Representantes dos produtores agardan que as conversas sirvan para normalizar a relación entre as partes.
A patronal das industrias lácteas e os representantes dos gandeiros acordaron este venres comezar unha negociación sobre o prezo do leite en orixe. Ábrense así expectativas dun acordo entre as dúas partes logo das protestas que puxeron en marcha os gandeiro nas dúas últimas semanas para protestaren pola baixa de prezos (até seis céntimos por litro). O responsábel de Gandeiría de UPA, o lalinense Román Santalla, díxolle a Europa Press que ten esperanzas de que produzan avances importantes.
Santalla subliñou que o sector atravesa un momento “moi complicado” polo incremento dos custes de produción. Para o sindicalista, os incidentes acontecidos esta semana na fábrica de Leche Celta en Pontedeume é unha mostra “da situación tan dramática” que padecen os gandeiros.
Está claro que o que non chora non mama e coas posturas de forza semella que vaise a todas partes.
Non se que pensarán os do terceiro mundo ou os inmigrantes que non atoparon traballo neste pais se ven as imaxes nas que se tiran ao chan centos de envases de leite en sinal de protesta. Imaxes crueis.
Só se que o sector máis prexudicado na cadea non o produtor é o consumidor. Non todos por suposto, pero sí a gran maioría.
Estiven investigando pola red e ao produtor en 2006 pagábanlle a 0,31€ o litro. Dous anos máis tarde, en 2008 páganlla a 0,45€. Isto é unha subida dun 45%.
Gustaríame saber a quen dos usuarios de Vieiros subíronlle nestes dous anos o 45% no seu soldo. Como moito a inflacción. Entre un 5% e un 10%
E din por aí que polo menos o consumidor pode elixir marca. Si, pero moi poucas a menos de 0,80€ o litro.
Os produtores, tamén poderían haberse xuntado os 3.000, e vender o leite directamente ao público, en sinal de protesta, por exemplo a 0,50€ o litro e haberiamos gañados as dúas partes extremas desta cadea maldita.
Para rematar. Se que é moi feo que che baixen un pouco, aínda logo de haberche subido moito, pero tampouco creo que sexa para tomar unha postura de tanta forza e tan impopular.
E se imos todos os consumidores e asaltamos os supermercados e levámonos o leite en sinal de protesta?
Que falta de vergonha!!
e que opinaria o Barcelos se levasse os ultimos 20-25 anos cobrando o mesmo ca em 1980??
Cobrando o mesmo do que no 1980,mas pagando todo a preços de 2008!
Se tanto conhecimento tem do tema faça favor de respostar!
Primeiro desfizeram os núcleos de produção que havia. Os pequenos produtores desapareceram.
Depois estruturaram em granjas. Muitos desistiram, incapazes de seguir o ritmo das mudanças.
Depois abriram o mercado europeu na Galiza (não ao invés, o mercado galego na Europa).
E desde há um tempo até agora, jogam e manejam os preços ao seu gosto segundo mais convier aos donos do tinglado.
E depois disso tudo não se vai derramar nem sequer uns litrinhos desse leite de plástico, cheio de hormonas???
Assim plantaram lume à fábrica. O lume purifica.
Efectivamente, que falta de vergoña. Por min, ademais pódena tirar toda, xa que a mín non me gusta o leite.
Pareceríame máis eficaz, queimar a fábrica ou sobre todo, reter aos explotadores intermediarios e non soltalos ata chegar a un acordo.
Eu só critico as medidas que prexudican a terceiros e aos outros lles importan pouco. Como os que colapsan as estradas para protestar polos seus problemas.
Non critico a protesta, critico a forma de protestar, sobre todo cando se prexudica a terceiros.
Imaxínavos que os empregados de Banca, porque están moi explotados deciden quedar co diñeiro dos clientes e repartilo entre eles. Mellor será que collan o diñeiro dos seus xefes e repártanllo. Pero é un erro que salgan a rúa e póñanse a queimar caixeiros.
A min ocórrenlleme medidas moito máis radicais directas contra os que orixinan o problema, pero non me vou a pór agora aquí de alborotador.
Olha barcelos, o preço do leite, e vou falar em pesetas, porque os euros perdem decimais, nos oitenta andava entre as 20 - 24 pesetas, com as típicas flutuações dos preços. Com a entrada da CEE, a finais dos oitenta chegou às 27 pesetas, para cair nos noveta às 25. E assim mais ou menos ate há uns anos onde subiu a 50 e logo a 60 há bem pouco. Não é uma suba do 45% é de mais do 50%.
Agora bem, o litro de gasóleo agrícolas sabes quanto costava nos 80? 33 pts. Porque meu, o leite não se produz em enxebres e bucólicas condições, senão que as vacas comem, e muito, e há que gastar muito cultivar as ervinhas que comem. Quanto custa hoje o gasóleo agrícola?
O saco de penso estava a 2000 pts. Hoje a mais de 5000. Falamos da electricidade para mugir as vaquinhas? De tudos os gastos de produção que so figeram que subir? E não ao 50%. Bastante mais.
Logo tens com que os gastos de burocracia só figuerom que incrementar-se. Cada animal está com mais documentos que qualquer pessoa.
E há um tema de actualidade deste socialista governo que está a passar dessapercibido, que é a segurança social. Bem de desaparecer o regime agrario para passar tudos a ser autónomos. Sabes o que significa que cada trabalhador do campo (para as pequenas explotações) pagar quase 300€ ao mes?
E isto sem contar tuda a modernização do sector que se exigeu. Tractores, terras, novas instalações,... milhões e milhões das antigas pesetas, com subsídos-trampa por parte da CEE, e matéria de caciquismo.
O sector só fizo que perder e perder cartos, mas negando-se a fechar, não por rendabilidade, senão por apego e arraigo à terrinha. O paisano compra coma tu a roupa e o carro. A maioria dos urbanitas tendes a nómina. Um produtor de leite, se o um mes baixa, esse mes não ganha, e até pode perder o dos meses anteriores.
Deixaram o sector o 60% com a entrada da CEE.
Do litro de leite do produtor, as lácteas sacam meio litro de "meio-gordo", um quarto de "sem gordura", e vários derivados lácteos. Nem te imaginas a de gordura que tem o leite galego. Tu pagas uma burada, mas eles estão a cobra uma merda.
Não protestão porque querem mais dinheiro, protestão porque querem sobreviver.
E o que tinham que fazer é medidas bastante mais radicais. Mas melhor não falar, que me poderiam aplicar a lei antiterrorista....
Mceleiro, fala ainda que cha apliquem. Fala sempre.
Ora bem, é a primeira mensagem que te leio com tanto erro gramatical e ortográfico... 8-.
MCeleiro, se os produtores aguantaron máis de 25 anos con esa cruel explotación que nos contas, e que é verdade, como é que agora explotan por unha baixada pequena logo dunha forte subida?
Respondo eu: O que non ten nada, non ten nin forza para protestar. O que xa consegue algo, é capaz de matar por manter o que tanto lle custou conseguir.
De todos os xeitos, sinto dicirche que non me dan pena os produtores. Ou mellor devandito. Non me dan máis pena que alguns consumidores ou que os traballadores doutras profesións máis escravas e que como están caladiños a xente non coñece o mal que lles vai.
O país é pequeno, Barcelos, sabemos como andamos mais ou menos em todas as áreas. Os desastres económicos dão para ir conhecendo a miséria toda em que estamos. Já somos menos de 2.500.000 galegos na Galiza, o resto andam por fora dela. Se continuar ao mesmo ritmo, em 100 anos seremos 500.000 e daí à exterminação, pouco vai.
Os produtores não têm que dar pena, eis o assunto. Tinham que ser pessoal com a vida bem arranjadinha graças ao seu negócio. Se montam tais protestos por uma baixada de preços será porque não é tanto negócio, será porque perdem cartos na era do capitalismo. Será porque estão fartos de que joguem com eles.
Todas estas reivindicações também são as tuas quando falas de política. A ver se não desligamos a política com os verdadeiros problemas. Depois falam dos reintegracionistas...
E sim, sim, sim, SIM, Barcelos.
Os "produtores", que antes eram simplesmente famílias com quatro ou cinco vacas, AGUENTARAM TODO ESSE TEMPO SENDO EXPLORADOS.
Sim, sim, SIM. Na Galiza fazemos ASSIM.
#6. Desculpa, OBSERVADOR. Cuidarei a minha língua. Como todo mortal tenho os meus erros e limitações. Pode ser também que ultimamente leio bastante em "oficial" e o insconsciete aflora.
#7 É o típico comentário do "sufrido consumidor" que não conhece os sistemas de produção nem os problemas do pais onde vive. Há vida alem do Carrefour, meu.
Este problema a quem "mata" não é ao grande produtor, senão aos pequenos produtores tradicionais de caracter familiar (com 30 vacas, com menos é impossível). A agricultura tradicional galega, em todos os seus sectores, está a monopolizar-se em macro-cooperatipas tipo Coren.
A política dos ultimos anos do PP consistiu em traficar com a quota imposta pela UE, que se concentrou nas empresas leiteiras e em determinadas pseudo-cooperativas, pelo que há muito produtor vendendo leite "em B" muito por debaixo do teórico. Porque Puleva ou Feiraco têm quota adquirida aos pequenos produtores que a venderam?
"Respondo eu: O que non ten nada, non ten nin forza para protestar. O que xa consegue algo, é capaz de matar por manter o que tanto lle custou conseguir"
Não entendo o que queres dizer. Que são ricos?
Eu tenho vários familiares que vivem das vaquinhas. E conheço bem os seus problemas. Não dá para quase nada, só para "ir tirando", com os gastos fundametais cubertos, porque permite ademais o autoconsumo (algo tão arcaico....), para outras necesicades ou luxos, algum ou vários das pessoas da família vão trabalhar a outros sectores, aportando dinheirinho extra. A propósito, "profesións máis escravas". Porque já se sabe, ser labrego consiste em tocar-se o caralho.
"De todos os xeitos, sinto dicirche que non me dan pena os produtores. Ou mellor devandito. Non me dan máis pena que alguns consumidores ou que os traballadores doutras profesións máis escravas e que como están caladiños a xente non coñece o mal que lles vai."
Tu deves conhecer então o bem que lhes vai. Tudos têm o iPod, o carrinho novo, e estão hipotecados com "el pisito".
Como bom CONSUMIDOR, igual tinhas que saber que o leite não nasce nos bricks, nem aparece por magia enlatado o atum no estante, nem os "trapitos de Zara" nascem estacionalmente nas lojas.
Informa-te dos processos de produção e das condições de quem os produz. Depois compara quem está mais esplorado,eu não digo que tu não o estejas, mas igual entendes o que significa ser SOLIDÁRIO, e quem são os enemigos e quais os companheiros.
Mceleiro, nada a desculpar! Eu dizia porque me surprendeu. De regra escreves muito bem, mas aquele dia parecias outro... ;-)
Eu não tenho nenhum familiar no assunto das vacas e o leite, mas tenho memória e sei o que aconteceu, mais ou menos, desde os 80. Uma desfeita a todos os níveis: laboral, económica, familiar e social.