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FINAL DE JOGO

Todos somos La Mesita

09:00 10/02/2008

Eu pensei que o Entrudo já acabara. Mas este passado viernes - sexta-feira continuou. Disque cada semana em diante até o Grande(marlaska) Circo Eleitoral de Março se vai manifestar na cidade de ALa Coruña (si no hay fúbol) uma pequeninha mesa de duas patas chamada Mesa Por La Libertad Lingüística En Español, Que No La Tenemos, Caray, junto ao fálico obelisco cantoniano (anotem nas suas agendas), na ímproba defesa do seu dialecto español ameaçado polo regime sozial-nazionalista.

Sim, digo bem: o regime das galeskolas de metralheta, fular palestiniano e mapas com as câmaras de gás preparadas para o extermínio idiomático, o da Polícia Linguística Xunteira que vai zorregando a eito todo quanto bom Ciudadano responde livremente em dialecto español com um “Buenos Días Nos Dé Dios” a um repelente “Bom dia”, o sanguinário regime calcado de Saddam, Chaves e Idi Amin Dadá (o que comia corações crus de misionários españóis). Pois, ¡pardiez!, ¡voto a bríos!, ¡cuán largo me lo fiáis!, esse hitleriano regime de terror linguístico nazional-sozialista-islamo-massónico está a impor a mais brutal das repressões sobre o dialecto español, inextinguível pátria nasal palatal de El Manco de Cervantes, do pródigo portento y Fénix de las Letras de Lope, da ninfómana mística Santa Teresa, de El Cid Campeador Que Ganó Una Batalla Después De Muerto, do mataíndios Pizarro, do escravista Colón Ariel, da suja Isabel la Católica que não lavava com Colón Ariel a camisa que fedia a doma y castración, do Carlos V esse que desbanjava o ouro dos indiecitos, do pornócrata de Alfonso XIII que igual encomendava pélis porcas que colocava um ditador na poltroa, do Pelayo da virgencita virgencita que se me pongan las dos manos igual, que inauguró o principado de Asturias e o Imperio Porquénotecallas de Bourbon, e, que caray, até do livremente bilingue Francisco Franco Bahamonde (escribía versos galegos en la intimidad) que com o extraordinário filme Raza elevou a cultura cinematográfica española à altura do Potemkin, e, enfim, de tantas outras lumbreras da história e da cultura em Dialecto Español Universal.

E é que eu compreendo ternamente a Mesa Por La Absoluta Libertaz Lingüística Achuchada, Qué Córcholis: Eles e elas sofrem, sofrem enormemente de ver o deterioro das asas do hispanófono aguilucho dessecado que preside os seus televisores General Eléctrica ESPAÑOLA, enquanto já nem há programas de sábado noche no seu dialecto, nem se encontra um só jornal de goles que não venha nesse mixórdio lusista do galego xunteiro, nem os seus filhos e filhas podem já brincar na creche (ui, jugar en la guardería) no primordial dialecto que durante séculos herdaram com íntimo amor filial desde o entranhável Pedro el Cruel de Castilla até Carrero Blanco. Eu poderia contar milhenta casos de membros da Mesa En Favor de La Completa Libertad Idiomática En Esta Esquiniña Verde Amenazada que perderam os postos de trabalho por dizerem em exercício da liberdade de expressão “¿Qué se le ofrece, buen caballero?”, que perderam bolsas de estudos por escreverem livremente nas instâncias os nomes patrióticos essenciais de La Coruña, El Orense, Santiago del CampoEstrella ou El Carbajito, que pola sua incombustível lealdade a España perderam amores, ilusões, esperanças aguirres dum futuro melhor, e que perderam até anos de liberdade nas masmorras ocultas de São Caetano onde Marisol López e Ángel Quintana, vestidos de sado-maso, latigam os valerosos hispanófonos resistentes com o hino de Arturo Pondal enrolado num vergalho de touro bravo do Courel.

E É QUE NÃO SE PODE TOLERAR! Una cosa es la democracia e outra esta euskadización do galaico terruño, esta messiânica intifada contra o dialecto universal de España. Lembremos o poema de Brecht, que não era de Brecht mas que para o caso quadra bem: “Primero va y resulta que vinieron a por los demócratas / y yo miré pa otro lao...” A repressão contra o dialecto español está chegando a limites tão insuportáveis para os Ciudadanos de Bien que todo silêncio perante o españicídio é cúmplice. E amanhã, quando as esquálidas crianças dos español-falantes gaseados esmolem côdeas de pão barolento no gueto electrificado da rua San Andrés, vigiado por babeantes cães palheiros de estrela vermelha marcada a ferro no lombo, quando os infantes ocultem nos faiados os seus Diarios de Ana España para que a história e La Santísima Trinidad os recuperem, quando já nada reste do secular dialecto patrio nas riquiñas rúas chuviosas de nuestro amado lar, nas rústicas leiras onde se cultiva el nutritivo millo y el versátil greliño, nesta tierriña de muñeiras, mexilóns y encaise de Camariñas que yo también amo, qué caray, muchos “progres” y “demócratas” de-pa-co-ti-lla pagos polo ouro de Teerão lembrarão com vergonha a sua imperdoável conivência com o linguicídio que hoje nos invade.

Pero ainda teñemos tiempo, camaradas. Não sejamos cúmplices do extermínio! ¡TODOS SOMOS LA MESITA POR LA LIBERTAZ LINGÜÍSTICA AMENAZADA! ¡Todos (ui, e todas) ao Obelisco de La A Coruña daqui às eleições! ¡Cada Viernes - Venres - Sexta-Feira, con calzoncillos y bragas rojigualdas! Como em Fonteovexua, ¡Todos a úa!

E o último domingo, pardiez, a votar polos bispos.

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Comentarios (37)

galeguzo #1 10/Febreiro/2008 galeguzo

Celso, um artigo sublime, abofé. Quase me se me atragoa o (pequeno-)almoço de tanto rir (porque ainda que o conto seja triste, também tem as suas leituras engraçadas).

Pois nada, me ergo do meu assiento e anoto na acsenda a cita para a vindoura sexta-feria ;)

OBSERVADOR #2 10/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Não há quem os entenda. A sua lei de normalizaCIÓN é de um bilinguismo galopante. Mas eles, "erre que erre"...

vaites #3 10/Febreiro/2008 vaites

Non gosto demasiado deste tipo de humor, de zeÑoritos de piano pero á fin, zeÑoritos iguais que os de náutico.
pero o que de verdade me agrea,estimado galeguzo é:
"Pois nada, ME ergo do meu assiento..."
iso que idioma é? se escribes asi non quero nin imaxinar o teu sotaque.

Morcego #4 10/Febreiro/2008 Morcego

De facto parece que o entrudo ainda não acabou, pelo menos avaliando o nível de "no sense" desses manifestantes preocupados com a suposta "imposição do galego".

Excelente texto, Celso. Muito divertido!

Fer #5 10/Febreiro/2008 Fer

#3 Se nom es quem de percever a ironia e a mistura que fai de corunho-galego-espanhol estamos mal....

EVAZSOU #6 10/Febreiro/2008 EVAZSOU

Ui, ui, ui,

Que escândalo! que escândalo! como permitem em Vieiros este tipo de cousas!

Onde imos chegar!

Afonso_ch #7 10/Febreiro/2008 Afonso_ch

Excelente artigo Celso. Parabéns!

E sim,é preciso algo mais de humor.
Vaites que cousas digo

galeguzo #8 10/Febreiro/2008 galeguzo

#5 Fer, não te molestes em lhe esclarecer a um amargado o que é a ironia :D

Por certo, "Vaites", farias melhor em não te preocupares polo meu sotaque, pois possivelmente nisso não me possas dar lições :D

Coloquei deliberadamente o "me ergo", como o de "acsenda" ou "sexta-FERIA", mas é claro que não a ironia não é o teu ;)

placidinho #9 10/Febreiro/2008 placidinho

Celso, mui bom, do melhor.

luisfoz #10 10/Febreiro/2008 luisfoz

Caro Celso: Muito bom, excelente. Tés razom para regalares -presenteares- passei-no muito bem a ler o teu artigo de "senhorito" (?). Quero pedir-che um grande favor: tu que vives na Curunha, guarda-me um posto para a concentraçom da próxima semana, tenho medo de que ao chegar de Saint James já nom haja lugar no Obelisco para reivindicarmos as nossas liberdades linguísticas assovalhadas polos ayatollahs nazionalistas.
Arriba España!!!

lavesedo #11 10/Febreiro/2008 lavesedo

home, señorito seica si que é, do que tampouco che terá moita culpa, mais iso non lle quita facer bos artigos coma este.
Mellor a ironía ca outras cousas como darlles a posibilidade de saíren escoltados pola policía en vigo, que é o que buscan.
Deberiamos montar XA unha mesa acarón da súa, pedindo o ensino en finés para as nosas crianzas. Galiza Finlandesa, bilingüe e orghullosa!!

Gaviotero #12 10/Febreiro/2008 Gaviotero

Los nazis también minimizaron las cámaras de gas...nada nuevo bajo el sol.

EVAZSOU #13 10/Febreiro/2008 EVAZSOU

É que os alemãozinhos são-che muito na questão de fazer máquinas pequenas de grandes prestações. Mas achava que não eram eles os que minimizavam as responsabilidades de cargar-se vários milhões de seres humanos senão a direita espanhola de filiação franquista. Nada nuevo cara al Sol.

AGIL #14 10/Febreiro/2008 AGIL

Em (#3) seriamente vaites diz:
1.- «Non gosto demasiado deste tipo de humor, de zeÑoritos de piano pero á fin, zeÑoritos iguais que os de náutico.»
COM.- vaites, tem toda a razão e mesmo a sem-razão. Cantemos um responso: "Requiem aeternam". Ou encarreguemos uma missa de réquiem. Vale-lhe a de Mozart ou prefere a de Verdi? Ainda que alguma de algum compositor galego haverá.
2.- «pero o que de verdade me agrea, estimado galeguzo é: "Pois nada, ME ergo do meu assiento..." iso que idioma é? se escribes asi non quero nin imaxinar o teu sotaque.»
COM.- Igualmente tem razão, meu. A quem se lhe ocorre escrever utilizando letras maiúsculas! Bastam as minúsculas e sobretudo Ñ, muitos Ñ, até "escoñarse".
::::::::::::::::::::::::::
E desculpe que agora me dirija ao autor do artigo:
Os que se manifestam não são os melhores; esses apenas são marionetas. São os que os manuseiam, os que por trás os governam e eles deixam que por trás os colham.
Ainda que... pensando-o bem, marionetas ou não, têm muita razão: O extermínio que estão a exercer sobre eles é injustificado. Quando a Galiza esteve melhor que hoje? E graças a que e a quem? À espaÑa, à espaÑa una, grande y libre, que construiu hospitais em que podem ser atendidos os galegos doentes; e escolas, onde os galegos podem aprender línguas (e não aprendem, porque ... pois não sei bem por que...); e tribunais; e três aeroportos e meio; e ultimamente até começaram a fazer uma AVEcilla, mas temo que não a acabem, se os galegos se põem tão contra a espaÑa.

AGIL #15 10/Febreiro/2008 AGIL

Tem razão o senhor das "gaviotas": minimizemos... por exemplo, se minimizássemos os olhos de Rajoy, não ganharia em atrativo? E o Zaplana, se lhe retirássemos como uma tonelada do cemento que leva no "rostro" (que se lo pisa), não seduziria a destro e a sinistro? E se Acebes, em vez de rezar responsos longos, lançasse singelas jaculatórias, não nos arroubaria? Minimizemos... por exemplo, não Gaviotero, mas gavioterillitico... Engraçado: Fica bem e até simpático! Repito gavioteritillico... gavioterillín, majo, gostas destas minimizações?

eu_mesmo #16 10/Febreiro/2008 eu_mesmo

moi bo o artigo!

BonKarallan #17 10/Febreiro/2008 BonKarallan

Moi bo artigo Celso. Gaviotero confírmao, como bo bispo que é.

Como nos deixemos esmagar xa non imos poder nin dicir:

¡¡MANDA CARALLO!!

Sugar_Kane #18 10/Febreiro/2008 Sugar_Kane

Pois eu, que normalmente gosto dos artigos do Celso, não acabei de gostar deste :/

A Gaviotero nem caso, é um exemplo clássico de Troll de Internet, com nazis e todo :)

Celso #19 10/Febreiro/2008 Celso

Obrigado polos vossos comentários.

(A Lavesedo (#11): Obrigado também polas tuas palavras sobre o texto. Creio lembrar que as nossas trocas em Vieiros sempre foram cordiais dentro das discrepâncias que puder haver. Por isso, gostaria de que me explicasses por que me chamas "señorito", do qual eu não teria "culpa". Se preferes não responder aqui (eu não tenho especial interesse; o debate é sobre outras cousas), o meu correio é lxalvarz arroba udc ponto es , e explicas-me. Tu podes usar um correio anónimo ou pseudónimo, não é essa a questão. Visitei o teu blogue mas não encontrei um correio. Podes estar seguro que se o tivesse não daria a maçada aqui).

De resto, um desabafo é um desabafo. As contra-concentrações são outras tácticas possíveis contra a dirigida psicose da Mesita. Que as contra-concentrações criam outras condições de publicidade desse circo? Talvez. Eu não vejo mutuamente incompatíveis a crítica, o silêncio (aquilo do que não se fala não existe) e a contra-ofensiva.

Como sugere o António Gil (acho), a Mesita é só a expressão de algo muito mais enraizado, num continuum que chega até ideologias insuspeitadas, nomeadamente até algumas autoqualificadas de "galeguistas".

Saúde,
-celso

xermolo #20 11/Febreiro/2008 xermolo

Parabens polo artigo, estes espanholistas viven nun mundo imaginario e paralelo a realidade das urbes e vilas deste pais.

ROSALIANO #21 11/Febreiro/2008 ROSALIANO

A rentabilidade da mesita antigalega está na quota de jornais que ocupan em cada "acto". Pola mesma, serve para os galegos a utilizemos a nosso favor. Calar, ou deixar passar, já o temos feito quase sempre, e com essa atitude nada avançamos.
Por isso há que agradecer a resposta lúdico-crítica de Celso, que denuncia os privilégios dos que sempre tiraram proveito do nosso silêncio, do nosso olhar para outro lado. Parabéns.

ANGR #22 11/Febreiro/2008 ANGR

A liberdade difire muito de uma simples defesa do status quo. Há que erguer a voz. Por isso, felicitações pelo artigo.

maraghota #23 11/Febreiro/2008 maraghota

Muitos parabéns, Celso, por fazeres do humor uma arma tão efectiva.

PALLAS #24 11/Febreiro/2008 PALLAS

VAI PRA PORTUGAL

ecoe #25 11/Febreiro/2008 ecoe

Simmpático e certado.

vaites #26 11/Febreiro/2008 vaites

desculpen logo que non teña solás para partillar da sua brincadeira

Maeloc-do-Rouco #27 11/Febreiro/2008 Maeloc-do-Rouco

NON ALIMENTEDES ÓS TROLLS¡¡¡

A tódolos que responden a Gaviotero, leede esta ligazón:

http://brenlla.blogaliza.org/n....

Ós administradores:
Esta mensaxe non é un insulto, troll é unha definición dunha conducta estudada de certos usuarios na Internet.

Premede o "link" onde diz "Nao alimente aos trolls"...Obrigado ( sinceramente, deixade-o que tolee ele sozinho...que o fai caralhudamente)

lostrego #28 12/Febreiro/2008 lostrego

Gracias Celso, rin a cachón, mais por non chorar de ver ós de sempre oubeando, pero tamén rin cando vin a tantos e tan bós, rexeitando ós carpetovetónicos.

Maeloc-do-Rouco #29 12/Febreiro/2008 Maeloc-do-Rouco

"Vaites", digo-cho com tudo o agarimo: Deverias ser menos "testam" e reconhezer o teu erro...Se te fixasses um chisquinho decatarias-te da retranca e se nom te decata-che daquela alomenos reconhece-o meu...Trata-se dum recurso humoristico, nom sendo tu o destinatario nom sei o por que do teu reagir

rinlo #30 12/Febreiro/2008 rinlo

Bem feito Celso. Mas La Mesita meteu-che um gol "misionário"...

Poexo #31 12/Febreiro/2008 Poexo

Parabéns pola recua de verdades que escribiches Celso!

O que me dá unha enorme pena é ver como uns poucos son levados á primeira páxina de varios xornais porque outros poucos se van enfrontar a eles e lles dan a publicidade que, de outro xeito, nunca terían...

AGIL #32 12/Febreiro/2008 AGIL

Aqui, na CAGa, não há "razões" (ainda) para ilegalizar o galeguismo. Por isso o reino age por grupos interpostos, uns para-institucionais, como la mesitita, outros institucionais, mas privados, como quase toda a imprensa (podem salientar-se alguns meios, que "todos" conhecemos), e mesmo em atos institucionais, como determinadas sessões de concelhos (Lugo e outros dominados pelo pEsoE ou pelo pEpE) contra, por exemplo, as "galescolas", meio bem descafeinado de "galeguización"...
Mas chegará o tempo em que o Garçon ou outro garçon, por ordem do governo de turno (ou pEpE ou pEsoE), se dedique a ilegalizar grupos e mesmo atividades ocasionais...

ferreirogz #33 12/Febreiro/2008 ferreirogz

Sobre o argumento dos contrários às contra-concentraçons para 'lhes nom darmos publicidade', direi que é um bocado ingénuo (o argumento). Acreditades realmente que a publicidade que recebem esses fachas resulta da publicidade que lhes fazemos nós? Eu acho que, evidente, os media nom som neutrais e vam sempre promover as posiçons assimilistas. Só tendes que ver as colunas de opiniom na semana anterior de Blanco Valdés e Carlos Luís Rodriguez sobre o tema...
Só temos a possibilidade que lhes saia todo "de rositas" ou que se vejam obrigados a informar de que nom todos os galegos queremos matar e enterrar o nosso idioma.
Parabéns a quem estivo no Obelisco na semana passada!

suso #34 12/Febreiro/2008 suso

Ontem, na escola, a mestra perguntou-lhes aos alunos e alunas, companheiros da minha filha de 8 anos, quantos deles utilizavam o galego nos jogos com os seus amiguinhos e amiguinhas. Mais ou menso a metade respostaram afirmativamente (é uma escola pública da zona semi-rural-semi-suburbana de Compostela). Após, perguntou-lhes: e quantos de vos pensais que o castelhano é muito importante para atingir um bom posto de trabalho...?
Sinistro...muito sinistro..não é...??

Celso #35 12/Febreiro/2008 Celso

Obrigado de novo polos comentários. Não sei se é estúpido que alguém que escreva um texto responda aos comentários (em geral positivos), mas eu faço-o igualmente.

Uma questão que surge, de novo, é se como táctica contra a loucura é melhor o silêncio, a contra-informação (ou contra-propaganda) ou as contra-acções. Eu penso que cada acção tem o seu lugar. Concordo em que La Mesita antigalega e o seu entorno já têm a propaganda mediática garantida, portanto denunciar o seu absurdo não faz mal. E Rosaliano aponta muito atinadamente que os galegos estamos demasiado habituados ao silêncio: é o que o Estado espera de nós.

Circulam argumentos e textos desta gente verdadeiramente lunáticos. Alguns deles estão totalmente fora da realidade social (e linguística, portanto). Outros não, devem ser muito conscientes do funcionamento da propaganda. Fariam bons agitadores bolcheviques; sempre soubemos que o totalitarismo liberal e esse mal chamado "comunismo" se tocam (o melhor real-socialismo fez-se nos EUA).

Nunca compreenderei como podem ter uma visão tão distorcida da realidade do país que dizem, também, respeitar. Ou sim: são fruto puro e duro do Franquismo, a mais sofisticada maquinaria indoutrinante nunca inventada.

AGIL #36 12/Febreiro/2008 AGIL

Se antes escrevo isso de que «Aqui, na CAGa, não há "razões" (ainda) para ilegalizar o galeguismo», antes acontece o que aconteceu com o pEpE e a sua santa (meu deus! E leva, santificado, o meu apelido!!): Dizem que promovem a liberdade... Ha, ha, ha! Quando estavam e estão a reclamar ilegalizações a eito, hoje cumpridas...
Mas, curioso, outros exercem essa liberdade (ou a sua é outra?) e protestam porque no parlamentinho não condenam esse exercício de liberdade. (Eu vi que o pEpE cobrante, no congreso de los diputados, berrava em diferentes ocasiões para fazer calar um contrário... É que essa gente pode permitir-se no parlamentão o que negam que possam fazer outros fora do parlamento?)

Galeguismo #37 30/Marzo/2008 Galeguismo

Assunto: O idioma Galego do Século XXI é o Português de hoje como já o era no século IX. A ortografia (portunhol) que o Estado espanhol nos está a impor é dividir para reinar e neocolonialismo castelhano. Português é Galego normalizado sem os humilhantes “séculos escuros”. Se não fosse estes séculos de opressão do povo galego quem duvidava que hoje a norma escrita do português era naturalmente a mesma que na Galiza? Acabe-se com as enfermidades de nosso idioma e cultura resultantes da opressão.

FACTOS:

Os portugueses são uma parte do povo galego que se tornaram independentes do reino de Leão que na época ocupava a Galiza.
Um grupo de galegos chefiados pelo cidadão Galego Dom Afonso Henriques libertou do reino de Leão parte da antiga Galiza ( a sul do rio Minho) e a essa parte deu-lhe o nome de Reino de Portugal. A sul do rio Minho ficou por libertar uma pequena parte da Galiza que hoje está integrada na Extremadura espanhola. O nome de Portugal há quem diga que foi em homenagem a uma antiga localidade perto da cidade do Porto que se chamava Portos Cale, porém outros historiadores defendem que a palavra é composta de portu (de porto marítimo)e gal (de Galiza). Ou seja o nome Portugal significava o porto de chegadas e partidas da nova Galiza independente a sul do rio Minho e a esperança de desenvolvimento para o povo do novo reino.( Por—GAL).
O cidadão Galego Dom Afonso Henriques tornou-se o primeiro rei de Portugal com a capital na cidade minhota de Guimarães. Só muito mais tarde depois da reconquista de Lisboa aos mouros pelo 1º rei e fundador de Portugal, o Galego Dom Afonso Henriques a capital passou para esta cidade.
Os territórios libertados da antiga Galiza a sul do rio Minho são hoje as seguintes províncias portuguesas: Minho (capital Braga), Trás-os-Montes (capital Bragança),Douro (capital Porto), Beira Alta (capital Guarda), Beira Baixa (capital Castelo Branco), Beira Litoral (capital Coimbra). Pertencia ainda também à antiga Galiza a sul do rio Minho e não foram libertadas uma parte da Extremadura espanhola junto à província portuguesa da Beira Baixa e outra na actual provincia de Salamanca San Felices de los Gallegos.
A palavra “Beira” significava fronteira, à beira dos territórios mouros, ou seja o fim do extremo sul da Nação Galega. Esta verdade Histórica é tão presente que ainda hoje entre portugueses se chama galegos aos portugueses que residem ou nasceram nestas 6 províncias portuguesas.
Depois estes galegos do sul com o nascimento do Reino de Portugal começaram-se a chamar de portugueses de forma a se destinguirem dos outros galegos a norte do rio Minho que continuavam ocupados pelo reino de Leão.
O Galego Dom Afonso Henriques fundador de Portugal começou a reconquistar a sul para lá das “Beiras” as terras ocupadas pelos mouros formando o país moderno de hoje. Aos mouros foram reconquistadas as seguintes províncias portuguesas: Extremadura portuguesa (capital Lisboa), Ribatejo (capital Santarém), Alto Alentejo (capital Évora),Baixo Alentejo (capital Beja)e o bisneto de Dom Afonso Henriques, o rei Dom AfonsoIII reconquistou aos mouros o Algarve (capital Faro). As terras conquistadas eram normalmente povoadas por galegos do norte do rio Minho por falarmos a mesma língua e haver a norte uma grande concentração de população disponível para povoarem terras desabitadas após a reconquista. O rei Dom Fernando de Portugal ainda libertou temporariamente de Castela a Galiza a norte do rio Minho, mas não conseguiu manter. Mais tarde descobriram as ilhas dos Açores e da Madeira desabitadas e povoaram-nas com galegos do norte e do sul do rio Minho.
Por isso portugueses e galegos têm a mesma origem não só linguisticamente como têm a mesma matriz humana. São o mesmo povo original do extremo litoral norte da península ibérica.
A única diferença é que uns mais a norte passaram do domínio do reino de Leão para a colonização castelhana enquanto outros a sul seguiram um destino livre e independente, conservando e aperfeiçoando naturalmente a sua língua e desenvolvimento humano.
Os galegos do sul independentes que entretanto passaram-se a chamar portugueses. Depois de reconquistarem as terras ocupadas pelos mouros na península, expandiram-se mantendo por séculos a soberania em vários territórios do mundo como exemplo:
1- Norte de África: Aguz, Alcácer-Ceguer, Arzila, Azamor, Ceuta (portuguesa desde 1415 cedida a Espanha em 1640 oficializado em 1668.Mantem a bandeira portuguesa do território igual à cidade de Lisboa e o escudo português da época), Mazagão, Mogador, Safim, Agadir, Tânger e Ouadane.
2- África Subsariana: Gana, Senegal, Angola, Guiné, Guiné Equatorial (Portuguesa desde 1471 cedida a Espanha em 1778 em troca com territórios na América do Sul), Benim, Melinde, Mombaça, Moçambique, Quiloa, Arguim, Ilha Ano Bom, Cabinda, Cabo Verde, São Jorge da Mina, Ilha Fernando Pó, Costa do Ouro Portuguesa, Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, São Tomé e Príncipe, Socotorá, Zanzibar, Ziguinchor, Ilhas de Ascenção e Santa Helena, Congo, Zâmbia, Camarões, Gâmbia e zimbabwe.
3- Ásia Ocidental: Bahrein, Ormuz, Mascate e Bandar Abbas.
4- Subcontinente Indiano: Canacor, Chaul, Chittagong, Cochim, Cranganor, Ceilão, Laquedivas, Maldivas, Baçaim, Bombaim (Mumbai), Calecute, Hughli, Nagapattinam, Paliacate, Coulão, Salsette, Masulipatão, Mangalore, Singapura, Surate, Thoothukudi, São Tomé de Meliapore e Estado Português da Índia ( Goa, Diu, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli).
5- Ásia Oriental: Bante, Flores, Macau, Macassar, Malaca, Molucas, Amboina, Ternate, Tidore, Nagasaki (no Japão cidade fundada pelos portugueses em 1571) e Timor.
6- América do Norte: Terra Nova, Labrador e Nova Escócia.
7- América Central e Sul: Brasil, Barbados, Guiana Francesa e Cisplatina (Actual Uruguai na época portuguesa a capital era Sacramento ,hoje conhecida por Colónia de Sacramento, cidade fundada e povoada tanto por pessoas como até animais domésticos originários do Minho do norte de Portugal).
Estes galegos do sul independentes criaram o maior império global da idade média no mundo. Superior ao castelhano. Por isso hoje são vários os países onde se fala português/galego para além daqueles em que é idioma oficial.
A língua portuguesa que é o galego do século XXI, com mais de 250 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Macau e Timor-Leste, sendo falada no Ex-Estado Português da Índia (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli)e Guiné Equatorial (A partir de Dezembro de 2007 língua oficial. O crioulo falado maioritariamente pela população neste país é de base com palavras galegas/portuguesas e não castelhanas). O português tem também estatuto de língua oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana.
Há ainda por todo o mundo milhões de falantes como em África, América central, Ásia e Oceânia de vários crioulos que usam as palavras portuguesas/galegas embora com fórmulas gramaticais diferentes. São perfeitamente compreensíveis. Isto se deve ao facto da língua portuguesa/galega no momento que estava a ser oprimida nos ”SÉCULOS ESCUROS” na Galiza ser durante os séculos XVI, XVII e XVIII um idioma em grande expansão utilizado no comércio internacional de toda a costa oriental e ocidental de África , Golfo Pérsico, Índia e Ásia incluindo Malásia, Indonésia, China e Japão. A própria língua japonesa tem várias palavras portuguesas/galegas como: capa, copo, vidro, tempero, tapas, tasca, botão, biombo etc. Palavras como obrigado criaram a japonesa “oriagato” para agradecer. A escrita da língua japonesa embora seja feita por sinais foi criada por portugueses. A ortografia foi uma adaptação dos sons das sílabas do idioma português/galego à orientalidade de escrever por símbolos. Cada sinal corresponde a um som que faz uma sílaba constituída por conjunto de uma letra consoante com uma vogal portuguesa/galega ou duas vogais. No abecedário japonês repete-se ciclicamente com as vogais de som portuguesas/galegas “ a, e, i, o, u” mudando em cada ciclo o som da letra consoante ou outra vogal ou só vogal. Na escrita chinesa existem símbolos que representam cousas ou ideias, enquanto os caracteres japoneses referem-se a sons em que cada um é uma sílaba por exemplo: “ta, te, ti, to, tu, ma, me, mi, mo, mu, ia, ie, io, iu, xa, xe, xi, xo, xu, tsa, tse, tsi, tso, tsu etc.. Quem analisar o som dos nomes dos japoneses e palavras verá que são feitas por sílabas com as vogais portuguesas/galegas pronunciadas de forma aberta. Quando os portugueses chegaram ao Japão os japoneses não tinham escrita própria e só os mais cultos escreviam um pouco em chinês. Hoje todos os japoneses escrevem da forma que os portugueses ensinaram e só alguns sabem escrever chinês. Em muitos casos numa frase misturam as duas escritas. Os caracteres chineses são mais compactos e representam ideias enquanto os japoneses são simples e soltos representando sons. Isso é fácil identificar num texto escrito pelos japoneses quando misturam os dois tipos de escrita. Por isso a língua galega/portuguesa não só é a 3ª mais falada no mundo ocidental como é culturalmente muito rica. Vários idiomas da Tailândia, Malásia, Índia e Indonésia têm também palavras portuguesas/galegas.
Há ainda um idioma próprio falado na Malásia, Singapura, Tailândia, Ceilão e Indonésia que se chama Kristang (língua cristã) ou português de Malaca que é constituído por palavras portuguesas/galegas com formas gramaticais diferentes. Existe também o idioma Patuá chinês nessa situação. Há também o Papiam das Caraíbas entre outros. Os portugueses/galegos falam com estas gentes sem dificuldade ao contrário dos castelhanos.
A língua Galega/Portuguesa considera-se com a matriz formada a partir do século IX, como resultado da assimilação do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C.
Na península Ibérica foi língua culta mesmo fora dos actuais territórios da Galiza e de Portugal como nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Escrevendo em galego/português, por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, as suas "Cantigas de Santa Maria". A sua importância foi tal que se considera a segunda grande literatura durante a Idade Média só depois do Occitano.
Na península Ibérica a língua galega/portuguesa esteve estável e comum a Portugal e Galiza mais de setecentos anos de existência oficial como língua culta e plena, mas as derrotas que os nobres galegos a norte do rio Minho sofreram ao tomar partido pelos bandos perdedores nas guerras pelo poder em finais do séc. XIV e princípios do séc. XV provoca a colonização da nobreza galega e a dominação castelhana, levando à opressão e ao desaparecimento público, oficial, literário e religioso da língua até finais do século XIX na Galiza. São os chamados "Séculos Escuros". A língua galega e povo foram tão mal tratados, escravisados, discriminados e oprimidos pelos castelhanos que a palavra galego durante séculos significou pessoa atrasada e inculta. Ainda hoje no Brasil em algumas regiões se chama a um português atrasado e muito inculto um galego. Na Galiza os galegos durante séculos foram ao máximo explorados materialmente e segregados culturalmente pelos castelhanos. Ainda hoje em Portugal, Brasil e outros países que falam português/galego há as seguintes expressões idiomáticas “ um galego de trabalho”, outra também usual, “trabalha como um galego” outra “ galego é escravo de trabalho”. No passado galego significou escravatura castelhana. Se falarmos de literatura, extraindo poucas normas recentes da RAG o idioma galego “portunhol” que esta instituição escreve e oficializa é igual ao que escrevia o mais grande poeta e escritor português de todos os tempos Luiz Vaz de Camóns. Só que este escritor viveu no século XVI e hoje até o seu próprio nome se escreve na norma actual Luis Vaz de Camões. O povo galego tem de exigir do Estado a sua língua actualizada e não um idioma remendado do português mediaval que porá os galegos numa posição de povo inculto e inferior neste mundo cada vez mais globalizado. É preciso restaurar a língua e não remendá-la por forma a não se tornar um idioma antigo de uma minoria sem qualquer valor de comunicação nem mesmo dentro da Galiza dado a contestação e divisionismo que gera, com o nascimento expontâneo na Galiza de vários movimentos em defesa da língua materna e genuína actualizada..
O galego/português em Portugal, por seu lado, durante este período ("Séculos Escuros") gozou de protecção e desenvolvimento livre, graças ao facto de Portugal ter sido o único território peninsular que ficou fora da colonização e do domínio linguístico castelhano.. A situação de opressão e colonização da língua galega não se limita só aos territórios conhecidos hoje como Galiza e zonas fronteiriças de Zamora, Leão, Astúrias e San Felices de los Gallegos (província de Salamanca). Em plena Extremadura espanhola em duas zonas diferentes o galego tem sido oprimido e colonizado quase à extinção pelo castelhano. Esta realidade histórica é quase desconhecida na Galiza. É que parte desta província espanhola era Galiza, fazia parte da Beira Baixa, era o extremo interior sul. A zona de Cáceres fazia fronteira da Galiza com os territórios mouros antes da criação do reino de Portugal. Era uma zona instável com população galega. Há ainda em separado mais a sul o território de Olivença e seus municípios que estão ocupados ilegalmente por Espanha desde 1817 face ao direito internacional, que sem ter pertencido à antiga Galiza faz parte de uma província portuguesa do Alto Alentejo reconquistada aos mouros e povoada por galegos. O idioma chamado português de Olivença é galego. Os seus habitantes são filhos de galegos/portugueses e não de castelhanos. Por isso hoje há na província espanhola da Extremadura milhares de jovens a estudar a língua portuguesa por saberem que é o idioma dos seus antepassados normalizado e actualizado. Ao contrário do governo da Galiza o da Extremadura espanhola (embora só tenha alguns municípios de origem galega/portuguesa) tem estreitado muito as relações linguísticas, culturais e económicas com Portugal. Não inventa “PORTUNHÓIS”
A Real Academia Galega defende e tenta oficializar que o galego deve ser o português arcaico com algumas polémicas modificações ortograficas impostas pelo poder político e não a nossa língua moderna. A RAG quer acabar com a cultura galega. Em Finesterra há quem fale o melhor português de toda a península. Aqueles que falam melhor galego são os que mais reprovam na disciplina nas escolas do governo. O “portunhol” é um acto de neocolonialismo depois da União Europeia obrigar os Estados membros a reconhecer as línguas regionais. O Estado espanhol está a tentar impor o “portunhol”, um dialecto sem qualquer utilidade como se fosse o galego. É uma manipulação e deturpação da história. Eles (RAG) sabem que o português arcaico não tem condições de se impor no mundo e muito menos o “portunhol” adulterado, isolado, não representa nem é capaz de expressar o pensamento moderno e as evoluções tecnológicas actuais. Trata-se de um dialecto deformado, isolado, criado agora para dividir galegos e defender os interesses do colonizador castelhano que tem pavor em ver uma Galiza descolonizada. Pelo contrário o galego/português genuíno e moderno é uma mais valia para todos os galegos e para a própria Espanha. Os castelhanos não colonialistas aprovam e reconhecem que depois de tantos séculos de opressão de que os galegos foram vítimas dos castelhanos colonialistas o mínimo que o Estado tinha de fazer era ajudar os galegos a recuperarem a língua dos seus pais actualizada e descatelhanizada. O português como puro galego do século XXI. Os galegos passavam a ser bilingues "Hablando" o idioma do colonizador o castelhano e "Falando" a língua dos seus pais o galego/português. Com isso passam a falar com mais de 700 milhões de falantes nativos em todo o mundo. Abrem-se assim as portas para um gigante espaço cultural e comercial num mundo globalizado. Esta é a grande vantagem que os galegos têm em relação às outras línguas minoritárias peninsulares como as catalã e basca. Os Galegos têm como língua materna o 3º idioma ocidental. Os deputados galegos podem falar o galego do século XXI no parlamento Europeu mas não infelizmente no espanhol. Isso é humilhante para um povo que tanto sofreu durante séculos e é a parte pior que existe numa colonização.
Para a recuperação da língua galega oprimida há séculos é imprescindível a transmissão de rádios e televisões portuguesas em canal aberto em toda a Galiza e municípios falantes do galego das Astúrias, Leão, Zamora, San Felices de los Gallegos/ São Félix dos Galegos (província de Salamanca), Olivença e outros municípios da Extremadura espanhola de origem e matriz humana galego/portuguesa. Em entrevista à agência de informação portuguesa Lusa, Emilio Perez Touriño explicou que as "grandes dificuldades" têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza. Haja vontade e determinação política. Tudo o resto é fantasia para adiar o mais possível a restauração da língua galega actualizada normalizada e genuína ao povo galego. Touriño é galego ou troca a sua identidade, renegando as suas origens para agradar aos castelhanos colonialistas? Muitos castelhanos no século XXI ainda são colonialistas e chegam a chamar de anti-patriotas aos galegos que defendem a Galiza, como os deputados que falam no parlamento Europeu em português. Esta é mais uma forma de descriminar e marginalizar os galegos na sua própria terra. Nós galegos temos de saber diferenciar o que é Pátria e o Estado. São duas cousas distintas. A Galiza não só é uma Nação milenária como é a nossa Pátria. A Espanha é o Estado de que dependemos administrativamente. Para um galego ser patriota é pôr em primeiro lugar a Galiza, sua cultura e língua. Não renegar o nosso passado e origens. Não ser patriota é olvidar que se é galego. Galegos e castelhanos têm de viver de mãos dadas e não com os castelhanos com os dois pés em cima dos galegos. Hoje um galego ainda tem que escrever e “hablar” castelhano para ter um emprego na Galiza. Isto é colonialismo do pior. É falta de respeito por um povo e uma Nação.
Na Net é importante que os galegos, tanto empresas como particulares tenham em primeiro lugar a sua página de Web em galego/português normalizado e só depois em castelhano.
É preciso o ensino escolar obrigatório do galego do século XXI e a televisão galega deixar de falar em português arcaico ”portunhol”. O português mediaval não tem qualquer utilidade nos tempos modernos. Os galegos têm o direito de falar a língua dos seus pais actualizada e não de forma mediaval e castelhanizada o “portunhol” como o Estado espanhol através da tv da Galiza e da RAG promove. Não se compreende como alguém com responsabilidades no Estado Espanhol tem receio que os galegos falem a sua língua materna actualizada normalizada e com expressão mundial. A RAG tenta criar um “portunhol” a partir do português mediaval. O “portunhol é uma invenção daqueles que vêem Portugal como uma Galiza livre e temem desesperadamente a aproximação dos povos. Esse “portunhol” morrerá sem expressão e insistir nele é confundir e destruir a cultura galega definitivamente depois de tantos anos de opressão. Não quero deixar de chamar a atenção para a deformação e crime cultural que existe quando se escreve Xunta em vez de Junta. É que em galego/português desde pelo menos o século IX que a letra “J” não tem o mesmo som que em castelhano. Em galego/português a letra “J” tem um som muito semelhante com “X” mas não é bem o mesmo. Esta é uma deformação ortográfica e imprecisa oralmente por se desrespeitar os critérios principais de origem da língua galega. Escrever Junta com “X” representa desconhecimento de como se pronuncia em galego/português a letra “J” que nada tem a ver com o castelhano. O mesmo acontece com “ge” e “gi” em que o som em galego/português é muito parecido com “xe” e ”xi” mas não é totalmente igual. Para fugir do sotaque castelhano não é necessário radicalizar tanto. A RAG devia-se chamar Real Academia Castelhana, porque está a defender os interesses castelhanos de confundir e dividir os galegos.
É fundamental o galego ser actual e normalizado. Os povos só se evoluem bem intelectualmente quando sabem se expressar bem na sua língua materna e não na estrangeira colonizada. Não se consegue expressar bem com um idioma do passado com adulterações neocolonialistas castelhanizadas como o agora inventado “portunhol” para impor a uma Nação milenária. Pelo contrário o galego actual com ortografia normalizada pelo padrão português será o encontro dos galegos com as suas origens e ganham em simultâneo um poderoso meio de comunicação quer a nível cultural como comercial, que ajudará a crescer a Nação Galega neste mundo globalizado. Escrever galego/português dentro da norma dá-lhe uma dimensão mundial e é a única forma de salvá-lo da morte. O português/galego não é um idioma de propriedade de Portugal. São dos 9 países que o adoptaram como oficial e da Região Autónoma de Macau na República Popular da China.
Temos aqui um bom exemplo da China que embora comunista adoptou oficialmente o português numa das suas regiões autónomas ao contrário de Espanha que se diz democrática e está a inventar o “portunhol” para que a Região Autónoma da Galiza não tenha como oficial a língua de seus pais. Com esta decisão a China muito se tem beneficiado cultural e comercialmente com a sua presença nos 9 países que falam português.
Escrever dentro da norma galega/portuguesa é a única forma de salvar a nossa língua. Não vivemos isolados no mundo. O Instituto da Língua Portuguesa tem sede na cidade da Praia no pequeno país de Cabo Verde, onde estão representados todos os países de língua oficial portuguesa para haja normalização na ortografia. Não há colonialismo linguistico. Espanha deveria estar lá representada oficialmente e com plenos direitos através da Galiza. Nós somos irmãos falantes de mais de 250 milhões de pessoas com as nossas origens humanas e culturais. Não temos de optar entre os nossos primos castelhanos e os nossos irmãos da fala. Queremos conviver com as duas partes.
Só assim se respeita a dignidade do povo galego e a própria Espanha se beneficia. O rei Dom João Carlos viveu a sua infância em Portugal, primeiro aprendeu a falar e escrever bem português/galego (com sotaque de Lisboa) e só depois castelhano. Contudo é rei de Espanha.
Os galegos não deixam de pertencerem ao Estado Espanhol por falarem a língua dos seus pais actualizada e normalizada. Agora atitudes de neocolonialismo, adulterarem, falsificarem a língua com receio do crescimento da Nação Galega é crime cultural.
Na cultura galega respeita-se os mais velhos e a Nação Galega merece ser respeitada quanto mais não seja por ser muito mais velha do que o próprio Estado Espanhol.
É difícil sob o domínio do colonizador defender uma identidade cultural.
A RAG tenta afastar o galego das suas origens com a invenção do “portunhol”, oportunisticamente tirando vantagem das, feridas, cicatrizes e enfermidades deixadas pela própria humilhante colonização castelhana em termos de deformação linguistica. Contudo os galegos estão de parabéns por depois de tantos séculos de humilhação, opressão e colonização castelhana não terem deixado morrer o seu idioma materno galego/português.
A Real Academia Galega que trai os filhos da Galiza é suportada pelos nossos impostos e serve os interesses do colonizador castelhano, pelo contrário muitas organizações como a Associaçom Galega da Língua AGAL luta sem apoios pela defesa da nossa língua materna e cultura. Em pleno século XXI e na Europa os galegos pagam impostos para o Estado através da RAG destruir a sua língua materna e cultura. A deturpação da língua materna é a morte da língua galega depois de séculos de opressão e colonização castelhana. O idioma “portunhol” que a RAG está agora a fabricar artificialmente não serve para nada senão dividir os galegos para os castelhanos continuarem a mandar em nossas terras galegas. Onde estão no meio dos políticos os verdadeiros galegos? Será que pelo poder só querem agradar ao castelhano colonizador, renegando as suas origens e traindo o seu povo? Vendem-se pelo poder? Será que em mil anos de história só houve um político galego chamado Dom Afonso Henriques primeiro rei de Portugal? A Galiza não é uma questão de direita ou de esquerda nem qualquer ideologia. É uma Nação milenária que tem de ser respeitada. A RAG é um braço de terrorismo cultural armado pelo colonizador castelhano contra a língua e cultura galega e pago através dos impostos pelos próprios galegos. Trata-se de terrorismo cultural pago pelas vítimas. A opressão secular de que os galegos e a Galiza são vítimas é o maior crime na península contra pessoas de bem. Sem a reintegração da nossa língua original actualizada a Galiza continua a ser uma colónia de Castela na Europa em pleno século XXI, quando já nem em África existem.
A grande maioria dos galegos não se quer separar do Estado espanhol, nem querem ajuste de contas pelos “séculos escuros” de opressão e humilhação. Querem a saudável convivência entre todos os povos, mas exigem ser respeitados pelo Estado e não enganados com a invenção do “portunhol”. Pelo contrário o boicote à sua língua materna feito pela RAG é a forma do Estado espanhol fomentar o sentimento separatista e extremista em toda a Galiza, como já existe no País Basco. Nem o nome de nosso país correcto todos ao galegos falam devido à opressão e enfermidade linguística. Desde a existência da nossa nação durante séculos até ao domínio e colonização castelhana todos os galegos diziam GALIZA os castelhanos Galícia. É fácil concluir que o nome da Nação galega em galego era o nome que os nossos pais galegos lhe chamavam e não os castelhanos, mas até esta humilhação tivemos que aceitar em nosso idioma “portunhol” a palavra estrangeira galicia. Porque será que nós galegos não começamos a chamar Castelhícia, Espanhicia a e obrigar os nossos colonizadores a mudarem de nome como nos fizeram? Trato igual. Fim ao colonialismo.
Abaixo o “portunhol”. Fim ao colonialismo.
Pela dignidade do povo galego e sua língua materna. Galego actual e com ortografia normalizada é português.
Viva A Galiza e o Estado Espanhol.
Manoel Castro Vidal Pinto
(Nome secular galego/português)
Ideias Galegas
Corunha GALIZA Espanha

Notas importantes:

1-Pela Nação GALEGA e pela causa da recuperação da nossa língua materna e genuína reenvie para os e-mails de 10 amigos seus esta mensagem. Promova a consciência GALEGA. Se cada um de nós que recebermos esta mensagem a enviarmos a 10 amigos, toda a Galiza a receberá.

2- A ortografia do “portunhol” que o Estado espanhol RAG e quem com ele colabora, com o dinheiro dos nossos impostos, está a tentar impor aos galegos é um crime cultural maior do que a própria colonização castelhana. Faz os nossos filhos perderem tempo e cabeça com algo falso e sem utilidade. O “portunhol” da RAG não tem qualquer utilidade e isola-nos no mundo, é uma forma de destruir gerar confusão na língua galega e reduzir-nos a nada ao fim de séculos de opressão. Os galegos têm a 3ª língua mais falada no mundo ocidental como idioma materno não precisam que a RAG invente ortografias de interesse castelhano para nos dividir. Que se acabe com a relação colonizador e colonizado entre galegos e castelhanos. Queremos ser respeitados dentro do Estado espanhol. Vamos todos Limpar os “Séculos Escuros” de opressão, humilhação e o castelhano de nosso idioma escrevendo puro galego normalizado no português actual.

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Celso Álvarez Cáccamo

Celso Álvarez Cáccamo

Celso Alvarez Cáccamo naceu en Vigo en 1958. É profesor de Lingüística na Universidade da Coruña. Esta é a súa web.