No proceso de recuperación da nosa identidade arquitectónica podemos correr o risco de pasar do odio secular á pedra a unha filia irracional pola mesma. É certo que a pedra foi un material de primeira magnitude na construción das casas dos nosos antepasados. Houbo épocas nas que foi ocultada por recebo e pintura (por considerala de probes). Posteriormente recuperaríanse moitas desas fachadas orixinais. Véxanse un sen fin de vilas mariñeiras nas Rías Baixas que pouco a pouco deixaron atrás o cemento e a pintura para recuperar á vista a pedra orixinaria.
Noutros contornos a pedra era de manpostería, e non en bloque homoxéneo. No seu momento, a escaseza de materiais na construción das casas facía que se recubrira a fachada para protexer mellor o interior de humidades e frío. Outra cousa é que actualmente, coas técnicas de illamento, poidamos protexer o interior sen necesidade de recubrir a pedra da fachada (ou, no seu caso, recuperándoa á vista).
A Torre dos Moreno (Ribadeo) e o edificio Castromil (Compostela) foron das primeiras construcións civís no país en usar o formigón. Como material construtivo é un avance importante na historia da construción. Hai casas do primeiro tercio do século XX que, con ter cemento á vista, amosan unha beleza envexábel. Porque ese material estaba, neses casos, ao servizo dun criterio de beleza. Había modelo, referente. Non simple caos especulativo, arquitectos sen ningún afán creativo e promotores/propietarios amarrados tanto de peto como de mente.
En Carballo tivemos, e por sorte aínda temos, moi bos exemplos do saber facer da construción con cemento. Quero destacar a Casa Neira, ou Casa Grande, na Gran Vía. Pero tamén poderiamos lembrar varios edificios das rúas do Hórreo, Camiño Novo, Coruña... Claros exemplos de combinación de distintos elementos construtivos tendo como referentes os criterios básicos de construción nas vilas galegas do seu tempo. Outrosí poderiamos dicir da aldea. Se ben a pedra foi o material primordial na súa construción, de cando en vez vemos nos núcleos rurais (sobre todo se hai unha estrada xeral de por medio) casas nas que se empregou o cemento. Pero con criterio. Pola Mariña lucense tamén podemos aportar un sen fin de exemplos de construción civil na que se usou o cemento que enchen o ollo a fartar. Non se trata de odiar este material porque si. Lembran a casa que serviu de escenario para a rodaxe de “Mar adentro” en Abelendo (Xuño, Porto do Son)? Ata un pequeno valo feito de bloque estaba perfectamente integrado no contorno grazas á acción naturalizadora e humanizadora da carriza.
Título: O idioma galego é português. O mesmo povo a mesma língua.
P: Quais os territórios que constituíam a Nação galega?
R: Integrados no Estado espanhol a actual Galiza, municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca) e municípios da Estremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa a norte de Cáceres. Em Portugal as províncias do Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, Douro Litoral, Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral. Do actual território de Portugal desde a cidade de Santarém ( rio Tejo) para norte era tudo Galiza.
P: Quem são os portugueses?
R: Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do Reino de Leão que na época ocupava a Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do Reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal.
P: Antes da colonização da Galiza pelos castelhanos que língua era falada pelos portugueses e galegos?
R: Os portugueses são galegos que depois de libertarem quase toda a parte da Galiza a sul do rio Minho do reino de Leão criaram o Reino de Portugal. O nome “portugueses” foi criado só depois. A matriz humana e a língua que falam é galego. Só após a fundação do Reino de Portugal esses galegos começaram-se a chamar portugueses. Começaram também a chamar à língua galega português. A nossa língua galega/portuguesa esteve a partir do século IX estável e comum aos actuais territórios de Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena. A colonização castelhana veio oprimi-la na Galiza pelo contrário em Portugal, durante o período de opressão ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano. Por isso a ortografia do português é o galego actualizado do século XXI sem as enfermidades e humilhações da colonização castelhana.
P: Portugal é maior do que os territórios da antiga Galiza porquê?
R: O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul do rio Tejo as terras ocupadas pelos mouros formando o Portugal moderno de hoje. As terras reconquistadas foram povoadas por galegos. Por isso toda a matriz humana dos portugueses é galega sejam a norte ou a sul do rio Tejo. As ilhas dos Açores e da Madeira foram descobertas desabitadas, sendo também povoadas por galegos.
P: Há mais algum território em Espanha em que o galego esteja a ser oprimido?
R: Há Olivença e Táliga. No dia 20 de Maio de 1801 num acto terrorista de pura traição o exército espanhol ocupa Olivença e Táliga roubando e massacrando cobardemente a população civil. Mantém até hoje ilegalmente a ocupação face ao direito internacional. Olivença e Táliga tinham sido reconquistadas pelos portugueses aos mouros para o mundo cristão em 1230. Foi povoado por galegos/portugueses. Os habitantes de Olivença e Táliga são filhos de galegos/portugueses e não castelhanos. O chamado idioma português de Olivença é galego. A Espanha depois de muitos crimes de morte e atrocidades físicas prosseguiu uma forte acção terrorista e roubos sobre a população civil de Olivença e Táliga . Em 1840, proíbe o uso da língua galega/portuguesa. Enquanto Espanha não resolver este caso não tem força moral para falar que é vitima de terrorismo.
Conclusão:
Galego e português são o mesmo idioma. O galego a sul do rio Minho preservou as origens a norte é que sofreu enfermidades com a humilhante colonização. A norma ortográfica que se usa em Portugal tem mais de 250 milhões de utilizadores falantes nativos em todo o mundo.
Quem quiser uma Galiza descolonizada e salvar o nosso idioma aprenda a escrever na norma internacionalmente reconhecida. O verdadeiro galego é língua oficial na União Europeia, Mercosul e União Africana.
A norma da RAG só serve para dividir os galegos para manter a humilhante colonização.
#1 Nin me molesto en ler o teu comentario porque xa toca a moral que andedes cargando con comentarios que non veñen ao caso artigos que poden ser ben interesantes.
De verdade, considero que o debate sobre o modelo lingüístico para o galego pode ser ben interesante, pero cada cousa para o que é, fagamos o favor, pola cordura de todos/as.
O do bombardeo deste con ese artigo lémbrame a un asturiano que se facía chamar "Fodepitas" ou algo así, era un troll que só quería amolar.
E digo eu, que têm que dizer Carbalho e Sabrexo a respeito da identidade arquitectónica galega? O primeiro comentário ressalta um aspecto do artigo de cima. Mas eles dous dedicam-se a criticar o primeiro comentário com argumentos que se poderiam aplicar a eles mesmos. Tanto falar de que há que comentar o miolo artigo (e não vale, pelo que se vê, comentar um aspecto do artigo) e depois eles nada comentam...
Pois eu acho que quando as cousas estão bem feitas, tanto tem que seja pedra ou formigão, o edifício vale e cumpre anos dignamente. Mas o problema de hoje é que o arquitecto, e não só aquele dedicado à indústria do formigão, esqueceu que os edifícios devem servir para o fim a que foram destinados, e não serem simplesmente vistosos. A funcionalidade dos prédios de hoje é o que critico dos arquitectos, e não me preocupa tanto os materiais que usam. Cousa na que acho concordamos o autor do artigo e mais eu...
Naceu en 1966. Licenciouse en Filosofía en Ciencias da Educación pola Universidade de Santiago de Compostela. Na actualidade é profesor no IES Marqués de Casariego, na localidade asturiana de Tapia de Casarego. Publicou a novela "O bosque de Nadgor"(2007).