A recente filtraçom de dados do Mapa Sociolingüístico da Galiza parece confirmar o que outros estudos tenhem reflectido nos últimos anos: a comunidade lingüística galega sofre um retrocesso mais do que evidente, ao ponto de estarmos a um passo de que o galego se converta, se ainda nom o fijo, em língua minoritária, além de minorizada, no seu território originário.
Umha situaçom que, ao contrário da anterior (língua maioritária e minorizada) nom é estável, acelerando o processo substitutivo em curso no nosso país e abrindo expectativas reais para a extensom absoluta do espanhol como principal língua de identidade na Galiza.
Perante um panorama como este, instituiçons como a Real Academia Galiza ficam em evidência quando o seu presidente, X. R. Barreiro Fernandes, num documentário divulgado pola TVG no passado dia 25 de Julho, considerava umha ameaça para o galego a possibilidade de ser “succionada” (sic) polo português. Em termos bem mais prudentes se expressava o também académico Francisco Fernandes Rei, chegando a reconhecer a “inegável” identidade lingüística entre galego e português. Continuar a sustentar hoje que a ameaça para o galego provém do sul do Minho, após quase três décadas de imposiçom oficial de um modelo isolador cujos resultados estám bem à vista, produz, no mínimo, algumha perplexidade…
Poderíamos agora apelar a casos concretos em que a existência de amplos espaços lingüísticos de dimensom internacional nom contradi a substancial unidade. O caso flamengo é paradigmático da prodigiosa recuperaçom durante o último século e meio, culminado em 1980 com a assinatura do Tratado da Uniom Lingüística Neerlandesa, entre os governos flamengo e holandês. O reintegracionismo foi aí umha ferramenta normalizadora que, ao contrário do que temem alguns isoladores do galego, nom implicou qualquer unidade política entre a Flandres e a Holanda.
Que impede, entom, a assinatura de um Tratado da Uniom Lingüística Galego-Portuguesa entre os governos da Galiza e Portugal? Só a curta visom dos políticos e os normalizadores oficiais que guiam os passos do nosso país em matéria de língua.
Tímida aproximaçom
É verdade que a última revisom do padrom galego da RAG supujo umha tímida aproximaçom de posiçons reintegracionistas. É verdade que a recuperaçom do nosso idioma exige outras medidas para além das padronizadoras, entre as quais umha também ensaiada com êxito na Flandres: o reconhecimento jurídico da territorialidade lingüística, nos mesmos termos que o espanhol a goza no conjunto do território administrativamente espanhol.
Contodo, um processo que realmente queira conduzir para a plena recuperaçom dos direitos lingüísticos colectivos galegos poderia incluir desde já algumhas medidas efectivas, com a única condiçom de que a mentalidade estreita e isoladora seja substituída por umha outra mais aberta, que nos situe no mundo como parte do amplo espaço internacionalmente conhecido como lusofonia.
Ponhamos alguns exemplos:
Que essência do nosso idioma se veria ameaçada pola difusom gratuita e generalizada dos meios de comunicaçom (televisons e rádios) portugueses no conjunto do território galego?
Porque a Administraçom autonómica nom segue os passos da estremenha, situando a Galiza à frente no ensino do português em escolas oficiais de idiomas e como segunda língua estrangeira no ensino secundário galego?
Que impede inclusive incorporar o estudo do português como parte dos programas oficiais de Língua Galega nos diferentes níveis educativos, garantindo assim, em poucos anos, umha competência generalizada por parte de toda a populaçom galega?
Seria tam difícil estabelecer acordos com administraçons e empresas informáticas, editoriais e audiovisuais para que a Galiza fique incluída na distribuiçom de materiais em português, que nos evitem pagar a portagem do espanhol para aceder a produtos culturais e tecnológicos de todo o tipo, já existentes na nossa língua?
Administraçom democrática
Essas e outras iniciativas semelhantes, longe de ameaçarem ou “succionarem” o galego, só o enriqueceriam e o afirmariam face à abafante imposiçom do espanhol, permitindo novos passos em matéria de padronizaçom que nos conduzissem à assinatura desse necessário Tratado da Uniom Lingüística Galego-Portuguesa a que antes aludim.
Qualquer administraçom democrática em qualquer país do mundo, quando comprova o fracasso de umha política concreta, deve revê-la, corrigi-la e garantir mudanças reais. Em lugar disso, na Galiza levamos quase três décadas de fracassos em matéria de política lingüística, agora confirmada nos novos dados da segunda ediçom do Mapa Sociolingüístico da Galiza, que a RAG e a Junta nom acabam de publicar, apesar de estar pronto desde 2004. O que sucede no nosso país dá para pensar que, realmente, as instituiçons públicas querem deixar esmorecer o galego entre a propaganda, o sentimentalismo e os subsídios milionários.
Ou entom, como explicarmos que o Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega, roteiro de consenso com que as principais forças políticas enfrentarám os próximos anos, continue a teimar nos mesmos tiques bilingüistas e isoladores que nas últimas décadas mostrárom o seu inapelável fracasso?
Parabéns Maurício, parabéns. Gostei muito do artigo ... é muito lúcido e pertinente. Até quando se continuará a tapar o sol com uma peneira? Porquê tanto medo? Porquê esta teima de não querer o inevitável? Porquê continuar a destruir conscientemente o galego com as soluções caducas dos últimos 20 anos?
Pois estou de acordo en certas partes do escrito. Eu, que non son reintegracionista, apostaría por un maior achegamento do galego á lusofonía agora ben mantendo a nosa independencia coma idioma. Nós falamos galego, en POrtugal fálase portugués. Non creo que debamos ter complexos de inferioridade (nas dúas bandas: reintegracionistas e normativistas) respecto de Portugal e o portugués. Aínda así, a ninguén se lle escapa a idea de uniformalidade dos portugueses (peores cos españois, senón mirade os casos do mirandés e o barranqueño). Cómpre que a Academia Galega tamén se posicione nese achegamento, coma antes ían a realizar sesións a POrtugal (otero pedraio, martínez risco e compañía ían a sesións da AG en Portugal e non pasaba nada).
Tampouco creo que a solución ao esmorecemento do galego sexa o reintegracionismo (que non dis pero deixas entrever demasiado).
Aínda así, e sen ánimo de enfrontarme aínda que si de debater positivamente, o galego debería manter sempre a súa esencia fronte ao portugués porque esta é anosa lingua e a súa escrita maioritaria é a proposta pola AG (aínda que haxa cousas que todos, reintegracionistas e normativistas, non esteamos de acordo).
Un saúdo
Clodio.
Probablemente moitos falantes galegos, que ven como o seu vocabulario é tachado de dialectal ou vulgar por algúns "vultos" reintegracionistas. Probablemente algúns lingüístas portugueses, que non admiten que fenómemos xerais no galego son parte da súa lingua. Probablemente algúns académicos e elites galegas, formados nunha cultura diferente da portuguesa. Unha preguntiña...porque o reintegracionismo non convence nin aos propios reintegracionistas, bastantes dos cales escriben nun portugués de Portugal galeguizado (MDL)?
Os anos impares, "contodo" é o normativo, os pares "contudo". Obrigado polo seu interese, o reimtegracionismo como rexeneración do galego é moi positivo
Está moi ben apoiar a difusión do portugués en Galiza e denunciar calquera discriminación desa lingua, mais eso non impide apoiar aínda con máis forza a normalización do galego. Presentar as dúas opcións como contradictorias é un erro grave que delata unha confusión un tanto simple da que moitos non queremos participar. Dos exemplos propostos na parte central do texto, o primeiro, o segundo e o cuarto pode apoialos calquera porque suporían unha mellora do acceso á cultura sen fronteiras no noso país. Sería bo ademáis que se fixese o mesmo non só co portugués senón tamén con outras linguas como por exemplo as dos inmigrantes doutros países que viven en Galiza e pagan taxas a Facenda. O que resulta unha volta atrás é propoñer que se substitúan os programas de lingua galega nos diferentes niveis educativos por programas encamiñados á difusión do portugués. Está claro que o galego comprendido como lingua propia molesta tanto ós que só son capaces de pensar nun ensino en castelán como ós que desexan un ensino parecido ó que se podería ter nunha escola portuguesa. A longo prazo e sendo coherentes, eso suporía non só a sustitución da lingua propia senón de todo o que se refire a Galiza no ensino para substituilo polo que se refire a Portugal: historia, socioloxía, xeografía e demáis. Nesas coma noutras materias a pedagoxía esixe un acercamento dos alumnos ó medio no que viven e só a partir de aí poden coñecer mellor o resto do mundo. E o seu medio, malia as enquisas, segue a ser o da sociedade galega, con todas as súas eivas, mais tamén con moitas ventaxas respecto á portuguesa, por exemplo no referido ó ensino.
Parabéns polo artigo. Mais não aprederemos/am.
1. - As vacas sagradas da RAG são as menos interessadas, porque pensam só nas lentelhas.
2. - A incapacidade do nacionalismo galego para separar política e lingüística (fagocitação portuguesa da Galiza inevitável segundo eles), é uma barreira mental moi forte.
3. - A interessada mestura de política e lingüística do nacionalismo espanhol (que é eso de que o jallego é portujés, quereis ser portugueses?, los reintegratas quieren ser portugueses)
fomenta o ponto 2 e o autoódio.
Saúde.
Maurício: parabéns polo artigo.
Deixo várias perguntas no ar (cousa típica minha...), a ver se mas podes responder ti ou algum leitor de Vieiros:
1. Neste cenário de declínio do galego como língua viva na Galiza, que futuro tem o reintegracionismo?
2. Pensas que a luita "fratricida" entre os partidários da normativa oficial e a reintegracionista irá a mais ou a menos? (vale, já sei que aqui nom há nengum futurólogo, pero igual tés dados).
3. Que porcentagem dos que escrevem habitualmente em galego na Galiza o fam na normativa AGAL?
4. Poderia ser possível umha "folha de rota" para acadar algum acordo normativo com o ILG-RAG em x anos?
5. E por último, e desculpade a chapa, teria validez filológica, para conseguir umha soluçom "intermédia" para essa "folha de rota", o propôr umha normativa "oficial-reintegracionista", com o córpus essencial da normativa ILG-RAG, incluido gramática e léxico, pero modificando só a ortografia (ñ>nh, ll>lh, x>g,j,x, -n>-m, -s->-ss-, acentuaçom,...)? Isto significaria, porém, ter sufixos em -ciom (canciom) ou -ea (aldea), empregar "tamém", "nim" ou "case", e nessa linha, penso que se me entende.
A mim pareceria-me bem.
Um saudo e gracinhas,
CDRC
#2 "Tampouco creo que a solución ao esmorecemento do galego sexa o reintegracionismo (que non dis pero deixas entrever demasiado)"
O reintegracionismo não é a verdade revelada, nim a terápia do milénio. É simplesmente uma teoría científica (não de bar ou de debate televisivo de políticos) que afirma que o galego e o português são AÍNDA a mesma língua. Ou dito usando um circunslóquio: formam parte do mesmo sistema lingüístico.
Assim, tirar conclusões disso é doado:
- Esta-lhe resultando positivo ao valenciano "separar-se" do catalám, cando são a mesma língua com um maior grao de castelhanização do primeiro? Obviamente não. O PP valenciano sabe bem o que fai. Igual que o PPdG.
- O caso Belga, que explica o professor Maurício também é clarificador, mais na linha contrária.
Assim que podemos reconhecernos a nós mesmos sem complejos e prejuízos inculcados, ou bem invertar uma língua artificial condenada a desapareçer (em parte, precisamente por artificial).
Coma se inventásemos o, chamémos-lhe Inglés De Ávila: Ingles escrito com ortografía castelhana: "Good bye" - "Gud bai". Não é inglés, não!: ES AVILÉS.
Aquí os únicos que fracasaron son os reintegracionistas trapalleiros que como son impotentes teñen que recurrir a construtos filosóficos e anti-filolóxicos para xustificar a súa ortografía (de "orto" pouca) ilexítima e sen tradición literaria no noso país e esa morfoloxía atipicamente galega e inexistente na variante diacrónica do galego dos séculos XX e XXI.
E non houbo ningunha tímida aproximación a ninguén. Como poden ser tan egocéntricos? Credes que o galego fixo un achegamento ao portugués co insignificante que é o reintegracionismo? Pfff... a masturbación reintegracionista non coñece límites.
Castrexo. Calma ho. Fala como um filólogo em cernes (que és) e nom como um exaltado.
Por certo, eu sou reintegracionista pero nom tenho problema em escrever um ILG-RAG... incluo-me entom dentro dos "reintegracionistas masturbadores" ou nos "reitegracionistas egocéntricos".
Calma e sentidinho, que aqui podemos falar e debatir civilizadamente, empreguemos a normativa que nos dé a gana.
CDRC
Arzaya diz : «Probablemente moitos falantes galegos, que ven como o seu vocabulario é tachado de dialectal ou vulgar por algúns "vultos" reintegracionistas. Probablemente algúns lingüístas portugueses, que non admiten que fenómemos xerais no galego son parte da súa lingua. Probablemente algúns académicos e elites galegas, formados nunha cultura diferente da portuguesa.»
MAS afirmas com talvez factos ou feitos particulares, cuja correção pode ser discutida.
Maurício faz uma proposta geral. É essa a que cumpre discutir. Discutir... Porque a desqualificação gratuíta, como faz o castreXo (raivoso contra os reintegracionistas e não sei bem por que...), não conduz a nenhures.
(Por certo: Que os reintegracionistas fracassaram? Mas quem são os que levaram adiante as gloriosas políticas linguísticas "normalicionadoras"? Não foram compatadamente os membros e achegados do ILGa? Se hoje há menos utentes de galego e o galego está mais cada vez deturpado, não pode atribuir-se tal desfeita aos reintegracionistas, salvo que o castrexo "razoe" como o Acebes e o Zaplana...).
Mas voltando ao Arzaya, aponto o seguinte:
1.- Os critérios de correção idiomática nem são unos (= únicos) nem imudáveis. Dependem da situação, do contexto, do cotexto.
2.- Os interessados em integrar-se numa língua extensa e útil (expressão que Castelao repete no seu Sempre em Galiza) não são os portugueses, mas os galegos. Deveriam ser. Para além, há muitos mais utentes ou usuários de português do que os cidadãos da República portuguesa. (Como estamos ensumidos na Hispanofonia, vou permitir-me lembrar uma expressão de Lázaro de Tormes que talvez venha ao caso: "Arrimarse a los buenos"... Talvez os galegos fossem capazes de subsistir por si... A experiência está a evidenciar que não. Por isso parece razoável "arrimarse a los buenos": A "los espaÑoles"? Já estão "arrimados" e que é o que acontece? Portanto, parece mais do que razoável "arrimarse" à Lusofonia, não apenas a Portugal, mas também... Opino.)
aovellaquemira
Tu pouco favor lle fas ao articulista coas cousas que dis.Por que carallo escribes en portugués? A ti nin che serve a normativa AGAL? Tu debes ser dos típicos fachendosos que tratan de empregar as verbas máis reviradas e técnicas para darse ante o resto de tipo intelixente (de toda a vida iso é un fanfurriñeiro). Por certo, mira no dicionario o circunloquio porque pra min que te trabucas de significado. En fin, papanatas sempre houbo. Vai ao bar porque pouco futuro tes de filólogo (verdade científica???). E acitudes coma as que sacas de todopoderoso en nome dos reintegracionistas sempre fixo máis mal ca ben aos propios reintegracionistas.
Por outra banda, parabéns ao autor pois agardo que estas discusións lingüísticas teñan aquí o seu debate e non vaian a encher (tanto reintegracionistas coma normativistas) os comentarios doutros articulistas.
Os dados estão ai. Alguém terá que assumir a responsabilidade de semelhante estado de cousas. O galego teria uma possibilidade de sobreviver se fosse possível integra-lo na comunidade lusófona. Em qualquer caso, ajudaria. Mas isso somente se poderia conseguir se houvesse umas elites sociais, culturais e, acima de tudo, económicas que quisessem fazê-lo. Lamentavelmente, não há tal vontade. E o isolacionismo já se vê o que pode dar de si.
#9 Para cdrc.
E eu xa sabedes que respecto sempre o estándar da RAG e nunca se me ocorreu dicir que galego e portugués pertencen a sistemas lingüísticos distintos ou que a súa orixe xenética non é a mesma.
Que a diferenza na norma non implica segregación lingüística. Que non é o mesmo "lingua" que "norma". Que non hai que ser tan estreitos de mente. Cómpre aceptar o polimorfismo do sistema lingüístico. Moito proclamar respecto e máis respecto polo reintegracionismo pero os primeiros que cuspen insultos e descalificacións cara a visión autónoma do galego son os reintegracionistas. Nunca respectarei o reintegracionismo ata que non comecen a falar con respecto.
Que manía con integrar nada e reintegrar nada en ningures. Non dicides que falamos a mesma lingua? Entón deixade a morfoloxía e a ortografía do galego tranquilas!
A raíz do problema da desgaleguización está noutro sitio e non é a solución o reintegracionismo!
#11 Espasende.
1- "Tu pouco favor lle fas ao articulista coas cousas que dis". Não pretendo fazer-lhe um favor a o autor nim a ninguém. Só dar a minha opinião. Parabenízo-o porque coincido com muitos dos seus postulados.
2- "Por que carallo escribes en portugués?" Porque não quero quedar-me a médias. Para isso já escrevería em Rag.
3- "debes ser dos típicos fachendosos que tratan de empregar as verbas máis reviradas e técnicas para darse ante o resto de tipo intelixente (de toda a vida iso é un fanfurriñeiro)." Serei logo. Se ti o dis.
4- Circunlóquio: Rodeio de palavras. Perífrase.
5- "Vai ao bar porque pouco futuro tes de filólogo (verdade científica???)" Não sou filólogo. Cursei duas engenharias (digo-o para confirmar a tua tese do ponto 3). Não falei de "verdade científica" senão de 'TEORÍA científica'. De feito começei por dizer que "O reintegracionismo não é a verdade revelada, nim a terápia do milénio".
6- "E actitudes coma as que sacas de todopoderoso en nome dos reintegracionistas sempre fixo máis mal ca ben aos propios reintegracionistas". Falo por mim só. Não pertenço a uma seita a que lhe tenha que dar contas, nem entendo o reintegracionismo como isso.
Não faz nem uma sóa crítica ao contido ou fondo do que disse. Só te limitas a criticar as formas e a qualificar-me de papanatas. Não me vou ponher à tua altura.
Os reintegracionistas vivides nun conflito innecesario. Non queredes aceptar a lingua coas tres normas oficiais (galega, portuguesa e brasileira) e punto. Non queredes aceptar o polimorfismo do sistema lingüístico que a nosa lingua ten. Queredes amputala "porque si".
O que se resinte da vosa actitude destrutiva por culpa dos vosos prexuízos e da vosa escasa formación en lingüística é o propio idioma galego que morre lentamente.
A culpa de que o galego esté en coma é toda vosa reintegracionistas. Vós nos impedides ter unha norma forte feita con criterio baseada nas formas vivas do galego contemporáneo e na súa tradición literaria que tanto prestixio tentou darlle ao longo dos 8 ou 9 séculos de existencia.
Vós sodes e seredes os máximos culpables do falecemento do galego. Vós e só vós.
Pelexamos entre nós en lugar de pelexar contra quen tiñamos que pelexar. Gastamos enerxías nisto... en matar o galego dende dentro! Todo pola vosa culpa, polos vosos prexuízos, pola vosa mente estreita!
Vós seredes os únicos culpables unha vez o galego sexa esquecido no noso país para sempre! Vós!!!
"Non queredes aceptar a lingua coas tres normas oficiais (galega, portuguesa e brasileira) e punto".
Ostia! pero se isso é precisamente o que quero, NA GALIZA.
"Vós sodes e seredes os máximos culpables do falecemento do galego. Vós e só vós.
Vós seredes os únicos culpables unha vez o galego sexa esquecido no noso país para sempre! Vós!!!"
Reconhézo-o. Depois dos meus 24 anos como político em activo, Secretário Geral de Política Lingüística, Académico da RAG, membro do ILG, Inspector de Educação, Professor de Galego de Instituto, de Colexo e de EOI, Catedrático de Universidade de Filologia Galega, professor associado da mesma Facultade, Director de SNL de Conçelhos, Institutos, etc, etc, etc,... em todos esses postos que ocupei durante esses 24 anos, sob os ditados da Rag, fracassei.
Mais não culpes a o reintegracionismo, que não tive nada a ver em todo isso. FUM EU!!! CONFÉSO-O.
Manda caralho. Quedarias a gusto polo menos, O_Castexo. Hai que oir.
"Que impede, entom, a assinatura de um Tratado da Uniom Lingüística Galego-Portuguesa entre os governos da Galiza e Portugal?"
A democracia, quizais?
Non, iso impídeo o contexto xeral, a actitude cara á lingua do PSOE e, sobre todo, do BNG, que se supón que é o que está máis no papel da defensa da lingua. O que está a defender o BNG, na práctica, na fala e na escrita dos seus militantes con postos de responsabilidade, é o castrapo e a liquidación do galego.
Non hai ou non se ve interese político por faceren cousas desas. Claro que sería interesantísimo e desexable un achegamento a Portugal.
Impede-o a democracia??
Aaaahh, claro, é que fizeram um inquérito (vade retro, Ibarretxe) ou referendo e ENTRE TODOS DECIDIMOS QUE NÃO.
huas
É magoa que não podamos aproveitar toda a potencia da cultura portuguesa, sempre a vivermos de costas, já são horas de acabar com esse arredamento. Não é a separação entre nós uma espécie de apartheid?
O artigo fala dunha iniciativa tendente a asinar un Tratado de Unión Lingüística Galego-Portuguesa e argumenta que a administración democrática debe garantir mudanzas reais. Chama a atención que só ve a posibilidade de situar ao galego na lusofonía con este tipo de medidas e cita catro exemplos de medidas efectivas que se poderían tomar antes do dito Tratado. Esquece que os falantes do portugués poderían aceptar o galego como lingua próxima e integralo así en moitos eidos da lusofonía sen obrigar a ninguén a cambiar de ortografía. Está a falar, xa que logo, de política lingüística, un eido no que resulta de feito moi difícil separar a política da lingüística. Algunhas personas defenden mesmo a opinión de que o BNG é un dos culpables da situación da lingua en Galiza. Cómpre lembrar que existen forzas políticas en Galiza que xa usan a norma reintegracionista e que propoñen cousas como as ditas no artigo. Estas forzas preséntase ás eleccións pero ata agora non acadan unha representación salientable. A súa forza democrática é tan reducida que están lonxe de acadar medidas como o Tratado proposto polo articulista. As outras medidas que cita son en parte realistas e moita xente do BNG e doutras forzas poden apoialas salvo as tendentes a sustituir o ensino do galego polo do portugués. Por certo cada vez máis empresas españolas representantes dun capitalismo globalizador bastante agresivo (Telefónica, por exemplo, con grandes intereses en Portugal e en Brasil) apoiarán cada vez máis no futuro a aprendizaxe do portugués por parte dos seus enxeñeiros e dos seus empregados españois en xeral, cando así lles conveña para chegar mellor a eses mercados. Mais dubido que se interesen moito por linguas como o galego porque non lles dan tantos beneficios.
Unha lingua pódese, por certo, definir dende varios puntos de vista. Un deles é o lingüístico, mais outro nada despreciable é o xurídico. A lingua galega é para algúns lingüístas un dialecto do portugués, outros falan dunha variante dentro do sistema lingüístico da lusofonía, outros dunha lingua propia e diferenciada xa dende a Idade Media tardía. Dende o punto de vista xurídico, a lingua galega é hoxe unha lingua e non un dialecto do portugués e ten unha ortografía propia. Hai exemplos dabondo na Europa do leste de linguas que acadaron nos derradeiros anos o status de lingua: o serbo e o croata son hoxe dúas linguas, e todos sabemos como foi o drama do que xurdiu esta situación, e antes había só o serbocroata, que era unha das linguas oficiais de Iugoslavia. Os lingüístas seguen a falar así e todo do serbocroata.
António Medeiros, un antropólogo portugués de recoñecido prestixio no país veciño, ven de publicar un libro sobre o nacionalismo galego e o portugués moi crítico por certo co BNG, pero aínda máis crítico co que el chama o „filolusismo galeguista“: Dois lados dum rio. Nacionalismo e etnografias na Galiza e em Portugal. O capítulo VI leva o título: Portugal na Galiza. Cómpre que os reintegracionistas lean este libro ou polo menos este capítulo a fondo, en especial o apartado: Histórias galegas de lusos. Conta entre outras cousas como asiste a unha conferencia dun reintegracionista en Santiago e di: „Quando decidi pôr uma questão, fi-lo em português, tentando vincar a pronúncia característica de Viana do Castelo para facilitar a sua compreensão por parte dos presentes. Julgo que me compreendeu mal o conferencista, a julgar pela resposta dada; a palestra seguiu depois deste quid pro quo impertinente. Todo o auditório parecia convicto e entusiasmado depois daquela lição de história sintética da Galiza, suscitada pelo problema da lingua.“ (páx. 236). Critica con moito xuízo logo os desprezos etnocéntricos de moitos galegos respecto ós portugueses, mais tamén apunta unha chea de exemplos de lusistas cunha „disposição para o apreço do que é portugués, marcada, como sugeria, por desfasamentos face aos lugares-comuns e às valorações que hoje são observadas quotidianamente na sociedade portuguesa.“ (páx. 242).
A culpa non é do reintegracionismo. Os galegos que non queren falar galego é porque non queren! Ódiano escrito cunha normativa ou con calquer outra. Nunca faláchedes co típico que odia visceralmente o galego? Non son poucos. Isto é o último que me soltou un nun foro:
"la verdad no se que es morfologia flexiva, pero me suena a "elemento diferenciador del castellano" y para de escribir zetas, me suben las dioptrias, esa seria de 4 fue mortal.
la verdad, una vez mas; pensaba que un idioma es para comunicarse (no internamente), todo lo que pueda por eso aprendo ingles para intentar abrirme al maximo y viajar (y no soy asistente de vuelo).
es que no se que añadir, para mi el gallego es inutil, y hasta creo que sera una lengua muerta."
É un bo exemplo. É odio. Non é culpa do isolacionismo ou reintegracionismo. Contra o auto-noxo é moi difícil loitar. Iso non o vai cambiar o reintegracionismo. Só a educación.
Quixen dicir na primeira liña: "a solución non é o reintegracionismo".
Maurício: parabéns polo artigo.
Porém, gostaria de fazer algumhas consideraçons: tés toda a razom quando falas de medidas como o Tratado da Uniom Lingüística Neerlandesa, entre os governos flamengo e holandês; ou como a política que se está a seguir na Estremadura espanhola; também quando falas no estudo do português como parte dos programas de Língua e Literatura. Todas estas medidas, lógicas e razoáveis, haviam achar a inimiga feroz do Governo da Espanha, como tanto repetem hoje.
Apenas por dissipar alguns medos: conheço algo Flandres e podo-lhe assegurar a qualquer que a gente continua a falar flamengo, pese a reconhecerem a identidade lingüística com o neerlandês e a escrevê-lo igual, por suposto. Isto é polo da absorçom.
É curioso ler cousas como que umha língua se define por critérios jurídicos, curioso mas tem algo de verdade: é bem conhecida a definiçom dada por linguista, nom por um jurista, "umha língua é um dialecto com canhons"; e lembremos o que dizia Nebrija: "Siempre la lengua fue compañera del imperio"; o império foi ficando pequeno mas a ideologia imperialista continua.
O MINHO DE BERLIM!!!!!!!!!!!!
A min non me importaría o dito tratado con Portugal e Brasil sempre e cando sexan recoñecidas as TRES normas oficiais e se rexeite o estándar reintegracionista como ilexítimo polos tres gobernos por carecer de tradición literaria e inventar a gusto subxectivo a morfoloxía dos rexistros galegos (entre outras cousas)
Unidade na diversidade si. Facer o ridículo querendo ser moi lisboeta non.
Houbo un imperio español e outro portugués, mais ninguén coñece a existencia dun imperio galego na historia do noso país. Algo que diferencia ó nacionalismo galego do español e do portugués é xustamente que non recorre nin explícita nin implícitamente á mitoloxía de imperios pasados para xustificarse.
Se a HOLANDA e a BÉLGICA podem fazer um tratado a respeito do Flandres...
por que motivo a ESPANHA e PORTUGAL não podem a respeito da Galiza?
EM BÉLGICA-HOLANDA OS CASTELHANOS JÁ NÃO ESTÃO POR MEIO.
Síntoo, pero non o teño claro aínda. Hai palabras que o autor emprega que eu nunca vira nin escoitara na Galiza. Exemplos: revê-la, além, após, portagem, generalizada...
Qual é o dia que não entra na Galiza uma palavra nova castelhana no prototipo de galego médio acastrapado? E que felizes são! E como paseiam esse sotaque acastrapado!! E que auténticas essas incursões na primitiva língua autóctona com "fogonazos" flatulentos como: coge al niño en el colo, el pan está reseso, la tartera Maria, la tartera ponle el tiesto!!!
BRUTAL!!!
Claro, o Ghaviotero deve conhecer "peaje", não é? Claro, claro.
Noraboa a todos! E parabéns a quen precise a traducción. Seguídelle dando ao veo con este debate estéril que o único que fai é dividir aos pouquiños falantes que quedamos. Por se non vos enterastes somos unha comunidade de falantes minoritaria no propio país no que naceu a lingua. Mirade ben para atrás, nunca para adiante. NORMALIZAR o uso é a prioridade. A algún non lle viría mal unha viaxe polo Algarve portugués a ver se se entera de algo... Se cadra falamos todos latín e deberamos tentar unir o italiano-francés-romanés-catalán-galego-portugués e montar a Internacional Reintegrada pasando por riba de dez séculos da aparición das linguas romances. En fin, eu teño claro en que lingua educarei aos meus fillos deixando á marxe estes conflictos que o único que fan é defenestrar o galego máis.
Seria mesmo fixe mudar um bocadinho de atitude, malta.
#36 Raios, felicita-se ao torpe, pois para não enterder tudo o texto já há que ser torpe ou RAPOSO, você sabe, o raposo muda de pel mas não de manha.
Estou a VIVER numa das margens da foz do Guadiana e posso-lhe dizer que, já não só na língua, mas na cultura, tradições... etc é no estrangeiro que me sinto quando estou na parte que pertenze a Castela. Bom intento de confusão, mas não. A malta algarvia é engraçada, como a galega, e há muito do que falar e muito por descobrir.
Querido Teixugo:
1) Fai uso da ironía e evita insultarme, homiño.
2) Para min o que é torpeza é a necesidade de buscar unha patria nai en Portugal. Supoño que o pasas en grande. É un país estupendo ao que teño a sorte de ir moi moi a miúdo. Paso momentos estupendos por certo cos meus compañeiros portugueses comparando palabras e expresións nas DÚAS LINGUAS.
3) Felicítote polo bó portugués que escribes. Eu ando niso tamén, pero aquí escríboche na miña lingua nai.
4) É cando menos misterioso que unha ampla maioría de reintegracionistas tiveran como lingua nai o castelán.
5) Vaille tí a un paisano d'A Coruña, Lugo, Ourense e Pontevedra falar o teu preciso portugués a ver que galego pensan que eres, home.
Nin torpe nin raposo, máis educado e irónico ca ti.
Penso que este debate serve de pouco. Os estamentos que controlan a normativización de galego xa falaron. Recentemente chegaron a un cambio pequeno da normativa. Algúns dos seus negociadores xa dixeron que o único acordo posible é con quen pense que o galego é unha lingua independente, ou, dito doutra maneira, con quen pense que a norma galega tén que facerse de forma independente.
O lusismo o reintegracionismo no presente non teñen (supostamente) apoio político suficiente, por tanto, a posibilidade dunha oficialización das súas normas é NULA. Entrementres teñen 3 traballos importantes a facer, penso:
1. Convencer aos galegos que a a súa opción é tamén GALEGO.
2. Convencer aos portugueses de que a súa opción é tamén PORTUGUES
3. Dialogar co sector oficial para obter un hipotético recoñecemento a cambio de concesións á norma oficial..xa o dixo Carballo Calero...canonizar as coincidencias (verbos, léxico, etc..)
O resto creo que leva a un beco ou calexón sen saída, especialmente para o reintegracionismo. Sobre o galego, non creo que a norma AGAL ou portuguesa incrementase o uso do galego, con sinceridade. Creo que a túa contribución sería máis de calidade que de cantidade..falaríase, sen dúbida, un mellor galego. Ora ben.....máis???
Parbems Mauricio.
Moitos aínda esperam o bilingüismo armónico de Fraga para rematar dunha vez coa língua galega.
Abdul, não foi a minha intenção ofende-lo mas às vezes passam por este foro algúm que outro com multiples... nicks.
Acho há uma certa ironia quando digo torpe, torpe o que não entende a totalidade do texto, coisa que deixa na gaveta a muitos poucos...
Na Andaluzia também há muitos paisanos que do último do que lhe tens que falar é de língua, lingüística... e amoldar a sua pronuncia ao sotaque de Valladolid. Mas se sabem escrever ou se agora comezasem a aprender, na norma da RAL seriam alfabetizados.
A minha língua materna é o galego. Não é, sem ofender, muito inteligente generalizar.
Não busco pátria, nenhuma, sim a liberdade e o respeito dos povos.
E o mais importante, onde sento empatia por você, o dizer que esta nas aulas de português. Para mim foi frustante aprender a escrever a minha língua bem entrado em anos, (para essa tarefa), mas é o caminho que há que seguir, a norma a conhezer se queremos que a nossa língua dure mil primaveras mais.
Para aovelhaquemira:
Respondes: «5- "Vai ao bar porque pouco futuro tes de filólogo (verdade científica???)" Não sou filólogo. Cursei duas engenharias (digo-o para confirmar a tua tese do ponto 3). Não falei de "verdade científica" senão de 'TEORÍA científica'. De feito começei por dizer que "O reintegracionismo não é a verdade revelada, nim a terápia do milénio".»
COM.- Felizmente!!! Já vale de filólogos-filóloXos!!! São esses os que sem pudor nem vergonha estão a estragar o Galego. Ah se nas escolas se ensinasse o português (escrito) e se pusesse aos meninos galegos em contato com as falas portuguesas e brasileiras e PALOPanas!!! Outro galo começaria a cantar ao Galego!
Mas o que se ensina a galegofalantes e não galegofalantes é uma mixórdia que faz com que percam o seu galego, os galegofalantes, e rcusem o "galego", os não galegofalantes.
Por que é que só em Euskádi está a recuperar-se, lentamente, mas recuperar-se falantes, enquanto na Galiza (na CAG) estão a perder-se a fume de caroço?
Que é o que estão a conseguir os "amigos do pobo", esses que procuram deixá-lo na ignorância da "escritura-coma-se fala", enquanto o Povo percebe que os conhecimentos bons chegam pelo castelhano? Ou pelo inglês?
Futebol: Galiza v.Castela
Atenção, jogadores da Galiza se pontapeiam, se socam ... perigo, autogolo..
Eles se continuam a agredir, galego dá cabeçada noutro galego ... perigo, autogolo...etc.etc.
Castelhanos, de mãos nos bolsos, sorrindo, trocistas, dando umas palmadas nas costas dos galegos, perguntam: A Galiza ainda existe???
Muito bom texto Maurício, e por se fora pouco, nos comentário tes a prova do nove do mesmo, os orneos de quem quer andar a corridas com o castelhano e quer faze-lo com as pernas pejadas.
Laurinha
Só uma chata ao texto
O tratado da uniom da língua neerlandesa foi entre os governos da Holanda e Bélgica, a documentaçom está no livrinho publicado pola AGAL correspondente ao seminário dirigido polo flamengo Ivoo Peeters
Laurinha
Caro Arzaya: coincido com você, em que entre outros, esses som os labores do reintegracionismo, mas polo que sei e com os seus meios nisso andam, e desde a limitaçom dos seus meios nom o devem fazer tam mal quando muito se notam por todo lado. Por exemplo vindo destacados acadêmicos do Brasil e Portugal a compostela a apoia-los (vieros semana passada)
Cada vez está mais claro quem propõe e ajuda à criação colectiva.
Avante, reintegracionismo!
Abaixo pallasos reintegracionistas que insultan a ciencia filolóxica e a toman a cachondeo!!
Alborotador orgánico!!!!!!!!
Ó_CastrapeXo! Irá chegando de insultos generalizados, ou? E desculpem o resto dos comentaristas que me ponha momentaneamente à sua altura, mas parece a única linguagem que compreende.
Com as tuas afirmações em comentários a outra notícia já ficache bem definido.
O_Castrexo:
«Eu teño que facelo todo en castelán. Se teño que visitar unha páxina na rede teño que facelo en castelán (blogger, youtube, yahoo), se alugo unha película teño que vela ou subtitulala para castelán, se teño un hobby e quero comprar uns fascículos teño que ler en castelán e se quero comprar un cómic teño que lelo en castelán, se alugo un videoxogo teño que xogar en castelán, se quero aprender a falar xaponés teño que facelo en castelán... argh!!»
Mais parabéns ao Máuri polo seu artigo.
Noraboa ó Mauri, coido que é unha boa reflexión, por suposto matizable. E calma para os de sempre nesta teima, que pouco aportan e apenas razonamentos. Vexamos partes.
O Presidente da RAG sr. Barreiro alucina moitas veces, e nesta por peteneras, que é grave: desde cándo e cómo o portugués (idioma único de nacimento, co galego) pon en crise á crise letal e absoluta do sistema lingüístico galego sempre en estado de “normalización” e desde sempre, e especialmente desde 1970 para acá, en estado de SER SUSTITUÍDO POLO ESPAÑOL en proceso contínuo e sin pausa?
Non é certo que de ser o galego a língua MAIORITARIA minorizada, agora con este proceso “normalizador” ben resultando en pouco tempo máis, ser MINORITARIA e MINORIZADA? Hoxe hai menos “utilizadores” da nosa língua e a cada, ésta, máis deturpada.
Ten nos procesos enriba sinalados algo que ver o Portugués? (!)
Nin co reintegracionismo, tampouco.
Outro dato INNEGABLE da realidade é o FRACASO DA “NORMALIZACIÓN”, afastado de calquera signo positivo na perdurabilidade do galego (falantes, etc.). O PROCESO atinxido desde as instancias de poder é, claramente DESNORMALIZADOR (e van alá moitísimos e importantísimos anos). Xa é hora de RECOÑECER O FRACASO: A “Normalización lingüística da Xunta” DESGALEGUIZA A SOCIEDADE GALEGA!
A Normalización levounos a incrementar o (falso) BILINGÜÍSMO, soterradamente só o constatable: a SUSTITUCIÓN DO GALEGO (da maioría da población) MINORIZADO, pola lingua ESPAÑOLA (antes minoritaria)
Mais aquí entra directamente o nível político, pois non se pode considerar o lingüístico como un nível aillado da realidade xeral galega, da Galiza. Non cabe a menor dúbida que é a DEPENDENCIA POLÍTICA a clave de bóveda que remata por dar explicación dos determinantes que limitan de raíz a situación da nosa língua (os partidos nacionais agora refractarios á INDEPENDENCIA, estannos a levar a un desatre anunciado).
Volvamos de concreto. É obvio, que dadas as circunstancias que se deron, o galego debe mirar para o portugués, esto é, para a sua orixe (evoluída), e debe pautarse en moitísima maior conformidade co ramo INDEPENDIZADO da língoa, ben que poida gardar as peculariedades galegas, sempre que non sexan deturpadas do español nin españolizantes (eu gosto máis de denominalo a língua castelá, a pesares). Así pois hacia a LUSOFONÍA, pero dende logo que na normativa RAE o galego non é doado de semellar como o brasileiro ó portugués, por tanto, dentro de certa independencia, cabe un moi longo achegamento.
Todas as conexións ca Lusofonía, literarias, culturais, de imprensa, rtv, video, musical, xornáis, etc. deben sustentarse nese “proceso mínimamente portuguesizante” (non portugalizante, necesariamente).
Botarlle a responsabilidade da PERDA DE FALANTES ó Lusismo é absolutamente ridículo, acientífico e falso. Qué terán que ver lusistas con que nas aldeias –máis nas próximas ás cidades- os fillos de paisanos galegofalantes falen xa castelán (como o fan e farán ós netos daqueles)? Ahí o lusismo non interveu obviamente, salvo nas quenturas de quenes non razonan mínimamente correcto.
Quenes convivimos perfectamente -a falta de acordos entre ambas- cas duas correntes lingüísticas léxicográficas, e temos que acadar acordos na cartazería en diversas estructuras sociopolíticas, tamén nos preguntamos qué pode impedir a publicación do Mapa Sociolingüístico galego listo xa fai TRES ANOS! Esta situación raña no atropello directo.
E no tocante á perda de falantes, mentres non sexamos libremente donos do noso destino, esto é, mentres non controlemos desde aquí os resortes do poder galego, teremos moito máis dificil incrementar falantes. O urxente é a INMERSIÓN MONOLINGÜÍSTA EN GALEGO, mais para elo fai falta poder, e, tamén sumar (mesmo entre encontrados en pontos concretos).
Así que a loita polo galego continúa e temos que facer unha estructura única de loita.
Nas mãos dos galegos está a solução do secular problema espanhol, ou hespanhol, como dizia Castelão. Esse curativo consiste em frear o imperialismo castelhano pola força que a união entre Galiza e Portugal acadaria. Outra seria perdermos nossa identidade cindida, e assim o problema esvaecer-se-ia sem mais enredos, a cultura própria morreria resignada e docemente nesta margem do Minho, e as demais línguas da península ficariam soas, e muito mais vulneráveis, frente ao perigo da assimilação. Esmoreceriam sem remédio frente a pujança castelhana. Muito interessante o artigo.
Eu creo que a nossa lingua nestes momentos é coma um grande copo de vidro esnaquiçado. Nos só vemos os pedaços, que ademais sujos, gastado.
Por se fora pouco, só vemos certos pedaços pero nom a globalidade.
Sempre que me acerquei ao 'pedaço' co que falo ou fala a minha gente hei de reconhecer que palabras e expesions similares ao 'português' estam presentes sempre nas diferentes formas dialectais. Som os anacos mais limpos.
Cómo reconstruir o copo?
Fazer a reconstruçom require ter um plano, um desenho proprio, pensado por nos.
E por suposto ter um modelo de reerencia.
Olho! Que a cousa nom é colar peças sem jeito. O copo final tem que servir para beber e deve resistir estructuralmente.
E sabedes, as peças que temos melhor conservadas e de maior tamanho, as que lhe podem dar a resistência, nom encaixam no modelo 'copa de fino espanhol'.
Como calquer quebra-cabeza existe umha única soluçom. Procuremos um copo similar feito por um Artesão da mesma escola. E copiemos. Neste caso ninguem nos vai reclamar 'direitos de autor', ainda poderiamos exigi-los NOS como povo criador!!!!
Ooohhh joam_k, esta que se corre de gusto, ooolla:
"Sempre que me acerquei ao 'pedaço' co que falo ou fala a minha gente hei de reconhecer que palabras e expesions similares ao 'português' estam presentes sempre nas diferentes formas dialectais. Som os anacos mais limpos."
Son os anacos máis limpos!! O portugués é puro, é a Virgem ou o Falo das Falas!! E resulta que nin "anaco" nin "esnaquiçar" veñen nos dicionarios de portugués! É terríbel. Serán impuras? Ou de tão puras far-se-iam aéreas mesmo? Nin anaco, nin esnaquizar, nin neno-pícaro-cativo -horror! serán impuras as nossas crianças?-, nin centos de palabras galegas que ti verás que fas con elas, macho: ou capámolas, ou pintámolas de copo -de copito de nieve, entiéndase- ou pregamos ao Cristo de Braga para que a Norma Santa nos aceite e mesmo nos acepte coas nosas esnaquiçaduras e os nosos anacos. Seremos pailáns! Pailáns, olla: outra para o tren de lavado. Vaia linguas iguais máis raras, que nin teñen anacos, nin cativos, nin pailáns en común. Será que o galego é españolista? Confésate antes de que sexa tarde.
anaco, esnaquizar, pailán, cativo,... e moitas, moitas máis. E xa non é un problema de nomear as cousas, -de feito un falante de castelán de Galiza, outro andaluz e outro nicaragüense ían ter moitos atrancos para se entender-, mais eles tres, o desleigado, o colonizado e o "converso", ían asegurar sen dúbida estar a falar o mesmo idioma. Agora ben, repitamos o proceso cun home da Fonsagrada, outro de Faro e un terceiro dalgunha vila do Mato Grosso. De volta os mesmos atrancos para a comprensión, mais agora os nosos tres amigos non ían estar tan concordantes en que o que falan é un só idioma. O Maurício, -parabéns polo bo artigo-, propón coas súas medidas que estes tres falantes conseguisen identificar as súas falas como pertencentes ao mesmo "sistema lingüístico" coma algún dixo antes. Ben, muito ben.
Mais eu dubido. Dúas grandes dúbidas:
1ª) Isto ía mudar o camiño sen retorno do galego cara aos museus???
(Do que estou certo é de quen non o ía acelerar)
2ª) Coa proposta de Maurício, supoñamos que convencemos ao da Fonsagrada, -sempre que non sexa votante do PP-, pero... daremos convencido ao farense e ao brasileiro??
Eis miro eu a grande diferenza co exemplo dos países baixos. Ese tratado do que falades debería de ser feito dende a reciprocidade e non miro eu os portugueses por ese labor, cando a maioría aproveitan as viaxes á Galiza para practicar o seu espanhol. Porque a autoxenreira si que non entende de fronteiras políticas.
Mas o problema não é se dizemos pedaço ou (a)naco, caralho! Que os portugueses dizem as duas cousas!
O problema é termos que nos esforçar em ser cidadãos DE SEGUNDA OU TERCEIRA NA ESPAñA CAñÍ QUE NOS TOCOU VIVER.
Não à norma espaÑola para a nossa língua! Sim à liberdade de escrita!
Observador, o único que fas é repetir consignas. Non sei se es unha persoa, poderías ser un programa informático de 40kb.
Os portugueses din pailán?
Queres que fagamos unha lista de palabras galegas que nunca viñeron nos dicionarios de portugués? Apostamos a que hai máis de 1000 das de uso corrente?
O que pasa é que mesmo gañando a aposta, ben o saben os teus amos que si, o que se diga ou non se diga en galego impórtavos un carallo. Só vos importa o que se diga en portugués, como se desprende do teu comentario. "Que os portugueses dizem as duas coisas!". Pois mira que ben, que orgullo sentimos.
(Demo)Lidor, se reparas no que escrevi, se lês o que escrevi, se demonstras ser capaz de entender o que escrevi... verás que eu não digo nada de "pailán".
Eu só disse que tanto "pedaço" quanto "(a)naco" são palavras usadas pelos nossos irmãos a sul da Raia.
E tu que tens a dizer sobre isso? Nada? Pois então faz o devido.
A ver, que te imito:
Non á nova diglosia!
Non ao Caos Normativo para o galego!
Liberdade de escrita tamén en portugués!!!
Préstache? , ou sexa, Gostas?
Mais uma cousa: sou um robô electrónico. Chamo-me OB34 e tenho como missão enviar consignas aos artigos de opinião de Vieiros.
Hala, ficas mais tranquilo?
Guíndate da moto e esnáfrate contra un pedrolo, neno!
Traduce para portugués, Obsi.
Obsiii... que "Ala" é com aghá...! :P
Demo-Lidor diz (ó!): «Queres que fagamos unha lista de palabras galegas que nunca viñeron nos dicionarios de portugués? Apostamos a que hai máis de 1000 das de uso corrente?»
COM.- Começa e, quando chegues às duas dúzias, continuo eu. Mas olha bem: Palavras (galegas) que nunca vieram em nenhum dicionário de português!
Digo-che duas: «Lôstrego» e «Brêtema».
Responda outra vez...
Por certo, «Pailã» (pailán, escrito à castelhana) é equivalente ao castelhano »Juan Lanas» <> «Pai[o] Lã».
.......................................
Mas, indo por esse caminho, o argentino (lumfardo) é uma «lengua de suyo»... E sem dúvida o «andalú» ... E talvez a fala de Camarinhas... Não terá até 1000 palavras e palavros diferentes do "galego, lingua de seu"?
Não, caro, as diferenças no léxico não fazem com que falas diferentes se tornem em línguas diferentes.
A ver se nos aclaramos: a pesar de que o reintegracionismo é unha postura rexeitada polo 99% (quédome curto?) dos galegos, o que lle pasa a ese 99% é que son parvos de solemnidade, porque só uns poucos nos decatamos da verdade, porque así a vemos revelada cando imos a Maputo a mercar toallas: o galego e o portugués son a mesma cousa porque nos últimos 1000 anos nada mudou. Pero ollo, 1000 só, porque se dicimos 1300 ao mellor temos que meter a Cuenca na nosa patria...
É tan divertido ver como se bate o récord de comentarios en Vieiros... É tan divertido ver como unha e mil veces se cumpre a Lei de Berto (http://ber.to/2007/lei-de-bert....
Fixem-se contertulios no Sr Castrexo que se auto-vitimiza a cotio dizindo SEMPRE que a ele o insultam primeiro cando umha e outra vez e ele o primeiro m cuspir aldragens e menosprezos (neste caso "trapalheiros, masturbadores, egocentricos...", noutros "Mamarrachos (n.c.), lixo, etc) sem que ninguem lhe dixesse absultamente REM...Asemade nom e so a vitimizazom, senom tamem as exclamazons constantes e reiteradas, a megalomania expressiva, etc...Nom te molestes Cdrc, tenteino moitas vezes com ele e com algum outro ("Observador" acho, se nom e este pido desculpas), mais com gente que se exalta desse jeito perante a opiniom dos outros nom sei se paga moito a pena debater, ja que se fai insufribel pra @s que queremos achegar e aprender. Por ponher um exemplo o outro dia o sr Castrexo dixo que em temas de lingua (como se a politica nom tivera que ver nisto..coma em case tudo) dixo que so deveriam opinar a elite academica de filolog@s..Os demais (Castrexo dixit): A calar!! (com as inevitabeis exclamazons)...Parabens polo Artigo Mauricio e Parabens pra os que tenhem a ver participar desde a madurez, o respecto e o animo construtivo (que sodes a maioria)
Para o Demo-Lidor:
«naco s. m.: pedaço grande de qualquer coisa que se come; fatacaz.»
«naco [De or. incerta.] S. m. 1. V. nacada (2): "tirou da bolsinha de couro um naco de fumo escuro" (Jaime d'Altavila, Lógica de um Burro, p. 11).»
«naca [De naco.] S. f. Bras. 1. V. nacada: "Compunha-se esta [a refeição] de uma naca de carne-de-vento e alguns punhados de farinha, que trazia no alforje." (José de Alencar, O Sertanejo, p. 65.)»
«nacada [De naco + -ada1.] S. f. 1. Grande fatia. 2. Pedaço, naco. [Sin. ger.: naca.]»
"Et ita porro"
«topar (atopar): [De top, onom. de um choque brusco, + -ar2.] V. t. d.: 1. Encontrar, achar: Quando menos esperava, topou o pequeno; Topou o velho amigo numa esquina.- 2. Aceitar (a parada, no jogo): O jogador apostou muito, mas os demais toparam a parada.- 3. Jogar contra (todo o dinheiro que estiver na banca do jogo).- 4. Aceitar (uma proposta, um convite): Topou a viagem.- V. t. i. 5. Encontrar, achar: Leio-lhe duas páginas, e topo em três imprecisões de estilo; Não consigo topar com deslizes nesse escritor.- 6. Encontrar(-se), deparar: Indo pela Rua do Ouvidor, topei com um velho amigo. 7. Ir de encontro; encontrar-se, chocar-se: Espadas topam em espadas, e o combate demora.- V. t. c. 8. Dar com o pé: Topou numa pedra.- V. int. 9. Bras. Ferir o boi de frente com aguilhada.- 10. Bras. Gír. Acordar, concordar: - Quero ir agora a São Paulo - você topa? - 11. Lus. Pop. Entender, compreender: Estás a topar? - V. p. 12. Encontrar-se, deparar. - [Pres. ind.: topo, etc. Cf. topo (ô).]»
«empada (do Cast. empanada) s. f., Culin., espécie de pastel de massa com recheio de carne, peixe, etc.; fig., pessoa inútil, sem préstimo.»
«empada [De empanada, com desnasalação e crase.] S. f. Cul. 1. Iguaria de massa com recheio de carne, camarão, palmito, etc., ger. com tampa da própria massa, e assada em fôrmas ao forno; empadão, empanada 1. [Dim. irreg.: empanadilha.] - 2. Empada (1) assada em fôrmas pequenas para consumo individual; empadinha.- 3. Fam. Pessoa importuna.»
Mais?
Sim, há palavras de uso exclusivo na Galiza, mas nada importaria inclui-las num dicionário geral português (ou da Lusofonia).
Agradeço que coloquem cá todas as que julgarem ser exclusivas da Galiza, porque assim pouparei trabalho para contribuir a um dicionário português panlusófono.
Obrigado, gracinhas, graças (à castelhana, grazas).
neno cativo pícaro arrebolar choio esnafrar pedrolo petouto miñato croque esbardallar caracocha chope fervenza cadoiro prosma peneque
maragota bichicoma paparda nefra traste trasno espilido canastro (hórreo) papoio pirola madia-leva peteiro(bico) bico chucho farfallar amecer babiolo baballón agarimo aloumiño castrón godallo petar atoutiñar achantar(se)
pero podemos empezar polo "a"
"Sim, há palavras de uso exclusivo na Galiza, mas nada importaria inclui-las num dicionário geral português (ou da Lusofonia).
Agradeço que coloquem cá todas as que julgarem ser exclusivas da Galiza, porque assim pouparei trabalho para contribuir a um dicionário português panlusófono."
Mellor incluímos nós as portuguesas que nos pareza ben, sen que vostede nin Portugal cobren dereitos de autor. Temos os brazos abertos e mándolle unha aperta (andaluz e port. "abraço").
Pangalaica, por suposto.
Beizón!
NOTA BENE
Quite "farfallar", que seica vén do "castelhano" coma "trecho" "penha" e "cavalheiro" (en galego serían pecado, en portugués son sacramento) e poña "rosmar".
Por que ha tanta gente (Ghaviotero) que diz que o autor emprega palavras que ele nunca escoitara na Galiza?? Se nom for pola RTVG e o ensino em normativa ILG-RAG a meirande(totalidade?) da populazom do nosso pais nom diria: "igrexa", "acadar", "conquerir", "gardamallas", "seareiros", "encol", "pobo" etc etc etc ate o infindo case se queredes...A verdade e que se nos deixaramos levar polO QUE REALMENTE FALA HOGANO a populazom galega tanto os isolacionistas como os reintegracionistas nom teriam por onde comezar. O "idioma" oficial da Galiza seria o CASTRAPO. Little doubt about it..Boa sorte a tud@s...
Por certo gostaria de dizer que concordo totalmente co exposto polo Castrexo cando remata: "(...) Contra o noxo e moi dificil loitar. Iso non o vai a cambiar o reintegracionismo. So a educacion"...Nom poderia estar mais d'acordo...O unico problema e que pra seres tam advogado da exclusividade d@s filolog@s pra falar de temas linguisticos vas e dis num teu paragrafo anterior "Nunca falachedes..." Eu nom serei filologo, mais tenho pra mim -dito com tudos os respectos- que "falachedes" e umha boa aberrazom...nom e?)...Tud@s cometemos erros (eu o primeiro), mais isso tamem inclue a aquel@s afortunad@s por nom serem nem "mamarrachos", nem "lixo", nem "masturbadores", nem "egocentricos", etc, etc" ...Isto ultimo sem acritude...e brincadeira Sr O Castrexo..."Umha miguinha de retranquinha" diriamos pola terra mindoniense...Apertas a tud@s
Por certo Ghaviotero, outra palavra que a RTVG e o ensino RAG-ILG nos aprendeu a dizer foi "xeral" (geral) ja que a esmagadora maioria (a totalidade diria eu com certas reservas...nom moitas a verdade)) da populazom galego-falante deste pais diziamos "gheneral" ou "sheneral"..ja que logo a forma "generalizada" esta mais perto da realidade do que vostede acredita -"vostede":outra palavra apresa grazas a RTVG-ILG-RAG no canto de "uste" que seguro que e (ou era) maioritaria-...
Sr Foucellas diz: " Compre lembrar que existen forzas politicas en Galiza que xa usan a norma reintegracionista e que proponen cousas como as ditas no artigo. Estas forzas presentanse as eleccions pero ata agora non acadan unha representacion salientable"...Suponho que este nom e um arguemnto em si proprio porque se nom teriamos que comezar outro debate, que o da liberdade de expressom e a livre e fluida circulazom de informazom no nosso pais onde o debate publico e tam restringido. Haberia que educar "na cidadania", seguindo por umha banda o -na minha opiniom acaidamente- apontado polO Castrexo e pola outra a necesidade de madurar nos valores democraticos em tuda a sua amplitude, algo que no nosso pais ainda fica umha miguinha longe (sem perdermos o optimismo jaora....jamais)
Sr Lidor, ninguem lhe tira de dizer "aperta" em galego-portugues...nom e omilhor exemplo desde logo. Umha coussa e o portugues padrom e outra a norma AGAL, que recolhe vocabulario e formas proprias e historicas da Galiza. Por certo, cando diz "pangalaicas" inclues as terras galaicas de Entre Minho e Douro de onde eram originarios os "galaicos" que lhe dariam nome a nossa nazom? Outra Apertinha logo
Creio que o comentário #5 está perfeito. É exatamente isso que penso. Todos os obstáculos ao reintegracionismo residem no nacionalismo galego(espanhol). A extremadura espanhola está nessa aproximação (aprendizagem do português) devido ao fato de que é sabido por todos que não há nenhuma identidade entre essa região e a lusofonia, assim sendo, as crianças aprendem de facto uma língua estrangeira (o português). Em contrapartida, os galegos estão ligados indelevelmente ao âmbito lusófono (ou galegófono, como queiram) e a "Xunta" sabe disso, assim como o "Reino". Creio que há um medo por parte da Administração que ao se aprofundar e se aproximar mais da lusofonia, seja despertada uma vontade de se independência "definitiva" na alma galega nova, devido a uma identificação cada vez maior com o mundo de língua portuguesa (galega). Para a Espanha o que importa é colonizar, impor seu idioma (castelhano) ao máximo. Eles têm aquela ideia de que o português é um castelhano mal falado (e mal escrito). Fiquei a saber que o Brasil é o país onde há mais Institutos Cervantes na América Latina e é conhecido e celebrado por todos os espanhóis o facto de o governo do Brasil ter sancionado a lei que determina o ensino obrigatório do espanhol nas escolas públicas brasileiras. Eu mesmo conversei com um rapaz jornalista do sul da Espanha e ele estava radiante com essa lei (pensava que em poucos anos o Brasil passaria a ser hispânico, creio) e com a penetração do idioma de Cervantes em terras brasileiras. Sinceramente, me dá asco essa mania colonialista que Espanha tem, é asqueroso e odioso. Cuidado Galiza, cuidado Portugal...e muito cuidado Brasil com os tentáculos de Madrid e seu "castellano"...olé.
As intervenzons 47 e 48 som reveladoras de quem enceta os insultos...Vieiros devera fazer algo ao respecto porque e umha vergonha que sujeitos assim ("pallasos" nesta quenda) desprezem a maioria intervinte. De vergonha propria e alheia. Nom sei porque alguns lhe seguides o "conto" (e precisamente o que esta a procura)
Lidor,
Também o espanhol da Argentina tem muito léxico incompreensível para os espanhóis: balero, bancar, banquina, batifondo, berreta, bicho bolita, boliche, cana, pileta, etc. É suponho que o inglês da Austrália terá também muitas palavras desconhecidas em Londres. Isso é perfeitamente normal entre as variedades duma mesma língua.
Consulta este vocabulário do Alto Minho português: http://www.arcosdigital.com/eb....
Aqui podes ver muitas palavras minhotas e também galegas que não encontrarás num dicionário português. Por exemplo: acanda, agachar-se, ajeitar, amolar, anho, berregar, escachar, gomitar, tamém .... mesmo o "guicho" tão usado em Vigo. Estas palavras são bem conhecidas entre nós mas desconhecidas em Lisboa ou Rio. Que o galego tenha palavras como “neno”, “lóstrego” ou “peteiro” não o faz uma língua diferente do português.
É interessante ver que formas normativas na Galiza que eu sempre pensei que não eram portuguesas também existem no Alto Minho. Palavras como "falades", "todo-los", "catro", “imos”, “ca”, “umha” ou "coa", não distinguem o galego do português. São galego-portuguesas: ouvem-se além e aquém Minho.
Aperta
Delirantes muitos destes comentários que "certificam" que galego e português são línguas distintas porque há palavras empregadas na Galiza que não são em Portugal...Além de que há palavras nas Rias Baixas que não são empregues nas Marinhas, façamos contas:
Quantas palavras do "português" são também "galegas"?. Milhares. Toponímia incluída. Não querer ver isto, à parte da norma que depois se queira empregar, é não ter lido na vida um texto em "português" (cousa que bem se encarregam de evitar muitos isolos radicais) ou tomar à gente galega por parva. Ou uma defesa e esprit de corps de certos sectores bem-acomodados nesta situação. E quanto a "isso" que o tal Cesare diz, que o 99% da população galega está em contra do reintegracionismo...que dizer, meu rei. Mágico inquérito. O 100% da população galega está baixo a influência mediática e educativa, estruturante espanhola...nada a ver, você acha? Pura democracia, sim...Se eu não vejo na autoestrada "portagem" e sim "peaxe" esta última é que é galego. Se eu não escuto à minha tia dizer "enquanto" (por "mentres") não existe essa palavra em galego. Estranha língua esta, na que cada utente tem de ouvir ler todas e cada uma das palavras, pessoalmente, para as incorporar ou não. Filologia comparada, claro.
Lidor (outro que tem moito estilo e moita educazom) diz: "Guindate da moto e esnafrate contra un pedrolo"..Isso dis-lho a minha avoa galego-falante de tuda a vida e nom che entende um caralho (essa e giria urbana mais bem a que tu empregas)..Por certo, a minha avoa tam pouco entenderia a palavra "avoa", ja que ela diria "abuela" (e na sua vida falou o castelhano...por certo jamais dixo "castelan")..Ha moitas das palavras que achegas aparentemente coma exemplos de "galego exclussivo da CAG" que: 1) Tamem se poderiam empregar em galego-portugues; 2) A meirande delas som polo que vexo mais bem dialectais, na minha zona mindoniense empregamos umha cheia de palavras que nas rias Baixas nom empregariam nem entenderiam e viceversa (gramar,golpe,tramoio,carbes,coio,teupa, etc etc). C'est la vie..Outra Apertinha e -malia as normais retesias- moito Agarimo
Que opinam do facto duma representante do BNG a falar em castelhano num organismo internacional? Ouvi-na na TVG espanhola, dou fé.
Sodes patéticos, patéticos.
Queredes convencervos a vós mesmos de que:
1.-O galego é un dialecto da lingua que procede xeneticamente del.
2.-Debemos consolarnos, porque as palabras do noso dialecto figuran nos dicionarios dialectais de portugués.
3.-As palabras do noso dialecto aínda nunca van figurar nos dicionarios de uso corrente (sigo co voso razoamento). Ou "algún día".
4.-O noso dialecto ten o nome de galego-portugués e só existe na vosa imaxinación. A nosa lingua é a portuguesa, aínda que teña miles de palabras que nunca diremos e non teña as miles de palabras que usamos a diario.
5.-En vez de propoñer que o Norte de Portugal se libere do xugo lisboeta e se reintegre en Galicia, queredes "reintegrarvos" (?) en Lisboa.
E por certo, Maeloc do Rouco, dígoche moi educadamente que ti tamén es patético: non sabes escribir en galego nin en portugués e nin sequera sabes como fala a túa avoa. Es o paradigma perfecto de lusista.
Despídome de todos, sede boíños, estudade moito dialecto para cando sexades maiores.
Non á nova diglosia!
Non ao Caos Normativo para o galego!
Liberdade de escrita en portugués!!!
Sobre a distinción entre lingua e dialecto poderíase falar moito sen ningunha conclusión, pois depende dunha base teórica que pode ser diferente. É claro que hoxe pode falarse dalgo que pode denominarse estándar galego, hai persoas que non está conformes con el, pero existe. Por outro lado, se procuramos nos dialectos do galego, do portugués e do castelán, ao final serían moitas as palabras comúns con pequenas diferenzas morfolóxicas (o castelán popular integra os dialectos leoneses, máis afíns ao galegoportugués)
"É interessante ver que formas normativas na Galiza que eu sempre pensei que não eram portuguesas também existem no Alto Minho. Palavras como "falades", "todo-los", "catro", “imos”, “ca”, “umha” ou "coa", não distinguem o galego do português. São galego-portuguesas: ouvem-se além e aquém Minho"
Falades é estremadamente minoritario no portugués europeo, se é que aínda está vivo. Tódolos rexistrase ata en Camoes, pero hoxe é un arcaísmo ou vulgarismo en port., de ca non teño constancia do seu uso en portugués popular do Minho, imos é un arcaísmo claramente en desuso, umha non se di en portugués, o que se di é úa co u nasal, pero é moi arcaico e debe estar case morto. O único que demostra iso é que galego e portugués tiveron unha etapa común, pero son fenómenos irrelevantes no port. A percepción de catro é moi diferente en galego e portugués, en portugués é extremadamente raro , moi vulgar e case sen uso. Iso non demostra nada. Como non demostra nada que catro aldeas, case literalmente, da Limia manteñan as sibilantes sonoras nun galego ourensán típico.
A meirande parte das opinións aquí expostas, ó meu entender, están moi lonxe da relidade.
Criticades e criticades a Lei de Normalización Lingüística, e ó organismo que a fai... ¿Acaso cúmprese esta Lei? Eu levo 7 anos na universidade e non tiven unha soa asignatura en galego. ¿Que di a Lei un 30%? Ousexa que debería ter como mínimo 12 ou 15 asignaturas e tiven 0...
Na escola a situación era un pouco mellor, pero seguía incumprindo clara e impunemente a Lei de Normalización.
O primeiro que habería que facer antes de criticar á Mesa pola Normalización é dotala de elementos para que poida facer cumprir as leis que promulga. Ata o de agora co PP no goberno da Xunta, as medidas propostas pola Mesa eran simples indicacións ás que ninguén lles facía puto caso. Esperemos que a situación cambie co goberno, e logo veremos se as medidas e leis de normalización son útiles ou non.
Por outra banda, cada vez é mais difícil atopar a alguén que escriba correctamente o galego normativo, galego que len en tódolos libros publicados, que escoitan na RTVG, etc. como para agora, de súpeto, cambiar a normativa e escribir en portugués... O número de persoas que saben escribir o galego en Galiza pasaría de 2,5 millóns a 100, ou 1000 se queredes... Iso sí que sería unha lingua morta.
Logo tentades ridiculizar ás persoas que non entenden a escritura portuguesa (eu non me inclúo), cando se saides á rúa ese porcentaxe sería moito maior, abrumadoramente maior que neste tipo de foros.
Tamén está o tema de que, segundo algunhas opinións aquí verquidas, pode opinar de filoloxía calquera persoa... Se tomamos a filoloxía como algo serio e medianamente científico isto é un disparate. Supoño que ninguén se lle ocorre no campo da mediciña, por ex., facer unha consulta popular sobre o medicamento que debe tomar, senón que vai ó especialista a que lle receite unha cura. Agora ben, pode haber contradicción entre dous especialistas na materia, mais tampouco faise unha consulta popular para ver quen ten a razón... O mesmo ocorre en moitos outros campos: dereito, enxeñaría, economía...
Saude.
A lei de normalización lingüística nin se cumpre nin existe interese en facela cumprir e, polo tanto, non hai ninguén que esixa seriamente o seu cumprimento. Por iso non se cumpre.
E cando se "intenta" cumprir, resulta de coña porque se eprega un pésimo galego e ninguén intenta corrixir os seus innumerables erros ou defectos no seu falar "galego", que máis que galego é un castelán mal falado e ridículo.
Así que a lei de normalización lingüística é unha mentira á que case ninguén lle fai o máis mínimo caso, e iso cando non se rin dela.
Parabéns ao Maurício por expor claramente o argumento principal que deveria reunir-nos: Que a política linguística dos últimos 30 anos é um FRACASSO quanto à recuperação do galego, isto é (como já disse António Gil há muitos anos) uma VITÓRIA do projecto (ainda inacabado, mas pouco falta se seguimos assim) de normalização do espanhol. E o unanimizado "Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega" é mais do mesmo, a ter como objectivo "garantir o direito" de uma minoria de raros galegófonos a desenvolverem a sua vida em galego.
E é evidente também que parte deste fracasso e desta vitória procede do MODELO de língua escolhido, o modelo ILG-RAG, tanto na forma como simbolicamente, porque emula, precisamente, a língua dominante. Nem Maurício nem a maioria dos unificacionistas ("reintegracionistas", "lusistas") afirmam que esse seja TODO o problema. Mas a teimosa negativa do "isolacionismo" a considerar seriamente esta hipótese indica ora política do avestruz, ora política españolista declarada, ou as duas cousas. O que conta são os factos, não as intenções.
Ora, neste contexto, permitir-se (e promover) a exclusão do reintegracionismo como visão e modelo da recuperação do idioma (o que se adoita chamar "normalização") é absolutamente SUICIDA... se o que se deseja é "normalizar". Se o que se deseja é castelhanizar, é perfeitamente coerente.
Isto é algo que os proponentes do modelo RAG nunca abordam desde a ética política: Como é possível que, nas aras duma dada visão essencialista da língua uma sociedade inteira EXCLUA e satanize um importante sector dos seus próprios defesores porque "veêm a língua de maneira distinta"? Em lugar de abordar esta séria questão, uma postura frequente é entrar brevemente no debate, ceivar o argumentário habitual contra o "lusismo", e a seguir fazer mútis polo foro, numa tentativa em falso de "ter a última palavra".
A lógica de tudo isto é clara, muito clara. Leva anos sobre a mesa. E, afinal, o que conta (politicamente) é que aliados escolhe um(a). O chamado isolacionismo já se definiu, e continua a fazê-lo, também nestes foros. Frente a este debate cheio de insultos, convido a visitar a discussão paralela no lusista e demoníaco Portal Galego da Língua, sobre o mesmo artigo de Maurício Castro, e que cada um(a) compare e conclua o que deva concluir: http://www.agal-gz.org/modules... .
Saúde,
-celso
Lidor,
1. “O galego é un dialecto da lingua que procede xeneticamente del.” Dizer que o português procede do galego é como dizeres que o home vem do chimpancé actual. O português não procede do galego. Procedem ambas do galego medieval, língua que se falava não só no território da Galiza actual mas também no norte de Portugal. O galego é tão distinto do galego medieval como este é do português. O galego medieval não tinha heada, tinha vogais nasais, sibilantes sonoras, etc, etc. Portanto, dizer que o galego (actual) é pai do português não é certo. O galego actual é uma variedade duma língua comum galego-portuguesa, portuguesa ou como queiras chamar-lhe que procede do galego-português medieval.
2. “Debemos consolarnos, porque as palabras do noso dialecto figuran nos dicionarios dialectais de portugués.” Não, o que devemos é asombrar-nos de que muitas das diferenças entre galego e português não são tais. Só são diferenças entre o português padrão e o galego normativo da RAG-ILG.
3. “As palabras do noso dialecto aínda nunca van figurar nos dicionarios de uso corrente (sigo co voso razoamento). Ou "algún día".” Sim, esperemos que figurem algum dia.
4. “A nosa lingua é a portuguesa, aínda que teña miles de palabras que nunca diremos e non teña as miles de palabras que usamos a diario.” Não é certo: o português tem a imensa maioria das palavras galegas que usamos a diário. Quase todas. Há milhares de palavras que são só galegas, só portuguesas ou só brasileiras. Mas o resto, as palavras comuns, são a imensa maior parte.
5. “En vez de propoñer que o Norte de Portugal se libere do xugo lisboeta e se reintegre en Galicia, queredes "reintegrarvos" (?) en Lisboa.” Não paga a pena comentar.
Arzaya,
Sim, são formas muito minoritárias e em processo de substituição pelas formas do padrão.
“O único que demostra iso é que galego e portugués tiveron unha etapa común”
Não, não demonstra isso. Demonstra que quando falamos do português falamos do padrão, e não vemos que há muitas formas das “genuinamente galegas” que também existem além Minho. Não são formas medievais, é português do S. XXI. Dialectais e minoritárias mas actuais.
E que repercusións teñen esas formas no estándar?... ningunha(algunha delas falada en 4 ou cinco aldeas fronteirizas do portugués). Sorprende ese recurso ao dialecto local ou persoal, pois na maior parte das aldeas fronteirizas portuguesas son abundantes os castelanismos introducidos polo contacto co galego..son tamén xustificables entón en galego? Xustifícase entonces porque no brasileiro popular é estonce? creo que esa liña argumental o que xustifica é a lexitimidade de moitas formas galegas. Por descontado hai formas galegas que non se rexistran no portugués..e en boa parte do galego.
Celso (obrigado!) perguntas: «Como é possível que, nas aras duma dada visão essencialista da língua uma sociedade inteira EXCLUA e satanize um importante sector dos seus próprios defesores porque "veêm a língua de maneira distinta"? Em lugar de abordar esta séria questão, uma postura frequente é entrar brevemente no debate, ceivar o argumentário habitual contra o "lusismo", e a seguir fazer mútis polo foro, numa tentativa em falso de "ter a última palavra".»
E RESPondo (embora já tu bem conheces a resposta): Hoje tivemos uma resposta indireta. Comparo (sei que toda a comparação é odiosa):
1.- Ibarretxe ... Reintegracionistas.
2.- Zapatero ... Isoladores.
"El Zapa" sabe-se dominante, dominador, mercê do art. 8 da "Constitución inmaculada" (6-XII / 8-XII, mas também virginal, intacta e "intouchable"), garante do cumprimento até às últimas consequências do projeto-e-processo de uniformização nacional (ou naZional) do reino de espaÑa.
Por isso, como gato com o rato, permite-se jogar com os nacionalismos não espaÑoles: Agora, sim; depois, não; em definitivo, não.
Igualmente, à distância em poder, mas abrigados sob o poder eficaz do nacionalismo espaÑol, os isoladores oficiais (não estou a pensar nem nos Castrexos da vida que por cá pululam nem noutros hipnotizados pelas NOMIGa, que quase ninguém cumpre desde o TouriÑo abaixo, todos...) agem como pequenos ditadores ao serviço do nacionalismo espaÑol mais nojento.
Sabem que, como os nacionalistas espaÑoles, carecem de toda a legitimidade histórica, "galeguista", filológica ou, se queres, científica desde essa peculiar cientificidade que cobre as chmadas Ciências da Linguagem, mas não se importam em absoluto.
Antes, porque se sabem ilegítimos e ilegitimados, é que fogem de qualquer discussão minimamente séria, é que excloem todos os que opinam diferente, embora essa diferença seja mínima.
Apenas uns quantos, nem segundões, nem terceirões, talvez acólitos mesmo ocasionais, se permitem "discutir". E já vemos os "grandes" argumentos que esgrimem: O insulto, as minúcias aldeãs, as acusações gratuítas... (Aliás, é justamente o que percebem dos seus "mestres", na escola, na "faculTade de filoloXía" ou na imprensa... espaÑola da CAG...)
E o Galego está a morrer. Mas a culpa, como asseveram (cobrando) os Alonsos Montero, os Ferrines, os Ramones Lorenzos e etc., a culpa é toda dos "lusistas". Pobrinhos! E não reparam que, enquanto ou mentres assim dizem, não deixam de olhar para o seu umbigo, redondo, rotundo, budas fracassados...
Enfim. Deixemos que os mortos enterrem os seus mortos. Nós, enquanto ou mentres haja vida, alimentemos a esperança.
Parabéns Maurício e parabéns a aqueles-as que, escrevendo correctamente a Língua de Galiza e nom grafando-a à castelhana sustenhem o debate no meio dos insultos e do veneno que foi destilando o poder espanhol através da ideologia isolacionista. Na verdade, o nível de alguns isoladores é execrável nem só no plano lingúístico ou filológico (zero) senom no pessoal (muito abaixo de zero)
Argumentos ad personam, insultos, elevadas elucidações filosóficas (o que falam os portugueses do norte como argumento antireintegracionista), badocadas de toda índole cuspidinhas das que poderia dizer um Manuel Fraga ou um Paco Vázquez...a patetice mais dessoladora e o muladar mais infecto do espanholismo selvagem entrecruzam-se nas suas estultícias abjectas e carentes de todo sentido argumental.
Mas, eles tenhem de obedecer ao seu triste papel de destruidores da Língua e de caluniadores dos que trabalhámos pola sua dignificaçom; é a sua Natureza e é a condiçom para que a sua algibeira e o seu bandulho continuem a ser alimentados polo Sargom de turno espanhol.
" o galego está a morrer". Iso é rotundamente falso, se o galego é portugués entón non está a morrer nin agonizar, nin nada parecido. Nunca se falou tanto galego no mundo. Só esmorece a lingua nunha pequena parte do seu territorio, irrelevante culturalmente e politicamente para o resto dos lusófonos (ou iso demostran no día a día). Concretamente esmorecen as formas galegas das que a norma lusista renega
Efectivamente non hai nada tan anti-reintegracionista como o portugués norteño, pois os trazos "galegos" son vistos como vulgares
Arzaya, meu senhor, tenha a bem explicar-se, para além de pretender ironizar...
«O Galego [escrevi em maiúsculo] está a morrer» é o que dizem os inquéritos seus, da sua banda, que Maurício comenta e critica. Ou é que não lembra o ponto de partida de toda esta longa discussão?
Obrigado, gracinhas ou "grazas" (cast. "gracias").
"Dizer que o português procede do galego é como dizeres que o home vem do chimpancé actual."
Hai que ter coidado con Freud.
O tal Arzaya de novo a misturar e a deturpar todo o que dizem os demais num novo e patético intento de criar confusom e de desviar o debate.
Meu, som as choramingadas dos seus,do poder ILGA-RAGA, os que estám a dizer desde que tenho uso de razom que a Língua de Galiza morre (esquecem dizer que eles som os que a estám a matar, nom nós).
O de que nom ha nada anti-reintegracionista como o português do norte é o cúmulo do delírio isoeenlatado. O que quere dizer? Quem tem a ver isso com a escrita da Língua? O senhor sabe qual é a diferença entre fala e escrita? Explique-ma, por favor...
O post #95 do Wagneriano é lamentável.
O problema do reintegracionismo é que há muito desta porcaria, ou quando menos fazem-se ouvir muito. Ou pensas exactamente como eles ou es um ignorante ao serviço do “fascismo espanhol”. Não há outra opção.
Enfim. Uma aperta companheiros “isolacionistas”. Um prazer debater convosco.
"O tal Arzaya de novo a misturar e a deturpar todo o que dizem os demais num novo e patético intento de criar confusom e de desviar o debate."
E o #97 também
Eu quedo parvo e sen verbas con semellante artigo e semellante debate. Tería que dicir pero sería unha estupidez diante da gravidade na que se atopa o noso futuro.
Deixade as enerxias para defender un idioma e unha cultura, logo a existencia unha Nazón en perigo.
Eu non estou disposto a que a doma e castra da Nazón Galega triunfe, e vos?
Estades dispostos a deixar a defensa numantina?
A deixar os vosos chiringuitos lingüísticos e as vosas posicións sectarias de reintegracionistas de máximos e isolacionistas radicais? (todos cegos diante da realidade social)
Estades pola xenerosidade da cesión de posicións por algo mellor para todos Nós?
Se é que non marchade resolver as vosas "interesantes" liortas ao deserto e quen gañe que volva coa boa nova e coas normas grabadas en pedra para que ninguén poida mudalas.
Iso si, non tardedes moito que se non atoparedes País onde aplicalas .
Saude, Pátria e Galego.
Aos post 98 e às suas palavras: de porcaria deve o senhor saber muito, a falta de argumentos é o que o senhor vomita quando fala do meu comentário. Â fava, meu!!!
Carlos Roca:
Acho que acerta, mas seria bom pôr os meios para conseguir / conquistar esse objetivos? Mas quais meios? Diga, por fovar!
lenin,
1. Dis:
"O primeiro que habería que facer antes de criticar á Mesa pola Normalización é dotala de elementos para que poida facer cumprir as leis que promulga. Ata o de agora co PP no goberno da Xunta, as medidas propostas pola Mesa eran simples indicacións ás que ninguén lles facía puto caso. Esperemos que a situación cambie co goberno, e logo veremos se as medidas e leis de normalización son útiles ou non."
COM. Não é exactamente como o descreves. Por aprofundar um pouco mais:
- O Parlamento de Galiza é quem aprova/aprovou a Lei de Normalização Lingüística.
* A Lei aprovou-se por 'consenso' e 'com senso'. O Bng não tinha repesentação parlamentar. Incluia um artigo onde se estabelecia o direito e o dever de conhecer a língua galega. O próprio PP (AP) recorreu a Lei por inconstituçonal e o Tribunal Constituçonal eliminou do texto legistativo a obriga, argumentando (por dize-lo mal e rápido) que tinha que estar recolhida no Estatuto de Autonomia.
- A Real Academia Galega é a Institução que se ocupa de elaborar a 'norma' da escrita da língua galega, as chamadas NOMIG (Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego). Em realidade encoménda-lho choio ao ILGa, Instituto da Língua Galega, da Universidade de Santiago.
* Não sei cales são os critérios para ser Académico. Franco aínda o é. De honra. Beiras deixouno...
- A Mesa pola Normalização Lingüística é uma asociação privada, com três e mil e pico sócios, que pretende acadar o que o seu nome indica, do jeito que os seus sócios e sócias decidem e coas ferramentas (mais bem poucas) de que dispão qualquer asociação.
*À Mesa, além de decantar-se por uma ou outra norma que não é o tema ao que ía, não se lhe podem pedir contas polo cumprimento ou incumprimento da Lei. Não está na súa mão mais do que o está na mão de qualquer cidadão (além da sua força 'numérica') ou asociação.
- São as distintas Administrações Públicas (Junta, Deputações, Concelhos, AGE, Universidades, etc.) as que devem cumprir a Lei e velar para que se cumpra.
*A Junta leva 24 anos de sucesso continuado na normalização da língua castelhana. Até o dia 18 de setembro de 2007 em que entrou em vigor a Lei 13/07 modificadora da Lei 4/88 da Função Pública de Galiza, não era preciso realizar ninguma prova em galego das que formasem parte do processo selectivo para o ingreso na Função Pública de Galiza. Chegaba com acreditar a realização dos Cursos de Iniciação (2 mêses) e/ou Aperfeiçoamento (2 mêses) da Língua Galega. Conheço muitas pessoas que forom capaces de acreditar o conhecimento (aperfeiçoado) da minha língua, deconhecéndo-a com anterioridade, em 4 mêses. À minha parelha deu-lhe clase de Galego em 1º de Bup um mestre de Leom (capital) que fixera os Cursinhos, incapaz de defenderse na fala em galego (pedía desculpas, polo menos). De feito, não hai nem uma soa pessoa que cursara os Cursinhos da Junta de Iniciação e Aperfeiçoamento que, tendo assistindo à clase, os suspendese. Reto aquí a qualquer pessoa a que prove o contrário.
Desde a entrada em vigor da modificação as convocatórias de processos selectivos da Junta, deveram prever que polo menos uma prova se relizará em língua galega. As convócatorias publicadas até o dagora (3), prevem que seja o primeiro exercício: o tipo test. Desde fai uns dias por tanto, para ser funcionário/a da Junta já é necessário saber LER galego. ILGa/Rag, of course.
* Os Conçelhos quem os governe...
* A Universidade... que fale quem a conheza melhor. O 90 % dos meus docentes, não é que não soubesem/falasem galego, é que se formaram tudos na Politécnica de Madrid.
* A Administração Geral do Estado (AGE), a mais castelhanizante e castelhanizada de tudas. Em Galiza prestam serviço (em 2007) 28.870 funcionários e funcionárias da AGE. As oposiçães para a AGE fan-se exclusivamente em castelhano, além de provas específicas de línguas oficiais da UE, habitualmente inglês ou francês. Obviamente não se precisa conhecer a língua oficial da Comunidade na que eliges destino. Nos concursos de traslados o seu conhecimento é um ‘requisito preferênte’ ou denominação similar, que na práctica se traduce numa pontoação de 1 ponto. Equivalente a um Curso de Excell. Quem sinta curiosidade que consulte qualquer concurso de traslados no BOE.
* Dentro da AGE também está a...
- Finalmente é Administração de Justiça a que deve velar porque as Administrações cumpram a Lei de Normalização e os direitos lingüístos da cidadanía se garantam. A Justiça é competência do Estado, que convoca e cubre as prazas de Juíces. As oposiões a Juiz, coma tóda-las da Administração do Estado, são em castelhano, agás a prova específica de língua estrangeira. O conheçemento da língua cooficial da C. Autónoma de destino, solicitada num concurso de traslados equivale no correspondente baremo de méritos a, por ejemplo, um curso de inglês jurídico de 30 horas, um de MS Access de 25 ou uns 8 mêses de antigüidade.
* No coments.
- Quem nos vale do Valedor?
2."Tamén está o tema de que, segundo algunhas opinións aquí verquidas, pode opinar de filoloxía calquera persoa... Se tomamos a filoloxía como algo serio e medianamente científico isto é un disparate. Supoño que ninguén se lle ocorre no campo da mediciña, por ex., facer unha consulta popular sobre o medicamento que debe tomar, senón que vai ó especialista a que lle receite unha cura. Agora ben, pode haber contradicción entre dous especialistas na materia, mais tampouco faise unha consulta popular para ver quen ten a razón... O mesmo ocorre en moitos outros campos: dereito, enxeñaría, economía..."
- Ti es daquí ou ves aos banhos?! Isto é Galiza!
*Para elaborar as verdades/teses/teorías definitivas, as conclusões mais esmagadoras e os argumentos mais sisudos, ser filólogo não é condictio sine qua não; mais bem tudo o contrário. É um lastre, um elemento de suspeita (de trabalhar pro ILGa ou ser português, de tirar pra casa porque é o que che dá de comer, de ser do Bloque, de não ter nota nem pra entrar nem em Magistério, etc.); uma qualidade em definitiva, que che invalida para a emisião de opiniões no ámbito da lingüistica.
Onde se ponha um ‘Que é eso de que o gallego é portugués?’ que se apartem os filólogos (ou que vaiam pro bar).
Saúde.
PS. O ponto 2 e brincadeira (ou não). Não sou filólogo (a sério).
Wagneriano, valente defensor do reintegracionismo es ti!!! Aquí hai quen debate con educación, nunha norma e na outra. E hai alporizadores profisionais, tamén nas dúas normas. Mágoa de non podermos facer o debate oralmente, a algún caíalle logo a carauta!!!
Estou con carlos roca, con arzaya, con agil, con Celso e con todos os que tentan levar avante o debate.
Por outra banda, botarlle a culpa da desaparición do galego á Xunta, ao bloque, á Mesa, ao lusismo é dunha sinxeleza que abraia. E que o fagan persoas do nivel do Celso,-"E é evidente também que parte deste fracasso e desta vitória procede do MODELO de língua escolhido, o modelo ILG-RAG"-, aínda máis. Eu serei moi parvo, mais non entendo que se o galego sobreviviu 500 anos "calándollo ao cacique" sen normas, sen literatura apenas, como é que agora un proceso normalizador estraga a lingua en 30 anos??
E non digo que a miopía para cos utentes da norma AGAL ou do portugués padrón axude nada ao proceso, pero non se pode botar nin toda nin a terceira parte da culpa do esmorecemento da lingua á problemática das normas. Eló...non falamos todos igual?? Ou é que os reintegracionistas falades diferente a min?? Acho que non.
Un par de cousiñas máis. Gostaría que alguén comentase as miñas dúbidas expresadas no #56, especialmente alguén que fale dende posicións reintegracionistas, entendo que aí está o erro do Maurício no seu artigo e querería saber a vosa opinión.
Máis outra. Fálase arreo das causas do fracaso da normalización do galego, cerna do artigo. Ben, eu son da opinión de que a culpa é NOSA, de todos nós. Deixo unha pregunta no ar, dunha materia que domino. Algún de vós solicitou facer, e fixo, o exame teórico de condución en galego, ou en portugués que tamén se pode??
Polos meu datos cando unha alumna da miña autoescola o solicitou hai 3 anos era a PRIMEIRA na provincia de Pontevedra dende o troco de exame teórico, 2 anos antes. Velaí tedes o fracaso DE TODAS E TODOS nós na normalización do galego. Iso si, non había exames en galego e un funcionario amábel ofreceuse a lle traducir as preguntas...(Lamento non poder achegar datos sobre o portugués)
Para recuperar o galego ten que haber xenerosidade e unidade, esquecer os chiriguitos e o individualismo. Hai que abandonar de posicións maximalistas e debates bizantinos que so interesan a catro.
Namentras iso non ocorra perdense forzas e enerxias que se deben adicar a resistir, recuperar e espallar a dignidade precisa para recontruirmos o País.
Son pesimista en que @s sectari@s participantes nestes debates os abandonen e unan forzas, máis a miña vontade, inda que non sexa suficiente para que haxa ponto de inflexión, é que iso debe ocorrer como condición necesaria.
As veces un pensa que se levaremos o individualismo e o minifundismo, ou o mási moderno e humorístico "chiringuitismo" nos xenes...;-)
Poderemos falar de debates...mais hai cousas ben obxectivas.
A norma RAG de onde saiu? Inventou-se?Lin que se argumentaba de tradición literaria! Logo debemos aceptar o español( idioma) e a represión secular(española) como válida para fixar a norma da nosa lingua?
Non foi o portugues o que evolucionou unha norma dende o galego-portugues medieval?
Nos non o fixemos, porque houbo seculos escuros...e aí coincideremos todos en que non era por que non quentara o sol!
En que data se coñeceu a existencia da lírica común medieval.
Non eran os escritores que fixeron rexurdir a nosa lingua xente castelán falante?
Son todo dubidas...unha aperta a todos.
Ás veces o debate colle interese.
A toponimia é un exempro absoluto de estar nun mesmo país, "toponímicamente" falando. Trátase ó meu entender de un feito fulcral no recoñecimento de que falamos o mesmo idioma. Non o único, claro. (Mais tamén se dá na Galiza irredenta).
Lavesedo:
Lave-se você a boca antes de falar; carece de autoridade moral para falar de educaçom quando está caladinho diante de insultos mais asquerosos neste e noutros debates. Nom som pacifista: o uso da violência é legítimo (tambem a verbal)em defesa própria, embora nom seja aconselhável. Para o papel de "negritos bonzinhos" procure a outros, prefiro a Malcolm X 10.000 vezes antes que a Luther King, percebeu? Estou farto de dar argumentos que só se respondem com o esbardalhe e o onanismo mental dos isoenlatados, portanto permita-me ser igual de duro com os demais do que os demais o som comigo. O contrário é ser um cobarde canalha que se esconde sob a capa do pacifismo e da tolerância. E, particularmente, nom tolero aos destrutores das Identidades dos povos nem aos seus cúmplices. Percebeu?
A violência nom aconselhável: falava da verbal, é claro.
Em suma, respondendo à pergunta do Maurício, acho que a resposta seria:
NO PLANO POLÍTICO: Ao projecto nacionalista espanhol e a certos projectos regionalistas e independentistas hispanodependentes que necessitam seguir a irracional equaçom uma língua = uma naçom.
NO PLANO LINGÜÍSTICO: Sempre em situaçom de subsidiariedade e de factotum a respeito do plano político: a aqueles que figerom da desintegraçom do galego um elemento fundamental para o seu progresso pessoal ao serviço da desintegraçom e castelhanizaçom lingüísticas.
Diz ecoe e diz bem: «A toponimia é un exempro absoluto de estar nun mesmo país, "toponímicamente" falando. Trátase ó meu entender de un feito fulcral no recoñecimento de que falamos o mesmo idioma. Non o único, claro. (Mais tamén se dá na Galiza irredenta).»
COM.- Mas, olha, também por aí a deturpação procurada é quase regra.
Os topónimos como "Mata Má", "Meira Ma", "Aceia da Má" estão a dizer que pelo feminino que o adjetivo galego é "mau" (e não *malo). Mas, para meter e manter *malo, deturpam o último topónimo (os outros ficam mascarados escrevendo-os à castelhana, as duas palavras por junto): De "Aceia da Má" passam, inventivamente, a "Aceia de Ama" (de que ama?).
Porém, uma clara deturpação dum topónimo claro, como é "Agrela" (campo para além da "Agra"), mantém-se com falsa segmentação, antes castelhanizada pailanescamente "La Grela" e hoje regaleguizada em "A Grela" (será a esposa do Grelo?).
Acho que parecida deturpação há no topónimo "Conxo", na realidade "Congo" (existe a Casa da Conga, não é?) pronunciado com a bendita gHeada deu num castelhano "Conjo", que regaleguizado passou a "Conxo".
Digam se ando nas berças ou tenho alguma razão ao caso...
Caro lavesedo: dizes acima «... Dúas grandes dúbidas:
»1ª) Isto ía mudar o camiño sen retorno do galego cara aos museus??? (Do que estou certo é de quen non o ía acelerar)
»2ª) Coa proposta de Maurício, supoñamos que convencemos ao da Fonsagrada, -sempre que non sexa votante do PP-, pero... daremos convencido ao farense e ao brasileiro??
»Eis miro eu a grande diferenza co exemplo dos países baixos. Ese tratado do que falades debería de ser feito dende a reciprocidade e non miro eu os portugueses por ese labor, cando a maioría aproveitan as viaxes á Galiza para practicar o seu espanhol. Porque a autoxenreira si que non entende de fronteiras políticas.»
RESPondo, não sei se bem, mas breve:
1.- A grafia (ortografia) não é panaceia, mas ajudaria, entre outras "cousas", a distanciar a "face" galega a respeito da omnipresença "espaÑola" do castelhano.
2.- Como também disse, se eles não correspondem, pior para eles, mas os interessados em recobrar a "face gráfica" e a possibilidade de se abrirem à Lusofonia e à sua produção literária, televisual e mais são os galegos. "Arrimense a los buenos", que os "bons" acabarão por os receber, sobretudo Brasil e África lusófona...
a aovellaquemira:
Todos esos datos que das confirman o que estaba a dicir. Non se lle pode botar a culpa de nada a un organismo meramente consultivo. Pero entón haberá que cambiar o goberno antes de nada. E niso estamos.
Concordo con Lavesedo en que a culpa desta situación é de todos nós. De tódolos galegos.
Saude
Mauricio. Dás moito que falar.
Há uma leve arrogância na gente que fala em filólogo, desprezando a opinião que possam entreter os não profissionais da língua. A filologia também não é uma ciência “dura”. Não o é como pode ser a física, a química ou as matemáticas. Estamos a falar duma criação humana e colectiva, não de um objecto exterior ou anterior a nós mesmos, acho.
castrexo, aqui o único palhaço que hai és tu
e que conste que cho digo unicamente por corresponder
Lidor, nom sabes do que falas, como som educado direi-che que nom estou dacordo co que dis, mais nom tenho problema em que achegues a tua opiniom se e que a tes. Nom sei de onde tiras que eu nom sei falar galego (desde logo que portugues lisboeta ou brasileiro nom, mais abondo pra me entender ao falar com gente brasileira que tenho por vizinhos e amigos aco em Londres onde moro)..Tento de escrever em galego-portugues mais ainda tenho que milhorar moito, sei-no, mais nom por isso lhe falto ao respecto nem a ti nem a ninguem, simplesmente trato de escoitar, achegar, respectar e aprender. Por certo, estou dacordo contigo no ponto cinco cando mencionas a unidade galaica, se bem e certo que ha desventurados condicionantes historicos que nos afectam aos galegos de ambalas beiras do Minho, condicionantes que nom som tam doados de simplificar num paragrafinho e que nos afectam a tud@s, tanto na actitude que nos os galegos de Aquem Minho mantemos cara o os galegos de Alem Minho e cara o Portugal lusitano e alentejano como na mesma actitude dos galeg@s de Alem Minho e portugueses tenhem cara nos. Som moitos anos de falsidades historicas inoculadas nas conciencias de uns/umhas e outr@s, de ignorancia que fornece ignorancia, de preconceitos absurdos e mentiras oficiais que passam por verdades seculares. Nom e doado loitar contra isso por mais que um o queira. Coido que te trabucas ao interpretar o pensamento dos que nom tenhem a mesma opiniom ca ti, e digo-cho porque nom poderia estar mais em desacordo cos pontos que mencionas dantes de chegares ao cinco e nem sequer o cinco e verdade, senom que acho que e o que tu queres pensar pra manter a tua opiniom encol daquel@s que nom opinam igoal ca ti. Da-lhe logo.
Por outra banda nom sei donde tiras que nos acreditamos que o galego e um dialecto do portugues. Se por mim for em boa logica o galego e a lingua romance originaria do Noroeste iberico que deu lugar a lingua que se hoje e geralizadamente denominada "portugues" e-o pola unica razom do vaido e esquecimento historico da Galiza e da consolidazom estatal portuguesa (eis a unica razom pra que leve tal nome). Na minha opiniom o portugues e um dialecto da lingua originada na Galiza, mais estandarizada seguindo o canon lisboeta, do mesmo jeito que o espanhol seguiu o canon castelhano e nom o mexicano nem o boliviano nem sequer o andaluz. Viaxei por paises onde escoitas falar em espanhol com palavras que simplesmente nom existem ou jamais escoitarias no castelhano. A mim tenhem-me dito em Mexico que nom e o mesmo o castelhano que o espanhol, ainda que o estandar oficial desta lingua seja pra nos o castelhano. Abre os ouvidos em Equador, Bolivia, Paraguai, Jujuy ou Chiapas e decataras-te de que nada e como um pensa. E ninguem esta a roubar vocabulario nem expressons nem nada do estilo, simplesmente que som expressons distintas, vocabulario diverso e pronuncias diferentes...mais que eu saiba e a mesma lingua. A lingua originouse em Castilha, por isso se chama castelhano, ainda que se Castilha tuvera as circunstancias historicas de Galiza e Portugal ao igoal lhe acabariam chamando andaluz ao seu estandar e o castelhano ficaria em terra de ningures exposto (ponhamos por caso) a invassom dum suposto galego dominante no resto da Peninsula. Isto e umha conjectura, mais o que quero dizer e que nos podemos utlizar o nosso vocabulario -mesmo o dos nossos dialectos jaora- e a nossa fraseologia utilizando na escrita a ortografia mais achegada ao padrom galego dominante, que o do dialecto portugues (ainda que lhe chamem lingua pra mim e dialecto estrictamente falando) ou a que emprega AGAL, que na minha humilde opiniom e a mais acaida, ainda que desde logo que e so a minha vissom do asunto, nom pretendo mais que participar e dicer o que penso.
Ja pra rematar esta minha intervenzom -desculpade umha minha longa- pediria-che Lidor que opinasses sem faltar a gente, sem qualificar, dando a tua opiniom ou diagnosticando ou o que queiras, mais sem faltar ao respecto. E inutil e nom leva a ningures. A minha avoa morreu ha moitos anos e desde logo que sabia como falava a minha avoa e gostaria que te cinguisses a o que escrevim e nom inventes sobre o que nom dixem. Sobre tudo cando falas de gente que pra mim merece tudo o respecto. E malia as tuas impertinencias tu tambem mereces o meu respecto ao igual que o resto de intervintes, independentemente da opiniom que sostenhamos, acho que tudos queremos o milhor pra a nossa lingua e pra o nosso pais. Um chisquinho mais de humildade acho que nom nos vira mal de tudo. E desculpa que o teclado deste computador nom achega tudas as posiblidades que requeriria a norma na que pretendo escrever do milhor jeito posibel malia os inevitabeis erros ao nom ser aprendido nesta norma...Tenho moito que aprender, mais agardo seguir vivindo moitos anos pra seguir madurando na aprendizagem desta minha lingua e de moitas outras que se falam polo mundo adiante...e de moitas cousas mais. Paz & Apertinha Agarimosa
Mudar a norma non vai traer ningunha vantaxe.
Ao igual que non a vai traer mantela.
A solución pasa máis por gañar campos de utilidade para o galego. E aí o portugués (sexa ou non unha mesma lingua) pode ser unha gran axuda para valorizar o galego.
Ensinemos portugués na escola, nas EOI(ensinando os puntos de encontro ou diverxencia), programemos as tvs lusófonas,ofrezamos os seus subs, propiciemos intercambios de xuventude...
Fagamos ver que temos unha vantaxe por coñecer o galego e amosemos a súa utilidade tamén nese senso.
Pero as normas non han mudar nada porque son un xeito de organización obsoleto e propio doutra época, de sociedades monolíticas e illadas. Os idiomas vivos constrúense e evolucionan dende a base e non dende as élites de filólogos/políticos.
Falando todos a mesma lingua non vexo nesesario crear/manter ninjunha norma porque eu podo falar utilisando o que é propio da miña sona e todos o entenderedes ijual. Cmo m ntndrds m8s se escrv así, ou eu entendo a un da mariña e a unha do alentejo.
e lo non?
mimá, canta xente! Tenho coche-carro de segunda man-mão para vender. Bo-bom prezo-preço. interesados-interessados, deixen-deixem mensaxe-mensagem aquí.
Dizes, danielo: «Mudar a norma non vai traer ningunha vantaxe.
Ao igual que non a vai traer mantela.»
COM.- Sem dúvida, não constitui o factor único e definitivo, mas a mudança das NOMIGa ou a supressão delas e a adopção do português ESCRITO, pronunciado à galega, tanto nos âmbitos do ensino quanto nos da administração em geral, faria com que o Galego fosse LÍNGUA OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA, em vez de só língua de trabalho.
Como LÍNGUA OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA teria o mesmo tratamento que o castelhano ou espaÑol. É uma boa vantagem, não acham?
E não há ninguém que conteste as minhas denúncias pela deturpação da toponímia? Dei três exemplos, atuais, mas há muitos mais.
É que não é isso uma amostra mais de colonização e conquista da "galeguidade"?
Sodes todos unha panda de filólogos...
Eu escacho coa risa.
Escribo en portugués, en norma AGAL, e en ortografía ILG-RAG. Cando vou a Portugal é falo galego a percepción dos portugueses é a mesma fale en norma AGAL ou ILG, é algo parecido ao portugués, pero non é exactamente portugués. A comprensión mutua depende do basicamente do léxico empregado. Para facerte entender ben cun portugués precisas renunciar a parte do léxico galego: empezando polo almorzo, xantar e acabando pola merenda e a cea. A cuestión non é que haxa palabras estándar galegas vivas en Portugal senón se son parte do estándar ou non. Se cadra é máis recomendable aprender portugués estándar para comunicarse en Portugal. A norma AGAL tén cousas moi boas, como unha ortografía máis distinguible do castelán, pero a ortografía por si só non é norma. Desde logo que diferencio entre fala e escrita (por alusións) , precisamente parte da fala popular con léxico máis galego é vista como vulgar ou labrega en Portugal, por iso dar ao galego culto uns caracteres propios e distintos do portugués, á vez que comprensibles para os lusos, véxoo ben. Os únicos que din "Nós vamos" en Galicia son os que non saben falar galego, e os únicos que din "nós imos" en Portugal son os analfabetos. Por iso o mellor que podemos facer é falar galego, o galego non necesita esencialmente ao portugués para prestixiarse. Unha cousa é a filiación da lingua, outra a sociolinguística. Se o galego non se fala é porque non tén prestixio e porque os galego-falantes non teñen poder económico en Galicia e porque ideoloxicamente, aínda que non o confesen, existe unha identidade coa nación española por parte de moitos galegos. Moita xente non se cuestiona a lingua que fala.
Concordo contigo AGIL, no da toponimia. Aínda hai moitos máis A Grela e incluso As Grelas por galiza endiante, porén non se atreveron coa praia de Agrelo en Bueu, era xa moito. Temos o monte Xaxán aquí tamén no Morrazo, de Gagán pronunciado Ghaghán, ou o río Verdugo que teño visto como Verduxo, por ser dito Verdugho, moitas Breas por Vereas, A Cañiza, eu xa teño mirado A Canhiça, por A Caniza ou A Caniça, a listaxe sería infinita...
Estou moito dacordo co Danielo e non deixo de lle dar razón a AGIL, de todos os xeitos, cando fala de que adoptar a norma portuguesa podía traer vantaxes como a que el di. Pero,..., volvo o que xa dixen, cantos apoiarían esa mudanza?? Non se volvería encontra do galego??
Dizes, Arzaya: «Cando vou a Portugal é falo galego a percepción dos portugueses é a mesma fale en norma AGAL ou ILG, é algo parecido ao portugués, pero non é exactamente portugués.»
COM.- Sim, é certo que a correspondência entre a pronúncia (não digo fala) e a escrita pode ser maior ou menor. Contudo, não deve exagerar-se. Explico-me: Pode ser transcrito um texto oral em quaisquer das "normas" em uso. A seguir uma pessoa alheia pode ler esse texto, agora escrito, com sotaque muito diferente do utilizado pelo emissor primeiro.
Contudo, acho que na comunicação oral, coloquial, muito mais importante é a "música" do que a "letra". Assim, não é estranho que pessoas do povo portuguesas sintonizem com pessoas do povo galegas, apesar dos castelhanismos destas na sua fala, muito melhor que com pessoas "galegas", cultas, mas com acentuado sotaque castelhano...
Aliás, se o culto português sabe que o seu interlocutor é "español" quase insensivelmente tentará demostrar a esse hispanófono (à partida e por definição) que é capaz de utilizar, educadamente, a sua língua, do "español", inclusivamente quando o tal "español" responda e use um português passável.
Acho que os assuntos da comunicação ultrapassam a simplicidade (?) das letras e dos fonemas. Pertencem a outra constelação que, em grande medida, pode denominar-se "estado-nación" face "estado-nação" ou "état-nation" ou "stato-nazione"...
CastreXo: Continua a escachar-te, mas tem tino não escaches de todo... Vês que, por exemplo, Arzaya e eu quase chegamos ao entendimento completo. "Falando" acabamos por entender-nos. Poderías, CastreXo, tentar tu também falar um pouco e não apenas tatejar...
Eu insisto em que o léxico não representa nenhum problema. Talvez seja no léxico onde a identidade galego-portuguesa é mais evidente. As diferenças fonéticas são bem maiores. E o que faz o galego diferente aos ouvidos de um português é a fonética, não o léxico. Almoço, jantar, merenda e ceia: todas palavras bem portuguesas. Eles têm outro horário e por isso almoçam, jantam e ceiam a outras horas. Mas esse é outro problema (Aqui não há tantos anos seguiamos o horário normal em Portugal e em toda Europa. Nisso os galegos somos muito espanhóis).
Para fazer-te entender bem por um português tens que pronunciar o galego correctamente. E esses analfabetos galegos que mencionas fazem-no muito bem. Esses labregos não sabem que “vamos” não é normativo mas o seu sotaque e fonética é tão autêntico que são facilmente compreendidos em São Paulo ou Porto. Se falas com a fonética e léxico “vulgares” e eliminas os castelhanismos que inçam as nossas falas então falarás um português nortenho, arcaico e esquisito, mas português sem dúvida nenhuma. Tanto tem que digas “imos”, “neno” ou “fixeches”.
Por outra parte, entendo o interesse por dignificar a língua, por fixar uma norma culta (seja qual for) e isso tudo. Comparto esse interesse. Mas peço um pouco mais de respeito a esses labregos analfabetos e vulgares que tão bem falam a nossa língua. O galego foi, é e espero que não deixe de ser vulgar. O dia que não for vulgar estará morto.
Diz AGIL:
“Aliás, se o culto português sabe que o seu interlocutor é "español" quase insensivelmente tentará demostrar a esse hispanófono (à partida e por definição) que é capaz de utilizar, educadamente, a sua língua, do "español", inclusivamente quando o tal "español" responda e use um português passável.”
E efectivamente é assim. Eu experimento isso sempre que vou a Portugal. Mas o meu galego é, para entender-nos, o típico de um viguês galeguista. A reacção de um português ao ouvir a uma senhora de 60 anos de uma aldeia do Covelo, por exemplo, não é a mesma.
Há muitos anos, de rapaz, convivi com um neno de Braga que passava uma semana convidado na casa dos meus pais. Depois de uns dias a ouvir o galego da minha família ficou espantado quando subiu ao autocarro da linha Vigo - Baiona e escutou berregar as senhoras que voltavam às suas aldeias depois de atender os postos no mercado da cidade. Aquilo que berregavam aquelas analfabetas vulgares sim era fácilmente compreendido pelo rapaz. O que eu falava (e ainda falo) era portunhol.
Parabéns Maurício! um prazer te ler.
Avante sempre!
Lavesedo admira-se por que eu afirmo que PARTE do fracasso da recuperação do galego procede do MODELO de língua (RAG) escolhido, e comenta e pergunta:
"Por outra banda, botarlle a culpa da desaparición do galego á Xunta, ao bloque, á Mesa, ao lusismo é dunha sinxeleza que abraia. E que o fagan persoas do nivel do Celso,-"E é evidente também que parte deste fracasso e desta vitória procede do MODELO de língua escolhido, o modelo ILG-RAG"-, aínda máis. Eu serei moi parvo, mais non entendo que se o galego sobreviviu 500 anos "calándollo ao cacique" sen normas, sen literatura apenas, como é que agora un proceso normalizador estraga a lingua en 30 anos??"
A metade da resposta está na pergunta, Lavesedo. E nisto concordam tanto "reintegracionistas" como "isolacionistas". Brevemente, as circunstâncias sociolinguísticas de uma sociedade muito urbanizada (des-ruralizada), mais alfabetizada e exposta a todo o tipo de produções culturais são muito distintas das que havia há 500, 300 ou até 100 anos. Já em 1974 Xesús Alonso Montero destacava, no seu Informe -dramático- sobre la lengua gallega o papel castelhanizador que os "teleclubes" tiveram nos anos 60, acho, com a primeira introdução da televisão española nas aldeias aonde não chegava praticamente nada de produção cultural em español.
O modelo de língua escolhido é relevante então porque, em lugar de combater esta penetração cultural española (escrita e audiovisual) com produtos que tivessem um efeito positivo em PRESTIGIAR e portanto retro-alimentar os usos orais e a transmissão na família e entre os jovens, a maior parte da (pouca) produção cultural galega institucional esteve e está baseada num modelo escrito que EMULA a língua dominante, e que ISOLA a língua de outros âmbitos culturais lusófonos. O referente forte, portanto, continua a ser na realidade o español (língua e cultura), além do anglófono, e sem um modelo de NACIONALIZAÇÃO da língua, o galego converte-se num DIALECTO SOCIAL do español, por muito que ideologicamente se chame "lingua".
Os "lusistas" destacam portanto o papel prestigiador que poderia ter uma reintegração também gráfica e ortofónica da língua, ao ligá-la a outros âmbitos de produção cultural que pudessem enriquecer o próprio. Esta amplitude cultural não é um factor NECESSÁRIO na recuperação dum idioma (veja-se o âmbito catalão), mas, em ausência duma verdadeira política nacionalizadora, renunciar ao resto da lusofonia e lusografia é suicida.
Qualquer catalão estudioso de sociolinguística diria, por exemplo (e de facto, eu tenho-o escutado e lido muitas vezes) que se Catalunha tivesse a situação sociolinguística comparável à da Galiza em termos de expansão internacional do idioma, não haveria qualquer dúvida sobre que caminho tomar, e não compreendem a política oficial seguida em tantos anos. Mas cumpre não esquecer que, a diferença de Catalunha ou Euskádi, os principais centros de produção cultural e portanto de referência simbólica do galego-português NÃO se encontravam historicamente dentro do Reino de España, mais fora das suas fronteiras, nomeadamente Portugal (e Brasil). Portanto, para o nacionalismo español aceitar esta primacia significaria aceitar que há uma "língua estrangeira" incrustada no "seu" território, "Galicia".
O modelo reintegracionista-lusista invevitavelmente convoca esta unidade, e promove outros tipos de identificação com a língua. E isto ameaça fortemente o trinómio Lengua Española-Nación Española-Reino de España.
O razoamento é de manual. Ignorá-lo é ora deliberado (por parte do nacionalismo español), ora política do avestruz, ora táctica em falso dum pretenso independentismo linguístico (e do outro) que, como tem apontado também António Gil, é na realidade DEpendentismo, porque até nas suas origens delimita "Galicia" e "o galego" nos termos impostos, precisamente, polo Estado, pola ideologia dominante e pola língua española que esse (in)dependentismo diz combater.
Saúde,
-celso
O que é bo galego é o que fala O Santi Domínguez Olveira, ou mesmo o Anxo Quintana, que aínda agora non aprenderon que as perífrases de futuridade, tales como VOU FACER, VAS FACER, hai que dicilas así e non VOU A FACER, VAS A FACER.
Eses son os campións. Nin galego reintegrado nin galego normativo. É o galego "modelno", dos que pensan que non hai que preocuparse de nada, que o que importa é estaren na "pomada", ocuparen poltronas, "facer polítca" e falaren de "normalización lingüística" para estabilizaren en Galiza un novo dialecto do castelán.
O Galego da R.A.G. é coma o Spanglis.
Nem mais nem menos.
Uma "lavadura" pos porcos: políticos de pouca monta, lingüistas e filólogos, bem sem escrúpulos ou bem com ganas de encher os petos.
Porca posiblemente sería un adxectivo en todo aplicable á forma de vida que soportou o teu nacemento, pero se cadra non teñas noticia dela.
Como estava a dizer o teixugo, uns caras duras orgánicos ou militantes do PP de cruzada por estes domínios da heregia.
Peço a tudo o mundo enviar este artigo aos seus conhecidos pedindo que a sua vez estes o reencaminem. Há que manter o tema de actualidade, que chege aos ouvidos dos políticos. Há que dar aulas de português já, coma já fez a Extremadura espanhola!!!!!!!!!!!!!!!!
Acrescento esta notícia do Celso: «Qualquer catalão estudioso de sociolinguística diria, por exemplo (e de facto, eu tenho-o escutado e lido muitas vezes) que se Catalunha tivesse a situação sociolinguística comparável à da Galiza em termos de expansão internacional do idioma, não haveria qualquer dúvida sobre que caminho tomar, e não compreendem a política oficial seguida em tantos anos.»
ACRESCENTO.- Em 1984 (ano orwelliano!!!), no ato final do Congresso Internacional de Sociologia de Línguas Minorizadas, realizado em Getxo, o então lehendakári Garaikoetxea comentava de maneira semelhante: «Ah, se nos tivéssemos uma Portugal ao outro lado da fronteira como têm vocês...»
Estava na conversa, à nossa beira, D. Xesús Alonso Montero.
Eu respondi ao lehendakári. «Diga-lho a este senhor» (por D. Xesús).
Mas D. Xesús calou como morto de cinco dias. Nada ousou responder nem contestar nem comentar ao dito, ao desejo de Garaikoetxea.
...
Mais absurdo, Celso, é o posicionamento "científico" dos Fernández e dos González e dos Santamarina: Sustêm, com a Real Academia EspaÑola, que valenciano é uma forma de catalão, contra os "blaveros", enquanto eles são "blaveros" radicais na sua Terra.
Com certeza, a "Galicia espaÑola" é perfeito asssunto para psiquiatras...
#134 Não so porcos, mas galinhas, becerros, a cabritinha pastora, perus, Vacas... Mas eu estava-me a referir aos porcos como tu.
Mentres repasas a lista dos teus parentes, trata de encontrar polo medio o bicho que te pariu.
Ainda que não todos os comentários são do mesmo nível, é uma alegria ver como o debate medra nas beiras do reintegracionismo. Parabéns ao Maurício e também aos debatentes.
Observarás, Observador, que a gente "contrária" (e ilustristíssima) da isoladura radical dispõe de vocabulário extenso e inútil: Que profundidade e prurido na coprolalia!!! Que maravilha maravilhenta de expressões desacordes, dissonantes e desentoadas!!! É que no seu dicionário da "lingua galega" não existem palavras que digam algo, que expliquem algo, que sirvam para arrazoar, mesmo minimamente? Tão péssimos "mestres" têm estes da isolação ramuda que se evidenciam incapazes de ligar palavra a palavra, pensamento a pensamento até proferir algum -parco- texto com algum sentido? Temo que indistingam entre "falar" e "dizer" e apenas "falem" e "falem", por falar, pelos cotovelos, falares grossos e até sem decoro nem dignidade nem compostura nem asseio sequer.
Nada dizem, só falam e falam e falam ... rumores de farfalhas e maravalhas... tristes, sem graça, engrunhados, ... mortos.
Que esperança podem ter os galegos de bem, os bons e generosos, enquanto estes sejam os únicos a falarem e falarem nos média?
#131 Um comentário para ler a modo. Concordo com tuda a análise. Parabéns Celso pola clarividência e a exosição.
Moi interesante debate, sobre todo o #131. Unha dúbida. Poderías, Celso, explicar un chisquiño mellor o que se entende por "modelo de NACIONALIZAÇÃO da língua"?
Graciñas por adiantado.
Saúde
Vexamos, pois, até que punto nos sentimos unidos a Portugal, pois non todo el nos atrai amorosamente. Alguen dirá que a fronteira miñota é un abismo insalvable. E nós decimos que os homes non crean imposibles nin contraveñen definitivamente os desiños da natureza. Poñamos un exemplo: Os romanos torceron o curso do Sil e fixérono pasar por un túnel con obxeto de sacaren o ouro que había no leito do río. A nosa xente confiaba tanto na enxeniería dos romanos que se aventurou a facer casas no canle do antigo río, coma se o río podera esquecerse do seu natural destino. O Sil, entretanto, suspiraba polo vello canle, e un bon día, ao cabo de moitos séculos, afundeuse o túnel do Monte Furado eas aguas do río apoderáronse do que lhes pertencía, e hoxe volvem correr por onde corrían antes. Esta lección –avisada no refrán que di: “ao cabo dos anos mil as augas van por do soían ir”– ensínanos que o artificioso desvío de Portugal non é tan seguro como creen os casteláns e os mesmos portugueses. Calquera día afúndese a inxeñería política e os portugueses e galegos volvemos a falar e a cantar no mesmo idioma; pero tamén se poden restaurar fronteiras que foron demoídas…
Alfonso R. Castelao
En todo caso, calquera lingua tén unha componente (se me permitides este lusismo/castelanismo)social ineludible. As perspectivas da oficialización da norma AGAL nas próximas décadas son nulas. Por certo a pronuncia do portugués á galega non superaría ningún exame desta lingua no mundo, salvo nas aulas do Sr Mauricio Castro, talvez. Por iso, en canto iso non mude, estamos a falar dunha proposta de asimilación lingüística (rexeitada polo 90 % dos galegos, son xeneroso) non dunha reintegración. .
A ANGR (mensagem #143). Por "nacionalização" eu entendo, simplesmente, a constituição de uma dada forma da língua em Língua Nacional, isto é, em instrumento ao mesmo tempo teoricamente nivelador (por exemplo, o que todo o mundo aprende e utiliza no sistema educativo) e, por isso mesmo (seguindo Bourdieu) CLASSificador: separador em classes. Na sociedade capitalista uma função fundamental da Língua consiste nisto, e querer reinventar a roda da Língua (a escrevê-la "como soa", por exemplo, ou a desconsiderar a importância da correcção escrita) SEM reinventar um modelo económico-social não adianta nada. A Língua Nacional é aquela em que cada sujeito espera receber a sua produção cultural, estudar a literatura da sua língua, a que serve de referente simbólico, etc. etc.
Em definitivo, a nacionalização de uma língua é a dimensão social do estado "natural" (a naturalização) de nem sequer PENSAR que língua se está a utilizar... o extremo oposto a estes foros, enfim ;-) . O terceiro N é, claro, a normativização, portanto: Normativização, Naturalização, Nacionalização.
Isto não é o meu modelo IDEAL de língua e sociedade, claro, mas reformismo puro, na minha opinião a único hipótese possível na altura até que se quebre a lógica da relação entre posse da Língua e dominação simbólica, uma lógica determinada polo sistema económico capitalista.
Saúde,
-celso
Só um pequeno comentário: Algum de vós fijo algumha vez a prova de dar um texto pra ler -ou simplesmente observar- a alguém que nom soubesse nadinha do galego, um texto em galego ILGA-RAGA?
Eu si, em muitíssimas ocasioes (moro numha área hispanofalante nos EUA), e a língua coa que identificam o texto é o espanhol. Alguns universitários com certas noçoes de português ubicam-no no Uruguai, na zona portunhola. Ao lhes dar o mesmo texto grafado em padrom AGAL, uns identificam-no co italiano, outros com francês -evidentemente, trata-se de pessoas "da rua", quase sem estudos ou semi-analfabetas- mas nom com espanhol "com palabras raras", como diziam. Os universitários com noçoes de português (a maior parte dos que estudam espanhol aqui), nom tenhem problemas em o identificar como português. O cal quer dizer que a grafia SI é o sinal de identidade dumha língua. E na nossa, tal e como está, está totalmente perdida.
Mais: Aqui também, a situaçom do espanhol é, paradoxalmente, muito semelhante à do galego na Galiza. Aqui o espanhol vem sendo a língua dos trabalhadores, das classes populares ou operárias. Muita gente surpreende-se ao me ouvir falar espanhol porque nom tenho o aspecto do hispano médio que mora nesta megalópole. Por exemplo, a reacçom que tenhem quando vou a umha tenda de produtos latinos e falo em espanhol é de me contaestar automáticamente em inglês. Devo insistir em espanhol para que se decatem da língua que estou a falar. Soa-vos a situaçom? Outra, é que encontro-me muitas vezes com gente que se NEGA a me falar em espanhol, mesmo podendo fazê-lo sem problema, porque tenhem "medo" de que o seu espanhol "nom é o suficientemente bom" como para falar comigo. Direi-vos tamém que se trata de gente que é já da TERÇA GERAÇOM, os que aprendêrom a língua cos/as avôs/ós. Da-lhes vergonha falar a sua própria língua. Aqui si que nem reconhecimiento a nível mundial nem nada. Tamém é umha situaçom do nível social. Ou seja que as duas cousas. A través do reintegracionismo só, nom se vai solucionar o problema, sobretudo porque primeiro cumpre convencer a gente da rua. Mas desde logo, o problema da adequaçom da normativa à língua, o famoso génio da língua, que no ILGA-RAGA dizque pujo "peineta y mantilla", é importante no tocante à identidade da língua. Ora bem, o patrom lisboeta nom ajuda muito (mais bem nada) nesta luita pola pervivência do galego. Seria como se aos meus cativos (dou aulas de espanhol a hispanofalantes num liceu de secundária) lhes imponho o "estándar" de Espanha. Rompe-se a identificaçom da língua que falam coa que se ensina. Aumenta o seu distanciamento face à língua, o seu sentimento de inferioridade e de "falar mal" e déixam-na de amar, de estudar e e finalmente, de falar. Conhecim aqui muitas pessoas de diversos níveis culturais, que asistirom à escola aqui, e acabárom odiando o espanhol porque, entre outras cousas, os mestres (estadounidenses na maioria dos casos), empenhavam-se em que aprenderam a usar o "vosotros" a machamartelo. Por isso é importante, por umha banda a identidade diferenciada na grafia, mas no léxico, estilo, etc., é importante seguir a tradiçom que temos, ou polo menos, nom se afastar tanto da língua falada que chegue a acontecer umha cousa assim. Preciso de opinioes!!!
Obrigado-gracinhas-graças!!
Ervazul,
A questão que colocas é interessante. Em poucas palavras: acho que a adopção do padrão português para a escrita do galego levaria ao abandono das formas galegas em favor das portuguesas. Quer dizer, implicaria rematar falando em português.
Pronunciar o padrão português à galega não é tão fácil. É certo que muitíssimas vezes a pronuncia galega é mais semelhante ao padrão do que a própria pronuncia portuguesa. Por exemplo, em palavras como “acho”, “tem”, “falam” ou “muito” que os portugueses pronunciam “axu”, tãi”, “fálãu” e “m~uito” quando no galego se pronunciam igual que se escreve em português. Mas há outras muitas que é impossível pronunciar “à galega”. Por exemplo, muitas formas verbais como “fiz”, “pus”, “falar-te-ei”, palavras como “verões”, “multidão”, ou o problema de escrever-mos sempre “-ão” e pronunciar “-ám”, “-om” ou “-ao”.
Imagino o problema duma escola a ensinar os nenos a ler:
- Escreve-se “fiz” mas dize-se “fixem”
- Escreve-se “diz” mas pronuncia-se “di”
- Escreve-se “matriz” e pronuncia-se “matris”
- Escreve-se “irmão” mas dize-se “irmao”
- Escreve-se “capitão” mas dize-se “capitám”
- Escreve-se “coração” mas lê-se “coraçom”
- Como pronunciamos “multidão”?
Com a norma ILG ou a AGAL existe uma relação entre a escrita e a pronuncia. Podemos não conhecer a palavra mas sabemos como a pronunciar. Se usamos o padrão não existe esta relação.
Por tanto, creio que implantar o padrão português implicaria passar a pronunciar à portuguesa e a usar formas desconhecidas aquém Minho (fiz, diz, verões, sou).
Podemos argumentar que isto não tem importância: se galego e português são a mesma língua, passar a dizer “fiz” e não “fixem” é equivalente a ensinar a um rapaz ourensano que a forma correcta é “irmám” e não “irmau” como dizem na sua casa. E há muito de razão nisso. Mas duvido que estejamos dispostos a renunciar à nossa fala.
A solução? Duas normas, AGAL e padrão, uma para andar por casa e outra para sair ao mundo? Só a AGAL e renunciarmos á norma internacional?
Não vos sei.
Acho que o mais importante do que di Ervazul é isto "Rompe-se a identificaçom da língua que falam coa que se ensina. Aumenta o seu distanciamento face à língua, o seu sentimento de inferioridade e de "falar mal" e déixam-na de amar, de estudar e e finalmente, de falar. Conhecim aqui muitas pessoas de diversos níveis culturais, que asistirom à escola aqui, e acabárom odiando o espanhol porque, entre outras cousas, os mestres (estadounidenses na maioria dos casos), empenhavam-se em que aprenderam a usar o "vosotros" a machamartelo. Por isso é importante, por umha banda a identidade diferenciada na grafia, mas no léxico, estilo, etc., é importante seguir a tradiçom que temos, ou polo menos, nom se afastar tanto da língua falada que chegue a acontecer umha cousa assim"
Isso para mim é básico á gente há que anima-la e nom rifar com ela por falaren "castrapo", o mais importante é ainda superar esse sentimento de inferioridade, e para isso nom convem renunciar a qualquer identificaçom com a nossa lingua (por exemplo renunciando o nome Galego, tratandoa como o dialecto rural do norte do português, e misturando todo isto com portugalizas e demais paises imaginarios)
Pero que alguén me diga que ventaxa ten ESCRIBIR NUNHA LINGUA QUE NON ENTENDERÍA NINGUÉN EN GALIZA. No resto do mundo vendería mais, en Angola, en Goa, ou en Maputo, pero en Galiza salvo catro intelectuais nacionalistas pouca saida tería.
Probade a darlle na rúa, non nunha hipotética deducción nunha aula de filoloxía galega, un texto en galego portugués a unha persoa de 50 anos, por exemplo, que non teña estudos relacionados co tema, nin sexa un intelectual galeguista. É dicir dádelle un texto en galego portugués a un obreiro (un operario como dicides vós) e a ver se o entende. Dádelle un texto en galego portugués a algunha avoa de algún de vós, ou a algún amigo que aprobara raspado o galego no Bacharelato ou que comezara a currar ós 16 anos...
¿Que importa que en yankilandia pensen que o galego parécese ó italiano, ó castelán, ou ó portugués?
Como xa dixen algunha vez os portugueses gañaron a batalla de Aljubarrota, hai catro séculos. Nós perdemos cos Irmandiños e con Pardo de Cela. Os camiños dos galegos e dos portugueses separáronse.
Que alguén me explique, porque non o entendo, que xeito ten abandoar unha normativa que, mal que ben, entenden e saben escribir 2,5 millóns de persoas en Galiza e 0 fora, por outra que saben escribir 1000 en Galiza e 140 millóns fora. Creo que o 99% dos galegos non o entenderían.
Saude
Em #149 diz o/a LaNoXepangara:
«... A questão que colocas é interessante. Em poucas palavras: acho que a adopção do padrão português para a escrita do galego levaria ao abandono das formas galegas em favor das portuguesas. Quer dizer, implicaria rematar falando em português.»
COM.- Umas perguntinhas apenas: É que a ortografia castelhana conduz os andaluzes e os canários e os argentinos e os venezuelanos e os cubanos a falarem castelhano de Valhadolid? Ainda não teve ocasião de comprovar (mesmo nas TVs, onde pode ver-se) que um texto escrito em castelhano "correto" é lido de diferentes maneiras e mesmo díspares por leitores procedentes dos diferentes lugares da Hispanofonia?
Coloco o exemplo sobre o castelhano, que nos é conhecido na Galiza bastante melhor que o português...
Mas vale para a Lusofonia:
Achas que em Portugal lê o mesmo texto igual um "lisboetês" do que um nortenho ou um alentejano? E, se passamos ao Brasil?
Não, caro/a, temo que continuas a confundir fala e escrita, por um lado, e atribues à escrita um poder taumatúrgico que não tem...
É certo que na escola se ensina um modelo de língua, oral sobre a escrita, ainda que depende. Contudo, em poucos casos esse modelo "gráfico" chegou a banir de todo ou mesmo em parte os modelos de fala dominantes na zona que for.
Dos exemplos que aduzes (comparo-os com outros equivalentes da Hispanofonia):
1.- Escreve-se “fiz” mas dize-se “fixem” // Mais diferenças há entre a conjugação do "voseo" e a do "tuteo", por não dizer que existem conjugações coloquiais contraditórias das modélicas. E a castelhanam, diz-se, é uma língua...
2.- Escreve-se “diz” mas pronuncia-se “di”. Acontece em diferentes castelhanos e em diferentes portugueses, como o/a senhor/a saberá: a sibilante final emudece com relativa frequência, segundo falas.
3.- Escreve-se “matriz” e pronuncia-se “matris”. Não precisa o/a senhor sair da Galiza para achar ambas as pronúncias: pelo S e pelo C/Z (?)...
4.- Escreve-se “irmão” mas dize-se “irmao”. Por exemplo, em castelhano escreve-se "soldado" e diz-se "soldao". Se grafa a forma plena da palavra, cabe "reduzi-la" na pronúncia; se grafa apenas a redução, não é fácil "ampliá-la" e recuperar a forma plena. Para além, "irmão" cobre todas as pronúncias galegas: irmã[o], irmao [~]; mesmo irmau (acho que esse U é transcrição dum O fechado segundo os ouvidos dum falante de castelhano...).
5.- Escreve-se “capitão” mas dize-se “capitám”. Remeto à explicação precedente: capritã[o]. Lembre o de "soldado" > "soldao" ou mesmo "soldau".
6.- Escreve-se “coração” mas lê-se “coraçom”. Igualmente.
7.- Como pronunciamos “multidão”? Na Galiza, em geral, multidom", quer dizer nasalizo o O e deixa de lado o A.
Que problemas... E saberá inglês ou francês, não é?
Diz lenin: «Pero que alguén me diga que ventaxa ten ESCRIBIR NUNHA LINGUA QUE NON ENTENDERÍA NINGUÉN EN GALIZA. No resto do mundo vendería mais, en Angola, en Goa, ou en Maputo, pero en Galiza salvo catro intelectuais nacionalistas pouca saida tería.
Probade a darlle na rúa, non nunha hipotética deducción nunha aula de filoloxía galega, un texto en galego portugués a unha persoa de 50 anos, por exemplo, que non teña estudos relacionados co tema, nin sexa un intelectual galeguista.»
COM.- Essa prova está feita, caro. Com pessoas de 50 e de 15 e de 80 anos, mais ou menos alfabetizadas e não letradas.
Os meus estudantes, de 15 anos, lêem de corrido o galego da AGAL e mesmo o português depois de lhes lembrar que não são castelhano, que não se podem ler à castelhana, mas doutra maneira. E quase nem tenho de lhes dizer como pronunciar G+e,i, J, Ç...
Pessoas de mais idade também não tiveram nenhum problema em ler a sua língua bem escrita.
Caro, os problematizados são justamente os "filóloXos" (mais do que os filólogos) que não são capazes de perceber que na realidade são filologuiÑos de castelhano e não filólogos de Galego.
Mas, sendo filologuiÑos de castelhano, sentem-se ditadores sobre a "sua" "lingua" e não só, porque pretendem dominar as mentes e desejos e objetivos de todos os que, cultivados ou não cultivados, continuam as tradições idiomáticas do Galego.
Destarte reduzem a "galego" (= subsidiário de castelhano, quando não sucedâneo seu) o Galego, língua planetária, que hoje tem por nome conhecido Português. É isso fazer nada pela língua e pelos seus utentes? Não é reduzi-los a maior miséria cada vez?
sodes todos moi listos, pero ide trabalhar!!! maurício, ha vir unha inspección de trabalho e levar-te preso por inducir ao absentismo laboral.
AGIL ou vives nun país diferente, ou os teus alumnos deben ser ben aplicados.
Non estou a falar de persoas analfabetas, estou a falar de xente que ten carreiras universitarias rematadas, que por falta de interés e pola sociedade castelán falante que os rodea, teñen serios problemas para expresarse en galego, tanto oral como escrito. Estou a falar de persoas que non tiveron a sorte de seren educadas en galego, polo menos parcialmente, e teñen dificultades en comprender o galego escrito normativo. Estou falando de persoas que viñeron aquí de Valladolid ou de Cuenca e que aprenderon o galego na escola. Todas esas persoas nun momento da súa vida poden mercar un libro en galego normativo e entendelo perfectamente. Poden, ainda que algún con moitos apuros, presentar un escrito á administración en galego, facer un exame en galego... Coa normativa AGAL non poderían facer nada disto. Como dis ti serían analfabetos. Pero analfabetos na lingua portuguesa, non galega. En cambio os libros e escritos AGAL serían mercados e lidos (primeiro moitos de vós teriades que aprender a escribir ben o portugués) na India, nas Azores ou en Mozambique...
Conclusión: un cambio de Normativa tan radical como o que propoñedes reduciría o número de persoas en Galiza que saiban escribir e ler en galego, e isto obviamente sería contraproducente para a lingua.
Saude
AGIL,
Sim, é evidente que em espanhol e em português existem distintas pronúncias. Mas um argentino diz “mansanixa” e escreve “manzanilla”, e quando lê “caballo” lê “cabaxo”. Há correspondência. Pronuncia distinto aos espanhóis mas sempre pronuncia o “ll” igual. A um argentino basta-lhe ler uma palavra para saber como se pronuncia. Pronuncia à argentina, bem, mas sabe como pronunciar. Seria o mesmo problema se pronunciase o “ll” de distintas formas dependendo da palavra que se trate, mas não é o caso.
Quanto ao voseo argentino. Não há nenhum argentino que ao ler a palavra “tu” pronuncie “vos”, que seria o caso equivalente a escrever “fiz” e pronunciar “fixem”. Quando um argentino escreve e pronuncia “vos” está a aplicar a solução AGAL, para enterder-nos.
Igual acontece no português. Em função da origem do falante um português pronunciará “-ão” de uma maneira (-ãu, -õu, ã ou como for) mas só dessa maneira. Se no norte se pronuncia “-õu” dizem assim sempre: irmõu, coraçõu e capitõu. Porém, na Galiza essa grafia admitiria duas ou três pronúncias distintas para a mesma pessoa. O mesmo falante teria que pronunciar –ám, -ao ou –on em função da etimologia da palavra. Se conheces a palavra bem, mas se não a conheces, como a pronuncias?
O mesmo problema com a terminação “–iz” (e muitas outras). A mesma grafia e distintas pronuncias em função da etimologia, não da origem do falante.
O caso de “multidão”. Essa palavra vem do latim “multitudine”. Em português essa terminação também deu “-ão” mas no galego tampouco se deu essa evolução. Propôr “multidom” e uma invenção. Porque “multidom” e não “multidao” ou “multidám”? Ou “multitude” como vem no Estraviz?
Efectivamente, o mesmo problema tem o inglês e o francês. Não o nego. Mas não é um problema sem importância. Dificulta muito a aprendizagem da escrita. Quem lhes dera aos ingleses terem a simplicidade da ortografia italiana ou espanhola!
Obrigado, Celso, polas ideas do #131. De feito concordo coa exposición que fas das causas da perda de falantes e da progresiva españolización xa non da lingua, senón da sociedade galega. Entrada da televisión, alfabetización xeral, perda da idiosincrasia de noso, a todos os niveis. Mais permíteme recuncar e dicir que creo que erras cando colocas enriba dos ombreiros da norma escolleita tanta responsabilidade. O mesmo erro que eu cometo cando digo iso de "calarlle a lingua ao cacique". Hai casos, mais son excepcións, a maioría da xente "deixase" influenciar pola maré cultural española porque devecen por facelo. Nas aldeas hai anos que os pais tentaban tirarlle o galego da boca aos cativos, mais non daban feito. Agora, axudados por tv e escola, todo vai rodado. Acho que non habería diferenzas de empregarmos unha norma máis próxima ao portugués, quizais no momento histórico en que comezou o proceso de normalización erraron, erramos como país, escollendo unha norma "á española". Mais non estou certo de ter sido todo doutro xeito de escollermos a norma reintegracionista. Máis científico ou lóxico, quizais, máis efectivo, dubídoo. Cres sinceramente que os que viven na miña aldea e falan, ou tentan, "castejano de fodechinchos" non o farían de existir unha norma lusista?? Aínda peor, para eles, o único peor que un que fale galego é...un que fale portugués.
Por iso entre nós, os que comentamos estes artigos, escribimos en galego na rede, estamos interesados en manter a nosa lingua, macanudo o das aulas de portugués, o achegamento á cultura portuguesa e mesmo a cooficialidade das dúas normas ILG e AGAL, ou ILG e portugués padrón. Mais para o 85% ou 90% restante, sendo xeneroso con nós, de galegos todo isto é borralla de tolos universitarios, sexámolo ou non, pois non entenden o galego ao nivel do español, e tampouco o portugués, ollo!!, non senten a pertenza a unha nación diferenciada, e devecen por inserirse, senón eles, canda menos os fillos, na españa folclórica e noxenta.
Se a norma fose culpábel, aínda en parte, a propia sociedade tería reaxido para endereitala, para domeala e levala para o seu sitio. E cal é o peso hoxe da literatura reintegracionista na Galiza? Cal é o número de utentes da norma? Canta xente se conecta pola rede as emisoras de radio e tv lusas?
Non é a norma, somos nós os que fracasamos na normalización porque como sociedade non estamos dispostos a manter unha identidade de noso, alén do folclorismo enxebre e a norma non fai máis que reflectir isto. Por iso abraiábame a idea de culpar as normas, os políticos, a Mesa ou a AGAL. Non tal, a análise é inxenua co pobo galego, é vitimista. Os Resentidos cantaban: Somos así. E non hai solución. Eu agardo que estean trabucados, mais...
AGIL, sen concordar en absoluto co lenin, especialmente co #155, tampouco estou dacordo co que dis sobre a facilidade de os vellos leren unha norma portuguesa. Dacordo que hai "filóloxos" que semellan filo-noxos, pero eu teño comprobado persoalmente na zona do Eo-Navia as dificultades para ler e para se identificar co galego ILG ou AGAL de novos e vellos. De feito o AGAL case que é soletreado. E no meu contorno persoal, licenciados de 30 anos, amas de casa de 50 ou rapaces de 20 téñenme devolto libros de Saramago en portugués porque non daban feito, e lamentabelmente mércanos en español.
#158 pois daquela vai ter racom o Dr. Watson:
http://www.vieiros.com/nova/61...
e os galegos temos o nivel de vida que corresponde com o nosso cociente intelectual inferior. ou se calhar e so perguica.
Sen ir moi lonxe teño atopado diplomados universitarios galegos que pensaban que Vermello é sinónimo de Azul, e licenciados que usan normal AGAL con textos inzados de erros ortográfico e gramaticais (desde o punto de vista do portugués). Nas actuais circunstancias só o ensino do portugués pode garantir unha aproximación a esta lingua. En todo caso funcionaría como lingua "estranxeira" na Galiza (é dicir tan "estranxeira" como o italiano). Polo demais reintegracionistas e autonomistas parecen falar similar e ter uns usos moi parecidos...
Sobre a identifiación linguisticas moitas veces descansa sobre a experiencia persoal ou trazos concretos..evidentemente se a única lingua que coñecen estranxeira en Houston é o español a ninguén estraña a idebtificación do galego con el..indonesio non parece. Evidentemente a conexión co francés do portugués é a ç. Porén, ningún portugués identifica por escrito o galego ILG como español
#138, Pois não, foi a minha senhora mãe, e a ti, quem foi a... que te pariu?
Diz LaNoXepangara: «... Efectivamente, o mesmo problema tem o inglês e o francês. Não o nego. Mas não é um problema sem importância. Dificulta muito a aprendizagem da escrita. Quem lhes dera aos ingleses terem a simplicidade da ortografia italiana ou espanhola!»
COM.- Se a ortografia inglesa fosse como a italiana, não existiria O inglês ou A língua inglesa, mas ingleses ou línguas inglesas.
Em "línguas extensas e úteis» ou, por extensas, mais úteis, a correspondência (nunca biunívoca, nem nas línguas menos extensas, como o "galego" das NOMIGa, por exemplo) entre a escrita e as falas (AS FALAS, em plural), é sempre deficiente ou não perfeita ou não próxima da biunivocidade.
Portanto, serão os dirigentes (e o Povo, secundariamente) que de optar entre a extensão (e utilidade) e a redução (e inutilidade... Alguém dirá "utilidade menor", mas a experiência diz que, em regra, essa "utilidade menor" procura o limite da "inutilidade").
Mesmo os dirigentes de línguas menos extensas tentam por meio da grafia torná-las mais extensas (o neerlandês, por exemplo. E que dizer do chinês?)
Não digamos nada dos dirigentes de línguas extensas (inglês, castelhano, alemão, francês...): É que são imagináveis nestes atitudes como as dos dirigentes "oficialistas" (espaÑoles) e menos "oficialistas" (mas arreconchegados aos "oficilistas"), apenas para facilitar o aprendizado duma escrita próxima das falas? De que falas?
Conhece-se a pretensão de criar nas Hispanoaméricas (Argentina e Chile, sobretudo) uma língua nacional cingida ao "estado-nación". Não para facilitar o aprendizado da língua, mas para evidenciar a unidade nacional... E em que ficou o invento? Prevaleceu a procura de extensão e utilidade sobre mesmo a nacionalidade já estatalizada.
Pode lembrar-se também o caso da procurada em tempos língua brasileira. Hoje, ao que sei, a maioria dos dirigentes do Brasil reivindicam a portuguesidade das falas que lá se usam. E as propostas de unificação gráfica procedem quase em exclusivo da Lusofonia americana e não da europeia, encerrada com o "seu" brinquedo linguístico, como se fosse dona em exclusivo...
Nisso, também, os portugueses (dirigentes) são galegos aperfeiçoados (que dizia Herculano, acho, penso, opino, parece-me...)... em virtudes e em vícios...
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Quanto às dificuldades de os leitores galegos fazerem corresponder a sua fala com a escrita comum, lamento-o, mas indicam uma estranha valorização do/a senhor/a sobre os seus concidadãos.
Se são capazes de aprender castelhano ou francês ou inglês, escritos e orais, não vão ser os galego-utentes capazes de reconhecer as correspondências entre a sua fala e a escrita comum? Eu sim considero e estimo que os galegos não são mais parvos que o resto dos europeus ou que os chineses, por exemplo. Confio em não errar, quando os tenho por humanos. E desculpe a ousadia.
...
Por fim,diz não sei que de invenção... Parece-me muito atrevido pela sua parte, que parece ter por mais adequadas as NOMIGa para as falas da Galiza... Não acha que as NOMIGa e derivados inventam muito mais e mais radicalmente do que esse casinho em que o/a senhor/a repara, "multidão" (= multidom)? Repassamos os inventos nomigueiros e derivados? Parece-lhe?
Atenciosamente, ou cumprimentos, ou atte., como quiser.
Diz lavesedo (#158): «... eu teño comprobado persoalmente na zona do Eo-Navia as dificultades para ler e para se identificar co galego ILG ou AGAL de novos e vellos. De feito o AGAL case que é soletreado. E no meu contorno persoal, licenciados de 30 anos, amas de casa de 50 ou rapaces de 20 téñenme devolto libros de Saramago en portugués porque non daban feito, e lamentabelmente mércanos en español.»
COM.- Evidentemente: Estão alfabetizados (em exclusivo ou quase, mesmo na presente altura) em castelhano. Para ler pracenteiramente, sem esforço maior (já em regra ler acarreta esforço) preferirão o texto castelhano. A invasão desta língua em todo o reino de espaÑa é maciça e autoritária, ditatorial. (Lembremos o episódio de há nada sobre "Josep Lluís", que em espaÑa DEVE SER "José Luís". E sei o que digo, que sou paisano da asna e do asno -pobrinhos asnos!- de Valhadolid...)
Mas a prova, probatória, é muito mais simples. Carentes de costume, de hábito de leitura de textos redigidos em AGAL ou em Português, cometiam muitos erros ao ler textos singelos, passadas duas ou três linhas?
Eu comprovei que são capazes de ler sem grande dificuldade. Insisto, de ler. Não de preferir ler com prazer, que depende do hábito de longe adquirido.
Lavesedo, dizes em #157:
"Mais permíteme recuncar e dicir que creo que erras cando colocas enriba dos ombreiros da norma escolleita tanta responsabilidade."
Não teria qualquer problema em estar errado se visse que estou. Mas resulta que não estou ;-), porque não sei quanta responsabilidade é "tanta responsabilidade" que dizes que eu atribuo à norma.
Como o que afirmo é que o modelo de língua seguido, incluindo a norma RAG, tem PARTE de responsabilidade no fracasso da "normalización", contradizer isto significaria afirmar que a norma escolhida não tem NADA de responsabilidade, quer dizer, que a norma não tem NENHUMA importância na "normalización". Se não a tivesse, terias que concluir que a proposta reintegracionista é perfeitamente válida, e seria inexplicável o conflito social sobre esta questão.
Como acontece que nem um grupo (proponentes da norma RAG) nem o outro (reintegracionismo) faz nenhum trabalho sociolinguístico contrastivo sobre a importância da norma no fracasso ou triunfo da "normalización", tudo isto (as minhas opiniões, e as tuas) são altamente especulativas.
Relativamente a mim, o que eu precisaria é que tu, ou qualquer outra pessoa, provasse que as ligações que eu descrevi entre modelo de Língua, fontes de prestígio para o uso, imaginários nacionais e Estados estão erradas. Mas, polo que vejo, a gente concorda (porque são quase de sentido comum), polo qual deveremos concluir que, se o Estado Español tem NULO interesse em que o galego se constitua em Língua Nacional que possa ameaçar a hegemonia do español, terá NULO interesse em ver como o modelo de Língua que se espalhe na Galiza seja, simbólica e formalmente, como o do Estado rival vizinho, a República de Portugal, porque essa Língua NÃO A PODERÁ CONTROLAR.
Por outras palavras: o catalão e até o euscara podem facilmente ser duas das "lenguas españolas" que diz a Constitución. Mas dificilmente o galego, SE CONCEBIDO COMO PORTUGUÊS, poderá ser uma "lengua española", uma língua de España. Polo contrário, o português é, precisamente, a única Língua da Península que não se submeteu ;-) . (Personalizo, simplificadamente).
Saúde,
-celso
Arzaya diz:
"Porén, ningún portugués identifica por escrito o galego ILG como español".
Mas o que os portugueses pensem não deveria importar-nos, n'é? ;-). Que saberão eles da língua galega?
O que importa, sim, é que para um sector importante dos GALEGOS a norma RAG é simbolicamente Español, e não podem identificar-se com ela. Perguntam-se, por exemplo, por que estranha razão a sua língua se deve escrever com a ortografia e normas DOUTRA língua, em lugar da própria. E os que pensam que galego e português são línguas distintas, também se perguntam por que razão o galego se tem de escrever com a ortografia DE UMA das línguas distintas e não DA OUTRA, que é muito mais próxima estruturalmente.
Claro que há quem diz que a ortografia RAG não é a duma língua distinta, mas a "propia" duma língua... que não teve ortografia durante séculos. Curioso.
Por isso eu me pergunto, e pergunto aos que pensam que galego e português são línguas distintas, se num universo distinto a Galiza fosse hoje uma comunidade autónoma do Reino de Portugal que ocupasse toda a faixa atlântica, e a língua galega tivesse estado submetida durante obscuros séculos à língua portuguesa, sem escrita em língua galega (apenas em língua portuguesa), que ortografia lhes pareceria mais racional para o galego agora: a do español, com "ñ", "ll", "s" simples, etc., ou a da língua socialmente dominante portuguesa. Talvez dissessem que a norma do español, para distinguir-se simbolicamente da língua dominante portuguesa, ou talvez disessem que a "própria", isto é, a cultivada apenas por uns intelectuais galegos malucos ao longo dos obscuros séculos, baseada na norma culta da odiosa língua dominante portuguesa.
Porque se neste universo diferente a língua portuguesa fosse a dominante sobre a língua galega desde o séc. XIV, visto que aquela é tão distinta da língua galega como a española, os problemas sociolinguísticos e estandardológicos seriam os mesmos dos actuais, não é? Quando uma língua é distinta, é distinta, não distinta mas igual. E nesse hipotético Reino de Portugal, com a língua galega submetida durante séculos à imperialista língua portuguesa, a longa Nación Galega teria todo o direito de normativizar a sua língua dentro do Reino de Portugal com total independência, não é?
-celso
Comento e tento precisar o que dizes, Celso: «Como acontece que nem um grupo (proponentes da norma RAG) nem o outro (reintegracionismo) faz nenhum trabalho sociolinguístico contrastivo sobre a importância da norma no fracasso ou triunfo da "normalización", tudo isto (as minhas opiniões, e as tuas) são altamente especulativas.»
Com efeito.- Não há inquéritos contrastivos e correlativos atinentes às normas em uso.
Porque em uso são, na CAG, as três, ou duas: NOMIGa vs. Português (padrão e AGAL...
Contudo, sim houve e há inquéritos da "normalización" conseguida mercê do uso maciço (assim dizem) das NOMIGa, das de 1982, 1995 e 2003 (estas ainda incumpridas, mesmo pelas diferentes administrações espaÑolas na Galiza, que continuam -mal- nas de 1982).
É justamente a notícia que Maurício analisa e critica.
Que por meio do uso maciço de Português (AGAL ou comum) pôde conseguir-se menos "desnomalización"?
Penso que é hipótese razoável. Ainda mais, sem dúvida poderia ter começado o "bom" caminho da "normalização", naturalização, re-nativização... nacionalização da "lengua propia de Galicia" e, com ela, da sociedade.
Em que me baseio? Acaba de indicá-lo Celso:
Se o reino de espaÑa não apenas promove NOMIGas "cheias de cientificidade filolóXica" a meio de instituições reconhecidamente suas, o ILGa (e com ele as Universidades todas da CAG) e a RAGa (que em interpretação restrita -e falseante- foi elevada pelos Parlamentos galegos todos e todas as "Xuntas" havidas e acaso por haver à condição de "único criterio de correción idiomática"), mas destina dinheiros e dinheiros a publicar livros inúteis, a subsidiar TVGa deturpante e rádio galega como é, a dar prémios por "normalizar" a "lengua propia de Galicia" a jornais como La Voz e outros equivalentes, a pagar e propagar um jornal nacionalista espaÑol como 'Galicia hoxe' e também a reprimir professores "lusistas" (violando assim o reino o art. 20 da sua "constitución inmaculada"), a discriminar negativamente os cidadãos que escrevem "em reintegracionista" (violando assim o reino o art. 14 do citado texto constitucional inmaculado), etc.
Se acontece tudo isso na CAG (nada digo o que faz o reino com a Galiza "exterior"... com ajuda ou pretexto do "llionés" e do "asturiano"), é que para o reino de espaÑa "la questione della lingua" não apenas é importante, é crucial: Quer para conseguir a uniformidade linguística nacional espaÑola, mas também para evitar que Portugal (que deve ser conquistado, a teor do projeto nacional espaÑol) tenha um antemural dentro do próprio reino.
Opino, mas os dados estão aí. Interpretem-se doutro jeito, que seja convincente.
Hai opinións para todos os gustos.
A castelanización do galego é o principal perigo, é o que está a acabar progresivamente co galego. A diferencia principal entre o galego e o portugués actuais está na influencia do castelán ou español sobre o galego, dada a orixe común do galego e o portugués, en realidade do antigo galego, que incluía un amplo territorio do norte do que hoxe é Portugal, e despois todo o actual territorio de Galiza e Portugal, na época da lírica medieval galegoportuguesa, especialmente no século XIII. Porén, é evidente que hoxe e día galego e portugués son parecidos mais non son iguais porque eses séculos no pasaron en van, sobre todo o século XX, que é o século da desgaleguización acelerada.
A cuestión urxente é ver se se pode frear e inverter ese proceso de substitución do galego polo español en Galiza. ¿Como se fai? Dende logo, moito se precisa cambiar. Cambiar normativa oficial tamén, mais con coidado. Non se pode esquecer a realidade social e o que os falantes estarían dispostos a aceptar. En pouco tempo non podemos implantar sen máis a ortografía portuguesa porque sería visto como artificial e afastaría máis a xente do idioma. Eu sería partidario dun reintegracionismo prudente, parcial, cos pes na terra, e logo o futuro dirá como evoluciona iso.
Non se trata de caermos en fanatismos e pórmonos aquí a insultar ao que non está de acordo connosco. Fanatismos lusistas o antilusistas. Trátase de fomentar un galego falado dunha maneira coherente, con lóxica galega e non castelá, con entoación galega, e polo menos de non caermos en barbaridades léxicas, tipo VAMOS A, ESTOS, TODAVÍA, etc., que tanto cometen os que, paradoxalmente, van de galeguistas e ata de algo reintegracionismos, posto que xunto a eses "palabros", ou ao non usaren xamais o infinitivo persoal, meten con frecuencia palabras moi "aportuguesadas", de tal modo que oílos falar produce auténtica mágoa e vergoña allea, sobre todo polo serios que se poñen cando falan así.
É importante a normativa, pero é máis importante a prática e o exemplo que dan as persoas que falan en público ou que teñen responsabilidades de goberno ou nas tarefas da "normalización lingüística", que non está a ser tal. Esas persoas, eses membros do BNG incluídos na súa maior parte, non mostran ningún interese en corrixir os seus defectos, e demóstrase cada vez que falan (polo menos cando o fan sen un escrito diante) e reinciden incansablemente na mesma infinita cantidade de erros lingüísticos de vulto que cometen. ¿Tan difícil lles resulta a eses "normalizadores" da lingua darse por enteirados de que o plural de ESTE é ESTES, de que TODAVÍA en galego non existe, de que as perífrases do tipo que en castelán son VOY A VER en galego son VOU VER, sen "a", que en galego non se di ENTONCES senón ENTÓN, non se di AHORA senón AGORA, que o infinitivo se pon en forma persoal en moitos casos, que non existen tempos compostos nos verbos, e outras cousas tan elementais que, ao non dicírenas ben nunca, se demostra que non poñen o máis mínimo interese en normalizaren outra cousa que a mestura máis ridícula de galego e castelán?
Sería bo un achegamento a Portugal, fomentarmos relacións, intercambios de todo tipo, por parte de institucións públicas e privadas, a nivel individual, a nivel de Xunta, concellos, etc., xunto con certos cambios na normativa que sexan coherentes e ben fundamentados, unha lei de normalización lingüística feita en serio, con medidas punitivas se non se cumpre, fomentar a prensa en galego, esixir aos funcionarios, concelleiros, conselleiros da Xunta, etc., aprender e usar moito mellor o idioma... En cambio, non convén nada enfrontamentos máis ou menos eruditos sobre se hai que ser lusistas ou "isolacionistas". Unha cousa intermedia é o que defendo eu, aínda que escribo máis ou menos dentro da normativa oficial. Da normativa oficial á miña maneira, que non é á maneira dos Quintana, Touriño e demais familia, porque eses o que fan é falar outra cousa, máis parecida ao castelán que ao portugués, que é a proba máis evidente de que iso non é galego.
O espanhol é um caso de língua extensa e útil correspondência quase perfeita entre escrita e pronúncia.
Mas concordo em que temos que fazer essa escolha entre a extensão ou a “utilidade menor”. Eu só digo que se a escolha é a favor da extensão será à custa do singular que têm as falas galegas. Como foi e é no caso dos dialectos italianos ou flamengos. Estes povos optaram pela extensão abandonando as suas falas para escrever e falar a variedade normativa. A TV italiana em Sicília não fala em siciliano, nem a flamenga em flamengo. O mesmo passa com as escolas nesses paises. Falam em italiano e neerlandês. Para o caso seria como se aqui a TVG falasse em português.
Insisto, em que optar pelo padrão português talvez seja acertado porque, no fim, estamos optando por uma variedade da nossa língua, mas que não se diga que é possível ler “à galega” um texto em português, porque é bastante dificil. Se optamos pelo padrão português acabaremos falando em português.
“Se são capazes de aprender castelhano ou francês ou inglês, escritos e orais, não vão ser os galego-utentes capazes de reconhecer as correspondências entre a sua fala e a escrita comum?”
Claro que são capazes. Só digo que, como qualquer outro povo, serão capazes mas à custa de muito mais esforço. Isso é evidente. “La p con la a, pa” isso é fácil para qualquer neno do mundo mundial. Que “mussel” e “muscle” se pronunciem exactamente igual é já mais dificil. E não quero nem saber o terrivelmente dificil que tem que ser aprender a escrever em chinês.
“.... que parece ter por mais adequadas as NOMIGa para as falas da Galiza... Não acha que as NOMIGa e derivados inventam muito mais e mais radicalmente do que esse casinho em que o/a senhor/a repara, "multidão" (= multidom)?
Parecera-lhe, mas não disse isso. Que as NOMIG inventem muitíssimo não significa que a pronúncia “multidom” não seja um invento.
Diz LaNoXepangara: «O espanhol é um caso de língua extensa e útil correspondência quase perfeita entre escrita e pronúncia.»
COM.- Lamento dissentir. Depende das falas de castelhano (nome constitucional!). É certo que a ortografia castelhana parece corresponder-se com algumas falas melhor que a inglesa com as falas de inglês (em geral). Mas também não vale a pena generalizar, nem, por outro lado, tomar como critério a correspondência falas/escrita numa língua e aplicá-lo mecanicamente às otras.
É que não ha correspondência entre as falas, diversas, divergentes, de chinês e a escrita comum, ideográfica?
Para além, por exemplo (sem sairmos do reino de espaÑa), que correspondência existe entre /lahp'a 'nua/ e a escrita "la espada desnuda"? Por exemplo. Y entre /mal'ahe/ e "mal ángel"?
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Continua a dizer: «Eu só digo que se a escolha é a favor da extensão será à custa do singular que têm as falas galegas.»
COM.- Depende. Eu sinto plenamente identificada a minha fala valhisoletana no castelhano comum. E duvido que não lhe aconteça igual a um colombiano ou, mesmo, a um andaluz cerrado. Eu posso, chegado o caso, utilizar léxico e mesmo construções singulares da minha terra, sem problemas para o castelhano ortográfico, comum. Por exemplo, eu diria como a gente de Valhadolid: "Cuidado, que lo caes" ou "La dije que viniese". O castelhano comum manda (?) dizer e escrever: "Cuidado, que se te cae" (por cá diz-se: "Cuidado, que te cae") ou "Le dije a ella que viniese". É menos castelhano o que utiliza a minha gente porque não é ponto por ponto o gramatical? O andaluz que diz /lapanua/ e escreve "la espada desnuda" está a usar na coloquialidade um castelhano impróprio? E, habituado a fazer corresponder, essa pronúncia com essa escrita, acha que sofre angústias de perder o que é seu? Não, seu é o castelhano coloquial -andaluz- e seu é o castelhano escrito -comum.
Pois por que os galegos, que têm essa experiência relativamente ao castelhano (ao seu castelhano) são incapazes de a aplicar ou transferir à sua língua, oral e escrita?
Reconheço que não o entendo, salvo que os galegos tenham decidido:
-Quer mergulhar-se definitivamente no castelhano ou espaÑol;
-Quer jogar definitivamente a perder perante o castelhano e o inglês e qualquer língua de cultura (que dizem).
Quer dizer, como acima assinala Celso, que tenham decidido fazer da sua língua simples dialeto (em obediência "divina" aos ditados das instituições espaÑolas, RAGa e ILGa e "Xunta")... do castelhano, chamado a ser deglutido por este, antes ou depois, mesmo em agonia estupenda e valente...
COMPLETO:
Simples dialeto, recusando fazer do Galego LÍNGUA NACIONAL.
LaNoXepangara afirma que:
"que não se diga que é possível ler “à galega” um texto em português, porque é bastante dificil."
Eu acho-o muito fácil, se referido à pronúncia. De facto, faço-o todos os dias e faço-o agora. Referido ao léxico ou morfologia, evidentemente não. Mas também ninguém pretende que um argentino escreva "tenés" e pronuncie "tienes", ou viceversa.
Quanto a uma afirmação anterior (#149), sobre os problemas de espalhar a norma padrão portuguesa na Galiza:
" - Escreve-se “fiz” mas dize-se “fixem”
- Escreve-se “diz” mas pronuncia-se “di”
- Escreve-se “matriz” e pronuncia-se “matris”
- Escreve-se “irmão” mas dize-se “irmao”
- Escreve-se “capitão” mas dize-se “capitám”
- Escreve-se “coração” mas lê-se “coraçom”
- Como pronunciamos “multidão”?"
São casos muito distintos. "Matriz, irmão, capitão, coração" são a mesma palavra da língua em Portugal e a Galiza. Aprender as suas pronúncias respectivas na Galiza não tem truque: não há nada que aprender, porque já se pronunciam como se pronunciam ;-) . O que há que aprender é a sua escrita, cousa fácil davondo. Acontece em todos os idiomas:
Inglês: -Pronuncia-se "diar" mas escreve-se "deer" (cervo) ou "dear" (caro).
Español: -Pronuncia-se "ómbre" e escreve-se "hombre"; pronuncia-se "ónda" e escreve-se "onda".
"Multidão" é outro caso. Não é palavra na fala comum na Galiza, mas poderia sê-lo (igual que palavras galegas poderiam ser comuns em Portugal), porque não vai contra a estrutura morfológica da língua. Por isso, a sua pronúncia não é qualquer "invento": é a pronúncia mais comum do "ão" na Galiza. Se na Galiza se importar de Portugal por escrito um vocábulo técnico da informática, por exemplo A HIPER-RETRO-SUBLINHAÇÃO, a nenhum falante galego lhe ocorreria pronunciar esse final em "-am", em "-ãu" ou em "-ao", mas seria em "-om".
Mais problemático é se "diz" é a mesma palavra que "di", e, sobretudo, "fiz" que "figem".
Em todo o caso, eu formularia isto noutros termos:
- Aprendam-se TAMBÉM "fiz" e "diz", e aprenda-se a utilizar "figem" ou "fiz", "diz" ou "di" segundo os contextos, com restrições estilísticas de co-ocorrência (quer dizer, se escrevo "fiz", também escrevo "diz"; se opto por "figem", optarei por "di"). Por outras palavras: aprendam-se registos escritos e orais distintos da língua. Não é nada extraterrestre.
Saúde,
-celso
La_NO es un caralham :-) onde queres chegar?, já saiu o tema do chinês, o do argentino, e o dos registos agora só falta o remate que podem ser dous.
1. Efectivamente o modelo oral pode ser o português, é a nossa língua, pois venha nom lhe deas mais voltas pa, é fixe,:-) ou
2.o "grande segredo", com o português padrom podemos reflectir todas as particularidades do galego(o qual é certo menos no do -ão), e conservar um modelo oral proprio (está por estudar qual mas todo chegará), por qué nom o fas logo? bom, suponho que é umha didáctica de "shock" primeiro imos ao extremo, escrevendo português puro e duro com as formas verbais o léxico e todo perfectamente lisboetês, e se nos dam a razóm (que pode ser, já sabes que nom há estudos que provem que isso seja impopular) já haverá tempo de se preocupar polas peculiaridades do galego, e escrever semelhante a como falamos.
Vou tentar resumir a minha tese porque isto já fede, ;)
No espanhol, catalão, italiano e português existe uma correspondência unívoca entre a escrita e a pronúncia. A uma grafia dada corresponde uma pronúncia determinada. Essa pronúncia pode variar geográficamente mas numa zona determinada seguirá existindo uma relação unívoca entre grafia e pronúncia.
Por exemplo, um andaluz pode aspirar as s finais de silaba precedidas por consonante “ehpada”, “bahtante” e “pehcado”. Um vallisoletano diz “espada”, bastante” e “pescado” e haverá algum sítio onde digam “ezpada”, “baztante” e “pezcado”. O que não existe é um sítio onde digam “ehpada”, “bahtante” e “pezcado”. A correspondência muda mas não deixa de haver uma correspondência.
Quando essa correspondência não existe, como por exemplo no voseo argentino, os hispanófonos mudam a grafia e pronto. Um argentino quando escreve “tú tienes” lê “tú tienes” e quando escreve “vos tenés” diz “vos tenés”. O que nunca na vida fará um argentino e ler “tu tienes” como “vos tenés”. Neste caso os argentinos optam pela solução agálica: adoptam a ortografia à sua fala e obviam a norma internacional.
E isso é exactamente o que temos que fazer os galegos se queremos ler o padrão português à galega: temos que romper a correspondência entre grafia e escrita, temos que escrever “fiz” e ler “fixem”. Se lemos “fiz” ou “fis” estamos adoptando uma forma alheia ao galego. Se escrevemos “fixem” renunciamos ao padrão português. Não há outra.
Ou sim há: escrever “fiz” e ler “fixem” da mesma maneira que um inglês escreve “muscle” e pronuncia algo assim como “massel”. Está bem é uma opção. Mas é uma opção que dificultaria muito a aprendizagem do idioma.
Portanto, respondendo ao AGIL, em nenhuma escola de Valladolid dizem que “La dije que viniese” se escreva “Le dije que viniese”. A mestra dirá que a forma correcta é a segunda. A primeira é incorrecta. É castelhano incorrecto e pronto. No nosso caso, essa mestra diria que “fixem” é incorrecta. Acabariamos dizendo que as formas galegas são incorrectas, acabariamos falando em português. Queremos isso? Tudo bem, mas diga-se.
A solução que propõe Celso (usar “fiz” ou “fixem” segundo os contextos) implicaria a coexistência de uma norma galega (AGAL ou ILG) com o padrão português. Uma língua com duas normas. Como o grego ou o norueguês. Mas se adoptamos exclusivamente o padrão português podemos ir-nos esquecendo das singularidades do galego, que foi o que disse no início.
Correcção:
"O que não existe é um sítio onde digam “ehpada”, “baStante” e “pezcado”.
Esta patria está tola mírese por onde se mire. A nosa lingua morre, a cultura sucumbe, os patriotas morren e a nosa patria segue dividida; os últimos patriotas que quedamos loitamos por meros formalismos (e estamos totalemente divididos) mentras que o que é verdadeiramente importante agora, que é recuperar o espírito nacional e a independencia, parece que xa non nos une.
Señores, comparade o número de comentarios que hai neste artigo e nos outros. Eu só vos digo unha cousa, primeiro independencia e logo xa falaremos.
PD:para quen vira Braveheart, isto lémbrame a cando os nobres escoceses loitaban entre eles por lograr o reinado cando aínda estaban invadidos por Inglaterra.
Por favor, reflexionade sobre isto.
Diz LaNoXepangara, entre outros ditos: «Por exemplo, um andaluz pode aspirar as s finais de silaba precedidas por consonante “ehpada”, “bahtante” e “pehcado”. Um vallisoletano diz “espada”, bastante” e “pescado” e haverá algum sítio onde digam “ezpada”, “baztante” e “pezcado”. O que não existe é um sítio onde digam “ehpada”, “bahtante” e “pezcado”. A correspondência muda mas não deixa de haver uma correspondência.»
COM.- Para transcrevermos pronúncias, observe que estamos a utilizar o AFNE (alfabeto "fonético" nacional de espaÑa)...
Bom, ao caso: Lamento desiludi-lo, mas basta ver e ouvir com alguma atenção intervenções de notáveis espaÑoles nas TVs (ou rádios) para comprovar que essa correspondência não se dá nem em gente culta.
Por outro lado, compreendo que desde a escola espaÑola radicada na CAG veja o ensino de castelhano como diz, mas em Castela não é assim, nem era assim nos meus tempos. Não tenho muita consciência de que corrigissem o "laísmo" nem o "leísmo". Delibes, paisano meu, comete esses "erros" muito abundantemente nos seus escritos... Inclusivamente Cervantes.
Enfim...
A correspondência letra / som, que diz, não é biunívoca, mas aproximada. E depende, em cada zona, de falantes e falantes, de leitores e leitores.
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Guillerme: Tudo isto NÃO SÃO "MEROS FORMALISMOS". Olhe o "caso" desde a outra banda: Para o reino de espaÑa não são formalismos sem importância; se o forem (já o disse), não dedicaria tantos dinheiros e esforços "científicos" para convencer os galegos (cidadãos espaÑoles) de que são diferentes, na língua e noutros aspetos, das outras gentes tanto espanholas quanto não espanholas. Por algo será, para algo o fará...
Leio acima: «A solução que propõe Celso (usar “fiz” ou “fixem” segundo os contextos) implicaria a coexistência de uma norma galega (AGAL ou ILG) com o padrão português. Uma língua com duas normas. Como o grego ou o norueguês. Mas se adoptamos exclusivamente o padrão português podemos ir-nos esquecendo das singularidades do galego, que foi o que disse no início.»
COM.- Não, caro: Seria não língua com duas normas, mas língua normal com diferentes "registos" e com passibilidade ocasional de utilizar, nuns determinados contextos, na maioria dos casos orais, mas nem sempre, uma ou outra forma.
Voltando ao castelhano (que é o "grande modelo" de língua normalizada), existem registados dobletes: atmosfera e atmósfera, isobara e isóbara, acrobacia e acrobacía... sustantivo e substantivo, etc., etc. Também nas formações derivadas e mesmo em conjugações: ustedes sois... vos sos ... e ainda mais.
Mais ainda acontece no inglês.
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A questão é apontada por Guillerme e interpreto:
A maioria dos notáveis galegos considera-se incapaz de conseguir uma escola galega ou uns média galegos ou, em geral, uns contextos formais galegos. Resignou-se a ter escola espaÑola, em que os meninhos aprendam castelhano correto e "galego" castelhanizado, média espaÑoles a espandirem o castelhano e formas quanto mais deturpadas de "galego" (que para nada respeitam as NOMIGa que o reino impõe ao "galego coloquial")... políticos (de toda a caste) que estão a fusilar continuamente e em público e sem vergonha nenhuma o "galego" de dizem "normalizar"...
O galego não é Povo vencido; os vencidos e vendidos são os notáveis, desculpem, "notables" na Galiza, a desenvolverem-se como "notabilillos" plenamente espaÑoles.
Guillerme, isso é o que acontece. E todos esses conseguiram que quase ningém veja como é que cá funciona o castelhano, menos ainda que veja como deve funcionar o Galego, língua histórica e oficial e/ou nacional em oito estados e quase 300.000.000 de humanos, na Galiza...
Conseguiram incutir nos galegos a "ideia" de essas cousas da grafia serem meros formalismos... Quando eles entendem que de formalismos, nada, se se tratar do castelhano e dos seus usos imperiais.
Abram os olhos e vejam o que é e o que deve ser. E não obedeçam como meninhos o que os "mestres espaÑoles" lhes dizem...
Observo, AGIL, que os comentários complementam muito bem o texto acima, que por agora é o mais comentado do novo Vieiros e vai caminho das duzentas mensagens.
Parabéns a todos.
Caros:
Aí tendes um caso curioso. Um já não reintegracionista, talvez escarlático, mas "feminista" por simpatia (não pr sexo, of course!, que ele é muito varão), sai em defesa -nada humorística nem descontraída, portanto contraída- duma mulher, não posso dizer pública, mas sim na televisão pública, que é a TVG, e na literatura publicamente consagrada denominada "galega".
Que problemas tem essa mulher, televisiva e poeta? Parece que ser objeto de humores pequeninos e marginais.
Mas, em meio grande e central, como Vieiros, uma pessoa, varão público (cá o adjetivo sim pode ser usado), sai na sua defesa. Atacando estranhamente e ligando mais estranhamente.
No fundo que há?
Se eu fosse político (como outros e talvez o defensor), diria que estou "convencido" de que a defesa da poeta é antes um ataque indireto, mas cru, ao que ele entende que esses humorosos representam.
Poderia lembrar tempos muito idos e reconhecer na sua história que ele também fez parte do que pensa que os humorosos representam. E lembrando, lembrando até entenderia que nessa "banda" as diferenças, lídimas e não muito profundas, são bastantes, muitas mais do que na "banda" que ele agora sim representa e em prol da qual sai a cada pouco.
Enfim... (como dizem que diz "el" Jiménez Losantos, o "copetudo")
Fazei força a ver se chegamos a doiscentos posts. E logo deixai sitio para outro, que já vai sendo hora.
Eu temo que este foro non remate nunca. Semella un culebrón de Telecinco. Ese de "Bea a chosca".
Sem dúvida, AGIL, que cousas piores se têm dito de homens na rede. Em qualidade e quantidade. Só que é singelo simplificar para, apoiando, atacar a terceiros que são duplamente atacados: Primeiro, pelo advogado da Castanha e, depois, pelo amigo castanheiro. Ai! Não será que a operação Castanheira tem algo a ver com isto? Serão acusados de terroristas os Aduaneiros?? Mas... não... era "Castiñeira", não Castanheira. E no mundo de "come-lo caldo tra-la lareira" fará um "i" muita diferença?
BonKarallan diz/di: "u temo que este foro non remate nunca. Semella un culebrón de Telecinco. Ese de "Bea a chosca"."
COM.- Com efeito/efectivamente, muito/moito chosco há/hai por cá/acá. Que Tobias os libertará da quase cegueira?
Já sabes, quanto um quase cego conduz outro quase cego, é como se um cego completo andasse à procura da arca perdida.
Os meus comprimentos Maurício, e obrigado, muito obrigado. Obrigado também a muitos dos debatentes pelas suas aportações que igualmente tanto me ensinaram.
Obrigado.
Sim, soberbo artigo e magnífico debate.
Aínda que cumpriria fazer algo mais, ou?. Especialmente desde as posições que defendem e promovem o reintegracionismo. Que opina a concorrência de, por exemplo, um acto lúdico-lingüístico-reivindicativo na sede da RAG (u-la?), ou do Ilga? Tipo toma da Ilha de Toralha.
Pola minha parte não descarto imprimir o debate e enviarlhe-lo aos lingüísticas que moram nessas sedes. Já sabem, pensa globar, actua local.
Obrigado Maurício, e obrigado a tóda-las pessoas que escreverom no debate, com ánimo de aportar a sua despretenciosa opinião e ideias.
Houve um ato reivindicativo, testemunhal, em Julho de 1982 em que participamos gentes tão díspares como Cláudio López Garrido, José Luís Fontenla, não sei quem (não lembro) da CIG (que então não sei se era CIG), acho que também Paco Rodríguez, Maria do Carmo Henriques...
Foi na rua Tabernas (que nome para uma academia), de Acrunha, justamente antes de os ilgaeiros perpetrar a tomada da RAGa com o consentimento e colaboração entusiasta dos então ainda vivos (quero dizer viventes... Vivos pode significar -bendito bilinguísmo- outra cousa...) García "el" Sabell e Ramón "el" Piñeiro... e ainda mais.
Nessa data aprovaram as primeiras NOMIGa, nunca publicadas. As publicadas em 1982 foram corrigidas convenientemente, talvez por vergonha perante as asneiras das aprovadas naquele conciliábulo de 31 membros e alguma membra, entre ragaeiros e ilgaeiros: 31!!!
O resto, já é sabido: a continuação da desfeita...
Ah, outra cousa: Acho que fazer uma "manifestação" ante / contra o ILGa, para além de lhe render um mérito de que carece, seria violar o seu espírito de trabalho silencioso, investigador profundo, académico interdisciplinar... Numa palavra: científico!!!
Deixemos que continuem fazendo o que tão bem desfazem... EspaÑa dar-lhes-á o prémio que merecem, não nós...
Opino.
Concordo.
Informo de que cortei e colei o texto do debate numa folha do MS Word instalado en castelhano (não tinha à mão aplicação livre da que botar mão). Ocupa já umas 67 páginas.
Além disso, achei uma questião moi curiosa: com a configuração "Detectar el idioma automáticamente", o programa do Bill Gates cháma-lhe "Portugués Portugal" ao que aquí se escreveu en reintegrado Agal e também ao escrito em padrão portugês, mentres que lhe chama "Español España-Alfabetización Internacional" ao escrito em norma ILGa/RAGa. E lembro que os MS Word tem também a opção de "Gallego".
É que desde fora (da península) as cousas olham-se de outra maneira. Desde os franceses:
http://www.tlfq.ulaval.ca/axl/...
Aos alemães:
http://homepages.uni-tuebingen...
Todos sabem falar com jeito sobre o que acontece e não escondem as diversas correntes nem fogem o debate. É um debate eterno? Talvez, mas então devemos continuar...
Sei falar e escribir portugués pero penso que a norma ILG-RAG é a máis adecuada para o galego. E penso isto porque se achega máis á fala real, e penso que iso é o que necesita o galego. Tráenme sen coidado todas as opinións vertidas e descalificacións polos lusistas aquí. Probablemente moitos galegos pensen así, por tanto, dá igual que teñan ou non razón na súa análise filolóxica e filosófica. Creo simplemente que aproveitan un punto débil do galego (a gran influencia do castelán) para atacar a norma actual.
En cada "reintegrado" que ouzo falar é percibible tamén esa influencia, só que enmascarada por "ficares", "escritorios", -zóns e -véis (algunhas veces)
As linguas sobreviven na rúa, non nos libros nin nos despachos, nin nas EOI
Arzalla, razoemos (mesmo linguisticamente) um bocadinho:
1.- A escrita, hoje, no estado "moderno" (assim é chamado), não se utiliza para transcrever falas antes e sobretudo.
2.- A escrita, procuradamente correta ou precisa na expressão, utiliza-se como meio ou instrumento de nacionalização nesse estado "moderno".
3.- O drama ou, antes, tragédia da Comunidade Lusófona galega é justamente carecer de estado.
4.- Daí que o estado existente, o reino de espaÑa, seguisse, a respeito do "galego", duas vias aparentemente opostas para lograr a "nacionalización" própria, do reino de espaÑa:
a) A supressão oficial de toda e qualquer expressão em "galego" ou em Galego; não digamos em Português galego ou da Galiza.
b) A assimilação formal do "galego" à língua nacional do reino, que é a castelhana.
5.- O resultado em ambos os casos está a ser o mesmo:
a) A dinamitação da estrutura interna (valha a expressão) do Galego e das suas realizações orais, ou falas.
b) A galopante substituição dos usos de Galego, mormente dos coloquiais (os oficiais nem existiam), pelo castelhano oficial e gramatical. Insisto: "gramatical"... Desde a Galiza ainda não se concebe que os castelhanos, falados, mesmo os bem falados, sejam múltiplos, inclusivamente num mesmo território, enquanto o castelhano escrito, correto, seja um, que, aliás, cobre ou recobre todos esses castelhanos orais diversos e até divergentes. Não se concebe...
..........
Fico aqui: Esta discussão, acho, penso, opino, parece-me, prova (e põe de relevo) o que acabo de dizer resumidamente.
si, pero penso que a a norma ILG-RAG é a máis apropiada para salvar o galego, no ano 2007
Arzaya diz: «Sei falar e escribir portugués pero penso que a norma ILG-RAG é a máis adecuada para o galego.»
E a seguir explica essa afirmação: «E penso isto porque se achega máis á fala real, e penso que iso é o que necesita o galego.»
Mas depois não segue explicando nem por que diz que se achega "mais", nem qual é a "fala real" nem por que acha que isso é o que necessita o galego. E gostaria muito de que ele explicasse essas três considerações pois acho que sem explicação, não se entendem.
Continua: «Tráenme sen coidado todas as opinións vertidas e descalificacións polos lusistas aquí.»
Só pelos "lusistas"? Não dividamos o mundo em vítimas e carrascos. A mesma palavra "lusista" pode ser entendida como um insulto, porquanto já se tem usado com essa intenção no passado por "persoeiros" e outros "eiros"...
«Probablemente moitos galegos pensen así, por tanto, dá igual que teñan ou non razón na súa análise filolóxica e filosófica.»
Ah, então dá igual ter ou não ter razão? Tanto tem tudo? Pode-se ir pela vida fazendo as cousas mal e achando que vão bem porque "muitos galegos pensam assim"??
«Creo simplemente que aproveitan un punto débil do galego (a gran influencia do castelán) para atacar a norma actual.»
Isto não é uma guerra de normas. É uma batalha entre a Razão e o Absurdo. Tu mesmo o dizes e te colocas de uma parte: tanto tem que tenhamos razão, o que vale é o que tu dizes.
«En cada "reintegrado" que ouzo falar é percibible tamén esa influencia, só que enmascarada por "ficares", "escritorios", -zóns e -véis (algunhas veces)»
Olha que isso de "reintegrado" pode parecer também um insulto... Cada quem fala como sabe ou boamente pode. Será também nossa a culpa de que não saibamos falar?
«As linguas sobreviven na rúa, non nos libros nin nos despachos, nin nas EOI»
Concordamos. As línguas vivem na rua, mas morrem assim como morrem as pessoas que as falam na rua. E o que diz o artigo comentado é que esse número de pessoas DESCENDE mais cada vez. Precisamente, o problema é que a NORMALIZACIÓN está a ser isso mesmo: NORMALIZACIÓN, ou seja, naturalização da língua CASTELHANA na Galiza.
Os lugares onde se aprende uma língua são lugares de extensão dessa língua. Esses lugares também se topam na rua, pois pela rua é por onde se entra a eles. No meio de centos de centros onde a normalizaCIÓN é em castelhano topamos alguma pinga onde algum professor se esforça por fazer o seu trabalho em galego. E o que acontece?
Sobre a fala real pódese consultar en calquera biblioteca o Atlas Linguistico Galego, ou, se se preferir, pásese un mes falando polas rúas, campos e bares de toda Galiza..ou mellor 3 meses, Despois tírense conclusións. Despois consúltese un dicionario de galego medieval. Eu non digo que necesariamente haxa que dar prevalencia á fala, pero a miña opinión é que se dea (sempre que haxa coherencia co sistema portugués e castelán de representación). Non estou de acordo co sistema ortográfico da RAG, pero tampouco con que o da AGAL e o portugués sexa apropiado para o galego actual, pero como non se trata de inventar nada, e tampouco que cada un teña unha norma...
Sobre o de lusista non é un insulto, é como se denomina os que defenden a norma portuguesa de Portugal como oficial na Galiza, non? sobre reintegracionismo digo o mesmo. Se non saben falar o que defenden, para qué o defenden desa maneira? Ou sexa que falan como "españolistas" e escriben como "patriotas", non é un pouco de doentes iso?
Arzaya,
Explica, com as tuas palavras, por que achas que a opção ortográfica da RAG se achega "mais" da "fala real". Obrigado.
Sobre a razón ou non tela. Repito o mesmo. Pódese demostrar que nin a norma RAG, nin a portuguesa, nin a AGAL, son completamente adecuadas para o galego. Pero as linguas non se rexen pola matemática nin por consideracións filosóficas. Eses -aos que empregas con nasal "sao" "extensao" son analoxías antietimolóxicas ás máis das veces, e teño razón, pero iso non muda nada, pois o estándar portugués xa fixou esas "aberracións" hai tempo. Saúdos
Arzaya,
Diz:
"Sei falar e escribir portugués pero penso que a norma ILG-RAG é a máis adecuada para o galego. E penso isto porque se achega máis á fala real, e penso que iso é o que necesita o galego."
Com 25 licenças de TDT, uma única TVG (e o galego da TVG, dió'lo page), o mesmo em canto a emisoras de rádio se refire, sem emisião de rádios e TV portuguesas (para que?, segundo ti), sem oficialidade a nível europeio dessa língua distinta do português chamada galego; concordarás comigo em que, em 2012 ou 2015 a ILGa-RAGa vai precisar duma nova modificação para adaptar-se à fala real. E aí polo 2020 outra. Chegados ao 2025 já não haberá ninguém, nem os próprios filóloxos da RAG, que estime oportuno a publicação de normas para o galego. Chegará, PARA REFLECTIR A FALA REAL DA GENTE, com a inclusião dumas cantas palavras ou variantes, no Diccionario Panhispánico de Dudas de la Real Academia de la Lengua Española.
"Probablemente moitos galegos pensen así, por tanto, dá igual que teñan ou non razón na súa análise filolóxica e filosófica."
Com esse razoamento não hai muito que dizer, não. Os coloniçados não querem e eles saberam o que lhes é bo. Não? Pois não.
Isto é mentira, se consideramos ou cremos de verdade na democrácia e os seus valores. Aínda que seja uma minoria, as pessoas que na Galiza pretendem desenvolver a sua vida em Galego, e não em castrapo, tenhem os mesmos direitos que as que não. Se a nível internacional, do punto de vista da lingüística, o Galego integra a lusofonía, as pessoas que o falamos na Galiza, temos direito a viver na nossa língua. E as Administrações o dever de garanti-lo. Por muito que 'a maioria' opine o que os seus coloniçadores lhes digam que tenhem que opinar.
"Creo simplemente que aproveitan un punto débil do galego (a gran influencia do castelán) para atacar a norma actual."
Não é um ponto débil. E um passo mais numa política destinada a que finalmente, ninguém poida dizer, não já 'Que e isso de que o galego é portugês', senão 'Que e isso de que o galego não é castelhano'.
"As linguas sobreviven na rúa, non nos libros nin nos despachos, nin nas EOI."
E também morrem alí. E cada dia que passa sem que o Galego se integre no seu sistema lingüístico, é um dia mais de castelhanização, de espanholização, que se convertem em anos/séculos de vida menos de existência.
O Galego, integrado na lusofonía, aínda rejeitado em massa inicialmente e passando a ser usado por, ponhamos, um 10% da povoação (isso além da obvia possibilidade de manter duas normas), seguiria sendo Galego. Genuinamente Galego. E seguiria-o sendo mentres a nível internacional se fala-se Galego. Prestixiado e 'naturalizado', sendo o que é. O resto já viria depois.
A política actual castelhanizadora (do ponto de vista dos inimigos da língua, dos construtores do projecto de Espanha), ou do avestruz (do ponto de vista dos galegofalantes), e a norma que a/as preside, estão abocadas ao sucesso e ao fracasso respectivamente. A questião é só uma: Cando? Cando se certificará o final da língua própria de Galiza? 2020, 2040?
Díxose:
"Com 25 licenças de TDT, uma única TVG (e o galego da TVG, dió'lo page), o mesmo em canto a emisoras de rádio se refire, sem emisião de rádios e TV portuguesas (para que?, segundo ti"
Referido ás miñas palabras. Lamentablemente isto é común no reintegracionismo actual (e lamento dicilo, pois creo moi útil a presenza do reintegracionismo)..a terxiversación...en que momento dixen eu non querer TV lusófonas?
En ningún modo é incompatible ver TV portuguesa e escribir en norma RAG. Se pensas que estar inzado de palabras castelás non é un punto débil do galego..enfin. Sobre política dubido que entre dentro dos fin dos nacionalistas galegos que escriben en RAG ou apoian a norma RAG ( BNG por exemplo)liquidar o galego.
Creo que seguides en entendelo. O galego non vai poder adaptar oficialmente a súa ortografía ao portugués porque os galegos, de momento, parecen non querer (nin a maioría nin os nacionalistas).
Por tanto a cuestión non é con qué ortografía vai morrer o galego, senón que vai poder sobrevivir unicamente coa ortografía RAG. E se sobrevive coa ortografía portuguesa será convivindo coa da RAG.
Arzaya,
fará o que lhe pedi? Explicará por que acha que a normativa RAG achega-se "mais" da "fala real" dos galegos?
Non estou de acordo coa normativa oficial, penso que é castelanizante, e a súa aprobación foi feita por motivos políticos (nalgún caso pode que ben intencionados).
Tampouco estou de acordo coa extinta normativa de mínimos nin coa norma AGAL nin co portugués estandar para a nosa lingua. Que fago? Empezo a escribir na miña propia norma?
Poderían coexistir dúas normas? E por que non tres? E se poden tres por que non tantas como se queira? Tantas coma falantes?
Practicamente por definición, falarmos disto é absurdo, a coexistencia de varias normas é a mesma cousa que non ter norma. E desde logo penso que isto sí e prexudicial para a recuperación do idioma.
Como dixen, penso que habería que cambiar a norma actual, achegala máis á norma portuguesa. Por suposto deberiamos poder ver e escoitar as TV, emisoras de radio, etc. Portuguesas.
A parte disto hai cousas, que con todo o respecto, non me parecen moi razoadas. Por exemplo dicir que a culpa da perda de falantes é da norma oficial, mesmo hai quen dixo que era da Mesa pola Normalización Lingüística... Ou dicir que o galego ven sendo o portugues que se fala en Galiza, e logo non era que o galego e o portugues veñen do galego medieval?
Saúdos a todos os que debaten sen insultar.
#192 "si, pero penso que a a norma ILG-RAG é a máis apropiada para salvar o galego, no ano 2007"
Pois eu penso que a norma ILG-RAG é a mais ajeitada para garantir o êxito das actuais polítas normalizadoras da língua castelhana e uma contínua e segura perda de galegofalantes.
#198 Não pretendia nem pretendo tergiversar. Em absoluto.
Por outra banda, não acabo de comprender o jeito de pensar daquelas pessoas que estão a favor, por ejemplo, da recepção das rádios e televisições portuguêsas na Galiza, e não da adopção da norma Agal ou do padrão português ou duma norma que en definitiva seja reintegracionista. Paréce-me uma contradição.
Afirmas que a norma ILG-RAG é a mais ajeitada para o galego no 2007. Mais, di-lo desde uma postura possivilista? E o que pode ser, não o ideal? Se de ti depende-se, e os e as galegofalantes a admitisem, estarias a favor da adopção duma norma reintegracionista?
#200
Hai já varios estados onde coexistem várias normas para uma mesma língua. Conhezo o caso de Noruega e o de Grécia. Pode que suceda em mais sítios.
Diz (#192) arzaya: «si, pero penso que a a norma ILG-RAG é a máis apropiada para salvar o galego, no ano 2007»
COM.- "Penso" vale por "opino". Seria bom que explicasse razoavelmente isso de "máis apropiada", assim como o de "salvar o galego".
1.- "Mais apropriada" em que âmbitos e para que usos? Acima disse que a escrita (de escrita estamos a discutir) está sobretudo destinada aos usos formais nos âmbitos institucionais (Administrações e Ensino mormente) e nos que eu chamo para-institucionais (média, intercâmbios comerciais...).
1.bis.- A escrita correta é desnecessária na comunicação coloquial, como parece óbvio, mesmo quando esta se transcreve (por ex., hoje, os SMS). Valeria qualquer "norma", inclusivamente a "não norma".
2.- "Salvar o galego": Com efeito, essa é a concepção taumatúrgica que lateja por baixo dos textos que muitos "normalizadores" emitem. Haverá um "deus ex machina" (que, afinal, parece ser o papá-estado - reino de espaÑa) que desça para "salvar" o "galego" (não os utentes de Galego) de que? Da desaparição? Bastará conservá-lo num "Museo do Pobo Galego", renovado e ampliado? Desculpe as brincadeiras; sei que não estamos muito para brincarmos, mas, enquanto não especifiquem que devemos entender por "salvar" e expressões equivalentes, andaremos a brincar e, por riba, sem humor, sérios, tristes, desesperançados...
Anime-se, Arzalla, e explique, que sim o creio capaz. Obrigado.
Crunha comenta:
«A parte disto hai cousas, que con todo o respecto, non me parecen moi razoadas. Por exemplo dicir que a culpa da perda de falantes é da norma oficial,»
Bom, tenta-se explicar isto em mensagens acima. Mas pense nisto: uma norma linguística que não é séria, não pode animar às pessoas desanimadas e com preconceitos sobre a língua a usar essa língua. O por que não é séria também está explicado. Mas pense nistoutro: é séria, do ponto de vista filológico, uma normativa para o Galego que aceita abecedário e regras gramaticais do Castelhano, que quebra a lógica etimológica em milheiros de palavras, que supedita o léxico culto, de novo, ao Castelhano, que sofre várias reformas em menos de vinte anos??
«mesmo hai quen dixo que era da Mesa pola Normalización Lingüística...»
Bom, todos temos direito ao exagero. Não sei bem onde foi que se disse isso, mas é evidente que está exagerado. A Mesa não tem poder para implementar nenhuma norma linguística...
«Ou dicir que o galego ven sendo o portugues que se fala en Galiza, e logo non era que o galego e o portugues veñen do galego medieval?»
Mas é que é o mesmo. Diga que Galego é o português que se fala em cinco continentes. Bem. Perfeito. Escrevamos então, em âmbitos cultos (como diz o AGIL) todos da mesma maneira. Reconheçamo-nos e identifiquemo-nos com UM SÓ MODELO DE LÍNGUA.
Chame-lhe Xis. Mas não lhe chame Equis.
Sexamos realistas, o noso problema é a falta de vontade política para evitar a desaparición do galego. Se houbese unha maioria nacionalista non habería ningún problema de perda de falantes, fose cal fose a norma do idioma.
Outra cousa, non me debín explicar ben, eu non estou de acordo coa actual normativa, pero é a que hai, e penso que é a que debemos usuar (no noso caso usar varias normas poñeríanos aínda en máis desvantaxe respecto ao castelán), así como tamén penso que habería que cambiala para aproximala máis ao Portugués.
Isto último por simple coerencia, non por motivos de millóns de falantes (eu defendo o meu idioma, pode falalo 1 ou 1000 millóns de persoas). Aínda que por suposto debémosnos aproveitar de ter dous idiomas practicamente idénticos para acceder a toda a lusofonia.
Por certo a ver que tal aguanta o Portugués respecto ao castelán, por que xa non é o primeiro portugués que me di que o mellor que lles podía pasar e que en Portugal se falase castelán.
Crunha:
1.- Precise isso de "falta de vontade política". Eu acho que há excesso de vontade política (da parte do reino de espaÑa e das suas instituições -"Xunta", ILGa, RAGa, para além dos próprios "de la Nación" ou, como agora dizem, "gobierno de espaÑa") para exterminar não apenas o Galego, mas atmbém o basco e o catalão. O projeto e processo nacionalizador do reino implica a uniformidade idiomática em castelhano (já quase conseguida. Olhe: O reino não se importa com o bom ou mau uso de castelhano ORAL... O importante é que a gente o use com consciência de usar castelhano, embora esteja a usar "galego" mais ou menos acastrapado... Observe como é que se exprimem na TV pública as gentes galegas "galegófonas"...)
2.- Tanto teria, se a maioria fosse como a minoria atual: Cedência trás cedência, desnecessárias, conduziram os nacionalistas, organizados em diferentes grupos, a susterem as NOMIGa do ILGa-RAGa, sob pretexto de terem conseguido, no 2003, uma curiosa "reformiÑa" que nem eles praticam.
3.- Portanto, a VONTADE DEVERIA PROCEDER E RADICAR NOUTRAS GENTES, nos que eu digo Notáveis, na sequência da historiografia francesa revolucionária.
4.- Continuemos com o seu razoamento: O reino de espaÑa é o que há. Não discutamos nada: nem a coroa, nem a organização de facto centralista, nem a "transición", nem a "desmemoria histórica"... Nada: É o que há.
5.- Face (ou contra) a propaganda da Hispanofonia multimilhonária os galegos podem opor, sem mentir, a realidade da Lusofonia também multimilhonária. Por que negar ou, pelo menos, descuidar esse facto? Veja que nem catalães nem bascos podem referir tamanha verdade. Para além da coerência, que diz, acrescente estoutro facto, real.
6.- Bom, casos particulares há em todas as cores. Exija em Portugal que se exprimam entre eles em castelhano... Poderão ser educados e mesmo ousados dizendo o que o senhor diz, mas tenha por certo que ainda os portugueses são nacionalistas de Portugal, por vezes, demais.
Unha mostra da grande afinidade dos portugueses cos galegos é que moitas veces cando falan en castelán en Madrid os confonden con galegos.
Longo debate. Resumo a minha postura ortográfica:
1) Escrever igual que no resto da Lusofonia (com o Acordo Ortográfico em processo de implementação) as palavras COMUNS da língua COMUM. É o básico de qualquer ortografia: "coração, mão, pão, irmão".
2) Pronunciar estas palavras como as pronuncia cada um(a) na Galiza: 'coraçõm, pãm, mao, mau ou mãm, irmao, irmau ou irmãm'...
3) Optar polas variantes galegas também comuns no resto da Lusofonia: "vêm", não "venhem"; "têm", não "tenhem", "sapato"...
4) Aprender as palavras distintas (sobretudo formais verbais) que não são comuns na Galiza: "fiz, diz, pus, comi..."
5) Escrever conforme à ortografia comum as formas que são palavras DISTINTAS ou que não se encontram no resto da Lusofonia e que não sejam claros castelhanismos: "figem, digem, pugem, comim..."
6) E o estilo, claro, livre.
O resultado?: Um nível ou "norma galega" para certos usos (à vontade; ninguém escreve igual um artigo que um email a um familiar), e conhecimento e uso da norma portuguesa para outros usos.
De facto, muita gente já pratica tudo isto.
O caminho mais fácil? Aprender a norma portuguesa e, contrastivamente, aprender a variante galega, simultaneamente. O bom das gramáticas elementares portuguesas é que não variam ;-).
Saúde,
-celso
PS: Como diz o António, não se trata de duas normas LOGO-ORTOGRÁFICAS distintas (ILG e padrão, ou AGAL e padrão), mas de dous níveis de estilo dentro da mesmo logo-ortografia (que é o que usa o português, o espanhol, o inglês e praticamente todas as línguas chamadas "fonémicas" do planeta).
-celso
AGIL: Estou de acordo, os gobernos Españois o que pretenden, é facer do castelán idioma único en todo o estado. Pero sigo a pensar que con vontade política dos galegos, da cidadanía, poderíase frear o retroceso do galego. En Catalunya si que teñen esta vontade da que falo e conseguiron evitar a perda de falantes, e mesmo incrementalos.
E por último, á parte na norma que teña o galego nun momento dado, deberiamos coñecer a norma portugesa (sabendo galego non custaría moito) para como dixen acceder aínda mellor ao mundo da lusofonía.
Crunha, parece que também na forma (e não só no fundo) temos bastantes coincidências.
Apenas duas ou três apostilas:
1.- Parece-me que entre a sua "vontade política" e a minha há diferenças fortes, talvez por falta de precisão. Acho que a "vontade política" que não é realizada (nos tempos e ritmos exequíveis) não é "vontade", mas simples "veleidade". É por isso que vejo em bastantes pessoas do cumum (para mim Notáveis) essa "vontade política", mas não a vejo nos políticos partidaristas, esses que são remunerados por serem "políticos" e verificarem alguma "vontade política". O que vejo nestes é justamente a "vontade política" do reino de espaÑa relativamente ao "galego" (ou contra o Galego ou Português galego. Representativos foram ao longo das diversas legislaturas os encarregados da "política linguística"; mas esses apenas são máscara e voz do seu dono...)
2.- Em Catalunya, apesar de tudo, estão a perder-se utentes de catalão, sobretudo falantes, não tanto como cá, na Galiza. A única comunidade bilingue que está a acrescentar o número de utentes da "lengua propia" é a CAV, Euskádi.
3.- Desde a Ley General de Educación (de 1970!!!) está previsto que em todos os centros de ensino secundário haja professores de inglês, francês, italiano, alemão e PORTUGUÊS. Mas quase em nenhum centro espaÑol se cumpriu o preceito legal.
Acrescento o seguinte ao o ponto 3 do #211:
- Na Galiza a 2ª língua estrangeira é o francês, justificável em Catalunya ou Euskádi, incluso Madrid, mais não aquí, por motivos óbvios de proximidade. O caso da Extremadura é de simple coerência.
- Não há muitas Universidades em Espanha que ofertem Filologia Portuguêsa, e menos Filologia Galega.
- Dentro das que não, atópa-se a UNED (Universidade Nacional de Educación a Distancia). Nesta póde-se cursar Filologia Hispánica, onde é preciso escolher uma segunda língua entre: inglês, francês, alemão e italiano, para cursar várias matérias obrigatórias dela. O português, língua do estado com o que a Espanha comparte mais fronteira terrestre e mais história, está comletamente ausente do plano de estudos. Para completar os crédito OPTATIVOS, já noutro nível por tanto, oferecen-se a elegir polo estudante:
Lengua y literatura catalanas I
Lengua y literatura catalanas II
Lengua y literatura catalanas III
Lengua y literatura vascas I
Lengua y literatura vascas II
Lengua y literatura vascas III
Lengua y literatura gallegas I
Lengua y literatura gallegas II
Lengua y literatura gallegas III
O departamento da catalana conta com duas pessoas. O da vasca e o da galega com 1 cada um.
http://portal.uned.es/pls/port...
- Outra boa prova da política de gasto público da UNED, em canto ao português se refire e o CUID (Centro Universitario de Idiomas a Distancia): oferece formação a distância dum bom número de idiomas (ESPAÑOL GALLEGO EUSKARA CATALÁN-VALENCIANO INGLÉS FRANCÉS ALEMÁN ÁRABE CHINO ITALIANO PORTUGUÉS). Para te poderes matricular é preciso ter um Centro Associado preto para assistir às aulas de vez em cando e especialmente para realizar o exame presencial. O centro associado mais próximo a Galiza atópa-se em Zamora(os outros: Madrid, Mérida, Tenerife).
A UNED dá unicamente formação em castelhano, pensada em castelhano desde Madrid, por Catedráticos espanholes. Coma qualquer Ministério, as Facultades estão em Madrid, além de que existam Centros asociados en case todas as províncias e em muitos outros estados. O seu actual reitor (e o anterior) já se tem manifestado em repetidas ocasiões em contra de UNEDs autonómicas, coma a própria Universidad Oberta de Catalunya. Esta última, que juridicamente é uma Fundação Pública, oferece formação en castelhano e em catalão segundo escolha o estudante. A formação em catalão está subvencionada pola Generalitat, de jeito que o coste por ano académico é similar (+- 600 euros) à matrícula na UNED (em castelhano umas 4 vezes mais).
Da portada da página da UNED:
"La UNED es hoy una gran institución: la mayor universidad de España. El número de estudiantes matriculados en cada convocatoria anual se aproxima a los 180.000. Las 9 Facultades, 2 Escuelas Técnicas Superiores, el Curso de Acceso Directo para mayores de 25 años y el Centro Universitario de Idiomas a Distancia realizan una oferta académica de 26 titulaciones oficiales y más de 500 cursos de formación continua. Para llevar a cabo la labor docente la UNED cuenta con 1376 profesores y 6254 profesores-tutores. Esta tarea está apoyada por casi 2.000 personas del cuerpo de personal de Administración y Servicios, que realizan su trabajo en los campus y unidades de la sede de Madrid, 60 Centros Asociados, 80 extensiones y un numeroso grupo de aulas de apoyo que se hallan repartidas por todas las Comunidades Autónomas. Esta labor se extiende también a diversos Centros de Apoyo en el extranjero que se hallan presentes en 14 países y que atienden a un grupo de más de 1800 estudiantes."
180.000 estudantes. Mais ca ningumha outra Universidade do Estado. Mais do dobre cas três galegas.
A UNED PAGÁMO-LA TODOS E TODAS.
PD. Outro dia falamos do Instituto Cervantes e as suas Semana de Cine Gallego (sic).
"Arzaya,
"fará o que lhe pedi? Explicará por que acha que a normativa RAG achega-se "mais" da "fala real" dos galegos?"
Xa respondín antes. Collan o Atlas Lingüístico Galego e consúlteno. Estean 3 meses falando coa xente en diversos lugares de Galiza e verán que a norma RAG está máis próxima da fala, da fala dos que mellor falan galego en Galiza, non de mozos de 15 anos que case non pronuncian os fonemas do galego actual. Non é cuestión de unha ou vinte palabras, é cuestión de centos de formas léxicas e de expresión. Evidentemente hai lugares en Galiza con máis afinidade léxica co léxico estándar portugués. Como hai áreas rurais en Portugal con máis afinidades galaicas, pero iso non o o estándar. Hoxe hai un estándar galego máis ou menos recoñecible polos usuarios. Pódese utilizar ou non, pero existe.
Creo que seguides sen entender. A norma RAG e o poder de decisión da RAG vai manterse por moitos decenios, mentres continúe este sistema político, polo menos. Se non quere o reintegracionismo compartir o seu terreo, é problema dos reintegracionistas. Iso non vai mudar nada, se a actitude reintegracionista é agresiva, serán un factor máis para dificultar o uso do galego
É máis, parece claro que o do reintegracionismo é un problema interno do galego. É certo que esta norma non debe inspirar confianza en Madrid, pero penso que as máximas dificultades están en Galiza. Baste lembrar que un dos patrocinadores dos actos da AGAL no pasado foi o Ministerio de Cultura e non a Xunta.
Não, desculpa, não respondeste. Eu peço uma explicação TUA.
Por que? POrque é igualmente TUA essa afirmação de que a norma RAG achega-se "mais" da "fala real". Mas já vejo que não reflectes no que dizes e repetes: primeiro, para decidir se se achega "mais" ou "menos" há que ter feito um estudo comparativo, cousa que tu não tens feita, com certeza. E segundo, não existe a "fala real", existem MUITAS FALAS e todas são REAIS, em plural.
Como podes dizer que a pronúncia "camiois" está melhor reflectida na escrita "camións" que na forma "camiões"??
Enfim. Melhor será deixá-lo porque não queres entender. O pior é que achas que todos os galegos são como tu. E não, tu e o Castrexo sois duas das pessoas mais fechadas com quem tenho falado sobre isto. De regra, a gente é mais aberta. Sinto-o.
Diz arzaya «#214»: «É máis, parece claro que o do reintegracionismo é un problema interno do galego. É certo que esta norma non debe inspirar confianza en Madrid, pero penso que as máximas dificultades están en Galiza. Baste lembrar que un dos patrocinadores dos actos da AGAL no pasado foi o Ministerio de Cultura e non a Xunta.»
1.- Tens quase toda a razão: É conflito interno dentre os presumíveis e reais "galeguistas" (incluo no vocábulo "todo aquele que diz trabalhar em prol do galego". É definição chata, mas pode valer para começar de nos entendermos...)
2.- A AGAL recebeu subsídios (ou ajudas económicas), no que eu sei, de entidades públicas espaÑolas, mas também de privadas, espanholas e portuguesas. Se a "Xunta" do Fraga não subsidiava era por motivos óbvios; mas é que esta também não anda muito generosa, em comparação com o que os grupos reintegracionistas fazem e trabalham.
Atenda, meu: Tão instituição espanhola é a "Xunta" quanto o Ministerio de Educación (não o de cultura), do "Gobierno de España". Todas as instituições espanholas são espanholas: É verdade de Calino que sobeja explicar. Todas: As dependentes do "Gobierno de España", as autonómicas e as locais. Todas são espanholas, todas submetidas ao império da Lei constitucional. E todas obrigadas a construir e vertebrar o Reino de EspaÑa. Nenhuma é galega (entendendo por "galega" oposta a "espaÑola": porque, como se diz, é galega por ser espaÑola).
Tenhamos as couas um pouco claras, por favor.
Quase que concordo com si Sr. Arzaya. cada dia mais a escrita que mais se aproxima a fonologia galaica é a do castelhano. Hoje os galegos começam a nom ter os problemas dos novecentistas de como reflexar a complexa fonética galega na ortografia castelhana. Estudo recente em 28 concelhos da provincia de pontevedra (salnês, Pontevedra e comarca, Morraço), só o 2 (dous) per cento dos nenos de menos de 10 anos (conhecem o galego para se exprimirem nele, nom falemos da qualidade).
Todo um sucesso do processo normalizador de 25 anos e erosom castelhana das falas da Galiza.
Pode estar orgulhoso e defender esse trabalho. Pode pôr a entrvista a Filgueira Valverde na Voz do ano 1982 com um bom marco
Laurinha
Ben, como é esperable, certos reintegracionistas regocíxanse en que o galego se fale menos, xa o dixo Carballo Calero, antes ca un galego acastrapado prefeririamos o "castellano". Non hai que ser medianamente intelixente para percibir que o retroceso do galego non tén que ver coa cuestión normativa. Non teño nada a ver con Filgueira Valverde nin é familiar meu nin lin ninguén libro filosófico del.
Sobre o dito por OBSERVADOR vólvoche a repetir. Só tés que ir a unha boa biblioteca e ver o Atlas Lingüístico Galego, así verás como é a fala real na Galiza, polo menos en parte. Terei que repetilo outra vez? Ora ben, léo cunha precaución interpretativa, o 75 % dos galegos moran na Coruña e Pontevedra. Sobre camiois se me queren decer que o galego oriental é máis portugués có galego occidental por non nasalizar, pois vale, olla ti que interesante. Camiois nin é estándar nin en galego nin en portugués e ninguén te impide que o digas..fala local non é estándar..cóllelo?
A diferenza entre a Xunta da Galiza e o Goberno de España, é que a Xunta da Galiza é o goberno escollido por todos os galegos, mentres ca o Goberno de España é o escollido por todos os españois. Para pedir diñeiro, claro, algúns da AGAL non son antiespañolistas. A xente da AGAL debería reflexionar porque nin os partidos nacionalistas maioritarios galegos apoian as súas teses.
Arzaya, precisamente é o que dizes: a fala LOCAL não é ESTÁNDAR. Agora amplia o teu horizonte, muda LOCAL por GALIZA, a ver o que te sai.
E pensa nisto: não há estándar fonético "galego", e se o há, é tão inconsequente, antidemocrático e inapropriado quanto o estándar fonético lisboeta aplicado às falas galegas.
Não me respondes, eu quero A TUA OPINIÃO. Nada de mapas, tu afirmas muito para além dos mapas. Justifica as tuas conclusões.
Abandonemos toda a esperança de os arzayas e os castrexos responderem e explicarem minimamente o que acontece na Galiza (Galicia, para eles: é o que dizem os média...) e o que pode acontecer melhorando a situação atual:
1.- Porque confundem âmbitos de uso formal / formais [basicamente por meios gráficos ou escritos] com a fala particular que sustemos na coloquialidade [definitiva e elementarmente orais].
2.- Porque, confundindo ambos os níveis de uso, indistinguem (misturam) procesos comunicativos diversos e divergentes até:
-Os emissores (e receptores) têm caraterísticas quase opostas.
Por ex.: o emissor formal costuma ser abstrato (não particularizado, função institucional), enquanto o emissor não formal (= coloquial) é à partida e por definição pessoa individualizada, concreta, circunstanciada.
De maneira equivalente cumpre caraterizar os correlativos receptores ou destinatários.
3.- Se reparamos nos âmbitos que eu digo para-instituionais, temos de afirmar radicalmente que não são plana nem plenamente coloquiais, que (mesmo quanto aos prazos temporais) são âmbitos mais institucionais do que coloquiais, embora por vezes dêem por se parecer com estes (determinados programas de TV ou de rádio...).
4.- Acontece que nas sociedades (estado) normais a correlação, dialética, entre esses diferentes âmbitos e os correlativos processos comunicacionais é (quase) equilibrada, "respeita" as caraterísticas de todos eles e, como por rebotalho, se enforçam mutuamente. Mas nas sociedades desnomalizadas (sem estado) (pensemos na Galiza, reduzida à CAG) o desequilíbrio entre esses âmbitos e processos não só é "normal", mas sobretudo está potenciado em benefício dos institucionais (pensemos nos espaÑoles, não galegos e mesmo antigalegos), em regra instalados numa língua estrangeira e invasora (pensemos na castelhana).
5.- Junto dos institucionais vão os para-institucionais... Vejam-se as TVs, as rádios, os jornais na Galiza (reduzida hoje à CAG).
6.- Por consequência, insisto:
-Que legitimidade têm as instituições espaÑolas (Xunta, RAGa, ILGa...) para marcar (sic) o que é galego, mesmo "galego" (a sua "lingua de seu"), e o que não é galego?
-Correlativamente, que "galego" procurarão "normalizar" (se acaso procurarem algum) os média, sempre seguidores das peugadas institucionais?
7.- Porque, caros, no fundo e fundo e na face e face é a ideologia nacionalista a que explica e move o que as instituições e as para-institucições fazem... Mas que instituições e para-institucições têm na Galiza, na CAG, alguma militância nalguma ideologia nacionalista galega?
Espero que non empregues esa linguaxe para explicar o pobo o lusismo, porque senón non vas ter moito éxito. Acho.
Para min a Galiza é o territorio da comunidade autónoma galega. O demais son territorios onde tamén se fala galego. Por ter traballado en Portugal, e ter moitos amigos portugueses, esa "pretensión galega" de estender a Galiza ata onde se queira polo sur é ridícula. Coñezo ben as falas galegas e portuguesas e non hai nada que contradiga o nacemento dunha norma galega independente, na linguistica e na sociolinguistica. Hoxe en día o galego non é un dialecto portugués e iso é facilmente demostrable, O galego existe, pese a quen lle pese, e existe algo que pode chamarse galego estándar..ninguén minimamente enteirado da realidade pode afirmar que o thetaísmo non é estándar en galego,que formas como "chamades" ou "fai" non son estándares ou que " ao con nasal" non é estándar galego. O resto é simplemente expresar uns desexos que cada vez están máis lonxe de realizarse. Neste caso expresado nunha retórica incomprensible para o común da xente. Se algún futuro tén o galego na Galiza é na norma AGAL ou na RAG (moito máis próximas do que puidera parecer). A norma portuguesa só pode presentarse na Galiza como un estándar exóxeno, como o castelán
Quería dicir, que o "ao con nasal NON é estándar en galego, é claro como obvio.
E unha cousiña máis. Non confundo fala con escrita. Escribo fai, veñen (venhem), fixo, dixo, colliches (colheste) porque non as confundo. Falo con seseo e con gheada, con aspiración interna dentro da palabra, con palatización ocasional do s final, con redución de vocais no discurso coloquial (pra, ca, ghopo), con verbos locais, vén (por veu), facerei (por farei), con vocabulario local (mazanceira, gomariza, pezoia) que non uso nun rexistro culto (maceira, gomo, paporrubio, píntega). Estou a españolizar ou a lusificar o meu galego? (manzano/macieira, brote/rebento, petirrojo/pisco-de-peito-ruvo, salamandra/salamandra?).
Estou a usar formas xerais do galego, e iso está a acontecer en todas as escolas galegas. Viran os ollos ante a realidade?
Arzaya, sim confundes (muito pior) o "político-administrativo" com o "linguístico-cultural". Dizes: «Para min a Galiza é o territorio da comunidade autónoma galega. O demais son territorios onde tamén se fala galego.»
Imagino que (sendo também hispanófono) não te permitirás confusões equivalentes: Na Argentina fala-se "criollo" ("crioxo"), mas escreve-se castelhano (pronunciado "castexano"); aliás, a Argentina é estado diferente, independente, do espanhol...
Esses que dizes 'usos locais' «que non uso nun rexistro culto» podem estender-se, sem exageros e mesmo "naturalmente", ao registo culto (mais) universal que é o português comum, na Galiza -logicamente- com traços próprios, sobretudo no léxico. Olha (e permite):
«E uma cousinha mais. Não confundo fala com escrita. Escrevo "fai", "veñen" (venhem / vêm), "fixo", "dixo", "colliches" / "colleches" (colheste) porque não as confundo. Falo com "sesseio" e com "kheada", com aspiração interna dentro da palavra, com palatalização ocasional do "s" final, com redução de vogais no discurso coloquial ("pra", "ca", "ghopo"), com verbos locais, "vén" (por veio), "facerei" (por farei), com vocabulário local ("mazanceira", "gomariza", "pezoia") que não uso num registo culto (maceira, gomo, paporrubio, píntega).»
Pois isso, justamente, é o que acontece entre os reintegracionistas. Isso acontece com todos os falantes de qualquer língua, também da portuguesa.
Mas, salvo nos casos em que a língua em causa é elevada à condição de LÍNGUA NACIONAL pelo estado que assim a considera, no resto procura-se que o "registo culto" (que dizes) seja o mais universal possível, mesmo entre estados diferentes: Acontece com o inglês (e quantos "ingleses" há?), com o castelhano, com mesmo o francês...
Contudo, o Galego carece de estado que o eleve à condição de LÍNGUA NACIONAL. Antes, o estado, reino de espaÑa, em que se acha, o que está a fazer é reduzi-lo à condição oficial de DIALETO (nos usos) e
de quase crioulo (na formalização gráfica), ao tempo que procura que os usos orais sejam cada vez mais castelhanizados...
É essa situação à que estades a contribuir os partidários do chamado "galego normativo" ou "galego da RAGa" ou "galego da Xunta", sob pretexto de serdes fiéis ao Povo... (que não sodes!!!)
...
NOTA.- Não entendo esta parte da tua mensagem: «Estou a espanholizar ou a lusificar o meu galego? (manzano/macieira, brote/rebento, petirrojo/pisco-de-peito-ruvo, salamandra/salamandra?). Estou a usar formas xerais do galego, e iso está a acontecer en todas as escolas galegas. Viran os ollos ante a realidade?»
Arzaya, sim confundes (muito pior) o "político-administrativo" com o "linguístico-cultural"
ehhh? entón que é a Galiza? Matosinhos? Gaia non, claro, iso é terra de mouros. Até onde chega a Galiza? Castropol é claramente asturiano, ainda que fale galego. Lubián é zamorano, ainda que queira ser galego. Montalegre é portugués e se sinte portugués..e fala portugués (labrego mas portugués). Que é a Galiza para o Sr.?
"no resto procura-se que o "registo culto" (que dizes) seja o mais universal possível, mesmo entre estados diferentes"
Claro, como é sabido, o portugués europeo usa unha ortografía e un vocabulario idéntico ao brasileiro (con certeza "o galego universal"). Como é sabido a morfoloxía actual do galego é idéntica á brasileira. Como é sabido a tradición literaria actual e nos últimos séculos (bah, que é un século, non é nada) é igual na lingua á portuguesa e brasileira .
"Galego carece de estado que o eleve à condição de LÍNGUA NACIONAL"
Eh? entón estado é igual a nación? todo un clásico xacobino
" o que está a fazer é reduzi-lo à condição oficial de DIALETO (nos usos)"
De acordo coas teorías máis estendidas da linguística (desculpen a falta de diérese) un dialecto se tén categoría de oficial deixa de selo. O que vocé afirma é un contrasentido.
"quase crioulo (na formalização gráfica)"
Se é pola acentuación, dubido que se poida aplicar ese termo só por iso. Se é polo ñ, ignora por completo a historia da lingua galega (como de facto bastantes portugueses, mesmo cultos, que pensan que toda a súa literatura medieval foi escrita con nh..a literatura galega medieval é tamén portuguesa?)
"Não entendo esta parte da tua mensagem"
Acho que non entende ningunha parte, ou niñunha que din no dialecto tomiñés
Cumprimentos
Unha outra reflexión. A reintegración galego-portuguesa só precisa, ao meu entender de dous requisitos. Un é que fose desexada pola maior parte dos falantes galegos (hoxe non é é pero podía ser no futuro).
Outra que sexan admitidas as características galegas irrenunciábeis no portugués(çom etimolóxico, verbos galegos e vocabulario xenuíno historicamente conformados). Esta segunda condición parece ainda máis imposíbel do que a primeira, polo que penso que nunca veremos esa reintegración, tendo en conta o descenso paulatino do número de falantes...no mellor dos casos escribirase nun galego que permita un rápido "aprendizado" do portugués local europeo ou universal (o americano, sen dúbida, e por lóxica, nun futuro máis ou memos distante)
As formas gráficas "ão" e "ção" são simplificações de várias formas anteriores que na Galiza se mantiveram nas diferentes e dispersas falas. É o produto da EVOLUÇÃO na norma gráfica, na escrita da língua, cousa que na Galiza não se produziu por razões óbvias. Por isso essas formas (e outras) têm várias soluções orais possíveis, precisamente porque surgiram da necessidade de concentrá-las (as soluções orais) numa só.
Querer adoptar isso ou querer recusá-lo é questão de mentalidade e educação. Já sabemos que as poutas da castelhanização são fortes e agarram bem as suas presas, mas liberta-te, hom!, abre os olhos e abre o teu coração a um outro mundo possível.
Estou EM CONTRA do uso de formas em çao antietimológicas por indizir a erros e causar problemas de leitira. Questom nom menor. É rotundamente falso que "naçao, evoluçao (sic)" sejam calquer fase anterior da língua. Som formas novas geradas exclussivamente no estándar português e irrelevantes da história do galego (se algumha vez existírom nele). Nom é o mesmo que formas como irmao con til. Mais isso nom é o pior, som fonte de pronúncias erradas, como já tenho comprovado em lusistas con formaçom universitária (que nom acontecerá em pessoas "do comum"). Precisas extirpar um pouco mais do teu vocabulário galego, como pouta (que nom é estándar português internacional). Polos vistos, ser reintegracionista deve ser passar-se polo forro dos mesmos calquer norma (e desculpa que use a ortografia AGAL, para reflectir umha norma léxica tam pouco definida e errática como a reintegracionista)
Cales son as razóns obvias de que çom non derivase a çao en galego. Iso é linguística ficción..como pode saberse qué impacto terían na norma portuguesa 2-3 millóns de falantes galegos. Teríase unido Portugal a España no tempo dos Filipes? Terían entrado en enxurrada castelanismos no portugués, como aconteceu na época? Cal sería a capital de Portugal, Aveiro? Linguística ficción
Sobre a educaçao, se estou en contra do uso de çao é por saber portugués e por saber galego, non polo contrario. Non preciso mentalizarme de nada. Se o sistema de representación dos ditongos nasais produce frecuentes erros nos portugueses, que non acontecerá nos galegos, que non teñen ese sistema. O famoso vocalismo nasal ancarés (pronuncia máis que dialectal no galego) non se efectúa nos mesmos casos ca no portugués
Nos últimos cinco quinquénios o galego tem perdido mais falantes do que nos últimos dez séculos, até o extremo de correr grave risco de morrer na vida quotidiana dos mais novos e da povoação urbana. O galego está sendo reduzido a um simples símbolo, como o hino e o polvo à feira. Fora usos rituais na politica e nas instituições, a língua não é usada na altura pola maioria dos membros dos distintos grupos sociais. Que isso tenha acontecido simultaneamente ao processo pelo qual se lhe outorgou ao idioma uma norma e um status legal é elucidativo. O galego passou de língua maioritária à fraca sobrevivência em âmbitos limitados, quase conspirativos; de língua de aldeãos ignorantes a língua de cultivo mormente literário, se bem com uma norma acastrapada.
Como mesmo os notáveis do “establishment xunteiro” não podem deixar de reconhecer –ainda que seja negativamente– o idioma está cercado por todas partes menos por uma: Portugal (“o galego corre o risco de ser absorvido pelo português”, disse Barreiros) Fecharmo-nos essa fronteira seria mal assunto para a resistência prolongada que se entrevê frente ao potentíssimo castelhano com todo seu arsenal mediático, científico e cultural, e sua projecção internacional. O futuro poderia ser semelhante ao do gaélico em Eire. Por outra banda, uma união com a lusofonia, a que pertence-mos por direito próprio, garantir-lhe-ia ao galego uma influência e uma autoridade acrescentada. Assim os rapazes deixariam de ver o castelhano como a língua dos triunfadores, como idioma de êxito social. Penso que ficar sós, dada a proximidade com o castelhano, significaria desaparecer como língua independente em poucos anos.
Arzaya, vou explicar-lhe duas das suas dúvidas:
1.- «" o que está a fazer é reduzi-lo à condição oficial de DIALETO (nos usos)".- De acordo coas teorías máis estendidas da linguística (desculpen a falta de diérese) un dialecto se tén categoría de oficial deixa de selo. O que vocé afirma é un contrasentido.»
COM.- O "galego", caro, é «lengua también oficial» na CAG, junto da castelhana (ou "castelá"). Mas essa condição de "oficial" não é nem muito menos OFICIAL, como sim o é a castelhana (ou "castelá"). Desta diz-se que "todos los españoles tienen el deber de conocerla", enquanto do "galego" só e unicamente se diz que 'os domiciliados na CAG têm direito de a conhecer'. A consequência imediata é que nenhum cidadão espanhol pode alegar desconhecimento de castelhano, mentres que os cidadãos "galegos" sim podem alegar desconhecimento de "galego" perante os órgãos da Administração e outras entidades.
Deixo de lado a curiosa e subsidiária formalização a que o reino de espaÑa submete, mais cada vez, às falas galegas.
2.- Por ex., o Ñ, caro, não é letra galega, nunca o foi. Veja a documentação medieval: o fonema /Ñ/ (permita a liberdade de usar o AFN espaÑol; acho que nos entendemos) nos textos GALEGOS medievais é transcrito como N, como NN, como NJ, como NH, depende. Contudo, se aparece NH, escrito, sempre deve ser lido /Ñ/, mas não se aparece N ou NN (ñ?).
Mauricio se chegas aos 1.000 comentarios danche o Vieiro de Ouro.
Ei, que não seria Maurício quem chegasse, que seriamos nós! ;-)
E avante o debate. Falemos e razoemos.
(Arzaya, não há nenhum sistema ortográfico ideal, o que há é o que há, tomemo-lo ou deixemo-lo e depois façamo-nos responsáveis das consequências)
Arzaya, num comentário seu diz: «Precisas extirpar um pouco mais do teu vocabulário galego, como "pouta" (que nom é estándar português internacional).»
Vejo que noutros comentários insiste no vocabulário descomum (?) para concluir na precisão de utilizar grafias diferentes em "galego" e em português e, ao cabo, para "justificar" que são línguas divergentes.
Por que "pouta" não pode constar em dicionários do português comum? É opção SUA, do arzaya (e doutros), insustentável. Constaria, se quer, com uma anotação: "de uso comum na Galiza". Observe que não digo nem coloquialismo, nem dialetalismo, nem regionalismo sequer.
Porque há outras palavras nos dicionários portugueses que são "de uso comum na Galiza" e também noutras partes da Lusofonia.
Igualmente, o caso de palavras que na Galiza (nalgumas partes da Galiza) tiverem um significado (dominante) e noutras partes da Lusofonia tenham outro, também não é razão para dividir uma língua em duas.
Quanto à morfologia (tratamento dos sufixos), igualmente também não impede que uma língua seja UNA o facto de numa determinada zona ser preferi