Apresentaçom "O Nosso Caminho"
este vindouro sabado as 00:00 na Sala Iguana (Vigo) Skarnio apresentará o seu novo disco "O Nosso Caminho".
5€ bilhete
8€ bilhete+ CD
Sou galego e escrevo há muitos anos na norma portuguesa. Tenho estudado a evolução do galego desde o século IX altura em que a nossa língua se considera formada.
Considero que o português é galego actualizado pelo seguinte:
1-Durante sete séculos a língua foi comum aos pais dos povos que hoje habitam os territórios da Galiza e de Portugal.
2-Os povos que habitam Portugal não foram trocados nem mudaram de idioma.
3-Contudo desde a idade média até hoje passaram-se duas realidades uma em Portugal e outra na Galiza:
a) Em Portugal a língua escrita foi aculturada, não sendo escrita somente pelo ouvido, mas respeitando a origem das palavras e a árvore da sua família. A escrita foi regulamentada de forma científica sem colonização. O maior poeta e escritor português de todos os tempos viveu no século XVI na época o seu nome escrevia-se Luiz Vaz de Camóns. Hoje escreve-se Luís Vaz de Camões. Nos séculos XV, XVI em português também se escrevia as palavras “coa” “tamém” “castelán” e outras que se veêm nas páginas da Web em galego. Hoje “coa” ainda se pronúncia em português mas escreve-se “com a” porque cientificamente são duas palavras ( “com” preposição que em inglês é With e “a” artigo que em inglês é the). A palavra “tamém” os portugueses menos cultos falam “tamém” mas escrevem todos “também” por aprenderem na escola que é a contracção de duas palavras “tam” (que hoje é tão) e “ bem”. Quando alguém que domina a língua portuguesa bem lê em voz alta o galego na Web compreende tudo porque os sons são similares. A forma escrita é que é conforme o ouvido não respeitando as regras da norma escrita internacional do português. Portanto na idade média os portugueses escreviam só pelo ouvido e agora a escrita está normalizada de acordo com a linhagem da árvore da família de cada palavra. É esta a diferença.
b) Na Galiza pelo contrário a língua foi oprimida. Retirada das escolas durante séculos. Nas cidades as pessoas mais cultas foram as que mais influência do castelhano tiveram. No mundo rural foi onde o galego mais sobreviveu. Contudo no meio mais inculto. Por isso o galego na Galiza chegou aos dias de hoje como uma língua de ouvido, antiga sem actualização, quase sem escrita, descaracterizada e castelhanizada. Foi um feito heróico a nossa língua ter chegado aos dias de hoje depois de tanta opressão. Porém temos de reconhecer que chegou muito debilitada e enferma.
Temos que reconhecer que o idioma galego não chegou aos dias de hoje com vitalidade suficiente para manter o seu caracter original actualizado.
Como galego penso que temos sorte do nosso idioma se manter num país vizinho e irmão da fala e estar actualizado. Porque não se pode ter como galego do século XXI um idioma que é do século XV e por ouvido, na maioria através do mundo rural chegou ao século XXI.
O povo galego precisa de ter o seu idioma actualizado e só a norma internacional do português dá essa garantia. Ao contrário do espanhol que Espanha dita as normas do idioma, o português tem evoluído com acordos ortográficos entre os peritos de todos os países que falam português. São mais de 250 milhões de falantes nativos em todo o mundo que falam o galego actualizado na norma internacional. Nós galegos deveríamos ter também peritos no Instituto Internacional da Língua Portuguesa para representarmos as nossas particularidades e enriquecermos com elas a nossa língua comum.
A Galiza como Nação que é só terá viabilidade no contexto internacional se os galegos escreverem na norma internacional . É esta realidade que faz os colonialistas através da RAG estarem a inventar um novo idioma o “portunhol” para dividir os galegos. Já perdemos tempo (séculos) de mais.
Se o povo galego não compreender isto será sempre uma colónia de Castela dentro da chamada Espanha!!!
Como galego sinto uma enorme tristeza por ver que nem todos os galegos compreendem isto. Enquanto andarmos a discutir as normas linguísticas e não nos reintegrarmos na língua comum não temos futuro.
ja o sabemos,máis isto nom é um apartado para debater a lingua.Um saudo