes amosa.
Eu, pessoalmente preferiria uma norma galega para os galegos, uma norma ainda mais dialectal do que a norma AGAL (esta que eu aqui estou a mal-empregar), com ortografia nom castelhana, claro. Acho que a adopçom da norma do Acordo ou duma norma portuguesa é um passo demasiado alongado para os galegos, e que só pode ser considerada como estratégia acertada enquanto:
a) faro testimonial para as futuras geraçóns de galegos, nom para as presentes, que seica nom poderám "digerir" o conceito do "português da Galiza".
b) Estratégia de pressom para o galego oficial travar a sua deriva cara ao castelám. Quer dizer, se o galego oficial "virasse mais lusista", em qualquer aspecto, devido à pressom do lusismo radical, entom ese lusismo radical teria sido um mais que nobre projecto pola língua e culturas da Galiza, mesmo que nom saisse da marginaçom (certo que essa "pressom lusista" fez com que o galego oficial virasse "hiper-galeguista" e lusófobo, mas esse arredamento foi uma estratégia consciente e malévola dos oficialistas em tempos em que era mais doado agochar a verdadeira natureza do galego ao povo, o qual agora já nom é possível).
Por enquanto, pedir àqueles que levam nessa trincheira tantos anos ou décadas sairem desarmados é a verdadeira proposta desvairada. Nom vam rendirem nem um centímetro ganhado na sua loita (desigual). Nem dum lado nem do outro. Essa é a tragédia galega que eu entendo estamos a presenciar. O aloquete está a pedir àqueles dum bando para sairem da sua trincheira. Se a sua "ideia" se materializasse (o que evidentemente nom vai acontecer) já sabemos o que ia passar, o que iam fazer desde a outra trincheira. Se o aloquete fizesse a mesma petiçom aos da outra trincheira, entom estaria perfeitamente justificado. Mas nom o faz, seja por cobardia, seja porque nom lhe interessa realmente. Decida o Lisboeta qual das duas hipóteses é a boa (ou mesmo se há uma errada).
O aloquete é simplesmente um indivíduo de triste figura, da mesma arnaxe que um Torquemada inquisidor. Ele é um fanático, obsesionado com a sua própria ideia da língua, e do seu país. Qualquer ameaça contra delas merece a sua mais apurada verborrea e despreço. As acusações que ele faz contra os outros som as que com mais razom se podem tornar contra ele próprio. Mas ele ainda nom se decatou, tam obcecado com duas ou três árbores ele está que nom ve o bosque.
Repare: eu som lusista, sim, mas nem quero ser português nem perder as peculiaridades galegas. Eu som moi crítico do galego oficial, como nom podia deixar de ser. Eu estou disposto a sacrificar algumas dessas peculiaridades pola maior saude e sobrevivência do galego. Eu defendo os lusistas radicais porque sem eles eu para já nem estava a escrever ou opinar aqui. Pois bem, para o aloquete eu som um desvairado lusista traicioeiro. Esse é o home de que estou falar: ele nom é diferente dum desvairado lusista qualquer, simplesmente está do outro lado do espelho.
#266
Eis um discurso coerente, que traça de mim um retrato justificável, ou mesmo um retrato possível - o que não significa que seja o verdadeiro. O sr. Hispanico (cuja identidade ignoro) prova-se perplexo ante um fenómeno (a minha intervenção aqui e alhures) que, de tão insólito, não fornece pontos de referência. Compreendo-o, pois, inteiramente, e até me honra ser objecto de tão porfiada busca.
Perante situações complexas (e a da língua da Galiza é-o em grau extremo), é absolutamente esperável surgirem indivíduos numa espécie de “não-lugar”. O deles é, AO MESMO TEMPO, o lugar certo e o lugar errado. É provavelmente o meu, e não só o meu: poderia apontar dois ou três casos fascinantes galegos, mas não aponto porque, se lessem isto, poderiam deixar, ipso facto, de o serem.
Mas dou um exemplo antigo. Quem, diante do problema linguístico galego, se achou em 1973 num “não-lugar” foi Manuel Rodrigues Lapa. Ele teve a ousadia, ousadia algo divina, isto é, fora da corriqueira lógica, de propor aos seus amigos galegos (o artigo na Colóquio-Letras é, na explícita intenção, uma conversa à lareira com Ramón Piñeiro) que adoptassem o português como “forma culta do galego”. Passados quase 40 anos, ainda essa proposta ilumina os caminhos de bastantes reintegracionistas.
Simplesmente, a razão “histórica” em que se fundamentava a proposta de Lapa (ser o português a forma que o galego teria alcançado, se o tivessem deixado livre) é intrinsecamente errada. O português – para exprimi-lo dramaticamente – foi muito cedo infiel à herança galega, ao maciçamente castelhanizar-se (mais exactamente entre 1400 e 1700). Assim, o português actual é, de cima a baixo (e como tenho vindo demonstrando), UM GALEGO ALTAMENTE CASTELHANIZADO: no seu léxico, na sua semântica, em alguma morfologia, em muita fraseologia. Defendo que o português teve ingentes vantagens na sua castelhanização, mas também que é papel nosso, dos vivos, manter-nos alerta e críticos a tal respeito, para não delapidarmos, mais ainda, a herança galega.
Foi isto o que Lapa não viu - e provavelmente nem poderia ver, como muitos outros não viram e não vêem. Mas os seus seguidores estão a tempo de evitarem cometer dois erros gravíssimos: o de APORTUGUESAREM sem critério o galego (o que poderia arrastar uma suplementar castelhanização) e o de, cegados pelo português, como outros pelo espanhol, contribuírem para ainda maior perda das ESPECIFICIDADES galegas.
Desde há bem cinco anos, venho insistindo, junto de reintegracionistas, nestes exactos pontos. Foi preciso o sr. Malaca Casteleiro, um dicionarista português, dirigir o ano passado um convite a certa entidade reintegracionista galega (fornecer uma lista de 600 palavras galegas, destinadas ao seu dicionário) para que, do reintegracionismo, e pela primeira vez, se pensasse em termos estritamente GALEGOS, isto é, com explícita exclusão do português. Devo, só, acrescentar que essa entidade não era a futura Academia Galega da Língua Portuguesa, que agora vem colher os louros.
Fernando Venâncio
P.S.
1. O processo por que o português passou entre 1400 e 1700 foi o duma autêntica SUBSTITUIÇÃO LINGUÍSTICA, do mesmo tipo da actualmente assinalada na Galiza.
2. A tomada de posição de Lapa veio a ter, nas circunstâncias galegas vigentes, um efeito perverso. Pôs nas mãos dos radicais espanholistas a "prova" de que o "perigo português" era iminente. A primeira grande vítima seria, como é sabido, Carvalho Calero. Repito: Rodrigues Lapa estava, ao mesmo tempo, no lugar certo e no lugar errado.
Caro Hispanico
»Em tudo caso o deles é um projecto, radical ou nom é um projecto. E nom um projecto de terroristas ou desvairados, simplesmente um projecto ambicioso e ousado pola nossa língua e cultura. E estám a criá-lo desde uma completa marginaçom, e nom sempre voluntária. Merecem mais respeito do que o aloquete lhes amosa.«
Concordo a 100%; numa situação destas ser razoável implica ser radical. Não o ser é ir na onda da destruição da língua. E acho que o Aloquete com o seu hiper-criticismo aos "lusistas radicais desvairados" se transforma num alvo de ataques de todos os ressentimentos. Ao "tomar as dores" da RAG leva com tudo o que não se consegue atirar ao Sr. Barreiro que, ao contrário do Aloquete que embora não explique tudo o que lhe vai pela cabeça, pelo menos discute e dá a cara. No entanto admiro o trabalho do Aloquete e só tenho pena que ele se preste ao papel de "cordeiro pascal", ele vale muito mais do que isso, na minha opinião.
#267
E porque a variante portuguesa de Portugal da nossa língua tenha muitos castelanismos aceites, os galegos não devemos empregar o Acordo para escrever a nossa variante galega?
Haverá pessoas mais teimudas na conservação do seu património e na extirpação de castelanismos da sua língua que os reintegracionistas?
Sabe aquilo dos alhos e os bugalhos?
Caro Aloquete,
»1. O processo por que o português passou entre 1400 e 1700 foi o duma autêntica SUBSTITUIÇÃO LINGUÍSTICA, do mesmo tipo da actualmente assinalada na Galiza. «
Ainda que assim seja, obviamente não justifica que se deixe condenar o galego à mesma sorte. Percebo a lógica do que diz, quando refere que o Galego corre riscos de castelhanização por via do Português, mas vai concordar comigo que com o Espanhol corre mais riscos (diria mesmo garantias) de castelhanização do que com o português, certo? Além disso, acho que devia confiar mais nos reintegracionistas para saberem fazer essa destrinça... Na mesma lógica do que diz em relação à RAG (a questão do reconhecimento), acho que seria mais facilmente ouvido pelos reintegracionistas se lhes desse o crédito que merecem por conseguirem fazer as coisas que fazem, apesar da adversidade. Nesse sentido, os ataques que publicamente faz à AGLP (mantendo-se em silêncio público em relação à RAG) não ajudam a que as suas contribuições possam ser acolhidas de forma mais positiva.
Se bem entendo as entrelinhas da lógica que defende, tem preocupação com a manutenção do galego num estado de pureza "virginal" (tanto quanto possível), e daí que se preocupe com a deriva lusista. Mas o galego actual é cada vez menos virginal e mais castelhanizado. Se a deriva castelhana não for parada já, não fica nada para salvar. Ao contrário do nosso período de submissão oficial à Espanha (60 anos) o da Galiza é dez vezes superior e nunca tivemos uma RAG a virar a nossa língua de forma premeditada para o castelhano. Outra diferença, é de que segundo creio o Aloquete afirma muitos castelhanismos colmataram certas "deficiências" do Português, o que faz dessa evolução uma evolução "inteligente". O processo de substituição galego por outro lado é completamente "forçado" e sem critério até à sua transformação final num dialecto castelhano. Só isso, torna os processos não comparáveis. A única coisa que vejo de comparável terá sido o modismo que por exemplo, substituiu os repolos por repolhos ou, tão ou mais grave nos dias de hoje dizer que as bolsas (ou qualquer outra coisa) SEGUEM em baixa, coisa que há apenas 20 anos atrás não se ouvia.
Caro Lisboeta,
é de muito agradecer o interesse honesto pola língua e cultura galegas que portugueses coma o lisboeta estám a amosar aqui. O lisboeta já atingiu o cerne da questom. Mas erra numa cousa: o valor do aloquete no debate. Como explicar a bile deste home nele?
Repare: eu som un neófito no debate. A pesar da minha simpatia pola causa reintegracionista, como galego, eu venho pedindo aqui e nos foros do Portal Galego da Língua, sob o alcume "gascon", uma via intermédia para o galego, o que basicamente quer dizer a adopçom da ortografia portuguesa, um maior rigor para desbotar os castelanismos flagrantes ou innecessários e a recuperaçom do léxico específicamente (com respeito ao português) galego, além da (re)criaçom dum modelo prosódico mais fiel ao galego rural (por ser o menos castelanizado e o dos "paleofalantes") e nom calcado do castelám. Tem-se-me dito (e convencido) que essa via nom é possível, já que há um "atrincheiramento" dos debatentes em dous bandos: o galego-português e o galego espanhol. Mas a medida em que me vou enleando no debate eu tenho-me visto levado "numa vertigem" para o primeiro deles, com a fe do converso. Ainda assim, como observador (que som) devo sair dessa trincheira e fazer uma análise mais profunda e honesta: o aloquete está certo em salientar a idealizaçom e distorsom que os reintegracionistas estám criando-se da língua galega. Mas a sua nom é uma simples exposiçom deste conceito, mas um discurso de desqualificaçom e ataque ad hominem. Claro, ele está numa trincheira.
Repare, caro lisboeta: por que é que ele insiste sobre a minha identidade (aqui e noutros foros), assinando de quando em vez com o seu nome, como invitaçom a que eu faça o mesmo? Simples: ele quer conhecer quem é o seu "adversário", quais som as suas fraquezas as suas forças. Ele está enleado numa loita. Mas a identidade deste "adversário" é completamente irrelevante, nem é linguísta nem faz parte de nengum grupo político ou cultural, ele (eu) é simplesmente um galego na exploraçom da sua identidade e a do seu povo, e com um interesse normal para a preservaçom dessa cultura da que faz parte.
Uma chamada ao debate dum "neutral" (eu), entre reintegracionismo radical e moderado, é interpretada e suspeita polo aloquete como a chamada dum radical. Típica atitude defensiva e de trincheira. Poderia até dizer que o aloquete "swallowed the bait" que eu lhe lançei (se bem, enfeitada de radicalismo para o aliciar melhor).
Quer dizer, o aloquete está a confirmar o que os reintegracionistas radicais me disseram: nom há via intermédia, todos estam atrincheirados.
Chegados a este ponto, mesmo como observador, e enquanto nom fique demonstrada a possibilidade duma via intermédia (a qual deveria ser a contribuiçom do aloquete, mas é claro que fracassou nisto) eu tenho que escolher um bando. Nom tenho claro se a minha profunda antipatia polo aloquete é mais de tipo pessoal ou é que ele é "mouro" e eu "galego", quer dizer, que as suas retóricas resultam cansativas e ofensivas para um galego coma mim. Mas isso é também irrelevante neste debate DE IDEIAS.
Fica claro, nom se engane amigo lisboeta, que o aloquete está numa e apenas NUMA das duas trincheiras. Ele já nom faz parte do debate de ideias, ele é um soldado mais desta guerra. E enquanto houver guerra, eu torço polos seus adversários.
#270
«E porque a variante portuguesa de Portugal da nossa língua tenha muitos castelanismos aceites, os galegos não devemos empregar o Acordo para escrever a nossa variante galega?»
Distinga, Ovelha. Lembre-se dos alhos e dos bugalhos... Uma questão é lexical ou fraseológica, a outra é ortográfica. Não é pela ortografia que entram os castelhanismos. No Portugal de hoje, eles entram simplesmente pela publicidade. Ou (como bem recorda o Lisboeta) pela linguagem jornalística (as bolsas "seguem em alta"). Quanto à grafia do galego, devem ser os galegos a escolhê-la: segundo o Acordo de 1990, na Norma Agal, na normativa RAG, em morse, ou em batuque.
«Haverá pessoas mais teimudas na conservação do seu património e na extirpação de castelanismos da sua língua que os reintegracionistas?»
Que quer que lhe diga? Quanto mais "lusistas", mais a sua escrita é castelhanizada. Veja um exemplo corriqueiro e recente. Um Sr. Académico da AGLP escreveu num fórum: «Já está bem de trabalharmos para o bispo». Isto só se entende traduzido para castelhano: «Ya está bien de trabajar para el obispo». Escreveu-se em português, mas é uma 'inside joke' para espanhóis. Um português diz, neste caso: «Já chega de trabalharmos para o boneco».
Inocente? O problema é que estas inocências são inúmeras. Poderia dar-lhe bastante mais, e mais graves, exemplos. Você vê solução para isto? Se vê, diga.
Um português. Mas é português que isso escreveu?
O português não é de Portugal, senhor Venâncio.
Venham as jokes espanholas a mim, se na Galiza se seguir falando galego. Você TEM UM GRANDE PROBLEMA, A DISTORÇÃO DOS PROBLEMAS DA NOSSA LÍNGUA NA GALIZA.
É como se a um australiano lhe preocupasse a entrada de galicismos polo Inglês de USA, levando a França invadida media Austrália.
Quer dizer: preocupa-lhe a entrada de castelanismos polo Português de Portugal, mas não a total substituição do Português galego polo Castelão de Espanha.
Nem isso. O que lhe preocupa é o Acordo. Quer um Portugal e um Português à medida um do outro. Pequenos. E crê que vindo-nos dizer aos galegos e galegas o que temos de fazer com a nossa língua vai ajudar a ver cumpridos os desejos. Tão pouco o estimam no seu Estado?
Aí tenhem o aloquete saindo com o anzol nos beizos, em #273
Todas as suas retóricas som isso, retóricas. O que conta de verdade é o que diz em #273. Eis a sua verdadeira cuita. E para dar conta dela ele é capaz de fazer-se mais galego que um galego. E vai dar a sua vida intelectual por ela, nom duvidem.
Parabens aos isolacionistas galenholes, tenhem um ótimo aliado.
#227
Suso, dizes
“Fique o Acordo anulado. Daquela, os reintegracionistas decidiremos se aderir ao modelo brasileiro, se ao português. Mas mentres o acordo ir adiante, perceberá que não temos outra opção mas que aderir...”
Também existe a possibilidade de AMOSTRAR umha norma galega do mesmo jeito que existe umha portuguesa e umha outra brasileira. Montero Santalha tem dito que a norma galega vem a quadrar umhas vezes com a portuguesa e outras com a brasileira. O feito de existir o AO nom elimina as normas, mesmo as divergências ortográficas continuarám a existir trás o acordo: António (pt) / Antônio (br).
A minha opçom, possível, real, é aderir à AGAL que tem a virtude de ser galega e reintegrada no português a um tempo. Com essa norma, a ter a Galiza poder político, é que se pode ACORDAR e nom só aderir a acordos por muito que a delegaçom de observadores da Galiza tiver sido escuitada.
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Alouete di,
Um Sr. Académico da AGLP escreveu num fórum: «Já está bem de trabalharmos para o bispo». Isto só se entende traduzido para castelhano: «Ya está bien de trabajar para el obispo». Escreveu-se em português, mas é uma 'inside joke' para espanhóis. Um português diz, neste caso: «Já chega de trabalharmos para o boneco».
E que razom hai para pensar que um académico da RAG (o seu presi, por exemplo) nom vaia fazer o mesminho? Só que escrito em ortografia castelhana nom fai incomodo algum num português!! Esse é um dos comentários que fai com que as ideias de Aloquete nom sejam tomadas em consideraçom. Mágoa.
P.S. Aloquete (é claro) di em 270
*Mas é português queM isso escreveu?
#274
Ó Ovelha, eu acho perfeito que os galegos, individual e colectivamente, se exprimam do modo que quiserem e lhes apetecer. Que isso seja claro!
Mas a questão é outra e eu peço-lhe que me siga o pensamento. Alguns galegos refundem em substância portuguesa materiais castelhanos. No exemplo que dei, materiais fraseológicos: Ya está bien "Já está bem" e Trabajar para el obispo "Trabalhar para o bispo". Isto até um computador trasntornado o consegue.
Mas óptimo, façam à vontade. Simplesmente, admitam que estão a operar "em português" COMO CASTELLANOHABLANTES. E é isso que os Senhores e as Senhoras Académicos e Académicas querem fazer-nos esquecer, ou simplesmente esquecer.
Será isto «português da Galiza»? Se for, estamos falados.
#279
1- Muito, infinitamente mais, fundem os brasucas e mais não creio que o senhor lhes vaia dizer o que têm de fazer. Pensará que tem mais possibilidades com nós?
2- O senhor tem confiança CERO nas capacidades dos galegos. Eu há 1 ano não escutara falar na minha vida do Acordo Ortográfico. E nunca uma aula que se chamasse de Português, pisei. Considera-me incapaz de, sabendo que emprego uma expressão castelã, aprender a minha própria e passar a empregá-la (primeiramente a genuína galega, e senão houver, a lusófona, que isto é a filosofia do reintegracionismo)?
3- Que pessoas na Galiza estão dispostas a fazer isso: os reintegracionistas ou os do "bueno".
4- Operamos em português como galegos, senhor. NÃO COMO PORTUGUESES. E os angolanos como tais, NÃO COMO PORTUGUESES. O português de Portugal não é critério de correcção do Português da Galiza. Desqualificá-se a si próprio quando ataca a AGLP.
levo un tempiño calado porque alá por comentarios anteriores, a cuestión empezou a derivar a ataques persoais e insultos...e foi por iso que me apartei.
pero non podo calar ante as magníficas explicacións do señor aloquete, que deixan clara a deriva cara a ningures que leva o chamado "portugués da Galiza"
fíxense ben que os reintegratas hardcore (os do comando Lisboa) son capaces de tragar con todos os castelanismos portugueses, pero rexeitan os que o galego asimilou historicamente.
a isto chámaselle COMPLEXO (ks) de INFERIORIDADE.
e por aí os galegos nunca pasaremos!
viva o galego (cos seus castelanismos incluídos)!
viva o portugués (cos seus castelanismos incluídos)!
non repudiemos a nosa historia
arriba a independencia do galego!
abaixo coa farsa da AGLP!
NOTA INTERMÉDIA
Entretanto, estou a ler a "Gramática da Lingua galega" de X. M. Freixeiro Mato, no seu volume IV, "Gramática do texto".
Este, sim, é um grande reintegracionista.
Knowledge meets courage, mr. Hispanico.
#281
Alema,
Por que COMPLEXO com ks?
#283
era por se algún reintegrata non sabía como se pronuncia :D
Bueno, toda a vida foi COMPLEJO, igual que em castelhano. ;)
#285
pois mire
non
hai textos literarios galegos de 1917 onde xa aparece a palabra "complexo"
;-)
Seriam nacionalistas desses que nos querem impor o galhego inventando.
LI-VER-TÁ, LI-VER-TÁ! Sempre se dixo COMPLEJO! XD XD
A sério, lusismos da época revolucionária: ESTRADA, LIBERDADE
Também o Manifesto NaZOnalista.
E há textos literários anteriores e posteriores onde aparecem palavras que hoje se publicam em todos os dicionários da lusofonia. PERO ESE NON É O GALLEGO DO PUEBLO!
nah
non infravalore o galego e a súa literatura, faga o favor!!!
ah! esquecía que os escritores galegos que recuperaron o noso idioma escribían en "castrapo",... segundo vostedes, claro...
efectivamente, "estrada" é unha palabra que se documenta desde finais do século XIX e "liberdade", pois tamén :-P
#289
Alema, ESTRADA e LIBERDADE fôrom denunciados como lusismos nessa altura histórica. Como também Freixeiro Mato nom era considerado utente lídimo de galego "polas nosas institució(n)s" antes da reforminha da RAG aplaudida pola AGAL diga o que dixer Aloquete.
#288
pois claro
hai que encontrar un punto de equilibrio entre o que fala a xente e a tradición histórica, pero ese punto de equilibrio non é o reintegracionismo, claro está
porque é a cousa máis artificial que pode haber
tanto, que nin os propios reintegratas saben falar ben en reintegrata ;-)
...perdón
onde puxen "falar ben"
quixen dicir
"falar e escribir ben"
#291
Home, eu nom sei falar em reintegrata e podo dizer que de neno quase nom tinha "faltas de ortografia" em ESPANHOL. Isso chama-se (de?) substituiçom lingüística. Sinto-me bem a falar espanhol, nom como o último moicano a falar em galego no Centro Urbano de Ferrol. :P
#280
Ovelha,
Faça um esforço para entender. "Português da Galiza" é uma fórmula enganosa. Não só porque demagógica, mas até ma-te-ri-al-men-te.
Aqueles que apelam para um "português da Galiza" são exactamente, dos reintegracionistas, os que mais apresentam uma escrita imbuída de castelhano. Tão imbuída, que até a si mesmos se enganam (essa ressalva lhes dou). Pelo contrário, quanto mais GALEGOS os reintegracionistas são, mais límpido e autêntico lhes sai o nosso idioma.
Pode chamar-lhe A LEI DO ALOQUETE: o problema dalguns reintegracionistas é que simplesmente não sabem galego.
O reintegrata não se fala, escreve-se.
Eu falo o Galego do rural que herdei dos meus pais. Seguro que cem vezes menos foneticamente castelalizado que o seu.
#294
aí, aí... aloquete
canta razón ten!
estivo xenial coa súa lei
hahahahahaha
vouna anotar
pero recorde tamén a lei de alema: "reintegracionismo chama sempre a máis reintegracionismo"
co cal
lei de aloquete + lei de alema = combinación explosiva!!!! :D
hahahahaha
bravo!
#295
si que se fala en reintegrata...
ou polo menos inténtase
porque o reintegracionismo non ten modelo para a fonética en galego
NON O TEN
esperte
agora mesmo están os do comando lisboa felices porque levaron tres folios con 700 palabriñas, pero os pobres non se decatan que non serve de nada...
porque... cando vai aparecer as formas verbais do galego, por exemplo? NUNCA
o castelán admite como forma "cantás" (arxentino) á par de "cantas"
o portugués na vida admitirá "veu" a carón de "veio", por exemplo
e como iso tropemil exemplos
#294 E eu, que estou farto de ouvir expressões 'lusas' nos beiços de meus avôs e meus pais, eu, senhor outorgador da galeguidade, eu... serei muito ou pouco galego?
Quem não tem ideia do que se passa na Galiza é você. Não sabe que qualquer galego que estudasse uma ou várias carreiras universitárias, tive de o fazer maioritariamente (ou só) em castelão. Quem crê que debate aqui com o você: os camponeses que conservaram a nossa língua ou os seus filhos e netos que estudaram em espanhol?
Quem não sabe galego e, especialmente parece não ter nem ideia da Galiza, é o senhor.
#295
e os seus pais non lle miran con cara de feijão cando lles fala en reintegrata? non o creo! :D :D
#298
"camponés", esa palabra taaaan galega :D :D :D
os seus pais din "camponés"????
:D :D
o de chamarme "o senhor" tamén é unha forma super-galega, pá :D :D
#297 Se aguardamos a que a Rag peça/pida que sejam admitidos, efectivamente, nunca.
É muito pedagógico ver como desmerece o trabalho que fazem pessoas que levam toda a vida lutando na defesa do Galego, e ver como se alegraria do fracasso do modelo que propõem. Tendo em conta o certificado fracasso do não-modelo Ilga... de que se está a alegrar?
#301
non home
se tanto queren o galego
que traballen por el desde outra perspectiva
e que non perdan (percam) o tempo loitando contra muíños de vento
que triunfe o reintegracionismo é tan difícil como lograr que en islandia falen todos en portugués
Vostede é melhor. Bueno... não sei. Que tal usté? É ou não é do pueblo?
"de que se está a alegrar?", di aovellaquemira. De que vai ser? Do populismo triunfante. Magoa que o Alema NOM VÊ o resultado: a eliminaçom do galego.
Ainda continuam por cá? fico maravilhado. Ui, pois quando saibam a vindoura ação do Comando...
boh
outra idea errónea
non defender o reintegracionismo é defender a eliminación do galego
en fin
#305
e vostede cale, que o teño fichado! :D :D :D :D
hai que falar mellor en reintegrata, señor EVAZSOU... hai que falar mellor e reintegraaaaata :D