Esta sexta feira pasada lembrarase nos anais da historia da nosa cultura. Tras ano e medio de arduo traballo e xenerosas dotacións orzamentarias, a Secretaría Xeral de Política Lingüística (SXPL) presentou as primeiras conclusións do seu Observatorio da Situación da Lingua Galega, encargado de realizar inquéritos e grupos de discusión para analizar o que o seu propio nome indica.
O estudo achega novidades de grandísimo relevo, nas que nunca ninguén reparara anteriormente, como a presenza marxinal da lingua do país nos medios de comunicación, na Axencia Tributaria, nas forzas de seguranza do Estado, na administración de xustiza… É comprensíbel que a SXPL non puidese actuar até o de agora en ningún destes campos, porque esta información era fatalmente ignorada. Por fortuna, xa se anunciou que este proxecto permanecerá no tempo e axiña teremos máis estatísticas fresquiñas. Os sociolingüistas do futuro agradecerán estes valiosos detalles sobre como se van apagando as constantes vitais dun idioma. Unha “radiografía sistemática”, como dixo a titular da SXPL, que financia a observación e, cautelosa, segue as indicacións do presidente da Xunta para que non se lle leven menciñas ao doente.
O estudo é totalmente rigoroso e imparcial, como o demostra que a empresa a quen llo encargou a SXPL nin tan sequera ten opción de galego no seu web, no cal por certo está pendurada a páxina deste agardado Observatorio. Non caiamos, porén, na crítica fácil: xa no propio estudo indican que o uso deste idioma nos webs empresariais é máis ben tirando a anecdótico.
Mais non todo é ver o vaso medio baleiro. Nesta investigación conclúese tamén que o ensino non universitario ten un “índice de normalización lingüística” do 88% e o universitario do 72%. Mágoa que esas cifras non coincidan cos datos dos propios centros, que se non a festa sería rachada. A Universidade da Coruña, por exemplo, expuxo este curso que só o 8,9% do seu profesorado ministra as aulas en galego. Xa sei que 63 puntos porcentuais arriba ou abaixo tampouco mudan moito a cousa, mais chamo a atención sobre o tema porque todo ten unha explicación metodolóxica fascinante. Resulta que o estudo da SXPL sobre a situación do galego no ensino pasa por alto unha variábel: a lingua en que se dan as clases. Mais non quero con isto facer unha crítica destrutiva, pois como é sabido non é esa a principal actividade nin función de escolas, institutos e facultades, que ocupan o seu horario noutros asuntos.
O estudo segue co alento optimista en moitos outros ámbitos, como a avaliación da propia Xunta e da administración local, que conseguen un 78% neste “índice de normalización lingüística”. Seguro que en ambos os casos é froito do incansábel e sempre pouco recoñecido labor da SXPL. Sinalan tamén que a atención oral do funcionariado nestas dúas administracións é case sempre en galego, un dato a verdade bastante superfluo, pois xa é algo que todo o mundo sabe e pode observar cando ten que facer calquera xestión.
Perante tan magnífico traballo e plausíbel acción política para a extensión social do galego, eu só quero pedirvos dúas cousas. A primeira, que non confundades o Observatorio da Situación da Lingua Galega co Observatorio de Dereitos Lingüísticos; a segunda, que non vos riades, porque o conto é triste.
E enquanto se gasta o nosso dinheiro de jeito estúpido em não fazer nada mais do que manter alguns estômagos agradecidos, outros também andam a choromicar pola suposta morte do espanhol! http://elmundo.es/elmundo/2008...
Isto é demencial.
Bom, este tipo de inquéritos tão oficiais e tão imparciais, são comprados às empresinhas especializadas nisto, que as cozinham ao gosto do cliente. Por acaso é algo novo?
Para saber do retrocesso do galego não fazem falta este tipo de estudos, por muito que se manipulem.
Mas no fodidos que estamos e da incompetência da Marisol já sabemos. Falemos de futuro, de REAÇÃO a esta situação.
Quando eu vi o artigo pensei que o Carlos viria a analisar as consequências da exitosa manifestação do Dia das Letras ou a apresentar alguma nova iniciativa.
Da situação da nossa Língua conscientes, o problema são as saidas.
Que a violación dos dereitos lingüísticos na Galiza da Comunidade Lingüística Galega e mais dos seus membros é algo sistemático e masivo évos algo sobradamente coñecido.
Poren, o que aínda non vos está ben artellado é a resposta individual, colectiva e, sobre todo, institucional (nomeadamente da Secretaría Xeral de Política Lingüística) fronte a esa violación de dereitos fundamentais e humanos.
Neste eido bótase en falta un servizo de representación e defensa xurisdicional de balde que asuma, previo consentimento da persoa afectada no caso de dereitos individuais, a tutela xurídica dos dereitos lingüísticos.
O demais, coma sempre, évos fume!
Por outra banda, o Callón aquí só buscou facer publicidade do igualmente inútil "Observatorio de Dereitos Lingüísticos" da Mesa.
Galeguzo #1:
Se tal e como diz a notícia ""Son los ciudadanos quienes tienen derechos lingüísticos, no los territorios -afirma el texto-.", as cidadãs e cidadãos do Estado espanhol temos os mesmos direitos em todos os territórios, não só na Galiza, mas no resto do Estado. Somos as cidadãs e cidadãos os que temos os direitos, na Galiza ou em Madrid. Porém, vemos que um Espanholfalante tem mais direitos que um Galegofalante independentemente do território em que esteja, e um Galegofalante em nenhum território, exceptuândomos o resto da Galeguia ou Lusofonia. As palavras destas pessoas viram-se contra elas mesmas.
Mas falando já no artigo do Carlos Callón, se -tal e como o Carlos diz- "o estudo da SXPL sobre a situación do galego no ensino pasa por alto unha variábel: a lingua en que se dan as clases", que variável se pode considerar então? É que não só não se considera como a variável mais importante, mas é que não se considera mesmo? Pouco rigoroso é portanto o estudo. A verdade é que sobram as palavras. Mágoa que esteja de modo pensar muito e não refletir nada.
Concordo com o mceleiro em que temos que procurar as saídas, porque a diagnose é clara, mas não concordo com o LOIS_DE_SILAN, pois, sinceramente, duvido que esteja na vontade do autor deste artigo fazer publicidade do "Observatorio de Dereitos Lingüísticos" no artigo, para além de não considerar inútil o referido observatório, tal e como o LOIS_DE_SILAN faz. Também LOIS_DE_SILÁN diz que há uma violação sistemática, etc. Está bem. Há, pois. Mas, olha, Lois, propões o mesmo que criticas. A normalidade da nossa língua não vira apenas das resoluções que propões, como tampouco das derivadas das atuações de nenhum observatório. Repito: não virá APENAS. Mas tudo aquilo que vier a melhorar a situação do Galego bem-vindo seja. Mas é que o estudo que o Carlos Callón critica com uma retranca um bocado triste não faz mais do que continuar na ignorância da situação que padecemos. E a usa distinção é apenas isso, uma distinção, não um anúncio publicitário.
Saúde e Língua!
Xavier:
>> Somos as cidadãs e cidadãos os que temos os direitos, na Galiza ou em Madrid. Porém, vemos que um Espanholfalante tem mais direitos que um Galegofalante independentemente do território em que esteja [...].
Completamente de acordo. A mim quando me falam de imposição do galego pergunto porquê, pola contra, não lhes parece mal a imposição do castelhano, que neste Estado é a única língua que estamos obrigados a conhecer. E não sabem o que me responder para não parecerem totalitaristas. Mas o caso é que os de El Mundo não se importam por parecê-lo: reconhecem-se abertamente como tal, só que se fazem chamar "patriotas".
>> As palavras destas pessoas viram-se contra elas mesmas.
Por desgraça, acho que não viará a ser assim. O espanholismo cada vez ganha mais adeptos, mesmo na Galiza, quando não era politicamente correcto até há bem pouco. Baste com mirar agora a quantidade de publicidade gratuita e adesão incondicional de certos meios de comunicação galegos apoiando os vil-lingues.
8,9%
Isto xa se pode considerar bilingüismo filharmónico!
xabre #6:
É verdade. A orquestra é a RAG, o diretor o Sr. Barreiro e o Concerto intitula-se "Galicia Galicia". Coitado do público que padece a sua sinfonia patética de proibição da Galiza e do Galego.
Saúde, língua e reflexão!
Cando estudei Historia na U.S.C. a meirande parte das clases que impartían os catedráticos e mailos profesores titulares eran en galego. Digamos que a proporción era un 60% galego e 40 % castelán, ainda que sendo moi optimistas. Pere na mesma facultade é posible atopar outra realidade ben distinta, en Historia da Arte o galego era anecdótico... Moitas veces depende do ambiente que se respire nas facultades pero isto na USC.
No campus de Ourense da Universidade de Vigo coido co choio é aínda peor... Algo non funciona no sistema educativo =/
Anti_Lusista:
Sem que sirva de precedente, concordo contigo com o que dizes no comentário #8. Concordo contigo quando dizes que algo não funciona no sistema educativo. A formação em Galego é péssima e (embora exista formação em Galego) o interesse por modificar essa situação ou a situação de normalização/normalidade brilha pola sua ausência. A USC é das três universidades galegas aquela em que existe um melhor "ambiente" para o Galego, que depende de determinados factores inclusive dentro das próprias faculdades. Contudo, o problema do Galego não é apenas um problema, mas muitos com uma raiz comum. O Galego vê-se, percebe-se como desnecessário, ou como sub-idioma, como idioma sub-alterno do Espanhol. Existe esse outro idioma, esse idioma que funciona como Língua ("Lengua"), assim, com L maiúsculo, e a esse idioma-Língua recorre-se quando se precisa mesmo de um idioma, nas universidades, no mundo da empresa,.... Muita gente faz isso, muita gente mesmo recorre a esse idioma-Língua porque o outro, que se costuma chamar por "a nosa lingua" não funciona como tal "idioma-Língua". Poderia fazer-se uso desse idioma, o Galego, numa perspetiva maior, muito para além da barreira que o EspaÑol impõe, mas isso seria sair-se do "Galego" e da "fidelidade" ao "Galego", isso seria o perigoso lusismo que nos afasta do "noso GaleguiÑo". Mas o Galego é um idioma Universal, quer escrito na sua forma espanhola, quer na forma galega, que é a galego-portuguesa. Quando formos capazes de assumir a nossa universalidade, e que ela já existe na nossa língua, muitas cousas terão mudado, e inclusive perceberemos a utilidade da nossa língua, colocada no lugar em que sempre deveu estar: a sua independência a respeito do Espanhol. Que na universidade galega o Português ainda funcione como idioma estrangeiro, mais estrangeiro ainda do que o Inglês, por exemplo, e um sintoma e uma metáfora da estrangeirice a respeito do idioma com que se vive na Galiza.
Eu pregunto: ¿Por qué inda a día de hoxe a MNL non denunciou á faculdade de Direito pola súa falla de respeito contra os galegofalantes sistemática, poisque falar galego alí é ser considerado automaticamente tonto...terríbel e suspendido claro.
"Sem que sirva de precedente, concordo contigo com o que dizes no comentário #8"XD
E dalle, xa che expuxen no que diferimos, básicamente nunha cousa principalemente, e xa veras como serve de precedente.
Por certo cangueiro, ti mesmo podes denunciarlles. Se se demostra que fixeches un exame en galego e suspenderonche por isa razón... a cousiña está clara.
Que sirva de precedente, pois. Mas era uma expressão. :-) Que sirva de precedente, então.
Cangueiro pode denunciar. Mas bem sabemos como se gastam as tintas neste país com os defensores e defensoras do idioma em grande parte dos meios de comunicação, etc...
Hombre, calloncete, ¡que rima con cabr...ete! :)
¿Pero todavía sigues dándonos la brasa con tus fantasías pagadas, eso sí, con el dinero de todos? ¡Pero quién bien te lo pasas!
Oye, ¿y qué hacemos los castellanohablantes con las administraciones gallegas que discriminan el castellano, marginándolo continuamente de cualquier espacio público? ¿Y telegaita? ¿Y todos los demás ámbitos en los que se está intentando expulsar al castellano de la vida social, como la educación y otros?
Miserable.
Cangueiro pode, não, deve denunciar.
Deves comunicar tu na Universidade, ao Serviço de Normalização Lingüística, ao Valedor Universitário e ao Reitor. E à Mesa. Qualquer discriminação. A Mesa não chega a tudo e tampouco é uma Administração Pública senão uma associação privada.
#14 Se Cangueiro denunciar no reitorado, já pode ir buscando outra universidade para acabar os estudos, porque as represálias que lhe esperam, especialmente quando é uma carreira com matérias "subjectivas" podem ser para botar-se a chorar.
O problema é também que os pseudo-companheiros-pelotas, em vez de apoia-lo, vão a lamber-lhe o cu aos professores "denunciados" e cangueiro vá ficar sozinho é bem fodido.
A podredume instalada na universidade, tem "todo atado y bien atado".
A universidade já só se pode mudar desde arriba, porque com a LOU e Bolonha, o estudande ficou indefenso.
Em (#11) Anti_Lusista: «... E dalle, xa che expuxen no que diferimos, bAsicamente nunha cousa principalmente, e xa verÁs como serve de precedente. Por certo cangueiro, ti mesmo podes denunciaLOS. Se se demostra que fixeches un exame en galego e suspenderonTE por Esa razón... a cousiña está clara.»
...
COM.- Outra maneira de acabar com o Galego é usá-lo com descuido os que o usam...
Em (#13) Gaviotero permite-se evidenciar que o castelhano ("lengua española oficial del estado") unicamente serve para insultar e desqualificar:
1.- «Hombre, calloncete, ¡que rima con cabr...ete!»
2.- «¿Pero todavía sigues dándonos la brasa ... ¡Pero quién [será QUÉ?] bien te lo pasas!»
3.- «... ¿Y telegaita?»
4.- «Miserable.»
...
Gavioterito: Não te estimes representante dos "castellanohablantes". Diz por ti. E pronto. E já se vê por onde respiras... O teu, como bom "español" é matar tudo o que não te agrada. Sem razão nenhuma. Irracionalmente. Sabes que qualificativo -descritivo- tem essa ideologia e comportamento?
mmmm gaviotero! segue así meu amor salvaxe! como me pos cando me insultas... mmmmm, castígame así, si mentres me masturvo coas túas palabras cheas de rabia, salvaxe....mmmmm si meu ladrón si ooooo oooooooo oooooooooo oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo......... pufff
AGIL pois non vais a Xinzo, Maceda ou Xunqueira de Ambia... Escoito iso dende que son cativo, mais nada digo.
Primero: http://estaticos.elmundo.es/do...
Segundo: http://www.elmundo.es/elmundo/...
Sinto decir isto pero,asi tamen sei que non o ides sacar,e é que sodes uns ruins publicando os insultos e falacias de "gaviotero" ao autor deste artigo...ata onde chegachedes...se cada dia que pasa ides a peor.Levo un tempo seguindovos e incluso vos teño apoiado pero agora estou defraudado e so me resta decirvos que vos vaiades a merda!!!!!!
Con manisfestos coma ese o único que fai ista xente é afastar dos partidos estatais a xente que antes non votaba como tal. A imposición do castelán "porque sí" pasando polo mesmo patrón as realidades de 3 comunidades autonómicas tan distintas como Catalunya, País Vasco, e Galiza é noxento e irreal.
Se España vai contra o galego, este país será mais nacionalista.
ISTO É UN INSULTO E UNHA FALTA DE RESPETO AO AUTOR DESTE ARTIGO E PARECE QUE A VOSTEDES NON LLE MOLESTA EN ABSOLUTO...ATA ONDE QUERE CHEGAR "VIEIROS"PATETICO?COMA DIN POR AQUI,A CULPA NON É DO PORCO SENON DE QUEN LLE DA DE COMER!!!
Hombre, calloncete, ¡que rima con cabr...ete! :)
¿Pero todavía sigues dándonos la brasa con tus fantasías pagadas, eso sí, con el dinero de todos? ¡Pero quién bien te lo pasas!
Oye, ¿y qué hacemos los castellanohablantes con las administraciones gallegas que discriminan el castellano, marginándolo continuamente de cualquier espacio público? ¿Y telegaita? ¿Y todos los demás ámbitos en los que se está intentando expulsar al castellano de la vida social, como la educación y otros?
Miserable.
Carlos Manuel Callón Torres naceu en Ribeira en 1978. Licenciado en Filoloxías Galega e Portuguesa pola USC. Autor de varios traballos sobre sociolingüística e estudos literarios. Foi concelleiro na súa vila natal e membro do Consello Asesor de RTVE-G. Ocupou diversas responsabilidades na Mesa pola Normalización Lingüística, organización que preside desde 2002.