Os asentamentos israelís nos Territorios Ocupados, incluíndo Xerusalén Oriental, suman máis de 200, todos eles declarados ilegais, amais de obstáculo para a paz segundo o Tribunal Internacional de Xustiza. Nestas comunidades, como moitos colonos dan en chamar a estes lugares, rexeitando o termo asentamento, que implica temporalidade, viven preto de medio millón de xudeus e, malia non ocuparen máis que un 3% de Cisxordania, as infraestruturas ao seu redor provocan que un 40% dos terreos cisxordanos estean dominados por eles.
A construción dos asentamentos comezou tras a guerra do 67 grazas a pequenos grupos familiares que empezaron a establecerse, en tendas de campaña ou caravanas, en zonas estratéxicas dentro dos Territorios Palestinos. Dende entón, a pesar do desaloxo dos asentamentos de Gaza, a poboación non deixou de crecer, e con ela as tensións. Así, dende o comezo da Segunda Intifada, en setembro do ano 2000, preto de 60 palestinos morreron en ataques perpetuados por colonos, agresións que se intensificaron nos últimos días.
Dende que deu comezo o mes de agosto, os altercados provocados por colonos veñen sendo diarios, a maioría deles en Hebrón, unha cidade na que viven 200.000 palestinos e 650 colonos, sempre rodeados de férreas medidas de seguridade. E é que Hebrón é unha das cidades de maior importancia para o xudaísmo posto que, segundo a tradición, aí están enterrados Eva e Adán, amais de Abraham e Sara, Isaac e Rebeca, e Xacob e Lea. Nun templo dividido, para separar o lugar de culto de musulmáns e xudeus, céntrase o obxectivo de continuas disputas polo seu control pleno.
Aos ataques sucedidos durante toda a semana, de Norte a Sur, hai que engadir o desta fin de semana, na que un grupo de colonos entrou na mesquita de Ibrahim, en Hebrón. Xa antes, o xoves, varios xudeus atacaron a diplomáticos británicos nunha visita á cidade, mentres outros facían o propio en Belén, ante un grupo de pacifistas organizados para rezar diante dun lugar no que se pensa construír un hospital infantil, anteriormente un posto militar israelí.
Para entrar á mesquita ou á sinagoga onde está a tumba dos patriarcas, hai que pasar varios controis militares que rexistran non só a relixión do visitante, senón tamén as súas pertenzas, unha medida que se intensificou a raíz dun atentando, en 1994, que acabou coa vida de 27 musulmáns. Con todo, o xoves, algúns colonos lanzaron area e pedras contra os xeques que entraron a rezar na mesquita, e o venres algúns outros lograron coarse dentro do templo.
Este sábado, e novamente, en Hebrón, unha moza tivo que ser hospitalizada debido ás feridas provocadas por un ataque de colonos, ao tempo que se intensifican as medidas de seguridade e o número de construcións: preto de 500 vivendas aprobadas en dous dos asentamentos que rodean Belén, esta semana.
Não se deve perder tempo a falar de outros países ou territórios ocupados quando temos a Galiza colonizada à séculos em plena Europa no século XXI.
Saiba porque o verdadeiro idioma galego é português
1ª Porque portugueses e galegos têm a mesma origem humana?
O Reino da Galiza tinha um povo com origem comum, com a mesma matriz humana (descendentes de celtas, lusitani, cónios, gróvios,suevos e visigodos diferente dos castelhanos) com idioma próprio e formado desde o século IX. Correspondia aos territórios que hoje fazem parte a Galiza, municípios vizinhos galegofalantes e Portugal até ao rio Tejo. A cidade portuguesa de Santarém era o território a sul do Reino da Galiza onde começava o Reino muçulmano. Galécia província romana compreendia os territórios a norte do rio Douro, mas o Reino da Galiza era todos os territórios a norte do rio Tejo com a excepção das cidades de Lisboa e Santarém.
2ª Qual o motivo da independência da Galiza a sul do rio Minho e a criação de Portugal?
Na época o Reino da Galiza era dependente do Reino de Leão de Afonso VI e este entregou o governo das terras galegas a sul do rio Minho ao primo do Rei da Galiza Conde D. Henrique, criando assim o Condado Portucalense e separando-o do Reino da Galiza, para prestar vassalagem directamente ao Reino de Leão, o que provocou um grande descontentamento entre a nobreza galega. Esta decisão do Rei de Leão foi pelo facto do Rei da Galiza não ter conseguido conquistar terras aos muçulmanos Lisboa e Santarém expandindo o Reino a sul da Galiza.
Os galegos a sul do rio Minho não se queriam separar dos do norte para dependerem directamente do Rei de Leão. O cidadão galego D. Afonso Henriques apoiado pela nobreza galega revoltou-se e nascia, em 1139, o Reino de Portugal e a sua primeira dinastia, com o Rei Afonso I de Portugal (D. Afonso Henriques). Só a 5 de Outubro de 1143 é reconhecida a independência de Portugal pelo rei Afonso VII de Leão e Castela, noTratado de Zamora, assinando-se a paz definitiva.
3ª Como a sul do rio Tejo a população tem origem galega se nunca foi território do Reino da Galiza?
Os galegos do sul do rio Minho comandados pelo cidadão galego D. Afonso Henriques primeiro Rei e fundador de Portugal, após a independência conquistaram aos muçulmanos Lisboa e Santarém e depois todos os territórios a sul do rio Tejo que fazem parte do Portugal de hoje. Após as conquistas esses territórios foram povoados por galegos que se misturaram com os poucos muçulmanos que ficaram. Mais tarde as ilhas dos Açores e Madeira foram descobertas desabitadas e foram povoadas por portugueses que na verdade são galegos que cambiaram de nome após a independência. Devido à expansão dos portugueses por todos os continentes do mundo principalmente no século XVI foram assimilados nos séculos seguintes um pouco de povos de todos os continentes . Isso nota-se principalmente nas maiores cidades. Contudo as origens, raízes e a matriz da Nação portuguesa é galega.
4ª Porque o idioma que os portugueses falam é conhecido por português e não por galego?
O idioma galego teve setecentos anos comuns a Portugal e Galiza de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do século XIV e princípios do XV provoca a assimilação da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". O galego em Portugal, por seu lado, durante este período gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora do domínio linguístico do castelhano. Após a criação do Reino de Portugal o galego começou a ser chamado de galaico-português ou galego-português. Durante os "Séculos Escuros" de opressão castelhana o idioma galego foi extinto oficialmente na Galiza e imposto a castelhano. Só nos meios rurais e familiares continuou a ser falado. Os galegos foram desalbefabetizados no seu idioma materno e castigados com o castelhano. Pelo contrário os portugueses durante esses séculos tiveram a maior expansão da sua História, a língua que falavam era a usada por todos os povos nas transações comerciais por toda a África oriental e ocidental, Brasil, Canadá atlântico, Índia e toda a Ásia incluíndo o Japão e China. O idioma que os portugueses falavam por todos os continentes era o galego-português, mas estava extinto pelos castelhanos na própria Pátria Galega por isso começou a ser olvidada a palavra galego restando só português como o nome do idioma.
5ª Porque a RAG nos está a criar um novo idioma com norma escrita diferente se o galego com desenvolvimento livre foi conservado pelos portugueses?
É uma questão meramente política. O receio que alguém ainda tem, que a Galiza se torne independente se tiver um idioma, com uma norma escrita de valor internacional. O português/galego é o idioma oficial de 10 países, incluindo a Região Autónoma de Macau na China. Adiciona ainda que sem ser idioma oficial é também a língua materna de milhões de pessoas de territórios em vários continentes, com destaque para a Índia no antigo Estado Português da Índia ( Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli) que foi português durante 5 séculos. É também língua oficial na União Africana, no Mercosul e na União Europeia. É a língua materna de mais de 300 milhões de pessoas de países de todos os continentes do mundo.
Se o verdadeiro galego, conhecido hoje como português devido à opressão na Galiza pelos castelhanos não valorizasse o nosso país os españolistas não o tentavam afastar dos galegos o mais possível com a invenção do “portuñol”, gastando com isso muitos milhões de euros dos nossos impostos. O galego-português é um dos idiomas mais falados e importantes no mundo.
O “portuñol” da RAG não tem qualquer futuro e é uma arma para destrocer e destruir o que resta do galego na Galiza. Na verdade o galego do século XXI é o português tudo o resto é política de destruição da nossa cultura e idioma materno. Faça como eu, diga não ao “portuñol” tente escrever o melhor galego-português que sabe.
Veja estes filmes:
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Como podemos falar e escrever em territórios ocupados e opressão cultural se não temos consciência das nossas origens e vivemos de costas voltadas para os nossos países irmãos?
Qual é a percentagem dos genes da população que fazia parte do Reino da Galiza até à independência de Portugal na população dos actuais territórios da Galiza e Portugal?
Pensa-se que a informação mais rigorosa segundo estudos em profundidade os genes de origem galega na população actual da Galiza e Portugal são os seguintes:
1-Mais ou menos 85% na população da actual Galiza e municípios galegofalantes retirados administrativamente à Galiza pelos ocupantes.
2-Mais ou menos 94% na actual população entre os rios Douro e Minho. Território que fazia parte do Reino da Galiza e não sofreu ocupação castelhana.
3-Mais ou menos 87% na actual população entre os rios Douro e Tejo. Território que fazia parte do Reino da Galiza e não sofreu ocupação castelhana. Não inclui Lisboa e Santarém.
4-Mais ou menos 60% na actual população de Santarém.Território reconquistado aos mouros.
5-Mais ou menos 53% na actual população de Lisboa. Cidade reconquistada aos mouros.
6-Mais ou menos 51% na actual população a sul do rio Tejo. Território reconquistado aos mouros.
7-Mais ou menos 59% na actual população das ilhas da Madeira e Porto Santo. Descobertas pelos portugueses desabitadas.
8-Mais ou menos 51% na actual população das ilhas dos Açores. Descobertas pelos portugueses desabitadas
9-Mais ou menos 50% na actual população de Olivença e Tágila (Territórios portugueses ocupados ilegalmente por Espanha desde 1801 face ao direito internacional. No tratado internacional de Viena em 1815 Espanha reconhece a ilegalidade da ocupação e compremete-se a devolver a Portugal o mais breve possível os territórios de Olivença e Tágila. Até hoje nunca cumpriu. Enquanto Espanha tiver este comportamento de ocupante ilegal não tem legitimidade de falar de terrorismo de nacionalistas sejam eles Bascos, Galegos ou Catalães).
Isto prova que Galiza e Portugal são Nações irmãs. Ambas Lusistas e Galeguistas.
Por isso naturalmente a língua materna é comum. O Galego-Português escrito na norma internacional. Idioma materno de cerca de 300 milhões de falantes em todos os continentes do mundo.
Vamos todos fazer um esforço em escrever em galego-português porque mais vale escrever com erros em português na norma internacional do que em “galenhol” ou “portunhol” da RAG como lhe queiram chamar.
O idioma dos nossos pais desde o século IX foi o GALEGO-PORTUGUÊS durante 7 séculos até à opressão castelhana. É esta a única língua com poder de tornar a Galiza uma Nação soberana no mundo livre da vassalagem a Madrid.
Seja você de esquerda, de direita ou sem ideologia se é galego escreva em galego-português na norma internacional. Honre nossos pais e avós. Escreva e diga GALIZA e não “galicia” que é indigno para um galego, por ser Galiza na língua do ocupante.
XosePinto, os colegas do ciber andan discutindo se chamarte insolidario, insensíbel ou simplemente imbécil.
Eu súmome ao comentario de Lidor.
Eu diria que as três cousas juntas.
Xose Pinto, fai um favor ao reintegracionismo, fai-te isolata.
Já agora, há que acabar com o tabú de que o estado teocrático-racista-terrorista de Israel tem direito a existir. Logo os "progres" e outros "demócratas" falam da mística dos nacionalismos (periféricos, entenda-se)e apoiam o "povo elegido por Deus". E como retruques eres um antisemita, há que foder-se.
Este apartheid vai resistir mais que o de Sudáfrica...
Efectivamente,Lidor ten razón,insolidario,parvo e lusista-racista.
A autodeterminación non ven escrita no ADN.
O sr Lidor nom representa a ninguem (alem de sim proprio), polo que se alguem tem algo que objectar ao que diz o sr Pinto ou a qualquer dos intervintes que o faiga sem insultar a ninguem, educada e argumentadamente. Estou em total desacordo com a continuada e ao meu olhar repunante exposicom do sr Pinto, mais insulta-lo ou faltar-lhe ao respecto a sua pessoa...leva realmente a algures??? Eu nom o entendo assim...O texto do sr Pinto tantas vezes repetido produz canseira e, em casos com este acho que fica totalmente eivado de oportunidade e ja que logo de sensibilidade...mais por que insulta-lo??? Seica faltar-lhe ao respecto a esta ou a outra pessoa que escreva daquilo que eu nom concordo e moralmente plausivel??...Acho que nom, essa e a minha opiniom...Asemade o sr Lidor tem demonstrado repetidamente que desconhece o que demanda do sr Pinto (que por certo nom insulta ao sr Lidor) sobre tudo se ha reintegracionistas polo meio..a sua mais que aparente, verdadeira e continuada obsesion...
O desacordo nas posturas e posicionamentos nom deve supor jamais obstaculo nengum pra manter o respecto e as boas maneiras...
Apertinhas a tud@s e noraboa ao Moncho Iglesias polo seu labor en Cisjordania e pola sua afouteza que nos fai sentir fachendossos a moitos e grazas a sua capacidade de analise e obervazom moito mais achegados as penurias e angueiras do povo palestiniano...Obrigado Moncho
Ah, pois eu o de "imbécil" nom o dizia como insulto, mas simplesmente para descrevê-lo como apoucado de entendimento... mas sem afã de insultar.
De todas as formas, eu NUNCA passei da segunda linha nas suas intervenções. O spam deve ir directamente para o lixo, e as suas intervenções são spam, porque no 99% das vezes não tenhem nada a ver com o tema de debate.
XosePinto disinto completamente da súa afirmación "Saiba porque o verdadeiro idioma galego é português" xa que de aceptar as teses reitegracionistas (coas que concordo moitas veces) sería ó revés, o verdadeiro idioma portugues é o galego (sen entrar a avaliar que a lingua falada en Galiza sufriu e sege a sufrir moito pola ocupación española) mais, que demo... esta língua inventámola "nos" e debería leva-lo noso nome
Moncho Iglesias Míguez (Vigo, 1974). É mestre de castelán como lingua estranxeira en Belén, Palestina. Licenciado en Filoloxía Hispánica e doutorando en Filoloxía Galega. Coas súas crónicas, Moncho cóntanos de primeira man o conflito árabe-israelí.