Vigo, 26 de marzo de 2008.- O Sindicato de Xornalistas de Galicia (SXG) acaba de denunciar ante á Xustiza o despido de tres redactoras de A Nosa Terra o día despois dunha asemblea de traballadores. O 13 de marzo, 21 dos 29 empregados da empresa pediron que a dirección explicase as causas do traslado das tres xornalistas. O 14 de marzo, a empresa respondeu despedindo ás tres asalariadas, que nun primeiro intre só pretendía trasladar de Santiago a Vigo.
A asemblea pediu por escrito (ver acta en PDF) que a dirección informase da liña editorial e das causas do traslado forzoso de tres redactoras e a do coordinador do diario dixital. Así e todo, os directivos do medio aínda non deron explicación algunha.
Represión nunha cabeceira centenaria
O Sindicato de Xornalistas de Galicia xa denunciou ante a Xustiza esta grave represión dos dereitos dos traballadores. Os despedimentos, ademais de ilegais, son moralmente execrables, especialmente nunha publicación centenaria do significado de A Nosa Terra.
O SXG entende que a resposta da dirección -o despido de tres persoas- á petición de diálogo da asemblea -rubricada por todos os redactores menos un- é un intento de intimidar ao cadro de persoal e cuestiona a viabilidade da nova etapa da publicación.
Chamamento ao diálogo
Ante esta situación, o SXG solicita a inmediata readmisión das tres compañeiras e unha negociación aberta e clara sobre o futuro da empresa. De non sentarse a negociar, a dirección terá que facer fronte a un conflito laboral de imprevisibles consecuencias.
No ánimo dos traballadores só está sacar adiante o que era un prometedor proxecto xornalístico que, catro meses despois do seu nacemento, está en crise por falta de diálogo sobre a liña editorial e soporte técnico adecuado.
Poden consultarse en liña a acta da asemblea de traballadores coas firmas de 21 empregados e un dos tres burofax cos despedimentos enviados pola empresa ao día seguinte.
A miña solidariedade cos traballadores.
Ao capitalismo non lle importan nin as persoas nin as ideas, unicamente os cartos.
Moitos nos demos de baixa coma suscriptores ó ver o 1º número dista nova etapa. Paréceme lametábel o rumbo tomado pola ANT, boikote xa a isa publicación feixista!!
Escrever galego na norma internacional é salvar a nossa língua. Porquê?
1- A Galiza era uma Nação desde extremo norte da actual Galiza para sul até ao rio Tejo. A língua culta e oficial era o Galego em todo o território sendo estável mais de SETE SÉCULOS até à colonização castelhana.
2- A Galiza estava ocupada pelo reino de Leão.
3- Vários fidalgos galegos tentaram libertar a Galiza sem o conseguir.
4- Até que um grupo de galegos Chefiados pelo galego D. AFONSO HENRIQUES se revoltou contra o reino de Leão e declarou a independência de todas as terras da Galiza a sul do rio Minho com a excepção de São Félix dos Galegos (província de Salamanca) e parte da Extremadura espanhola lindeira a Cáceres. Com a constituição do reino de Portugal os galegos da parte da Extremadura e os de São Félix dos Galegos ficaram isolados até hoje.
5- O reino de Portugal não foi por se tornar independente que mudou os seus habitantes e idioma. Continuaram a falar a sua língua materna o GALEGO. Este galego foi expandido por todo o mundo devido a Portugal dominar durante séculos todo o comércio internacional da costa ocidental e oriental de África, Índia , Ásia até ao Japão.
6- Enquanto o Galego ganhava prestígio internacional através dos portugueses era esmagado na Galiza que entretanto ficou sobre o domínio Castelhano. Foram os “Séculos os Escuros” em que os Castelhanos humilharam os galegos, religiosamente, literalmente e materialmente. Foram séculos de escravidão castelhana. Os piores trabalhos estavam destinados aos nossos pais galegos.
7- Enquanto os galegos do sul que entretanto passaram-se a chamar de portugueses conservaram a nossa língua a sul do rio Minho e nas terras que reconquistaram aos mouros. Pelo contrário a norte do rio Minho ficamos colonizados, privados de evolução linguística, impuseram-nos o analfabetismo como regra . Tornaram o idioma galego enfermo com a mistura de palavras castelhanas.
8- Então o nosso idioma galego embora enfermo sobreviveu heroicamente principalmente nos meios rurais da Galiza mas sem apoio escolar.
9- É por isso que hoje existem várias ortografias na Galiza resultado da falta de escolaridade e da influência negativa do colonizador castelhano.
10- Pelo contrário a sul do rio Minho preservou-se a nossa língua galega original sem as enfermidades castelhanas e foi-se actualizando naturalmente protegida da colonização. Por isso é fundamental que as Figuras Galegas deixem de falar e escrever o politicamente correcto e passem a escrever na norma internacional do galego e não na da RAG que só serve para destruir a cultura galega.
Sou Galego tenho 48 anos e decidi escrever sempre em galego do século XXI. Na norma internacional adoptada por mais de 250 milhões de falantes nativos no Brasil, África, Ásia , Europa e Oceânia . Norma oficial na União Europeia; Mercosul e União Africana. Nós galegos temos uma grande vantagem sobre as línguas minoritárias catalã e basca. Temos o terceiro idioma mais falado no mundo ocidental.
Vamos todos recuperar o tempo perdido nos humilhantes séculos escuros eliminemos a castelhanização da nossa língua escrevendo puro galego na norma internacional actual.
Temos o privilégio dos nossos irmãos galegos do sul terem preservado o nosso idioma e expandido por todos os continentes do mundo.
Se todos começarmos a escrever na normativa internacional não há RAG que resista com NEOCOLONIALISMO.
MinhoGalego