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Como se normaliza um idioma?

10:36 02/01/2008

Até a perda da maioria absoluta polo espanholíssimo Partido Socialista no concelho da Corunha, os governos encabeçados primeiro por Francisco Vasques e depois por Javier Losada (provavelmente Lousada, a nom ser que poda apresentar razons biológicas para a sua condiçom de renegado) tinham claro como se normaliza um idioma: pola via da imposiçom. E agírom em conseqüência.

É assim como se vem impondo, indefectivelmente, o espanhol no nosso país, desde há bastantes séculos, em funçom das possibilidades objectivas que para tal foi tendo a Administraçom espanhola num território durante muito tempo rural, mal comunicado e alheio aos efeitos de umha inexistente escolarizaçom em massa e de uns limitados meios de comunicaçom. De facto, à medida que as comunicaçons, o ensino e os mass media fôrom estendendo-se ao conjunto do nosso povo, a política lingüística oficial tem dado resultados mais claros e rápidos, pois os mecanismos de fundo –o controlo da economia, as vias de promoçom social, o submetimento político-institucional, o poder simbólico– tenhem funcionado optimamente a favor do espanhol nos últimos séculos.

Entender isso –que os idiomas se normalizam pola via da imposiçom– é fundamental para quem quiger fazê-lo. Vasques e Losada sabem-no e, além do mais, contavam até há pouco com o apoio institucional e eleitoral necessário para agirem em conseqüência. Nem sequer necessitavam aparentar qualquer simpatia ou cumplicidade para com os corunheses e corunhesas que falam aquilo que o Estatuto de Autonomia define como língua própria da Galiza.

Porém, nas últimas eleiçons municipais, os resultados alterárom a correlaçom de forças e o PSOE decidiu pactuar com o BNG um governo de coligaçom que lhe permitisse manter a maior quota de poder no pleno e no governo locais.

Como tem afectado isso à possível normalizaçom das duas línguas oficiais nesse concelho?

O sintoma mais claro de mudança é a recente apresentaçom de umha proposta de Ordenança Municipal de Normalizaçom Lingüística, por parte do BNG. Umha Ordenança que, caso seja aprovada, chegará com umha década de atraso em relaçom a outros concelhos galegos próximos, como o de Ferrol.

Claro que, para que isso aconteça, Losada e o resto do PSOE corunhês terám que ter garantias, afirmárom, de que nom haverá “imposiçons”. A partir daí, poderá activar-se um reajustamento nas condiçons de imposiçom do espanhol na Corunha, passando a instituiçom municipal a “aparentar qualquer simpatia ou cumplicidade para com os corunheses e corunhesas que falam aquilo que o Estatuto de Autonomia define como língua própria da Galiza”.

Assim será, no melhor dos supostos

Lembremos que Ferrol aprovou a sua flamante Ordenança em 1997 e, apesar de terem passado polos sucessivos governos forças tam variadas como o PP, o PSOE, o BNG, IU e IF, a Ordenança aprovada há umha década nunca foi levada à prática. Na actual legislatura, Vicente Irisarri e muitos dos seus colegas continuam a falar espanhol, em público e em privado, como fai a maior parte dos funcionários públicos dessa instituiçom municipal.

Nom é a nossa intençom desprezar a proposta do BNG. Aplaudiremos a aprovaçom de umha nova Ordenança Municipal de Normalizaçom Língüística, mais umha, e que o galego entre assim, nem que seja só nos dias de festa, nas ilustres instalaçons de Maria Pita. Reconheceremos a meritória iniciativa do Bloque.

No entanto, manteremos a nossa firme e realista convicçom de que, sem imposiçons, nom há normalizaçom, a nom ser que entendamos por ‘normalizaçom’ o que é só umha relativa galeguizaçom da vida administrativa nas instituiçons públicas da Galiza autonómica. De facto, é isso que interpretam as principais forças institucionais, como nos demonstrou a própria representante corunhesa do BNG quando defendeu a sua proposta de Ordenança: “Nom se vai impor o galego a ninguém, trata-se apenas de normalizar um idioma como se fai noutros concelhos da Galiza. Nom há nada de novo, está todo inventado”.

Com efeito, está todo inventado. Essas palavras da vereadora do Bloque, reproduzidas nos meios de comunicaçom, sintetizam as graves carências das políticas institucionais frente às necessidades da nossa comunicade lingüística. Necessitamos umha normalizaçom real, e temos umha virtual. Precisamos de umha normalizaçom como a que já está a ser aplicada ao espanhol nas nossas universidades, nas instituiçons municipais, nos tribunais, nas empresas, na sanidade, nas salas de cinema, nos estádios de futebol, nos jornais e nos restantes meios de comunicaçom, públicos e privados. Está todo tam inventado que só necessitamos a normalizaçom aplicada ao espanhol em qualquer território de populaçom espanholfalante, como Santander, Valhadolid, Sevilha ou Albacete.

Necessitamos, em definitivo, umha normalizaçom territorializada: um só idioma com todas as funçons sociais para o conjunto de um território, o nosso, e a liberdade para as pessoas falarem e até serem individualmente atendidas noutros idiomas quaisquer, mesmo incluindo como preferencial o espanhol. Nada que inventar, pois é a normalizaçom que já conquistárom o flamengo na Flandres e o francês no Quebeque ao longo do século XX; a normalizaçom que os espanhóis também reclamam para Porto Rico perante o domínio do inglês; a que a Confederaçom Helvética reconhece a cada um dos cantons que formam a Suíça, de maneira imperceptivelmente impositiva, pois ninguém é individualmente consultado ao nascer sobre o idioma em que vai desenvolver o resto da sua vida.

Essa é a única normalizaçom possível. Umha normalizaçom que, no nosso caso, só poderá vir fruto de umha escolha consciente da maioria do nosso povo, que exija aos seus representantes políticos –a ser possível, num modelo de intervençom social bem mais democrático que o actual– a imposiçom, sim, do galego como língua nacional. Renunciarmos a umha normalizaçom real supom que nos conformamos com a pobre subsistência de umha versom traduzida e redundante do único idioma que conta, até o nosso definitivo esmorecimento como povo. E essa é a única leitura possível das políticas lingüísticas que nos últimos vinte e cinco anos tenhem sido aplicadas polas principais forças institucionais actuantes na Galiza.

Mas, para alguns galegos, nom sei se poucos ou muitos –porque nunca fomos consultados sobre essa questom– já chega de pantomimas. Agradeceríamos algumha sinceridade quanto a quem quer atingir objectivos normalizadores sérios e, a partir daí sim, acharíamos adissível que se estudassem os ritmos e os caminhos para avançarmos numha imposiçom colectiva que garanta um direito tam democrático e irrenunciável como é a existência digna da nossa comunicade lingüística.

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Comentarios (55)

xoselado #1 2/Xaneiro/2008 xoselado

Pero que conto é este da Ordenanza?O BNG o único que debe exisir é que se cumpla a lei de normalización lingüistica que está en vigor-tamén na Coruña-; o resto está a ser unha tomadura de pelo a quen lle votamos.Un xa empeza a estar farto de todos eles.

Aldara #2 2/Xaneiro/2008 Aldara

Unha forma de normalizar o idioma é acatando todos e todas unha norma única.

Caotinha #3 2/Xaneiro/2008 Caotinha

Isto das "Ordenanzas" municipais em questões linguïsticas fica muito bonito mas na prática acho que valem para bem pouco.Há uma coisa contra a que não se pode lutar, e é que o povo galego não valora a sua língua e portanto não lha transmite aos seus filhos. Para que vale que presidentes de Câmaras Municipais como podem ser o Sr. Irisarri em Ferrol, Bugalho em Compostela, Abel Caballero em Vigo, ou o mesmo Presidente da Junta, sr.Tourinho falem em "galego" se o que sai das suas bocas é um autêntico atentado á língua.Ou é que há que tolerar que estas pessoas não saibam colocar bem os pronomes ou não saibam coisas tão elementares como construir os plurais? É triste dizê-lo mas para houvi-los falar dessa maneira quase prefiro que falem em espanhol. Acho que isto das "Ordenanzas" municipais vale para bem pouco, ou é que há alguma diferença nas práticas linguísticas por exemplo entre um vizinho de Fene, governado durante várias décadas pelo BNG, e outro vizinho de outro concelho governados também durante décadas pelo PSOE ou o PP. Acho que na práctica não há diferenças e tudo fica em papel molhado.

lavesedo #4 2/Xaneiro/2008 lavesedo

concordo coa caotinha, imaxinades o presidente de Portugal, ou da Francia ou o de Catalunya, que tivo que aprender o catalán, falando como fala o Touriño????

Roi_Batti #5 2/Xaneiro/2008 Roi_Batti

Eu prefiro que falen mal galego a que non o falen.

Lidor #6 2/Xaneiro/2008 Lidor

Ben por #2

AGIL #7 2/Xaneiro/2008 AGIL

Com efeito, em Madrid e em Sevilha e em Valhadolid há uma norma única: Tudo em castelhano, mais ou menos correto, mas em castelhano, desde os nomes das ruas até aos impressos do município. Uma norma única, não o bilinguísmo, que cada pessoa escolha o idioma que preferir; não, norma única, tudo em castelhano.

AGIL #8 2/Xaneiro/2008 AGIL

E por que na Galiza não se desenvolve a administração espaÑola em Galego, pelo menos nesse "galego" que pretende impor, quando não impõe a todos os cidadãos o uso de Galego? Por que na Galiza a administração espaÑola utiliza um "galego" que parece mau castelhano e, além disso, insiste em que o uso de Galego depende a opção pessoal de cada cidadão?

Fer #9 2/Xaneiro/2008 Fer

#2 Um comentário até a lei de berto sair... Ains, isolinhos...

Gaviotero #10 3/Xaneiro/2008 Gaviotero

¡Dios mío que artículo! No tiene ni pies ni cabeza...Que ya empieza el tío cambiándole el apellido Losada a todos los Losadas de Galicia que son muchos y que nunca, por más que él se empeñe, fueron Lousadas. ¡Menudo talibán totalitario!

fervenza #11 3/Xaneiro/2008 fervenza

Teño amigos en Catalunya que din que Montilla inventa palabras en catalán, é dicir "catalaniza" o castelán, cando non lle sal algo en catalán. Touriño falará mal galego,pero Montilla de catalá pouco, creo. O galego normalizaráse cando os pais falen ós seus fillos galego tamén nas cidades, cando non te chamen "paleto" ou "bloqueiro" por falalo na cidade, cando se mentalice a xente de que o idioma culto, fino e de prestixio tamén é o galego, non só o castelán. Cando á xente nova nas entrevistas de traballo non lle digan como me dixeron a min "fulanita, ¿te importaría hablar en castellano?". Saúdos.

maraghota #12 3/Xaneiro/2008 maraghota

para xoselado: http://www.laopinioncoruna.es/...

Gaivotero #13 3/Xaneiro/2008 Gaivotero

Gaviotero talibán totalitario!

Pedrel #14 3/Xaneiro/2008 Pedrel

No canto aparecer os fundamentalistas españois que non toleran ningún comentario a prol do uso dos idiomas, todo semella caer no lixo. Non cedamos espacio a quen o único que ten que facer é amolar a pataca inserindo comentarios fanáticos sob.re o español, atacando o galego e modificando o contexto.
Non sei porqué os de Madrid agora escriben Beijing se sempre escribiron Pekín. ¿Será que os chinos son máis intelixentes que os españoleiros e impuxeron no mundo a fonética máis semellante a que eles pronuncian?
Xa verás gaviotero cando os millóns de chinos fagan que fales chinés sen remedio. É moi doado. Pecado que ti non aprendes ren.

galeguzo #15 3/Xaneiro/2008 galeguzo

#11 Acredita, Fervenza, em que Montilla fala melhor o catalão do que Tourinho. Uma cousa são as paródias do Polònia ("catalanus, catalanas...") e outra são os discursos do Montilla. É certo que tem muitas deficiências linguísticas, mas com empenho e 'seny' conseguiu supli-las muito melhor do que Tourinho. Ao menos, Montilla ainda que não domina completamente o léxico e fonética catalãs, suple as carências catalanizando o castelhano. Tourinho, porém, castelhaniza o galego, cousa bastante pior. E ao menos Montilla conhece regras tão básicas como a colocação dos pronomes no seu idioma, assim como o usso correcto de algumas formas que para os estrangeiros costumam ser problemáticas, como o versátil "en". Voltando para a referência ao Polònia, é um programa da tv pública catalã que mesmo se permite criticar e ridiculizar o falar do seu presidente... Para quando algo igual na Galiza? Impensável!

#10 Se manténs esta afirmação, és um completo ignorante, já que manter isso seria igual a dizer que todos os "Losada" da Galiza procedem de Castela. De "lousa", "lousada" e de "losa", "losada". "Lousa" é palavra do latim falado na Galiza e "losa" só o é do falado em Castela (ou as Astúrias orientais, também). E tendo em conta que a Galiza nunca foi (agás até datas recentes) terra de grandes fluxos imigratórios (sempre chegárom estrangeiros, mas nem tantos), duvido muito que todos os Losada tenham origem forânea. Assim que a interpretação lógica (corroborada em muitos casos em livros de registos) é que são castelhanizações do apelido autóctone, LOUSADA, pese-lhe a quem pesar.

rockandroll #16 3/Xaneiro/2008 rockandroll

Eu penso que o diagnóstico do problema é impecável, ou seja; a única via é a imposiçom, e o resto som-che tudo contos. Que lhe perguntem aos ingleses como conseguirom que o inglês fosse maioritário em todas as ilhas británicas...pois a base de imposiçom, logicamente, com os correspondentes mecanismos coercitivos, mesmo. E como o castelhano foi ganhando hábitos aquí? No que di respeito do ámbito municipal na Corunha, que é um caso bastante especial, simplesmente praticando o monolingüismo de facto e nos ámbitos nom institucionais, por exemplo o empresarial, remito-me ao comentário da Fervenza...

xoselado #17 3/Xaneiro/2008 xoselado

Grazas Maraghota, non lera esas declaracións á prensa.Denotan boa vontade por parte da sra Hermitas.Non sei se será suficiente.Agora ben, estou en desacordo que se perda o tempo en "compilar". A lei está en vigor e é de rango superior á Ordenanza, a que vén novos compendios legais¿?.Tamén me chama a atención o pacto de goberno:PSOE-BNG que trasluce todo esto. Pero un dos cabalos de batalla do sr Tello e de todos os votantes do BNG non era o tema da denominación desta cidade.Non se pactou este tema? Que pactaron entón? Ao día seguinte debería suprimirse o rótulo floral de Alfonso Molina, de LA Coruña por A Coruña.É cumprir a lei e punto.
P.S. O sr Sarille escribíu hai uns meses que o sr Montilla tiña unha hora diaria de catalán.O importante é a vontade de aprender!

laurinha #18 3/Xaneiro/2008 laurinha

Fervenza:
Na obra " A vida e Fala dos devanceiros de Jesus ferro Couselo, baseada em documentos tardo medievais da Galiza sul-oriental, saem muitos rodrigues e gonçalves, porém nom há nenhum rodriguez e gonzalez, e tamem sae uma boa prea de lousadas e nenhum Losada. Porque pense que isso se passou?
Aqui quando se pesquisa um pouco em apelidos pronto se descobre a correcçom bem particada polos registos civis espanhóis, na cidade de Xavier Lo(u)sada, a RAG dedicou um dia das letras a carolina Herrera, e decideu-se por um dos seus biografos pescudar a orige de tam flamante e castelhano apelido, e o meu deus o seu avô era Ferreira e por mais sinais originário dos Açores.
Parabenize aos espanhois e as suas políticas das que os registos civis som bom exemplo e pronto até você será um remorso.

laurinha

laurinha #19 3/Xaneiro/2008 laurinha

Gostei do artigo, lembrou uma cousa óbvia mas que há quem nom quer ver, o espanhol na Galiza é o resultado da imposiçom e do fazer desnecessária a língua nacional dos galegos.
que nenhuma pessoa se escandalice por isso de imposiçom só quero lembrar umas palavras do Doutor Guy Heraud catedrático de direito línguístico na Universidade de Pau (França)e um dos máximos assessores do Conselho de Europa nesta matéria
" Todas as línguas impoem-se sempre pola forza, mesmo quando nom é necessário usar desta"

laurinha #20 3/Xaneiro/2008 laurinha

Xoselado
Há muito que na Galiza há um consenso sobre a lei de normalizaçom a lei3/83(http://www.amesanl.org/lexisla... é um desideratum com pouco valor jurídico.
Nela havia alguns artigos copiados da norma catalã (o qual parece-me bem), mas sem as correspondentes disposiçoes impositoras daquela norma.
Os catalaes já levam quatro textos legais sobre a língua, os Vascos 3. E Nós com este governo do Torito Bravo deascobrimos que com dor que ao além do acordo de governo, que muito falava da língua, o Psoe (polo que a mim me tem comentado) impide qualquer avanço legislativo nessa matéria.
Leia a lei (eis a ligaçom) e pense que é uma lei que o seu incumprimento nom supom nada, pois falta-lhe o valor de toda lei o aparato coactivo, ademais de muitas outras cousas.

laurinha #21 3/Xaneiro/2008 laurinha

a ver se agora funciona a ligaçom
http://www.amesanl.org/lexisla...

larpeiran #22 3/Xaneiro/2008 larpeiran

Que como se normaliza unha lingua? Deixando intereses persoais pseudofilolóxicos e turrando todos do carro. Unha vez normalizada, matémonos pola normativa....

galeguzo #23 3/Xaneiro/2008 galeguzo

#22 Sensato comentário, mas aqui os únicos que discriminam por razão de língua são os isolinos. Lembrai que a actual secretária-geral de Polícia... Política Linguística negou subsídios ao Novas da Galiza ao tempo que assinalava que o importante para a normalização do idioma não é a normativa. Não o é para normalizar... mas sim para aceder a subsídios para projectos normalizadores?

Neste país, os mal chamados 'lusistas' são verdadeiramente reintegracionistas, e os chamados isolacionistas são autênticos integristas.

joam_k #24 3/Xaneiro/2008 joam_k

Acertado artigo. Ainda que alguns comentarios levan a discusions ao debate Normativo (debate esgotado, por certo), creo que o gran problema do galego na Galiza é convertirse na lingua nacional unica desde o ponto de vista social. Unha Galiza monolíngüe galega con individuos plurilingües, eis a unica alternativa á desfeita actual. A normativa é importante como debate académico pero o debate social-político que debemos levar á rua é outro.

xoselado #25 3/Xaneiro/2008 xoselado

Funciona a ligaçom.A lei non é mala, p.ex art 10.Como todas as leis están aí para cumprilas e o BNG debería ser consecuente e esixir sin paliativos o seu cumprimento.Ademáis foi aprobada por UNANIMIDADE.Se o Sr Losada intenta tomarnos o pelo cun tema tan serio o BNG debería levantarse da mesa.Penso que o principal motivo para votar o BNG era o de mudar a politica de Vázquez no tema do galego na cidade.Non si?

ecoe #26 3/Xaneiro/2008 ecoe

O Mauricio sempre acerta nunha boa polémica, parabéns.

Lamentablemente ass leises están para que as cumpramos a maioría e para saltalas a minoría (o mesmo si se trata de intereses, esto é, non se cumpre na maioría -dereitos constitucionais valeiros de contido, lei de normalización do galego, etc.- pero cumpre o interés fundamental, pois o da minoría dominante).

larpeiran #27 3/Xaneiro/2008 larpeiran

Galeguzo, eu non procuro culpábeis nin digo quen tirou a primeira pedra. O problema é que hai unha carencia de unidade nun asunto que nos embata a todos. Dende o 2003 o illacionismo presenta maior unidade ca o reintegracionismo (AGAL vs. Português padrao), e abofé que a perda de falantes non é culpa diso. Porén, quero saber cales son as acións que o reintegracionismo prentende tomar a prol da normalización, quero saber que organismo coherente e unitario do reintegracionismo propón solucións (pragamáticas a ser posíbel, non comezar argumentando a dicriminación que sofren) e sobre todo, que aporta o reintegracionismo na achega de posturas no conflicto NORMATIVO, chanzo indispensábel para a solución dos problemas de NORMALIZACIÓN.

larpeiran #28 3/Xaneiro/2008 larpeiran

Por certo, ten aquel que Shin Chan fixese máis pola normalización e a Cabritinha máis polo reintegracionismo que un fato de filólogos con megalomanía.

larpeiran #29 3/Xaneiro/2008 larpeiran

E si, somos uns integristas, galeguzo.

"Radical é o término que usan os necios para desacreditar a aqueles que son consecuentes coas suas ideas." (James Connolly)

Ou sexa, unha nazón unha lingua de seu.

(Roubeilla á Garrano)

Fer #30 3/Xaneiro/2008 Fer

"Unha nazón unha lingua de seu"
Ou como as naçons hispanoamericanas nom som tal... segundo larpeiran/garrano
E se seguimos coas interpretaçons: Aforrar o "debate normativa" ou como dizer "calade reintegracionistas e deixadenos matar a língua en paz"... Ains, país, país...

laurinha #31 3/Xaneiro/2008 laurinha

Que diferência de nível entre ps comentários de Vieros e do PGL para uma mesma notícia
http://www.agal-gz.org/modules...

galeguzo #32 4/Xaneiro/2008 galeguzo

#31 Diferenças tampouco há tantas. A fim de contas, somos parte do mesmo (im)país. Nem as visões expostas em Vieiros nem no PGL são grupalmente homogéneas. Há comentários no PGL que quadrariam melhor aqui e ao contrário.

E respondendo a Larpeirán, sobre o que fez o reintegracionismo... homem, tendo em conta a ausência total de dinheiro, parece-che pouco mérito o impulsionamento de mais de vinte locais sociais por todo o país (O Pichel, Mádia Leva, A Revira, Henriqueta Outeiro, Alto Minho, Artábria, A Esmorga...), espaços nos quais está plenamente normalizado o galego; as actividades semanais destes grupos (que podes consultar na web), com especial destaque o ano passado para o Voluntariado pola Língua; aplicações informáticas populares como o Dicionário e-Estraviz ou o Topogal; meios de comunicação como o PGL, Galiza Livre ou o Novas da Galiza...?

Se calhar é pouca cousa, mas reitero: tudo auto-financiado e escasamente subsidiado. Longe de nos instalarmos no vitimismo, trabalhamos todos os dias, pomos dinheiros dos nossos petos, e procuramos rendibilidade económica às nossas actividades com o único intuito de fazermos mais e melhor. Provavelmente há demasiados preconceitos contra o reintegracionismo (fruto, como tudo, da ignorância).

O reintegracionismo não se esconde. O reintegracionismo é a corrente linguística herdeira da tradição galeguista. O reintegracionismo é legal. E qualquer cidadão ou cidadã deste país pode, perfeitamente, achegar-se a conhecer o que é e o que propugna, pois contrariamente a 25 anos atrás, já não é necessário fazer mais esforço do que uns cliques de rato. Ora bem, é complicado aproximar-se objectivamente de uma realidade abordando-a com preconceitos do tipo "galego e português são dous idiomas parecidos, mas diferentes", "lusismo e espanholismo são a mesma merda" ou "o reintegracionismo quer diluír o galego no português".

O primeiro que vê um isolacionista que se aproxima do reintegracionismo com seriedade é que a pretexta diferença entre galego e português não é mais do que o fruto de uma convenção. Assumido isto, e assumido que a 'norma' galega é do jeito "A", como poderia ter sido do jeito "B" ou "C" (e o mesmo para a portuguesa); assumido que a língua escrita nunca se corresponde com a falada (ao menos em nenhum idioma europeu com tradição escrita); e conhecidas as vicissitudes linguísticas e históricas do nosso país (e de outros do contorno), o resto vem sozinho. Pura inércia.

larpeiran #33 4/Xaneiro/2008 larpeiran

Fer dixit:
"E se seguimos coas interpretaçons: Aforrar o "debate normativa" ou como dizer "calade reintegracionistas e deixadenos matar a língua en paz"... Ains, país, país.."
Ou, seica tedes a receita máxica da salvación e non a queredes partillar? Moita demagoxia...

larpeiran #34 4/Xaneiro/2008 larpeiran

galeguzo:

e as actividades dos reintegracionistas que como teñen callado alén dos grupos filolóxicos?

Por certo, dime un só traballo sobre a fonética e a fonoloxía reintegracionista. E dime, AGAL ou português padrao para salvarmos o galego (ou queres dicir substituirmos o galego)?

Se nin sabedes cara onde turrades...

larpeiran #35 4/Xaneiro/2008 larpeiran

E non parto de preconceitos senon de experiencia persoal en todo isto.

Fer #36 4/Xaneiro/2008 Fer

Pois pergunta nos bairros das cidades onde trabalham os C.S.... mas onde calharom as actividades isolacionistas/oficias? Os dados de competência lingüística e 25 anos de domínio total e milhons de quartos empregados nom saem mui bem...

ferreirogz #37 4/Xaneiro/2008 ferreirogz

Para 'larpeiran':

José-Martinho Montero Santalha (1986): "A pronúncia padrom galega: tentativa de formulaçom", in Actas do I Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa.

Domingos Prieto Alonso (1987): "Teoria fonológica e fonologia do galego", in Actas do II Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa.

harizti #38 4/Xaneiro/2008 harizti

Pódese estar de acordo ou non co Movemento Reintegracionista, mais non se pode negar que están a prol do galego (obviamente o seu modelo do galego) en maior medida ca o resto da sociedade en xeral e que nunca contaron coas mesmas oportunidades que os "oficialistas", nin por meios nin por trato dos media.

arzaya #39 4/Xaneiro/2008 arzaya

Certamente, grande cantidade das miles de linguas do mundo ocuparon o seu espazo por imposición, comezando polo latín, o galego-portugués, o árabe, o castelán e moitos outros. Os instrumentos foron variados, desde a guerra até a dominación económica. O que falla nos argumentos do artigo é que penso que os instrumentos de imposición son bastante débiles no caso do galego (non hai exército, non hai igrexa independente, non hai capacidade coercitiva económica)..por todo iso semella até inxenua a proposta. Se os galegos non queren a normalización é imposíbel no contexto europeo e español. Por outro lado..queremos realmente os galegofalantes unha imposición legal do idioma ou simplemente poder levar unha vida en galego?

AGIL #40 4/Xaneiro/2008 AGIL

Em geral os reintegracionistas (sem aspas) somos capazes de opinar sobre o "isolacionismo" oficializado pelas instituições do reino de espaÑa, entre outros motivos, porque o conhecemos. Porém, os "isolacionistas" "populares", como os que cá intervêem, evidenciam tal e tanta ignorância do reintegracionismo e mesmo do português que, se tivessem alguma vergonha, pelo menos calariam. Nisso diferençam-se dos "tanga" ou dos AGLI: Reclamam (?) liberdade de uso, mas, em geral, não opinam sobre questões "técnicas", filológicas ou doutro tipo, relativas ao Galego; ignoram-nas, mais nada.
Para ser GALEGUISTA ou ativista do Galego cumpre informar-se. Hoje na internete (google ou qualquer outro buscador) informa de sítios reintegracionistas ou, em geral, fornecedores de notícias sobre as opções "normalizadoras" (e "normalizacionadoras"!) do Galego ou do "galego". Procurem-nas e depois digam, mesmo com insultos...

AGIL #41 4/Xaneiro/2008 AGIL

Porque, caros "isolacionistas" "populares" (larpeiran e semelhantes), bem ou mal, os reintegracionistas contamos como pessoas, cidadãos que pagamos os nossos impostos (portanto, deveríamos ser tratados em igualdade de condições, segundo ordena o art. 14 da "constitución inmaculada de 1978"), e não somos, e contamos também como grupos, diferentes, mas não opostos, que, entre nós, somos capazes de conversar e mesmo discutir, e que também estamos na legalidade (embora as instituições no-la apliquema quando lhes interessar, mas violando em bastantes ocasiões o referido art. 14).

galeguzo #42 4/Xaneiro/2008 galeguzo

Larpeirán, se dizes o que dizes é que não sabes do que falas. Das pubilcações, já se me adiantaram. Da repercussão dos centros sociais... pois olha, como disse o Fer, só tens de te achegar aos bairros onde estão e perguntar, ou entrares e veres o que se faz e como se faz.

Por outra parte, sobre a falta de unidade e referentes... pois é relativo, como tudo. Mas acaso o debate é sintoma de falta de unidade? Se calhar é sintoma de madurez e democracia, porque a mim isso das adesões inquebrantáveis (por certo, e dato curioso, sempre com o para-peito do poder) e das fotos onde ninguém sem move cheira-me estranho. A outra doutrina política de tempos piores.

Total, que mais tem não ter postura 'unânime', se os que têm 'unidade' e pretextos 'referentes' carecem de qualquer autoridade? Vimos recentemente aqui um artigo vitimista dum responsável pola qualidade linguística e selecção de pessoal da CRTVG onde ficava claro que em mais de duas décadas conseguira ZERO progressos. Vemos que a RAG aprovou uma reforma na norma em 2003 e que mais de um ano depois não a divulgara (por certo, aprovada do segundo intento, pois do primeiro não o lograra). Quase cinco anos depois, seguimos a ler "construcción", "estable" ou "ó" por todas partes. Autoridade? Nula.

A RAG e o ILG pactaram uma reforma que não segue praticamente ninguém (mormente por desconhecimento) sobre uma norma que já resultava confusa (por incoerente e mal divulgada) para a maioria dos utentes. Mais de vinte anos depois de o galego ser oficial e obrigatório no ensino, mesmo os galego-falantes habituais escrevem mal na norma 'oficial', algo impensável por exemplo na Catalunha.

Todo isto dá para pensar, verdade? Porém, sobre o 70% das pessoas com ao menos CINCO (já não digo VINTE) anos de prática reintegracionista escrevem com um índice de correcção muito superior a qualquer isolacionista. Ora bem, é claro que cada quem na sua visão da norma, quer uns fiéis da AGAL, outros do português padrão, mas sempre com coerência interna na norma.

No caso isolacionista o mais comum é ver de todo, desde espanholismo até lusismos, ultracorrecções, etc. De tudo menos coerência. E logo, no mesmo texto, cousas como "digo-vos" e depois "convídote". Enfim...

Dirá-se, talvez, da formação filológica dos reintegracionistas. Pois eu digo que de todas as minhas amizades reintegracionistas são minoria os filólogos. Há jornalistas, físicos, desenhadores, músicos, sapateiros, empresários, sindicalistas, políticos, dinamizadores sociais, labregos (sim: labregos), etc.

galeguzo #43 4/Xaneiro/2008 galeguzo

#41 Precioso e preciso contributo, AGIL. É por isso mesmamente que eu lembrava uns quantos comentários atrás que o reintegracinismo é LEGAL. Outra cousa é que se vulnere a legalidade (ou se manipule ad hoc) para nos silenciar.

larpeiran #44 5/Xaneiro/2008 larpeiran

Prezado galeguzo:
"Larpeirán, se dizes o que dizes é que não sabes do que falas. Das pubilcações, já se me adiantaram. Da repercussão dos centros sociais... pois olha, como disse o Fer, só tens de te achegar aos bairros onde estão e perguntar, ou entrares e veres o que se faz e como se faz"

Dáme exemplos concretos de "centros sociais" onde con cada actividade "cultural" haxa máis e máis xente e o número de xente preocupada polo reintegracionismo aumente... iso si, o reintegracionismo como "fórmula" e non como "visión política". Sei moi ben do que falo.

"Total, que mais tem não ter postura 'unânime', se os que têm 'unidade' e pretextos 'referentes' carecem de qualquer autoridade? Vimos recentemente aqui um artigo vitimista dum responsável pola qualidade linguística e selecção de pessoal da CRTVG onde ficava claro que em mais de duas décadas conseguira ZERO progressos. Vemos que a RAG aprovou uma reforma na norma em 2003 e que mais de um ano depois não a divulgara (por certo, aprovada do segundo intento, pois do primeiro não o lograra). Quase cinco anos depois, seguimos a ler "construcción", "estable" ou "ó" por todas partes. Autoridade? Nula."

Culpa entón, a todos os illacionistas, do que e polo que fai a ILG-RAG? Eu son o primeiro crítico desas institucións, pero esas son as ferramentas máis prácticas, responsábeis do que hai e do que temos! De novo, exemplos concretos do papel e dos resultados do reintegracionismo (e qué reintegracionismo, AGAL ou portuguès padrao) na situación actual da lingua. Ou seica imos cara o funtametalismo "fóra do reintegracionismo nAo há futuro?!"

"A RAG e o ILG pactaram uma reforma que não segue praticamente ninguém (mormente por desconhecimento) (...)Todo isto dá para pensar, verdade? Porém, sobre o 70% das pessoas com ao menos CINCO (já não digo VINTE) anos de prática reintegracionista escrevem com um índice de correcção muito superior a qualquer isolacionista. Ora bem, é claro que cada quem na sua visão da norma, quer uns fiéis da AGAL, outros do português padrão, mas sempre com coerência interna na norma."

E de onde botas eses datos????? Non sei, seica vivimos en dous países diferentes ou seica os nosos circulos de amizades son moi sectarios...

"Há jornalistas, físicos, desenhadores, músicos, sapateiros, empresários, sindicalistas, políticos, dinamizadores sociais, labregos (sim: labregos), etc."

Curioso, as miñas amizades -teño a ben non encaixalas polas súas opcións- tamén son moi variadas. E todas monolingües....

O reintegracionismo é legal, abofé. Agora, para normalizarmos a linguas, sodes unha opción MELLOR da que hai??? E se así, por que? Para mudanzas a peor fico como estou.

larpeiran #45 5/Xaneiro/2008 larpeiran

Para ferreirogz:

Algo deste século non hai? Son case 20 anos dende a publicación desas obras. Por certo, non están -aínda?- editadas fóra das actas do congreso? Como pode chegar a elas o amigo labrego do galeguzo?

larpeiran #46 5/Xaneiro/2008 larpeiran

O AGIL dixo:
"Porque, caros "isolacionistas" "populares" (larpeiran e semelhantes), bem ou mal, os reintegracionistas contamos como pessoas, cidadãos que pagamos os nossos impostos (portanto, deveríamos ser tratados em igualdade de condições, segundo ordena o art. 14 da "constitución inmaculada de 1978"), e não somos, e contamos também como grupos, diferentes, mas não opostos, que, entre nós, somos capazes de conversar e mesmo discutir, e que também estamos na legalidade (embora as instituições no-la apliquema quando lhes interessar, mas violando em bastantes ocasiões o referido art. 14)."

Populista? Non moito, grazas! E entón que propós, a creación de institucións paralelas? Levarmos aínda máis ás catacumbas? Eu digo, dúas normativas SI pero se a lingua está normalizada. E repito, en 26 anos de loita normativa (vale, vale, en 500 anos de loita normativa) fixo máis Shin Chan por nós e a Cabritinha por vós... E para tirar foghetes, rapaces!

ferreirogz #47 5/Xaneiro/2008 ferreirogz

Está beeem, 'larpeiran', dou-che outros poucos exemplos deste século:

- "Galego-português lucu-auriense: resultados aj (ia) e o o (>wa) tónicos" (2001). Júlio Diéguez. Agália nº 67-68

- "A ditongaçom E (ja) na conjunçom copulativa E T" (2002). Júlio Diéguez. Agália nº 71-72 (2002)

- "Por umha ortofonia do português da Galiza" (2003. José Luís Valinha. Agália nº 75-76.

E para que nom me digas que também queres algum dos anos 90, também che ponho um:

- "Sobre a gheada e outros debates" (1998). J. Sanches Sobrado. A Nosa Terra, 23-IV-1998.

Todos os trabalhos citados (há muitos mais, claro), estám disponíveis nas principais bibliotecas galegas.

aconjuradosnescios #48 5/Xaneiro/2008 aconjuradosnescios

Fica claro que um modelo que vise o normal progredimento dum idioma deve partir da necessária imposiçom desse idioma no ritmo diário dos seus utentes. A situaçom está clara, porque há cincuenta anos, sem ir mais longe, a populaçom do país tinha como língua materna o galego, ainda quando fosse alfabetizada por decreto em castelhano; e hoje, tanto a língua materna como a de alfabetizaçom é a espanhola. E ninguém acredita honestamente em que essa mudança se tenha operado alegremente. Além de que toda cultura, polo facto de o ser, se impom aos seus utentes de forma aceitada por eles, e mesmo propiciada, também existem inegavelmente as situçons que vivem países como o nosso. E dizer que isso é livre progresso dos povos quando decretar um mínimo na utilizaçom do idioma próprio, por exemplo, no ensino, é tratado de medida fascistóide nom só evidencia umha falha de reflexom, senom que é umha manobra absolutamente interessada. Perversa.

aconjuradosnescios #49 5/Xaneiro/2008 aconjuradosnescios

#39, Arzaya: Concordo contigo em que, polo que parece, pouco se pode fazer na imposiçom do galego, porque nom conta con grandes elementos a favor, que polo geral som de tipo militar. Também nom conta com um poder político numericamente capacitado para agir tal imposiçom, a diferença do que acontece em Catalunha e Euskadi. Mas, por isso, precisamente, declarando-nos profundamente pacifistas e rechaçando precisamente outras formas paramilitares empregues noutras latitudes e cada vez mais também aqui, o único que nos resta é confeccionar de facto essa força política, que nom virá de partidos com interesses além da Galiza. E para criar esse poder político há que criar antes necessidade. A imposiçom (isto é algo que nom nota o camarada Castro) apenas funciona por necessidades: impom-se o inglés por necessidade económica e comercial, igual que já se fazia e se fai com o espanhol, etc. O que se precisa é conseguir que seja necessário um uso do galego para que a populaçom vaia decatando-se de que é necessário conhecê-lo, e conhecê-lo bem, e empregá-lo. O problema do galego nom som apenas os escuros administradores que olham para toda parte que nom seja esta. O problema é que eles conseguiram transformar o galego numha questom inútil e, polo tanto, custosa. Nom se esqueça que um dos argumentos dos Tanga- é o quantidade de dinheiro disposto a manter um cadáver ou, no melhor dos casos, um moribundo: infelizmente, a cultura e a identidade pouco valem. É indignante, mas, jogando no terreno deles, há que jogar com as regras deles: há que revalorizar o galego à medida que se vai fazendo necessário, e só assim. O resto nom vai vir só, mas isto ajudará fortemente.

laurinha #50 5/Xaneiro/2008 laurinha

Comparto a certidume na honestidade das posturas das gentes todas que aqui escrevem, e por isso a dor sento dos amigos ilusos que acreditam que o que é oficio espanhol de estirpar este pais e a sua alma é dizer a sua língua, chamam-lhe "normalización do galego", quanto iluso pouco luso, e que bem apagada foi a tradiçom nacionalista que era quem de guiar o leme desta nave, antes da guerra de esmagamento contra a pluralidade nacional do estado polos espanhóis.

Ontem a Fundaçom Galiza Sempre homenageou em Grou e Celanova a Elígio Rodrigues, o aviador, e um bom amigo compostelão lá levou-me de companha no seu carro; e que bom foi escuitar o texto do Elígio que a viuva deu a ler ao Presidente da associaçom arraianos, e ver como ecoava o lusismo que sempre foi jungido ao galeguismo.

Porque nas novas geraçoes "nacionalistas bloqueiras" ilgairas, tudo isso ficou morto e só se percebe regionalismo seródio espanhol?

galeguzo #51 6/Xaneiro/2008 galeguzo

Larpeirán, o meu amigo labrego e reintegracionista também tem internet, assim que pode acceder a estas publicações a mais.

Por outra parte, dizes que não etiquetas as amizadas polas opções linguísticas, mas justo depois assinalas que as tuas são "todas monolíngues", com o qual reconheces que quando menos sim as etiquetas polo idioma empregue :D

larpeiran #52 6/Xaneiro/2008 larpeiran

Si, e?

mau #53 6/Xaneiro/2008 mau

1.-"por Javier Losada (provavelmente Lousada, a nom ser que poda apresentar razons biológicas para a sua condiçom de renegado)" este trecho é lamentável.
2.-O movimento normalizador da língua da Galiza não estamos em posição de impor nada a ninguém. É-nos bem pouco rendível.
3.-Acho detestável a atitude pública de determinados sectores do movimento normalizador quando se erigem em guardiães de essências, como no caso dos apelidos, sendo um tema tecnicamente, sociologicamente mais complexo do que:
Pérez é espanhol, Peres é galego.
ou
Eu sou Rivera porque sei lá se tive ou não ascendência castelhana(?).

Como sempre utiliza-se qualquer questão simbólica como instrumento absolutamente demagógico para atiçar o lume sem vontade contrutiva... muita vontade de medir pirocas, acho eu, e pouca para construir.

Sintome enjoada com toda esta merda.

poti88 #54 29/Febreiro/2008 poti88

ISSO ISSO!!!
TEMOS QUE NORMALIZAR AOS ANORMALES Q NOM EMPREGAN A NOSSA LINGUA:
SABEDE ESPANHOLINHOS FEIXISTAS QUE A VOSTRA LINGUA ASSASINA TEM OS DIAS CONTADOS NA NOSSA COSTA VERDECENTE
lo he dicho bien???

PedraCorado #55 17/Abril/2008 PedraCorado

Sou galego e escrevo há muitos anos na norma portuguesa. Tenho estudado a evolução do galego desde o século IX altura em que a nossa língua se considera formada.
Considero que o português é galego actualizado pelo seguinte:
1-Durante sete séculos a língua foi comum aos pais dos povos que hoje habitam os territórios da Galiza e de Portugal.
2-Os povos que habitam Portugal não foram trocados nem mudaram de idioma.
3-Contudo desde a idade média até hoje passaram-se duas realidades uma em Portugal e outra na Galiza:
a) Em Portugal a língua escrita foi aculturada, não sendo escrita somente pelo ouvido, mas respeitando a origem das palavras e a árvore da sua família. A escrita foi regulamentada de forma científica sem colonização. O maior poeta e escritor português de todos os tempos viveu no século XVI na época o seu nome escrevia-se Luiz Vaz de Camóns. Hoje escreve-se Luís Vaz de Camões. Nos séculos XV, XVI em português também se escrevia as palavras “coa” “tamém” “castelán” e outras que se veêm nas páginas da Web em galego. Hoje “coa” ainda se pronúncia em português mas escreve-se “com a” porque cientificamente são duas palavras ( “com” preposição que em inglês é With e “a” artigo que em inglês é the). A palavra “tamém” os portugueses menos cultos falam “tamém” mas escrevem todos “também” por aprenderem na escola que é a contracção de duas palavras “tam” (que hoje é tão) e “ bem”. Quando alguém que domina a língua portuguesa bem lê em voz alta o galego na Web compreende tudo porque os sons são similares. A forma escrita é que é conforme o ouvido não respeitando as regras da norma escrita internacional do português. Portanto na idade média os portugueses escreviam só pelo ouvido e agora a escrita está normalizada de acordo com a linhagem da árvore da família de cada palavra. É esta a diferença.
b) Na Galiza pelo contrário a língua foi oprimida. Retirada das escolas durante séculos. Nas cidades as pessoas mais cultas foram as que mais influência do castelhano tiveram. No mundo rural foi onde o galego mais sobreviveu. Contudo no meio mais inculto. Por isso o galego na Galiza chegou aos dias de hoje como uma língua de ouvido, antiga sem actualização, quase sem escrita, descaracterizada e castelhanizada. Foi um feito heróico a nossa língua ter chegado aos dias de hoje depois de tanta opressão. Porém temos de reconhecer que chegou muito debilitada e enferma.
Temos que reconhecer que o idioma galego não chegou aos dias de hoje com vitalidade suficiente para manter o seu caracter original actualizado.
Como galego penso que temos sorte do nosso idioma se manter num país vizinho e irmão da fala e estar actualizado. Porque não se pode ter como galego do século XXI um idioma que é do século XV e por ouvido, na maioria através do mundo rural chegou ao século XXI.
O povo galego precisa de ter o seu idioma actualizado e só a norma internacional do português dá essa garantia. Ao contrário do espanhol que Espanha dita as normas do idioma, o português tem evoluído com acordos ortográficos entre os peritos de todos os países que falam português. São mais de 250 milhões de falantes nativos em todo o mundo que falam o galego actualizado na norma internacional. Nós galegos deveríamos ter também peritos no Instituto Internacional da Língua Portuguesa para representarmos as nossas particularidades e enriquecermos com elas a nossa língua comum.
A Galiza como Nação que é só terá viabilidade no contexto internacional se os galegos escreverem na norma internacional . É esta realidade que faz os colonialistas através da RAG estarem a inventar um novo idioma o “portunhol” para dividir os galegos. Já perdemos tempo (séculos) de mais.
Se o povo galego não compreender isto será sempre uma colónia de Castela dentro da chamada Espanha!!!
Como galego sinto uma enorme tristeza por ver que nem todos os galegos compreendem isto. Enquanto andarmos a discutir as normas linguísticas e não nos reintegrarmos na língua comum não temos futuro.

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Mauricio Castro

Maurício Castro

Maurício Castro naceu en Ferrol en 1970. É profesor de portugués, actualmente adscrito á Escola Oficial de Idiomas da Coruña, despois de dous anos de docencia en Badaxoz.