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FINAL DE JOGO

O Discurso Porquénotecallas

09:51 20/02/2008

Juan Carlos de Borbón y Borbón consagrou definitivamente para a política española o Discurso Porquénotecallas, e os responsáveis jornais riram-lhe a piada: se não gosto do que dizes, berro-che que cales, porque o teu é terrorismo; mas se tu não gostas do que digo eu e berras-me, o teu é terrorismo.  Em inglês, a nossa segunda língua depois do español, isto chama-se “a lose-lose situation”: ou perdes, ou perdes. Vamos, como a Inquisición, mas em moderno politono.

O alcaide de Lalimgrado Xosé Crespo pratica o Discurso Porquénotecallas contra os socialistas. Aprendeu-no bem de Fraga Iribarne, do Rey Español-Nascido-Em-Roma (mas um imigrante residente não pode votar), e daquele ínclito “ariete” Xaime Pita que no Parlamento chamava os do Bloco (sim, os do Bloco) “jarraiciños” porque diziam NOM - NOM - NOM e “próprio”. Dizer “próprio” era a essência da estrangeirice, e requeria um urgente Porquénotecallas, estrangeiro!, que não gosto do que dizes. Vamos, como faz a macro-rede AGIR (dizem os médios), mas ao revês, que sim que vale.

Quando os neo-nazis batem na Fundaçom Artábria cada vários meses, por não perderem a prática e a tradição, Garzón e Grande-Marlaska continuam a jogar ao dominó. Recebem um politono no busca: Eh, que há feridos. Bah, são cousas de meninhos. Já sabemos que os neo-nazis não têm ideologia, são apenas gamberros. Sempre foram assim. Não são uma ameaça à disgregação social de España. Não cortam España horizontalmente não, por razão de classe, cor da pele e língua. Não praticam a violência não, mas o bonito Discurso Porquénotecallas, só que um pouco mais duro empiricamente. Desde que seja rojigualda, tudo é constitucional.

Mas AGIR, essa rede islâmica controlada desde as sombras por Darth Vader, quer impor um novo Cosova nos férteis campos que vão de Lalimgrado até à Galiza Irredenta da Naçom As Portelas, e desde a Corunha “sí, sin la ele”, como diz na SER o experto sociolinguista César Antonio Moína (sin la ele) até à Raia Seca onde muda automaticamente a cor da erva no nosso mapa escolar de hilillos de plastilina. Todos os membros de AGIR levam um mapa irredento inscrito nos miolos polos laboratórios de Fidel, o ex-Comandante. Mas os Peones Negros e Losantos não levam mapa nenhum nos neurónios não: levam só a essência platónica e imortal da Liberdade, que resulta que se encarnou terrenalmente no Estado Español, que se lhe vai fazer, situado providencialmente por Dios en el centro del Universo.

Ai, o Discurso Porquénotecallas! Ele produz monstros judiciais, e faz gastar muita, muita tinta de jornais que poderia ser melhor empregada em lusificar os topónimos do Povo. Porque o Discurso Porquénotecallas só tem sempre uma direcção: a minha, que sou o que mando, sou o mando e tenho o mando do politono. Vou-che chimpar os dentes, vou-che escachar uma taça nos focinhos, vou-che meter uma cortante carta polo cu, mas não me chames fascista, nem violento, nem terrorista, que invoco aos meus garridos amigos de azul, e aos da toga e o dominó.  E os sociatas?  Não, esses não vão ir chorar à Fiscalia, estão domadinhos. Já o disse Clinton I, o verdadeiro: São as Eleições, estúpido. Mas o teu, extraparlamentar mocinho estrangeiro, é puro terrorismo.

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Comentarios (70)

OBSERVADOR #1 20/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Claro que são as eleições. E todos (todos) põem-se conservadores por arte de magia.

As eleições chegaram a ser esse processo de catarse em que ninguém espera nada dos candidatos, os políticos rearmam-se nos seus velhos discursos e todos votam para que tudo continue igual, o que sempre significa pior.

Entanto isso acontece, as comisarias de polícia ficam cheias de "terroristas". Mas quando todos os "terroristas" estejam nas comisarias ficará a nudez do Rey patente: as únicas pessoas livres serão (como são) as donas das bombas.

euopinoque #2 20/Febreiro/2008 euopinoque

Xa chegou!

Xa chegou de demagoxia e de falar de cousas que non se coñecen. Espero que polo menos este home fale desde o descoñecemento, que o faga guiándose polo seu instinto que o leva a contradicir sistematicamente os medios españois.

Levamos unha semana a ler reflexións e denuncias que falan dos pobres rapaces agredidos e reprimidos de Agir. O Cáccamo este, ¿compartiu espacios e manifestacións con esta "xente"? ¿Viu como algún dos detidos agredía ou ameazaba outros estudiantes (de esquerda, si de esquerda, por se o mozos liberais non fosen tan persoas como os outros!) en manifas, facultades, bares e demais? ¡Porque é mais habitual do que pensa!

¡E despois aínda a criticar que outros colectivos de estudiantes non os defendan, que os universitarios non saian á rúa por eles! Menos mal que non saímos á rúa por esta xente igual que non sairiamos por Fraga.

Se o que escribe estivese mellor informado ou non tivese os mesmos intereses ca eles sabería que son como "os neo-nazis [que] batem na Fundaçom Artábria cada vários meses".

Unha cousa é criticar a acción da prensa española e á decana de económicas e outra defender nazis desta calaña, igual que os outros. Xente que bate, ameaza e é intransixente, xente que non dialoga, agresiva, que sementa o medo.

Que pena ver a este tipo, que vai de “acratilla”, defendéndoos así, con este humor barato sen recoñecer que eles son tamén do “Discurso Porquénotecallas!”, só que normalmente lle engaden un “otemetounaostia!” por non ter posición nin intelixencia para xogar coa violencia simbólica.

Se foses estudiante en Santiago saberías de que falo.

OBSERVADOR #3 20/Febreiro/2008 OBSERVADOR

No Youtube podem-se ver uns vídeos com o que aconteceu.

Não vejo nada do que diz o que opina acima.

Vejam:

http://es.youtube.com/watch?v=...

http://es.youtube...

euopinoque #4 20/Febreiro/2008 euopinoque

Observador, a vida na USC non son eses segundos que ves no Youtube. Unha cousa é que aí podan ter mais ou menos razón, mais iso non implica que haxa respetalos.

Os motivos polos que a comunidade universitaria está contra eles non aparecen nese video.

¿Leste o meu comentario atentamente?
Estes "ghichos" levan anos a agredir e menospreciar @s estudiantes que non son como eles e eles son 20 mais ou menos. Iso ó final págase. ¿Ti irías defender o facha que tentou pegarche nunha mani hai uns anos, ó nazi que te ameazou nunha asamblea de estudiantes?

Pois por iso agora ninguén se move por eles, a pena é dos "pringaos" que se xuntaran ese día con eles (nese sentido sí pagarán xust@s por pecador@s).

AGIL #5 20/Febreiro/2008 AGIL

"Vamos a ser buenos españoles, razonables, sensatos, monárquicos convencidos... En una palabra: realistas". Em (#2) euopinoquicchio "opinoquia" como deve ser e dá-lhe a razão ao Celso, atitude tipicamente espaÑola, bourbonicamente espaÑola: "Tienes toda la razón, tío; por eso te insulto gratuitamente y encima te llamo mentiroso. Y, además, estoy seguro de que ni me vas a denunciar ni, aunque me denunciases, tu denuncia serviría para nada, porque inmediatamente sería archivada y hasta -fíjate bien- procederían contra ti por haberme denunciado con verdad..."
.............................................................
Uma cousa (marginal, com certeza, para o "euopinocchio") me chama a atenção do "euopinocchio": Por que se veste de "galego"? Matino, penso e respondo-me (ele não tem respostas; sem dúvida carece de respostas...). Tenho duas:
1.- A que me dá o refrão castelhano: "Aunque la mona se vista de seda..." Ainda que o nacionalista espaÑol escreva (e mesmo fale) em galego, nacionalista espaÑol fica. Porque, já se sabe, "por la boca bebe el pez".
2.- Outra resposta está no conto da carapuchinha vermelha (vai-te, vermelha... por que não azul? Ou laranja?). "Euopinocchio", para que usas dessarte tão curiosa a lingua galega independentista? Eis a resposta que nunca me dará, mas que há tempo sei de todo o nacionalismo espaÑol cumulado: "Para comeros mejor". Assim vai o galego, todo o galego... mercê do "especial respeto y protección" que constitucional lhe presenteia o reino bourbónico.

euopinoque #6 20/Febreiro/2008 euopinoque

Agilinho!

¡Que tu xa levas moito tempo fora da Universidade rosmando nos foros como para saber disto!

¡Que non tod@s somos españois como tu, que de seda pouca pero de mona! ¡Ai de mona e de monerías!

Eu pensaba que ainda que bruto falando eras unha persoa de respeito e formada... ¡hai mais mundo que levar a contraria á televisión! Pensa un pouco por ti mesmo António, pensa... porque estes rapaciños non son o que os teus olos de vello desexan, son o que son.

Un pouquiño mais de "agilidade" António ;)

AGIL #7 20/Febreiro/2008 AGIL

Continua, continua, que se te vê a macaquice. Anda: diz por essa boquinha "de pitiminí" bourbónico. Vomita, que acaso fiques livre de tanto... ódio? És capaz de odiar, caro? Não, quem odeia como corresponde, fá-lo com motivos. Mas tu, "euopinocchio", que motivos tornas explícitos? Insultos e insultos ou nem isso... Para insultar cumpre ter alguma capacidade, "majo".
(E conste que felizmente sou velho ainda com algum sentidinho. O pior é ser tão novo e tão caduco... Pobre! Aspiras a algum cargo "político" ou é que já o tens?)

AGIL #8 20/Febreiro/2008 AGIL

"euopinocchio": Celso e eu damos a cara: Podes insultar-nos -e insulta-nos (é um falar, probrinho!)- com nome e apelidos. Mas tu, quem és? Um anónimo sequaz dos acebes e dos feijoos e dos rajoyes e da sangil e da decana essa que os deus bendigam... Diz o teu nome e poderás discutir como pessoa; entrementes nem chegas a macaco...

Tino #9 20/Febreiro/2008 Tino

Estou contigo Caccamo, desde q entrei na Universidade comprobei q era un medio hostil para os galego-falantes, tiven q aturan agresións como "por que hablas en gallego?" ou "Ten cuidado..." coa mellor das intencións.
Temos q lembrar tamén a agresión q se vive diariamente nos distintos compartimentos da sociedade: laboral, cidadán (non lembro o nome do coruñes xulgado por pedir a documentación dun xuizo en galego), etc, etc.
Estes rapaces q teñen a valentia de se enfrentar aos anti-galegos son os q pagan o pato.

AGIL #10 20/Febreiro/2008 AGIL

O grave, Tino, não é o comportamento obsceno de toda essa gente "de bien", tão "prudente" dela. O grave é a atmosfera asfixiante que mais cada vez estamos a viver (= aguentar) no reino bourbónico, que, por riba, nos querem fazer passar por "democrática".
A democracia, a de verdade (há outra?), baseia-se em três colunas; se falha uma, falha a democracia. Será regime autoritário, mais ou menos próximo do fascismo, mas não democrático:
1.- Uma coluna é o "principio" é o enunciado pelo art. 14 da sacrossanta constitución, apesar de ser já ele truncado: Não se inclui nele, como causa de discriminação, a língua, em contradição com o estabelecido no art. 10.2. Mas é que o artigo 14 está em contradição "fragante" com os relativos à coroa. Acho que é evidente. Neste caso, curiosamente o comportamento das autoridades "competentes" é revelador da falta de igualdade entre os cidadãos: Cá, na CAGa, há, por agora, cinco detidos, ameaçados com procedimento judiciário e com expediente académico com resultado de expulsão; em Barcelona, apenas está anunciado um "expediente informativo" (figura jurídica, aliás, não existente!!!); em Madrid o reitor já disse que nem isso, ao não haver agressão (em Compostela também não) e ao não haver acusação por parte da interessada "agredida" (em Compostela também não há acusação de parte da sangil).
2.- Outra é o direito fundamental à própria dignidade, continuamente violada, não só nas tertúlias essas, mas sobretudo pelos tribunais e outros poderes que deveriam garanti-la. Neste caso, pela decana, pelo reitor, pelo juiz ou/e pela polícia... Por que deram nomes de acusados, justamente dos pertencentes a AGIR? Curioso que não deram ou deram a médias os dos outros três, por agora, detidos. Onde é que fica o «Artículo 10.
»1. La dignidad de la persona, los derechos inviolables que le son inherentes, el libre desarrollo de la personalidad, el respeto a la Ley y a los derechos de los demás son fundamento del orden político y de la paz social.
»2. Las normas relativas a los derechos fundamentales y a las libertades que la Constitución reconoce se interpretarán de conformidad con la Declaración Universal de Derechos Humanos y los Tratados y acuerdos internacionales sobre las mismas materias ratificados por España.»
E, em particular, o «Artículo 18.
»1. Se garantiza el derecho al honor, a la intimidad personal y familiar y a la propia imagen.
»2. El domicilio es inviolable. Ninguna entrada o registro podrá hacerse en el sin consentimiento del titular o resolución judicial, salvo en caso de flagrante delito.
»3. Se garantiza el secreto de las comunicaciones y, en especial, de las postales, telegráficas y telefónicas, salvo resolución judicial.
»4. La Ley limitará el uso de la informática para garantizar el honor y la intimidad personal y familiar de los ciudadanos y el pleno ejercicio de sus derechos.»
Sem contar com o estabelecido no «Artículo 16.
»1. Se garantiza la libertad ideológica, religiosa y de culto de los individuos y las comunidades sin más limitación, en sus manifestaciones, que la necesaria para el mantenimiento del orden público protegido por la Ley.
»2. Nadie podrá ser obligado a declarar sobre su ideología, religión o creencias. [...]»
3.- A terceira coluna e acaso a mais importante, como bem aponta Ceslo, porquanto, se é respeitada, garante a existência e fortalecimento das outras, é a liberdade de expressão, mas em condições de igualdade:
«Artículo 20.
»1. Se reconocen y protegen los derechos:
»1.1. A expresar y difundir libremente los pensamientos, ideas y opiniones mediante la palabra, el escrito o cualquier otro medio de reproducción.
»1.2. A la producción y creación literaria, artística, científica y técnica.
»1.3. A la libertad de cátedra.
»1.4.A comunicar o recibir libremente información veraz por cualquier medio de difusión. La Ley regulará el derecho a la cláusula de conciencia y al secreto profesional en el ejercicio de estas libertades.
»2. El ejercicio de estos derechos no puede restringirse mediante ningún tipo de censura previa.
»3. La Ley regulará la organización y el control parlamentario de los medios de comunicación social dependientes del Estado o de cualquier ente público y garantizará el acceso a dichos medios de los grupos sociales y políticos significativos, respetando el pluralismo de la sociedad y de las diversas lenguas de España.
»4. Estas libertades tienen su límite en el respeto a los derechos reconocidos en este Título, en los preceptos de las Leyes que lo desarrollan y, especialmente, en el derecho al honor, a la intimidad, a la propia imagen y a la protección de la juventud y de la infancia.
»5. Solo podrá acordarse el secuestro de publicaciones, grabaciones y otros medios de información en virtud de resolución judicial.»
Diz «SE PROTEGEN», mas quem deve protegê-los? As autoridades competentes ou «PODERES PÚBLICOS», todos, mas em particular os juízes. Vejam-se os arts. 9 e 24.
Na realidade, em toto este "caso da sangil e companhia contra os galegos» todos esses artigos e algum mais ficaram desfeitos.
...
Já sei que há gentinha que repara em liortas (nem sempre existentes) para deitar abaixo o cumprimento desses direitos, mínimos, reconhecidos constitucionalmente mesmo pelo reino bourbónico. Reconhecidos, mas arbitrariamente aplicados...

AGIL #11 20/Febreiro/2008 AGIL

Que por que me ofende o que está a acontecer com os moços processados? Porque são frequentes demais neste reino casos parecidos a este. E lembro e aplico o dito pelo pastor luterano Martin Niemöller (14 de janeiro de 1892-6 de março de 1984):
«Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu. Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista. Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal. Em seguida os católicos, mas eu era protestante. Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender...»

AGIL #12 20/Febreiro/2008 AGIL

Leiam o que acabo de ler noutro foro, sobre tema aparentemente diverso: «Hay también otro criterio para orientarse en las relaciones entre las culturas (o los países, o las religiones [, o las ideologías]), y es el de la reciprocidad. Uno puede aceptar la diferencia (o los defectos percibidos) del otro si el otro acepta la diferencia (o los defectos percibidos) de uno.»
E que defeitos aceitam "bem-pensantes" não já de AGIR, mas de qualquer que eles declaram não "bem-pensante"?
O nacionalismo espaÑol pEpEsoEz (e outras ervas, que há mais...) declara que os outros nacionalismos são justamente isso, "otros", e portanto suspeitos de tudo o mau e incapazes de nada bom, até ao ponto de os nacionalistas espaÑoles se declararem, solenemente, "no nacionalistas". Não é risível? Mas desse "no nacionalismo" sai toda a não democracia (podrêmia?) que estamos a padecer...

aovellaquemira #13 20/Febreiro/2008 aovellaquemira

Comunico iniciativa para que cesse a manipulação informativa e a persecução por parte da Universidade de Santiago contra os estudantes de Agir:
http://chuza.org/historia/escr...

lavesedo #14 20/Febreiro/2008 lavesedo

Parabéns polo artigo, Celso. Non concordo co comentario #2, non miro eu en ningures que Celso defenda os Agir estes, que, por outra banda, polo que contan quen os coñece SI son como di a persoa do comentario #2. Descerebrados hainos até na Galiza, non nos trabuquemos, mais o que eu entendo que sinala o Celso, é que as "desfeitas" dos nazis en Ferrol, do Xosé Crespo, -e cantas máis..., asasinatos en Madrid, malleiras por todas as capitais da súa ehpaña a árabes, punkis, etc.-, quedan sen xuízo, nin "real", nin "mediático", porque están na mesma liña argumental do Bourbón, da ehpaña fascista, e dos cadros políticos, -quero crer que non dos millóns de votantes-, do PP. Tudo vale, ou como di o Celso: "Desde que seja rojigualda, tudo é constitucional". Agora, quen ouse atacar a orde establecida vai apañar paus espesos.
Iso si, o AGIL que "comenta" e insulta enriba, -e aínda di que dá a cara..., non amigo, o que si o fai é o Celso, non ti-, trabúcase de vez. Para alén de dar ou quitar carnets de galeguidade, que manda carallo!!!, e de colar unha desas mensaxes de 10 000 caracteres, -que lle deixen escribir en Vieiros, xa, que nos tolea!!!-, demostra non coñecer NADA a sociedade galega, o seu estudantado, o pobo traballador. É certo que o feito de ser o boicote argallado ao redor de AGIR, está a facer que para alén de mensaxes de apoio, as organizacións e en xeral a sociedade galega non se mobilize na defensa destes rapaces. E precisamente polo que sinala o comentario #2 do seu comportamento. A cita de Niemöller queda muito ben, -mimá, q cultiño vos é!!-, mais está errada aquí. Non pensou vostede porque si hai apoio popular aos 3 do Eixo e non o hai para os mozos de AGIR?? (Outra cousa é de que lles valeu aos do Eixo o apoio...)

Celso #15 20/Febreiro/2008 Celso

Euopinoque, bem-vind@ a Vieiros ;-) .

Por que, na tua primeira mensagem depois de registar-te, procuras dizer que eu tenho os mesmos ocultos "interesses" que AGIR e que os "defendo"? Estás a sugerir que eu sou um "nazi" como eles? É curioso, não és o primeiro que sugere o dos ocultos "interesses" em comum. Gostaria de saber quais são.

Não lembro ter tido trato com estudantes de AGIR de Compostela. Conheço, sim, alguns que eram ou são de AGIR na Corunha. Nunca exerceram contra mim o Discurso Porquénotecallas, apesar de eu ser uma das duas ou três pessoas que, num acto político ao que fui convidado, organizado por pessoas que pertencem a AGIR e/ou da sua ideologia, não cantei o sagrado Hino Galego nem ergui o punho. Por isto, segundo tu, calculo que para o "entorno" de AGIR o "nazi" seria eu. Bom, talvez o seja, e então as insinuações se tocam.

Por que molesta tanto que se mencionem estas siglas? É que se lhe está a dar a AGIR um protagonismo que na realidade não tem no mundo universitário? Se AGIR fosse politicamente inteligente, procuraria socializar o seu projecto entre o estudantado, mudando de retórica e de tácticas. Se aconteceu com ERGA há décadas, e com os CAF mais recentemente, por que não poderia acontecer agora?


De resto, Euopinoque, já vejo que as palavras agressivas do alcaide do PP Xosé Crespo nem as comentas.

AGIL #16 20/Febreiro/2008 AGIL

Lavesedo, cada um lê o que quer, mas, se lê, leia. Não verá que eu defenda nem deixe de defender a gente de AGIR: Simplesmente, como simples que sou, citei os artigos da sacrossanta constitución que foram não tidos em conta (diria melhor "violados"?) no caso referido. Leia, por favor, e opine. E, se não lê, não opine.
Por outro lado, a citação do pastor luterano está em bastantes sítios da rede. Pode comprová-lo.
E deixe-se de apaixonamentos... Razoe.

Majorinus #17 20/Febreiro/2008 Majorinus

Vamos ver, Celso... Espero que seja esta a minha última mensagem cruzada sobre isto, porque não está sendo produtivo nem estamos a chegar a a nenhuma parte.
Não é a segunda vez que insinuam «interesses ocultos» porque quanto à primeira estás errado na tua percepção. Eu disse «se tens interesse em legitimar», o que é bastante frequente na linguagem comum como significando «se che parece interessante». Não caces gazapos onde não os há.
Segundo, não sei o Euopinoque, mas eu a primeira vez que me registei em Vieiros era porque vi algo escrito e quis comentá-lo; suponho que aconteceria com muitos. Daí nada mais lógico que as nossas primeiras mensagens sigam logo ao nosso registo. Considera então que é cousa boa que tenhas motivado o interesse de Euopinoque.
Terceiro, parece que o rigor conceptual com que alguns temos que falar, distinguindo os significados exactos e sistemáticos das palavras, não sei aplica quando se escreve um artigo com piada e troça. Não entendo o porquê desta distinção de géneros.
Quarto, da mesma maneira que alguns analisam por que ante uma série de actos equivalentes (os de AGIR gritando a Fulano, a María San Gil gritando a Ibarretxe), basicamente equivalentes a imprensa do Reino actua pondo na picota os primeiros e calando sobre os segundos, outros aqui pensamos sobre por que sucede o mesmo nestas terras galaicas, mas à inversa.
Quinto, e último. O Euopinoque entra aqui e logo rápido o António já lhe tem feito o diagnóstico: espanhol, vendido e macaco. Discurso «porquénotecallas» em estado puro.

galeguzo #18 20/Febreiro/2008 galeguzo

Celso, o teu artigo é, como sempre, EXCELSO, ou seja, que saiu do Celso e nos deixa um ressaibo sublime.

Majorinus #19 20/Febreiro/2008 Majorinus

«nao se aplica», deve dizer, em vez de «não sei aplica». Depois de «série de actos», esqueça-se «equivalentes»: cacofonia.

Celso #20 20/Febreiro/2008 Celso

Mais uma cousa. Acabo de ver a vídeo-montagem que colocou AGIR em YouTube: http://www.youtube.com/watch?v... . Opinião?:

- Discurso patético; assim mal vão convencer outros (os estudantes "normais") do que realmente aconteceu.

- MOSTRA claramente como:
a) Um guarda-costas bate polo menos duas vezes com uma cachamorra negra contra um moço que está no chão. Eu chamaria isto uma agressão clara.
b) À saída de San Gil, um guarda-costas apanha polo pescoço um jovem e bota-o para trás sem motivo qualquer, só porque estava parado no seu caminho. Eu chamaria isto uma agressão clara.

- O vídeo OMITE cenas e portanto também manipula:
a) Vê-se, ao começo, como um estudante cai ao chão do vestíbulo da Faculdade por um empurrão dum guarda-costas. Omite-se como esse estudante antes se aproximava do cordão do guarda-costas, parece que para increpar San Gil. Eu não chamaria este empurrão uma agressão, mas uma resposta, desproporcionada ou não.
b) Vê-se, na saída de San Gil, como um estudante de camisola rosada ou vermelha cai ao chão por um forte empurrão. O vídeo omite que este estudante se aproximou rapidamente rumo ao guarda-costas, talvez para increpar San Gil. Eu diria que o empurrão é desproporcionado, mas parece uma resposta.

Outras cousas não são claras:
- Um estudante vira-se e ergue a perna para defender-se (?) dum guarda-costas que o apanha pola roupa (?); parece que o estudante se dispunha a subir as escaleiras para a sala de conferências, por diante dos guarda-costas; em absoluto o estudante estava a tentar agredir San Gil, que estava por trás dele.

De maneira que parece que no evento se passaram muitas cousas de variada natureza. Os vídeos dos média, vistos rapidamente, só contribuem para a confusão: "Olha, repara, quantas hóstias!". A INTERPRETAÇÃO DUM SARILHO ASSIM DEPENDE EM GRANDE MEDIDA DE COMO SE ENQUADRE POLO JORNALISTA; O TELEESPECTADOR VAI VER O QUE UMA IMPORTANTE "TALKING-HEAD" LHE DIZ QUE VEJA.

O vídeo de AGIR só parcialmente clarifica algumas acções dos guarda-costas, mas também MANIPULA por omissão. A MELHOR CONTRA-INFORMAÇÃO É A QUE É TOTALMENTE VERAZ, MESMO SE ISTO "REBAIXA" A "EVIDÊNCIA". Qualquer pessoa sabe que é melhor ter uma só prova clara que uma clara e 10 duvidosas, porque a dúvida das outras "contágia" a prova clara.

A necessidade de "uma" e "outra" parte de terem a Verdade Absoluta é a razão da confusão. AGIR, como o PP, acredita politicamente na polarização propagandística. Mas o PP é uma maquinaria eleitoral com enorme poder mediático, enquanto a contra-propaganda de AGIR neste caso é uma pobre resposta.

Celso #21 20/Febreiro/2008 Celso

Majorinus:

Os meus interesses nisto são analisar e compreender melhor o que aconteceu, e destacar (como tantos/as comentaristas e articulistas) a caça de bruxas mediática e eleitoralista. Não sou nada original. E os "dados" que tenho para isto são as formas dos discursos: os vídeos, as palavras e as leis (como salienta António Gil, atinadamente: Leia-se até a "Constitución Española", e opine-se depois).

Frente a isto, fala-se da minha "demagogia" e da minha "defesa" de não sei o que.

O meu humor barato é apenas um estilo ocasional para condensar argumentos. O único novo que tento contribuir no meu texto é que, para o Discurso Porquénotecallas, a construção da estrangeirice PODE NÃO TER FIM: aplica-se aos "jarraiciños" do BNG, aos extraparlamentares de AGIR, e pode chegar até ti, até mim e até Euopinoque.

Perguntas por que, nestas terras galaicas, perante actos de protesto basicamente equivalentes se destacam uns sobre os outros? A respostá é clara: depende do que um veja como a marxiana "contradição fundamental". Uns destacam umas cousas, outros outras.

Afonso_ch #22 20/Febreiro/2008 Afonso_ch

Simplesmente quero dar-lhe os parabéns ao Celso por este, e pelos demais, artigos.

E também pedir-lhe ao AGIL que continue escrevendo artigos de 10.000 caracteres quando o considerar preciso.

Obrigado a eles dous, e a todos aqueles que escrevem em Vieiros aportando idéias e argumentos, e não insultos, calúnias e provocações.

castelom #23 20/Febreiro/2008 castelom

Boas!
Os comentários atacando AGIR neste foro podo, se me permitem, enquadrá-los dentro da mesma campanha de intoxicaçom mediática contra nós que os meios burgueses levam a exercer estes dias.
O de que a gente de AGIR agrede, insulta e vai polos bares a óstias leva-se escuitando desde a época da LOU, quando eu nom conhecia o mundo universitário, e o estudantado independentista estava mui massificado. O que si sei é que há gente vencelhada ao BNG que sabe que fora faz muito frio e prefere jogar a criticar quem age sem algemas instituconalistas enquanto esconde a papa UPG que de quando em vez também lhes dá por ser algo radicais.

Eu conheço a militáncia de AGIR. Eu (fum -ou- sou -ou- serei) de AGIR. AGIR nom tem nengumha má acolhida entre o estudantado, como se afirma aqui. Nom tem acolhida. Como qualquer outra organizaçom estudantil. A diferença com o resto, é que somamos gente aos poucos e trabalhamos organizad@s, cousa que nom é fácil. Porque se o fosse nom haveria tanta gente insultando-nos. Dedicariam-se a trabalhar-se umha alternativa estudantil.

Conheço gente de AGIR, e nem só em Compostela, e nem só na Corunha... Podo afirmar e afirmo que, entre o estudantado "politizado", hoje em dia apenas na USC, somos respeitados, respeitadas, como companheir@s que aportam, e nom pouco. Existe a dia de hoje, no "movimento estudantil" arredor das Assembleias Gerais, bastante bom rolho, polo menos a nível pessoal. Com quem nom há bom rolho é com um grupo mui concreto de gente, que estuda Políticas. Esses e essas si que nom tenhem nenguha boa acolhida.

Quanto ao nosso perfil sicológico, que tanto interessa no foro de Vieiros a alguns como interessa a Peñafiel, desmentir o óbvio: nom somos 3 descerebrados chungos com os que nom se pode dialogar. Isso é umha estupidez, e quem o escreve ou nom o sabe -portanto deveria calar- ou sabe e portanto sabe que calunia.

Celso, unicamente dizer que acho é umha mágoa que respondas aos comentários reaccionários que te vinculam (?¿) com AGIR mexendo-te para fazer umha espécie de reubicaçom desnecessária do discurso, e fazer como quem que reprova AGIR (agora que algumha gente che diz que somos cabeças rapadas e bandoleiros...) Enfim...

Quem tenha algo em contra de AGIR que o exponha, com argumentos ou provas, nom tratando-nos como em El Porrero Gayego, isto é, a base de injúrias e demonizaçons. Disso deveriamos saber bastante no Estado espanhol como para caír nas tontices de manjorius (que é um militante antiAGIR confeso; leva vários dias dando-nos canha mui peculiarmente) euopinoque e lavesedo. Por favor, nom pido que nos louvedes, nem tam sequer que nos apoiedes (cada quem...), só pido respeito. Nós damos a cara todos os dias na Universidade. Sabe-se quem somos. É triste despedir-se assim, mas, de má gente nom temos nada. E de trabalhar no nosso, que é o mundo universitário, temos muita, bagagem e tirom para o futuro.

Saúdos!

ecoe #24 20/Febreiro/2008 ecoe

Eu tamén entendo que poñer de matóns a uns estudantes esquerdistas e comprometidos é unha INTOXICACIÓN PURA E DURA: non sería de recibo.

Con tódalas distancias é como dicir de Cuba que se trata de unha dictadura (e no millor caso, de esquerdas)!!!

Outra cousa é que os estilos e modus operandi sexan máis radicais, polo menos formalmente (porque recuperan xeitos dos anos 80 hoxe totalmente ignorados, prohibidos e reprimidos nos movimentos sociais???). Criminalizados e perseguidos policial e xudicialmente.

AGIL #25 20/Febreiro/2008 AGIL

Em (#22) Afonso_ch pede-me que escreva artigos... longos. E agradeço a sua interveção, muito.
E aproveito para explicar, mais uma vez, por que intervenho nestes foros, apesar de tudo:
1.- Antes de mais, porque "me peta e dá-me a gana".
2.- Porque escrever me obriga a pensar "em alto", que pode ser mais eficaz e mesmo satisfatório que pensar para dentro: É como respirar, tanto se precisa inspirar quanto espirar...
3.- Mais ainda porque determinados temas não podem resolver-se com quatro letras. Por exemplo, este. É ato, cuja pertinência ou conveniência ou validez nem discuto nem deixo de discutir; na realidade não me interessa essa face da questão, do tema ou do acto. O que me interessa é o comportamento, não dos cidadãos, mais ou menos simples, incluída a San Gil, mas o proceder das instituições.
4.- Porque neste "affaire" estão implicadas bastantes instituições do reino e todas elas a violarem gravemente um dos princípios elementares da democracia, como é o da presunção de inocência, em correspondência com os direitos que acima cito segundo os reconhece o texto constitucional. AS INSTITUIÇÕES ESPAñOLAS IMPLICADAS SÃO:
1.- O decanato da Faculdade de Económicas e, sobre ele ou através dele, o Reitorado da Universidade compostelana.
2.- A polícia nacional e os seus mandos, antes e durante o ato, que deveria ter pacificado tanto aos "agressores" (os que forem) quanto aos "agredidos" (os que forem).
3.- O parlamento galego em conjunto e cada grupo parlamentar em particular.
4.- A fiscalia, que exprimiu solemente, sem receber informação oficial nenhuma, que percebia indícios delituosos no acontecido, mas sem especificar da parte de quem e, não obstante, assinalando que só os havia duma parte, sendo mais de uma e mais de duas as partes interessadas, desde o Decanato até ao grupo nomeado (e condenado de antemão... "porque são os que são". Isto o pode dizer um particular, mas não é permissível num representante de uma instituição do estado.)
4.- A polícia que recebeu a denúncia do Decanato.
5.- O Reitorado que anunciou a abertura de expediente sancionador.
6.- A polícia, que, depois do ato, parece ter recebido também ordem de investigar o acontecido para transladar o correspondente "informe" à fiscalia e ao julgado.
7.- O Julgado, que deixou filtrar o nome dos primeiros detidos, quando, embora imputados, ainda gozam da presunção de inocência e portanto de todos os direitos fundamentais reconhecidos na constitución.
8.- O mesmo Julgado que parece proceder nuns casos com particular transparência e noutros com opacidade, pelo menos, curiosa.
...
Acho que as instituições de um estado que se diz de direito e democrático não podem proceder com tão excessiva alegria, culpando cidadãos sem antes cuidar muito e bem as formas que definem os estados de direito e por riba democráticos.

Celso #26 20/Febreiro/2008 Celso

Castelom (#23):

Não faço qualquer "reubicaçom desnecessária do discurso" (inteligente expressão): teoricamente, não preciso fazê-la, por nenhuma crítica que se faça aos meus textos e comentários (e são bastantes textos e bastantes críticas, noutros fios de Vieiros). Da mesma maneira que vi repetidas vezes os vídeos de YouTube (os únicos documentos gráficos que conheço) para manifestar que eu não vejo qualquer "atentado" por parte dos estudantes, vi a vídeo-montagem de AGIR, contrastando-a com os vídeos, e vejo que se omitem fragmentos de cenas prévias à conduta violenta dos guarda-costas. Sim, "a verdade é revolucionária", como dizedes no vídeo, só quando é totalmente verdade. Não faz falta "forçar" a interpretação dos factos: uma cachamorra ou cacete é uma arma ilegal; a agressão vê-se claramente. Repetide-a vinte, cem vezes: essa imagem é suficiente. Repetide cem vezes a imagem do guarda-costas apanhando polo pescoço um estudante: essa imagem é suficiente. Se o império mediático tivesse uma só imagem clara duma "agressão" a San Gil, estaria repetindo-a não mil, mas cem mil vezes: aprendede deles. O demais no vosso vídeo, na minha opinião, é duvidoso; a vossa foto-montagem deixa demasiado aberto à interpretação, porque as imagens são confusas.

Eu opino polo que vejo e leio. Não conheço os factos de pretensas agressões de AGIR que se alegam em Compostela, e que levariam tantos anos incomodando o estudantado. Parece-me difícil que uma situação intimidatória assim se pudesse manter tantos anos sem denúncias, mas o mundo é estranho. Eu também fui estudante, na Compostela dos anos 1970. Conheço o poder dos rumores. Conheço os mecanismos da demonização: funcionam em várias direcções. Eu também fui um "espanholista" por levar na lapela simultaneamente uma bandeira da Galiza e outra da España quando o PCG introduziu essa consigna que eu, acriticamente, assumi. Daquela, nem o PSOE levava a bandeira española. Agora, felizmente, eu não levo nenhuma ;-) . Outros do meu ex-partido estão no PP ;-) .

O discurso de AGIR está a anos-luz de distância do meu, porque a pretensa base teórica que o sustenta se manifesta de tal maneira que me resulta imensamente remota. "Filo-fascista", "repressom", etc., são palavras tão vazias para um discurso que queira ter efectividade como chamar a AGIR "neo-nazi" ou "fascistoide". Não é necessário recorrer à distorção para demonstrar quando o projecto político do oponente é insidioso. Por exemplo, dizer "liberal" é suficiente. E, do PP à maioria do BNG, tudo é puro liberalismo.

E não é mágoa qualquer responder aos comentários. Eu escrevo aqui porque Vieiros, generosamente, mo permite (não tem qualquer obrigação). A actual equipa de Vieiros é muito profissional (e não o digo porque me permitam continuar a colaborar não). Como colaborador, poderia pensar que uma vez "parido" o meu texto, aí fica para a posteridade, e poderia nem comentar os comentários; fantástico, outros/as colaboradores/as agem assim. Mas eu, ingenuamente, acredito no debate, porque só assim posso compreender as cousas e as barbaridades que disse, sempre sem saber. Crio para mim o privilégio do tempo, que roubo doutras tarefas. E sempre agradeço todos os comentários. Solicitar que se retire qualquer deles só porque nos criticam é uma loucura. Como numa assembleia, estas são as regras do jogo. Mas é certo que a palavra pode ser muito agressiva: não existe tradição de debate neste país, porque não existe esfera pública.

Como tu dizes, quem tiver algo contra a "conduta delituosa" de quem for, que exponha as "provas" numa denúncia. Eu, infelizmente, já tive que pôr uma denúncia uma vez. Felizmente, a situação não se repetiu, e nunca mais se soubo nada. Mas infelizmente, de novo, é triste que às vezes tenhamos que recorrer aos mecanismos do próprio estado que nos pode agredir, mas essas são também as regras do jogo. E AGIR, com as suas denúncias contra os guarda-costas de San Gil perante o Estado de que legitimamente aborrece, também amostrou que as cousas nunca são só pretas ou brancas, mas que, no fundo, há uma imensa e tenra orfandade ideológica em sentir-se "vanguarda" incompreendida no campo político, linguístico ou cultural.

Na minha experiência, tens muita razão no que dizes: AGIR não tem acolhida no mundo universitário, como outras organizações também não a têm. O estudantado não está activo. Mas o sistema eleitoral do estudantado faz com que, com poucos votos, se ocupem muitos espaços nas Juntas de Faculdade e nos Claustros, e os recursos correspondentes. Vamos, é uma triste mimese da política eleitoral geral, porque então as organizações de estudantes acabam fazendo exactamente o que fazem as instituições.

Enfim, Castelom: Eu "reprovarei" AGIR no que sinta que tenho que a "reprovar", como poderei "reprovar" outras posições exactamente polas mesmas razões. Nos meus textos não tenho qualquer compromisso com ninguém, nem sequer o da coerência excessiva comigo próprio. A ideologia é um conglomerado de enunciados, e a coerência das nossas palavras a maior parte das vezes resulta post-facto, e não a vemos nós próprios, mas outros que a reconstroem por nós. Só lamento o redutivismo de algumas pessoas (que, por outra parte, demonstram ser inteligentes) quando me situam onde não estou. Este tipo de fragmentação é EXACTAMENTE o que procura a direita españolista.

castelom #27 21/Febreiro/2008 castelom

Obrigado por abrir-me ao debate, Celso.
Nom pretendia dirigir-me espcialmente a ti. Só lamentar que perante injúrias expostas em comentários prévios, que som absolutamente repugnantes para um estudante que conhece a realidade na qual trabalha, respostasses dum jeito tal que permanecesse intacta a arroutada antiAGIR. Nom pretendia que tu desmontasses essa arroutada. Pretendo fazê-lo eu.

A esquerda independentista galega está a abrir muitos caminhos, com independência das diferenças que se podam manter com ela. É de todo ponto de vista intolerável para umha pessoa que "milita" (conceito que a esquerda nacional já nem entende, mas... que necessário!) ler, escuitar, nom já opinions divergentes, isto nom... mas acusaçons verdadeiramente caluniantes, como é pôr-nos de macarras. Isso fai dano, a sabendas dos postulados mediáticos sobre o jovem independentista tipo.

Na USC, e noutras cidades, AGIR pode gostar ou nom, mas ninguém poderá dar provas de que se trata de gente "violenta, agressiva, com a que é impossível dialogar". Isto é umha arroutada que, si, destila muito ódio e beligeráncia inata ao que se sai do institucionalismo barato. Ou caro.

OBSERVADOR #28 21/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Um dado que caracteriza os utentes do discurso "Porquénotecallas" é o rápidos que estão na acusação a outros desse mesmo discurso.

Aznar acusava ao resto do mundo de mentir quando ele mentia.

Fraga acusava ao resto do mundo de irresponsabilidade quando ele estava "de caça".

Rajoy acusava ao resto do mundo de falta de educação quando ele era o que mais berrava e insultava no Parladoiro ehpaÑó no seu dia.

E aqui temos mais um exemplo:

«O Euopinoque entra aqui e logo rápido o António já lhe tem feito o diagnóstico: espanhol, vendido e macaco. Discurso «porquénotecallas» em estado puro.»

Em estado puro...

Celso #29 21/Febreiro/2008 Celso

Castelom,

"Só lamentar que perante injúrias expostas em comentários prévios, que som absolutamente repugnantes para um estudante que conhece a realidade na qual trabalha, respostasses dum jeito tal que permanecesse intacta a arroutada antiAGIR."

De novo, não é a minha responsabilidade responder dum jeito que desmonte qualquer "arroutada" contra AGIR porque não sei NADA dos pretensos factos dessas críticas que se lhe fazem ("violenta, agressiva, com a que é impossível dialogar"). Como dizes, já procuras desmontar essa arroutada tu. Repito que essa (a "violência") não é a minha experiência com AGIR. No protesto de San Gil sim, há violência verbal, como em tantos actos e manifes do BNG, do PP... A questão é que o protesto e a caça de bruxas lhe fizeram perder votos (votos muito débeis) ao BNG, daí que lhes molestasse.

Acho que fica clara a nossa distância mútua. Da mesma maneira, espero que ficasse clara, se necessário num debate, a minha distância com o BNG.

Isso sim: Estou convencido de que a esquerda independentista não parlamentar tem muito mais claro do que o BNG até o SENTIDO do princípio de auto-determinação. São os sectores proclamadamente independentistas que ainda permanecem no BNG os que devem provar que a sua táctica institucional é efectiva, se o que procuram é a soberania. E é sobre o BNG, não sobre o independentismo não parlamentar, que recai a responsabilidade da desunião da esquerda nessa comum (?) procura.

fandinho #30 21/Febreiro/2008 fandinho

Estou francamente abraiado. Somos mais papistas que Benedicto. Non sexa o demo que por non ser politicamente correctos nos poidamos meter en problemas. Despois das opinions que vin neste foro teño claro que penetrou a mensaxe dada polos medios de comunicación. Pero ademais penetrou a mensaxe, esa chuvia fina que decia Aznar, que dia a dia e ano tras ano van introducindo para criminalizar o politicamente incorrecto. Observo un papanatismo demencial. Xa conseguiron o que buscaban: os estudantes son culpables e agora teñen que demostrar que son inocentes. E conseguironno cos métodos de sempre manipulación mediatica e colocación de etiquetas,"estudiantes radicales, de extrema izquierda e independentistas". A maioria dos que aqui opinan non teñen mais información que a aparecida nos medios e permitense o luxo de "cagar" sententencias. Tamen vexo moito "intelectual" filosofador de mesa camilla.
Eu non estaba no lugar pero vin o que ali ocurriu a través dos ollos de persoas que son bastante mais de fiar que os medios de comunicación. Falei con periodistas que me recoñeceron a existencia clara de manipulación informativa. Eu mesmo fixen xestions para que se recollera na prensa a opinion dos presuntos alborotadores sen exito ningun. Eu mesmo enviei varias cartas a directores de xornais e non se publicou nin a primeira.
Non sei que mais probas hai que aportar para que todos se dean conta do que está a suceder.
Hai xente tan ofuscada que despois de velos videos ainda ten duvidas cando está mais claro que a auga que en calquera discusión de taberna se producen incidentes mais graves que os que ali se ven. Sexamos serios e non actuemos de puristas supermetódicos.
Ainda no peor dos casos, sendo os videos confusos, ¿ Porque o fiscal, o xuiz e a decana, fan acusacions contra os estudantes?.
Non hai moitos dias un porteiro do Deportivo diulle un puñetazo a outro. O fiscal, con feitos probados, actuou de oficio pero ningun foi ó carcere nin foi tildado de terrorista. ¿Por que no caso dos estudantes, sen probas, son detidos durante 48 horas?.
Polo que vexo o peor de que acusen a un de cousas que non fixo é que aparecencen tontos utiles dispostos a dar crédito aos represores e estar dispostos a ser mais xusticieiros que eles.
Os incidentes acontecidos en Catalunya e Madrid foron mais graves que o sucedido en Compostela, sin embargo non hai ningun acusado, ningun detido nin ningun expediente universitario.¿ Por que será?. Pois por que Galicia is diferent. Pero diferente para mal. Somos os mais zopencos. Non só consentimos que nos asoballen senon que ademais hai xente disposta a colaborar co rexime a satanizar. Estou indignado pola arbitrariedade con que actuan as institucions policiales, xudiciales e universitarias, pero ademais estou ainda mais indignado por que vexo xente disposta a defender esas arbitrariedades.
Eu estuven o domingo na manifestación de Galiza non se Vende. Houbo mais violencia verbal que na manifestación dos estudantes, incluso houbo uns barbaros que aproveitaron para facer pintadas en cristaleras, habia cartazes ofensivos, sen embargo ninguen nos chamou alborotadores nin houbo detencions. ¿Cal é a diferencia? Pois simplemente que ali habia sobre 6.000 persoas e no outro eran duas ducias. Se os estudantes foran alomenos mil neste momento rianse dos peixes de colores. Por eso temos un país de coña, a diferencia entre ser un caco ou non está en si somos moitos ou non, os implicados.
Por eso deixadevos de filosofias baratas e de se AGIR puxo os videos recortados. Deixadevos de debater sobre o sexo dos anxos. Vexo moito opinador e moi pouco currante.
Estase a xogar cos dereitos básicos de persoas, non de bestas. Botade unha mao a defender o "estado de dereito". Os poderes rara vez están indefensos. Son os cidadans os que corren mais perigo de estar indefensos.

OBSERVADOR #31 21/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Completamente de acordo com o comentário anterior.

OBSERVADOR #32 21/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Ora, acho que o artigo do Celso e os comentários constructivos de alguns comentaristas ajudam a defender os direitos básicos das pessoas.

AGIL #33 21/Febreiro/2008 AGIL

Em (#30) fandinho explica: «... Eu estuven o domingo na manifestación de Galiza non se Vende. Houbo mais violencia verbal que na manifestación dos estudantes, incluso houbo uns barbaros que aproveitaron para facer pintadas en cristaleras, habia cartazes ofensivos, sen embargo ninguen nos chamou alborotadores nin houbo detencions. ¿Cal é a diferencia? Pois simplemente que ali habia sobre 6.000 persoas e no outro eran duas ducias. Se os estudantes foran alomenos mil neste momento rianse dos peixes de colores. Por eso temos un país de coña, a diferencia entre ser un caco ou non está en si somos moitos ou non, os implicados...»
COM.- Pode que, em parte, tenhas razão. Mas, se observamos com um grande angular o que se passa no reino bourbónico, apenas posso dar-che alguma razão.
Em Euskádi e em Nafarroa são uns 100000, ou mais, os votantes de partidos independentistas: Um, ilegalizado nos tempos asnarinos; dous, paralisados e caminho de serem ilegalizados, nos tempos zapaterinos. (E não conto as listagens eleitorais ou grupos locais igualmente ilegalizados.) Tanto tem, nessas "cousas", um como o outro.
Quais essas "cousas"?
Penso que essas "cousas" não são o violência, nem verbal nem a outra (como testemunhas tu mesmo a respeito de "Galiza non se vende" ou o reitor da universidade madrilena que já disse que não abriria nem "expediente informativo" pelo acontecido com Rosa Díez). A meu ver, é a ideologia, mormente separatista ou independentista, dos que protestam. O número pode influir, mas tem por seguro que, se 200 pessoas -independentistas e achegadas- procurassem impedir o acto da sangil, teria actuado a polícia mesmo dentro da universidade.
Dirás que em Catalunha o independentismo (se for esse o motivo) não foi reprimido como na Galiza em actos equivalentes de propaganda eleitoral do pEpE nos âmbitos da universidade. E pode ser certo, mas também é certo que na Catalunha o independentismo está suficientemente (auto) controlado, enquanto na Galiza pode descontrolar-se; daí a necessidade -espaÑola- de reprimir, "a radice" (desde a raiz, antes de que medre mais), qualquer início de independentismo, do declarado e do que o reino bourbónico suspeite que é ou pode ser independentismo.
(Lembra que, antes ou depois, os galegos podem dar-se conta de dous factos inegáveis:
(1.- Que são cidadãos espaÑoles de segunda ou de terceita classe.
(2.- Que já têm feito o seu estado "natural" aí, à beira do Minho, na república portuguesa. Ou por que pensas que o reino bourbónico, por meio de "libertinos del idioma" ou diretamente, promove tanta cenreira contra o "lusismo", que NA REALIDADE é SÓ movimento cultural? Porque o reino suspeita, como por volta de 1980 denunciava El País, no editorial do dia depois das manifestações contra o "aldraxe", que o nacionalismo galego -não justamente o BNG- é mais perigoso, objetivamente, para espaÑa do que os nacionalismos basco e catalão... Enfim. Melhor continuemos com os olhos bem fechados, como pessoas "biempensantes"...)

fandinho #34 21/Febreiro/2008 fandinho

Estimado AGIL:
Estou de acordo contigo que o numero de simpatizantes non é determinante a hora das persecucions, mais influe moito. Olliño.
Hai outros factores que son mais determinantes ao meu entender como por exemplo a reacción do resto da sociedade ante un feito asi. Ningun poder democrático se atreve a actuar contra unha sociedade concienciada e opositora aos seus comportamentos.
Na manifa de Galiza non se vende, habia 6.000 que na sua inmensa maioria teñen o carimbo social de "honorables e respetables", co cual se produciran acontecementos semellantes aos da universidade contan con unha masa social detrás,3 ou 4 veces superior aos que alí estaban. Por eso digo que o número importa, sobre todo cando ainda non conseguiron descalificarnos, aos galegos, en masa como ocurre en Euskadi. Ainda somos unha sociedade respetable ante a opinión pública.
Ultimamente estanse a producir moitas detencions "raras" contra persoas ou organizacions de signo independentista, tal é o caso dun minusválido que din, perteneceu ao Grapo hai 20 anos pero agora leva unha vida normal e estaba libre de todo cargo xudicial. Teño a sensación de que hai unha estratexia premeditada con un obxectivo final moito mais alá do mero desprestixio e amedrentamento. Eso preocupame. Comenzase tanteando o terreo e se acousa sae ben vaise subindo de nivel hasta o obxectivo final. Por eso temos que reaccionar de inmediato xa que cada vez resultará mais dificil, posto que cada vez a veremosnos mais indefensos e algun adoptará a sumisión como norma e outros vivirán convencidos de que os poderes represores teñen razón a facer o que fán.
Preocupame e estou indignado por que non hai que ser moi agudo para ver que todolos poderes, xudicial, policial e universitario, actuaron cunha grande dose de arbitrariedade. Este camiño, de continuala escalada, lévate a Guantanamo, a De Juana Chaos ou a todolos excesos que se estan a cometer en Euskadi.
Queren "euskaldinizar" Galicia e temos que paralo por que ainda estamos a tempo.
O indepentismo catalán, en canto as formas, non está mais autocontrolado que o galego. Os nosos son " hermanitas de la caridad" ao lado de aqueles. Para a tua información os rapaces cataláns non só increparón á conferenciante,nos aledaños, senon que se foron dereitiños a o local da conferencia, empurraron aos policias e meteronse dentro e, o Reitor, meteu baza para calmar dicindo" dejenlos entrar que tienen derecho". Nada a ver co que sucedeu aqui, nin de lonxe.
Hai diferencias con outros lugares do estado pero non se debe a que os nosos sexan mais violentos.
Posiblemente se deba a outros factores varios como que en Catalunya goberna un partido independentista, posiblemente haxa outra concienciación social, etc.
En canto ao de Madrid teño a sospeita de que hai un acordo tácito de non sei que poderes fácticos, para mininizar o que ali acontece e magnificar os sucesos da periferia.
De entre os varios exemplos, rescato un que foi a tristemente coñecida morte de un siareiro á saida dun partido do Depor. Os medios de comunicación diron caña a esgalla. Montaronse as tradicionais tertulias de medios madrileños e trataronnos como se foramos unha reserva india. Cheguei a escoitar dunha tertuliana que os Riazor Blues lanzaban consignas como Galiza non é España e que se podia esperar de individuos tan radicais e violentos.
Un ano ou dous antes, un siareiro da Real Sociedad foi anavallado á saida do Bernabeu (Madrid). Rapidamente se botou terra sobre o asunto ao dia seguinte. Por non saber non se chegou nin a saber o nome do asasino.
Estou de acordo contigo que o nacionalismo galego é mais perigoso estratéxicamente, para España, que nos seus comportamentos.

lavesedo #35 21/Febreiro/2008 lavesedo

Na miña opinión, algúns estades a vos trabucar. Fandinho en #30, confunde a crítica ao xeito de actuar de vello dos de AGIR, cun suposto "apoio" as teses feixistas españoleiras. Non é iso.
Eu, e acho que ningún dos que aquí falamos tampouco, estivemos no altercado na USC. E entendo tamén que todos, ou a maioría, concordamos co que o Celso sinala no artigo. Mais isto non nos pode facer acríticos, non tal. Eu non son universitario, xa non teño idade para iso, mais na mani de Gz non se vende, universitarios, xente, na miña opinión, de esquerdas e nacionalista ou independentista, dixo non concordar en absoluto co xeito de actuar de AGIR. Iso foi o que eu quixen sinalar hai un par de días. Pero non vos trabuquedes, isto non me fai españoleiro, por moito que lle proa a daquén. Eu desconfío, moito, daqueles que se cren na "posesión en exclusiva" do carnet do independetismo, da galeguidade, etc. Para min, son reflexos do comportamento do feixismo español, que agachan moitas veces "fillos de papai" que viven en compostela na zona vella nun predio en propiedade que papai mercou para que o "neno" que leva 10 anos na uni siga a facer a revoluçom.
E xa que parece que hai xente que gosta dos comentarios do AGIL de 10 000 caracteres, por favor que aumenten o tamaño da letra canda menos!!! Iso si, señor AGIL, con todo o meu respecto: eu leo, vostede acho que non. Eu non dixen que vostede defenda a AGIR, en ningures!!, só expuxen argumentos que vostede ignora cando me aconsella razoar e non ser apaixonado. Non sei eu quen dos dous deberá facer máis caso do seu consello.
Por certo, estou TOTALMENTE en desacordo coa afirmación que fai en #33: a república portuguesa NON É o "estado natural" dos galegos. Xa andamos coa vella teima de quitar un xugo castelán para pór outro lisboeta??

lavesedo #36 21/Febreiro/2008 lavesedo

Creo que o que di fandinho en #34 é moi intelixente, e si que hai tentativas da España de "euskaldunizar" Galiza. Mais non debemos tampouco esquecer dúas cousas que levan a isto: o nacionalismo galego está no poder, -co "medo" que isto dá en España-, e apareceu un novo grupo armado RG, que ataca os intereses capitalistas españoleiros. Eis as razóns de que xa non sexamos tan "respectables", creo.

aovellaquemira #37 21/Febreiro/2008 aovellaquemira

#35 Pois eu sim gosto do comentários do AGIL, independentemente do número de caracteres que tenham :), e tambem dos do Celso e demais que escrevem sem empregar lingüagem agressiva (o que abrangue aos seus).

ecoe #38 21/Febreiro/2008 ecoe

#30 e #34 De acordo

Celso #39 21/Febreiro/2008 Celso

Obrigado por fiardes um interessante fio. Duas cousinhas apenas:

1) Falando de tertúlias, a que se refere Fandinho: Informa-me alguém na Universidade (não tenho a certidão absoluta: repito o que me disseram) que amanhã dia 22 (acho!) vai estar um representante ou membro de AGIR num programa-tertúlia de Tele5 que se chama "La Noria" (não sei a que hora, nunca o vi). Será interessante vê-lo. Espero que esteja disponível por aí se não o posso ver.

2) Fala-se de quanto fala AGIL. Eu tenho aprendido muito dele, apesar de que custe tempo ler tantas palavras num meio como a Internet. Os seus argumentos são claros e contundentes, e centrais para compreendermos várias cousas, como o distinto tratamento aos distintos independentismos no Reino, o carácter absolutamente destacável deste próprio termo, "Reino", como forma de estado, as relações língua(s)/estado, o distinto tratamento (também) por parte das instituições españolas às "lenguas españolas" (catalão, basco, galego[/português]), etc. E, sem cair em paranóias, depois de muito ler AGIL cheguei a concordar (acho) em cousas que podem parecer surpreendentes. Por exemplo: Que, precisamente para destacar o que acontece na Galiza com as liberdades civis, há que reclamar o cumprimento fiel da "Constitución Española", interessante texto que DETERMINA, na sua forma actual, o que se pode fazer e até onde NÃO se pode chegar. A forma de Estado da España é também CRUCIAL, é não é apenas "problema dos españóis", como o independentismo argumentava mais claramente há uns poucos anos. O Discurso Porquénotecallas é apenas a simbolização duma longuíssima tradição de posse territorial e domínio social sobre "las Españas" que vem herdada também por via familiar desde, nada menos, Pedro duque de Cantábria, co-fazedor com Dom Pelaio do reino de Astúrias no século VIII (e também polas vias navarra, borbónica e áustria). Só em dous períodos se rompeu esta "tradição" monárquica de POSSE MATERIAL DOS TERRITÓRIOS, e nenhuma república funcionou. Eu diria que uma única III República Española é impossível; mas talvez várias repúblicas não ;-) .

fandinho #40 21/Febreiro/2008 fandinho

Levesedo:
Perdoa pero non me estou a trabucar. Eu dou a miña opinion e o resto tirades as vosas propias conclusións. Posiblemente se rexeitas ser acusado de "colaboracionista" é por que aceptas as miñas premisas pero non gostas da conclusión final que ti mesmo elaboras.
Ás veces un pode colaborar intencionandamente ou sen querer. Alguns dos que aqui se expresan, teñen moita mais preocupación por seren ecuanimes, o cual intrinsecamente non é malo, que de analizar con xusticia o acontecido. Esa preocupación levaos ao extremo de pensar que para ser ecuanimes hai que dar o mesmo numero de hostias ás duas partes para parecer mais imparciales o cual nin é ecuanime nin xusto. As hostias tén que levalas só quen as merece e neste caso, teño claro que corresponden ás institucions por arbitrarias e partidistas. Outra cousa é que ó marxe do suceso que se está a debater calquera poida ser crítico con certos principios, modus operandi ou calquera tema das agrupacions estudantis. Mentras se discute do respeto ós dereitos basicos non se poden introducir que tal ou cual non me gosta por que leva unha chandal que se mete con un ou que mete os dedos no nariz por que eso é desviar a atención do verdadeiro debate e acabase sendo "colaboracionista" ainda que sexa de maneira involuntaria. Eu non coincido co as teses ideoloxicas de grupos independentistas de esquerdas pero eso non quita que o seu dereito a telas o considere respectable respectable. Igualmente non concordo en absoluto co as teses do PP mais esto non me impide respetar os seus dereitos, de feito coincidin con bastantes simpatizantes peperos na manifestación Galiza non se vende e, a pesares do que me corroia por dentro, fun respetuoso.
Esto non me impide ser o mais obxectivo posible sobre o acontecemento do 12-F. E para analizar tal cousa hai aterse ao ali sucedido sen mais. O resto é divagar, desviala atención. Para dar sentencia hai que aterse ós feitos. E os feitos son que os presuntos agresores en realidade foron os agredidos é viceversa. Que se deberon berrar un chisco menos ou deixalo para outro dia, ou para outro lugar ou calquera outra carallada, son cuestions secundarias cando se fala de persoas que estan sendo metidas no carcere, postas na picota pública, están servindo de cobais para experimentos posteriores,etc.
Cada cousa no seu momento e non mesturemos por que así é imposible facr un xuicio xusto e polo que vexo a tdos nós nos encanta oficiar de xuices neste embolado.

OBSERVADOR #41 21/Febreiro/2008 OBSERVADOR

Uma boa amostra da tradição fascista espaÑola é a dada ontem em Vigo:

http://www.ciberirmandade.org/...

http://www.vieiros.com/open/am...

AGIL #42 21/Febreiro/2008 AGIL

Se houvesse possibilidade (que -penso- não há), esta mensagem seria particular a LAVESEDO:
1.- N comentário (14) o senhor diz:
a) «Iso si, o AGIL que "comenta" e insulta enriba,...»
COM.- Diga onde, por favor. E veja se não fui antes insultado e indecentemente.
b) «... -e aínda di que dá a cara...,»
COM.- Disse a quem insultou e re-insultou.
c) «... non amigo, o que si o fai é o Celso,...»
COM.- Nã o nego. Nem o neguei. Posso estar mais ou menos de acordo, mas em geral concordo com o que diz Celso neste e noutros contributos.
d) «... non ti-, trabúcase de vez. Para alén de dar ou quitar carnets de galeguidade, que manda carallo!!!»
COM.- Diga onde e como concedo esses bilhetes de identidade galega. Salvo que o senhor entenda que os de "Galicia biingue" são galegos "fetén" ou "delambuten".
e) «..., e de colar unha desas mensaxes de 10 000 caracteres, -que lle deixen escribir en Vieiros, xa, que nos tolea!!!-»
COM.- Ninguém o obriga a ler nada meu nem doutro qualquer. Mas o que deve ser explicado, deve explicar-se com a extensão conveniente.
f) «... demostra non coñecer NADA a sociedade galega, o seu estudantado, o pobo traballador.»
COM.- Pode ser. Para isso o senhor e outros podem corrigir e completar o que pensem e com as extensão que julgarem. Mas acontece que grande parte dos comentários meus neste e noutros sítios não visam a "realidade galega", mas a "espaÑola", o reino de espaÑa, a sua constitución, que "algo" sim toca à "realidade galega" e ao "estudantado" e ao "pobo traballador", como pode comprovar-se cada dia: um dia, aos estudantes da USC; outro dia, a cidadãos em Vigo; ontem, aos operaários de Astano e amnhã... E sempre foi a "realidade espaÑola" a bater na realidade galega. Parece-me. Por isso reparo no batedor e comparo e contrasto com o batido. E penso em "voz alta" e digo o que me parece. Mormente, que o reino é muito inconsequente com a sua lei fundamental...
...
2.- Também me reprova LAVESEDO em (35): «... eu leo, vostede acho que non. Eu non dixen que vostede defenda a AGIR, en ningures!!, só expuxen argumentos que vostede ignora cando me aconsella razoar e non ser apaixonado. Non sei eu quen dos dous deberá facer máis caso do seu consello.»
COM.- Um conselho (bom) sempre deve ser bem recebido, mesmo que vier de quem vier. Mas, insisto, em nenhum momento eu disse que o senhor dissesse que eu defendo a AGIR. Noutras mensagens deixei claro o meu pensamento. E também na que o senhor responde. Eu disse em (16): «Lavesedo, cada um lê o que quer, mas, se lê, leia. Não verá que eu defenda nem deixe de defender a gente de AGIR: Simplesmente, como simples que sou, citei os artigos da sacrossanta constitución que foram não tidos em conta (diria melhor "violados"?) no caso referido. Leia, por favor, e opine. E, se não lê, não opine. Por outro lado, a citação do pastor luterano está em bastantes sítios da rede. Pode comprová-lo.»
Mais nada. Nada.

AGIL #43 21/Febreiro/2008 AGIL

Depois de responder a Lavesedo, leio o último comentário de Celso. Obrigado. Penso que não foi tanto por mim que aprendeste o que aprendeste, mas porque és mais do que capaz. Eu sim aprendo e desfruto com os teus textos.
Enfim, deixemos os louvores e, sim, mais cada vez procuro aplicar aquela velha observação do Aracil: Achamo-nos como numa partida de xadrez; portanto, não convém perder de vista quem e que está no outro lado do taboleiro, porque, nesse caso, com toda a certeza se perde a partida.
E nestas lidas num lado do taboleiro esta o reino de espaÑa (escrevo assim respeitando a ênfase espaÑola pelo Ñ...), constituído em estado centralizado e mais cada vez centralista, como foi sempre o bourbónico, apesar do conto das "Autonomías heterónomas".
No outro lado vejo a sociedade galega desestruturada, muito mais do que a basca e a catalã e mesmo mais do que a valenciana e maiorquina e a navarra, apesar de (até há bem pouco) se achar em melhores condições "objetivas" que todas essas sociedades... Todas, aliás, espaÑolas, apesar de tudo.
Também me fio de Castelão, bastante, e das suas reflexões (muito extensas) no SEMPRE EM GALIZA, por exemplo, no atinente à relação necessária da Galiza e dos galegos com Portugal, com a Lusofonia, e com os lusófonos todos.
(Em parênteses digo: Não apenas as empresas de dobragem, mas os países africanos de língua portuguesa poderiam receber técnicos, mestres, professores ... galegos. Por que o reino impede que os galegos conheçam bem a sua língua, que afinal é a portuguesa galega? Por que, ao contrário, o reino promove a Hispanofonia e o conhecimento correto e universal do castelhano? Esse tratamento desigual choca também gravemente com os arts. 10.2 e 14 da bendita constitución. Mas há quem compara a escravidão atual com o que ignora que poderia ser o relacionamento com POrtugal ou mesmo em Portugal: o que há, há e é; o que será, "chi lo sà?")

lavesedo #44 21/Febreiro/2008 lavesedo

Di AGIL en #42 que lle diga onde insulta no fío:
mensaxe #5: "euopinoquicchio", "euopinocchio", -ridiculiza o alcume dun dos foreiros-, do que di que despois que ten unha atitude "bourbonicamente espaÑola".-vostede quizais non, eu consideraríame aldraxado por isto, non se pode disentir sen ser espaÑol??-
mensaxe #7: "que se te vê a macaquice", "boquinha "de pitiminí" bourbónico", " anónimo sequaz dos acebes e dos feijoos e dos rajoyes e da sangil e da decana essa que os deus bendigam", "Diz o teu nome e poderás discutir como pessoa; entrementes nem chegas a macaco..."
COM. Vostede prendeu a isca na súa mensaxe #5, e despois continou enleado co euopinaque nunha liorta onde houbo moitos insultos, na miña opinión con énfase pola súa banda.
Di tamén AGIL en #42 que diga "onde e como concedo esses bilhetes de identidade galega", velaquí ten:
mensaxe #5: -referido a outro foreiro: (1)"Por que se veste de "galego"?", (2)"Ainda que o nacionalista espaÑol escreva (e mesmo fale) em galego, nacionalista espaÑol fica."
COM. O señor, na miña opinión, cualifica de español e de non galego un outro foreiro, por non pensar coma el neste tema. Iso é conceder ou retirar bilhetes de identidade galega.
E por aí ía o que dixen en #35, tamén a fandinho. Creo que non podedes alcumar de españois, de non galegos, de estar enchoupados pola chuva mediática as persoas que critican a AGIR.
Ser vítimas da represión dos sicarios da Sangil xa nos fai heroes??
Quen se mova desta visión é españoleiro??
Non concordo en absoluto con ese camiño.

galeguzo #45 21/Febreiro/2008 galeguzo

Cruzo os dedos para que a presença de Agir nesse programa não seja mais do que uma brincadeira de mau gosto. O convite parece-me do mais plausível (vendo o historial do programa), mas confio em que inverosímil caso de ser certo, ainda lhes quede inteligência para o declinarem.

AGIL #46 21/Febreiro/2008 AGIL

Lavesedo, vê-se que não lê. O que começou insultando foi o "euopino" em (#2):

«Xa chegou!
»Xa chegou de demagoxia e de falar de cousas que non se coñecen. Espero que polo menos este home [CELSO?] fale desde o descoñecemento, que o faga guiándose polo seu instinto que o leva a contradicir sistematicamente os medios españois.
»Levamos unha semana a ler reflexións e denuncias que falan dos pobres rapaces agredidos e reprimidos de Agir. O Cáccamo este [??], ¿compartiu espacios e manifestacións con esta "xente"? ¿Viu como algún dos detidos agredía ou ameazaba outros estudiantes (de esquerda, si de esquerda, por se o mozos liberais non fosen tan persoas como os outros!) en manifas, facultades, bares e demais? ¡Porque é mais habitual do que pensa!
»¡E despois aínda a criticar que outros colectivos de estudiantes non os defendan, que os universitarios non saian á rúa por eles! Menos mal que non saímos á rúa por esta xente igual que non sairiamos por Fraga.
»Se o que escribe estivese mellor informado ou non tivese os mesmos intereses ca eles sabería que son como "os NEO-NAZIS [que] batem na Fundaçom Artábria cada vários meses".
»Unha cousa é criticar a acción da prensa española e á decana de económicas e outra defender NAZIS DESTA CALAÑA, igual que os outros. Xente que bate, ameaza e é intransixente, xente que non dialoga, agresiva, que sementa o medo.
»Que pena ver a este TIPO, que vai de “ACRATILLA”, defendéndoos así, con este HUMOR BARATO sen recoñecer que eles son tamén do “Discurso Porquénotecallas!”, só que normalmente lle engaden un “otemetounaostia!” por non ter posición nin intelixencia para xogar coa violencia simbólica.
»Se foses estudiante en Santiago saberías de que falo.»
::::::::::::::::::
Caro, sei como é Celso, que nunca responderia insultos tão ... como esses; também não me parece de recibo o que o "eu" esse diz da Fundaçom Artábria, que nada vinha a conto neste enleio.
Por isso, depois de ler tal mensagem, eu respondi com a mesma (bom, bastante menor) medida. E ele, em vez de minguar, o que fez foi atacar "ad hominem". Daí que lhe dissesse que desse a cara, o seu nome verdadeiro, seguro de que nunca se descobriria; Porque, para além de insultão, é cobarde.
Ora, se V. acha que vale a mensagem do "eu" que acabo copiar como modelo de razoamento e sensatez, daquela nada tenho a contradizer-lhe. Continue "investigando" insultos num lado, esqueça os possíveis do outro, não compare e, como conclusão, teremos que "esses" (não "investigados") são uns "santiños" e os outros somos uns mal-educados.
Por certo, que também o senhor não dá a cara...

lavesedo #47 22/Febreiro/2008 lavesedo

Señor AGIL, seriedade. Vostede di en #42:"Diga onde, por favor. E veja se não fui antes insultado e indecentemente". Foi o que fixen, agora vostede muda o argumento e di que o insultado foi Celso. Iso mirámolo todos. Eu mismo comencei dicindo "Non concordo co comentario #2". Se o Celso non respostou, ben por el. Non precisa valedor, entendo eu.
Di vostede que eu non dou a cara. Tanto coma AGIL, de nome António, teño entendido. Eu chámome Daniel. Quere o señor saber de quen veño sendo??
Aquí, repítolle, o único que dá a cara é o Celso, que asina o artigo. Artigo que tiña un interesante fío que estamos, ambos os dous, a luxar con teimas persoais. Acho máis útil para o debate que o señor resposte sobre a segunda parte do meu comentario, da que non di nada. Por que cualifica de non galego e nacionalista español a persoa que, con maus modos, opina dos AGIR??

Celso #48 22/Febreiro/2008 Celso

Uma notícia:

http://www.nosgaliza...

E uma notícia com vídeo da intervenção de Nós-UP no acto de "Galicia Bilingüe" em Vigo:

http://www.nosgaliza...

Três vídeos em YouTube:

http://www.youtube...

laurinha #49 22/Febreiro/2008 laurinha

Um artigo excelente, obrigada estou de textos do Celso.
Parabens, um bom jeito de apresenatr as cousas sem pantalhas, deixemos pois as pantalhas para Ginzo

galeguzo #50 22/Febreiro/2008 galeguzo

O fulano esse que chama de "neonazi" Artábria que se vaia informando mais e que peça escusas, porque Artábria é de tudo menos antidemocrática ou racista. De facto, é uma associação com muito boa imagem em Ferrol (menos entre os neonazis, é claro), e as suas actividades são anunciadas com relativa frequência em meios de comunicação públicos ou privados deste país, algo que duvido muito que pudesse acontecer se foram uns "neonazis", seu lercho.

http://www.artabria.net

AGIL #51 22/Febreiro/2008 AGIL

Eu, caro Daniel X, senti-me aldrajado, quando vi os insultos dirigidos ao Celso e quando aquele impertinente desaparecido pretendeu misturar alhos e bugalhos. Se não me reconhece o direito de me fazer "grego com os gregos" é cousa sua. Exija ao "euopino" boas formas, que peça escusas, que critique razoavelmente, e deixe de lançar a bola fora da leira. Se quer ser equitativo, demonstre-o: não exija aos que considera "outros" o que não se atreve a exigir aos uns, que são, em geral, os que começam disturbando os comentários.
FIM do conto. (Já lhe disse que queria responder em privado, mas em Vieiros não é possível. Por isso respondi em público.)

euopinoque #52 22/Febreiro/2008 euopinoque

#46 e #50... Ninguén chamou "nazi" a Artábria. Eu dixen que a xente de Agir se comporta como os nazis que agreden Artábria aos que fai alusión Cáccamo (ver artigo, 3º parágrafo).

Merda haina en todas as partes (e nós, galegos, temos merda tamén).

¿Insultos?

"este home [CELSO?]" Creo que Celso Álvarez Cáccamo é un home, ¿non?

"o Cáccamo este [??]" Creo non é moito menos fino que o ton do artigo orixinal. Se o fai outro é desenfadado e xuvenil, se o fago é insulto.


"NAZIS DESTA CALAÑA" Para min os que agreden Artábria son uns nazis, pero os de Agir tamén. ¿Onde está o insulto? ¿Antonio Gil ademais de repartir certificado de galeguidade é quen decide a quen se lle pode chamar nazi e a quen non? ¿Por que no artigo se pode chamar de nazi e eu non o podo facer?

“ACRATILLA” Home, o autor do artigo vai disto habitualmente, na miña opinión. Da mesma maneira que el valora outras persoas no seu artigo, eu valóroo a el. É o que ten a vida pública. Non sei, ¿non acabo de ver o insulto?

"HUMOR BARATO", eu opino iso do ton do artigo. ¡Opino o que quero sobre este texto! É como opinar sobre un libro. E agora, por buscalas, o libro "O silencio ergueito" é pésimo, unha cacoliña. ¡Que pasa! ¿agora tamén insulto por non gustarme un libro que che editaron os coleguillas AntoÑio? Chora e patalea e di que son un españo porque non memola o que escribes. ¡Home! Por favor.

Eu replicaría, seguramente, con outro estilo a un artigo con outro estilo. A verdade é que estaba ata as pelotas de ver o discursiño desta semana sobre Agir (de ler outras intervencións do autor do artigo sobre o tema neste foros). Sei que se xogan direitos civiles nisto, pero fode ter que defender a ghichos como estes que, reitero, agreden persoas cunha facilidade pasmosa. Non obrigo a ninguén a facerme caso. Cada un que pregunte por Compostela, non é tan difícil saber que é Agir (e por extensión Primeira Linha), amigos moitos non teñen (nin no BNG nin no resto da esquerda independentista).

¡E ter que aguantar moralinas dun vello maleducado!

E non me calo porque non me sae das bolas AntoÑito. Se a xente deste país fose como tu, que rezumas espaÑolidade e crispación conxénita nas túas actitudes políticas (lerte é ler a un agresivo similar a un pepero) ainda estarías en FACHADOLID, de onde nunca debeches sair, porque neste país non te teríamos deixado entrar.

Celso #53 22/Febreiro/2008 Celso

Ó António, O Velho ;-) :

Repara que Euopinoque (#52) "não obriga ninguém" a fazer-lhe caso. Isso está bem, é tolerante.

Mas comparemos, comparemos dous enunciados (dous factos, dous signos de ideologia):

1) AGIR, os "nazis", dizem a Maria San Gil: "Fora da Galiza! Volta para o teu país!".

2) Euopinoque, o "anti-nazi", diz a António Gil (mensagem #52): "...FACHADOLID, de onde nunca debeches sair".

Já está tudo dito, António. O anti-nazi Euopinoque não quer expulsar-te não: é que TU PRÓPRIO nunca deverias ter imigrado à Galiza. Mas, infelizmente, já estás regularizado. Soa-che à política imigratória do Reino? ;-) .


Ah, a gente continua sem comentar as declarações de Xosé Crespo, presidente da Câmara Municipal de Lalim ("Imos chimpar os dentes aos socialistas", etc.). Pedi a Vieiros que as ligassem no meu texto, mas deveram esquecer. Ei-las:

http://www.vieiros.com/nova/64...

Saúde, Camaradas! Viva Durruti! ;-)

Celso #54 22/Febreiro/2008 Celso

António, esqueci um comentário de Euopinoque (#52):

"non é tan difícil saber que é Agir (e por extensión Primeira Linha), amigos moitos non teñen".

Aí falou Euopinoque: Desde há séculos, o importante em "Galicia" é "ter amigos". Em numerosos textos, António, tu falas disto como do nosso endémico "famulismo", aplicado à política, à acção cultural... Deve ser pola nossa estrutura social, não "tribal", como se costuma dizer, mas eu diria que GREMIAL. E já sabemos o difícil que é entrar nos grémios (profissionais, culturais, linguísticos, políticos...): há que prometer lealdade incondicional.

galeguzo #55 22/Febreiro/2008 galeguzo

Euopinoque, lamento o mal-entendido, mas perdi-me polo meio do teu comentário e vejo que o interpretei de jeito errado. As minhas desculpas.

AGIL #56 22/Febreiro/2008 AGIL

Vou copiá-las. Assim os "não-nazis" poderão "anaZilá-las" com fruição:

«A PRECAMPAÑA MÁIS BRAVA.- Xosé Crespo: “Aos socialistas ímoslles chimpar os dentes como non espabilen”
»O rexedor lalinense perdeu os nervios logo de saber que Sanidade negaba un hospital comarcal para o Deza.
»Redacción - 12:10 19/02/2008

»A precampaña máis brava está na capital do Deza. O acalde de Lalín, Xosé Crespo, encendeu a semana pasada nunha conferencia de prensa na que non deixou títere con cabeza. O motivo é a negativa que lle deu a conselleira de Sanidade, María Xosé Rubio, ao hospital comarcal. Segundo Crespo, a conselleira prometeu mandarlle unha carta explicándolle as razóns. Mais o rexedor lalinense non puido ser máis expeditivo: “A carta que a meta no cu”.

»Diante da sorpresa do presidente da Deputación, Rafael Louzán, e do alcalde de Vila de Cruces, Xesús Otero, o máximo mandatario de Lalín anunciou guerra sen cuartel contra os socialistas aos que, figuradamente, dixo que lles había que romper os dentes.»
...
Por outro lado, Celso, já vês a valentia... sem dúvida espaÑola do "eu..." Continua agochado no "eu etc."
E na deturpação do verbo opinar:
DRAE: Começo pela definição do Diccionario da Real Academia Española, porque é a autoridade suma no reino da Hispanofonia:
«opinar (Del lat. opināri).
»1. intr. Formar o tener opinión.
»2. intr. Expresarla de palabra o por escrito. U. t. c. tr.
»3. intr. Discurrir sobre las razones, probabilidades o conjeturas referentes a la verdad o certeza de algo.»

DRAG: Continuo pelo Diccionario da Real Academia Galega:
«opinar v.i. 1. Manifestar unha opinión. "Sobre este caso prefiro non opinar". // v.t. 2. Expresar [certa opinión]. "Opino que deberías colaborar con el". SIN. coidar, considerar, crer, pensar. CF. entender.»
Portanto, devo ver que significa:
«OPINIÓN (opinións). f. Aquilo que se pensa acerca de algo ou de alguén. "A miña opinión sobre os teus estudios é moi positiva". SIN. criterio, parecer, xuízo. s Opinión pública. A maneira de pensar máis estendida na sociedade.»
...
Para completar vejamos que definição dá o dicionário português (priberam):
«opinar (do Lat. opinare por opinari) v. tr. e int.,
»formar juízo, julgar;
»emitir a sua opinião;
»dar o seu parecer;
»alvitrar;
»expor;
»entender.»
... No commment!

lavesedo #57 22/Febreiro/2008 lavesedo

di Celso que non comenta ninguén as declaracións do Crespo. Pois aí vou eu. Seméllame lamentábel o que di, sobre todo porque pertence ao partido dos "honrados" cidadáns "agredidos" estes días: sangil, GB, MeXa por la libertad lingüística, etc. Os do birrete non dan controlado os da boina...mais o que si que penso é que o seu discurso calla no "seu" eleitorado, que mira ao BNG como marcianos, -xa non vos digo a AGIR, Primeira Linha, etc-, como "señoritos" que veñen da cidade a fodelos. Nun xogo hábil, o Crespo pon o disfraz de galego labrego aldraxado e sae a defender con suposta "afouteza" os seus intereses, duro, "a min plin, que son de lalín", e o coro acobadado na barra do bar, rosma entre grolos de viño e cervexa: "claro, home, claro, cajo nos do bloque", chuspe no chan e pasa a falar do madrí... lévalles funcionando anos e anos.

AGIL #58 22/Febreiro/2008 AGIL

Ah! Uma evidência das mudanças (grandes ou graves, como se preferir) que estão a dar-se no reino é a perda generalizada de humor, do humor enxebre, da retranca ou, por Castela, da "socarronería".
O teu artigo, Celso, lido "in directo", será gravemente mal interpretado. Os textos humorísticos não são exposição de teses apodícticas, mas jogos de burlas, que poderão tomar-se num sentido ou noutro, mas sempre como burla. Pretender outra cousa é andar errado.
Contudo, não sei por que ando com estes meles... Sim, sem dúvida há bastantes que podem gostar deles e mesmo aproveitá-los. "Prossit!"

AGIL #59 22/Febreiro/2008 AGIL

Quanto ao de vir à Galiza desde Valhadolid (ou Valladolid: onde, sim, há bastantes anos "alcaldeia" um ginecólogo do PP, mas em grande medida por falta de "vis" política do PSOE e de IU, que são os únicos partidos que têm ou tinham representação na Câmara Muncipal) e procurar fazer-me galego com os galegos (sem renunciar à minha origem!), talvez seja um grave pecado. Talvez me fosse melhor se procedesse como bastantes "gallegos", não nados, mas domiciliados na CAG, e pertencentes a "Galicia bilingue"...

euopinoque #60 22/Febreiro/2008 euopinoque

Celso en #53 pon parte do que eu digo en #52 descontextualizado; "esqueceu" que o párrafo comezaba: "Se a xente deste país fose como tu" ("tu" é o vallisoletano que reparte carnets de galeguidade). Mais como nom somos como el, pode estar ben mantidiño como funcionário que é, vivindo da teta do Rei de EspaÑa na Galiza.


E agora fíxate no que dis en #20. Referíndote a Agir dis: "Discurso patético; assim mal vão convencer outros (os estudantes "normais") do que realmente aconteceu.[...] O vídeo OMITE cenas e portanto também manipula."

En #53 fixeches o mesmo.

;)

Se ao final este tipo seguro que é un cachondo que se aburre.

Celso #61 22/Febreiro/2008 Celso

Euopinoque escreve sobre António Gil (#53):

"Se a xente deste país fose como tu, que rezumas espaÑolidade e crispación conxénita nas túas actitudes políticas (lerte é ler a un agresivo similar a un pepero) ainda estarías en FACHADOLID, de onde nunca debeches sair, porque neste país non te teríamos deixado entrar."

Não me foquei no condicional "Se...", não sou tão parvo. Qualquer leitor/a pode ver perfeitamente que, além do condicional "Se...", etc. Euopinoque AFIRMA explicitamente que António Gil nunca deveria ter saído de Valladolid: "de onde nunca debeches sair". É evidente: há um factual "non debeches sair", não um hipotético "non terías saído". A condicional "Se..." não afecta esta afirmação factual de Euopinoque.

Como a política "tolerante" de imigração de España, Euopinoque não quer expulsar António Gil: Diz, simplesmente, que não deveria ter saído voluntariamente do seu país, e sugere que a Galiza estaria melhor sem a sua presença aqui, pola sua españolidade e agressividade.

aovellaquemira #62 22/Febreiro/2008 aovellaquemira

euopinoque, a tua intolerância e raiba inhabilíta-che para emitir opiniões (ainda que sejas quem de escreve-las).

"E non me calo porque non me sae das bolas AntoÑito. Se a xente deste país fose como tu, que rezumas espaÑolidade e crispación conxénita nas túas actitudes políticas (lerte é ler a un agresivo similar a un pepero) ainda estarías en FACHADOLID, de onde nunca debeches sair, porque neste país non te teríamos deixado entrar."

AGIL #63 22/Febreiro/2008 AGIL

Há ocasiões não tão gloriosas como as que Cervantes evoca no Prólogo à segunda entrega do seu Don Quixote (1615), mas que sim merecem comentários adequados. Como por estas partes, apesar de tudo, quase todos entendem o castelhano, mesmo o do galego Cervantes Saavedra, vou ocultar-me trás as suas palavras, iniciais do Prólogo citado. E que cada um entenda o que quiser e puder:

«Prólogo al lector

»¡Válame Dios, y con cuánta gana debes de estar esperando ahora, lector ilustre o quier plebeyo, este prólogo, creyendo hallar en él venganzas, riñas y vituperios del autor del segundo Don Quijote, digo, de aquel que dicen que se engendró en Tordesillas y nació en Tarragona! Pues en verdad que no te he de dar este contento, que, puesto que los agravios despiertan la cólera en los más humildes pechos, en el mío ha de padecer excepción esta regla. Quisieras tú que lo diera del asno, del mentecato y del atrevido, pero no me pasa por el pensamiento: castíguele su pecado, con su pan se lo coma y allá se lo haya. Lo que no he podido dejar de sentir es que me note de viejo y de manco, como si hubiera sido en mi mano haber detenido el tiempo, que no pasase por mí, o si mi manquedad hubiera nacido en alguna taberna, sino en la más alta ocasión que vieron los siglos pasados, los presentes, ni esperan ver los venideros. Si mis heridas no resplandecen en los ojos de quien las mira, son estimadas a lo menos en la estimación de los que saben dónde se cobraron: que el soldado más bien parece muerto en la batalla que libre en la fuga, y es esto en mí de manera, que si ahora me propusieran y facilitaran un imposible, quisiera antes haberme hallado en aquella facción prodigiosa que sano ahora de mis heridas sin haberme hallado en ella. Las que el soldado muestra en el rostro y en los pechos, estrellas son que guían a los demás al cielo de la honra, y al de desear la justa alabanza; y hase de advertir que no se escribe con las canas, sino con el entendimiento, el cual suele mejorarse con los años.»

AGIL #64 22/Febreiro/2008 AGIL

Não sei, mas parece que alguma, digamos, pessoa quereria que me exprimisse (já que estou na Galiza) como um elemento, talvez samorano, de apelido Civantos e por mal nome Antonio [sem acento!], a que em 10 de Fevereiro, Domingo, e na seção «Opinión» lhe publicou [i]La Opinión de Zamora[/i] esta maravilha de texto.