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Celso Álvarez Cáccamo

Chapapote linguístico

11:45 10/03/2009

Ressuscitam os cadáveres dos velhos navios peçonhentos nas nossas costas? 

A Alberto Núñez Feijóo, filho de Iribarne


Ressuscitam os cadáveres dos velhos navios peçonhentos nas nossas costas? Voltamos a recolher o lixo físico deixado nas nossas praias primigénias pola imprudência dum governo?  Não.  Mas nestes dias anda a garrar a curta distância dos nossos olhos um enorme monstro que começa a deitar palavras de ameaça no país. É uma alta máquina oxidada que quer impor a sua sombra uniforme sobre o nosso enxame de pequenas barcas que sempre funcionou em rede, como as sociedades reais, a se comunicarem com vozes antigas e inquestionáveis atravês do mar, e do mar às beiras, e da costa ao interior, para leste e para sul, até às fronteiras difusas do país verdadeiro que não conhece linhas traçadas em mapas de plasticina. É uma máquina que com a sua simples presença impede a pesca vital e com o seu balbúrdio ensurdece o labor secular. Não é uma máquina estrangeira, mas um experimento sem sentido duns poucos poderosos, um engendro que nunca devêmos permitir existir, pois foi armado enquanto o contemplávamos nas mesmas indústrias e com as mesmas engrenagens que produzem o papel escrito que muitas pessoas lêem cada dia como se fosse a sua verdade. No seu costado obscuro que ressuma águas esluídas vê-se em grandes letras de pau o nome do projeto, e é esse nome que nos quer pôr medo, porque o engenho metálico em si não tem qualquer outra função que levar o lema de vila a vila dos nossos mil quilómetros de costa, enturvar as águas e os campos, e deixar-se ler sempre, a toda hora, desde faros e campanários, desde cantis e calas, desde casas senhoriais e prédios pintados nas cores das gamelas. A nau caduca que estes dias anda a garrar pola Galiza diz, polos dous lados, LENGUA ÚNICA.

A máquina das duas palavras ameaça com romper as redes deitadas entre os barcos de baixura. Se a deixarmos, ameaça com esnaquizar as rochas que são o domínio de antiquíssimos sustentos. Quer entrar pola estreita foz dos rios a rachar as beiras até às fontes, e que as crianças que brincam pé da água leiam em toda hora com assombro: LENGUA ÚNICA. A enorme máquina quer pousar nos peiraos das cidades e ser contemplada durante horas cada dia, a bruar pola gasta chaminé o seu som disforme com o vapor que sai doente das caldeiras alimentadas por ressessos eucaliptos. Se a deixarmos, quer chegar abrindo canais de terra até ao coração de pedra do país, e atracar em perigosa inclinação ao lado do portento barroco do Obradoiro, arrodear por todas direções o irrepetível penedo cinzelado e criar uma enorme fossa seca até à Azevicharia, até à Quintana, a rinchar com o metal em lascas as únicas palavras que conhece, em atroz grito de animal primitivo: LENGUA ÚNICA!

E, exaurindo os seus folgos por cortar o país em pedaços, daí a máquina doente quer continuar de vila em vila, arrastando no seu passo campos e escolas, livrarias e vinhedos, o monstro de metal quer entrar polo sul e sair polo nordeste, voltar a entrar por Fisterra e voltar a sair polo Minho, pouco a pouco, durante anos, durante os anos em que dure esta geografia, na sua inútil ilusão de chegar alguma vez a algures, empurrado sempre ridiculamente por detrás atravês das terras de labrança por um feixe de homens e mulheres em roupas de domingo que só levam um sorriso infantil crescido da ignorância e que são incapazes de proferir qualquer frase inteligível fora do lema sob o qual nasceram, sob o qual a sua memória vazia nasceu, o único lema que sabem ler após séculos a servirem o amo da lonjura, a legenda  aqui impossível LENGUA ÚNICA.

Mas nós, a gente que observamos, e que somos mais, e que temos mais os pés na terra, e que contemplamos o plano desenhado para o absurdo diplodoco, nem vamos permitir que se achegue mais às costas qualquer insensato edifício sem guia. Com ganapães e forcas, agulhas e palavras, com livros e martelos, expulsaremos longe o monstro para que nem comecem a aboiar entre os sargaços fios do chapapote linguístico que ele alberga e representa. Com ganapães, forcas, agulhas, livros e martelos restauraremos o sentido dum país que nunca conheceu a mentira desse lema nem a mentira doutras consignas que dizem o mesmo com adjetivos inventados. Frente à pobreza gutural desse ser acabado que recita em ladaínha a única sentença com que foi concebido nas indústrias de papel duns poucos poderosos enquanto ingenuamente olhávamos o seu chafariz de faíscas azúis, conjugaremos, já estamos a fazê-lo, um triângulo de palavras decisivas, transparentes, agudas, que com a vontade coletiva acabará por abrir furos de constância, já está a abri-los, na linha d’água da triste armada solitária que é adversária de nós e portanto de si própria. Nunca mais neste país a aberrante LENGUA ÚNICA sob outros subterfúgios, e sempre mais, desde todos os lugares, não por cântico nem por redenção nem por defesa nem por revolta gratuíta, mas pola pura lógica da História que fazemos, sempre mais GALEGO, SEMPRE MAIS.

GALEGO SEMPRE MAIS.

4,08/5 (51 votos)


Comentarios (25)

OBSERVADOR #1 10/Marzo/2009 OBSERVADOR
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Pois seja, GALEGO SEMPRE MAIS!!

EVAZSOU #2 10/Marzo/2009 EVAZSOU
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GALEGO SEMPRE MAIS!! GALEGO SEMPRE MAIS!!

Muito bom e panfletário texto.

E que entendam que ganhar ganhariam, fazendo trampas, mas que nem ganharam por tanto nem têm um apoio social como para tanta cousa.

À gente não lhe interessa o confronto sobre a língua, de feito nestas eleições evidenciou-se que os galegos não querem ter o confronto na mesa. Portanto vão governar mui pouco se entram por aí. Porque vão achar esse confronto e conflito que nem eles nem a maioria dos votantes quereriam.

suso #3 10/Marzo/2009 suso
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CHAPAPOTE LINGUISTICO....NUNCA MAIS...!!!!!!!!!

GALEGO, SEMPRE MAIS........!!!!!!!!!!!!!!!

luisfoz #4 10/Marzo/2009 luisfoz
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Muito bom!!

pjrngw #5 10/Marzo/2009 pjrngw
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Ave María purísima:

Amadísimos hermanos míos:

Habéis de saber que Dios Nuestro Señor no entiende el gallego. Y si entendiera esa primitiva y aldeana lengua, se sentiría ofendido de que un cristiano se dirigiera a Él en ese dialecto separatista y propio de los que pertenecen a la Antiespaña, a esos enemigos de Dios a los que con tanto heroísmo combatió nuestro llorado Caudillo, que hoy goza en el cielo del Altísimo por toda la eternidad.

Menos mal que ahora va a gobernar nuestra región el partido popular, tan grato a los ojos del Señor y único partido por el que todo buen cristiano debe votar. Este obispo espera que el PP, siempre con el aliento crítico de la cadena COPE, la emisora de los santos obispos españoles, defienda sin titubeos la españolidad de Galicia y el idioma castellano, lengua española por excelencia y lengua de aquel añorado imperio en el que no se ponía el sol, de manera que todos sus habitantes estaban morenos en una época en la que no había problemas de agujeros en la capa de ozono ni les importaba el cáncer de piel a aquellos valientes y heroicos españoles, siempre dispuestos a conquistar imperios al servicio de Dios y España.

Palabra de Dios.

pitiriti #6 10/Marzo/2009 pitiriti
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Comentario mal valorado polos lectores. Ver



DePeixes #7 10/Marzo/2009 DePeixes
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Para pitiriti:

Neno, paréceme que es ti quen debe tomarlle un algo: por exemplo, un tila.

E logo non ves que pjrngw está facendo uso da RE-TRAN-CA?

Un saúdo amigábel.

luisfoz #8 10/Marzo/2009 luisfoz
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Excelente humor o demonstrado no quinto comentário

lenin #9 10/Marzo/2009 lenin
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Moi bo o comentario de Celso e o de pjrngw. XD

AGIL #10 10/Marzo/2009 AGIL
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Penso que pjrngw (voz impronunciável e initeligível para os hispanófonos) tem toda a razao: Deus desde sempre falou castelhano, mas para dissimular fez com que os seus livros sagrados fossem escritos em hebreu, em arameu, em grego e por fim, graças ao Constantino, em latim, línguas menores se as ombreamos com a nacional do reino bourbónico.
E isso o sabem bastantes dos cregos na Galiza, a começar pelos bispos... Portanto, pj... tem razao. Louvemos o seu grande sentidinho... e o meu!!
...
Entendo o artigo co Celso, mas anda errado: Qual foi o partido que mais se ocupou do Galego? E Fraga, o seu dono (do partido), nao é lusista... em Portugal?

ANGR #11 10/Marzo/2009 ANGR
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Parabéns a Celso polo artigo.

Penso que na rede devemos falar desde já da manife do 17 de maio. Há gente que já o está a fazer e acho que tod@s devemos funcionar como alto-falantes da convocatória para que esta seja excepcionalmente numerosa.

Contra a LENGUA ÚNICA, manifestação linguística do PENSAMENTO ÚNICO ultraliberal e españolista, O 17 DE MAIO TOD@S A COMPOSTELA!

Tino #12 11/Marzo/2009 Tino
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Pequenas batalhas ganhas:

Já consegui q o restaurante bar ao q habitualmente vou deixe de comprar o jornal La Voz de la Instulticia. Foi simples: se o seguian mercando non volveria.

Sr_J #13 11/Marzo/2009 Sr_J
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#12: Bem feito!!

Concha-Rousia #14 11/Marzo/2009 Concha-Rousia
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Muito bom, Celso...

GALEGO, SEMPRE MAIS !!!

mceleiro #15 11/Marzo/2009 mceleiro
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#12 Para eles não somos pessoas, somos consumidores. Pois boicote. Nos seus petos, que é onde lhes dói. Como os catalãos. GALEGO SEMPRE MAIS!!!


PS: Alguém se anima a desenhar autocolantes para o carro com a consigna do Celso? Que nos tentem multar...

Celso #16 11/Marzo/2009 Celso
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Car@s, obrigado polos comentários.

mceleiro, eu quero um autocolante!! ;-). Mas apenas uma pontualização: nenhuma palavra (de nenhuma língua) é "de". Essas três palavras, fortíssimas, sempre estiveram aí, no país nosso, preparadas para serem unidas nessa ordem, e agora simplesmente aparecem para serem usadas, com esses três acentos, para serem ditas e sentidas.

GALEGO SEMPRE MAIS!!!

laurinha #17 11/Marzo/2009 laurinha
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Gostei do texto do Celso

galego, Sempre mais

Boa palavra de ordem para a movimentaçom

parabéns e beijos

Laurinha

Indixenanoapartheid #18 12/Marzo/2009 Indixenanoapartheid
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Parabéns a Celso
#5 Señor Bispo de Constantinopla: non deixe vostede de iluminarnos
coas súas santas e cachondas palabras nestes momentos. Que non falle o humor. Amén.

mceleiro #19 12/Marzo/2009 mceleiro
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Desculpas, Celso. Onde dixem "de" leia-se "magistralmente ordenadas por".

Contudo, as palavras (todas) são "de", num regime de propriedade colectivo dentro desse património imaterial chamado cultura.

Dele mais que proprietários somos usufrutuários, e ninguém tem direito a destruir essa riqueza. Por muito presidente que se seja. Só há o direito a acrescentar SEMPRE MAIS.

Saludações, e GALEGO SEMPRE MAIS!



PS: Aduaneiros voltai! Galiza precisa de vós!

pjrngw #20 12/Marzo/2009 pjrngw
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Ave María purísima.

Mire usted, don AGIL:

Este obispo sabe de muy buena tinta que el Señor, las tres personas de la Santísima Trinidad, allá en los cielos, tiene a gala hablar en español con la Santísima Virgen, con ciertos santos y con el Caudillo, así como las tres personas de la Trinidad entre ellas, que al fin y al cabo son un solo Dios verdadero, tal como nos enseña la Santa Madre Iglesia.

El español o castellano es para Dios, después del hebreo, lengua de su divino Hijo hecho hombre, la lengua más querida, por ser la lengua de la patria a la que Él asignó la sagrada misión de ser la reserva espiritual de Europa. No en balde fue un ejemplar español y gallego su brazo ejecutor, el cual, estando caminando por las llanuras de Castilla en aquellos nefastos tiempos de la república meditando sobre los males de la patria, oyó un estruendo al que siguió la voz del Señor, que le decía: "Paco, hoy España está cayendo en las garras del laicismo, el comunismo ateo, la masonería y el separatismo, las mujeres se están igualando en derechos a los varones, no acatando la patria potestad y la debida obediencia al marido... y miles de males más que aquejan al ser de España. En consecuencia, Paco, te encomiendo llevar a cabo una Cruzada para librar a la patria de las hordas rojas y de todos los elementos disolventes de la España eterna, la de don Pelayo, la del Cid campeador y la de los Reyes Católicos". A lo cual nuestro Caudillo respondió postrándose de rodillas y diciendo: "Oh, Señor, tú ordenas y yo obedezco. Amén". Y así fue, gracias a lo cual los españoles disfrutamos de 40 años de paz, alegría, extraordinaria placidez y justicia, dirigidos con pulso firme por aquel hombre irrepetible que la Providencia nos regaló. Una España católica, confesional, sin comunismo, sin separatismo, sin masonería, sin homosexualidad, sin divorcio ni preservativos, sin partidos políticos, sin huelgas, con decencia, con plena libertad para emigrar, con respeto a la autoridad, caminando cara al sol con la camisa nueva por rutas imperiales, con libertad sin libertinaje y, por supuesto, con el castellano como único idioma oficial, dentro de una ordenada democracia orgánica, en una España grande y libre.

Hoy el principal vínculo que nos queda con aquella España gloriosa está representado por el PP, partido creado por exministros del Generalísimo Franco y de los que aún queda la reliquia de don Manuel Fraga Iribarne, ejemplar ministro de Información y Turismo de aquel régimen de paz y temor de Dios, al que la sabiduría de los gallegos puso al frente de la Junta de Galicia durante tantos años, que ya antes y de nuevo ahora, han votado por el PP también sin don Manuel. Este pastor de almas tiena ahora puestas sus esperanzas en ese joven y prometedor político que es don Feijoo, alumno aventajado del ministro de nuestro añorado Caudillo por la gracia de Dios.

Reciba, don AGIL, mi bendición apostólica.

Palabra de Dios.

Benchoseiv #21 13/Marzo/2009 Benchoseiv
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PITIRITI.Trabucachete.por erro ,por inhorancia ou por interés.
PJRNGW.manifesta,irónicamente ou com retranca, uma realidade.Decatéime,que deus nâo entende galego,cando tinha bem poucos anos.
Pregolhe que nâo alporese,pró; a sua escrita galega nâo é moi axeitada:"che senta".-séntache.

Benchoseiv #22 13/Marzo/2009 Benchoseiv
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TINO #12:
Estando no Pazo de Bendoiro,restaurante perto de Lalim,restáurado com dinheiro dos galeg@s doado por mister Fragha,achegase onda nós o camaréiro falando castelâo.
"Tenemos bla,bla,bla,merzula a la romana,y,de carnes blabla bla borrego".
Borrego?.Pro....,nos estamos num comedor ou numa leira?.Eu nâo vexo nenlhum rego.Nem bom nem ruím.
Perguntolhe,era um rapaz novo,se nâo sabia falar galego(nós assím o facíamos)e respostame que sím,mas que nâo lho permitiam.
Diagalhe o séu maitre que venha cá.
Escoitenos,senhor;necesitamos que nos atenda um camaréiro que fale a nossa lingua,pois ha posibilidade de erros e confusóis de compresión.´Se assim nâo fose,teremos que percurar outro restaurante onde sexa posibel aconteza o que estoulhe a dicer.
PELO PÁM,BEILHA O CÀO!.
Eramos oito pessoas.Duas galegas e seis portuguesas.
O rapáz xa póido falar coma nós.

AGIL #23 14/Marzo/2009 AGIL
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Abrigado que estou por me teres bendito, meu pj... Como nos entendemos os crentes na transcendência democrática do reino bourbónico! Abençoemos a todos os deuses, aos certos e aos incertos! Os seus profetas, como Méndez el Romeu, el Frijol e outros do partido único pEpEsoE) estão nestes dias mostrando-nos o caminho verdadeiro! Bendigamo-los também!

koroshiya_itchy #24 15/Marzo/2009 koroshiya_itchy
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#20 "El español o castellano es para Dios, después del hebreo, lengua de su divino Hijo hecho hombre, la lengua más querida, por ser la lengua de la patria a la que Él asignó la sagrada misión de ser la reserva espiritual de Europa."

de acordo com as lendas cristas: a lingua da personagem mitologica Jesus Cristo nom era o hebreu, mas o arameu. umha lingua muito minoritaria na regiom naquela altura.

Hispanico #25 15/Marzo/2009 Hispanico
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Bravo, Celso!
Fermosa parábola.

GALEGO SEMPRE MAIS!

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Celso Álvarez Cáccamo

Celso Alvarez Cáccamo naceu en Vigo en 1958. É profesor de Lingüística na Universidade da Coruña. Esta é a súa web. »



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