Na viagem para Lisboa o carro Daewoo dera-nos alguns problemas, numha das paragens houve que empurra-lo para que o motor acabara puxando dele. Ao chegar a Lisboa, paramos diante do nosso hotel, o American Diamonds (em lugar onde estava proibido deixar o carro) e negou-se nesse momento a voltar a acender.
O Hotel fora procurado com cuidado, estava perto da Praça do Marquês de Pombal, era antigo mais fora renovado totalmente havia pouco mais dum ano, e a valoraçom dos clientes que aparecia na internet levava um 8,5 sobre 10, o preço ademais era do mais interessante, pois os demais hotéis que se achavam estavam todos por cima e os mais baratos tinham muitos inconvenientes, ademais a estaçom do metro ficava mesmo na porta.
Os quartos eram novos e estavam perfeitamente acondicionados, ademais de ser todos distintos. Fiquei contente da escolha, era ali que iamos passar duas noites os dez membros da delegaçom galega que nos deslocamos a Lisboa. (11 membros se somamos o jornalista e amigo de La Voz Joel Gomes, ainda que nom morava no nosso hotel)
Como chegáramos umhas horas antes do grupo no que conduzia Cristóvão, saimos de passeata por Lisboa e fomos ceiar ao bairro alto na mais antiga cervejaria de Lisboa A Trindade; um bom acerto a recomendaçom do Estraviz e a Manuela.
De volta ao hotel encontramo-nos com os outros cinco expedicionário, umha grande alegria acho que nos dominava a todos.
Para a Assembleia da República
No carro vinhera uma pesada caixa de livros da AGAL, e era objectivo nosso leva-la até a Assembleia da República onde pensávamos fazer o reparto deles, e estando o carro parado em lugar proibido, e vendo que já esquecera isso de nom acender, só girar a chave funcionou óptimo, acordamos repartir-nos e uns ir de metro e os outros de carro até Sam Bento.
O acto começava às 10:30 horas e ainda nom eram as 9:30 e já estávamos todos ali, sendo os primeiros em chegar. De seguida comprovamos, que no livro do registo de admissões à A.R., figuravam todos os nossos nomes. Ao pouco chegou um catedrático da Universidade de Lisboa Fernando Cristóvão bom amigo de Estraviz e rapidamente se encheu com um bom pacote de livros que o fixo felicíssimo (rápido sacou um saco de plástico dum bolso do casaco), foi o começo duma rápida e amável pressom de diversos intervenientes interessando-se polas publicações da AGAL a tentar todos apanhar algum livro, até que o pacote se acabou, salvo média dúzia de exemplares que previsoramente ainda ficavam no carro (eram para a CPLP); ali estavam os nossos congressos internacionais, o dicionário quadrilingue de Carlos Garrido, os Estudos Galego Portuguesas, da Fala e Escrita de Carvalho Calero etc etc. O Estudo Crítico e o Prontuário. Pola sua parte Cristóvão levava vários exemplares de dous interessantes livros o de António Gil "25 anos de sociolinguística e literatura" e "A influência da Obra de Lluis Aracil nas Políticas Linguísticas" que correrom sorte parelha.
O carro nom ficara bem situado e foi-se a muda-lo de sítio, infelizmente tinha umha roda já travada e houve que soltar sessenta euros para poder fazer-se com ele, logo foi deixado na área de autoridades do estacionamento da AR onde ao sermos convidados estava autorizado e sob o controlo da GNR.
As 10.10 horas já estávamos dentro da AR, na sala do Senado (hoje nom existe senado mas é uma relíquia dá sala dos pares do século XIX e do senado que existiu na primeira república em 1911).
A entrada do acto entregou-se-nos umha pasta na que estavam as nossas comunicações e diversa informaçom entre ela umha fotocópia do Diário da República de 23-8-91 no que se publicou o texto do acordo ortográfico de 1990 e onde se cita a existência da delegaçom de observadores da Galiza.
O Presidente da AR Jaime Gama abriu o acto, eram ja passadas as 11:00 horas. O Presidente da Comisão de Ética, Sociedade e Cultura Luís Marques, enquadrou o feito da Conferência e Audição, que de acordo com o Regulamento da Câmara ia ter lugar esse dia, passando logo a palavra aos intervenientes:
Adriano Moreira, Presidente da Academia de Ciências de Lisboa, numa breve intervençom que ao dia seguinte achei num jornal de reparto gratuito, insistiu nas bondades do Acordo ainda que segundo ele era lástima que o Acordo seja um tratado e nom umha simples declaraçom de vontade dos estados, pois para ele isso é algo muito mais simples e efectivo.
Evanildo Bechara, Presidente da Academia de Letras do Brasil, fixo umha bela comunicaçom onde debulhou as questões a ver com o Acordo com esse jeito dele formoso e preciso.
Albertino Bragança quem é escritor e umha das personalidades mais importantes de São Tomé e Príncipe (estado assinante do protocolo adicional do Acordo), país no que preside o Partido Democrático, e no que ocupou todo tipo de postos incluídos ministeriais, apresentou as questões a ver com o Acordo de jeito muito pessoal e original pondo sobre a mesa aspectos a ver com as relações dos povos dos estados africanos com a língua portuguesa e as relações com as suas línguas nacionais.
Amélia Mingas, Presidenta do Instituto Internacional da Língua Portuguesa ligado a CPLP e com a sede na cidade de Praia em Cabo Verde, deu a comunicaçom provavelmente mais apaixonada. Esta Angolana que tem trabalhado muito a prol das línguas nacionais angolanas o Iwoyo, kikongo e Kimbundu, licenciada em literatura germânica e doutora pola Sorbonne em Ciências da Linguagem declarou falar a título pessoal e nom na sua condiçom de Presidenta do IILP, e traz a debate questões a ver com a língua portuguesa que iam ao além da simples discussom do Acordo.
Pouco depois das 12:00 acabaram as intervenções. E traz um rebulir com uns e com outros e falar com a gente da imprensa, juntei-me a Jaime Gama, Luís Marques, às personalidades que vínhamos de escuitar, aos responsáveis dos grupos parlamentares, a Vasco Graça Moura a Carlos Reis, ao Secretário Executivo da CPLP Luís de Matos, Helena da Rocha, e uma encantadora deputada socialista da que infelizmente esquecim o nome.
Fixemos um percurso polo edifício da A.da R. guiados pola amável e atenciosa Elisabeth guia do edifício e o próprio Jaime Gama que nos ensinarom o velho Paço de São Bento e a sua história e os seus secretos todos. Acho que falei com todo o mundo e com todos tentei estabelecer laços que ultrapassem no futuro o simples facto de ali coincidirmos. Com Luís de Matos falei da reuniom que ia haver ao dia seguinte na CPLP, e forneceu-me interessantes informações que desconhecia. Com Albertino Bragança adquiri alguns compromissos aos que lhe tenho de dar resposta. Com Amália Mingas, o nosso foi empático, muito nos rimos, entendia o que se passa na Galiza maravilhosamente, ao dia seguinte despertei-na chamado-a ao seu hotel, aguardo que a nossa relaçom perdure, a sua mirada e o seu falar franco e sam é um prazer, fazer amizades assim já paga a pena tudo. Com Luís Marques figemos-nos interessantes e deliciosas confidências
A comida tive lugar no novo edifício anexo inaugurado há dez anos e onde estam os escritórios dos 230 deputados.
O almoço foi realmente de abades e os vinhos impressionantes. Fum colocado a beira de Carlos Reis, com quem vim a falar de temas ligados à formaçom, e a existência dum amigo comum, Elias Torres, facilitou muito a nossa aberta relaçom, de facto ficamos em estabelecer contacto entre a nossa Associaçom e a sua Universidade por questões de mutuo interesse; estava enfrente o representante do PCP João Oliveira, e Helena Rocha, e a agradável deputada do PS da que esquecim o nome (peço-lhe desculpas se me lê), estava tamém ao lado de Carlos Reis, esse magnífico poeta e latinista que é o deputado europeu Vasco Graça Moura, a relaçom entre todos foi cálida e cordial e a conversa muito agradável deslizou-se sobre questões a ver com o Acordo e muitas cousas mais.
Ao sairmos para as intervenções de Vasco Graça Moura e Carlos Reis, ainda demorei um bom bocado atrás do grupo indo de palique com Amália Mingas.
Pouco depois das 14:30 começou a Audição Pública, essa interessante figura que recolhe o Regulamento do Parlamento Português.
Estava presidida por Teresa Portugal vice-presidenta da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura acompanhada sempre do Presidente da Comissão Luis Marques e os representantes parlamentares: João Oliveira do PCP, Ana Zita Gomes do PSD, Pedro Matos do CDS, e Luís Fazenda do BE. Teresa Portugal defendeu a posiçom do PS,
Vasco Graça defendeu o nom ao Acordo com um seu discurso e argumentário cheio de interesse e do que estavam todos na sala perfeitamente apercebidos pois os argumentos vinham sendo repetidos polo conferencista na imprensa.
A contra réplica de Carlos Reis resultou desde o ponto de vista da oratória muito mais efectista e foi dando-lhe a volta um a um aos argumentos anteriormente expostos.
Logo falaram, o amigo e lexicografo Malaca Casteleiro. Godofredo Oliveira (Presidente de Geolíngua- já nos enviou umha notícia para o PGL). Helena Rocha Freire (uma velha participe nos Acordos). Fernando Cristóvão da Faculdade de Letras de Lisboa. Rui Beja (Presidente dos Editores e o primeiro a falar em contra). Alexandre Banhos, coloquei-me de pé por ser uma posiçom na que me sento mais cómodo e pensava dissimular assim mais o meu nervosismo (é-me com-natural), porém o facto de ter que colher o microfone com uma mão e ir passando as folhas com a outra, levou-me a perder o carreiro nalgumha ocasiom, numha delas introduzim a frase duma missiva de Castelao a Sanchez Albornoz na que afirma que "desejo, além disso, que o galego se aproxime e confunda com o português" mudando-a por outra na que era o próprio Castelão quem aspirava a confundir-se com um português. Luís Costa falou em contra com razões lingüísticas. O Presidente da Associação Timorense viu pôr de relevo problemáticas muito específicas desse estado. Ângelo Cristóvão estivo sereno e soberbo na sua comunicaçom. Seguirom-se ainda quatro intervenções mais, todas elas cheias de interesse.
Polos grupos Parlamentares, nom houve nenhum grupo que se manifestar contrário ao Acordo ainda que PCP e CDS tinham posições muito parecidas sendo de extremos opostos. O PS foi firme a prol, o PSD foi firme a prol ainda que com críticas aos socialistas. Polo Bloco de Esquerda falou Luís Fazenda um velho conhecido meu e um grande amigo da Galiza.
Uma hora antes do tempo previsto a Audição tinha finalizado e todos os galegos estávamos felicíssimos conscientes de termos participado num feito histórico.
Todos os demais membros da Delegaçom galega nom citados anteriormente mas que figuravam na relaçom de pessoal convidado à Assembleia da República, eram: Isaac Alonso Estraviz, Margarida Martins Vilanova, Martinho Monteiro Santalha, Manuela Ribeiro Cascudo, Xavier Vilar Trilho, Concha Rousia, António Gil Hernandez e Teresa Carro, ademais estava dum outro jeito o Joel Gomes.
A presença galega na AR percebia-se ao primeiro golpe de vista, todos os que ali estavamos faziamos contactos, davamos a conhecer a problemática do nosso pais e trabalhavamos para que a Galiza caminhe no futuro no ronsel da Lusofonia, e que actos como este nom sejam mais excepcionais e formem parte da nossa normalidade, que seria a melhor das garantias de futuro.
A Assembleia da República convidando-nos, para tratar nela acerca dum assunto competência do Parlamento Português e para o povo português, estava dizendo, é amigos, a Galiza tamém tem a nossa língua, vocês nom som outros, e estava dizendo-o nom a nós, senom ao povo português todo e a todos os povos da CPLP é isso enceta um novo patamar das relações da Galiza com o resto do mundo que usa e cuida a nossa língua.
Non son reintegracionista nin estou próximo aos seus pareceres lingüísticos, porén, os meus parabéns porque sei que este é o resultado de moitos anos de traballo e esforzos a prol da nosa "lingua"
E logo dim que o reintegracionismo nom é nada, cada dia ve-se mais, e nom estava aí nem o Quintana nem a Marisol nem o Tourinho, em Portugal nom confundem o sério com o folclórico
parabens e beijos
Laura
aguardo que o último parágraf se converter em certeza no futuro
"A Assembleia da República convidando-nos, para tratar nela acerca dum assunto competência do Parlamento Português e para o povo português, estava dizendo, é amigos, a Galiza tamém tem a nossa língua, vocês nom som outros, e estava dizendo-o nom a nós, senom ao povo português todo e a todos os povos da CPLP é isso enceta um novo patamar das relações da Galiza com o resto do mundo que usa e cuida a nossa língua".
Parabéns, parabéns, parabéns pelo vosso imenso trabalho sem subvenções nem ajudas de custo oficiais; parabéns por um trabalho que, pelos vistos, resulta bem mais efectivo que os milhares milhares e milhares de euros sem fiscalização concedidos aos "Ramón Piñeiro" et al., aos media galegos tendo como resultado "normalizador" à "brunete galaica".
Parabéns, parabéns!
Ver algún galego no Parlamento portugués, por raro, xa é todo un acontecemento. Ora ben, á parte de elevar a autoestima dalgúns gostaría de saber os efectos prácticos da comparecencia (supoño que AGAL terá que facer outra revisión da súa ortografía debido ao Acordo Ortógráfico..mais fóra diso, acho que ningún). Cando se aplique na Galiza o Acordo pouco nos enteiraremos, en Portugal con certeza si, e xa veredes os problemas e a "confusao" que dá...Acordo sim , mas nao assim!
Caro arzaya,
Não haverá confusão nenhuma, até porque haverá uma transição de 6 anos. Só nos documentos oficiais do estado é que entrará imediatamente em vigor, sendo também de supor que os editores de livros e jornais adaptem de imediato o novo acordo.
Por outro lado, este não é o 1º, já houve outros e inclusivamente mais profundos que este, como por exemplo o de 1911 logo após a implantação de republica, e que se saiba não houve confusão nenhuma.
Funchal, unha pregunta: de se aprobar as mudanzas, fará AGAL o propio, é dicir, mudará tamén a súa normativa adaptándoa?
Non vos preocupedes, aquí vai un comentario reintegracionista publicado en Chuza que non ten desperdicio, en relación cunha intervención de Celso Alvares Cáccamo sobre lingua, clases e capital:
"Notei a falta duma resposta clara à pergunta do Xico (O entrevistador) sobre os 100.000 galegos que sim teriam potencial para constituir capital (económico, social, etc...) em galego-português. Isto é, como estimular a criaçom duma classe empresarial 100% galega.
Como fazermos isso?
1.- Mudando a mentalidade (progre-revolucionaria) desses 100.000 galegos cara uma sensibilidade que lhes permita jogar no mercado como nova elite capitalista galega.
2.- Estimular a formação e educação no ámbito do empreendedorismo, negócios e aproveitamento do acesso a fontes de capital financeiro. Que sim existem."
Mellor as cousas claras.
Larperirán e Lidor:
O acordo, e a histórica participação galega no momento simbólico da sua discussão na Assembleia da República Portuguesa, sim terá importantes consequências na Galiza. E sabido que nos anos 80, quando o poder político autonómico emprende a normalização do galego, após uma intensa discussão, vence a tese castelhanista, isto é, a que propugnava manter e ordenar a ortografia castelhana adaptada ao galego utilizada desde o Rexurdimento. A tese lusista (adaptar ou mesmo adoptar completamente uma ortografia baseada no Português, perde). Durante os últimos 20 anos, a tese lusista manteve-se como uma opção académica e pessoal, defendida por certos grupos e associações (AGAL, MDL...), mas um tanto obscurecida e minorizada. Agora, ao ter essa tese uma aceptação oficial explícita por parte da lusofonia (Acadêmia de Ciencias de Lisboa, CPLP, Assembleia da República...) as cousas vão mudar. Também vai ser mui importante a iminente criação da Academia Galega da Língua Portuguesa, que será o organismo de interlocução da Galiza com o resto da Lusofonia; (naturalmente, de portas adentro, seguiremos falando de "Galego"), pois o Português não é outra cousa que Galego-Português ao que polos tristes motivos históricos conhecidos por todos, a Galiza teve que renunciar, para instalar-se numa imposta oralidade ágrafa primeiro, e no bilinguismo harmónico mais recentemente. Em resumo, agora as cousas vão mudar no sentido em que a opção lusista vai ter um nível de representação muito mais alto que até agora, com Academia, respaldo internacional e linguistas de prestígio a defendê-la. Isto não quer dizer que maciçamente a gente deixe a opção castelhanista para passar-se á lusista, que continuará a ser minoritária polo momento.
suso, pero iso non contesta á miña pregunta: as nomras AGAL, van aceptar plenamente a nova normativa lusófona ou van seguir sendo "independentes" aínda que "próximas" ao padrão? Dito doutro xeito, pasará AGAL a aceptar plenamente o padrão lusófono?
larpeiran,
dito doutro jeito: Qual o motivo da tua pergunta? Qual o sentido dessa pergunta? E se a AGAL não aceitar completamente tal reforma? E se a AGAL aceita praticamente toda a reforma excepto naqueles pontos em que agora diverge (terminação em "-ão"; lembremos que formas como "dous" e "cousa" são perfeitamente portuguesas)? Seja como for, é importante saber qual o sentido da tua pergunta, porque o que a AGAL faça não tem porque ser explicado ou notificado agora, e, em todo o caso, competerá à AGAL decidi-lo no seu momento, não agora e menos explicado nuns comentários de uma artigo num jornal. Por isso é importante saber qual é o sentido da tua pergunta e não o que fará a AGAL chegado o momento. Podes explicá-lo? Seria de agradecer.
Saudações.
Larpeiran, és parvo ou andas treinando para te apresentares ao concurso de parvos de Vinhais 08.
-Xavier,
de AGAL aceptar os postulados da reforma, coido que o reintegracionismo, en Galiza, gañaría forza por unha cuestión de coherencia no descurso da cuestión ortográfica. Ate o de agora sempre me resultou chocante o feito de que AGAL defendese as vantaxes (ademais das razóns históricas e lingüísticas) da lusofonía cunhas normas de seu. Dende unha perspectiva persoal, a min, como "illacionista" sempre me pareceu incoherente manter unha normativa "propia" (fundamentada, pero propia) diferenciada do portugués padrón. De AGAL aceptar a reforma lusófona coido que sería un avance no reintegracionismo galego. Simplemente iso, sen más intencións e sen dobres lecturas.
Lurinha, grazas polo comentario!
-Xavier, dito doutro xeito: a presencia de AGAL na Assembleia da República tiña unha fundamentación alén do "cerimonial"?
Qua a AGAL aceite o padrão lusófono ponto por ponto.
Que cada quem fale como queira.
Não estou a inventar nada novo:
Andaluz. Argentino e a sua gramática...
Flamenco.
Alemão "suiço".
Francês quebecois.
Italiano(s).
Japones.
Inglês. (Austrália, Irlanda, Escócia)
E um laRGO ETC.
Acho que há que ser "integracionistas" e adotarmos já o modelo padrão universal para a nossa língua. As pessoas que assim pensam teriam, além de assumir a representação gráfica, assumir o "sesseio" e deixar de falar à castelhana.
Viva então o padrão, o sesseio, o desassossego, assassinemos o ceceio e assim cagar-se-ão pelas calças os inimigos da língua!
AGAL, isolacionistas!
Em adotar o padrão já, concordo, no de assumir o sesseio, nem tu, nem ninguem o pode impor. Entre outra coisas, porque o ceceio é tam galego como o sesseio, e não exclusivo da Galiza.
Não caias no erro de mesturar a unificação ortográfica com unificar as falas.
Antes há outras muitas questões bastante mais urgentes.
Ourensães ceceiantes, traidores!
Ferrolãos que ceceiam, al lorito, sabemos onde é que vocês moram!
Se concordamos em assumir as formas comuns com o português, porqué não o sesseio? Hoje, na Galiza, falar com "sesseio" é falar mal.Alguém se perguntou alguma vez porque nunca houve um apresentador/a de um Telejornal da TVG que falasse com sesseio? Alguém se perguntou alguma vez porque não há nenhum escritor/a que fale com sesseio, seja isolacionista, seja reintegracionista ou lusista? Alguém se perguntou alguma vez porque não há nenhum político do parlamentinho, nenhum consheiro/a da Junta que fale com sesseio? Porqué?
Caotinha,
dizes:
"Alguém se perguntou alguma vez porque nunca houve um apresentador/a de um Telejornal da TVG que falasse com sesseio? Alguém se perguntou alguma vez porque não há nenhum escritor/a que fale com sesseio, seja isolacionista, seja reintegracionista ou lusista?"
1º) Não há apresentadoras nem apresentadores de Telejonal que falem com sesseio porque em primeiro lugar na TVG existem umas normas de ortofonia que dizem claramente que essa não é uma pronúncia adequada para falar na TVG. Há jornalistas na TVG que têm o sesseio como forma natural da sua fala, mas na TVG existe essa norma de fala que prescreve o ceceio como forma padrão oral.
2º) Sim há escritores/as que usam o sesseio. A María Lado, por exemplo, fala com sesseio e pratica a norma isolacionista na escrita dos seus livros (não digo que seja isolacionista, ou defensora dessa norma, mas utente dela). E no âmbito do Reintegracionismo também há escritores/as que falamos com sesseio. Há. E há mesmo. Que não se conheçam ou que não se visibilizem socialmente é diferente.
Saúde!
Xavier:
Dizes:
"Não há apresentadoras nem apresentadores de Telejonal que falem com sesseio porque em primeiro lugar na TVG existem umas normas de ortofonia que dizem claramente que essa não é uma pronúncia adequada para falar na TVG".
Parece que achas isto como uma cousa natural. Não creio que acredites que esta situação é "normal". Na TVE há jornalistas que falam com sotaque canário e outros sotaques e não ocorre nada. Também dizes que há jornalistas que têm o sesseio como forma natural da sua fala. Mas duvido muito que esses jornalistas que tu falas se sentam à vontade falando espontaneamente dessa maneira en determinados ambientes. Inclusive duvido que esses jornalistas achem essa forma de falar como forma "correta".
A escritora da que tu falas e que dizes que é isolacionista, quando ler em público os textos que ela própria escreve, como é que os lê? Caso os ler com sesseio será um caso excepcional. Aqui nem os "reintegracionistas" falam assim.
larpeiran,
dito deste jeito: a presença da AGAL na Assembleia da República tinha uma fundamentação para além do sentido que lhe queiras dar a "cerimonial". Repara na tua própria visão dessa palavra, do que ela significa para ti, do acontecido em termos de visibilidade internacional da nossa língua (não visibilidade espanhola, mas galego-portuguesa).
A representação galega na Assembleia da República merece os meus parabéns mais sentidos e carinhosos para com quem estava ali representando não apenas a AGAL mas a Academia e o Reintegracionismo em geral e a própria Galiza, polo que tem a ver de avanço sociolinguístico da praxe e da teoria reintegracionista, pola visibilização de um trabalho de muitos anos, porque nos devolve ao nosso âmbito linguístico e nos internacionaliza. Respeito que haja quem não o veja e prefira viver isoladamente e condenado à morte interna e externa numa ilha linguística do Espanhol, pois a visão isolacionista insere a nossa língua, o Galego, nesse âmbito idiomático, o do Espanhol. Não é o isolacionismo independentista, pois depende claramente do Espanhol, para tudo.
Eu vejo uma mudança grande nos últimos tempos a respeito da Língua na Galiza: abre-se caminho uma nova jeira, marcada pola internacionalização da luta pola normalização ou normalidade linguística do nosso idioma no nosso país. O projecto reintegracionista deve focar mais o seu trabalho em relação a quebrar as fronteiras (socio)linguísticas e menos em tentar chegar ao poder linguístico na Galiza, ou tentar mudar a norma do poder delegado do Estado ("Xunta") desde a "oficialidade galega", pois esta está em mãos do Estado, e para o Estado a única "lengua" é mesmo o Espanhol. O resto são "lenguas cooficiales", reservas linguísticas.
Reintegracionismo é hoje em dia sinónimo de apertura, de mais possibilidades para o nosso idioma, de maior riqueza linguística interna e externa, de um melhor porvir. Reintegracionismo é sinónimo de idioma não dependente do Espanhol, de recuperação da nossa língua, de esperança e de vontade.
Parabéns ao Alexandre Banhos e ao Ângelo Cristóvão por mostrarem na Assembleia da República que a Galiza existe e ainda conserva, com dignidade, a língua comum, e que muita gente na Galiza estamos nesse caminho de construção da autoestima de sermos utentes completos do nosso idioma para possibilitarmos essas 1000 primaveras mais para a nossa língua no berço da Lusofonia.
Saúde!
Caotinha:
Não acho que a situação referida seja natural. Concordo contigo. Acho que é bastante artificial, e induzida por uma situação em que a forma oral do Espanhol com ceceio condiciona o padrão oral da TVG e em geral toda a "ortofonia" oficiosa do Galego na Galiza. Deveria ser de uma outra maneira, não sei porquê é assim, nem que introduziu essa norma de oralidade nem quem a perpetua na actualidade. Imagino que é responsabilidade de todas e todos nós mudarmos essa situação, que isso é mais importante que perguntarmo-nos quem foi. Sei apenas que existiu essa norma na TVG e imagino que existirá agora também. E digo norma mas não necessariamente é uma norma escrita. É algo tácito que algumas vezes se diz no início quando alguém começa a trabalhar na TVG, etc. Se falas com um dobrador que faça trabalhos para a TVG poderá confirmar isto que digo, para além de muitas outras pessoas. Claro que não concordo com essa norma, só descrevo uma situação, não compartilho que deva continuar assim.
A María Lado recita a sua poesia com sesseio publicamente praticamente sempre. Tenho-a escutado em numerosos recitais durante anos e sempre a tenho escutado falar com sesseio publicamente (recitais, conversas pessoais, entrevistas na rádio,..). Ela é de Cee e sesseia de modo natural, e um s esseio precioso, se se me permite o comentário. Mas olha, acho que faz teatro e imagino que quando interpreta teatro provavelmente não fale com sesseio. Isso não sei, não tenhoa certeza, não posso confirmar. Seria interessante sabê-lo. Não sei porquê mas acho que para muitas pessoas ainda há o preconceito de que escutar personagens de Shakespeare a falarem com sesseio em Galego é como "estranho". Pois é tão estranho como escutá-los falar em Espanhol (no Espanhol o sesseio é maioritário) ou em Francês, ou seja, nada estranho, é uma adaptação de um texto em Inglês a outra língua, os personagens originais nem falavam em Galego com sesseio nem sem ele, como tampouco falavam em Espanhol ou Francês.
Não sei onde é que é o teu "aqui", mas no meu aqui ( ;-) ) eu falo com sesseio e sou reintegracionista, e consta-me que há escritores reintegracionistas (pouquíssimos, pois) a falarmos com sesseio. Contudo, acho que a melhor solução para isso é darmos exemplo, não achas?
Saudações, Caotinha.
Debate sempre interessante, agas polas infantis intervenzons do de sempre (Lidor)e da sua "rival" Laurinha...Que pouquinho estilo, que pouquinho respecto e que pouquinha educazom (ainda que a falta de respecto polos demais e a pouca educazom pode noms er enteiramente sua culpa)...Gostei das achegas do Larpeiran, Xavier e Caotinha
-Xavier
Felicitei a AGAL pola importancia que para eles ten esa participación; onde dixen cerminonial, dixeno con toda a carga semántica. De participar na Assembleia sen aceptar os seu aspectos, estase a participar na cerminonia e non ser partícipe dela.
Toda a ideoloxía AGAL e reintegracionista xa a sei, non ma repitas. Eu, de acreditar no reintegracionismo, acredito no reintegracionismo pleno, non nas "medias vias" porque para iso fico coa normativa ILG-RAG. E digo isto admitindo e admirando da AGAL a súa capacidade de pesquisa científica na creación terminolóxica. A eiva é ter unha norma que, no fondo, non acredita plenamente na reintegración. Eis o motivo da miña pregunta: a presencia de AGAL mostra unha mudanza no seu posicionamento? Pregunta simple e direta.
E -a modo de crítica- as respostas "e se fazemos ou desfazemos" son "algo" sectarias.
Se queres pregúntocho dun xeito directo: coidas que AGAL debería mudar e aceptar plenamente a nova normativa?
Saúdos e todo isto sen más intencións!
Onde dixen:
A eiva é ter unha norma que, no fondo, non acredita plenamente na reintegración
quixen dicir:
A eiva é teren unha norma que, no fondo, non acredita plenamente na reintegración
larpeiran:
A norma não tem crenças, nem acredita nem não acredita, seja qual for a norma. A norma da AGAL pode ser para ti uma "media vía", se quiseres chamá-la assim, se preferires vê-la assim, mas é um passo prévio, não um fim em si próprio. Não há eiva nenhuma na formulação de um passo prévio à reintegração, que é em si mesmo um modo de reintegração. Eivas, se há algumas, estão numa formulação que insere o Galego no universo do Espanhol e afasta-o da sua própria identidade linguística. A eiva que se constata no caso galego é que a norma "oficiosa" do Galego é totalmente dependente do Espanhol, e, ainda pior do que isso, usa-se mesmo assim. Essa dependência até tu pareces tê-la mais ou menos clara, polo menos no que atinge à terminologia, etc.
A presença da AGAL não mostra uma mudança no "posicionamento", mas um logro, um sucesso da própria luta linguística restauradora, e da própria língua. Se a AGAL mostra uma mudança nalgum sentido não é no "posicionamento", mas no caminho aberto, na clarificação e na visibilização da nossa existência no nosso universo linguístico, etc, etc...
Que deve fazer a AGAL a respeito da reforma? Bem, para posicionar-me sobre isso existem outros foros e no seu dia a AGAL decidirá livremente no local adequado. A minha postura pessoal é clara, mas a AGAL é composta por muitas pessoas com sensibilidades diferentes neste e noutros temas. A minha opinião é apenas mais uma opinião. Só isso. Eu não posso falar pola AGAL no seu conjunto porque não é justo. Nem sou o seu Presidente nem há (ainda) um "posicionamento" reflectido sobre o que fará a AGAL caso de se concretizar a reforma. Parece óbvio que a reforma atinge aspectos facilmente implementáveis na norma da AGAL, portanto, o que a AGAL decida será decidido pola AGAL e não adianta estarmos a fazer perguntas que não podem ser respondidas por enquanto, e menos de modo particular e pessoal. A AGAL é uma associação séria e para tratar estes temas tem uma comissão linguística que terá de encarregar-se deste assunto. Não ponhamos o carro à frente dos bois.
Olha, larpeiran, pola minha parte sem "más intencións" também. ;-) A linguagem escrita nos foros dá para más interpretações. Não está no meu ânimo ofender ninguém, mas apenas dialogar. Fica à vontade.
Ah! Tens um óptimo Português. Os meus parabéns!
Saúde!
larpeiran,
Esquecia dizer que se achas que repito algo que já sabes, tens de desculpar, mas é que o que eu escrevo aqui é público, não falo só para ti, falo num contexto determinado e a palavra quando é pronunciada por mim é livre, umas palavras ligam-se a outras encontrando o seu sentido. Se escrevo, se falo, julgo que poderei expressar-me à vontade. Se tu tens direito a expressar-te à vontade, eu também o tenho, como qualquer outra pessoa. Eu prefiro não dizer, escrever, neste caso, aquilo que tu (me) podes comentar. Expressa-te à vontade que eu continuarei a fazê-lo.
Isto sem "más intencións", DA ?
Saúde e Língua!
Vou-me sair um pouco do fio da discussão. Vi isto casualmente na rede. É da página duma organização judeo-espanhola. As minhas perguntas são:
E isto espanhol...?
E isto "friki"...?
Pois que o ladino vai caminho da sua extinção, não seria interessante que toda a comunidade que ainda fala ladino em Israel, Turquia e nos Estados Unidos, aprendesse e utilizasse a ortografia "normal" do espanhol, mesmo que, naturalmente, mantivesse a sua pronúncia, o seu sotaque, e todas essas palavras interessantísimas, muitas delas arcaicas, como "tandur", "conseja" "mancebo" etc.? Podemos aprender algo do ladino?
LAS KONSEJAS I LOS
KUENTOS POPULARES DJUDEO-ESPANYOLES
Ke azian muestros padres en los tiempos ke no avia ni radio ni televizion i ke el uzo de los sefaradis era de pasar la noche adientro de kaza, kon la famiya o kon los vizinos? Uno de los divertimientos los mas populares de akeyos tiempos era el de sintir las narasiones de kuentos i konsejas. Sovre todo en las largas noches de invierno, kuando eskuresia bien presto i toda la famiya estava en kaza, arekojida al deredor del "tandur", del brazero, ke plazer era de eskuchar los kuentos i las konsejas sovre las fantastikas aventuras de prinsipes o kavayeros barraganes, o de mansevos proves ma intelijentes i korajozos, ke kombatiendo kontra dragos i leones, o kontra ichizeras i reyes krueles, riushian siempre a salvar a sus keridos i a yegar a porto a salvo, malgrado todas las difikultades i todos los peligros ke los enfrentavan...
Se xa o dicía Franco, que bonitos son os acentos e as palabras interesantes, moitas delas arcaicas, dos dialectos rexionais. Viña dicindo tamén que o galego é friki, algo mal falado e mal escrito. REINTEGRACIONISMO=+DIGLOSIA. Deixade de ridiculizar a lingua e a literatura galegas!
Non entendo moito isto. Persoas que non usan norma AGAL (que usan algo parecido ao portugués europeo) defendena como opción válida. Eu uso a norma RAG, AGAL e a portuguesa europea e non teño maiores problemas. Por outro lado, alguén atopou algunha dificuldade en ler o texto en sefardita?
Pénsase en serio que a causa de extinción do sefardita ou ladino é a ortografía?
Pensa-se a sério que a causa da extinção do Galego é o uso da ortografia galego-portuguesa por aquelas galegas e galegos que a usamos?
Pensa-se a sério que a ortografia do Espanhol salvará o Galego?
Coido que a importância da presença galega na A.R. nom reside na questom concreta que se estava a tratar ali, nem na adesom ou nom da AGAL -ou de outras associações- ao acordo ortográfico acadado. O principal é a visibilidade conseguida, que quiçais nom seja tanta como percebemos desde aqui, mas que si é importante polo que supom de ruptura respeito ao acostumado. Nesse sentido, pode que a palavra "cerimonial" que emprega larpeiran nom estea mal escolhida... mas isto nom quere dizer que seja pouco importante, ao contrário. As cerimónias, os símbolos, os ritos... som algo moi importante.
Eu, a dizer verdade, comprendo que se qualifique de "isolacionista" a norma AGAL... igual que se poderia qualificar de "reintegracionista" a norma RAG. Ambas partilham a visom de que o galego deve ter umha norma própia, diferente do portuguès padrom, mas ao mesmo tempo consideram o português como referente. As diferenças existentes entre as duas som importantes, mas ambas posturas nom deveriam ser irreconciliáveis -mália o que poda parecer ao ver as discussões nestes foros.
Finalmente, claro que AGAL terá que tomar umha decissom no seu devido momento e polas vias que tenha estabelecidas a nível interno. Eu (que nom som sócio de AGAL) tenho para mim que as particularidades do galego, consolidadas por umha inércia histórica de séculos, som abondo importantes como para manter algumhas diferenças a respeito do português padrom, polo menos no momento actual. Veria com bós olhos qualquer reforma normativa que supuser a harmonizaçom ortográfica com a norma internacional e, mantendo no possível as peculiaridades do galego, permitir fazer o passo da norma "doméstica" à "internacional" de jeito natural, quase automatico.
Arzaya:
A situação á que chegou o ladino tem muitas razões históricas, entre elas, mas nem só, o genocídio nazi (que dispersou muitas comunidades sefarditas gregas) e a propria criação de estado de Israel, onde a língua comum, o hebreu, faz com que as línguas da diáspora, o alemão, e o espanhol, nas suas versões yiddisch e ladina, se tornem, na Palestina, menos relevantes. Ora, sim posso afirmar uma cousa: se os sefardies que ainda falam espanhol empregassem a ortografia estándar, as possibilidades de supervivência do ladino aumentariam consideravelmente, enquanto que na situação actual, e com ortografia isolacionista, todos os expertos coincidem em que vai pró caralho em uma ou duas gerações.
Lidor: o jeito de falar dos sefarditas é absolutamente respeitável, e a conservação das suas palavras, sotaque e fraseologia, vital. Um judeu de Estambul ou Haifa a falar como um madrileno, ou pior ainda, como um curunhês dos de Ghalicia bilingue seria patético. Ora, não me direis que esse jeito de escrever o castelhano não é um bocado friki...
suso dixit:
Ora, sim posso afirmar uma cousa: se os sefardies que ainda falam espanhol empregassem a ortografia estándar, as possibilidades de supervivência do ladino aumentariam consideravelmente,
Complicado, xa que o ladino emprega o alfabeto hebreo. O que o Arzaya colocou é unha transcipción. Alén diso, é moi complicado escribir ladino coas normas do "castelhano padrão" xa que ten son perdidos en castelán. De feito sería máis doado escribir ladino como o portugués "padrão".
Non é unha carallada. Os meus veciños falan ladino e de o escreber en alfabeto latino empregan a norma da lingua local.
No fondo, porén, estamos en parte dacordo. A supervivencia da lingua non depende só dun factor normativo, si de utilidade (hebreo por ladino, etc). Eu, como illacionista, vexo no portugués unha substitución (con maior ou menor razón histórica ou filolóxica) e no fondo, unha norma allea ao portugués padrão no reintegracionistmo mostra esa mesma reticencia. De feito, e coma crítica as nomenclaturas, non vexo que dende AGAL que se fale sen medos de "portugués" senón de "galego-portugués", "Português da Galiza"...
No fondo, creo eu, de termos maior independencia política (abertamente, de sermos independentes) seriamos unha especie de Noruega do sur: unha mesma lingua, dúas normas. E iso, no meu parecer, non é malo.
Ke azian muestros padres en los tiempos ke no avia ni radio ni televizion i ke el uzo de los sefaradis era de pasar la noche adientro de kaza, kon la famiya o kon los vizinos?
sería por estes lares
Ke asian nuestros padres en los tienpos ke no avian ni radio ni television i ke el uso de los sefaradim era de pasar la noče a dientro de la kasa, kon la familiam o kon los vizinjos?
Mira que ir alá e levar un Daewoo e non un Citroën... Que pouco patriotismo!
Fóra brincadeiras, parabéns a gente de AGAL.
No norte do Portugal actual ''dizem'' (dizer não dizem grafias, obviamente) "aviom" (com [B] ) e "cançom" e não tiveram enem têm qualquer problema em grafar de maneira unitária.
Se a unidade galego-portuguesa é discutível, também o é a unidade do "Galego". Porquê "ti" e ñão "tu". Por uma questão de unidade normativa. Eis o fundo. Unidade ou separação. Identidade unitária ou fragmentação linguística do nosso idioma. Perdermo-nos no Português? Gosto de perder-me no meu próprio idioma. Mergulhado verdadeiramente no Galego, quem pode temer o Espanhol?
Saúde e Língua!
Xavier, acho que vocé está a confundir norma culta con dialecto ou fala vulgar. Ninguén discute que en aldeas perdidas do Norte portugués ou nos barrios máis degradados e pobres do Porto alguén di pom (pan), irmom (irmán) e cançom (canción), con nasal, pero iso non é lingua culta. Porén no galego, a oposición canzón/canción- pan está firmemente asentada. Porque non considerar as diferentes normas do galego como complementares? A ortografía AGAL aínda que se declare mañá é inasumíbel para a maior parte dos galegos pois non están/estamos formados nela. Á parte de muitas contradicións entre o vocabulario galgo e o portugués para as habería que dar solucións académicas, declarar a ortografía AGAL xa, non traería máis ca un retraso letal na recuperación da lingua. Deberían convivir as diferentes ortografías a un tempo e tentar de buscar aproximacións entre as dúas por progresivas reformas. Ora ben, se o obxectivo é o portugués europeo non hai nada que facer..
arzaya:
Eu não confundo dialecto com fala vulgar.
Braga é aldeia perdida do norte português??
A formação adquire-se.
Dizes:
"A ortografía AGAL aínda que se declare mañá é inasumíbel para a maior parte dos galegos pois non están/estamos formados nela"
A "maior parte dos galegos" está formada no seu idioma de uma maneira culta??
Vocabulário galego e português???
Não conheces bem nem as falas galegas nem as falas portuguesas.
#48, Tamém se poderia dizer: "A ortografia RAG aínda que se declarara hai 25 anos é inasumível para a maior parte dos galegos pois non estám/estamos formados nela". E nom é mentira, desgraçadamente! Só umha minoria da povoaçom é quem de empregar a norma RAG com um mínimo de correcçom.
Arzaya, a mim parece-me que vostede no fondo é reintegracionista, nom se ofenda por favor ;-)
Se nom, para que quer aproximar a norma RAG à AGAL?
Arzaya:
Todos os que comem do galego(viver e outra cousa), e que falam do convívio normativo, porque nom trabalham para que os que nom comeragan do galego podam ser subsidiados, apresentar-se aos concursos, trabalhar de guinistas, encenar as suas obras.....
Os monteagudo, santamrana e demais levam muitos anos comendo e sendo os garantes ideológicos do programa oficial de substituiçom linguística que se vive na galiza sob a palavra de ordem de normalizaçom acho que "espanhola"..
Larperian: desculpe o meu mal comportamento, pensei que na sua
Larpeiran:
desculpe o meu mal comportamento com você, pensai que na sua questom havia assuntos e reviravoltas que logo achei que nom havia.
faça o favor tenha uns beijinhos riquinhos desta mocinha que muito lamenta suas palavras
A norma é pura convenção. De aprendermos uma norma, de usarmos uma norma, que seja útil e rica interna e externamente para as falas galegas, que são tão diversas quanto as falas portuguesas.
Uma norma reintegracionista será sempre mais rica interna e externamente porque parte de uma ideia sem fronteiras do idioma e não vinculada ao Espanhol e porque em Portugal se conserva o Galego intacto a respeito do Espanhol.
Parabéns à Laurinha pola amabilidade e pola educação galego-portuguesa que demonstra.
Saúde e Língua!
Claro que son reintetracionista, pero reintegracionista da liña intermedia entre a RAG e AGAL (dúas entidades algo reintegracionistas). Un exemplo de que non hai que confundir lingua e dialecto. Este por exemplo é un texto dun dialecto portugués a punto de desaparecer, só falado por uns poucos vellos na fronteira portuguesa (en Braga é sabido que só os analfabetos e xente moi vulgar pronuncia -om)
- É d’antes diç ca habia homes mui balentes. Diç que um tal tio Tato do Rodeiro que agarrou um lobo pela garganta, è que o afogou, è que lhe pegou nua perna ó cabalo grande do Tomás das Quingostas (o ladróm mais balente d’estas alturas!), è que o segurou, è que o cabalo a querê’lo coucear, è ele agarrado á perna, è que tirou c’o cabalo ó chão, mais despois o Tomás que o mataba c’um tiro, se nom fugisse.
(TF): - Esse tio Tato eu já nom conheci, mais diç q’andou com meu abô pelos fiandeiros, é dua beç que s’abriu ua sepultura na igreija é que lá aparecêrum os ossos d’ele, q’erã mui grossos, mui grossos, è que todos deziã q’erã os dele. Eu nom sei. Quem fezo a casa do Nelo Cotarelo de Queimadelo foi ele, è diç que foi ele só, é ele só é que botou aqueles côtos todos arriba; diç que nom queria que ninguém o ajudasse. É olha q’ela tem lá bôs côtos…
(VZ): - Pois huje nom hai d’esses homes; só hai p’raí uns froucinhos que nom balem nadinha. Só som bôs p’ra tapar um buraco co’eles!
(TF): - É ós pois, que bá um home dezer-lhe que nom balêm nada, ca lh’esmoqueteã a cara, ou pelo menos tira-lhe um berro como um burro…
(VZ): - Tio Francisco, bou-me comer o cardo, cá j’hã-de ser horas, è a minha Maria nom m’as garda, ca cando tal, tamém s’enrista p’ra mim como um demonho! Intóm digo-lhe adeus até de manhã, se Deus quijer. Olhe q’as noites estão frias. Intóm o milhor é meter-se um home na cama.
(TF): - Pois intóm, até demanhã, se Deus quijer. È cando te parecer, bem perqui, cà eu tenho-che múito que dezer, cá tamém já che tenho uns anos, è eles nom passã sem s’aprênder algo.»
arzaya, dizes: "en Braga é sabido que só os analfabetos e xente moi vulgar pronuncia -om"
Toma preconceito!!!
É sabido para ti. Eu posso dizer que conheço pessoas bastante cultas que pronunciam em "-om" sem qualquer problema. Uma cousa é pronunciar e outra escrever. Gente culta pode falar polo -om em Portugal sem qualquer problema, outra cousa é que tu não os conheças. Eu conheço bastantes. Nem vulgares nem incultos, acredita. Outra cousa é que tu queiras pensar que o são.
Revisa os teus preconceitos.
Podemos enguedelhar-nos a falar sobre um aspecto ou outro, e "falar por falar" e até "falar exaustivamente", mas o importante verdadeiramente é a visibilização de que a Galiza conserva o seu idioma e que há pessoas neste berço da Lusofonia a querermos conquistar o futuro nessa língua normalizada interna e externamente, que tem um padrão já definido e que agora se propõe ser reformado. Há um imenso infinito nas potencilidades da nossa língua, na Galiza, mas numa Galiza inserida no mundo, não na limitada visão e percepção que Espanha oferece de uma "lengua cooficial" e "española" submetida apenas a 4 províncias, visão que algumas pessoas defendem como própria mas que é alheia à independência real do Galego, que não é outra que a independência face ao Espanhol. A batalha do nosso idioma no nosso país centra-se hoje em dia nas potencialidades, nas possibilidades, na acção normal perante a anormalidade de vivermos sob o Espanhol. O Português padrão oferece essas potencialidades.
Parabéns ao nosso idioma, que acorda, aos poucos do sono que alguns não se resistem a abandonar.
Saúde e à nobre Lusitânia os braços tende abertos!
Que se saiba, tirando eses dialectos fronteirizos que comentei antes non hai distinción en portugues cançom/pam (e aínda así..había que ver se iso está aínda vivo, desde logo algunhas desas cousas só se ouven aos vellos de 70 ou 80 anos xusto na raia, penso por influencia galega). En ningún lugar do sistema propiamente portugués se conserva a antiga distribución cançom/pam..o que ouves en Braga é -oum (variante de -aum) que pode parecer ás veces -om, tamén se ouve -om, pero aplicado a todo o ditongo ao (irmom, etc). Ningunha persoa en Portugal nun rexistro culto emprega ese -aum, -om (é sabido que podemos falar con varios rexistros). Podes seguir enganádote a ti mesmo. Ora ben , se é verdade, publícao, sería moi interesante para a linguistica portuguesa. Ora ben, para o galego e o propio portugués en xeral, é irrelevante.
arzaya,
Não tenho pq. publicar nada. A verdade não precisa ser publicada para se soster. Quem te fala morou em Portugal, nomeadamente, para o caso que nos ocupa, em Braga, e se tu não moraste em Portugal ou o teu conhecimento de Portugal de Norte a Centro e Sul é afastado ou limitado, lamento imenso, mas não é o meu caso. Podes dizer que não conheces o que eu te digo, mas não que não exista.
Tu foste quem enunciaste preconceitos como associar falas a incultura e vulgaridade. As tuas palavras delatam os teus preconceitos. A palavra publicada (em papel, segundo se pode perceber polo que dizes) não vale mais do que a palavra dita por mim. Eu não minto.
Que se diga "aum" não quer dizer que não se diga "-om" também. Eu conheço perfeitamente o que dizes, mas também se diz -om, outra cousa é que seja a forma padrão da oralidade culta. Posso dizer-te que tenho escutado esse -om não uma ou duas vezes, mas inúmeras vezes em crianças de 5 ANOS, como em pessoas de 30-40 ANOS, e nos idosos aos que te referes também, obviamente. Se desconheces essa realidade, pouco conheces Se não acreditas não te peço para acreditares, comprova-o por ti próprio. Vai a Braga e mora lá por uns tempos, ou a Guimarães, ou a Viana do Castelo ou a Chaves, etc. e comprova por ti mesmo como falam algumas pessoas, mas mergulha-te mesmo no idioma.
Claro que não se emprega num registo culto esse -oum ou -aum nem o -om, mas pessoas cultas em registos vulgares sim usam essas formas (não todas, mas sim algumas), e isso não quer dizer que sejam pessoas incultas, mas que sabem flexibilizar a sua forma de falar segundo o registo e as circunstâncias. Eu tampouco falo igual com meus pais do que com alguém da Marinha ou de Vimianço, porque as pessoas mudamos de registo, às vezes pola idade das pessoas às quais falamos ou pola sua procedência. Alguns mais e outros menos, mas sim o fazemos. Talvez deverias aprender tu a flexibilizar as tuas ideias e a deixares os teus preconceitos a respeito do que chamas pessoas "vulgares" ou "incultas" e aprenderes a respeitar mais as pessoas independentemente da forma em como falem.
Exemplos orais em Braga cidade:
estivêrom (por "estiveram")
manhá (por "manhã")
irmau (por "irmão")
tchuba (por "chuva")
coidado (por "cuidado")
Quere que eu vaia brincar. (por "Quer que eu vá brincar.")
Febreiro (por "Fevereiro")
Estam (por "estão")
cançom, sabom, Famalicom, partírom, fôrom
é tão riquinho (polo mais usual "é tão querido")
Não vaias. (por "Não vás")
Bom, e poderia continuar. Vai a Braga e convive com crianças, fala com a gente jovem, com idosos, com todas as idades. Vai a Guimarães e ao Porto, a Chaves, mergulha-te no Norte de Portugal e deixa os teus preconceitos. Os livros estão bem, mas nada como os próprios falantes e utentes da língua. E não publiques um livro com o que aprendas, aprende simplesmente. É o melhor presente que te podes fazer.
Saúde e que tudo de melhor te aconteça!
arzaya,
Não tenho pq. publicar nada. A verdade não precisa ser publicada para se soster. Quem te fala morou em Portugal, nomeadamente, para o caso que nos ocupa, em Braga, e se tu não moraste em Portugal ou o teu conhecimento de Portugal de Norte a Centro e Sul é afastado ou limitado, lamento imenso, mas não é o meu caso. Podes dizer que não conheces o que eu te digo, mas não que não exista.
Tu foste quem enunciaste preconceitos como associar falas a incultura e vulgaridade. As tuas palavras delatam os teus preconceitos. A palavra publicada (em papel, segundo se pode perceber polo que dizes) não vale mais do que a palavra dita por mim. Eu não minto.
Que se diga "aum" não quer dizer que não se diga "-om" também. Eu conheço perfeitamente o que dizes, mas também se diz -om, outra cousa é que seja a forma padrão da oralidade culta. Posso dizer-te que tenho escutado esse -om não uma ou duas vezes, mas inúmeras vezes em crianças de 5 ANOS, como em pessoas de 30-40 ANOS, e nos idosos aos que te referes também, obviamente. Se desconheces essa realidade, pouco conheces Se não acreditas não te peço para acreditares, comprova-o por ti próprio. Vai a Braga e mora lá por uns tempos, ou a Guimarães, ou a Viana do Castelo ou a Chaves, etc. e comprova por ti mesmo como falam algumas pessoas, mas mergulha-te mesmo no idioma.
Claro que não se emprega num registo culto esse -oum ou -aum nem o -om, mas pessoas cultas em registos vulgares sim usam essas formas (não todas, mas sim algumas), e isso não quer dizer que sejam pessoas incultas, mas que sabem flexibilizar a sua forma de falar segundo o registo e as circunstâncias. Eu tampouco falo igual com meus pais do que com alguém da Marinha ou de Vimianço, porque as pessoas mudamos de registo, às vezes pola idade das pessoas às quais falamos ou pola sua procedência. Alguns mais e outros menos, mas sim o fazemos. Talvez deverias aprender tu a flexibilizar as tuas ideias e a deixares os teus preconceitos a respeito do que chamas pessoas "vulgares" ou "incultas" e aprenderes a respeitar mais as pessoas independentemente da forma em como falem.
Exemplos orais em Braga cidade:
estivêrom (por "estiveram")
manhá (por "manhã")
irmau (por "irmão")
tchuba (por "chuva")
coidado (por "cuidado")
Quere que eu vaia brincar. (por "Quer que eu vá brincar.")
Febreiro (por "Fevereiro")
Estam (por "estão")
cançom, sabom, Famalicom, partírom, fôrom
é tão riquinho (polo mais usual "é tão querido")
Não vaias. (por "Não vás")
Bom, e poderia continuar. Vai a Braga e convive com crianças, fala com a gente jovem, com idosos, com todas as idades. Vai a Guimarães e ao Porto, a Chaves, mergulha-te no Norte de Portugal e deixa os teus preconceitos. Os livros estão bem, mas nada como os próprios falantes e utentes da língua. E não publiques um livro com o que aprendas, aprende simplesmente. É o melhor presente que te podes fazer.
Saúde e que tudo de melhor te aconteça!
O problema da análise de Arzaya de de ordem sociolinguística:
Se admitimos o que ele diz (resumindo: pronunciar "comprarom" em Braga é de gente inculta), então devemos necessáriamente também dizer que pronunciar "comprarom" na Galiza também é de gente inculta. Por que? Porque segundo Arzaya, "comprarom", em Braga, é pronunciado por labregos, moços de balcão, gentes mui velhas que não foram á escola, operários pouco qualificados...enquanto que os médicos, notários, e professores universitários dizem "compraram". Na Galiza, os labregos, moços de balcão, gentes mui velhas que não foram á escola, operários pouco qualificados, pronunciam "comprarom". Os médicos, notários, e professores universitários da Galiza, igual que em Braga, não dizem "comprarom" (falam en castelhano).
Mas, alem disso:
Os Lisboetas cultos, pronuncian o "ch" de "chuva" e "chinês" igual que o "x" de "caixa". Então, por que nãa escrevem "xuva" e "xinês"?
Larpeirán:
O texto que colei não e transcrição nenhuma. O ladino pode-se escrever de muitas formas, mesmo como dizes, utilizando a alfabeto hebreu. Mas habitualmente se escreve assim. Olha por exemplo:
http://www.aki-yerushalayim.co...
Mas tu mesmo demostras a minha tese: o castelhano pode ser escrito com caracteres hebraicos, ou numa forma rara "foneticista"...igualmente, o Galego-Português pode ser escrito com ortografia castelhana, ou mesmo com caracteres hebreus...se queremos suicidar-nos ou facer o friki.
Lidor: "estaste a replicar a ti mesmo? vas seguir asi toda a semana?"
Este som o unico tipo de achegas que e quem de fazer este persoeiro...Aco ha umha interessante discussom na que cadaquem achega os seus pareceres agas um tal "lidor" (de si mesmo) que nom quere, nom pode ou nom sabe manter um comportamento maduro entendendo a logica, arguemntada e sobre tudo respectuossa discrepancia (faltar-lhe ao respecto e a considerazom a gentes que independentemente de que estes ou nom dacordo com eles levam ANOS E ANOS de loita ingrata e privada de tuda subvenzom POLA NOSSA LINGUA chega a ser case miseravel)...Que magoa (mais a in-educazom -repito- pode nom ser enteiramente culpa sua)..Noraboa ao resto de intervintes polas vossas achegas, polo vosso nivel e maneiras das que tudos aprendemos e recolhemos...
Coñezo bastante ben Braga e o resto do norte. Na vosa imaxinación está a distriminación ás persoas que din "cançom, pom (pan, etc).. mais é un facto indiscutíbel que esas pronuncias non son propias dos rexistros cultos, como acabas de recoñecer e aparece nos manuais escolares portugueses..e voltamos ao mesmo: non son equivalentes de todo ás galegas, porque afectan todos os ditongos nasais: é dicir, quen di cançon, di pon (pan). O de tchuba é un ´dialectalismo marcadísimo na lingua portuguesa, que os prpios falantes de portugués (non eu) cualifican de vulgar e en todo o norte xa vai sendo raro. O de vaia é interesante pois polo que se ve non é un castelanismo..o de quere é absulutamente habitual, mesmo intriducir ese -e- despois de consoante final (especialmente r) é trazo comúnnda pronuncia estándar. Que é o raro?
"enquanto que os médicos, notários, e professores universitários dizem "compraram""
Ninguén di compraran, dise cumpraraum (estándar)> cumprarom (coloquial ou vulgar). como se di "comprárom" em galego? compraram? (mudando a forma verbal?)
Está visto que não se lhe pode dar pérolas aos porcos. O arzaya não conhecia a forma "vaia" em Portugal e diz que conhece bastante bem Braga e o resto do norte. Eu não acrescentei a listagem para dizer que fosse algo "raro".
Afirmações como "Ninguém diz compraram" são demasiado maximalistas para alguém com a prudência necessária para este tipo de análises. As suas não passam de análises de taberna. Muito manual e muito livro e pouca ideia da distinção entre língua e falas. Muito preconceito elevado à categoria de dogma. Não será ele um reintegracionista querendo deixar mal o isolacionismo?
Se lesse bem o que disse o Suso quando dizia
Os médicos, notários, e professores universitários da Galiza, igual que em Braga, não dizem "comprarom" (falam en castelhano).
repararia o arzaya em que a forma que funciona nesses médicos, notários, etc., como culta é o Espanhol "habían comprado", verdadeira substituição do nosso idioma por outro no que ele o arzaya se insere.
A feliz notícia é a abertura de caminhos da visão macro do nosso idioma na nossa própria terra e no resto da Lusofonia. Isso é o que interessa.
Saúde!
Nom e um chisco contraditoria falar do berzo da Lusofonia...na Gallaecia!!! Ha cousas que nom entendo mui bem...Imos ver, se a lingua foi nada na Gallaecia, ou seja fora da Lusitania (cuxa capital ROMANA era Merida!!)que c andamaos a fazer falando de Lusofonia?? Nom seria mais bem Galaicofonia que ademais seria um termo que faria verdadeira justiza historica com a sverdadeiras origens da lingua??...Alias, cando se formou a lingua galega ou galego-portuguesa...que lingua e que territorios configuravam e eram falados na outrora territorio da provincia ROMANA da Lusitania?? Nom eram nestes territorios estremenhos e algarbios falados dialectos mozarabes ou dalgum jeito similares?? Que c pinta a Lusitania romana em tudo isto?? Acho que mesmo seria menos incorrecto chamar-lhe "estremofonia" que "lusofonia"...ainda que a s duas ao meu ver nom deixem de ser aberrazons que apontam a um desejo do Portugal lisboeta de esquecer a s suas verdadeiras origens...NA GALLAECIA...Por que temos que olhar pra a outra beira diante do evidente??
Os nomes nom têm assim tanta importância, se temos consciência da unidade linguística, um bem superior.
Caro Maeloc-do-Rouco,
Curiosamente quem divulgou esse termo de "lusofonia" foi um filho de galegos, Luís de Camões. Ele não escreveu "Os Portoguíadas" ou "Os Galíadas" mas sim "Os Lusíadas" vá lá se saber porquê?
Acho que os amigos galegos dão demasiada importância a pormenores que não fazem sentido.
Imagine numa reunião dos países lusófonos aparecer uma proposta para mudar o nome para "mundo galófono", a primeira coisa que diriam os africanos, brasileiros etc, era se o proponente estaria a dizer alguma piada.
"Está visto que não se lhe pode dar pérolas aos porcos. O arzaya não conhecia a forma "vaia" em Portugal e diz que conhece bastante bem Braga e o resto do norte. Eu não acrescentei a listagem para dizer que fosse algo "raro".
Ti mesmo te calificas polos teus calificativos a persoas que discrepan de ti. Nin unha soa responsta ás cuestións que te presento. Se dis que "vaia" é común pois é novidade da linguistica lusófona..
"Afirmações como "Ninguém diz compraram" são demasiado maximalistas para alguém com a prudência necessária para este tipo de análises. As suas não passam de análises de taberna. Muito manual e muito livro e pouca ideia da distinção entre língua e falas. Muito preconceito elevado à categoria de dogma. Não será ele um reintegracionista querendo deixar mal o isolacionismo"
Son maximalistas porque "compraram" non se di, escríbese, En portugués, como sabe todo o mundo a terminación -am nesas formas verbais pronúnciase "-aum".
A pregunta, de que é raro? evidentemente era referida ao final en -e (realmente é un son intermedio entre -e e -a). É habitual en portugués, mesmo culto. Por iso, penso que vas totalmente de farol ao pretender que iso sexa unha mostra de galeguismo
É máis, o -om en portugués norteño , excepto na raia, non é mostra de galeguismo senón máis ben da inestabilidade do sistema de ditongación nasal que se orixinou despois da mudanza medieval
arzaya,
Bom, naquela frase o importante era "vaia", não "quere" mas os porcos não comem pérolas.
arzaya,
O teu erro de base é separares de entrada "Galego" de "Português". O "-om" presente em Portugal (nomeadamente no norte) não é um "galeguismo" pois o norte de Portugal fala Galego, quer dizer, Português. O que tu afirmas é como dizer que "lengua" é um castelhanismo em Espanhol, ou que "falar" é um lusismo em Galego.
Castelhano e Espanhol são o mesmo idioma. Galego e Português são o mesmo idioma, e a isso chega-se desde a compreensão do que são as falas e o que é a língua. Língua e falas. Importante distinção que tu desconheces, mergulhado na importância da inestabilidade do sistema de ditongação nasal ou das mudanças medievais,...
Se não percebes as metáforas, lamento.
Arzaya, a forma galega é "quer", como se vê ainda em boa parte da Galiza. Em Braga dizem "quere" como também dizem "tratore" (tractor), "mare" (mar), "fazere" (fazer), etc., igual que acontece em muitas zonas da Galiza, um fenómeno conhecido como epêntese.
E mais uma pontualização: não sei se em Braga a gente diz comummente "manhá" por "manhã", mas no caso dos bragantinhos que conheço dizem "manhé" (onde o 'e' estaria nasalizado, mas igualemte um 'e' aberto).
Epéntese? Aprendiches moi ben o til circunflexo, pero vas de lingüista pola vida, coma o Xavier ese, que primeiro afirma unha tese e despois busca os argumentos para cadrala. E o galego é portugués igual ca a epéntese é paragoxe.
Se alguén se fía de vós desde o punto de vista filolóxico é que ten algunha tara ou moitas ganas de fiarse. Se cadra o galego lle pareza pouca cousa e busque algo máis fino.
Xavier, galeguzo: menos samba e máis traballare.
Galeguzo, deixa os porcos comerem qualquer cousa.
O Galego é um idioma e é algo que não acabam de perceber. Em geral é algo que a nível social ainda não está completamente percebido na sociedade galega, mas isso não o invalida como idioma para tudo. O Galego na Galiza usa-se de facto como um dialecto do Espanhol, quer na sua estrutura interna, quer na externa. Usa-se como um dialecto do Espanhol e alguns como arzaya e companhia justificam esse uso dialectalizado dividindo o Galego em dous "idiomas" e inclusive insinuando a suposta rudeza do nosso idioma. Mas o nosso idioma não é nenhum dialecto, nem é rude na Galiza nem "fino" em Portugal. Nem o nosso idioma é um padrão ou uma norma, quer seja a que eu uso, quer a que eles praticam. Não distinguem entre língua e fala, nem percebem a utilidade de uma norma para um idioma. É melhor deixá-los com as suas teimas separatistas e inúteis. O Galego avança, e cada dia mais e mais, mal que eles não o vejam ou prefiram isolá-lo na lareira. Um idioma é para falá-lo à beira da lareira, mas também para sair à rua, para viver e sonhar, para trabalhar, para todos os usos modernos. Um idioma é para toda a sociedade, não para uns poucos. Eis o repto do Reintegracionismo, uma vez que tudo demonstrou que o Isolacionismo só debilita o idioma na Galiza, além de o dividir na sua dimensão real e aberta, na dimensão do Galego sem fronteiras.
Por isso, cumpre focar a luta e o trabalho sobre a liberdade do idioma. Outros que não têm argumentos (e só referências pessoais delatoras dessas eivas) quererão mantê-lo fechado sobre si cúmplices do preconceito separatista, desconhecedores do idioma comum.
Saúde
Acho que as discussões "filolóxicas" a pouco conduzem:
1.- O castelhano é uno... filologicamente? Do ponto de vista da filologia (ou, antes, dalinguística) o castelhano são bastantes castelhanos ... pela pronúncia, pelo léxico e mesmo pela sintaxe.
2.- Quer dizer, o castelhano é UNO, todas as falas que são ditas castelhanas são castelhanas (ou espanholas) porque as notablidades hispanófonas assim o decidiram e decretaram (sem decretos nem leis, mas por "costume" reiteradamente ensinada nas escolas).
3.- O Galego é diferente do português porque a "notabilidad espaÑola" assim o tem decretado (insisto: sem leis nem textos legais, mas também não por costume: apenas por imposição que reiteradamente se enina nas escolas ... espaÑolas, do reino de espaÑa).
4.- Discutir em filologia (por vezes excessivamente barata) o que no fundo e na superfície é crua e nua decisão e imposição política é errar o caminho: Tratem a unidade do Galego com o Português ou a sua "desunidade" como corresponde, analisando as dimensões políticas (não partidaristas, mas políticas) do assunto. E sobre isso poderemos conversar adequada e corretamente.
Esclarecendo:
1.- O "galego" promovido pelas instituições espaÑolas na CAG (que tem menos território que a Galiza) evita qualquer tentação de independentismo a rspeito do reino de espaÑa.
2.- Na CE (1978) diz-se: «Las demás lenguas ESPAÑOLAS...", em que o adjetivo gentilício é utilizado confusamente: o Galego é língua usada numa parte do território atual do reino de espaÑa, mas não é "lengua espaÑola", em exclusivo. Portanto, daí não pode inferir-se, contra o que faz algum texto emitido pelo TSJdeGalicia, que deva de ser escrito como "lengua espaÑola". Por riba, no reino de espaÑa não existe ortografia oficial de nenhuma das denominadas "lenguas espaÑolas".
3.- Se o Galego fosse ensinado corretamente nas escolas, a discussão sobre se é ou não é diferente do Português careceria completamente de sentido, como carece de sentido discutir se o andalú é ou não é castelhano... ou o argentino ou o venezuelano ou...
.........> Discuta-se no plano que corresponde, no plano político, de organização do reino de espaÑa. E talvez cheguem a algum acordo os isolacionistas com os reintegracionistas. O que acontece é que os isolacionistas fogem dessa discussão. Mas a quem ou a que beneficia não tratar este assunto como deve ser tratado? Caros, logicamente ao reino de espaÑa, cujas instituições e "notables" continuamente reconduzem a discussão para o filolóXico simples...
Tenho duas perguntas para Arzaya:
#72: "...un son intermedio entre -e e -a). É habitual en portugués, mesmo culto."
Refere-se por acaso à vogal quase aberta anterior não arredondada [ae] (ligadas num só símbolo), do inglês "cat", "bank", etc.? Este é o único "son intermedio entre -e e -a" que conheço no Alfabeto Fonético Internacional. Eu nunca o tenho escutado como vogal átona final no âmbito lusófono.
#73: "É máis, o -om en portugués norteño , excepto na raia, non é mostra de galeguismo senón máis ben da inestabilidade do sistema de ditongación nasal que se orixinou despois da mudanza medieval".
Que quer dizer com "inestabilidade do sistema de ditongación nasal"? É que as vogais galego-portuguesas não eram nasalizadas antes? É que a ditongação, numa dada língua, é um "sistema" e não um processo?
Obrigado polas respostas, pois quero aprender.
"nem percebem a utilidade de uma norma para um idioma".
Xavier, cal é dita utilidade: escribir "tortilla" e ler "patacas fritas"?
"Um idioma é para falá-lo à beira da lareira, mas também para sair à rua, para viver e sonhar, para trabalhar, para todos os usos modernos"
E despois falas de prexuizos... Mi madriña! Este xornal vieiros, por exemplo, eis o uso moderno do galego sen complexos. Son acaso máis lidos os xornais galegos que dan as novas en reitegracionista?
Se o portugués fose útil non estabamos aquí discutindo isto. Os teus argumentos sobre a utilidade xa foron rebatidos nos comentarios ao artigo "vamos a serio".
"Por isso, cumpre focar a luta e o trabalho sobre a liberdade do idioma. Outros que não têm argumentos (e só referências pessoais delatoras dessas eivas) quererão mantê-lo fechado sobre si cúmplices do preconceito separatista, desconhecedores do idioma comum."
Non home non, o mesias non fai referencias persoais senón referencias animais: "Galeguzo, deixa os porcos comerem qualquer cousa".
"liberdade do idioma": que os porcos coman calquer cousa, que os Zaratustras, superhomes e demais aristocracia escriban en portugués e Galicia bilingue moi leda...
Funchal: O nome "galaicofonia" ou "galeguia" no canto de "lusofonia" nom e que seja o mais atinado e historicamente acaido. O problema e a nua visibilidade historica da Galiza tanto na Penins. Iberica como no resto do mundo e isso obedece a razons puramente de "baixa politica"...O negacionismo "galego" por complexo, por xenofobia e por ignorancia espalhouse de tal jeito que nem africanos nem brasileiros SABEM QUE EXISTE UM PAIS CHAMADO GALIZA QUE FOI O QUE DEU AO MUNDO O SISTEMA LINGUISTICO GALEGO-PORTUGUES...De facto que Camoens seja descendente de galegos nom tira do facto de que nessa altura Galiza ficava fora do cenario politico e varrida da Historia, unicamente pra justificar a existencia (mitica) estatal portuguesa e castelhano-espanhola...Assi Galiza desaparece, uns (a historiografia espanhola) esvaem o seu esprito politico nos reinos de Asturias e Leom e outros (a portuguessa) recorrem a um forzado lusitanismo que mesmo chega a barabaridade de confundir a Galecia bracarense coa Lusitania...Por que fomentar a ignorancia?? Por que Galiz anom pode dignificar o nome da lingua que Portugal, ou seja a Gallaecia Sul (nom Lusitania nem Viriato) espalhou pola faixa oeste da Peninsula e logo polo mundo adiante...Por que agochar nada?? Ja vai sendo tempo de falar da Historia com voz propria e com orgulho legitimo...
Por certo, o tal "Lidor" segue ao seu, no seu mundo, alheio a tuda discussom, achega ou intercambio de opinions sejam concordantes ou discordantes...Cando um se propom fazer o "parvo" e nom respectar aos demais semelha que nom tem limites...Que magoa co interessante e refresacnte que som as achegas dos demais (incluida a Laurinha que souve ter grandeza avondo como pra se desculpar).."Lidor", reinserta-te por favor, nom passa nada por falar coma a gente, aco nom ha monstros extraordinarios (ainda que tu vexas de tudo)...Saudinhos a tud@s e Obrigado a Tud@s
"liberdade do idioma": liberdade do NOSSO idioma, ... Ainda há que explicar que com "O IDIOMA" um está a se referir a"O NOSSO IDIOMA"?
A solução é clara: ou um IDIOMA GALEGO LIVRE inserido no seu próprio tronco linguístico ou um IDIOMA NARCOTIZADO E DEPENDENTE DO ESPANHOL. Mas há uma distinção entre VIEIROS e alguns que fazem o jogo ao Espanhol: VIEIROS usa uma norma sem fazer apologia ou proselitismo dela, e incluindo artigos de pessoas que escrevem no GALEGO LIVRE E INDEPENDENTE DO ESPANHOL. Que VIEIROS use uma norma espanhola para o nosso idioma não nega que VIEIROS seja um excelente jornal digital e que tenham um óptimo nível linguístico na escrita das notícias, etc. A norma não é o idioma. O Galego, ainda que se escreva à espanhola, segue a ser Português. Confundir norma e língua sim é como confundir as patacas com a tortilha.
Ah, perdón pola confusión: logo a norma que emprega vieiros no seu galego pra dalas novas é presentable alén da lareira (xa sei que nas lareiras non se escribe, se fala, é metáfora), isto é, serve pra un uso moderno? é útil (teríamos que precisar a que nos referimos con iso de "útil") ou non? Perdón pero entendera mal.
"Tenho duas perguntas para Arzaya"
Responso, no que poida:
#72: "...un son intermedio entre -e e -a). É habitual en portugués, mesmo culto."
"Refere-se por acaso à vogal quase aberta anterior não arredondada [ae] (ligadas num só símbolo), do inglês "cat", "bank", etc.? Este é o único "son intermedio entre -e e -a" que conheço no Alfabeto Fonético Internacional. Eu nunca o tenho escutado como vogal átona final no âmbito lusófono"
Non, non me refiro a ese son. É unha forma para que todos nos entendamos para referirse a esa "e" muda que tamén tén o inglés moi común en posición átona (ao igual ca no portugués), e que caracteriza todos os dialectos europeos do portugués (salvo o galego, se o consideramos tal, "senso lato"). O que é habitual é ese e "paragóxico".
#73: "É máis, o -om en portugués norteño , excepto na raia, non é mostra de galeguismo senón máis ben da inestabilidade do sistema de ditongación nasal que se orixinou despois da mudanza medieval".
"Que quer dizer com "inestabilidade do sistema de ditongación nasal"? É que as vogais galego-portuguesas não eram nasalizadas antes? É que a ditongação, numa dada língua, é um "sistema" e não um processo?"
A ditongación nasal en portugués é un sistema na lingua, pois é rendíbel. Non é unha anécdota. Por ex. pao (con til) diferente de pau, a única diferenza é o ditongo nasal. Pero nas pronuncias populares do portugués (de calquera lado do mundo) penso que poden aparecer desnasalizacións concretas ou cambios e inestabilidades do sistema de ditongación . É dicir no norte de Portugal o ditongo -ao, pode pronunciarse (a nivel popular) -oum, ou -om (irmoum, irmom, cançom)..ou algunhas terminacións verbais poden reducir o ditongo ou mesmo desnasalizarse: fizérom ou fizéro. O que non se debe dar case nunca, salvo en contados lugares da raia (nos que hai mutua inflencia) é a diferenciación cançom/pan. Nestes mesmos lugares non son infrecuentes os castelanismos: ventana por ex. É dicir penso que desaparición da oposición cançom/pam é xeral no portugués mundial. Isto debe ser así porque foi un proceso que se debeu iniciar xa na Idade Media. Por outro lado en condicións de alfabetización difícil aparecen eses sons (cançon, comunicaçon)..debido probablemente ou a influencia fonética das linguas nativas e máis dificilmente arcaísmos -non o creo-(Cabo Verde). Muitas linguas non teñen eses ditongos nasais portugueses. Hai que lembrar que no Brasil, é regra a non pronuncia como ditongo nasal das terminacións (por ex. -em), senón como vogal nasal. Espero ter esclarecido algo, cos meus modestos coñecementos se só quen fala e estuda portugués.
A inestabilidade latente dos ditongos nasais é patente en falares populares onde se ouven plurais como alemoes, etc..algúns deles pasaron á lingua culta (veroes).
No caso do Brasil as terminacións de -em (sen ditongo nasal), máis próximas do galego, son debidas a que son pronuncias probablemente máis antigas (así o interpretan os linguistas portugueses).
#81 AGIL, do corpus da Constitución española forman parte unhas cousas que se chaman Estatutos de Autonomía... Pero claro, para conseguir a independencia está mellor buscar as contradiccións onde non as hai entre a Constitución e o Estatuto de Autonomía de Galicia e a Lei de Normalización Lingüística de Galicia, para que así Estatuto e dita lei, queden invalidados.
(Artigo 5.3 do Estatuto) Os poderes públicos de Galicia garantirán o uso normal e oficial dos dous idiomas e potenciarán o emprego do galego en tódolos planos da vida pública, cultural e informativa, e disporán os medios necesarios para facilita-lo seu coñecemento.
Todo moi lóxico o seu razoamento: máis español o Estatutiño galego ca Constitución. Ánimo! que ha de atopar esas contradicións que anulan esas sentezas xudicias. Niso mesmo andan precisamente os de Galicia bilingüe. Pódese sentir acompañado. Eis unha proba máis do que veño dicindo.
Nos seus puntos 1) e 2) (de #81 ) de introduce sen argumentar a falacia filolóxica no asunto político. Entendo que desde Kuhn é aceptado que na ciencia entra a formar parte un aspecto convencional, social ou, se se quere, político. Pero o labor postmoderno de reducir ciencia a política, aparte de perigoso, está desfasado. Desde un mesmo paradigma hai estudos serios que analizan o portugués e o galego e o valenciá e o catalá. E ben, desde ese mesmo paradigma (non dúas varas de medir): galego e portugués, idiomas distintos; valenciá catalá, mesmo idioma.
A acusación política a filólogos pode ser interesante. Pero primeiro hai que demostrar que, p.e., Ramón Lorenzo (ou lingüísticas portugueses como aponta arzaya) emprega un paradigma distinto ao de outras comunidades filolóxicas. E se aparece outro paradigma podemos valorar cal ten máis consistencia, simplicidade, adecuación empírica, precisión ou fecundidade; tamén podemos valorar desde a política, se estes criterios non son definitivos, cal é o mellor ou o máis útil. Senón é así, hai que ver as incoherencias filolóxicas que se aplican nos estudos que manteñen a tese de que galego e portugués son idiomas distitos (e que á vez poñen de manifesto as incoherencias de traballos que tratan de probalo contrario, caso de