Embora a Conselharia de Educação da Junta da Galiza semelhe estimar que qualquer forma de informação ou de debate constitui uma forma de coacção, o certo é que a rede ferve estes dias com discussões sobre qual deve ser, enviesado inquérito mediante, a futura política linguística educativa na Galiza. Tecnicamente falando, a mãe de todos os debates é a quota que deve corresponder à língua galega no ensino. O incumprido 30% não satisfazia plenamente os que querem dotar o galego da categoria de língua nacional. O salomónico 50% tem a capacidade de exasperar os que vêem no galego um estorvo de terceira categoria no contexto duma Espanha que desejariam mais homogénea. Detrás do véu da disputa percentual descobrimos, como não poderia ser outramente, que o debate real consiste em dirimir qual tem que ser o status que a língua galega ocupe na nossa sociedade. Repare-se aliás, perspectiva preconceituosa, em que sempre falamos da quota que deve corresponder à língua galega no ensino galego e nunca da quota que deve corresponder à língua castelã no ensino galego, nem muito menos da quota que deve corresponder à língua galega no ensino murciano. Partimos da base implícita de que o galego, como para o caso qualquer outra língua distinta do castelão, são contingentes e que apenas este é necessário.
Cingindo-nos ao estritamente académico, sempre acháramos um bocadinho absurdo e até contraproducente o sistema de quotas linguísticas, vigente na Comunidade Autónoma galega depois da proclamação da segunda restauração borbónica na Espanha. Que sentido tem, por exemplo, que uma aluna remate o ensino secundário sabendo todas as matemáticas em castelão e toda a biologia em galego? Para os que anseiam a eutanásia, quer activa, quer passiva, para o galego, a solução a este dilema é clara: tudo em castelão e pronto. No outro cabo do espectro, a maioria dos que apostam pelas mil primaveras mais para a nossa língua não ousam, contudo, propor um outro modelo.
Cientes de nadar contracorrente, vamos teimar mais uma vez numa possível terceira via para o galego: uma solução à la luxembourgeoise. Tem Luxemburgo três línguas oficiais: luxemburguês, alemão e francês. O luxemburguês é uma língua germânica muito próxima do alemão, embora com influências do francês (as analogias com o caso galego são evidentes). Ora, como pode um país ter três línguas oficiais? De acordo com determinados neodarwinistas-pró-etnocidio-ativo uma tal situação arriscaria a provocar o colapso neuronal dos mais jovens para além de desencadear traumatizantes conflitos cognitivos e emocionais. Impossível. Porém, que não se espalhe o pânico, não semelha ser o caso. Vivem as crianças e adolescentes luxemburgueses umas vidas tão tranquilas como lhes permitem as suas hormonas e não parece que essa placidez de carácter se veja alterada na idade adulta.
O leitor que tenha tido a paciência de ler até aqui, estará a perguntar-se qual pode ser o segredo que explicaria tais maravilhosos portentos. Os segregacionistas imaginarão um Luxemburgo dividido em comunidades linguísticas fechadas onde os pais escolhem a língua veicular do ensino e erguem altos valados linguísticos para que os seus pequenos não se contaminem de patois nenhum. Os partidários das quotas suporão que os luxemburgueses falam de química apenas em alemão, de gastronomia em francês e de história em luxemburguês. Felizmente, a realidade é distinta.
O sistema luxemburguês de ensino está dividido, no que diz à língua veicular, em três etapas. A primeira etapa cobre o ensino pré-escolar e a maior parte da primária e nela produz-se uma imersão linguística quase completa em luxemburguês, estudando-se também as línguas cooficiais, alemão e francês, e outras como o inglês. É o luxemburguês um povo próspero e orgulhoso (poderia ter chegado a ser próspero sem ser antes orgulhoso?) e como tal, cuida do seu património, incluindo sem dúvida no conceito de património tudo o que atinge a sua herdança cultural e linguística. A língua luxemburguesa tem de ser, já que logo, o primeiro. Ao longo do ensino primário produz-se uma paulatina substituição do luxemburguês pelo alto-alemão, que passa ser língua veicular nos últimos anos da primária. Por último, durante a secundária, o alemão vai sendo progressivamente substituído pelo francês, que é a língua veicular nos últimos anos da secundária. Assim, para obter o diploma de Nível Secundário de Educação o alunado deve demonstrar uma competência adequada das três línguas oficiais e ser capaz de se desenvolver com fluidez em todas elas qualquer que for a matéria de conversação.
Mas a complexidade da situação linguística luxemburguesa não se restringe à aprendizagem das três línguas cooficiais. Num país de meio milhão de habitantes que concentra vários milhares de funcionários públicos das instituições europeias, provenientes de 27 países, na sua capital, o inglês tem-se convertido em mais uma língua franca de facto. Para mais, como todo país próspero, Luxemburgo é receptor de imigração. Entre os imigrantes predominam amplamente os portugueses e os oriundos doutros países galegófonos, resultando que a nossa língua é a quarta mais falada no país, atrás apenas das três oficiais, o que faz com que muitos documentos informativos e formulários oficiais sejam disponibilizados também em galego-português.
Se a diversidade linguística vem sendo um castigo divino, nesta pequena Babel que é o Luxemburgo, não virarão tolos os seus habitantes ante semelhante galimatias linguístico? Não. Adestrados os cérebros no plurilinguismo desde o berço, os luxemburgueses mostram uma grande facilidade para aprender línguas, adaptam-se com naturalidade à língua do seu interlocutor e participam como se nada se passasse em conversas multilingues. Vemos, pois, como o respeito e conservação do legado dos nossos antepassados é perfeitamente compatível, e ainda facilita, o multilinguismo e o cosmopolitismo. O luxemburguês é ponte entre duas das línguas mais importantes da Europa, assim como o galego é ponte entre duas das línguas mais extensas do mundo.
Para finalizar, quisera oferecer apenas um pequeno exemplo de como os luxemburgueses souberam também monetarizar este imenso capital linguístico. Não é por acaso que a maior companhia europeia de rádio e televisão, o RTL Group, sedeado no Luxemburgo, tivera as suas origens na Compagnie Luxembourgeoise de Télédiffusion, que foi conquistando mercados progressivamente, em parte, graças à sua facilidade para oferecer conteúdos em diversas línguas (originalmente luxemburguês, alemão, francês, inglês e neerlandês). Vamos capitalizar nós também a nossa riqueza linguística ou vamos deixá-la esmorecer definitivamente?
Como che leiam os de GB toleiam.
os de GB xa tolearon hai tempo.
ademáis serían incapaces de ler nesta estrana língua "inventada"
Concordo, para além um prazer ser o seu vizinho...
Ernesto
Acho muito edificante este artigo de Edelmiro Momán. Parabéns pela clareza expositiva.
Quanto a Raimundo, a sua equiparação entre franquistas e mestres catalães é uma infâmia, uma indecência e uma provocação. Vá para a caverna de onde saiu!
A diferenza amigo Rosaliano e que o Edelmiro Moman tem mundo e olha ao mundo desde a sua perspectiva galega. O sr Raimundo mora na sua caverninha espanholeira onde nom ha mais mundo que esse microcosmos que nom deixa de reproducir...
En Galicia, en galego na primaria, en castelán, na secundaria... e en ingles todo o tempo...
Oiche Raimundo infame..e que acontece com o filho do trabalhador senegales, romeno, russo, etiope, etc etc...Esse pra ti nom e respectabel??? Na Galiza em galego...no mundo semelha que em ingles..e logo o demais o que se queira (umha terceira lingua sempre seria desejavel apos da nacional e da internacional, que deveria ser a familiar se esta difire da nacional coma ja acontece numha milheirada de expemplos que o sr RaiEspanha ignora no nomo do seu espanholeirismo recalcitrante)...O resto e puro nacionalismo espanholeiro e infamia apos infamia do sr Raimundo
Obrigado aos parabenizadores e comentadores em geral. Nomeadamente ao erudito Ernesto, do qual sou um grande fã. Espero que tenhamos oportunidade de nos conhecer em pessoa num futuro não muito distante.
Miro
Parabéns Miro, excelente artigo! Mas será um sistema idêntico a este, um sistema linguístico multi-normativo, um caminho para a Galiza? A língua galega, na normativa ILG-RAG, seria a primeira. Ao longo do ensino primário produzia-se uma paulatina substituição da normativa ILG-RAG pela do padrão internacional, que passaria a ser a normativa veicular nos últimos anos da primária. Durante o secundário, o padrão internacional galego iria sendo progressivamente substituído pelo espanhol, que seria a língua veicular nos últimos anos desse secundário? Será isto alguma vez humanamente possível e desejável?
"quotas linguísticas", grande metáfora atual e social, agora que vão ser liberadas as tais "quotas leiteiras"...
Parabéns pelo artigo. Hoje há três artigos muito interessantes, muito bem escritos e com os temas muito bem tratados na seção de COLUNAS de Vieiros.
Parabéns polo artigo, das cousas mais esclarecedoras dos últimos tempos. Amostra também que o que persegue este governo galego pouco o nada tem a ver com o galego, nom sendo a planificada eliminaçom.
De Raimundo, que já o conhecemos, folgamos sequer fazer-lhe qualquer comentário, o seu objectivo neste foro nom é outro que pulsar a nossa resposta para saber como nos atacar, ou isso ou está simplesmente louco e com pouco trabalho e muito tempo para semear ódios. Nem paga a pena ler o que escreve, valorar-lhe o comentário à baixa para que desapareça e nom moleste já é tomar demasiado trabalho em colaborar com Absalom.
parabens polo artigo. ben escrito e clarificador.
Ademais fas unha grande pregunta, que está íntimamente ligada ao noso problema da lingua. "É o luxemburguês um povo próspero e orgulhoso (poderia ter chegado a ser próspero sem ser antes orgulhoso?)".
Ninguén vai escribir sobre esta cuestión?
Caro Neo,
Nesse ponto permiti-me usar, se calhar abusar, uma calculada ambiguidade. Vejo três opções:
1) Galego-castelão / castelão / inglês
2) Galego-castelão / galego-português / castelão
3) Galego-português / castelão / inglês
Obviamente, escrevendo como escrevo, não resulta difícil deduzir que eu apostaria pela opção 3, que é a única que aproveita todas as potencialidades do modelo. As outras ficam tocas.
Mas bom, como já ambas as duas opções soam a ciência-ficção no mediocre país que temos, optei por não definir a minha postura....
O xis da questão não era esse. O xis da questão era simplesmente mostrar com um exemplo que há outros sistemas possíveis e muito mais eficientes.
La reina es-coja.
Miro
A pergunta é: quantos pais estariam dispostos a asumir o português como língua veicular? A outra questom é, que partido via permitir o uso do português como veicular na escola galega?
A terceira questom é: enquanto nós discutimos, teorizamos..umha parte da sociedade galega (?), nom sabemos que percentagem, decidiu que quer prescindir por completo do galego.
#15 !!!!!
Arzaya, meu zeus, você em reintegrado? Parabéns!!!!!
«1)quantos pais estariam dispostos a asumir o português como língua veicular?»
Isso só se poderá saber quando a gente saiba que fala português. Um português galego, bastante estragado pelo influxo nacionalista espaÑol na Galiza.
«2)A outra questom é, que partido via permitir o uso do português como veicular na escola galega?»
Qualquer partido que não seja nacionalista espaÑol. Depois de ter acontecido o que digo em 1).
«3) A terceira questom é: enquanto nós discutimos, teorizamos..umha parte da sociedade galega (?), nom sabemos que percentagem, decidiu que quer prescindir por completo do galego.»
Tu mesmo o dizes: DECIDIU QUE QUER PRESCINDIR. Isto é, que o galego, o português galego, o que a gente fala não só EXISTE senão que tem tanta PRESENÇA que alguns, não sabemos quantos, decidem deixá-lo de lado (quando podem).
Sempre esquecemos isso de QUANDO PODEM. Porque não podem sempre. Não podem sempre. Na Galiza pode viver-se hoje sem conhecer que existe um conflito linguístico, cultural e social grande com a EspaÑa? Não senhor. Outra cousa é que a gente não fale disso no supermercado ou na rua. Mas na casa todos sabemos o que há.
Também têm ajudado muito os GaBis. E o PP...
#4 "En Galicia, en galego na primaria, en castelán, na secundaria... e en ingles todo o tempo... ou as variacións que queiranse..."
Raimundo, simplificas e omites cousas de importância. A equivalência óbvia é: galego->luxemburguês, português padrão->alto alemão, castelão->francês. Logo, o esquema luxemburguês aplicado em Galiza é: nos primeiros anos, TODO EM GALEGO. Progressiva substituição do galego polo PORTUGUÊS PADRÃO durante a primária. Durante a secundária, progressiva substituição do português polo castelão, que só seria veicular nos derradeiros anos. E durante todo o tempo, inglês como língua estrangeira.
Com este esquema TODOS OS NENOS seriam escolarizados inicialmente em galego. Todos aprenderiam, a seguir, a norma internacional do galego (português). E só com 15, 16, 17 anos teriam aulas em castelão. Os seres que povoam o teu imaginário, esses castelão-falantes filhos de trabalhadores imigrantes (irmã de Messi incluida) teriam que aturar/sufrir, até entrada a adolescência, um ensino veiculizado em galego-português! Não é este o pior dos teus pesadelos? Não me digas que estás de acordo, hom!
Já podes ir engadindo aos luxemburgueses à tua lista de "señoritos feixistas", fai-lhes um oco a carom de catalães e bascos.
Sr_J,
A cousa não é exactamente assim, já que as línguas cooficiais são estudadas todos os anos, para além de que etapa e etapa há uma transição paulatina, polo que, na verdade, as etapas são períodos de transição em si próprias.
Miro
O que aconteceria nos dous últimos anos da secundaria é que o ensino seria na íntegra em castelão (ou inglês, dependendo do modelo elegido), com excepção das matérias relativas à aprendizagem das outras línguas.
Excelente artigo, Edelmiro :)
Raimundiño seica te colleu un andazo: "...un ensino feixista que esmaga aos fillos dos traballadores..."Son traballador, fillo de traballor e vivo e traballo en Cataluña non hai tanto...dez anos.O meu fillo ten o galego como língua materna/patera, e máis fala català e castelán sen diglosia, sen preconceitos. Na casa hai libros nas ters línguas. E comeza co inglés. Os idiomas non son feixistas. O problema de Cataluña é o continuum co ensino franquista que se vai producir
nos anos de governo de CIU, máis de vinte. Quer dicer, desvio de fondos para promover o ensino concertado relixioso a costa de enmagrecer a escola pública. Deberías axir, tanto preconceito non é bo para a saúde.Se vives e traballas en Cataluña o teu(meu) problema é Galiza mais non a terra de acollida.
Eu non é por molestar, mais o galego non é o mesmo co portugués? entón para que ensinar galego? o luxemburgués, o alemán e o francés, son tres idiomas. O galego, o portugués e o castelán, son tres idiomas? eu estou de acordo co modelo, o que non entendo é como podedes estalo vos. (quizais fainos falla un pouco máis de orgullo luxemburgués)
excelente artigo.
como melhoram cada dia a qualidade do colunistas em todos os aspectos
muitos parabens, laurinha
Arzaya, olha a proposta do Fórum Carvalho Calero quando foi de fazer uma proposta de estatuto autonómico, e como se introduzia o português como veícular. Quantos nom iam querer isso
http://www.agal-gz.org/modules...
era um jeito bem viável de fazer cousas
Laurinha
Dear tranqui,
O modelo deve ser integrador. Eu pessoalmente acho que o galego e o português são a mesma língua, mas estaria aberto a um modelo não inspirado nesta noção sempre e quando cumprisse duas premissas básicas:
1) Imersão em galego (qualquer versão) preferencialmente no pré-escolar e na primaria.
2) Inclusão da variante internacional do galego (o português, mesmo que for como língua estrangeira).
A situação do luxemburguês, apresentando claras analogias, também apresenta diferencias significativas a respeito da situação do galego. Há diferencias historias e linguísticas que não vou entrar a analisar por questão de brevidade e por que não sou um experto. Mencionarei apenas uma diferencia que é a mais importante: Luxemburgo é um estado independente e orgulhoso da sua língua e pode fazer do seu cu um pandeiro se quiser. Nós não.
Porém, se o Luxemburgo for uma região francesa, como a Alsácia, por exemplo, também lhes conviria muito um reintegracionismo linguístico pan-germânico como aos flamengos convém-lhes o reintegracionismo neerlandês e aos galegos o português.
Miro
A teimosía do galego, ningún estado (España)nin a falla del me fai facer trocar a lingua que me aprenderon meus país, mais non é por discutir senón por unha curiosidade, porqué uns caros e outros dears?
#18, 19: si si, dou-me de conta perfectamente. Pode que não me explicara bem, eu referia-me ao estudo EM galego e não DO galego (ponhendo o galego como exemplo, poderia ser outra língua). Quero dizer que se entende que o facto de dar todas as matérias numa mesma língua não implica que não se estudem as outras línguas cooficiais (ou estrangeiras) como matérias separadas. O qual me parece moi bem.
Caro tranqui, pus "dear" porque se pusesse "deer" ainda havia haver quem pensasse mal ;)
#24 forxas, pois alegrome que ao teu filla lle vaia ben... no franquismo, co mesmo método de inmersión, tamén iballe ben a moitos... pero a outros non. E non soio a irmá de Messi (enlace abaixo)
E en Cataluña teño amigos con fillos aos que vaille mal.
E as estatisticas din que aos fillos dos traballadores sudamericanos vaille mal (un amigo arxentino pensa que non entenden que na rúa se fale castelán, os mestres falen castelán, e a eles lles metan un idioma que non entenden (enlace abaixo)
E a privada sempre vaille mellor que a pública. En todolos lados. En Cataluña tamén.
Enlace as estatisticas que demostran que of fillos dos sudamericanos teñen mais fracaso:
http://nacionalismodeandarporc...
Enlace a irma de Messi:
http://nacionalismodeandarporc...
Xa anda a Voltas o Raimundo co conto dos cataláns. A ver home de deus, os fillos de ecuatorianos, peruanos, etc. non son excusa para que se aprenda a lingoa do lugar onde vas vivir. De feito os que máis problemas teñen alí, non son os fillos de inmigrantes de iberoamérica, son os fillos de españois, que teñen o "chip" antilíngoa posto polos seus pais.
#33 cuevillas, falaba do moi bó ensino trilingüe luxemburgués, tan ben exposto por Edelmiro, e trasladaba esa pedagoxía a Galicia, porque parecíame a mais adecuada... porque todolos nenos falaban tres (ou catro) linguas ¡Perfeito! Eso quixera para Galicia...
Ese ensino é contrario a inmersión total nunha única lingua durante toda primaria e maila secundaria... a misma do franquismo... coas consecuencias de fracaso escolar nos fillos dos traballadores...
Que según tí... fracasan polo "chip" antilingua "arteiramente" posto polos seus pais... ouseña, fracasan pola culpa dos seus pais... ¡A culpa é dos pais! ¡Que argumento mais mixerento!
Os franquistas poderían decir o mismo cando os nenos galegos fracasaban no ensino en castelán... a culpa teríanla os país por tere posto un "chip" galego aos seus fillos...
En Luxemburgo non andan con estas miserias... todos falan tres idiomas... os nenos falan, escriben e leen en ¡tres! idiomas, non só en catalán (hoxe), ou só en castelán (no franquismo).
raimundo
so che interesan os inmigrantes se son sudamericanos
e se son rumanos, chineses,búlgaros..............segue a ser mellor o español? ou importanche un carallo?
eu teño alumnos dos que ti falas,e non teñen ningún problema co galego,que aprenden moi rápidamente; os problemas son que traen niveis moi baixos en case todas as asignaturas;normalmente perden algún curso pero é polo nivel de partida,non polo idioma.
e logo danse situacións esquizofrénicas como que no meu instituto, aos brasileños (uns cantos)fánselle perder moitas clases,como a miña ,que poden entender perfectamente en galego, para darlles apoio de castelán ,que eles mesmos din entender moito peor;pero a ti os brasileños non te importan ou sexa que...........
#35 luaminguante, importanme o ensino dos fillos dos traballadores, galegofalantes en Galicia, e castelánfalantes en Cataluña.
Importanme que aprendan na súa lingua nai, en galego en Galicia, en castelán en Cataluña... pode facerse, porque os seus mestres poden facelo... falan o castelán, e o galego... sobre todo os de primaria.
E que aprendan inglés, pois vanno necesitar... e o castelán...
Non parece moi dificil... cando en Luxemburgo aprenden tres... moito mais diferentes, e os nenos suecos aprenden arreo o sueco e o inglés...
E temos o modelo trilingüe de Burela (inglés, galego, castelán)... pra empezar...
O que non pode ser e recurrir ao modelo de inmersión en un só idioma, o dos señores (o catalán en Cataluña, o castelán en Galicia)... o modelo de inmersión do franquismo...
Dende logo, os nenos brasileiros deberían sere escolarizados na primaria en galego, en Galicia... e eses mesmos nenos en Cataluña, deberían ser escolarizados en castelán, na primaria... e con mais razón, os nenos ecuatorianos ou arxentinos...
E despois noutros idiomas... en tres... os que necesitan... non só na lingua dos señores... dos dos Clubes Financeiros vigueses ou barceloneses... como en Luxemburgo, como quere o Modelo Burela...
Por que tato fundamentalismo dende as posicións reintegracionistas? Os nacionalistas galego falantes respectamos as posturas reintegracionistas, mais, moi a miudo, os reintegracionistas non nos respectades e acusádesnos de "espanholistas"..
Dicían en Roma "divide y vencerás" e iso é o que pretenden facer co nacionalismo... Academos primeiro os nosos obxectivos e xa tocaremos despois o tema da lingua
#37 Nao sei quais serao os seus objectivos, mas da-me no corpo que pra quando os deam alcancado ja nao havera "tema da lingua" que tocar... Por outra banda, ja em Roma falavam castelhano?
en Roma falaban castelán de carallo!!
# 38 Sara Mago:
¬¬'
Ejem, ejem... Con dicir Roma quería facer unha comparación Madrid - Roma (Imperialismo Romano - Imperialismo español). Non era máis que un símil...
Por outro lado, que eu saiba (ora ben, igual estou errado), o principal obxectivo do nacionalismo (que non rexionalismo) é acadar o dereito de autodeterminación...
E non creo eu que sexa algo tan inalcanzábel. Hai 40 anos quen pensaba que o galego se impartiría nas aulas e que teriamos un órgano de goberno propio? Se cadra, con algo de fortuna, vivirei para ver unha auténtica Galiza Ceibe...
E até que academos o dereito de autodeterminación cómpre estarmos unidos e non divididos... E cando o academos, haberá moito e moito e moito que falar do tema da lingua...
#14, mirom:
E non pensaches nun modelo no que se aprendese galego?? É que dos tres modelos que propuxeches, achei que en ningún dos tres propuñas que se aprendese galego... :S
Por exemplo, este estaría moi ben, sempre e cando se saíse da educación falando os tres con solvencia:
Galego / Castelán / Inglés (e outra lingua estranxeira optativa)
Caro Ximelez,
1) O facto da nossa língua ser internacional pode contribuir significativamente à sua "normalização". Por que renunciar a esta vantagem? Por que esperar?
2) O galego ou é galego-castelão (RAG, ILG, Junta), ou é galego-português (AGAL, AGLP). Não há outra opção. (São palavras de Carvalho Calero, cito de memória).
Mirom
Esperar, por que? Porque se tocamos ese tema agora os nacionalistas poderiamos rematar enfrontados entre nós, como lles pasou a Marx e Bakunin que esqueceron a loita anticapitalista e comezaron a enfrontarse entre eles...
Eu non comparto as ideas reintegracionistas, mais creo que todos debemos estar xuntos... Non me refería aos comentarios de vostede, senón a algúns que, en xeral, como dixen arriba, son moi fundamentalistas e consideran que sendo reintegracionista es máis nacionalista ou que se non o es, es "espanholista".
A nosa lingua deu orixe a outra que hoxe en día é internacional e a 5ª ou 6ª máis falada, e coa que compartimos moitísimas características, mais diferentes debido á evolución histórica. E o pasado, prezado compatriota, non se pode cambiar.
Xa sei o que dixo Ricardo Carvalho, mais el non é Deus, senón un gran home que fixo moito pola lingua e o país. Porén, non era posuidor da verdade absoluta... E, dende logo, eu non escribo nin falo en galego-castelán e non vexo factíbel facelo nunca, xa que o vexo como algo inexistente, iso de "galego-castelán".
Falando de citas, unha de Castelao:
"Todos xuntos contra os imperialistas fracasados"
Ximelez,
Não tem por que haver conflito dentro do galeguismo por usarmos duas normativas. Também na Noruega têm duas para a mesma língua e não se passa nada. Dado que a normativa reintegracionista é mais próxima das grafias históricas e além disso tem hoje mais projecção internacional, seria absurdo renunciarmos a ela apenas por uma questão sentimental (o apego dalguns polas grafias espanholas, que chamam erradamente de "galegas").
Uma aperta,
Miro
Falamos de negócios? Luxemburgo é o pais do mundo com a renda per capita mais elevada (depois do Vaticano):
http://www.vieiros.com/columna...
A língua mais falada é o luxemburguês, seguida do francês, o alemão, o galego-português, o inglês e o italiano.
A maioria das pessoas são quadrilingues.
Nada é impossível.
Edelmiro Moman Noval nasce em Ferrol no ano da crise do petróleo. Sobrevivente do desmantelamento naval, doutora-se em química para realizar a seguir um longo périplo que o conduzirá através de diversos centros de investigação internacionais. À sua condição semi-nómada soma-se logo a de arraiano, já que, residente no Luxemburgo, atravessa quotidianamente a fronteira para trabalhar da Universidade das Terras do Saar, Pontes do Saar, Alemanha. »