Vieiros

Vieiros de meu Perfil


Edición xeral

RSS de Edición xeral
Críticas da comunidade científica

Enfado co Nobel Watson por soster que os africanos "son menos intelixentes"

Na altura dos 79 anos, o prestixioso xenetista desata un trebón de queixas polas súas opinións sobre raza e ciencia.

Redacción - 09:00 17/10/2007

Nunha recente entrevista, James Watson afirma que as políticas occidentais cara a África foron "erradamente baseadas na asunción de que a xente negra era tan intelixente como a branca". Segundo Watson, as investigacións suxiren o contrario e na súa opinión os xenes responsábeis do estabelecemento de diferencias na intelixencia humana serán atopados nunha década.


A polémica é este mércores portada do xornal The Independent, onde lembran que ideas similares foron sostidas na década dos 90 a partir dun libro de Charles Murray onde se suxería que as diferencias no cociente de intelixencia eran xenéticas e se discutían as implicacións raciais. Lembran o xornal inglés que tales ideas xa foran ampliamente criticadas en todo o mundo por destacados científicos que cualificaran esa obra como un traballo de "racismo científico". Para os próximos días agárdase a saída do prelo dun novo libro do propio James Watson onde o investigador, que en 1962 recibiu o Nobel de Medicina polos seus achados sobre o ADN, afonda sobre ideas similares.


5/5 (3 votos)


Comentarios (9)

angarati #1 17/Outubro/2007 angarati

Os premios Nobel tamén poden sufrir de demencia senil, non?

piorno #2 17/Outubro/2007 piorno

Pode ser retirado um prémio Nobel, nem que seja simbolicamente, a umha pessoa que, depois de ser laureada, demonstra nom merecer tal galardom?

A Academia Sueca devia considerar esta hipótese.

lostrego #3 17/Outubro/2007 lostrego

Eu non son xenetista pero dubido desta afirmación. Coido que a xenética ten que ver nisto -coma o meio onde se desenvolve o individuo- pero a xenética dos teus ancestros, non da raza á que pertences.
Haberá que ler o libro deste home para poder xulgar se a súa base é cientifica e comparar con outros persoeiros do seu ámbeto que coincidan ou non con el, baixo a obxectividade do seu estudo.
Cousa distinta, que descoñezo, e que existan determinadas orientacións xenéticas cara unha determinada actividade e que coincidan cunha etnia ou raza sen caer no cliché.
Non sei, dubido disto e quizaves naza máis do estudo nun meio determinado que na xenética en sí, aínda que repito, hai que escoitar a todos aínda que non nos preste o que escoitemos.

baltar69 #4 17/Outubro/2007 baltar69

oh, non hai que ir tan lonxe para establecer craramente a diferencia entre as distintas razas e persoas; non fai moito tempo o noso venerable expresidente, co galo dunhas oposicións ganadas, entre outros afíns, por un vástago de cacharro pardo, utilizou un esquema sociolóxico semellante para explicar ó populacho o porqué de que os fillos dos abogados e xuices rematen no tribunal supremo como ponentes e os dos labregos do minifundio acaben no estrado dos acusados. orden e progreso.

piorno #5 17/Outubro/2007 piorno

Entom James Watson afirma que os negros som menos espertos que os brancos?

O único certo é que os que afirmam cousas como esta o som menos que um miúdo de primária.

ecoe #6 17/Outubro/2007 ecoe

O Nobel, como ben sabido é, é un agasallo político, politizado, non ten unh vara de medir xusta. E calquera bárbaro se fai con él, tanto en economía como no da paz, ben probado. E posiblemente, noutros.

Tamén é ben probado que a superespecialización -sabelo prácticamente todo sobre un asunto mínimo e reducido- fai que a ignorancia e a incultura, e mesmo o fanatismo campeen sin freno.

Nada dí ser Nobel!

Celso #7 17/Outubro/2007 Celso

Lostrego, lê a notícia do The Independent e verás que este homem tem uma longa história de atitudes racistas, sexistas e classistas.

As diferenças encontradas entre grupos (de estudantes, por exemplo) no TIPO de inteligência e habilidades cultivadas são culturais, não genéticas.

Recentemente houve uma polémica com um sócio-genetista (não lembro o nome) que argumentava que os africanos de contornos rurais eram menos inteligentes porque, a diferença doutros grupos, não emigraram de África e portanto não se adaptaram a situações novas mais complexas. Por outras palavras: o Homo Sapiens moderno seria branco, ou asiático, enquanto os africanos estariam mais próximos dos alvores da humanidade. A "prova" era, por exemplo, que a saúde dos africanos rurais é pior, porque tinham pior consciência sobre a alimentação. Isto é uma parvada soberana, também profundamente racista, porque desconsiderava totalmente a questão socio-económica de acesso a recursos, educação, etc. Amiúde os "achados científicos" tipo racista estão fundamentados no que se chama uma relação espúria (tomar a "raça" como variável fundamental duma questão de classe, por exemplo).

Além disto, todos estes estudos são racistas no sentido mais frontal porque correlacionam variáveis sociais com "raças", nem sequer com genes. O próprio Watson diz que os "genes da inteligência" ainda estão por descobrir... mas havê-los, hai-nos ;-) .

Mesmo se se descobrisse esta correlação de certos atributos de tipos potenciais de inteligência com a genética, a única conclusão séria seria dizer que há certos genes humanos ligados a certas predisposições intelectuais, não certas "raças" cognitivamente inferiores, superiores ou distintas. A "raça" é uma categoria trivial do ponto de vista genético (não social: as suas implicações são poderosas), pois consiste na concentração de uma série de genes (escolhidos aleatoriamente em função da sua presença em populações) que afectam certos traços fisionómicos ou fisiológicos, isso é tudo. Mas, contrariamente a genes que DETERMINAM traços fisionómicos, como os olhos azúis (uma pessoa não pode escolher tê-los ou não), os que possam afectar outros atributos (inteligência, emoções, etc.), ou até doenças, são activados ou não depois da concepção, na formação do fetus (o que se chama a epigenética).

De maneira que estabelecer o "grau de inteligência" de uma população pré-definida pola presença de uma série de genes de traços fisionómicos pressupõe assumir, a-científicamente, que OUTROS genes de tipo "cognitivo" também estariam presentes nestas populações. Por que deveria ser assim, se não se achou NADA distinto na estrutura do cérebro das diversas "raças"? (Sim que parece que há, por exemplo, diferentes tipos de habilidades cognitivas entre homens e mulheres, EM TERMOS PORCENTUAIS, relacionadas com uma base fisiológica: que o "corpus callosum" do cérebro das mulheres, um feixe de fibras que interligam os dous hemisférios, é mais denso e grosso, e portanto há maior comunicação entre os dous hemisférios do cérebro nas mulheres, o qual faz com que certas tarefas linguísticas, por exemplo, sejam processadas de maneira distinta.

-celso

lostrego #8 18/Outubro/2007 lostrego

Correcto Celso, máis eu non son xenetista, non dubido da traxectoria racista do autor, pero se alega elementos científicos obxectivos poderán ser estudados e cuestionados. Se as súas alegacións non teñen basemento científico, el mesmo mata a súa teoria.
Cando deixas falar a un nazi, pola boca morre ese peixe.

Celso #9 18/Outubro/2007 Celso

Lostrego, eu também não sou genetista, mas simplesmente razoo um chisco (mais do que Watson ;-) ).

Explico-me: se um cientista quer achar o gene responsável dos olhos azúis, faz dous grupos de pessoas (um com olhos azúis, outro com outra cor) e procura no primeiro grupo um gene que o outro não tenha (ou que tenha distinto).

Da mesma maneira, se um cientista quer achar o gene responsável da "inteligência", faz dous grupos de pessoas em função da INTELIGÊNCIA, não da cor da pele, e procura depois neles as diferenças.

Começar a procurar esses hipotéticos genes pola "raça" é racista, não genetista, como começar polo sexo seria sexista. O que este senhor quer provar não é que há genes da inteligência, senão que umas "raças" são mais inteligentes que outras.

E, ainda por riba, é muito pouco científico afirmar que isto se deve a genes que ainda não foram encontrados! Não há qualquer "elemento científico objectivo" alegado.

O senhor afirma no seu livro: "Não há qualquer razão de peso para assumir que as capacidades intelectuais dos povos separados geograficamente na sua evolução deveriam ter evoluído de maneira idêntica". Claro que não, mas este é um argumento CULTURAL, não genético (a geografia NÃO determina os olhos azúis, por exemplo).

Mas, da mesma maneira, tendo todas as pessoas como temos um cérebro basicamente idêntico, não há QUALQUER razão de peso para assumir que os "poderes do razoamento", como ele diz, devam ter evoluído de maneira diferente. Mesmo se a "selecção natural" favoreceu a inteligência (os indivíduos mais inteligentes), isto terá acontecido em CADA UM dos grupos isolados geograficamente. Ou é que houve mais "selecção natural" entre os brancos? Ou é que os Homo Sapiens arcáicos competiam num único exame mundial de selectividade?

-celso

Novo comentario

É preciso que te rexistres para poder participar en Vieiros. Desde a páxina de entrada podes crear o teu Vieiros.

Se xa tes o teu nome en Vieiros, podes acceder dende aquí: