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11 CABODANO

Ramón Sampedro será lembrado de novo o domingo 11

A Asociación Dereito a Morrer Dignamente renderalle unha homenaxe no lugar onde tivo o accidente que o deixou terrapléxico.

Redacción - 12:20 06/01/2009

A Asociación Dereito a Morrer Dignamente (DMD) convocou para o vindeiro domingo, 11 de xaneiro, a homenaxe que lle rende cada ano a Ramón Sampedro. O acto terá lugar á unha da tarde na praia das Furnas, no concello de Porto do Son, onde o tetrapléxico sufriu o accidente que o deixara na cama de por vida.

Neste 11 cabodano, haberá, novamente, unha lectura de poemas e unha ofrenda floral. Previamente, ás seis da tarde do sábado, terá lugar unha conferencia no centro de interpretación do Castro de Baroña, na capital sonense. Participarán o ex-coordinador de urxencias do Hospital Severo Ochoa, Luís Montes, e o presidente da asociación federal DMD, Fernando Marín.

Ramón Sampedro foi o primeiro cidadán no Estado Español que pediu a eutanasia activa e o dereito a decidir sobre a propia vida. Morreu en Boiro o 12 de xaneiro de 1998.


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Comentarios (18)

Majorinus #1 6/Xaneiro/2009 Majorinus
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Homenageado por fazer apologia do derrotismo vital.

Tavia #2 6/Xaneiro/2009 Tavia
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HOmenageado por fazer coa sua vida o que lhe saiu do c...e sem pedir permiso a nenhum deus, nem aos interpretes da vitalidade.

Majorinus #3 6/Xaneiro/2009 Majorinus
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Nem lhe tinha por que pedir permisso... mas quanto aos «intérpretes da vitalidade», é diferente. Ao proclamar para os quatro ventos que a sua própria vida não merecia ser vivida, Sampedro erigiu-se em intérprete da vitalidade, e, mais, se lhe fazem uma homenagem, então esta gente será que considera que a sua interpretação é excelsa, superior, digna de louvança pública. E aqui para mim que o que tinha Sampedro era mais simples e menos excelso que essa cousa que nos pretendem fazer tragar: chama-se depressão aguda enroscada em si mesma, dessas que a alguns (e só a alguns) tiram a vontade de viver. E claro, quando alguns consideram que nesses casos o que se deve fazer é ajudar a viver o melhor possível, outros consideram que o melhor é fazer cânticos ao suicídio alheio. Bonito.

Entre a muita apologética que nos tocou ver, está destacadamente o filme «Mar adentro». Quando o vi, pensei: se este se pretende apresentar como um retrato tão «autêntico», tão «verídico», que até às vezes se fala em galego local, por que será que o director escolheu eliminar uma personagem tão central como a mulher que colaborou com Sampedro em dar-lhe morte? O director escusou-se em «exigências do guião» (havia que suprimir personagens). Será?

E não será o que diz muita gente que viu o caso de perto, que esta mulher era uma personagem que transmitia escuridão, sinistra? E não será que tal louvor ao «vitalismo» que supostamente representava Sampedro, por trás dessa aparência talvez esconda uma filosofia mais mórbida, mais mortecina, mais escura do que se nos está a vender?

galizian84 #4 7/Xaneiro/2009 galizian84
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De todas formas , e sen tanto discurso, desde aquí mando meu apoio á homenaxe a San Pedro sen dúbida unha figura que merece a pena recordar.

bertus #5 7/Xaneiro/2009 bertus
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Non se lle fai homenaxe por facer apoloxía do "derrotismo vital" senón por defender o dereito (que non é ningún deber) a vivir e a morrer dignamente. A cuestión non ten nada que ver con que se é máis digno de ser homenaxeado alguén que fai apoloxía da tristura ca un anuncio de xampú que a fai da vitalidade ou así coma hai un resfresco que a fai da "sensación de vivir".

Majorinus #6 7/Xaneiro/2009 Majorinus
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A contraposição entre Sampedro «digno» e os anúncios «fúteis» não me chista muito, argumentativamente falando. Gosto mais, pessoalmente, de que comparem Sampedro com aqueles que nas suas circustâncias escolherom viver, continuar fazendo algo na vida para si e para os outros. Quanto ao «direito a viver e morrer dignamente», soa bem, mas a ver se nos aclaramos, porque até hoje ninguém tem posto a atitude de Sampedro em relação com um ponto, parte dum programa, político que seja coerente. O direito a «viver dignamente», deixemo-lo fora, porque isso não existe ninguém que o discuta: todo o mundo, com independência de que tenha uma postura ou outra neste tema, concorda em que os enfermos ou minusválidos de toda classe devem ter as melhores condições de vida possível.

O único que se discute aqui é o que tu chamas «direito a morrer dignamente». E em que consiste isso? Bom, para começar havia que dizer que os apologetas de Sampedro a miúdo usam o caso como uma defesa em favor da «eutanásia». E isto é o primeiro que cumpre aclarar, porque o de Sampedro não foi eutanásia nenhuma. A eutanásia é algo que se pratica, ou pretende praticar, a enfermos terminais, ou seja, gente que tem um prazo de tempo dado e já conhecido para morrer porque causa duma enfermidade. A eutanásia «acelera» um processo que já se vai dar; a pessoa morrerá de todas formas se não tivesse a eutanásia.

O caso de Sampedro não é nada disso: não confundamos, porque estivesse paralítico, não significa que fosse morrer por causa da sua parálise. Sampedro, cuidado pola sua gente ou polo estado, havia de viver o tempo que lhe tocasse viver, como havemos de viver tu, eu ou todos os presentes. Logo a primeira falta de rigor ou de decência, como fazem muitos dos que defendem o que fez Sampedro, é dizer que Sampedro reclamou a «eutanásia activa». Nada disso: Sampedro pediu que o matassem, reclamou assistência para o seu suicídio, ou seja, defendeu a despenalização parcial do assassinato.

Então por isso digo que se devia concretar dum ponto de vista prático que é exactamente o que se reclama com esta homenagem a Sampedro: temos um indivíduo com uma depressão galopante que, como não se pode suicidar por impossibilidade física, exige que o estado o «suicide». E eu pergunto: essa deve ser a função do estado? Seguindo a lógica: se eu estou numa depressão profunda, pelo motivo que for, e reclamo a vozes que alguém me mate, o estado deve amparar essa pessoa? O tema de Sampedro vai directo ao núcleo ético da nossa sociedade, porque o que nos estão a dizer os que defendem as exigências de Sampedro é que quando alguém se quer suicidar, a sociedade não deve evitá-lo. Deve olhar para outro lado. Se tu vês que alguém se vai tirar duma ponte (por ter perdido o emprego e terem-lhe morrido os pais, talvez), tu não deves correr para ele e tratar de animá-lo a que não o faça. Não, tu o que deves fazer, em coerência com a «causa Sampedro» é deduzir que a pessoa essa está atuando assim em exercçicio da sua racionalidade adulta, e passar dele. E se essa pessoa que se quer suicidar não tem pernas e não pode saltar, e che diz «por favor, ajuda-me a matar-me», tu o que deves fazer, como pessoa amável e «sensível», até «democrática», é achegar-te a ele e dar-lhe uma puladinha.

E a mim o que me conclui isto é que estamos numa sociedade «democrática e sensível» que reivindica que o estado mate aqueles que querem suicidar-se porque há demasiada gente que não está disposta a limpar o cu de ninguém, nem ajudá-los para nada. Então se estes pedem desaparecer, qual é o problema? Perfeito! Todos contentes, que desapareçam.

merce_ditas #7 7/Xaneiro/2009 merce_ditas
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Estou totalmente de acordo cos razoamentos de Majorinus. De eutanasia a suicidio asistido vai moito. E esta sociedade cada vez dá máis medo... Que será o próximo? Eutanasia obligatoria para todos os vellos que pasen dos 80? Total, non serven para nada e han morrer de todas todas...

bertus #8 7/Xaneiro/2009 bertus
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1) A palabra eutanasia vén do grego e significa "boa morte".

2) Sampedro ten unha enfermindade moi grave e incurable que non é unha simple depresión.¨ Tampouco o personaxe da magnífica película de "Johhny got his gun" (mellor ca digna "Mar adentro") ten unha enfermidade "terminal". É moi doado falar en contra dos motivos dun depresivo "polo moitvo que for" cando temos dúas pernas, dous brazos, ollos e lingua. Pero non se trata dun motivo calquera, de quitarlle importancia coo fas, hai unha enfermidade que provaca unha descapacidade moi grande. O caso de Sampedro poderíase lexislar coma eutanasia activa (non pasiva ou "coidados paliativos" que é a única que recoñeces) como o está en Holanda, baixo unhas moi específicas condicións médicas (isto é, non unha simple depresión coma falazmente argumentas).

bertus #9 7/Xaneiro/2009 bertus
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Outra cousa: a forma de morrer e a liberdade de poder tomar unha decisión tamén é algo que pode estar incluído nunha vida digna. E non digo que non se poidan tomar outras decisións igual de dignas, de libres e autodeterminadas, nas circunstancias de Sampedro ou dun Johnny.

Majorinus #10 8/Xaneiro/2009 Majorinus
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1) «Eutanásia» hoje em dia significa o que significa, e é «morte provocada a um enfermo terminal», seja por acção (eutanásia activa) seja por omissão (eutanásia passiva). Ponto. «Morte digna» é uma cousa bem genérica. Suponho que para um católico, «morrer confortado com os Santos Sacramentos» é uma definição de morte digníssima, mas isso não é eutanásia. Da mesma forma, as várias formas de mortes dignas que che possam parecer não são eutanásias, a não ser que envolvam a morte provocada a um enfermo terminal. Que nos tempos de Pericles a palavra soasse dum significado mais genérico é outro tema: isso mesmo passa-lhe a centos de palavras.

2) Eu não disse que Sampedro tivesse uma «simples» depressão; não sei por que há que pintar as minhas palavras como não as pintei. Disse que Sampedro tinha uma «depressão galopante». O qual não o faz nem pior nem melhor, mas é o que é. E em toda a sua vida última mostra algo que qualquer psicólogo ou psiquiatra sério não tem a menor dificuldade em descrever como crise galopante: desde os vinte anos que passa sem querer sair do seu quarto até a sua associação com a necrófila Ramona, desembocando na grande traca final de gravar-se a si mesmo em meio de dores agonizantes. Cada uma pode pensar o que quiser, mas isso não é digno de homenagem: Sampedro não fez nada de glorioso nem por si nem pelos demais.

3) Quem si mereceria uma homenagem, em troca, são os familiares de Sampedro. Gente que o cuidou com os grandes custos que sempre acontecem nessas circunstâncias. Porque na Galiza rural, quem cuide duma pessoa como Sampedro enterra-se em vida, sobretudo as mulheres, que são habitualmente quem mais os cuidam. E por muito que no filme pusessem os familiares de sampedro como os aldeaninhos ignorantes, pois na verdade, ademais de cuidá-lo vê-se que respeitavam a liberdade de sampedro. Porque se não duvido que o sampedro pudesse fazer todo esse processo judicial e até ir-se viver a um piso ele sozinho, como foi no final, para que o assistisse a ramona. Outros não teriam dificuldade em fazer com o sampedro o que lhes parecesse. porque já sabemos que a família não queria que se sucidasse.
O que passa é que vai-lhe tu perguntar à família de Sampedro sobre o que opinam da homenagem esta, e a ver que che dizem.

4) Muitos destes que falam da luta pela morte digna, não têm grande preocupação porque as famílias que têm tetraplégicos tenham meios para tê-los em condições dignas. Porque não nos estranhemos se a família de sampedro, agricultora, não o meteu num centro especializado por carecer de dinheiro para pagá-lo. E claro, se somos «progressistas» reclamaremos que a gente como a família de sampedro disponha de recursos públicos para atender dignamente a uma pessoa da sua condição.

5) Que me ponhas com exemplo o Johnny denota as dificuldades que tens para encontrar exemplos sérios no mundo real. O filme do Johnny é um caso de propaganda de manual, o tipo não tem braços, nem pernas, nem ouve, nem vê, nem fala nem cheira. E para mais inri, até se nos diz que os médicos o querem ter vivo para experimentar. Olha, é uma história efectiva, mas não serve para o 99,999999999% dos casos. Falemos do que há e não de modelos-tipo literários. Como exemplo argumentativo, o filme «Raza» era menos maniqueo.

bertus #11 8/Xaneiro/2009 bertus
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Evidentemente, os casos como o de Sampedro ou Johnny (existen) son moi excepcionais. Emporiso ti mesmo te refutas cando deixas caer que se se legaliza a eutanasia (está ben que vaias recoñecendo que é un caso de eutanasia) pra casos coma o de Sampedro isto sería unha especie de exterminio masivo.

Ti dixeches: “Seguindo a lógica: se eu estou numa depressão profunda, pelo motivo que for, e reclamo a vozes que alguém me mate, o estado deve amparar essa pessoa?”
E non é irrelevante o motivo como dis (“pelo motivo que for”) e así só llo das o caso da depresión por moito que agora o negues. Casos coma Sampedro son moi específicos. Ademais non sei se tiña depresión ou non. O caso é que clinicamente estaba nas súas plenas facultades mentais e polo tanto xuridicamente era plenamente responsable e plenamente capaz pra exercer os seus dereitos e decidir sobre a súa persoa como adulto que era.

A película de “Johnny cogió su fusil” non é tan maniquea como dis, polo menos o sacerdote, creo lembrar, amosa algo de recoñecemento ao seu reclamo. En todo caso igualala a “Raza” é un disparate.

Sampedro merece unha homenaxe por loitar polo recoñecemento dos seus dereitos.

Majorinus #12 8/Xaneiro/2009 Majorinus
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Creio que ou não te entendo bem ou não me entendes bem, ou ambas. A ver, eu não disse que do reconhecimento da eutanásia derivasse «extermínio massivo» nenhum. Tampouco disse que o reconhecimento da eutanásia amparasse o caso de Sampedro. A ver se nos entendemos: digo que o que pedia Sampedro não era o que se entende como eutanásia; logo aqueles que reclamam a eutanásia activa e colocam como exemplo argumental o caso de Sampedro, estão a jogar a confundir o pessoal (ou talvez suceda, claro, que eles próprios estejam confundidos).

O «motivo que for», precisamente, é relevante. Trato de entender as cousas desde uma perspectiva legal, no sentido amplo (a política vai disso, de cousas que se acabam, ou se pretender acabar, reflectindo em leis). Então a legalidade deve ser abrangente do maior número possível de casos particulares desde uma perspectiva razoável. Explico-me: aludir a que cada um deva ter uma faculdade legal, ou direito, e que possa exercê-lo de acordo com o seu próprio critério, baseando-nos em que «como é uma pessoa adulta, e os adultos têm as suas faculdades mentais e os seus critérios respeitáveis, os quais não devemos julgar», é um total absurdo jurídico. Seguindo a mesma lógica, não deveria haver regulamentação de nenhuma classe a respeito de como os pais devem criar os filhos, já que como a imensa maioria dos pais são «adultos em plenas faculdades mentais»...

Ah, ah...

Home, é verdade que é bastante difícil impedir a uma pessoa que está determinada a suicidar-se que o faça, a não ser que tenha um problema físico como Sampedro, já que dificilmente vamos estar a vigiar um potencial suicida as 24 horas do dia. Ora, o suicídio não é um «direito», tal como se concebem os direitos na história de Ocidente. É uma falculdade, sim, praticamente universal do ser humano. Mas *direito* é uma cousa que a sociedade entende que:

1) É inalienável da pessoa.
2) E, ao mesmo tempo, é algo que DEVE ser reconhecido pelo resto da sociedade; isto é, um direito é reclamável pela pessoa perante os seus iguais. A sociedade deve praticar com cada indíviduo aquilo que são os direitos do indivíduo.

E no ponto segundo está o tema, pois as nossas sociedades, até agora, entendem maioritariamente que o que é justo que a sociedade faça perante um suicida não é ajudá-lo a morrer, mas justamente intervir para evitar que essa pessoa logre o seu propósito de suicidar-se. Praticamente todo o mundo entende que se um polícia observa que um indivíduo colhe uma pistola e a dirige à sua própria frente com a intenção de suicidar-se, a obriga do polícia (ou de qualquer pessoa que passe por aí) é justamente intervir para evitar que o suicida se mate, e mesmo intervir pela força. E todo o mundo entende que se a reacção do polícia ou da gente fosse passar do tema, estariam obrando injustamente. Isto mostra que o «direito ao suicídio» não existe.

E a eutanásia, pode-se discutir extensamente sobre ela, mas interessa-me separar e fazer ver que não é do que se está a falar. E a mim preocupa-me especialmente observar esta contínua glorificação do morte, que do meu ponto de vista é corolário da mentalidade dumas gerações mais egoístas que as anteriores. Por que cada dous por três nos põem nos jornais ou nas televisões os «exemplos cívicos» de uma série de gente (bastante minoritária socialmente, por certo) que conseguem realizar o seu propósito de suicidar-se e, em troca, existe um silêncio total sobre a gente, muito mais numerosa, que dá um autêntico exemplo cívico cuidando de enfermos terminais, minusválidos, etc., justamente por que partem da perspectiva de que qualquer pedaço de vida pode ser digno de ser vivido? Por que se fala tanto de Sampedro e, em troca, as opiniões de vários tetraplégicos que estavam nas suas exactas mesmas condições e que estavam molestos pelo filme «Mar Adentro» e que se defendia nele, não ocuparam mais que uns míseros breves minutos finais num único telejornal dum único canal numa só tarde? Isso não é manipulação informativa? Isso não é pseudo-debate e machaque ideológico a partir duma posição ideológica hegemónica? Por que nunca se chamou a família de Sampedro a ver que opinam este do rolho que se tem montado usando a figura do seu familiar? Isso não é censura fáctica? E não será que na verdade não querem que a gente saiba que era o que realmente sucedia com Sampedro e a sua «luta»? Bom, o meu lema é o seguinte: mais atenção social para enfermos e minusválidos de toda classe, e menos reclamar que outros desapareçam do mapa sem nos termos dignado antes a fazer nada por eles. Digo e continuarei a dizer que, no entanto, entre os «progres» deste país há:

1) Demasiada gente que fala muito do bom seria que todos os que se querem suicidar o podam fazer facilmente, mas que nunca puseram um peso nem se preocuparom nada para que todos aqueles que querem viver e que só estão atendidos pelas suas famílias, consumindo a estas boa parte do dinheiro e o tempo todo, não tenham que ser tal carga para as famílias e o estado gaste mais neles e facilite mais atenção.

2) Demasiada gente que reclama a liberdade total para que uma adolescente que fique grávida aborte, mas nunca nem sequer lhes passou pela cabeça reclamar que aquelas adolescentes possam optar com autêntica liberdade, por saberem que, no caso de decidirem ter o filho, vão ter um apoio económico e social público, ou, no mínimo que saibam que existe a possibilidade da adopção (possibilidade existente da qual os pro-abortistas nunca falam e que parece que a tivessem incluída no seu «índice de conceitos proibidos» particular).

Logo como há demasiado disto, na minha opinião particular, entendo que boa parte destes que se dizem defensores da «vida digna» e da «liberdade» são falsários e hipócritas. Aqui é que está a verdadeira necrofilia, e não na igreja católica, como dizem. Deixem-se já de Sampedros e de histórias destas, e preocupem-se mais dos que ainda estão vivos, a ver se conseguem evitar que se convertam em Sampedros futuros.

bertus #13 8/Xaneiro/2009 bertus
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“Sampedro. A ver se nos entendemos: digo que o que pedia Sampedro não era o que se entende como eutanásia”

A ver, e logo que pedía Sampedro?

“Explico-me: aludir a que cada um deva ter uma faculdade legal, ou direito, e que possa exercê-lo de acordo com o seu próprio critério, baseando-nos em que «como é uma pessoa adulta, e os adultos têm as suas faculdades mentais e os seus critérios respeitáveis, os quais não devemos julgar», é um total absurdo jurídico. Seguindo a mesma lógica, não deveria haver regulamentação de nenhuma classe a respeito de como os pais devem criar os filhos, já que como a imensa maioria dos pais são «adultos em plenas faculdades mentais”.

Non é absurdo xurídico ningún que unha persoa teña que ser plenamente capaz para exercer os seus dereitos civís, de feito cando nacemos todos temos capacidade xurídica (é dicir somos suxeitos de dereito) pero non capacidade de obrar; así, p. e., respecto aos menores de idade se regulan institucións legais pra suplir este defecto de capacidade; p. e., a patria potestade ou a tutela, coma así ocorre cos incapacitados xudicialmente, polo tanto, partimos de que ter capacidade é un presuposto pra exercer determinados dereitos. En ámbolos casos, trátase precisamente de protexer dereitos: na regulación imperativa do exercicio da patria potestade trátase de protexer os dereitos dos menores (por caso, o libre desenrolo da personalidade) e no caso da regulación da eutanasia ten por finalidade recoñecer o dereito dunha morte digna, libre e voluntaria (polo que é preciso plenas facultades mentais) pra acabar con padecementos por causas físicas extremas.
O art. 15 da Constitución española establece que todos temos dereito (non o deber) á vida, a partir deste precepto pódese prantexar o debate da conveniencia ou non da regulación legal da eutanasia pra casos coma o de Sampedro. Iso era o dereito que pedía Sampedro que se recoñecese coma creo que así é en países coma Holanda. Se ti dis que non pedía isto (xa non é que só discutas se non tiña razón), entón que pedía?
O art. 148.4º do código penal pena a eutanasia activa (tamén se sanciona penalmente o aborto pero se reclama por unha parte da sociedade o aborto libre): 4. El que causare o cooperare activamente con actos necesarios y directos a la muerte de otro, por la petición expresa, seria e inequívoca de éste, en el caso de que la víctima sufriera una enfermedad grave que conduciría necesariamente a su muerte, o que produjera graves padecimientos permanentes y difíciles de soportar, será castigado con la pena inferior en uno o dos grados a las señaladas en los números 2 y 3 de este artículo.
Non é ese o caso de Sanpedro?


O valor da vida da xente que nas condición de Sanpedro opta por seguir vivindo é moito loable e está totalmente recoñecido como o da muller que quere ter un fillo. Madia leva. Ora ben, o dereito interrelaciónase coa ética e non sería dereito con propiedade xusto o que di que ten que haber un só modo de vida válido, unilateral e imposto desde unha ideoloxía hexemónica. Precisamente ti mesmo dis que o dereito ten que lexislar pra todos, incluso pra as minorías.
O que dis da familia de Sampedro, da necrofilia e todas esas parvadas e toda a demagoxía de que os que defenden a eutanasia activa non lles interesa salvar minusválidos éche coma o conto dos que din que os nacionalismo falan dos dereitos dos falantes de linguas minorizadas porque non lles interesa acabar coa fame no mundo… Unha cousa non quita á outra. Se queres debater de como se incumpren as garantías legais ou de que deberían proporcionar máis axudas aos minusválidos pois podémolo facer pero ese é outro debate que non foi o que comenzaches ti.

Un dereito impón o deber de protexer ese dereito en tanto dereito non en tanto deber. Nos paises que está legalizado o aborto non teñen en conta os dereitos fundamentais?

Sobre a Igrexia é interesante o artigo de Alberto Lema aquí pendurado que dá a opinión dos teólogos Xosé Chao e Torres Queiruga.

Majorinus #14 9/Xaneiro/2009 Majorinus
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Bertus,

Bom, a verdade é que vou ir parando o debate porque creio que já ficou claro. Para quem lhe interesse, provavelmente já abonde o que foi escrito.

Ademais, vejo que ou não estás a entender bem ou que estás a tergiversar de uma maneira... enfim.

Só como exemplo. Eu disse:

«É um absurdo jurídico que ter as faculdades mentais plenas seja o ÚNICO requisito para demandar uma cousa ante o estado.»

Creio que se entende suficientemente bem. Por exemplo, eu posso ter as faculdades mentais plenas quando demando que o estado me exima da responsabilidade de pagar impostos; ora, que eu tenha as minhas faculdades mentais plenas não é o único que há que demonstrar para que o estado me reconheça o que quero.

Mas do que digo sacas tu isto:

«Non é absurdo xurídico ningún que unha persoa teña que ser plenamente capaz para exercer os seus dereitos civís»

Que responde tanto ao que eu disse como um tomate se parece a um parafuso.

Quanto a

«A ver, e logo que pedía Sampedro?»

Creio que já o tenho dito extensamente: pedia o suicídio assistido. Aí arriba estão dous longos comentários meus onde se explica.

O da necrofilia e o de que aqueles que se preocupam com o «direito a morrer» não se preocupam tanto com a vida do próximo podem ser parvadas desde o ponto de vista teórico, porque, com efeito, não existe uma relação lógica necessária entre uma cousa e outra. Mas são factos na vida real: sai por aí adiante e vá-lo ver.

Majorinus #15 9/Xaneiro/2009 Majorinus
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Esqueceu-me agradecer, no princípio, a concordância de merce_ditas. Provavelmente esta pessoa, sem exibir grandes teorias, entende bem de que vai a película esta.

bertus #16 10/Xaneiro/2009 bertus
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Majorinus, mira, ti si que confundes as cousas. Evidentemente non é o único requisito ter plenas facultades mentais, eu en ningún caso dixen tal cousa. Dixen que pra exercer calquera dereito é un presuposto ter capacidade de obra e a suposta "depresión" de Sampedro non lla quitaba. Antes ben, non dixen en ningún momento que ese fose o ÚNICO requisito, senón que dixen, cando ti insistías no da depresión, que pró caso da eutanasia activa ten que haber un dictame técnico sanitario que certifique o estado físico (unhas condición moi concretas) e psicolóxico da persoa que pretende exercer o tan discutido dereito. Por suposto ten que haber unha regulación precisa na que se especifiquen as condicións necesarias nas que se poida (ou non) exercer este dereito.
Vexo que tiña eu razón e que te entendera ben cando dis que merce_ditas concorda contigo, pois está claro que leva o argumento á falaz costa esvarante de que, no caso de despenalizar a eutanasia pra casos coma o de Sampedro isto sería un exterminio masivo de maiores de oitenta. O artigo que colguei do código penal é moi concreto e abrangue casos coma o de Sampedro, non calquera depresivo ou enfermo.

Que non lle queres chamar eutanasia activa senón “suicidio asistido” (supoño que pra levar o tema á costa esvarante que di merce_ditas)?. En todo caso é unha cuestión nominal. De calquera xeito, habería que especificar o tipo de “suicidio asistido”. E remítome ao citado art.148.4º que describe a acción penada, chámese “eutanasia activa” ou como se queira e que comprendería ao caso de Sampedro e non ao de calquera depresivo ou vello que se quere suicidar e lle pide a outra persoa que lle axude. Iso sería “cooperación ao suicidio” e non tería porque deixar de estar penado se estivese despenalizado o citado art.148.4º . O fin é axudar a morrer a unha persoa pero o suxeito pasivo desa acción é distinto asegún que caso (e o caso, coma dixen, responde a unhas ÚNICAS (en plural) e moi específicas condicións).

Majorinus #17 10/Xaneiro/2009 Majorinus
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Neste último parágrafo tens dous erros de lógica.

bertus #18 10/Xaneiro/2009 bertus
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Non me digas...

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