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Reformar Espanha?

11:00 07/02/2008

Eis o declarado objectivo de importantes sectores dos nacionalismos periféricos oficialmente adscritos ao autodenominado Reino de Espanha. Em poucas palavras, a estratégia a seguir polos povos basco, catalám e galego passa por fazer coincidir o que Espanha já é (um Estado plurinacional, pluricultural e plurilingüístico) com aquilo que os seus principais partidos políticos (leia-se PSOE e PP) impedem que também seja a nível institucional.

Nessa perspectiva (representada por partidos tipo PNB, CiU ou BNG), a aliança das três nacionalidades históricas (a basca, a catalá e a galega) poderia algum dia mudar a natureza jurídico-política de Espanha, chegando-se a um estatuto igualitário para todos os povos dependentes de Madrid, através –supom-se– da renúncia por parte da naçom hegemónica (castelhana?, espanhola?) de nom sabemos que quotas de soberania em favor das referidas autonomias.

É curioso que as pessoas que, frente a esse modelo, defendemos um outro baseado no exercício do direito de autodeterminaçom, com umha perspectiva independentista, costumemos ser riscadas de ‘utópicas’. Será que alguém acredita realmente que exista algumha possibilidade de que as instituiçons sustentadoras da Espanha unitária, representadas na Constituiçom monárquica de 1978, cedam um milímetro de terreno ganho à soberania dos nossos respectivos povos?

Nom será mais irrealista considerar qualquer possibilidade de renúncia por parte de quem até hoje véu hegemonizando o grande mercado material e simbólico que constitui Espanha, sem quebrar o modelo? Um mercado que, formado polo grande capital sobretodo madrileno em aliança deste com importantes sectores cataláns e bascos, em nengum caso permitirá um reparto equitativo do pastel, nem que seja territorialmente, a risco de que pudesse acabar esquartejado de vez.

Versom eleitoral

A versom eleitoral é só umha imagem reflectida e parcial do cerne do assunto, mas dá para vermos o que podem dar de si as ilusons reformistas. Os nacionalismos basco e catalám, aritmeticamente hegemónicos em parte dos respectivos territórios (a Comunidade Autónoma Basca e o Principado da Catalunha), nom conseguírom quebrar a lógica continuísta do Estado unitário espanhol, e tampouco parece provável que um suposto crescimento significativo do nacionalismo autonomista galego o faga. O maior peso demográfico, económico e, por imperativo constitucional, militar da ‘Espanha una’ barra qualquer pretensom ‘radical’ dos respectivos autonomismos. E nisso, o próprio BNG o reconhece nestes dias de campanha, o PSOE e o PP só constituem versons light e heavy do mesmo espanholismo.

Chega com ver as orientaçons estratégicas das políticas dos grandes partidos espanhóis, a nível educativo, lingüístico, mediático, institucional… com a perspectiva que dam os últimos trinta anos de restauraçom bourbónica, para compreender que o núcleo dirigente do projecto nacional espanhol, hoje ainda nom cristalizado, nom está por nada que nom seja culminar a sua afirmaçom histórica como naçom ‘una, grande y libre’.

Enxergam-se inclusive possibilidades de umha reforma da lei eleitoral que restrinja ainda mais o poder dos votos das direitas basca e catalá, incluindo na eventual jogada o nacionalismo galego. Se a reforma nom for finalmente aplicada significará que o núcleo duro do Estado espanhol nom considera ameaças sérias nos nacionalismos periféricos.

Nom diremos, entenda-se-nos, que seja indiferente a existência de forças que, como o BNG ou os partidos da direita basca e catalá, baseiem o seu jogo eleitoral em ganhar novas competências e defender umha idealista ‘reforma de Espanha’, para assim arranjar acomodo para as suas expectativas autonomias. Umha reforma que, nom o esqueçamos, nem sequer trouxo a lembrada II República, nom menos unitária que a actual monarquia parlamentar.

Lógica institucional
Porém, no caso concreto da Galiza, necessitamos um projecto colectivo que ofereça verdadeiras expectativas de desenvolvimento como povo, para além da lógica institucional fechada que impom o nacionalismo espanhol. A Galiza necessita um verdadeiro projecto de construçom nacional que, como fam todos os povos maduros que ainda nom a conseguírom, aposte na nossa plena maioridade, como naçom soberana.

A partir da assunçom teórica e, sobretodo, da concreçom prática desse projecto, hoje infelizmente disperso e imaturo, a história do nosso país terá dado um salto qualitativo num processo que nos conduza aonde tantos outros povos já chegárom antes de nós: à independência nacional.

Que o BNG nom vai cumprir essa funçom encarrega-se de no-lo lembrar freqüentemente o seu porta-voz nacional. Daí a necessidade de construir algo diferente, que consiga confrontar dialecticamente um programa soberanista de construçom nacional, a partir de parámetros de esquerda, com as condiçons materiais impostas por umha Espanha que já vemos que nom dá para mais.

Será isso, ou continuarmos a ver como o nosso nacionalismo light aspira ao que até hoje ninguém conseguiu: reformar Espanha.

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Comentarios (25)

galeguzo #1 7/Febreiro/2008 galeguzo

Grande artigo, Máuri. Só che faltou (se me permitires a crítica) falares às claras do "Máis forza en Madrid" ;)

Caotinha #2 7/Febreiro/2008 Caotinha

Projecto colectivo, eis a questão. Mas o BNG hoje não age como um movimento de libertação nacional. É um partido mais do sistema. O seu é gerir o dia-a-dia.Não há projecto de futuro. O importante é DESESPANHOLIZAR, e aí o que conta são as pessoas individuais. Cada quem pondo o seu grão, no emprego, na vida diária, etc... DESESPANHOLIZANDO. Os deputad@as do BNG írão a Madrid para ESPANHOLEAR.

moledo #3 7/Febreiro/2008 moledo

Caotinha, quando o BNG solicita em Madri, apenas por exemplo, a recepção das tvs portuguesas na Galiza penso que não está lá muito a espanholear...

Caotinha #4 7/Febreiro/2008 Caotinha

O BNG dá uma no cravo e outra na ferradura para contentar os seus fregueses, mais o miolo da sua política não olha precisamente para Portugal; nem no político nem no linguístico.Por enquanto os filhos do Quintana já empeçam a falarem em espanhol, cousa que o deberia fazer reflexionar muito seriamente. Mas, tanto faz, ele está contente.

Ghaviotero #5 7/Febreiro/2008 Ghaviotero

Pois mirade: eu penso que a solución pasa por conseguir que Castela sexa nacionalista, apoiando a partidos ao xeito de Tierra Comunera ou Izquierda Castellana. Se non, é aritméticamente imposíbel trocar o estado das cousas.

000 #6 7/Febreiro/2008 000

Di: "partidos tipo PNB". As siglas nom se traduzem! Nem aqui nem na China Popular!

Maeloc-do-Rouco #7 7/Febreiro/2008 Maeloc-do-Rouco

Hai nom se traduzem as siglas?? Ha ha ha..E que e o que passa logo coa UN ou ONU coa USSR, CCCP, URSS ou coa NATO ou OTAN, co FMI ou IMF...DE facto as siglas JAORA que se traduzem...ja che digo...De facto cando atopas o nome do Partido Comunista chines...Atopas tu as siglas em chines??? Se e assim es tu unico...Vai zoco que metiche meu

Maeloc-do-Rouco #8 8/Febreiro/2008 Maeloc-do-Rouco

Mais siglas: IVE-IVA-VAT...Noms e traduzem??? As vezes manda-se a lingua a pazer cumha facilidade...

galeguzo #9 8/Febreiro/2008 galeguzo

Maeloc, tens muita razão. Às vezes há muita gente a opinar por aqui sem ter nem ideia e sem pensar antes no que diz. Do melhor, o exemplo do Partido Comunista chinês :D!

Tino #10 8/Febreiro/2008 Tino

Sr Maurício Castro:
Se o BNG nom consegue ter umha ampla maioria para, polo menos pôr a Galiza no centro de atençom onde se decidem as políticas q nos atingem, considera você realista um projecto político mais ambicioso?
Realmente já existem partidos con esse ideário sem cualquer apoio no processo democrático (léia-se votos).
As suas proposiçoms nom som novidosas, por enquanto já estam no ideário de Galiza Sempre (talvez expressadas com outras palavras), e depois de 30 anos nengum partido político foi capaz de enxergar dito ideário e fazer q fosse assumido por umha ampla maioria de votantes.
As cousas som como som e estám como estám: mudar para melhorar? Si, mais eu gostaria de saber o COMO?

alog #11 8/Febreiro/2008 alog

Tes razón no canto que parece que o BNG non pula por camiñar cara a soberania nacional, sen embargo na actual configuración apostar plenamente por ela pode facer descarrilar os pequenos avances conseguidos. Sen embargo a alternativa mais independentista non obten nengún tipo de apoio social, e incluso vive na marxinalidade politica, e non so polos ataques no españolismo, senon por actitudes propias. Ademais o proxecto independentista galego carece do primeiro, de proxecto, mais ala de corta e pegas da alternativa KAS... Falta proxecto politico nacional, non existe nen sequera un guieiro para camiñar -salvo claro esta os roios de causa galiza (ou que fora) poñendo bombas en pisos pilotos (un día pasara o da Clangor e xa nos botaremso a chorar...)-. Dificilmente van poder atraer a alguen a ese camiño.
A solución a mais curto prazo pasa por aumentar as competencias propias, pular por unha certa soberania fiscal, e tratar de ter voz propria en todalas institucións, e dicer apostar polo BNG, tratando de sumar a mais galegos/as a causa nacional, e ao mellor nuns anos -moitos- podemos tratar de falar de maiores metas. Pero cando mais rememos para o mesmo lado, con ideas claras, mensaxes sinxelos, e certo grado de practicidade poderemos afianzar o noso obxetivo: a soberanía nacional no modelo acaido para ese tempo.

MCastro #12 8/Febreiro/2008 MCastro

Quero agradecer as opinions e críticas e, se me permitirdes, comento algumhas.

Para já, reconheço que nom dou a 'fórmula mágica' da vitória, e nom só polas minhas limitaçons intelectuais, mas também porque nom existe tal fórmula. No entanto, há umha série de evidências quanto à evoluçom do nacionalismo representado polo BNG.

Por exemplo, é claro que historicamente jogou um papel progressivo muito importante na afirmaçom nacional da Galiza e fijo-o com um programa claramente progressista, conseguindo umha importante introduçom social -nom falo plano eleitoral-, muito maior da que hoje tem.

Na actualidade, a sua evoluçom deu na absoluta integraçom no discurso central do sistema, abandonando o 'lastro' ideológico rupturista, de esquerda e soberanista que algum dia tivo. Mas, sobretodo, abandonando essa introduçom social tam importante que chegou a ter, ao ponto de perder a sua decisiva influência nos movimentos sociais, que agora até se manifestam contra o próprio BNG.

Paradoxalmente, a actual maior quota de poder institucional da sua história coincide com os piores parámetros quanto a presença nos -fracos- movimentos sociais existentes. E coincide também com o pior momento da nossa história no terreno da subsistência do idioma, um terreno em que a dirigência do BNG -nom o conjunto das suas bases- parece ter desistido de dar qualquer batalha séria.

Ao contrário do que dizedes alguns ou algumhas, nom creio que o futuro esteja em manter essa estratégia de integraçom e renúncias. Os frutos conseguidos para o País nom justificam manter esse rumo, que poderá garantir um bom futuro ao próprio BNG -talvez nem isso- mas nom à Galiza como comunidade nacional em risco de desapariçom.

A questom, claro, é como superar esse projecto histórico hoje esmorecente chamado BNG. A minha tese no artigo é que tem de surgir algo novo. De que dependerá que surja? O tema é complexo, mas acho que esse desafio pom sobre a mesa um tema fundamental: tem a Galiza, como projecto de construçom nacional, fôlegos para retomar esse caminho perdido pola principal força política do nacionalismo? Dará a nossa comunidade nacional construído esse novo instrumento social e político tam necessário, que sem repetir o passado represente a nossa vontade de ser?

Eis a questom que todas e todos os que queremos um futuro diferente devemos resolver...

Cumprimentos,
Maurício.

joam_k #13 8/Febreiro/2008 joam_k

A libertaçom nacional está sendo um processo longo de muito esforzo no que se foron 'queimando' varias xeracions de galegos. Estase contribuindo a esa construcción do pais dende moitos eidos: na luita sindical, nos proxectos de centros socias, nos movimentos vicinhais, na musica, no teatro, no activismo na rua, nas fabricas.... Pero sen dubida estamos no final dun ciclo. O BNG acadou certa cota de poder e converteuse nun partido institucional. Non está mal. Non ten porque se mao. Poderá facer cousas que non nos satisfagan completamente ou que nos decepcionen pero seguro que a sua presenza vai contribuir nalgunha medida a reforzar/manter/resistir o noso proxecto nacional. Dito esto, é claro que existe um baleiros político na nosa sociedade. Non existe unha forza republicana, independentista e de esquerda con unha presenza social significativa. O Republicanos Galegos non somos quem de organizarnos. Uns na casa, outros divididos en disputas Nos-UP/FPG e outro grupo mirando para o BNG. Somos incapaces. Ese tema non depende de ningue mais. Depende de nos mesmos. Tan dificil é trabalhar todos xuntos nunha Plataforma política que loite pola Republica galega? Fundemos a Republica Galega xa (ainda que sexa na sombra, por agora). De todos xeitos hei de decir que o artigo de Mauricio Castro pareceme integrador, constructivo e no caminho do artelhamente dun proxecto nacional. Parabens

Tavia #14 8/Febreiro/2008 Tavia

Acho que nom devemos dar-lhe mais voltas ao do BNG.
A questom é: Quremos verdadeiramente a independência ou só latricar nas tabernas? Polo que semelha Maurício Castro sim .Mais também NOS-UP, a Frente,
os do Canal Histórico, os de Camouco ou os de Melide?

Majorinus #15 9/Febreiro/2008 Majorinus

"Será que alguém acredita realmente que exista algumha possibilidade de que...?"

"Nom será mais irrealista considerar que...?"

Será? Nom será? Seja como for, o estilo discursivo destas frases indica que se está a apelar para as pessoas previamente convencidas a respeito destas "verdades", pois o seu tom é tautológico; isto é afirma-se retoricamente e nom se propom, depois da afirmaçom, as provas que confirmem ou refutem a correcçom da mesma. Indicativo, basicamente, do costume pouco dialéctico de dialogar (sem λόγος) apenas com os semelhantes.

Este é um problema de coerência. Coerência, isso que segundo o independentismo é privativo deles, mas que podem dizer que é privativo deles porque fazem um básico exercício de incoerência revolucionária: a ausência da política. Porque Nós-UP, a diferença do que digam, nom faz política. Captaçom sim, mas isso é outra cousa. E ao nom se fazer política, fica-se livre das contradicçons da praxe (ou, como se diz em espanhol: "en boca cerrada no entran moscas". Nem entra nada, nem sai nada, evindentemente).

Dizia Marx (esse "pope" de nome tam conhecido e obra tam pouco lida – excepçom feita do Manifesto, que como é justamente isso, um manifesto aliás breve, todos os revolucionários de Visa e Mastercard conseguem ler e entender) que a história se repete sempre, mas a segunda vez repete-se como paródia. Primeira Linha, como filha saída do BNG, repete a história do pai. Há trinta anos, o BN-PG também nom queria reformar Espanha; eles, a diferença dos pseudo-nacionalistas "podres" (todo "autêntico" tem um "podre" do qual alimentar-se a rebufo) iam pola via rupturista e revolucionária. O primeiro passo da sua Praxe Revolucionária foi fazerem pintadas; o segundo, apresentarem-se às eleiçons das instituiçons burguesas e espanholas. Ora, nom era por gosto, claro, era por simples necessidade conjuntural dentro da estratégia revolucionária.

Igual que o seu pai, Primeira Linha propugna como primeiro passo a pintada; como segundo, apresentar-se (por simples necessidade conjuntural dentro da estratégia revolucionária) às eleiçons hispanico-burguesas. A fame de institucionalidade sintomatiza-se no mesmo tipo que críticas que o BN-PG dirigia aos seus "podres" para, depois de eliminados da cena política, fazer o mesmo tipo de política que faziam eles.

E onde fica a degeneraçom dos ciclos da história, de que falava Marx, em tudo isto? Basicamente, dizia ele, que os revolucionários de 1830 nom eram nenhuns Robespierres, e para tempos novos cumpre ser mais original do que fazer oposiçons onde todo o mundo já se colocou… há anos. Aliás, De Maistre, que também falou da revoluçom (ou, neste caso, "revoluçom"), mas desde o outro lado, observou que ela devorava os mesmos que a tinham engrendrado e alimentado. Os discursos têm a sua lógica interna, muito apesar, frequentemente, de quem os profere, e por isso as "coerências" devindas da ausência de praxe acabam por ficar, como dizia aquele, no "pó da história".

Majorinus #16 9/Febreiro/2008 Majorinus

"contradiçons", queria dizer, nom "contradicçons".

ferreirogz #17 9/Febreiro/2008 ferreirogz

Majorinus, tu, que sim leste Marx, deverias saber que ele, no 17 Brumário, nom fala da repetiçom de episódios históricos como "paródia", mas como "farsa". Já que queres pontificar sobre teoria marxista e leste mais do que o Manifesto, tem um pouco de rigor.

O de que Nós-UP nom fai política mas "captaçom" terias que explicá-lo. Eu suponho que fará política ao nível que as suas modestas forças lhe permitam, porque nom é nengumha seita e som as seitas que "captam". Espero que seja umha imprecisom tua e nom um insulto, pois é preferível debater sem insultar, nom achas, Majorinus?

Majorinus #18 9/Febreiro/2008 Majorinus

Oh, sim... «farsa». Essa era a palavra «técnica». Nada que ver com «paródia», claro. Som-che cousas diametralmente opostas! Tá bom. Paródia, farsa... Lo importante es el concepto (Manquiña). Eu ia por aí, por um conceito semelhante a «paródia» ou «farsa». Aceitarias a minha «falta de rigor» e ficarias com a ideia? Thanks...

O de «já que queres pontificar» é-che um recurso bastante gastado. Eu simplesmente escrevo do que lim; outros escrevem do que nom lerom. E pontificam bastante mais do que eu; bastante ver a sua divisão de «Materialismo Dialéctico em Quatro Dias» entre os Coerentes (eles) e os Traidores ou Incoerentes (o resto).

E o de «debater sem insultar é-che já gastadíííííssimo. Pelo que se vê, os únicos que aqui podem insultar som os Coerentes Independentistas, porque quando desde a sua altura de Coerência Impraticante dizem que fulano ou mengano som «traidores» ou «vendidos», nom estarám insultando, mas simplesmente emitindo um «diagnóstico» sobre o que eles observam. Em troca, se outros criticam, em menor proporçom, o que eles fazem, entom é que já os estám a insultar. Nota-se bem que nom estám acostumados a tratar socialmente com alguém que lhes leve a contrária.

Majorinus #19 9/Febreiro/2008 Majorinus

By the way, Marx escreveu sobre o 18 de Brumário, não sobre o 17. Rigor!

mau #20 9/Febreiro/2008 mau

Pronto, pois muita sorte eh? Quando monteis o (PhC) Partido híper-Coerente, (translate that) avisais, ok? Por enquanto vamos ter que nos conformar com caquinha-seca e já está. Não vos acredito muito nas vossas nações, mas insisto, quando a Revolução começar... contem comigo, seria muito feliz no PhC... ou é que já existe e não tínhamos reparado? UMMMM

Majorinus #21 9/Febreiro/2008 Majorinus

Utracoherent Party, I guess.

000 #22 13/Febreiro/2008 000

Tenho ouvido muita gente dizer que os isolacionistas deveriam reconhecer que a sua estratégia é um fracaso... e que simplesmente por isso deveriam tentar outras, como a do reintegracionismo, embora simplesmente fosse por apurar todas as vias possíveis para recuperar falantes.

Da mesma maneira, alguns destes pseudo-políticos que jogam a Mesa Nacional de HB sem esquerda abertzale por trás... deveriam reparar em que o chamado "independentismo organizado" ou "nacional-independentismo" leva décadas sem crescer nem dar um passo certo. Ah! Perdidos na espiral e no processo! Umha e outra vez a mesma merdinha desde anos atrás, é que como somos um país pequeno...

Deixem de foder-lhe a vida aos rapacitos sem idade nem experiência que a necessidade de séquito os leva a CAPATAR e procurem protagonismo social na Liga Nacional de Bilharda!

Majorinus #23 16/Febreiro/2008 Majorinus

«Capatar» é uma mistura de «captar» com «capar»?

Galeguismo #24 30/Marzo/2008 Galeguismo

Assunto: O idioma Galego do Século XXI é o Português de hoje como já o era no século IX. A ortografia (portunhol) que o Estado espanhol nos está a impor é dividir para reinar e neocolonialismo castelhano. Português é Galego normalizado sem os humilhantes “séculos escuros”. Se não fosse estes séculos de opressão do povo galego quem duvidava que hoje a norma escrita do português era naturalmente a mesma que na Galiza? Acabe-se com as enfermidades de nosso idioma e cultura resultantes da opressão.

FACTOS:

Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do reino de Leão que na época ocupava a Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal. A sul do rio Minho ficou por libertar uma pequena parte da Galiza que hoje está integrada na Extremadura espanhola. O nome de Portugal há quem diga que foi em homenagem a uma antiga localidade perto da cidade do Porto que se chamava Portos Cale, porém outros historiadores defendem que a palavra é composta de portu (de porto marítimo)e gal (de Galiza). Ou seja o nome Portugal significava o porto de chegadas e partidas da nova Galiza independente a sul do rio Minho e a esperança de desenvolvimento para o povo do novo reino.( Por—GAL).
O cidadão Galego Dom Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal com a capital na cidade minhota de Guimarães. Só muito mais tarde depois da reconquista de Lisboa aos mouros pelo 1º rei e fundador de Portugal, o Galego Dom Afonso Henriques a capital passou para esta cidade.
Os territórios libertados da antiga Galiza a sul do rio Minho são hoje as seguintes províncias portuguesas: Minho (capital Braga), Trás-os-Montes (capital Bragança),Douro (capital Porto), Beira Alta (capital Guarda), Beira Baixa (capital Castelo Branco), Beira Litoral (capital Coimbra). Pertencia ainda também à antiga Galiza a sul do rio Minho e não foram libertadas uma parte da Extremadura espanhola junto à província portuguesa da Beira Baixa e outra na actual provincia de Salamanca San Felices de los Gallegos.
A palavra “Beira” significava fronteira, à beira dos territórios mouros, ou seja o fim do extremo sul da Nação Galega. Esta verdade Histórica é tão presente que ainda hoje entre portugueses se chama galegos aos portugueses que residem ou nasceram nestas 6 províncias portuguesas.
Depois estes galegos do sul com o nascimento do Reino de Portugal começaram-se a chamar de portugueses de forma a se destinguirem dos outros galegos a norte do rio Minho que continuavam ocupados pelo reino de Leão.
O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul para lá das “Beiras” as terras ocupadas pelos mouros formando o país moderno de hoje. Aos mouros foram reconquistadas as seguintes províncias portuguesas: Extremadura portuguesa (capital Lisboa), Ribatejo (capital Santarém), Alto Alentejo (capital Évora),Baixo Alentejo (capital Beja)e o bisneto de Dom Afonso Henriques, o rei Dom AfonsoIII reconquistou aos mouros o Algarve (capital Faro). As terras conquistadas eram normalmente povoadas por galegos do norte do rio Minho por falarmos a mesma língua e haver a norte uma grande concentração de população disponível para povoarem terras desabitadas após a reconquista. O rei Dom Fernando de Portugal ainda libertou temporariamente de Castela a Galiza a norte do rio Minho, mas não conseguiu manter. Mais tarde descobriram as ilhas dos Açores e da Madeira desabitadas e povoaram-nas com galegos do norte e do sul do rio Minho.
Por isso portugueses e galegos têm a mesma origem não só linguisticamente como têm a mesma matriz humana. São o mesmo povo original do extremo litoral norte da península ibérica.
A única diferença é que uns mais a norte passaram do domínio do reino de Leão para a colonização castelhana enquanto outros a sul seguiram um destino livre e independente, conservando e aperfeiçoando naturalmente a sua língua e desenvolvimento humano.
Os galegos do sul independentes que entretanto passaram-se a chamar portugueses. Depois de reconquistarem as terras ocupadas pelos mouros na península, expandiram-se mantendo por séculos a soberania em vários territórios do mundo como exemplo:
1- Norte de África: Aguz, Alcácer-Ceguer, Arzila, Azamor, Ceuta (portuguesa desde 1415 cedida a Espanha em 1640 oficializado em 1668.Mantem a bandeira portuguesa do território igual à cidade de Lisboa e o escudo português da época), Mazagão, Mogador, Safim, Agadir, Tânger e Ouadane.
2- África Subsariana: Gana, Senegal, Angola, Guiné, Guiné Equatorial (Portuguesa desde 1471 cedida a Espanha em 1778 em troca com territórios na América do Sul), Benim, Melinde, Mombaça, Moçambique, Quiloa, Arguim, Ilha Ano Bom, Cabinda, Cabo Verde, São Jorge da Mina, Ilha Fernando Pó, Costa do Ouro Portuguesa, Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, São Tomé e Príncipe, Socotorá, Zanzibar, Ziguinchor, Ilhas de Ascenção e Santa Helena, Congo, Zâmbia, Camarões, Gâmbia e zimbabwe.
3- Ásia Ocidental: Bahrein, Ormuz, Mascate e Bandar Abbas.
4- Subcontinente Indiano: Canacor, Chaul, Chittagong, Cochim, Cranganor, Ceilão, Laquedivas, Maldivas, Baçaim, Bombaim (Mumbai), Calecute, Hughli, Nagapattinam, Paliacate, Coulão, Salsette, Masulipatão, Mangalore, Singapura, Surate, Thoothukudi, São Tomé de Meliapore e Estado Português da Índia ( Goa, Diu, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli).
5- Ásia Oriental: Bante, Flores, Macau, Macassar, Malaca, Molucas, Amboina, Ternate, Tidore, Nagasaki (no Japão cidade fundada pelos portugueses em 1571) e Timor.
6- América do Norte: Terra Nova, Labrador e Nova Escócia.
7- América Central e Sul: Brasil, Barbados, Guiana Francesa e Cisplatina (Actual Uruguai na época portuguesa a capital era Sacramento ,hoje conhecida por Colónia de Sacramento, cidade fundada e povoada tanto por pessoas como até animais domésticos originários do Minho do norte de Portugal).
Estes galegos do sul independentes criaram o maior império global da idade média no mundo. Superior ao castelhano. Por isso hoje são vários os países onde se fala português/galego para além daqueles em que é idioma oficial.
A língua portuguesa que é o galego do século XXI, com mais de 250 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, sendo falada no Ex-Estado Português da Índia (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli)e Guiné Equatorial (A partir de Dezembro de 2007 língua oficial. O crioulo falado maioritariamente pela população neste país é de base com palavras galegas/portuguesas e não castelhanas). O português tem também estatuto de língua oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
Há ainda por todo o mundo milhões de falantes como em África, América central, Ásia e Oceânia de vários crioulos que usam as palavras portuguesas/galegas embora com fórmulas gramaticais diferentes. São perfeitamente compreensíveis. Isto se deve ao facto da língua portuguesa/galega no momento que estava a ser oprimida nos ”SÉCULOS ESCUROS” na Galiza ser durante os séculos XVI, XVII e XVIII um idioma em grande expansão utilizado no comércio internacional de toda a costa oriental e ocidental de África , Golfo Pérsico, Índia e Ásia incluindo Malásia, Indonésia, China e Japão. A própria língua japonesa tem várias palavras portuguesas/galegas como: capa, copo, vidro, tempero, tapas, tasca, botão, biombo etc. Palavras como obrigado criaram a japonesa “oriagato” para agradecer. A escrita da língua japonesa embora seja feita por sinais foi criada por portugueses. A ortografia foi uma adaptação dos sons das sílabas do idioma português/galego à orientalidade de escrever por símbolos. Cada sinal corresponde a um som que faz uma sílaba constituída por conjunto de uma letra consoante com uma vogal portuguesa/galega ou duas vogais. No abecedário japonês repete-se ciclicamente com as vogais de som portuguesas/galegas “ a, e, i, o, u” mudando em cada ciclo o som da letra consoante ou outra vogal ou só vogal. Na escrita chinesa existem símbolos que representam cousas ou ideias, enquanto os caracteres japoneses referem-se a sons em que cada um é uma sílaba por exemplo: “ta, te, ti, to, tu, ma, me, mi, mo, mu, ia, ie, io, iu, xa, xe, xi, xo, xu, tsa, tse, tsi, tso, tsu etc.. Quem analisar o som dos nomes dos japoneses e palavras verá que são feitas por sílabas com as vogais portuguesas/galegas pronunciadas de forma aberta. Quando os portugueses chegaram ao Japão os japoneses não tinham escrita própria e só os mais cultos escreviam um pouco em chinês. Hoje todos os japoneses escrevem da forma que os portugueses ensinaram e só alguns sabem escrever chinês. Em muitos casos numa frase misturam as duas escritas. Os caracteres chineses são mais compactos e representam ideias enquanto os japoneses são simples e soltos representando sons. Isso é fácil identificar num texto escrito pelos japoneses quando misturam os dois tipos de escrita. Por isso a língua galega/portuguesa não só é a 3ª mais falada no mundo ocidental como é culturalmente muito rica. Vários idiomas da Tailândia, Malásia, Índia e Indonésia têm também palavras portuguesas/galegas.
Há ainda um idioma próprio falado na Malásia, Singapura, Tailândia, Ceilão e Indonésia que se chama Kristang (língua cristã) ou português de Malaca que é constituído por palavras portuguesas/galegas com formas gramaticais diferentes. Existe também o idioma Patuá chinês nessa situação. Há também o Papiam das Caraíbas entre outros. Os portugueses/galegos falam com estas gentes sem dificuldade ao contrário dos castelhanos.
A língua Galega/Portuguesa considera-se com a matriz formada a partir do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C.
Na península Ibérica foi língua culta mesmo fora dos actuais territórios da Galiza e de Portugal como nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego/português, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda grande literatura durante a Idade Média só depois do Occitano.
Na península Ibérica a língua galega/portuguesa esteve estável e comum a Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos a norte do rio Minho sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do séc. XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". A língua galega e povo foram tão mal tratados, escravisados, discriminados e oprimidos pelos castelhanos que a palavra galego durante séculos significou pessoa atrasada e inculta. Ainda hoje no Brasil em algumas regiões se chama a um português atrasado e muito inculto um galego. Na Galiza os galegos durante séculos foram ao máximo explorados materialmente e segregados culturalmente pelos castelhanos. Ainda hoje em Portugal, Brasil e outros países que falam português/galego há as seguintes expressões idiomáticas “ um galego de trabalho”, outra também usual, “trabalha como um galego” outra “ galego é escravo de trabalho”. No passado galego significou escravatura castelhana. Se falarmos de literatura, extraindo poucas normas recentes da RAG o idioma galego “portunhol” que esta instituição escreve e oficializa é igual ao que escrevia o mais grande poeta e escritor português de todos os tempos Luiz Vaz de Camóns. Só que este escritor viveu no século XVI e hoje até o seu próprio nome se escreve na norma actual Luis Vaz de Camões. O povo galego tem de exigir do Estado a sua língua actualizada e não um idioma remendado do português mediaval que porá os galegos numa posição de povo inculto e inferior neste mundo cada vez mais globalizado. É preciso restaurar a língua e não remendá-la por forma a não se tornar um idioma antigo de uma minoria sem qualquer valor de comunicação nem mesmo dentro da Galiza dado a contestação e divisionismo que gera, com o nascimento expontâneo na Galiza de vários movimentos em defesa da língua materna e genuína actualizada..
O galego/português em Portugal, por seu lado, durante este período ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano.. A situação de opressão e colonização da língua galega não se limita só aos territórios conhecidos hoje como Galiza e zonas fronteiriças de Zamora, Leão, Astúrias e San Felices de los Gallegos (província de Salamanca). Em plena Extremadura espanhola em duas zonas diferentes o galego tem sido oprimido e colonizado quase à extinção pelo castelhano. Esta realidade histórica é quase desconhecida na Galiza. É que parte desta província espanhola era Galiza, fazia parte da Beira Baixa, era o extremo interior sul. A zona de Cáceres fazia fronteira da Galiza com os territórios mouros antes da criação do reino de Portugal. Era uma zona instável com população galega. Há ainda em separado mais a sul o território de Olivença e seus municípios que estão ocupados ilegalmente por Espanha desde 1817 face ao direito internacional, que sem ter pertencido à antiga Galiza faz parte de uma província portuguesa do Alto Alentejo reconquistada aos mouros e povoada por galegos. O idioma chamado português de Olivença é galego. Os seus habitantes são filhos de galegos/portugueses e não de castelhanos. Por isso hoje há na província espanhola da Extremadura milhares de jovens a estudar a língua portuguesa por saberem que é o idioma dos seus antepassados normalizado e actualizado. Ao contrário do governo da Galiza o da Extremadura espanhola (embora só tenha alguns municípios de origem galega/portuguesa) tem estreitado muito as relações linguísticas, culturais e económicas com Portugal. Não inventa “PORTUNHÓIS”
A Real Academia Galega defende e tenta oficializar que o galego deve ser o português arcaico com algumas polémicas modificações ortograficas impostas pelo poder político e não a nossa língua moderna. A RAG quer acabar com a cultura galega. Em Finesterra há quem fale o melhor português de toda a península. Aqueles que falam melhor galego são os que mais reprovam na disciplina nas escolas do governo. O “portunhol” é um acto de neocolonialismo depois da União Europeia obrigar os Estados membros a reconhecer as línguas regionais. O Estado espanhol está a tentar impor o “portunhol”, um dialecto sem qualquer utilidade como se fosse o galego. É uma manipulação e deturpação da história. Eles (RAG) sabem que o português arcaico não tem condições de se impor no mundo e muito menos o “portunhol” adulterado, isolado, não representa nem é capaz de expressar o pensamento moderno e as evoluções tecnológicas actuais. Trata-se de um dialecto deformado, isolado, criado agora para dividir galegos e defender os interesses do colonizador castelhano que tem pavor em ver uma Galiza descolonizada. Pelo contrário o galego/português genuíno e moderno é uma mais valia para todos os galegos e para a própria Espanha. Os castelhanos não colonialistas aprovam e reconhecem que depois de tantos séculos de opressão de que os galegos foram vítimas dos castelhanos colonialistas o mínimo que o Estado tinha de fazer era ajudar os galegos a recuperarem a língua dos seus pais actualizada e descatelhanizada. O português como puro galego do século XXI. Os galegos passavam a ser bilingues "Hablando" o idioma do colonizador o castelhano e "Falando" a língua dos seus pais o galego/português. Com isso passam a falar com mais de 700 milhões de falantes nativos em todo o mundo. Abrem-se assim as portas para um gigante espaço cultural e comercial num mundo globalizado. Esta é a grande vantagem que os galegos têm em relação às outras línguas minoritárias peninsulares como as catalã e basca. Os Galegos têm como língua materna o 3º idioma ocidental. Os deputados galegos podem falar o galego do século XXI no parlamento Europeu mas não infelizmente no espanhol. Isso é humilhante para um povo que tanto sofreu durante séculos e é a parte pior que existe numa colonização.
Para a recuperação da língua galega oprimida há séculos é imprescindível a transmissão de rádios e televisões portuguesas em canal aberto em toda a Galiza e municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca), Olivença e outros municípios da Extremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa. Em entrevista à agência de informação portuguesa Lusa, Emilio Perez Touriño explicou que as "grandes dificuldades" têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza. Haja vontade e determinação política. Tudo o resto é fantasia para adiar o mais possível a restauração da língua galega actualizada normalizada e genuína ao povo galego. Touriño é galego ou troca a sua identidade, renegando as suas origens para agradar aos castelhanos colonialistas? Muitos castelhanos no século XXI ainda são colonialistas e chegam a chamar de anti-patriotas aos galegos que defendem a Galiza, como os deputados que falam no parlamento Europeu em português. Esta é mais uma forma de descriminar e marginalizar os galegos na sua própria terra. Nós galegos temos de saber diferenciar o que é Pátria e o Estado. São duas cousas distintas. A Galiza não só é uma Nação milenária como é a nossa Pátria. A Espanha é o Estado de que dependemos administrativamente. Para um galego ser patriota é pôr em primeiro lugar a Galiza, sua cultura e língua. Não renegar o nosso passado e origens. Não ser patriota é olvidar que se é galego. Galegos e castelhanos têm de viver de mãos dadas e não com os castelhanos com os dois pés em cima dos galegos. Hoje um galego ainda tem que escrever e “hablar” castelhano para ter um emprego na Galiza. Isto é colonialismo do pior. É falta de respeito por um povo e uma Nação.
Na Net é importante que os galegos, tanto empresas como particulares tenham em primeiro lugar a sua página de Web em galego/português normalizado e só depois em castelhano.
É preciso o ensino escolar obrigatório do galego do século XXI e a televisão galega deixar de falar em português arcaico ”portunhol”. O português mediaval não tem qualquer utilidade nos tempos modernos. Os galegos têm o direito de falar a língua dos seus pais actualizada e não de forma mediaval e castelhanizada o “portunhol” como o Estado espanhol através da tv da Galiza e da RAG promove. Não se compreende como alguém com responsabilidades no Estado Espanhol tem receio que os galegos falem a sua língua materna actualizada normalizada e com expressão mundial. A RAG tenta criar um “portunhol” a partir do português mediaval. O “portunhol é uma invenção daqueles que vêem Portugal como uma Galiza livre e temem desesperadamente a aproximação dos povos. Esse “portunhol” morrerá sem expressão e insistir nele é confundir e destruir a cultura galega definitivamente depois de tantos anos de opressão. Não quero deixar de chamar a atenção para a deformação e crime cultural que existe quando se escreve Xunta em vez de Junta. É que em galego/português desde pelo menos o século IX que a letra “J” não tem o mesmo som que em castelhano. Em galego/português a letra “J” tem um som muito semelhante com “X” mas não é bem o mesmo. Esta é uma deformação ortográfica e imprecisa oralmente por se desrespeitar os critérios principais de origem da língua galega. Escrever Junta com “X” representa desconhecimento de como se pronuncia em galego/português a letra “J” que nada tem a ver com o castelhano. O mesmo acontece com “ge” e “gi” em que o som em galego/português é muito parecido com “xe” e ”xi” mas não é totalmente igual. Para fugir do sotaque castelhano não é necessário radicalizar tanto. A RAG devia-se chamar Real Academia Castelhana, porque está a defender os interesses castelhanos de confundir e dividir os galegos.
É fundamental o galego ser actual e normalizado. Os povos só se evoluem bem intelectualmente quando sabem se expressar bem na sua língua materna e não na estrangeira colonizada. Não se consegue expressar bem com um idioma do passado com adulterações neocolonialistas castelhanizadas como o agora inventado “portunhol” para impor a uma Nação milenária. Pelo contrário o galego actual com ortografia normalizada pelo padrão português será o encontro dos galegos com as suas origens e ganham em simultâneo um poderoso meio de comunicação quer a nível cultural como comercial, que ajudará a crescer a Nação Galega neste mundo globalizado. Escrever galego/português dentro da norma dá-lhe uma dimensão mundial e é a única forma de salvá-lo da morte. O português/galego não é um idioma de propriedade de Portugal. São dos 9 países que o adoptaram como oficial e da Região Autónoma de Macau na República Popular da China.
Temos aqui um bom exemplo da China que embora comunista adoptou oficialmente o português numa das suas regiões autónomas ao contrário de Espanha que se diz democrática e está a inventar o “portunhol” para que a Região Autónoma da Galiza não tenha como oficial a língua de seus pais. Com esta decisão a China muito se tem beneficiado cultural e comercialmente com a sua presença nos 9 países que falam português.
Escrever dentro da norma galega/portuguesa é a única forma de salvar a nossa língua. Não vivemos isolados no mundo. O Instituto da Língua Portuguesa tem sede na cidade da Praia no pequeno país de Cabo Verde, onde estão representados todos os países de língua oficial portuguesa para haja normalização na ortografia. Não há colonialismo linguistico. Espanha deveria estar lá representada oficialmente e com plenos direitos através da Galiza. Nós somos irmãos falantes de mais de 250 milhões de pessoas com as nossas origens humanas e culturais. Não temos de optar entre os nossos primos castelhanos e os nossos irmãos da fala. Queremos conviver com as duas partes.
Só assim se respeita a dignidade do povo galego e a própria Espanha se beneficia. O rei Dom João Carlos viveu a sua infância em Portugal, primeiro aprendeu a falar e escrever bem português/galego (com sotaque de Lisboa) e só depois castelhano. Contudo é rei de Espanha.
Os galegos não deixam de pertencerem ao Estado Espanhol por falarem a língua dos seus pais actualizada e normalizada. Agora atitudes de neocolonialismo, adulterarem, falsificarem a língua com receio do crescimento da Nação Galega é crime cultural.
Na cultura galega respeita-se os mais velhos e a Nação Galega merece ser respeitada quanto mais não seja por ser muito mais velha do que o próprio Estado Espanhol.
É difícil sob o domínio do colonizador defender uma identidade cultural.
A RAG tenta afastar o galego das suas origens com a invenção do “portunhol”, oportunisticamente tirando vantagem das, feridas, cicatrizes e enfermidades deixadas pela própria humilhante colonização castelhana em termos de deformação linguistica. Contudo os galegos estão de parabéns por depois de tantos séculos de humilhação, opressão e colonização castelhana não terem deixado morrer o seu idioma materno galego/português.
A Real Academia Galega que trai os filhos da Galiza é suportada pelos nossos impostos e serve os interesses do colonizador castelhano, pelo contrário muitas organizações como a Associaçom Galega da Língua AGAL luta sem apoios pela defesa da nossa língua materna e cultura. Em pleno século XXI e na Europa os galegos pagam impostos para o Estado através da RAG destruir a sua língua materna e cultura. A deturpação da língua materna é a morte da língua galega depois de séculos de opressão e colonização castelhana. O idioma “portunhol” que a RAG está agora a fabricar artificialmente não serve para nada senão dividir os galegos para os castelhanos continuarem a mandar em nossas terras galegas. Onde estão no meio dos políticos os verdadeiros galegos? Será que pelo poder só querem agradar ao castelhano colonizador, renegando as suas origens e traindo o seu povo? Vendem-se pelo poder? Será que em mil anos de história só houve um político galego chamado Dom Afonso Henriques primeiro rei de Portugal? A Galiza não é uma questão de direita ou de esquerda nem qualquer ideologia. É uma Nação milenária que tem de ser respeitada. A RAG é um braço de terrorismo cultural armado pelo colonizador castelhano contra a língua e cultura galega e pago através dos impostos pelos próprios galegos. Trata-se de terrorismo cultural pago pelas vítimas. A opressão secular de que os galegos e a Galiza são vítimas é o maior crime na península contra pessoas de bem. Sem a reintegração da nossa língua original actualizada a Galiza continua a ser uma colónia de Castela na Europa em pleno século XXI, quando já nem em África existem.
A grande maioria dos galegos não se quer separar do Estado espanhol, nem querem ajuste de contas pelos “séculos escuros” de opressão e humilhação. Querem a saudável convivência entre todos os povos, mas exigem ser respeitados pelo Estado e não enganados com a invenção do “portunhol”. Pelo contrário o boicote à sua língua materna feito pela RAG é a forma do Estado espanhol fomentar o sentimento separatista e extremista em toda a Galiza, como já existe no País Basco. Nem o nome de nosso país correcto todos ao galegos falam devido à opressão e enfermidade linguística. Desde a existência da nossa nação durante séculos até ao domínio e colonização castelhana todos os galegos diziam GALIZA os castelhanos Galícia. É fácil concluir que o nome da Nação galega em galego era o nome que os nossos pais galegos lhe chamavam e não os castelhanos, mas até esta humilhação tivemos que aceitar em nosso idioma “portunhol” a palavra estrangeira galicia. Porque será que nós galegos não começamos a chamar Castelhícia, Espanhicia a e obrigar os nossos colonizadores a mudarem de nome como nos fizeram? Trato igual. Fim ao colonialismo.
Abaixo o “portunhol”. Fim ao colonialismo.
Pela dignidade do povo galego e sua língua materna. Galego actual e com ortografia normalizada é português.
Viva A Galiza e o Estado Espanhol.
Manoel Castro Vidal Pinto
(Nome secular galego/português)
Ideias Galegas
Corunha GALIZA Espanha

Notas importantes:

1-Pela Nação GALEGA e pela causa da recuperação da nossa língua materna e genuína reenvie para os e-mails de 10 amigos seus esta mensagem. Promova a consciência GALEGA. Se cada um de nós que recebermos esta mensagem a enviarmos a 10 amigos, toda a Galiza a receberá.

2- A ortografia do “portunhol” que o Estado espanhol RAG e quem com ele colabora, com o dinheiro dos nossos impostos, está a tentar impor aos galegos é um crime cultural maior do que a própria colonização castelhana. Faz os nossos filhos perderem tempo e cabeça com algo falso e sem utilidade. O “portunhol” da RAG não tem qualquer utilidade e isola-nos no mundo, é uma forma de destruir gerar confusão na língua galega e reduzir-nos a nada ao fim de séculos de opressão. Os galegos têm a 3ª língua mais falada no mundo ocidental como idioma materno não precisam que a RAG invente ortografias de interesse castelhano para nos dividir. Que se acabe com a relação colonizador e colonizado entre galegos e castelhanos. Queremos ser respeitados dentro do Estado espanhol. Vamos todos Limpar os “Séculos Escuros” de opressão, humilhação e o castelhano de nosso idioma escrevendo puro galego normalizado no português actual.

PedraCorado #25 17/Abril/2008 PedraCorado

Sou galego e escrevo há muitos anos na norma portuguesa. Tenho estudado a evolução do galego desde o século IX altura em que a nossa língua se considera formada.
Considero que o português é galego actualizado pelo seguinte:
1-Durante sete séculos a língua foi comum aos pais dos povos que hoje habitam os territórios da Galiza e de Portugal.
2-Os povos que habitam Portugal não foram trocados nem mudaram de idioma.
3-Contudo desde a idade média até hoje passaram-se duas realidades uma em Portugal e outra na Galiza:
a) Em Portugal a língua escrita foi aculturada, não sendo escrita somente pelo ouvido, mas respeitando a origem das palavras e a árvore da sua família. A escrita foi regulamentada de forma científica sem colonização. O maior poeta e escritor português de todos os tempos viveu no século XVI na época o seu nome escrevia-se Luiz Vaz de Camóns. Hoje escreve-se Luís Vaz de Camões. Nos séculos XV, XVI em português também se escrevia as palavras “coa” “tamém” “castelán” e outras que se veêm nas páginas da Web em galego. Hoje “coa” ainda se pronúncia em português mas escreve-se “com a” porque cientificamente são duas palavras ( “com” preposição que em inglês é With e “a” artigo que em inglês é the). A palavra “tamém” os portugueses menos cultos falam “tamém” mas escrevem todos “também” por aprenderem na escola que é a contracção de duas palavras “tam” (que hoje é tão) e “ bem”. Quando alguém que domina a língua portuguesa bem lê em voz alta o galego na Web compreende tudo porque os sons são similares. A forma escrita é que é conforme o ouvido não respeitando as regras da norma escrita internacional do português. Portanto na idade média os portugueses escreviam só pelo ouvido e agora a escrita está normalizada de acordo com a linhagem da árvore da família de cada palavra. É esta a diferença.
b) Na Galiza pelo contrário a língua foi oprimida. Retirada das escolas durante séculos. Nas cidades as pessoas mais cultas foram as que mais influência do castelhano tiveram. No mundo rural foi onde o galego mais sobreviveu. Contudo no meio mais inculto. Por isso o galego na Galiza chegou aos dias de hoje como uma língua de ouvido, antiga sem actualização, quase sem escrita, descaracterizada e castelhanizada. Foi um feito heróico a nossa língua ter chegado aos dias de hoje depois de tanta opressão. Porém temos de reconhecer que chegou muito debilitada e enferma.
Temos que reconhecer que o idioma galego não chegou aos dias de hoje com vitalidade suficiente para manter o seu caracter original actualizado.
Como galego penso que temos sorte do nosso idioma se manter num país vizinho e irmão da fala e estar actualizado. Porque não se pode ter como galego do século XXI um idioma que é do século XV e por ouvido, na maioria através do mundo rural chegou ao século XXI.
O povo galego precisa de ter o seu idioma actualizado e só a norma internacional do português dá essa garantia. Ao contrário do espanhol que Espanha dita as normas do idioma, o português tem evoluído com acordos ortográficos entre os peritos de todos os países que falam português. São mais de 250 milhões de falantes nativos em todo o mundo que falam o galego actualizado na norma internacional. Nós galegos deveríamos ter também peritos no Instituto Internacional da Língua Portuguesa para representarmos as nossas particularidades e enriquecermos com elas a nossa língua comum.
A Galiza como Nação que é só terá viabilidade no contexto internacional se os galegos escreverem na norma internacional . É esta realidade que faz os colonialistas através da RAG estarem a inventar um novo idioma o “portunhol” para dividir os galegos. Já perdemos tempo (séculos) de mais.
Se o povo galego não compreender isto será sempre uma colónia de Castela dentro da chamada Espanha!!!
Como galego sinto uma enorme tristeza por ver que nem todos os galegos compreendem isto. Enquanto andarmos a discutir as normas linguísticas e não nos reintegrarmos na língua comum não temos futuro.

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Mauricio Castro

Maurício Castro

Maurício Castro naceu en Ferrol en 1970. É profesor de portugués, actualmente adscrito á Escola Oficial de Idiomas da Coruña, despois de dous anos de docencia en Badaxoz.