Xornais portugueses fanse eco esta semana dun informe que fala da presunta actividade na zona do Miño do que definen como "grupos separatistas galegos".
En declaracións ao Diario de Noticias de José Luís Manso, perito en relacións policiais entre Galiza e Portugal, refírese unicamente a un grupo de galegos que hai anos vivía en pleno Parque Nacional da Peneda Gerês, na freguesia do Soajo, en Arcos de Valdevez. Segundo explica, a policía galega tíñaos identificado como integrantes do Exército Gerrilheiro do Povo Galego.
O xornal luso fala da presencia en Portugal de persoas vencelladas a un colectivo denominado "GZ Resistência Galega", do que a policía portuguesa di que unicamente se detectou que distribúen "propaganda a prol da independencia" de Galiza.
Poden ampliar no Diário de Notícias.
Vieiros afirma no título da notícia que a «Europol diz que terroristas galegos estám activos no norte de Portugal», e da leitura da notícia nada se pode desprender que faga pensar que assim é. A nom ser que Vieiros considere que «distribuir propaganda em favor da independência da Galiza» é um acto de terrorismo.
Isso é o que se chama veracidade e rigor informativo. E assim nos vai.
Mais: diz que a Europol afirma existirem terroristas galegos no norte de Portugal. E o que desenvolve na notícias é umas declarações ao DN de um perito em relações policiais entre a Galiza e Portugal. Declarações da Europol? Fontes da mesma? ZERO!
Mais ainda: se realmente existissem terroristas galegos no norte de Portugal ALGUÉM ACREDITARIA QUE ANDARIAM A FAZER PUBLICIDADE DISSO??!
Isto é o único que di o informe da Europol:
In Portugal, the activity of the Galician nationalist-separatist groups increased in 2006. I september 2006, several incendiary devices, flyers and propaganda material pertaining to Galician pro-independence groups such as the self-titled GZ Resistencia Galega were recovered at the spanish-portuguese border. (Portugal´s contribution to the TE SAT 2007)
... do que se desprende que é Portugal o que receia do independentismo e que non vexo actividades terroristas por ningures (agás ise difuso "several incendiary devices"
Vieiros cita o que di a prensa lusa, e iso interésanos a todos. Eu as reclamacións e suspicacias envíollas ao Diario de Noticias. Ou á Interpol...
Sim que nos interessa a todos. Mas o título dá-te a entender algo que nom é, nom?
Porque quem fala em terroristas é a imprensa portuguesa e nom a Europol. Logo, há umha deturpaçom do conteúdo da notícia.
Aquí hai xente que mata ao mensaxeiro por que non lle gosta a noticia. Critiquemo-la noticia "distribuir propaganda a prol da independencia da Galiza é un acto de terrorismo", dacordo non é, pra min (Pra Interpol pode que sí...) pero non digamos que iso é o que considera Vieiros, xa que Vieros non considera ren e isto é unha noticia, non un artigo de opinión do seu direitor. Aquí das unhas palmadas e asústase o galiñeiro.
A notícia de Vieiros não é totalmente fiel às informações. Contraste-se a notícia de Vieiros com as seguintes versões (destaco diferenças em MAIÚSCULAS:
- "A Europol diz que 'terroristas galegos' ESTAVAM ACTIVOS EM 2006 no Norte de Portugal"
(o informe da Europol fala de Setembro de 2006)
- "UM JORNAL PORTUGUÊS FAZ-SE eco esta semana..."
(a notícia só fala do Diário de Notícias, não de "jornais")
- "Segundo AFIRMA [José Luís Manso], a polícia galega TERIA-OS identificado como integrantes do Exército Guerrilheiro..."
('explicar' pressupõe que quem 'explica' exprime o seu conhecimento veraz; 'afirmar' é neutral; "tíñaos identificado" aceita a verissimilhança da "explicação", mas Vieiros não contrastou estes dados com a "policía galega", e simplesmente aceita a descrição do "experto" português)
- Por último, o uso de "unicamente" na expressão "a policía portuguesa di que unicamente se detectou que distribúen 'propaganda a prol da independencia' de Galiza" não elimina a ligação entre "terrorismo" e "independência", como se houvesse um contínuo entre essa "propaganda" (que ainda não chegaria a ser terrorismo) e a violência. Além, utilizar "detectar" sem aspas significa aceitar o valor negativo do vocábulo: Contraste-se:
"A polícia portuguesa diz que o que "detectou" foi, POLO CONTRÁRIO, "propaganda em favor da independência da Galiza".
Compare-se com:
"A polícia detectou uma reunião organizativa de Feijóo na sede oficial do PP da Galiza, e propaganda autonomista".
Em resumo, Vieiros não se distanciou suficientemente do discurso da polícia e do jornal portugueses, com aspas e/ou com verbos neutrais. A acumulação das escolhas de Vieiros reforça a associação independentismo - terrorismo, não a elimina.
Saúde,
-celso