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A liberdade de expresión en perigo

12:18 28/01/2008

Sabido é que, ao abeiro do acontecido nunha manifestación pola autodeterminación celebrada en Vigo a principios de decembro, están abertas causas legais contra catro persoas acusadas de ter queimado un retrato do rei de España. Alén diso, tres membros da plataforma convocante da devandita manifestación, Causa Galiza, foron multados polo mesmo feito.

Sorprende, e desagradabelmente, o silencio xeral con que se están a recibir noticias como estas. En primeiro lugar, parece fóra de discusión que a queima do retrato do rei se verificou logo da manifestación en cuestión, circunstancia que invita a extrair unha conclusión que non parece precipitada: o propósito das autoridades non é outro que o de amedoñar áqueles que defenden ideas que non son as alentadas desde os núcleos de poder, e de facelo mesmo en casos como este, nos que semella evidente que os responsábeis da manifestación garantiron en todo momento un meticuloso respeito das normas preestablecidas.

Maior relevo corresponde, porén, a un segundo feito: que se abran causas legais, e que estas poidan terminar en condenas, contra xentes que queiman unha foto do rei parece un ataque en toda regra contra a liberdade de expresión. Non se esqueza que nestes casos, e por razóns que son evidentes, non hai violencia ningunha contra as persoas, e si, e sen mais, o designio de expresar un rexeitamento, tan simbólico como lexítimo, dunha institución connotada. Por certo que no miolo da conflitiva sentencia do chamado sumario 18/98, o relativo a determinadas de redes de suposta colaboración con ETA, hai elementos dabondo para concluír, de novo, que o que está en xogo é a liberdade de expresión: neste caso as condenas, non precisamente leviáns, de moitos dos acusados fórono polo seu apoio a unha estratexia de desobediencia civil que o xuíz interpretou era a mesma que desenvolveu no seu momento ETA. Sublíñese que no caso da maioría deses condenados resultou literalmente imposíbel, sen embargo, determinar relación material algunha con ETA.

Que circunstancias como as invocadas non preocupen aos medios de comunicación e á opinión pública é un mal indicador en termos de saude democrática. E de pouco acougo serve a certificación de que, se cadra, moitas destas medidas de irreponsábel represión ben poden explicarse en virtude dos miserentos e conxunturais intereses dunha campaña eleitoral.

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Comentarios (84)

OBSERVADOR #1 28/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Não posso crer o que vejo.

ecoe #2 28/Xaneiro/2008 ecoe
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Moito hai en que a libertade de expresión, tódalas libertades, andan pendentes de un fío nas mans de estes plutócratas da clase dominante. E non frenarán ata que o abano sexa o convinte, exclusivamente o parlamentar: perfectamentye integrado e sin fisuras (eso sí, con algúns xestos para a galería, por si despistan un algo).

galeguzo #3 28/Xaneiro/2008 galeguzo
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Duas considerações:
1.- Parece-me que este artigo não atinge o nível do resto de artigos do professor Taibo. Após lê-lo sinto-me como ao começo, bastante valeiro. Se calhar não teve muito tempo para o redigir, mas sinceramente esperava uma crítica mais argumentada e menos tautológica.
2.- Não entendo o motivo de estar redigido em galego-espanhol. Sinceramente, espero que seja um acidente.

Contudo, transmito ao autor os meus parabéns polo resto de artigos seus, neste e noutros meios de comunicação.

luisfoz #4 28/Xaneiro/2008 luisfoz
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Obrigado, Carlos. Certo que é um artigo breve mas som verdades como punhos

OBSERVADOR #5 28/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Sim, punhos de manteiga.

De manteiga aquecida nos fornos do duplo ligame!

moledo #6 28/Xaneiro/2008 moledo
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Não toda a gente teve nem tem a coragem de dizer cousas assim, breves ou extensas. Parabéns.

Taibo #7 28/Xaneiro/2008 Taibo
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Tenho que fazer dois comentários de urgência. O primeiro é para Galeguzo, que leva razâo no fundamental: escrevi esse texto levado pela necessidade de denunciar o que a maioria das gentes bem pensantes prefirem calar. Mais nada. O segundo é para os meus amigos reintegracionistas: escrevi o artigo para o Diário do Ferrol, e interessava-me antes que aparecesse que manter compromisso nenhum no que diz respeito à ortografia. Alguma vez terei que falar, porém, dos esencialismos lingüísticos dos que podem viver para além do bem e do mal, e pensam que um texto é bom por estar em português ou por estar em galego da Junta. Agregarei que mesmo sendo claras as minhas opçôes nesse terreno, celebro que a gente faça o esforço de ler os artigos pelo seu conteúdo antes que pela norma na que estâo redigidos. Quando há quatro companheiros que podem terminar no cárcere de resultas de circunstâncias como as que invoco nâo terei problema nenhum en denunciá-lo com un texto na língua que for. E a manteiga é para quem pensa que o seu cantinho filológico é o ceu e tudo o demais fica no inferno.

xoselado #8 29/Xaneiro/2008 xoselado
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Parabéns polo artigo.O que boto en falta é que non haxa máis voces críticas co que está a pasar:políticos,medios comunicación,"intelectuais"...Aínda que supoño que todo ese espectro está dominado polos mesmos así que, salvo honrosas excepcións, eiquí a penas se escoita ou se le algo sobre a involución democrática na que estamos inmersos.Cal é a opinión do BNG?

OBSERVADOR #9 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Para Carlos Taibo:

1) Já que me responde (sem me nomear), também respondo eu: O assunto da língua e da cultura e da situação galega no mundo não é só um conflicto ortográfico. Escrever assim ou assado não é uma simples escolha de letras. Quem tem feito uma escolha é por razões PARA ALÉM DA SIMPLES ORTOGRAFIA. Mas a sua resposta deixa ver que você nada sabe destes assuntos.

2) Como uma pessoa que nada sabe destes assuntos pode ter credibilidade à hora de falar de liberdade de expressão? Desculpe, mas parece-me um bocado inconsequente, senhor Taibo.

3) Se o artigo era para um jornal e foi editado lá, deveria tê-lo indicado algures. De qualquer jeito, aqui em Vieiros não teriam problema em publicá-lo na sua ortografia originária. Ou seja, poderia você tê-lo escrito no seu fraco português habitual e o teriam publicado assim. O Diario de Ferrol é uma cousa e Vieiros é outra. A decisão de publicá-lo assim em Vieiros foi sua?

4) Quem quer publicar, ser lido e por cima ser percebido deve molestar-se um pouco em fazer as cousas bem. E sobretudo, deve procurar as razões do que faz, ser coerente e comprometido.

O reintegracionismo não é uma questão de letras, senhor Taibo. Se você tivesse sido coerente com a integração nossa, da nossa língua, da nossa cultura no seu âmbito lusófono eu não teria motivos para fazer esta crítica e provavelmente estaria comentando o seu conteúdo. Mas já que você foi VELETA, eu sou martelo.

Assdo: Observador

OBSERVADOR #10 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Para além disto tudo, está o grande paradoxo que apresenta este texto:

1) Por uma parte, o seu autor defende a liberdade de expressão (de outros, os que, valentemente, queimavam um ícone de cartão).

2) Por outra parte, decide coutar a sua liberdade de expressão usando um jeito de se expressar que (diz que) não é o seu. E dá razões: é que o fez PARA QUE SAIA PUBLICADO.

Em qualquer caso já sabemos onde é que queria o senhor Taibo que saísse publicado, porquanto em Vieiros não é preciso coutar-se nesse sentido...

Taibo #11 29/Xaneiro/2008 Taibo
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Que felicidade saber que há gente que tem tanto tempo e tanto conhecimiento¡ Respondo a Observador:
(a) Nâo enviei eu o artigo para vieiros.com. Foi a plataforma de solidariedade com as quatro pessoas detidas. Nâo vejo motivo nenhum, porém, para lamentar esse envio.
(b) O maior inimigo do nosso movimento reintegracionista nâo é o configurado pelas instituiçôes oficiais, que há tempo perderam a batalha en todos os terrenos. É o que nasce de pessoas como o meu interlocutor e sua inquisiçâo autosatisfeita --celebro que Observador tenha uma imagem tâo saudável do seu compromisso com a língua--. Nâo tenho dúvida nenhuma de que as opiniôes de Observador, dirigidas contra alguém que intenta fazer o que o seu discreto talento lhe permite, produzem descontento entre a abraiante maioria das gentes que deveriam estar com ele.
(c) O anterior é tanto mais grave quanto que o meu amigo Observador prefire escrever desde o a anonimato. Que curiosa conduta¡
(d) Quem determina a prioridade e coloca por cima uma legítima discussâo ortográfico-filológico-política frente a situaçâo de quatro pessoas que podem terminar no cárcere está a retratar-se de maneira suficiente. Para a sua fortuna já nâo terá que se fazer uma lobotomia.
(e) Eu, pela minha conta, seguirei a escrever no meu pobre português. Peço-lhe disculpas.

Cesare #12 29/Xaneiro/2008 Cesare
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Que viva a Lei de Berto!
http://ber.to/2007/lei-de-bert...

OBSERVADOR #13 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Desculpe você o meu anonimato. Continuarei com ele, se não lhe importa.

Resposta a (a): Se você deixa que outros enviem os seus artigos a lugares em que você escreve, fraco favor se faz você a si mesmo. Já o está a comprovar.

Resposta a (b): Que o maior inimigo do movimento reintegracionista são as pessoas como eu e ainda por cima das instituições espaÑolas?? Desculpe de novo, você se "autoqualifica" com essas afirmações. Lembro-lhe que o catavento está na sua cabeça, não na minha. Posso ser pseudónimo, mas sou coerente.

Resposta a (c): Não preciso de um nome para ser coerente e comprometido com o que acredito. De você já sei que a "questão ortográfica" é só um assunto de letras que nada importa quando chegam as questões importantes. Olhe, isso sim que é uma lacra no reintegracionismo...

Resposta a (d): Continue a escrever e melhore. Isso é o que necessitamos todos. Mas escreva em português PARA NÓS. Não só para você na sua casa (se é que o faz), e procure convencer-se melhor daquilo que diz defender.

Já agora, acho que o senhor faz um bom serviço aos galegos com os seus artigos. Mas melhor serviço seria se a sua prática assentasse numa boa base teórica. Reflita sobre a sua base teórica sobre o reintegracionismo. Leia mais. E desculpe, também, os conselhos.

Para rematar, parece-me absolutamente intolerável a situação dessas pessoas e apoio-os totalmente. A queima de um pouco de cartão, mesmo que seja com a figura de um rei, ou talvez por isso, não devia ser motivo de condena de nenhum tipo, mais bem deveria fazer-se com o acordo de todos em total êxtase arredor de uma boa fogueira à luz do luar e no meio de uma grande festa republicana e revolucionária.

AGIL #14 29/Xaneiro/2008 AGIL
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Na discussão, aparentemente marginal entre Carlos Taibo e Observador, quase tudo pode ser opinável, apesar de tudo. (Imagino que média espanhóis não publicariam textos em castelhano fonemático, por exemplo, salvo como curiosidade... É raro que publiquem textos noutra língua...).
Porém não gostei da expressão «no seu fraco português habitual», porque em geral atinge a quase todos nós, os que escrevemos no Galego português ou no Português galego. Mesmo os que escrevem no galego da NOMIGa costumam fazê-lo fracamente... É a sina em que nos achamos ou nos colocara o reino de espaÑa... Os cidadãos espanhóis da CAG são muito mais competentes na "lengua oficial del estado", "imprópria", do que na "lengua propia de Galicia", todos, os que só aprenderam castelhano na escola e só falam galego na sua vida de cada dia, e os que aprenderam a escrever castelhano e galego na escola e habitualmente se exprimem em castelhano... Marca da situação estranha em que este país se acha (país: tanto espaÑa quanto a Galiza!)

galeguzo #15 29/Xaneiro/2008 galeguzo
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Bom, lamento ter nomeado o tema da norma. Agradeço o esclarecimento do autor sobre este aspecto.

Por outra parte, agradeço também que corroborara que o artigo foi escrito às presas e espero que não tomara a mal a minha crítica, feita com ânimo construtivo.

Ainda é bom saber que o senhor permite comentários nos seus artigos e se molesta em lê-los e respondê-los, não como outros comentaristas.

mercedes #16 29/Xaneiro/2008 mercedes
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Un atinadisimo escrito de Carlos Taibo denunciando os perigos que sofre a liberdade de expresión a conta desa cousa noxenta que chaman "pensamento único", foi derivado lamentablemente cara a que normativa ... Respecto a quen usa outras formas de escrita, pero mal lle vai a un país cando xente que coido patriota anda a enguedellar con estas conachadas esquecendo o fundamental, que son o medre dunha represión suiña, a manipulación da opinión.
Se queremos un país libre actuemos seriamente, disterando o fundamental do accidental.
Mercedes.

Taibo #17 29/Xaneiro/2008 Taibo
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Se Observador tivesse empregado nos seus comentários iniciais o estilo que emprega agora, eu nâo teria reagido como --creio que justificadamente-- reagi. Sem dúvida tenho muitas coisas que aprender, mas sempre é preferível, e mais convincente, o tom educado de Galeguzo que a inquisiçâo disparada de Observador. Para além disso, recomendo-lhe a este de cor que quando decida insultar a alguém escolha bem os seus alvos e empregue o seu nome real, e nâo uma alcunha. E que pense por um momento que quando as urgências se manifestam um tem de fazer o que noutras circunstâncias nâo faria. Alegro-me, aliás, de que concorde com o sentido do artigo.

OBSERVADOR #18 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Quando insultei? Assinale em que momento e por que palavras minhas se sentiu insultado, por favor.

OBSERVADOR #19 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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O nosso fraco português habitual é habitual em alguns, por exemplo, em mim mesmo, quando escrevemos mensagens. Mas noutros, e não vou dar exemplos, quando escrevem artigos.

Não se levem as coisas para onde não são. A minha intenção era assinalar uma atitude que resta não já força, senão todo o sentido ao que fazemos. Ou será que você, AGIL, teria a mesma força no que diz se escrito em galego à espanhola ou galego-castelhano?

mercedes #20 29/Xaneiro/2008 mercedes
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E dalle coa mandarria! Non sei quen será o "observador", si quen é Carlos Taibo, e coido inutil que os dous gasten esforzos en cuestións esteriles.¿Non é o importante a progresiva limitación á liberdade de expresión das ideas nun estado cada día máis policíaco?.
Mercedes.

OBSERVADOR #21 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Que teima em não querer entender, Mercedes.

É que não assinalei eu essa mesma limitação na atitude do autor do artigo, que depois ele mesminho reconheceu?

Lembro que este artigo está assim escrito porque o seu autor considerou que DEVIA SER PUBLICADO.

Portanto, se fosse de outra maneira (talvez mais coerente com as ideias do seu autor) TALVEZ NÃO TERIA SIDO PUBLICADO.

Mas a aberração jurídica e o totalitarismo espaÑol com os detidos TERIA SIDO O MESMO. Ou não?

OBSERVADOR #22 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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As razões que aduz o artigo teriam menos valor se escritas numa norma gráfica lusófona?

Num estado democrático, não. Mas o próprio autor reconhece esse estado anti-democrático (olho, reconhece mas não denuncia isso) dado que decide ESCREVER DE OUTRA MANEIRA PARA O ARTIGO SER PUBLICADO.

Arde-lhe o eixo.

Ainda estou à espera dos insultos que eu proferi sem me dar conta e, com certeza, sem querer. Porque nada mais longe da minha intenção que pretender insultar ninguém.

OBSERVADOR #23 29/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Mais uma coisa:

Vamos fartos, mas olha, Carlos, F-A-R-T-O-S de incoerências entre os nossos dirigentes.

Pense-se bem o que se faz. E faça-se.

AGIL #24 29/Xaneiro/2008 AGIL
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Em (#16) mercedes diz: «Un atinadisimo escrito de Carlos Taibo denunciando os perigos que sofre a liberdade de expresión a conta desa cousa noxenta que chaman "pensamento único", foi derivado lamentablemente cara a que normativa ... Respecto a quen usa outras formas de escrita, pero mal lle vai a un país cando xente que coido patriota anda a enguedellar con estas conachadas esquecendo o fundamental, que son o medre dunha represión suiña, a manipulación da opinión. Se queremos un país libre actuemos seriamente, disterando o fundamental do accidental.»
...
COM.- Se antes eu disse que não gostava disso de «fraco português habitual», menos gosto, mais irracional me parece o que diz Mercedes. Vou fazer a prova de escrever o seu texto traduzindo-o para kasteyáno fonemático (proposto já no séc. XVII por Goçalo Korreas e ultimamente por Jesús Mosterín):
«Un atinadísimo eskríto de Kárlos Táibo denunziándo los pelígros ke súfre la libertád de ekspresión a kuenta de esa kósa bomitíba ke yáman "pensamiénto úniko", fué deribado lamentáblemente kára la normatíba ... Respékto a kién úsa ótras fórmas de eskritúra, péro mál le bá a un país kuando xente ke imaxíno patrióta ánda rebolbiéndo estas xilipoyezes olbidándo lo fundamental, ke són el auménto de una represión "suiña" (?), la manipulazión de la opinión. Si kerémos un país líbre aktuémos seriamente, distingiéndo lo fundamentál de lo akzidental.»

Gaviotero #25 30/Xaneiro/2008 Gaviotero
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La libertad de expresión, Carlitos, termina precisamente en el respeto a los demás...¡Pero qué te voy a contar yo a ti que tú no sepas!

Maeloc-do-Rouco #26 30/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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A liberdade de expressom nom limita no respecto aos demais senom na liberdade dos demais pra se expressar nos seus termos...O respecto e inherente a liberdade em sim propria......E nom vaias falar tu "Gavioto" que es o primeiro em julgar aos demais polas suas ideias, sempre e ademais aldraxando aos que (agas sentenza) som inocentes..Tudo o mundo tem direito a expressar a opiniom que a justiza lhe merece, igualinho que fazedes os ultras integrados no PP (cada vez mais "mainstream") cara gente agardando sentenza (ou a quantidade de aldraxes que verquedes sobre o lehendakari POLA SUA OPINIOM) cando tedes elementos como Acebes, Pujalte ou Zaplana que semelham tirados do T.O.P. franquista (precursor da actual Audiencia Nacional) em 1951....Os teus preconceitos ideologicos e o teu labor de neo-con galliguinio grotesco e pintoresco (e pra o que estas nestes foros pois achegar nom achegas rem) serve pra manter o teu PPatetico ultra-ego em bo estado. "Que hablen de mi", como dizia o teu correligionario Blas Pinar a finais dos setenta...

Maeloc-do-Rouco #27 30/Xaneiro/2008 Maeloc-do-Rouco
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Gaviotero de ferias por Zebiya (Situazom: Plaza de La Giralda)
Buseiro (agardando):Ozu gallego ven pa ca!! que el autocar ze va zin uhte.
Gaviotero (caminhando com vagar): Ooyi ya voy tranquiilu, di gallegu nada, shoy tan eshpaniol como tu, shabesh que? shoy de vigu...y ti digu qui vigu esh eshpania

galeguzo #28 30/Xaneiro/2008 galeguzo
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#27 Muito bom, Maeloc :)

Acho que o que lhe dói a Gaviotero é que o único sítio onde sem dúvida será considerado espanhol... é em Portugal :D

Polas Espanhas adiante será um "gallego" ou "galleguiño". Enfim, que vá aonde for, sempre será considerado, de primeiras, o contrário do que ele se considera.

E o pior é que seguro que, com grande complexo para ele, vos tem um apelido bem galego e bem bonito, como Cagide, Souto, Varela, Cancela ou Ferreiro :D

Taibo #29 30/Xaneiro/2008 Taibo
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Suponho que o de "VELETA" nâo era um insulto: era, como bem dizia o Valle Inclán, uma definiçâo. Pois é: como toda a gente sabe, sou un veleta de sempre. "Temos fantasmas tâo educados que adormecemos no seu ombro; sonos vazios despovoados de personagens de assombro".

ferreirogz #30 30/Xaneiro/2008 ferreirogz
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Parabéns polo artigo ao autor, e umha recomendaçom: nom dê ouvidos a piradinhos como Observador, que lhes deu pola teima ortográfica como podia ter-lhe dado por ser madridista até a medula.

Obsessos há em todas as tendências, isolacionista e reintegracinista. Mas isso nom deve desacreditar a nossa opçom, que está por cima de obsessons pessoais.

Achei o artigo muito adequado e a resposta desse Observador a de alguém que tem muito tempo livre para criticar todo o que se fai...

MSobral #31 30/Xaneiro/2008 MSobral
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Somos muitos os reintegracionistas F.A.R.T.O.S. de atitudes intolerantes como as do anónimo --que vergonha!-- senhor Observador. Há alguns que por acaso leriam com feitiço uma versâo portuguesa do Mein Kampf de Hitler. E leva razâo Taibo: Observador equivoca dramaticamente os alvos. Obrigado, Carlos.

Celso #32 30/Xaneiro/2008 Celso
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Parabéns polo artigo, Carlos.

A linguagem agressiva é lamentável. Aqueles que colaboramos em foros públicos como Vieiros sabemos que podemos receber comentários de todo o tipo. Eu próprio tenho bastante experiência com isto.

Ora bem, não confundamos as questões. "Observador" é anónimo (não se conhece a sua identidade no 'mundo real'). Mas também são anónimos/as "mercedes", "galeguzo", "Cesare", "ecoe" e tantos/as outros/as. Gostemos disto ou não, venham de "anónimos" ou de "nónimos", as críticas são as críticas.

O tema é a liberdade de expressão e a repressão e restrições contra ela. No Estado Español / Reino de España não é circunstancial que certas restrições da liberdade de expressão vaiam parelhas. Não se pode atentar contra os Símbolos das instituições, que são os de sempre desde que España procura (com enorme esforço e muito sangue) ser España: os símbolos da Coroa, o Exército, a Lengua.

Nos anos 50 e 60, a resistência cultural galega tinha que escrever em espanhol o que não podia dizer em galego: não lhe publicavam nos jornais. Não havia proibição para fazê-lo. E, quando o Estado foi abrindo as mãos e o galego era "tolerado", amiúde continuou a exercer-se a auto-censura.

A actual é uma situação parelha. Não vê-la ou querer apresentá-la apenas como uma "liorta entre normativas" é cegueira ou distorção interesseira. Não é casual que um importante sector de resistência à Monarquia seja reintegracionista.

Quem não lê um artigo intitulado "A liberdade de expressão em perigo" polas letras galegas utilizadas, e só o lê se é "A liberdade de expresión en perigo", não entenderá muito bem o que se diz nele. Provavelmente preferiria ler "La libertad de expresión en peligro", assinado por Javier Ortiz (não por um galego), e ficaria muito contente do seu compromisso.

E, evidentemente, um jornal que publica "A liberdade de expresión en perigo" e não "A liberdade de expressão em perigo" já o diz tudo.

A história falará, sem dúvida. Eu só sei que as gavetas estão CHEIAS de textos que não podem ver a luz polas letras galegas utilizadas, e os jornais democráticos galegos estão cheios dos correspondentes silêncios.

Saúde,
-celso

Celso Alvarez Cáccamo

Taibo #33 30/Xaneiro/2008 Taibo
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Gostei pouco do teu comentário, Celso, e prefiro nâo recolher os parabéns. Em qualquer caso, a culpa é minha: por escrever de urgência um texto pensando em algo mais que em normativas e por mesturar em toda esta merda de supostos debates. Tenho coisas muito mais importantes que fazer. Agradeço, de qualquer jeito, que as tuas invocaçôes à história venham assinadas.

AGIL #34 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Ao então famoso e hoje quase esquecido McLuhan atribuiu-se-lhe (ou talvez dissesse) aquilo de "a mensagem é a massagem". Mas antes outros, como Barthes, advertiram que a forma é o conteúdo e vice-versa, segundo bem dizes, Celso.
Talvez seja melhor (não estou muito certo) defender o Galego ou Português galego em castelhano e desde o castelhano do que defendê-lo (e acaso ofendê-lo) num "galego" que dizem "popular" ou do "pobo", quando os que assim dizem estão a reconhecer que o "pobo" não escreve; sim fala e fala e conversa e anda a brincar e a chorar popularmente, como povo, como zé povinho. Enquanto um "popuar" escreve, 'ipso facto' passa a ser não povo ou, antes, passa a distanciar-se das expressões populares para utilizar outra que, na maioria dos casos, o povo não entende ou, sabiamente, as obvia por desnecessárias para a sobrevivência ou simplesmente para a vivência.
Escrever como (não) escreve o "pobo", em regra vale tanto quanto por introduzir o inimigo na casa ou a SIDA no corpo. Opino.
Como (quase) todos os cá visitantes somos hispanófonos, pergunto por que a reforma de 1815 (nos inícios da "espaÑa una" e bourbonicamente "moderna") a RAE (que não é "de la lengua") não adoptou a proposta que quase dous séculos atrás fizera Gonçalo Korreas? Porém, fez uma reforma a médias: manteve a diferença gráfica (e não fónica) entre G (+e, i) e J ou a sequência ZA, CE, CI, ZO, ZU, quando a racionalidade reclamava preterir o C (+e, i) em prol do Z. Para além, por que manteve G (e J), quando o "valor" dessas letras em castelhano é divergente do que têm nas línguas (de cultura) na área ocidental? E ainda mais...
Por uma razão bem simples: Porque académicos advertiram que o sistema gráfico tem dupla função ou finalidade a respeito do sistema fónico (simplifico):
1.- Por um lado, a grafia, global e particular, sobredimensiona a oralidade e mesmo a reconforma até ao ponto de, em línguas que hoje todos conhecemos, a grafia (the spelling) ser garantia de comunicação na oralidade confusa ou não confusa.
2.- Por outro, porque, face à instantaneidade da fala (ou contra ela), a escrita garante a continuidade da língua, enlaça-a com estados de língua anteriores e sobretudo com os seus utentes. E não só anteriores, mas também com os posteriores.
PORTANTO:
Quebrar a continuidade gráfica do Galego, como o reino de espaÑa, nos âmbitos do seu domínio, impõe aos novos alfabetizados em "galego" (nomigoso), vale por causar soluções (graves, fortes, profundas) de continuidade nos hábitos não unicamente linguísticos, mas, através deles, na sociedade toda. Escrever MINHO está a assinalar que entre os habitantes duma e doutra beira do rio há continuidade cultural; escrever numa beira MIñO e na outra MINHO evidencia que entre uns e outros habitantes há uma fronteira que os separa radicalmente.

AGIL #35 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Diz em (#31) MSobral: «Somos muitos os reintegracionistas F.A.R.T.O.S. de atitudes intolerantes como as do anónimo --que vergonha!-- senhor Observador. Há alguns que por acaso leriam com feitiço uma versâo portuguesa do Mein Kampf de Hitler. E leva razâo Taibo: Observador equivoca dramaticamente os alvos.»
COM.- Espero que tenha a bem ler a minha última mensagem "cógnita" (sou quem sou e assina: A. GIL) e, a seguir, diga que lhe parece. Não espero a opinião, ao caso, de Carlos Taibo, que acaba de explicar o que lhe acaba de explicar a Celso. Porém, sim espero que reflita sociologicamente sobre a função e finalidade das escrita e não de qualquer escrita na sociedade. Acho que o assunto também pode ser perspetivado do ponto de vista sociológico e mesmo político... Perguntaria (mas não o farei): «Por que as instituições espaÑolas, o reino de espaÑa impõe uma determinada escrita ao Galego (oral) até violar reiteradamente nos seus cidadãos (que somos todos) os artigos 10.2 e 14 (e ainda mais) da sua "constitución inmaculada"? Já sabemos que o reino é bourbónico, mas, se a cousa fosse simples teimas "grafiosas" ou "letristas", o reino não entraria tão a fundo: algo deve de haver que faz com que "grafia" assim ou assado seja muito mais do que simples "grafia". Ou é que alguém pensa que o reino procura o bem do Galego e dos seus utentes? Se assim pensar quem assim pensar, anda muito errado: O reino tem o seu projeto nacional e o correspondente processo em marcha (militar), exposto de maneira bem clarinha nas leis fundamentais ("constitución" e Estatutos"). E onde é que fica o Galego nesse projeto-processo? Abram os olhos, por favor. Ou fechem-nos ... em castelhano, "lengua española oficial del estado", quer dizer, "lengua nacional del reino de espaÑa"...

OBSERVADOR #36 30/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Os termos "veleta" e "catavento" têm-se utilizado metaforicamente para designar as pessoas que numa dada altura demonstram uma atitude (=acção) contrária àquela que diziam defender.

Os factos estão bem à vista. Pode-se tomar como insulto (já eu me apelidei de "martelo" em contrapartida), mas também se pode ver como uma constatação da realidade. Valleinclanesca? talvez.

ferreirogz #37 30/Xaneiro/2008 ferreirogz
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'tás maluco, observador. A tua atitude é lamentável.

OBSERVADOR #38 30/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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«Em qualquer caso, a culpa é minha: por escrever de urgência um texto pensando em algo mais que em normativas e por mesturar em toda esta merda de supostos debates.»

Acho que é um debate, nada "suposto", mas de facto. É-o, entre outras coisas, graças a que você responde.

A norma ortográfica não é algo no que "pensar" para os não-filólogos, é um instrumento que serve para escrever e que tem que ser utilizado. Ou esta ou estoutra. Mas uma. Na Galiza a escolha entre uma e outra e aqueloutra É UMA NECESSIDADE INTELETUAL, CULTURAL E SOCIAL. Não é capricho nem abundância de tempo livre.

Xeonllo #39 30/Xaneiro/2008 Xeonllo
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É certo que iso vai contra a liberdade de expresión. Debería poderse queimar bandeiras ou fotos de quen sexa sen iso ser considerado delicto. Mais, falando de liberdade de expresión, hoxe escoitei na radio algo que debería ser motivo de querela, algo que non se debe consentir. A mentira non é liberdade de expresión.

O famoso Federico Jiménez Losantos, famoso pola súa actitude cerril na defensa da dereita, calumniou ao BNG, forza polítca da que non importa que consideración teñamos, dicindo que o BNG se negaba a condenar o nazismo. E dicíao na presenza do Ángel Acebes, da liña máis reaccionaria do PP e, polo tanto, un dos invitados máis usuais no seu programa da mañá na COPE.

Majorinus #40 30/Xaneiro/2008 Majorinus
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«España, evangelizadora de la mitad del orbe, España, martillo de herejes, luz de Trento, espada de Roma, cuna de San Ignacio. Esa es nuestra grandeza y nuestra unidad.»

mercedes #41 30/Xaneiro/2008 mercedes
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Reiterolle os meisparabens ao Taibo, maisa cousa chegou a uns termos que desisto.
Mercedes.

BonKarallan #42 30/Xaneiro/2008 BonKarallan
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"La libertad de expresión, Carlitos, termina precisamente en el respeto a los demás...¡Pero qué te voy a contar yo a ti que tú no sepas!" (Gaviotero: "Cuéntame como pasó")

Chamar Carlitos a unha persoa á que lle estás increpando, e que presumo, non é o teu amigo de toda a vida, é un insulto ou unha falta de respecto?

En todo caso, é a túa liberdade de expresión, que ninguén cha quitou.

luisfoz #43 30/Xaneiro/2008 luisfoz
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Nom pensava participar mais neste debate, nom o fago desde o anonimato pois considero que o nome que utilizo é de sobra conhecido. Desde o meu retorno do exílio francês optei polo reintegracionismo, inclusive tivem, com outros sócios, umha livraria em Viveiro que acabou fundindo-se e cuja língua oficial era a norma da AGAL. Durante a minha vida profissional como professor de língua e literatura tivem mais de um conflito por defender o reintegracionismo. Tudo isto nom o digo apenas por vaidade, mas para demonstrar que nom som um recém chegado. Depois de tudo isto quero reiterar a minha solidariedade para com Carlos Taibo,precisamente um solidário que estou seguro lhe teria ido, materialmente, muito melhor se nom defendesse as ideias que defende.

luisfoz #44 30/Xaneiro/2008 luisfoz
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Esqueci dizer porque rompera a minha intençom de nom seguir no debate. Suponho que fica claro que se deveu aos imerecidos ataques normativos contra Taibo. Saúde e República Galega.

lunet #45 30/Xaneiro/2008 lunet
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Ós administradores de Vieiros:

Comecei fai varios anos lendo as novas neste sitio web, pero dende fai ben de tempo deixei de ler as novas para, simplemente, buscar comentarios deste carismático e entrañable usuario que é Gaviotero. Os seus comentarios animanme o dia e danme forzas para vivir.

Por favor, señores administradores de Vieiros, xa vai sendo hora de que a tan distinguido usuario denlle un premio a mellor animador sociocultural da páxina, levantenlle unha estatua, dediquenlle unha placa...

Sinceiramente..., mereceo, por incombustible.

Long Live Gaviotero¡¡¡¡ Gaviotero for president¡¡¡

P.D.: Eu non quero ser feliz, quero ser Gaviotero¡¡¡

Celso #46 30/Xaneiro/2008 Celso
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Carlos: Pois não recolhas os meus parabéns se não queres (a descortesia é livre), mas eu não costumo ser hipócrita, nem costumo dar parabéns para sentir-me feliz: dar-che os meus parabéns não me rebaixa a mim nem te enleva a ti. Eu gostei do artigo e parece-me importante que se diga o que dizes, embora outros textos teus sejam muito melhores.

Dito isto, na verdade não sei o que disse no meu comentário que te pôde ofender, eram reflexões gerais. Claro que "a história falará", mas não de ti ou de mim, mas deste período de limitação da liberdade de expressão na Galiza por mor das letrinhas utilizadas. A isso me referia.

Eu não emiti ofensa qualquer sobre a tua pessoa. Será que não concordas com a muito simples analogia que estabeleço entre os símbolos intocáveis do Reino. Tudo bem. Podes argumentar sobre isto ou não. Tudo bem, também. Estes jovens galegos queima-monarquias podem ir à cadeia. Durante décadas, muitos galegos e galegas desde 1936 foram à cadeia polas razões mais diversas: "agitación", greves, propaganda, resistência política e cultural... Tu detectas um ponto de inflexão nalgum momento? Eu não. Está tudo desligado, ou faz parte do mesmo processo que começou com a queda da República?

Não há mártires neste combate. Os jovens sabiam que podiam ir à cadeia. É uma acção-reacção pensada, como as de sempre. Há que fazer um boneco de madeira, planificar onde queimá-lo, assegurar-se que haja testemunhas: há que lhe dar um sentido político a esta queima, forçar os limites da legalidade, interrogar o Estado, interpelar também o "nacionalismo" e o "progressismo". Isto sobretudo, agora que o nacionalismo institucionalizado perde as suas bases jovens. Em síntese, há que mobilizar, demonstrando as "contradições fundamentais" na Galiza e no Estado Español. E o Estado Español, do braço do messianismo judicial, será tão parvo e tão inepto de agir contra esse sentido politico e de condenar estes jovens, embora seja a quinze dias. Aí demonstra mais uma vez a sua debilidade, não a sua irresponsabilidade.

"Pola presente queimo um boneco de madeira de Juan Carlos de Borbón como símbolo da Monarquia Española". Vês?, posso dizê-lo aqui. Quando Grande-Marlaska actue de ofício contra palavras como estas, tu e eu deveremos preocupar-nos, Carlos.

Saúde,
-celso

AGIL #47 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Se estivéssemos nesse regime que chamam de liberdades (ha, ha, ha, ha), esta dicussão sobre a forma careceria de sentido. Entendo que o escritor, qualquer escritor sobre qualquer tema, deve ser radicalmente livre nas suas opções. É por isso que nem reprovei nem penso reprovar o que cada um faça. Sim me permito, por vezes, salientar inconsequências. Os que me conhecem sabem que não minto muito ao dizer isto.
É por essa "teima" minha racionalizadora (desculpe-se-me a aparente "contradictio in terminis") que entrei nesta lida. Como entro noutras, parecidas.
Cá, o que estamos a discutir, no fundo e ao eu ver, é a falta de liberdade "gráfica" a que o reino de espaÑa nos submete, por meio duma instituições espaÑolas, embora se mascarem com nome "galego", como são a "Junta de Galicia" (Secretaría de Política Linguística, nomeadamente), RAGa e ILGa que lhe dão fundamento "académico" aos governantes para dissimularem a arbitrariedade em que continuamente caem, quando neste reino exigem dos cidadãos uma determinada maneira de escrever o "galego", mesmo com punições mais ou menos diretas, como são as recusas a dar subsídios ou ajudas económicas àqueles que não professam a fé absoluta nas NOMIGa (Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego) e pretendem escrevem o Galego com correção.
Essa é, a meu ver, a discussão em causa e mais do que latente.
Mas num reino em que os dissidentes, os pacíficos sobretudo, podem acabar ilegalizados "por contaminação", qualquer cousa é mais do que imaginável: pode ser real (para além de régia). Ou é que não sabemos onde é que estamos?

MSobral #48 30/Xaneiro/2008 MSobral
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Lamento nâo ter tempo nem sabedoria para responder a AGIL. Peço-lhe, de verdade, mil perdôes. Agora interessa-me mais isto que estou a ver e que é realmente preocupante para o nosso movimento de reintegraçâo. Esperava que ninguém lhe desse a razâo a Observador, mais para a minha surpresa o Celso saiu na sua defesa. Nâo posso acreditar. Parece que os dois partilham os papeis: o primeiro o de 'agent provocateur' --polícia das essências, noutras palavras, que fala com sarcasmo dos que "valentemente queimavam um ícone de cartâo" e que tem vergonha suficiente para esconder o seu nome-- e o segundo o de educado representante da 'gauche divine'. Que Celso, o senhorito corunhês, espalhe doutrina num caso tâo nogento como este é lamentável. Quando o veremos, por certo, nalguma luta que ultrapasse o seu Olimpo filológico? Tenho a certeza de que a reacçâo maioritária no movimento reintegracionista ante este episódio de caça de bruxas --já nâo somos nós as vítimas-- é de rejeiçâo ante estes sábios autoproclamados que há muito tempo perderam o principal: o sentidinho. E sinto-me muito honrado de ler os comentários, serenos, de gente pela que tenho admiraçâo de sempre.

ferreirogz #49 30/Xaneiro/2008 ferreirogz
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O melhor do caso é que gentinha como esse tal "observador", tam puros, castos e inquisidores, depois costumam falar espanhol com as suas mamás e escrevem em galego da Junta quando fam umha instáncia para a administraçom autonómica. Já nom digamos quando tenhem um negócio próprio...

AGIL #50 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Que cousas, MSobral!!! Acho que cada um lê o que quer ou o que pode ou o que simplesmente lhe peta:
1.- Da minha leitura não infiro nenhuma caça de bruxas, porquanto por cá não "vi" nenhuma bruxa nem nenhum "caçador", mas apenas conversadores (que, aliás, é o que são estes sítios internéticos).
2.- Na conversa saíram opiniões e opções diferentes, contrapostas, e não apenas sobre pessoas: Nem Celso nem Observador (no que eu entendi da leitura das suas mensagens) se referem à pessoa de Carlos Taibo, mas à sua prática e sobretudo (sobretudo!!!) ao fundamento racional ou razoável ou simplesmente explicável da sua prática linguístico-gráfica.
3.- Menos ainda vi que houvesse reparto ou compartilhamento de papéis. Serei cego ou quase. Lamento-o, mas o que se afirma gratuitamente, como o que o senhor ou senhora está a fazer, pode gratuitamente ser negado. Nego-o, portanto.
4.- Lamento que a única "razão" que o senhor ou a senhora esgrime seja o insulto (que cá não vou repetir, mas que sim vejo na sua mensagem).
5.- E se não tem tempo nem sabedoria, cale. Melhor é não abrir a boca do que abri-la a médias. Aceito o seu conselho e participo-lho: sentidinho. Procure-o! Ainda tem vagar, apesar de tudo.

AGIL #51 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Errei, MSobral, há um/a bruxo/a por cá, o ferreirogz, quando afirma, sério/a e solene (#49): «... gentinha ..., tam purA, castA e inquisidorA, depois costumA falar espanhol com A suA mamÁ e escrevE em galego da Junta quando faI umha instáncia para a administraçom autonómica. Já nom digamos quando tEm um negócio próprio.» Que perspicácia! Deus lhe conserve "cráneo" tan "privilegiado"! (Percebeu que lho disse por palavras do galego Valle Inclán?)

OBSERVADOR #52 30/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Opina MSobral: «que fala com sarcasmo dos que "valentemente queimavam um ícone de cartâo"»

Não, não era sarcasmo. Com certeza acho que eram uns valentes, pois nesta EspaÑa queimar um pedaço de cartão é considerado delito maior que os maltratos conjugais, por exemplo. Ou que o roubo a grande escala (Cidade da Cultura), por pôr outro exemplo.

É mais, concordo totalmente com o motivo do artigo do senhor Taibo. Também concordo com o que diz nele.

OBSERVADOR #53 30/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Diz Ferreirogz: «gentinha como esse tal "observador", tam puros, castos e inquisidores,»

Nem puro, nem casto, nem inquisidor. Era boa. É inquisição exigir um mínimo de coerência? Acho que, por exemplo, é o que qualquer cidadão de a pé lhe exige a qualquer político em qualquer momento do dia. A coerência é, também, o que falta na aplicação de muitas leis. E também é coerência o que faz falta para aquelar qualquer problema doméstico com a família.

A coerência é o que nos permite ser dignos.

OBSERVADOR #54 30/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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Também é coerência o que muitos pedimos ao governo de espaÑa: se é governo democrático, que não condene à gente por dizer as suas ideias em público, nem ilegalizando partidos políticos não afins aos interesses do governo, nem criminalizando pessoas por realizarem actos contra os interesses desse governo.

Nem...

...nem impedindo a publicação de textos por não serem afins aos interesses do antedito e bendito governo...

MSobral #55 30/Xaneiro/2008 MSobral
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Errei, sim, AGIL: som tres, nâo dois. É que no seu caso acontece que tenho problemas graves para lhe entender. Desculpe mais uma vez.

AGIL #56 30/Xaneiro/2008 AGIL
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Não, MSobral, quem errou fui eu: sobre a existência de bruxos neste lugar. O senhor ou a senhora não erra, acerta sempre: "Diolobendiga"!

Celso #57 31/Xaneiro/2008 Celso
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A MSobral: Continuo sem acreditar. Onde saí eu na "defesa" de ninguém? Disse que o anonimado é uma questão, e outra as críticas e os argumentos (críticos ou laudatórios). Se eu, por exemplo, tivesse ocultado o meu nome, não poderia ser chamado "senhorito corunhês", nem "sábio autoproclamado" do "Olimpo filológico". Ah, disse também, e mantenho: "A linguagem agressiva é lamentável".

Onde critiquei eu a opção de Taibo de utilizar umas dadas letras num jornal? Disse que as gavetas estão cheias de textos de gente que não muda a sua forma de escrever para publicá-los, e que isso há que interpretá-lo também à luz do assunto do artigo: a falta de liberdade de expressão. Dizer isto é anátema?

Eu dei os meus parabéns a Taibo polo seu artigo, e a sua resposta desnecessariamente descortês (repito-o) foi não aceitá-los. Que intenção tem esta resposta? Por que assume (como MSobral) que este é um jogo de alianças "Observador-Celso"? Por que não responde a outros comentários noutros artigos dele, como "Bom artigo, Carlos, é um prazer ler-te"?

A liberdade de expressão leva DÉCADAS "em perigo" no Estado Español. É o estado normal do Reino: sempre roçando os limites da violação dos direitos humanos. E a restrição a essa liberdade toma muitas formas. Muitos/as de nós conhecemo-las, diariamente. Há cousas mais graves, evidentemente: eu não me vou mentir a mim próprio pensando que estou no lugar dos que queimaram um boneco. Não sei se isto é estar num "olimpo", mas pergunto-me quantos/as dos/as que escrevemos neste debate (incluindo Taibo) o queimaram.

MSobral #58 31/Xaneiro/2008 MSobral
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Caro Celso. Ignoro por que Taibo queimou o Olimpo do senhor. E nâo me interessa muito, para dizer a verdade. As opiniôes do senhor --as primeiras-- neste debate respondem a uma gramática bem conhecida: aos parabéns para o autor do artigo segue a enunciaçâo de ideias muito respectáveis que silenciam e legitimam, porém, a conduta, lamentável por todos os conceitos, de Observador. A simples contestaçâo, abstracta, da linguagem agressiva nâo é na altura suficiente. Em qualquer caso, bem sei que os loucos o e os fanáticos --nâo falo de você-- consideram sempre que sâo heróis.

OBSERVADOR #59 31/Xaneiro/2008 OBSERVADOR
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MSobral, parece mesmo que como não me pode impedir comentar tem você que procurar que me sinta formiga. Mas aqui sou martelo.

Repito: exijo a mesma coerência a Taibo que a Quintana ou ao reitor da universidade. A mesma que peço a um professor na aula ou a um pai. Está muito claro. Sejamos dignos e defendamos o que defendemos EM TODOS OS SEUS ASPECTOS.

Repito: escrever assim ou assado não é uma questão de letras ou de "amigos".

Majorinus #60 31/Xaneiro/2008 Majorinus
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Novamente cito o mestre:

«España, evangelizadora de la mitad del orbe, España, martillo de herejes, luz de Trento, espada de Roma, cuna de San Ignacio. Esa es nuestra grandeza y nuestra unidad.»

Xiana #61 31/Xaneiro/2008 Xiana
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Parabens polo artigo, sinxelo, claro e directo. Quen queira entender que entenda.
Pola miña parte procuro ler os textos de Carlos Taibo sempre que podo (en galego -calquera- ou en castelan), evidentemente prefiro que sexan en galego (calquera).
Sinto que en Vieiros todos os artigos acaben con este tipo de discusións lingüisticas tan agotadoras, mentres seguimos sen cuestionarlos a evidente falla de democracia na reducida liberdade de expresión e na unanimidade de pensamento de practicamente o cen por cen dos medios.
Saúdos

Taibo #62 31/Xaneiro/2008 Taibo
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Peço desculpas a Observador pelo da lobotomia e aceito com gosto os parabéns do Celso. Até a próxima, noutro lugar.

Celso #63 31/Xaneiro/2008 Celso
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Xiana, desculpa, mas CLARO que questionamos a "reducida liberdade de expresión" e a "unanimidade de pensamento" dos média. A liberdade de expressão começa com que os foros públicos permitam a um(a) dizer cousas com as letras GALEGAS que queira. Se não há esta liberdade à partida, pouco poderemos sair na defesa dos que queimam uma monarquia. É que é tão difícil compreender isto? Utilizar as letras GALEGAS que se queiram não obriga ninguém a lê-las: escolher letras é uma opção do/a autor/a, quem sabe que, a escrever como o faz, pode estar a seleccionar o seu público. E essa também deveria ser uma decisão livre.

Ora bem: É por acaso circunstancial que nos jornais do país certas letras GALEGAS estejam praticamente desaparecidas? Que, quando ocasionalmente aparece algum artigo noutras letras, se veja como uma curiosa excepção? É que não há boas plumas que poderiam dizer cousas interessantes (de música, de cultura em geral, de política...) como para terem secções habituais? Alguma há, e alguma houve, mas vêm e vão. Em geral, a escrita reintegracionista aparece nas publicações periódicas, dura uma tempada (até que a publicação "se satura" de "tanto reintegracionismo") e o fazem desaparecer (e tudo nas aras da Lingua, exactamente desde os mesmos princípios ideológicos que o españolismo linguístico). Novas plumas substituem às anteriores, e o ciclo repete-se. É o procedimento da coopção, do esgotamento. Em contraste, existem autores não-reintegracionistas que levam décadas a colaborarem continuadamente nos jornais (legitimamente, sem dúvida): a construírem opinião.

Então surge a Internet, onde ainda se pode dizer praticamente tudo, com quaisquer letras GALEGAS. E diz-se, por activa e por passiva, o que não se pode dizer noutros lugares. E a reacção habitual é: "É demais!", "Já o sabemos!", "Já estão os de sempre!", "Quanto escrevedes!", "Que teima com a norma!", "Deixade de falar da língua!", "Há cousas mais importantes!", "Deixade que a gente escreva livremente!" (??: inversão total dos argumentos), "Mas se já podedes escrever aqui!, não tendes suficiente??", etc. etc.

Então resulta que os que destacam maçadoramente as limitações à liberdade de expressão por mor dum tipo de letras GALEGAS, e argumentam sobre os fundamentos e as implicações POLÍTICAS destes factos, são os que estariam nos cúmios filológicos, nos parnassos poéticos, alheios às Questões Importantes, a perderem o tempo e amolarem a gente por divertimento e diletância, etc. etc. Curiosos argumentos, curiosas inversões dos sentidos.

Evidentemente, há MUITO de repetitivo e maçador nestes debates. Como há MUITO de maçador nas denúncias da Mesa, nos protestos contra a situação do galego no ensino, nas campanhas de "normalización/çom/ção" de base... Como havia MUITÍSSIMO de cansativo no activismo linguístico dos anos 1960-70, com o seu "Falemos Galego, Falemos Galego" em auto-colantes, recitais, festas, publicações, programas políticos, etc. etc.

Mas, é que não temos memória histórica? Sem esse maçador activismo, provavelmente nem eu, nem Xiana, nem Taibo estaríamos escrevendo hoje em galego neste foro. E eu nunca aceitarei que as letras que escrevo, sendo letras portuguesas, não sejam também letras GALEGAS, como não lhe nego a galeguidade às pessoas que usam outras letras (embora discorde destas). O chamado "reintegracionismo" NUNCA deveria aceitar essa interpelação, essa tentativa de estrangeirização, que toma muitas formas, com muitas tácticas para procurar calar os discursos exprimidos com estas letras. O princípio de autodeterminação, autodeterminaçom ou autodeterminación que leva a queimar felizmente um símbolo começa também na resistência contra as tácticas do silêncio. Como se disse aqui, não erremos o alvo: não é Taibo o alvo, claro que não; mas tampouco os que, com razão ou sem ela, esta vez o criticam.

Celso #64 31/Xaneiro/2008 Celso
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Tudo bem, Carlos. Até o próximo e inconfundível artigo teu.

-celso

AGIL #65 31/Xaneiro/2008 AGIL
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Em (#58) MSobral escreve e eu, para não deixar por mentireiro, reescrevo [e comento]:
«Caro Celso, ignoro por que Taibo queimou o Olimpo do senhor.