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Mijam por Nós...

09:30 08/10/2008

-Mijam por nós e dizem que bebamos!

  • Mijam por nós e dizem que bebamos!
  • Assim não é que como se diz...
  • Pois não, dizer não dizem, ou dizem só com a boca pequena... porque por cima de mentireiros são uns cobardes...
  • Não, a cousa sempre foi: “Mijam por nós e dizem que chove”
  • Isso era antes, quando a água era água, e a gente bebia nas fontes...
  • E então? O que terá a ver onde a gente beba, ou deixe de beber, com os ditados populares!
  • E logo não vai ter! É claro que tem...! Porque antes a gente não comprava água engarrafada, e então não lhe podiam meter as cousas por ali...
  • Por ali?
  • Sim, por ali mesmo; ou por onde lhas deram empurrado!
  • Ah! por isso havia que usar a chuva... claro, claro...
  • Vejo que vais percebendo...
  • Hom... pois também não me parece tão difícil de ver o que nos querem meter... a mim, caralho, se che digo verdade, já me dava no nariz...
  • Pois tem cuidado onde che dão, porque as águas essas dizem que levam minerais...
  • E não hão-de levar! Levam oh! Levam uns minerais grandes que nem o demo, levam rodas de moinhos...
  • Querem-nos partir as ventas!
  • ...
E chega o terceiro que, para não perder aquele costume, passa algo despistado...
  • Não querem partir nada, só defendem a política do 50-50... do fifty-fifty.
  • Ai sim?! Então nos também lhes podemos mijar a eles na boca?
  • Boh! O que terá a ver a água com mijar...?
  • Pois tem-no tudo! Que para mijar primeiro terás de beber...
  • Isso digo eu!
  • Boh! Vós não entendeis nada do que vai a cousa!
  • Nós não, mas sabemos de que água não beber...
  • Sabemos oh! E sabemos também que... “água que não hás-de beber hás-de deixá-la correr”
  • Melhor será logo não a comprar...
  • Sim ademais aforras, que barata não é...
  • Será polos minerais esses, com forma de roda, que têm de meter nas garrafinhas...
  • Mulher, ou por isso ou porque querem ganhar muito, como nos puti-clubs!
  • Pois olha, agora que o dizes... há uns dias muito falaram dum clube desses de Vigo...
  • É certo... um que seica é para gente de fora que só entende castelhano...
  • Pois olha, a mim por ai não ma metem...!
  • E para mais quadrada...
  • Pois logo caralho, que a bebam eles!

3,24/5 (46 votos)


Comentarios (65)

OBSERVADOR #1 8/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Clube selecto, segundo dizem, onde não entram mais que os de alta posição. Será porque assim, sem se agachar tanto, bebem melhor...

tinho #2 8/Outubro/2008 tinho
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moi bom.

mnawe #3 8/Outubro/2008 mnawe
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luisfoz #4 8/Outubro/2008 luisfoz
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Quando se quer ser tam linguista como o nosso mnawe há que saber mais um pouco. Se nom gosta do i de mijar, que nos dirá de qualquer e ou o pretónicos e fechados que em galego (nom vou recorrer ao standard lisboeta) podem-se cerrar até i ou u? Aí vam dous exemplos Populares Pepinho-----Pipinho, cozinha-----cuzinha. De onde se pensa que saiu o ilgueiro "dicir", pois do espanhol "decir" aplicando-lhe esta mesma regra. Em quanto a possibilidades de urinar (por favor, ouriñar nom) também se pode fazer por si (um próprio) quando se tem muita vontade e nom se alcança um lugar idóneo ou nom há tempo de tirar a roupa a urina lixa a roupa. Nom mije por si, senhor mnawe, atriuo-lhe sexo masculino por aquilo das "pelotas" (suponho que na sua linguagem macho-galega nom deve haver lugar para "bólas" gravíssimo lusismo onde os houver.

Opinador #5 8/Outubro/2008 Opinador
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Francamente, paréceme de moi mal gusto o título e o artigo. E prefiro non dicir máis.

OBSERVADOR #6 8/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Do mesmo gosto que certas águas minerais, opinador.

bertus #7 8/Outubro/2008 bertus
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mnawe, disque "é como nos refráns espanhois que na tvg os traducen ao galego...", e logo que che parece o españolísimo refrán que parece a conclusión da autora: “água que não hás-de beber hás-de deixá-la correr”.
Eu non teño nada en contra das traducción, pero neste alegórico diálogo ao suso de toro, haberá algunha alegoría no feito de que sexa, dito refrán, unha traducción do español ao portugués?

bertus #8 8/Outubro/2008 bertus
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Nembergantes, a alegoría do puti-club é acertada.

Anti_Lusista #9 9/Outubro/2008 Anti_Lusista
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Anti_Lusista #10 9/Outubro/2008 Anti_Lusista
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"entendeis" Tan de pecado é empregar a forma do galego-portugues "entendedes"????? mirando supoño que non a emprega porque igual andaríana a chamar isolacionista por empregar termos que se usan a cotío no sul da Galiza, non me vale o argumento da zona oriental porque ela non é desa zona.

OBSERVADOR #11 9/Outubro/2008 OBSERVADOR
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Anti_Lusista o teu desconhecimento do galego não tem limites. Como já te disse Foz acima (é que não sabes ler?) a forma "mijar" existe nas falas orais galegas (não na tua, isso é evidente) e o mesmo acontece com "água" e com "entendeis". Como se vê que passas pouco por Ourense, ou que estás tão convencido das tuas "memeces" que te entopem os ouvidos.

Lidor #12 9/Outubro/2008 Lidor
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Concha-Rousia #13 9/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Só para dizer que a autora concorda com o 'mau gosto' do título; e também com a ideia de que talvez seja como o das próprias águas minerais às que faz referência... mas aceito, e entendo, que se diga o do mau gosto; até porque foi escrito num daqueles dias nos que a empresa das águas nas que se está a falar, mesmo sem falar como fazemos os galegos e galegas, andavam a enviar cartas em espanhol aos clientes tratando de justificar sua postura espanholeira e defensora da língua castelhana e castelhaniçante.

E como contributo, agora em positivo, para as questões linguísticas nas que falou luisfoz vou dar o exemplo de "pulvo" (para polvos) que falamos no Sul de Ourense, não sei se também em outros lugares da Galiza, e “iste” (para este)e assim uma cheia de palavras...

Agradeço as leituras deste meu artigo, mesmo sendo ele um texto fraco. Obrigada.

Concha-Rousia #14 9/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Corrijo gralha: "pulvo" para (polvo), em singular.

companheiradometal #15 9/Outubro/2008 companheiradometal
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Caneiro continua a mijar por nós...
http://www.lavozdegalicia.es/o...

curdomelidao #16 9/Outubro/2008 curdomelidao
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Para Anti-Lusista e Bertus.
A norma ILG-RAG reconhece "agua" como forma galega tamén. E outra cousinha. Non existe un padrón ligüístico para o galego. Algún de vós escreve "verán" e diz /braw/ coma mim? (por certo o glide /w/ pronucia-se basicamente igual que o u; é q ademais de reintegrata som licenciado e experto -con títulos- na norma ILG-RAG; e nom é por presumir -para mim nom é algo do que presumir, som reintegrata e som orgulhoso, mas tenho de comer).

curdomelidao #17 9/Outubro/2008 curdomelidao
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AAAAAAAIIIIII!!!
E desculpái por mesturar normas. É que estou no curro e já deveis conhecer a "deformaçom profissional" (e nunca melhor dito, nom é?)

bertus #18 9/Outubro/2008 bertus
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curdomelidao, o que dis non vai conmigo, eu non dixen que un teña que escribir exactamente igual que fala (representando as peculiaridades dialectais). A literatura penso que está pra iso, prá libre cración entroutras cousas.
Outra cousa é a necesidade dunha norma pró ensino. E certamente, vrao e verán podían ser ambas normativas, como fechar e pechar. A norma ILG-RAG é susceptible de crítica, pero a norma portuguesas alonxa máis do galego falado e da literatura moderna en galego na súa maioría (que eu penso que deben ser as principais fontes prá elaborala), p. e., os diptongos naisais son alleos ao galego desde as súas orixes deica hoxe.

Que te sexa leve o choio, palabra ben símpatica e ben galega. Curro é un castelanismo.

bertus #19 9/Outubro/2008 bertus
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Outro asunto é o de sumar esforzos por normalizar unha lingua. Penso que é bo pró galego que desde a literatura se fagan aportacións de palabras que foron omitidas na norma común do galego, cambiar de sistema gráfico-fonolóxico xa é outra cousa.

curdomelidao #20 9/Outubro/2008 curdomelidao
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Bertus.
Eu acho q curro partilha étimo com curral (por certo, tb galega). Choio partilha étimo com chollo (q alguns casteláns pronunciam choio ou choyo, q pola tua regra de 3 é castelhano).
P.D.- Vês como afinal si que ia contigo o conto também?

curdomelidao #21 9/Outubro/2008 curdomelidao
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Ah! e podes-me dizer qual é o sistema fonológico do galego? Eu ainda nom vi nengum e farias-me um favor.

bertus #22 9/Outubro/2008 bertus
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curdomelidao, erras, "curro" existe en galego pero non coa acepción de "traballo", esa é castelán; de igual xeito, existe "chollo" en castelán, é un galeguismo como barullo ou carballo (por certo, destes dous últimos o diccionario da RAE antigalego di que son de procedencia portuguesa), pero en castelán "choio" non ten a acepción de "traballo" que ten en galego, só colleo a segunda acepción desta ("Asunto proveitoso e fácil de conseguir", dic. Ir indo). A etimoloxía da palabra disque está en "job", do inglés, e foi introducida polos mariñeiros galegos no noso vocabulario compartillando atlántico e comercio cos mariños ingleses.

bertus #23 9/Outubro/2008 bertus
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Errata: en castelán "carballo" escríbese "carvallo".

galegodosul #24 9/Outubro/2008 galegodosul
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Como ninguém se entende acerca do nome da língua que todos nós falamos e escrevemos (para mim é galego-português ou galaico, ponto final, parágrafo!)vou contar-vos uma história que se passou em Marim (não escrevo Marín), terra natal da minha avó paterna.
Foi em 1970. Saímos de Braga, onde nascemos e vivemos, e, cerca do meio-dia, fomos almoçar a um restaurante que aí existe (ainda existe?)chamado «O Pote».Após a refeição, eu e a minha irmã fomos brincar para um jardim bem perto do restaurante. Eu tinha sete anos e a minha irmã cerca de cinco. Brincávamos e falávamos alto como é próprio das crianças. A poucos metros de nós, um casal de idosos (gosto mais da palavra «maiores») ouvia-nos atentamente.
O tempo passou. De repente, o homem comentou com a mulher que estava a seu lado:
- Mas que lindo Galego que fala esta rapazinha...!
Digo-vos, ainda emocionado, uma coisa: NUNCA MAIS ESQUECI ESSAS PALAVRAS...

curdomelidao #25 9/Outubro/2008 curdomelidao
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A ver Bertus (na verdade está-me a gostar o diálogo, aguardo @s demais desculpem).
O primeiro de tudo porque me reprochas a mim o que fai a norma oficial? Acaso que se perdesse a terminaçom -eia/-eio p.ex. 'aldeia' em Melide (diz minha mae -que eu pronucio /naj/ e que nom me custa reproducir assi na escrita nem a ti compreender- que era como diziam os velhos quando ela era pequena) é por causas de evoluçom natural do idioma ou por séculos de castelhanizaçom? Mas, este debate também nom leva a nada. Até onde é castelhano? até onde é galego? até onde é português?
Som filólogo, nom sei nem quero saber qualquer das respostas. Apenas sei que há umha grafia para os meus pensamentos que nom é a que me ensinarom na escola, nem no licéu, nem sequer na universidade* que me comunica com muitos habitantes do planeta que escrevem como eu fago(embora nom falemos exactamente igual; nom fala igual este de Melide que um de Maçaricos -que lá, ademais pronuciam assi se o leres "à brasileira", por exemplo). E o que aínda é máis importante para mim. Afasta-me de outros com os que, a dia de hoje e tal como anda a cousa, nom quero ter nada a ver. Falo dos castelhano-falantes de aqui ao lado; os que nos fam colónia, nom os outros; nem sequer os colonizados. E nom me venhas com que também nom queres ser umha colónia portuguesa porque nunca o foste; e se por mim é tampouco nunca serás.
Saudaçons cordiais

*Mas isto é porque os próprios professores som quem figérom umha norma à sua medida e umhas gramáticas e publicaçons sobre língua, fonética, fonologia...os do ILG-RAG, vamos. Umha norma da que ademais tiram réditos políticos e económicos. Nom se vam dar nomes porque fica feio, mas hai-nos.

curdomelidao #26 9/Outubro/2008 curdomelidao
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Ah! Já esquecia e desculpai mais umha vez. Também nom leva a nada (polo menos comigo) o debate de se curro é castelhanismo. Desde logo semelha se-loo o significante que eu empreguei. Mas como som um filólogo um bocado estranho vou seguir empregando-o na minha vida normal. Mas prometo que nom o voltarei fazer aqui, que seica temos de falar sérios e sem estranhas gírias juvenis.
(Ai, que pouco che me gosta a mim o prescritivismo gramatical)

sempre_en_galego #27 9/Outubro/2008 sempre_en_galego
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mceleiro #28 9/Outubro/2008 mceleiro
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Amigo sempre_en_galego,

Os exemplos de palavras que tu pões também se DIZEM em Portugal, mas NÃO SE ESCREVEM. A paranoia é confundir constantemente FALAS (Porque há muitas) com a representação delas, um padrão que nunca coincidirá totalmente com nenhuma.

Desde Camões evoluiu mais a Ortografia que a fala. Se lês textos não adaptados do XIX atoparás também "muyto" ou "cavallo" (com o valor do ele duplo italiano). A norma portuguesa evoluiu de forma ETIMOLÓGICA no XX olhando para o galego medieval, até poderia dizer-se que se "reintegrou" com o galego medieval. Agora vêm de firmar o Acordo Ortográfico com umas leves mudanças ortográficas para unificar o galego-português de todo o mundo numa única grafia, igual que o castelhano, o francês ou o inglês.

O escrevermos com a/coa/co'a/c'a/ca, ou usar com o/co/co'o/c'o/co, ou também/tamém/tameim é uma DECISÃO ORTOGRÁFICA QUE EM NADA MUDA A FALA. Evidentemente é discutível qual é a melhor.

Quando falas de paranoias, talvez deverias revisar a do "colonialismo português", porque por Portugal nem estivemos, nem estamos, nem parece que nunca vaiamos estar colonizados. Extranho isso de misturar política e língua. Porquê sempre falais do "colonialismo português" e não, por exemplo do "colonialismo moçambicano"? Uns são europeus de segunda e os outros nem sequer isso?


Se te preocupa o colonialismo, estabelece prioridades, porque há outro bem mais preocupante do lado disso que chamam Espanha.

Se temes ao colonialismo que pudessem exercer outras nações que falam galego, a mais perigoso seria o colonialismo brasileiro, pois o Brasil é uma potência emergente ao lado da qual o Portugal é um grão de areia.

Deixa-te de impérios fictícios e outras caralhadas e olha o que põe o teu Bilhete de Identidade e o(s) idioma(s) no que está escrito, e se verdadeiramente queres descolonizarte, começa por descolonizar a tua mente.

Saudações


P.S. Um dia destes a ver se me explicais as normas de acentuação da normativa RAG-ILG. Nunca as comprendi e continuo sem comprendê-las.

curdomelidao #29 9/Outubro/2008 curdomelidao
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Estava pensando em nom entrar-lhe ao trapo ao sempre_en_galego, sobretudo porque igual pensa que me dou por aludido co de imperialista português (que pra saber que nom o som só há que aprender a ler ai acima #25, que igual é o problema que tem o sempre_en_galego com a grafia portuguesa). Como gostei do conto galegodosul, que tem bem pouco de ser um conto disparado desde as trincheiras (muito polo contrário que o sempre_en_galego -do norte, suponho) eu vou botar um conto que tem de actrizes 2 nenas relativamente pequenas mas quantitativamente grandes (a menos que sempre_en_galego do norte, of course(ostiá, outra paréntese, umha expressom em inglês e um palavrom que nom sei como se di em ILG-telexornal)).
O caso é q estava eu a ver há alguns anos umha projecçom ao ar livre do cineclube de compostela (para mais senhas Tempos Modernos de Chaplin, seguro que alguém lembra). Pois ao princípio iam pôr os legendados em castelhano, eu sugeri-lhes que ao ser um filme mudo bem podiam pô-los em português. O caso é que o pouco diálogo que há (já sabeis, o monólogo do chefe da fábrica, ao começo) foi acompanhado lido em alto por umha destas crianças que bem se olhava que pouco tempo havia que ela aprendera. Parece muito? nom, o melhor foi a resposta da sua companheira que ainda nom descobrira o mundo das letras (teria por volta de 3 ou 4 anos).
- Y que está, en gallego?
Eu sorri tristemente e a sua companheira nom soubo que responder.

Sempre_en_galego. Diz muito bem com o de que há que informar-se bem antes. Luís de Camões era filho de galegos do território da Galiza actual (mal que lhes pese a alguns portugueses, inclusive galegos). Nasceu a começos do XVI. A ver, se fazermos contas tu e mais eu: o primeiro rei bilíngüe da Galiza tivemo-lo no XIII, Afonso X o Sábio e, para mim, precursor da norma ILG-RAG, mais que nada polo do bilingüismo armónico na escrita. Entom a conta sái com que passam três séculos (ou dous e meio, é igual) do primeiro rei bilingue na Galiza à mae de Camões, suponhemos também que da língua materna do escritor referido(conste que como lingüista odeio este termo, mas esse é outro debate). Se queres bota tu as contas, eu passo remito-te outra vez a #25, por se nom leste...
E se queres algumha outra cousinha bibliográfica que fale mal da RAG sem a mencionar, recomendo-te a leitura dum tal Marcos Bagno que che asseguro que apesar de escrever assi nom é reintegrata (é brasileiro). Chama-se O preconceito Lingüístico. O que é como se faz.
P.D.- Nom estaria mal que o lesse também algum que outro reintegrata ;P

Anti_Lusista #30 9/Outubro/2008 Anti_Lusista
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Eu son do sul de Ourense e aseguroche que entendedes si que se emprega, e "entendeis" nunca. O que me irrita de certos reintegrataas, e ista señora parece unha, e a utilizacición de formas do portugués que claramente son unha influencia do castelán, na contra de empregar formas que un está a escoitar dende cativo. A dobre moral.

Encanto o de auga... na meirande parte desta provincia empregase auga, non agua.

saudos

bertus #31 9/Outubro/2008 bertus
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curdomelidao, dis: "O primeiro de tudo porque me reprochas a mim o que fai a norma oficial?"

Respóndoche brevemente: pois moi sinxelo, o que che reprocho é que criticas cousas que ti mesmo fas. Sodes vós os que ides de puristas e quedades como o carallo cun portugués bastante castelanizado.

Por certo, "choio" e "choiar" son bastante usados pola xente xoven galegofalante, os meus amigos o empregan, sobretodo os máis choiantes. Pero claro, é un preconceito que se ve moito por eiquí entre reitegratas que non choian na obra nin no porto: os galeguismos son cousas "vellas" e os castelanismos do portugués venllen quenindiola...

Hispanico #32 9/Outubro/2008 Hispanico
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30#
"Eu son do sul de Ourense e aseguroche que entendedes si que se emprega, e "entendeis" nunca."

ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ... muito bom compadre, do sul de Ourense, nom é? entendeis nom se emprega nunca ...

E "entendedes si que se emprega"? No sul de Ourense DE QUE PLANETA?

Hispanico #33 9/Outubro/2008 Hispanico
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estes neofalantes isolinos som-che o milhor que hai

Anti_Lusista #34 9/Outubro/2008 Anti_Lusista
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Hispanico non es o mais indicado para falar, soltando animaladas coma co termo galego referido a lingua é un invento castelá... por certo, respostouche moita xente dandoche os exemplos que reclamabas, e non, entendeis non se emprega campión.

Hispanico #35 10/Outubro/2008 Hispanico
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Nom esgueire ó seu Anti_lusista. Vem de dizer #34:

"e non, entendeis non se emprega campión"

Está a falar do sul de Ourense do PLANETA TERRA? Por favor, esclareça-me este particular já que estaria moi interessado em conhecer UNIVERSOS PARALELOS, se os houver.

"aseguroche que entendedes si que se emprega" E só?

Concha-Rousia #36 10/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Eu também sou do sul de Ourense, e também queria dizer uma cousa sobre a polémica "entendedes" vs "entendeis"... Vou dizer algo que nem vai agradar a gregos nem a troianos, mas assim é a vida:

Eu tenho ouvido usar as duas, eu habitualmente uso "entendedes" mas na escrita, sobretudo quando quero que me perceba um amigo poeta que tenho lá nos Açores, mas outra meia duzia que tenho no Brasil, uso "entendeis" na minha escrita.

Querovos contar uma cousa sobre diversidade linguistica no nosso pais. Eu sou duma aldea chamada Covas que linda com uma aldeia (entre muitas) chamada Tosente, que raia com o Couto Mixto(meaus, São-Paio e Santiago). Vereis ou veredes ;) o que lá se passa. Os de Tosente, que vão, ou melhor dizendo iam com as vacas para a mesma veiga, e casavam em Covas, e os de Covas lá, etc... Tem um sistema de pronuncia e um montao de léxico diferente do de Covas... Só por pôr um exemplo: Eles dizem "adivalho" e nós "vencelho" eles "funguiro" e nós "estadulho" eles "Domighos" e nos "domingos" eles "Tôsênde" (com e e o fechados) e nós "Tosende" com eles abertos... eles dizem "saghe" e nos "sangue" para o que corre polas veias... logo coincidimos em usar gheada em "ghato" "lagharto" etc... a gente que de Tosende vêm casar a Covas passa a usar a linguagem a usança de Covas (menos quando vai a Tosente) e imagino que os de Covas que vao para Tosende, irão fazer outro tanto... E talvez seja por isso que eu descobria a riqueça da nossa língua, mesmo sem ter que ir ao outro lado da raia, onbde falam mais parecido a mim que os próprios vizinhos de Tosende... ou falavam porque as televisões Portuguessas, o mesmo que as Espanholas... praticam a Uniformizaçao, aqui para que tudo pareça Madrilenho, e lá para que tudo pareça Lisboeta... Vou deixar a cousa por aqui que já vai longa... Tudo o q

Concha-Rousia #37 10/Outubro/2008 Concha-Rousia
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... por erro enviei antes de ter acabado de escrever... e mesmo antes de ter lido e tirado dele as gralhas... (desculpai)...

Só me restava dizer que tudo que é nosso deve ser reclamado como nosso... e o Português, (com excepção de umas palavrinhas para ai) é todo nosso, e devemos reclamá-lo.

Obrigada.

Concha-Rousia #38 10/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Corrigi para vós entenderdes melhor o texto...

Eu também sou do sul de Ourense, e também queria dizer uma cousa sobre a polémica "entendedes" vs "entendeis"... Vou dizer algo que nem vai agradar a gregos nem a troianos, mas assim é a vida:

Eu tenho ouvido usar as duas, eu habitualmente uso "entendedes" mas na escrita, sobretudo quando quero que me perceba um amigo poeta que tenho lá nos Açores, mas outra meia dúzia que tenho no Brasil, uso "entendeis" na minha escrita.

Quero-vos contar uma cousa sobre diversidade linguística no nosso país. Eu sou duma aldeia chamada Covas que linda com uma aldeia (entre muitas) chamada Tosente, que raia com o Couto Misto(Meaus, São-Paio e Santiago). Vereis ou veredes ;) o que lá se passa. Os de Tosente, que vão, ou melhor dizendo iam com as vacas para a mesma veiga, e casavam em Covas, e os de Covas lá, etc... Tem um sistema de pronuncia e um montão de léxico diferente do de Covas... Só por pôr um exemplo: Eles dizem "adivalho" e nós "vencelho" eles "fungueiro" e nós "estadulho" eles "Domighos" e nos "Domingos" eles "Tôsênde" (com e ‘e’ ‘o’ fechados) e nós "Tosende" com eles abertos... eles dizem "saghe" e nos "sangue" para o que corre polas nossas veias... logo coincidimos em usar gheada em "ghato" "lagharto" etc... a gente que de Tosende vêm casar a Covas passa a usar a linguagem a usança de Covas (menos quando vai a Tosente) e imagino que os de Covas que vão para Tosende, irão fazer outro tanto...

E talvez seja por isso que eu descobria a riqueza da nossa língua, mesmo sem ter que ir ao outro lado da raia, onde falam mais parecido a mim que os próprios vizinhos de Tosende... ou falavam porque as televisões Portuguesas, o mesmo que as Espanholas... praticam a Uniformização, aqui para que tudo pareça Madrilenho, e lá para que tudo pareça Lisboeta... Vou deixar a cousa por aqui que já vai longa...

(Minhas desculpas polo erro do pc... ou do da tecla, ou do dedo... à hora enviar antes o texto)

Obrigada, sempre!

sempre_en_galego #39 10/Outubro/2008 sempre_en_galego
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curdomelidao #40 10/Outubro/2008 curdomelidao
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Bertus, por alussons.
Aseguro-che que se leres bem os meus comentários olharias que ante todo son-che bastante pouco purista. O único que quero é que se me entenda, quanta mais gente melhor e na minha língua (a que me nasce da cabezinha) aínda que com umha grafia que nunca me aprenderom e que eu figem por aprender (polo de quanta mais gente melhor). Umha outra cousa, se eu for purista (do ILG, por exemplo) diria-che que quando tu pôs > estás a cometer um castelhanismo; mas como nom som tal purista e, se calhar, é que te andas a "reintegrar" coa colocaçom brasileira dos pronomes, e por isso aplaudo-che. ;)
P.D.- Os puristas hai-nos em toda parte (tb no luso-reintegracionismo) e segura que há gente a quem lhe chiam os dentes quando emprego o che (o padrão português é teísta); mas é que a mim nunca nengum galegófono do planeta adiante me deixou de entender por ter empregado este pronome dialectal.
Saudaçons cordiais (sobretudo para ti Bertus, que um gosta falar com quem respeita os demais).
P.D. II- Este para sempre_en_galego; eu som reintegrata polo futuro de subjuntivo e nom polo pretérito mais-que-perfeito (é umha licença poética, eh?, que a minha companheira diz-me que às vezes som um pouco revirado nos plantejamentos).

curdomelidao #41 10/Outubro/2008 curdomelidao
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*os meus amigos o empregan
É que justo foi faltar a expressom que tu usaches, desculpa!

mceleiro #42 10/Outubro/2008 mceleiro
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#39 Olho com as substâncias alucinogénias (http://www.vieiros.com/nova/69.... Se alucinas, não comentes.

DICIONÁRIO ON-LINE ESTRAVIZ (Padrão AGAL):
Montom s. m. (1) Aumentativo de monte. (2) Conjunto de cousas empilhadas sem qualquer preocupaçom de ordem. adj. Aparvado, torpe. A montões: em grande quantidade. Do montom: diz-se do vulgar e sem mérito. Em montom: sem distinçom, com amontoamento. É um montom: diz-se da mulher grossa, sem jeito, desasseada. Montões e moreias: montões e mais montões. Prometer montões e moreias: prometer muito e nom cumprir nada. Sinóns. Acervo, pilha.

DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA ON-LINE PORTO EDITORA (Padrão Acordo Ortográfico):
montão
nome masculino1. grande monte
2. grande quantidade
3. conjunto de coisas empilhadas sem qualquer preocupação de ordem; acervo; pilha;
aos montões em grande quantidade
(De monte+-ão)




Mas também, meu caro amigo....

DICIONÁRIO ON-LINE IR INDO (Padrão RAG-ILG):
montón:
1 s m Conxunto de cousas postas unhas enriba das outras.
2 s m Gran cantidade ou gran número de algo.
SIN: montículo, monte, morea.

... e assim uns quantos mais. Existe vida além da RAG. O dicionário da RAG até os mais duros defensores do isolacionismo sabem que é dos mais fracos.

Anti_Lusista #43 10/Outubro/2008 Anti_Lusista
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Pero Concha, que hai de malo en empregar entendedes? cando o uso no pais é esmagadoramente maioritario. O ano pasodo estiven nunha residencia brasileira en madrid, e cando empregaba as formas verbais rematadas en "des" eles entendían o que lles estaba a contar, de feito para eles o galego que falamos na Galiza é case que medieval as veces, xa que tamén empregamos verbas que desapareceron do portugués xa fai tempo, pero como son de uso cotián deberiamos empregalas.

Concha-Rousia #44 10/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Só mais uma cousa:

Pois é..." o falar não tem cancelas (que nos lembra sempre_en_galego) mas alguns caiu-lhes a cancela na cabeça e trilhou-lhes a língua"... e agora ficam MONTÕES e moreias de palavras, que mesmo sendo GALEGAS, eles não as podem dizer. Desculpai, era só isso que ia dizer.

Obrigada pola atenção.

mceleiro #45 10/Outubro/2008 mceleiro
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#43 Pois o mesmo de mau que escrever "entendeis", maioritária no conjunto de todos os falantes de galego do mundo. É a que eu uso por ser a da minha área dialectal e vós a mim também sempre me entendeis. Igual que quando digo "põe" ou "fizemos".

A norma AGAL aceita duas formas. O Português padrão só "entendeis", e a norma RAG-ILG só "entendedes".

Em galego temos fago/faigo/faço(ceceio)/faço(seseio). Formas escritas triplas é bastante absurdo.


PS: Talvez uma Galiza com voz e voto integrada na CPLP poderia impor determinadas formas...

lenin #46 10/Outubro/2008 lenin
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Os reintegracionistas tedes parte de razón, é innegable. Pero cos vosos argumentos descalificádevos vós mesmos.
"Mijam por Nós"- Expresión que de seguro faría escangallarse de risa ata morrer ó 90% da poboación galega.
"Afonso X o Sábio e, para mim, precursor da norma ILG-RAG"- o 100% dos intelectuais galegos, portugueses e mundiais escangallaríanse de risa ante este intrépido axioma.

mceleiro #47 10/Outubro/2008 mceleiro
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É bem melhor rir que chorar, hom!

Esse 90% deve ser o mesmo que fica sério quando ouve dizer "o curruncho da beirarrua". Ou igual é o 90% que se escaralha de risa quando se lhe chama "concelho" ao "untamiento" ou "orçamento" ao "presupuesto". Melhor que o "pueblo" expresse o seu "gallego", não é?

Quanto a Afonso X, todos sabemos que escreveu ELE SOZINHO as Cantigas de Santa Maria, que AMAVA IMENSO a Galiza, que era SÁBIO E BOM, e que nunca deu preferência a GRAFIAS DO CASTELHANO em tais textos na sua corte, na Galiza?

Evidentemente o de "percusor da norma ILG-RAG" é um jeito de falar, mas tampouco é tão difícil compreender o senso do "intrépido axioma".

Saudações

Concha-Rousia #48 10/Outubro/2008 Concha-Rousia
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Anti_Lusista, pois não há nada de mal em empregar "entendedes" eu mesma em algumas orações podia ter escolhido essa forma, e posso no futuro, e acho que a Galiza terá algo a dizer sobre suas formas aceitáveis quando fique integrada na Lusofonia... Não acho que ninguém me fosse dizer nada por eu usar “entendedes” em nenhuma parte da Lusofonia...

Como também (e tamém) uso "cousa" "dous" "polo" "pola" coa (às vezes)...etc e uma cheia de léxico que só usamos na Galiza, ou mesmo só na Raia. Eu não renuncio ao Léxico patrimonial nosso por nada deste mundo... ora, uma forma verbal já me tem menor importância, embora tamém (ou também, que dizem por onde eu moro agora, na Amaia) é defensível.

Obrigada polos comentários respeitosos. Como diz um amigo meu que mora nos Açores... na Lusofonia cabem todas as formas de galego, e todas as variantes de galego, a Lusofonia não quer a uniformização, quer a diversidade... e para isso nos vamos ter de levar lá a nossa diversidade, que não é pouca.

galegodosul #49 10/Outubro/2008 galegodosul
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#48
«Não acho que ninguém me fosse dizer nada por eu usar “entendedes” em nenhuma parte da Lusofonia...», afirmou Concha Rousia.
Claro que não, Concha. A diversidade da escrita e da fala só enriquece a nossa língua, o galego-português. Aliás, no Norte de Portugal (Galiza do Sul) não é raro ouvir-se a terminação -des na 2ª pessoa do plural do presente do indicativo como, por exemplo, "vós estades", "vós comedes", "vós fugides".Usa-se também no imperativo plural ("comeide moços!").
Para terminar, leia os primeiros quatro versos da «Nau Catrineta», um poema de origem popular recolhido por Almeida Garrett, e atente na forma verbal presente no 3º verso.

Lá vem a nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar.

Saudações galaicas

lenin #50 10/Outubro/2008 lenin
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mceleiro, creo que mais que alfonso X tiveron que ver na norma da rag Rosalía, Pondal, Curros, Cabanillas, Cunqueiro, Celso Emilio, etc.

lenin #51 10/Outubro/2008 lenin
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mceleiro, creo que mais que alfonso X tiveron que ver na norma da rag Rosalía, Pondal, Curros, Cabanillas, Cunqueiro, Celso Emilio, etc.

AGIL #52 10/Outubro/2008 AGIL
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mIjar / mExar: Qual tem mais parecido com o castelhano "mEar"?

AGIL #53 10/Outubro/2008 AGIL
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Acho que o de mI/Ejar por nós é mais do Castelao que da Concha...

AGIL #54 10/Outubro/2008 AGIL
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-edes, ... -és: Ambas as três ouvem-se pela Galiza adiante...

mceleiro #55 10/Outubro/2008 mceleiro
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Eu também, lenin.

Uma aperta.

AGIL #56 10/Outubro/2008 AGIL
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Acabo de ler isto no google: " Montes de espaço.- Mais de 7221.462064 megabytes (e continua a aumentar) de capacidade de armazenamento gratuita para nunca mais ter de eliminar mensagens."
...
Que significa aí "montes"?

Hispanico #57 10/Outubro/2008 Hispanico
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Aos compadres do sul de Ourense, planeta terra, Concha-Rousia e Anti_Lusista:

Pois eu devo ser do sul de Ourense DE UM OUTRO PLANETA porque onde nós diziamos a grandes berros no meio do monte en enxergando uns hominhos ao lonxe: "de'onde SONDES?", e a resposta gritada dos alonxados homes: "de Berrande", e nós, como ia moito vento e nom entendiamos bem (e mesmo nem conheciamos Berrande, que fica moi lonxe), "de onde SONDES?" (ainda mais alto), e eles respondiam: "de BERRANDE", e nós, já com toda a força dos pulmóns: "de'onde SOOOOONDES?!!!!!!!!!" ... "d' BerraaaaaaaaaaaaaaNde!!!!!!!!!!!!!!!!!!" ... em fim ... nom sei se vos daNdes de conta do que digo ... ou vos DAIS de conta, tanto tem ...

curdomelidao #58 12/Outubro/2008 curdomelidao
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Mceleiro, muito obrigado por me botares umha mao na minha ausência. Eu só lhe queria comentar umha cousinha, por alussons ao Lenin -este que coloca a alcunha em castelhano, o "e" paragógico apenas o emprega quando o receita a RAG, por suposto só oralmente.
Lenin (assi é todo ainda lhe fas bem pouca justiça ao nome), conheces a Giordano Bruno, Miguel Servet, etc?... por se nom o sabes "o 100% dos intelectuais galegos, portugueses e mundiais (da altura) escangallaríanse de risa ante (o) intrépido axioma que propunham.
Saudaçons cordiais
P.D.- Desde logo nom estou à altura dos dous ilustres assassinados pela inquisiçom, eu apenas som discípulo muito pouco avantajado de Carvalho Calero (aquele do que o galego ou é galego-português ou galego-castelhano), ao que a "inquisiçom" trata de calar ainda após morto. Suponho que nom gostarás mais umha vez da minha OPINIOM (ou intrépido axioma, como quigeres). Por certo concordo contigo em que na norma oficial "Rosalía, Pondal, Curros, Cabanillas, Cunqueiro, Celso Emilio" influírom também estas autoras/-es que, sabes que tenhem em comum? para escreverem na sua língua tinham que empregar o ÚNICO sistema gráfico que lhes aprenderam na sua educaçom, o do CASTELHANO.
P.D. II- Este é um anúncio para o mundo. A república Curdomelidá anuncia que implantará o acordo ortográfico da galegofonia para 2012. ;P

bertus #59 12/Outubro/2008 bertus
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curdomelidao, compararse con Bruno! O único que demostras é que dicindo que pasaches pola universidade a universidade non pasou por ti.
Mira, ti dixeches: "E desculpái por mesturar normas. É que estou no curro e já deveis conhecer a "deformaçom profissional" (e nunca melhor dito, nom é?)"

Deformación profesional? E disque non vas de purista. Por que te desculpas? por que dis que é "deformaçom"? Non home non, Bruno non tiña ren de hipócrita...

curdomelidao #60 13/Outubro/2008 curdomelidao
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Deformaçom por me meter no cérebro desde o nascimento e nom só do castelhano (também do teu galego escrito) grafias que PARA MIM som castelhanas(e para muitos mais, entre eles Dom Ricardo Carvalho Calero, que é ao que comparo com Bruno, entre outras cousas pola inquisiçom).
Se por isso tu me chamas hipócrita eu, pola tua regra de três, contestaria-che espaÑolazo.
Menos mal que nom empregamos a mesma regra de três.

bertus #61 13/Outubro/2008 bertus
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Aí quería chegar eu. Ves como si que vas de purista: ti dis que son grafías castelás e me chamas a min, "desde el curro", "españolazo" por empregalas e por iso dicías que era "deformaçom". Está ben que vaias recoñecendo as cousas.

Por outra banda, Bruno empregaba a razón, non se baseaba na autoridade como os escolásticos e na que te baseas ti, que repites vaidoso como os papagaios (así lle chamaba Bruno aos escolásticos) que es filólogo e discípulo de Calero sen dar máis razón ca esa. Os escolásticos eran tamén os que miraban máis prós textos máis antigos.
Recoméndoche a Adorno e Horkheimer que din en "Dialéctica da Ilustración" que a Ilustración chega a converterse no seu contrario no discurso burgués atacando a unha autoridade que sabe que non é tal, que é feble e sabe que non obriga á obediencia. Pois iso, que pareces Rosa Diez dicindo que te impoñen como has de escribir...

curdomelidao #62 13/Outubro/2008 curdomelidao
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Bertus:
O primeiro de tudo. O que che digem em #60, vem a dizer, por outras palavras que nom che penso seguir o jogo das desqualificaçons porque isso nom é argumentar, ficou-che clarinho?
Com isto vou-che dar 3 explicaçons (e que nom serva de precedente, se voltas soltar o ultra que há em ti desde logo que escuso argumentar nada).
Primeiro deverias revisar o que escreves porque "e me chamas a min, "desde el curro"" nom é o galego que ti defendes (no que nom se pode dizer "curro" mas si "beirarrúa"). A isso chama-se-lhe (desde o ILG-RAG) CASTELANISMO. Se fosse tam purista diria-che o mesmo que o ILG, mas como nom som, voltamos aplaudir a tua reintegraçom com o Brasil (e já é o segundo aplauso que che boto e tu a comparar-me à fascista da Rosa Díez).
Em segundo lugar "que repites vaidoso como os papagaios (así lle chamaba Bruno aos escolásticos) que es filólogo e discípulo de Calero sen dar máis razón ca esa". Desculpa, digem que era discípulo do mestre Carvalho para o relacionar com Bruno e a inquisiçom (que nom me comparei eu, pessado).
Se queres falo-che agora da Inquisiçom. Essa que apenas subvenciona os livros, associaçons, instituiçons e inclusive os meios de comunicaçom em castelhano e porém nega qualquer ajuda a qualquer projecto em reintegrado porque nom escrevem como manda a Inquisiçom da Língua dizqueGalega SEMPRE APOIADA POLO PODER POLÍTICO. Que eu saiba desde o poder político em mais de 25 anos de Estatuto de Auto-anemia só se empregou o teu modelo escrito, nom o meu. Por isto che asseguro que do meu ponto de vista (e com os argumentos que tu nom empregas); polo que o de "a Ilustración chega a converterse no seu contrario no discurso burgués atacando a unha autoridade que sabe que non é tal" deverias de o revisar, porque este é o teu descurso. Nom vou falar dum poder que eu nom tenho e tenhem outros.
Esta é a última, prometo. "Os escolásticos eran tamén os que miraban máis prós textos máis antigos". Se tiveres lido com algo de atençom darias-te conta que nom som eu quem vai ao passado ao fazer as minhas análises ligüísticas, mais bem polo contrário. De facto quem anda ainda subm(et)ido no Estruturalismo roçando com o Generativismo chomskyano é-che quem che prescreve o teu dizquegalego. Eu, no entanto ando-che às voltas com os Princípios e Parámetros do Programa Minimalista de Chomsky, que desde logo, em lingüística, é-che do mais moderno que os meus olhos virom. Eu recomendo-che tb um livro e mais tb o jeito em que @s galeg@s devemos ler (de querer seguir a sermos galeg@s). Chama-se: "El nacionalismo ligüístico. Una ideología destructiva" do Mestre Moreno Cabrera (que nem é galego nem reintegrata, mas que é um Mestre). Isso sim, @s galeg@s (caso de crer que temos o idioma ameaçado, senom melhor que nom) devemos ler no título "Nacionalismo Lingüístico. Um mal necessário" e provavelmente chegues à mesma conclussom que Calero no debate com umha das figuras da RAG, Constantino Garcia. Isto podes ve-lo aqui:
http://www.udc.es/dep/lx/cac/v...
Aproveito para agradecer ao profe Cáccamo ter-nos deixado tanta marabilha por aqui.
P.D.- Também te deverias informar bem. Polo que eu sei no seu momento escolheu-se (desde o ILG e a RAG) a grafia espaÑola porque ao ser o povo galego analfabeto no seu idioma (no sentido de que nom havia nem alfabeto, nem normas, nem nada) e estar alfabetizado no castelhano, así havia de ser mais fácil para @s pobres galeg@s que nom lhes dá para interpretar um nh como fonema nasal velar (e isto vai com sorna, que tu bem capaz que és de o tomar à tremenda).
Um outro argumento que se esgremiu foi que separar o galego do Português ia dar mais dinheiro, que ademais ia ficar na casinha, mas este é outro debate...

bertus #63 13/Outubro/2008 bertus
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Non me vou meter no eterno debate. O que dis non refuta o que dixen de que es ti o que vai de purista. Coñezo as túas posicións e coñezo o libro do nacionalismo lingüístico. Nada novo. As miñas opinións ao respecto xa están dadas. Xa teño dado as miñas posicións con respecto a toda esa leria da "utilidade do reitegrado" en artigos como "vamos a serio" e por aquí en vieiros en diante. Non me gusta repetirme e non teño tanta "deformación profesional" para perder o tempo outra volta repetíndochas. Simplemente, o que eu me quería limitar a sinalar é que o que vai de purista, con bastante hipocresía e con bastante desfortunio castelanista, es ti dende o intre no que pides desculpas por "mesturar" e por "deformaçoms". Fica claro. E se non queres que che insulten, non fagas como os do país e Rosa Díez que falan coma ti, insultando, de inquisidores...

curdomelidao #64 13/Outubro/2008 curdomelidao
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Olha, nom vou seguir batendo em branha dura porque já vejo que segues no jogo do insulto. Eu nom digem que fosses tu a Inquisiçom, mas sim a normativa que defendes (se te sentiches insultado pedo-che desculpas, mas nom falava de ti); falava da normativa que primeiro subvencionou o Fraga e agora o Tourinho embora a outra normativa nom estivo nunca subvencionada polo poder político galego a través da SXPL (embora sim que recebe subvençons milionárias o ABC, por exemplo).
Agora diz-me. O reintegracionismo pode estar todo o equivocado que quigeres, mas nom me che permito que me julgues a mim ou ao reintegracionismo menos defensor do galego do que tu e a tua postura, a isso nom tes direito.
E deixa de me maçar com o ditoso curro; antes de me julgar aprende a colocar bem os pronomes na TUA normativa se me queres dar liçons de castelhanismos.
Adeus!
P.D.- Reafirmo-me nas desculpas mais umha vez a quem as queira (e as mereça), acho que a mistura de normativas num mesmo texto é muito pouco pedagógica.

bertus #65 13/Outubro/2008 bertus
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Que es ti o que vas dando leccións reafirmándote no teu purismo, pesado... E non fales tanto de subvencións do poder político que o reitegracionismo tamén ten as súas... O outro día queixábase Paco Rodríguez no "Galicia hoxe" de que moitos dos profesores de instituto non respetaban a normativa da concordia, que era boa, segundo contaba, para o achegamento ao portugués ("até, "grazas", "ao", etc), e segu&iac