Rui Rio pediu a rápida construción dunha liña de alta velocidade entre Porto e Vigo.
Rui Rio, alcalde da Cámara do Porto e tamén presidente da Junta Metropolitana, reuniuse este venres co alcaide de Vigo, Abel Caballero, nun encontro de alcalde para reforzar a relación entre as dúas cidades. Sobre da mesa destacaron con forza dous temas: a construción dunha liña de tren de alta velocidade entre Vigo e Porto e a reivindicación portuense de que o Aeroporto Sá Carneiro, o meirande de todo o noroeste da Penúnsula, pase a ter xestión autónoma.
Precisamente esta semana A Junta Metropolitana do Porto, xunto con catro asociacións empresariais, realizou unha declaración pública sobre a xestión do aeroporto. O Sá Carneiro é cada vez máis usado polos viaxeiros galegos, debido á súa dimensión moi superior á de calquera dos aeroportos do noso país. Por ese motivo, un dos asuntos tratados por Rui Rio e Abel Caballero foi a conveniencia de que o hipotético TAV entre Vigo e Porto teña unha parada no Sá Carneiro.
A junta Metropolitana do Porto defende que a xestión autónoma do Sá Carneiro permitiría potenciar o nível económico de toda a rexión, que contando con Galiza, superaría os sete millóns de habitantes. Amais, hai actores interesados en xestionar o aeroporto que xa realizaron propostas concretas. Esta sexta feira o Jornal de Negócios avanzaba que o consorcio Sonae/Soares da Costa ofrecera mil millóns de euros para facerse coa concesión. Porén, malia a teren pedido unha resposta rápida, parece probábel que a proposta ficará sen resposta nas próximas semanas, debido ás vacacións que este venres tomou o Primeiro Ministro José Sócrates.
Continuar o caminho-de-ferro do EIXO ATLÂNTICO até Porto é o que mais interessa as duas cidades. Por suposto a Vigo, interessa-lhe mais ter uma linha a Porto e a Sã Carneiro que nom a Madrid (a onde agora já se pode ir de aviom sem problema desde Peinador).
Surpreende ver como só se fala tanto do AVE a Madrid. E surpreende mais ainda como alguns nacionalistas galegos defendem apaixonadamente estar ligados com Madrid no 2012, o que nom deixa de ser um desenho radial e centralista dos caminhos-de-ferro (o mesmo que havia na ditadura de Franco para as estradas "nacinales").
Tampouco tem sentido que os de Vigo se preocupem tanto pela variante por Cerdedo, e nom defendam uma linha por Riba d'Ávia como estes dias está a defender o engenheiro técnico Xosé Carlos Fernández. Em qualquer caso, penso que o prioritário para Vigo e para todo Galiza e que o EIXO ATLÂNTICO continue (desde Ferrol) até Porto, e depois o demais.
Trovador, a fronteira é mais mental que real.
Por isso é tão bom esse Atlas que acaba de sair:
http://www.agal-gz.org/modules...
Trovador,
Só um pormenor. O aeroporto chama-se SÁ (e não SÃ) CARNEIRO. Não «aportuguese» à viva força.
De resto, para aportuguesador, está estranhamente mal informado. SÁ CARNEIRO é o apelido dum dos políticos mais influentes da democracia em Portugal (dele tem o aeroporto o nome) e dum dos mais importantes poetas portugueses do século XX.
Loquete, já está você com as suas louquices... Um til acima ou abaixo... quem se importa com isso?
Não se faça de parvo, Observador. Você, linguista, sabe tão bem como eu que o comentador «corrigiu» o nome SÁ, que achou forma demasiado «galega» para estar certa em contexto português. A isso chamam vocês uma «hipercorrecção».
Claro: o apelido português SÁ é muito provavelmente galego, e ao adjectivo galego «sa» (do latim 'sana') corresponde o português «sã». Mas em nomes não se mexe - como não se chama CASTELÃO a CASTELAO, por muito que «castelao» corresponda a «castelão».
É o mesmo tique que inventa portuguesismos como «asturião» por «asturiano». Hiper-corrigindo. O que é, de resto, sempre uma delícia.
É bem certo isso que dim que quando alguém sinala à lua o parvo olha ao dedo.
Quero aclarar que eu som engenheiro, nom linguista, e cometo gralhas como qualquer pessoa, sobretudo quando estou com pressa. Por exemplo escrevi: sã ou "nacinales" (no lugar de Sá ou "nacionales"). Nom estava "hipercorrigindo", está ?
Sinto mágoa que do meu comentário alguns fiquem com o pormenor e nom com o verdadeiramente importante: que Vigo e Porto vam continuar vários anos mal comunicados por caminho-de-ferro, mentres o único que se reivindica é a linha com Madrid!
Caro prof. Aloquete,
Não seja tão ácido com esta rapaziada que anda por aqui. Use a sua pedagogia e não o seu sarcasmo.
E concordo com o eng. Trovador: infelizmente, não tenho a linha de alta velocidade/grande velocidade Porto-Vigo como garantida, especialmente pelo lado português.
Cumprimentos desde aqui p'rá Holanda (aqui ´tá um calor do caraças ... ou como dizem os nossos irmãos galegos, 'tá um calor do caralho, desculpe, carallo! ;))!
Loquete professor? Não, hom. Tendes cada cousa.
Ah, por certo, parece-me que Castelao achava que o seu nome devia ser grafado CASTELÃO. Disse-o em não sei qual das suas cartas privadas a não sei que professor... a Loquete, não, com certeza!
Que pesados os lusistas. Incluso nas novas onde non se fala de lingua eles seguen teimando co seu. A min que carallo me importa coma acentuaba Castelao o seu apelido?
O tren de alta velocidade é importante tanto para chegar a Lisboa coma a Madrid porque son áreas de interese económica.
A #9:
Ninguém fala aqui tanto de Lisboa (Paris ou Londres também tenhem interesse económico), senom de unir por caminho-de-ferro, Vigo com Porto (duas grandes cidades com muitos clientes potenciais para o trem) passando pelo aeroporto Sá Carneiro (que permite aceder mais rápido a este importante aeroporto internacional, que permite voar a muitos paises sem passar por MadriZZZ).
É curioso que o desenho franquista de que todas as infraestruturas de transporte tinham que passar obrigatoriamente por Madri se continua a defender hoje com veemência, mesmo com a complicidade ingênua de algúns nacionalistas. No lugar de defender umas redes com forma de malha que estruturem melhor o território, caemos no jogo do centralismo mais acedo, de ter que passar pela capital do Reino.
O trânsito aéreo também está fortemente centralizado, e se consultamos o sítio http://www.aena.es vemos que nas próximas 24 horas temos: 4 vôos desde Corunha a Madri, 14 desde Compostela e 18 desde Vigo. Por isso, penso eu que o caminho-de-ferro Ourense-Madri nom é tam importante como nos fam ver os meios de (in)comunicaçom e algúns políticos.
Mas quem se importa com a uniom com Porto..., por nom falar da uniom de Ferrol com Asturias até o Pais Vasco e a França, que caeu no absoluto esquecimento !