Na comodidade da minha sala de estar, recebido polo sol intermitente, escuto e vejo à vontade comoventes fragmentos da gravação da homenagem a José Afonso que emitiu a TVG em 25 de Abril. Numa altura, o actor-apresentador Carlos Blanco, revestido das roupas e emblemas que há mais de trinta anos levávamos os jovens, parodia a época: “Mira que éramos roxos, neno. Aquelas mánis. Que bem o passámos, a verdade”.
Não. Não o passámos bem. Talvez o actor Carlos Blanco sim, mas nós não. Não estávamos em enormes congregações de vontades para passá-lo bem. Estávamos reunidos em assembleia permanente de utopias. Pensávamos a utopia, falávamos a utopia, realizávamos fragmentos dela nos actos mais miúdos, e depois introduzíamos os fragmentos nas casas e nas aulas, e amiúde dous mundos entravam em conflito, e assim a História prosseguia, forçávamos a História a prosseguir, como é a História, serva dos actos numerosos e das palavras precisas que sempre, sempre, continuarão a ter sentido.
Por isso centenas de nós estávamos há mais de trinta anos no desaparecido Cinema Disol de Vigo no primeiro recital de Pablo Milanés e Silvio Rodríguez nesta península. E sabíamos que éramos ilegais, e não se podia respirar, e muitos tínhamos medo de que entrasse a polícia. Medo, não apenas festa, medo da dor dos golpes e da morte da polícia. Mas por isso estávamos aí, e permanecíamos. E estávamos nas ruas de Vigo, não nas aulas nem no trabalho, enquanto a polícia matava operários. E tínhamos catorze, quinze anos, e não levávamos armas nem coletes anti-balas.
Por isso milhares de nós estávamos na intensa assembleia em Medicina onde se decidiu a greve indefinida de estudantes. E a polícia podia entrar e matar-nos. Estávamos no encerramento de Fonseca enquanto o cadáver recente de Franco ainda nos vigiava como um fedor fantasma por detrás das janelas, sobrevoando as carrinhas expectantes da polícia. E porque éramos milhares ocupámos a Universidade e ficámos horas ou noites a falarmos e cantarmos com Benedito em assembleia permanente de utopias.
E estávamos na homenagem a Celso Emilio Ferreiro em Compostela onde se leu poesia, e a voz de Soledad Bravo cindiu como tensa tança a noite seca, e éramos milhares. E estávamos nas noites secas na Quintana a dançarmos Rosalinda e Atrás dos Tempos Vêm Tempos. E estávamos no concerto de Milladoiro na enorme concha aberta do parque de Castrelos de Vigo, e nas primeiras noites antigas de Ortigueira. E estávamos no concerto em que Lluis Llach cantava as formas do amor e da revolta, e nós cantámos muitas vezes as formas da revolta com Lluis Llach, com José Afonso, com Fausto, com Pablo Milanés, com Luis Pastor, com Cilia, com Benedito, com Godinho, com Soledad Bravo, com Mercedes Sosa, com Pete Seeger. E igual que nós, muitas outras pessoas cantavam e hoje cantam outras vozes em distintas assembleias.
Por isso, não por outra cousa, por todos esses actos e centenas mais, e por todos os miúdos actos resistentes que durante décadas herdámos das pessoas assassinadas, violadas, torturadas, encarceradas, expulsadas, retaliadas, pudemos encher Compostela todo o dia num Dezembro recente enquanto chovia a mares piche preto nos areais atlânticos, e pudemos encher todas as ruas atlânticas enquanto choviam mares de fósforo branco nos areais do petróleo, e pudemos estar junto ao sol de Vigo na incansável duna da Marcha Mundial das Mulheres, a dizermos sempre as antigas e precisas palavras vigiadas sempre polo olho fantasma dos tiranos que ocultam a Solução Final das armas sob o trono democrático.
Por tudo isso, não nos enganemos, estamos hoje aqui, neste espaço real que é a Rede e que são as casas e os trabalhos e as aulas e as ruas e que é uma assembleia permanente de palavras. E continuaremos, não se engane ninguém, continuaremos. E após de nós e connosco, outras pessoas continuarão e continuaremos, a cantarmos e falarmos as diversas formas da revolta. Não para passá-lo bem e tempo depois fazermos pública e fácil paródia, mas simplesmente para cumprirmos a lógica da razão utópica, para forçarmos a História verdadeira a ser serva inânime dos actos.
Não o passámos bem então, nem o passamos bem agora, ainda não. Nisso estamos.
Quizais os que somos máis novos non o entendamos ben, quizais estea aí o problema, mais un par de dúbidas saen axiña ao ler o texto: se erades milleiros, se todos estabades a loitar pola utopía, pola liberdade....porque carallo permitistes a ultraxe dunha transición que traizoaba os asasinados durante 40 anos de ditadura? Porque a Galiza non se rebelou nas urnas contra a democracia española, tan enzoufada de feixismo?? Quizais na retranca de C.Blanco se agache a resposta, Celso, quizais había moito "snobismo" en tanto roxo, troskista, maoísta,..., que hoxe salaian polos vellos tempos na comodidade dunha sala de estar.
Xaaaaa, é unha especie de "Papa cuentame otra vez, esa historia tan bonita...." Eu que era neno cando sudedía todo iso non lembro apenas nada, mais cando comecei a ver as cousas doutro xeito tamén sempre me preguntei se iso que contades non é máis que unha historia (moi bonita)que quedou en absolutamente nada porque a grande maioría dos que estaban alí só hai que seguirlles a traxectoria ata hoxe. Que magoa!!!
Pois se não o passas bem é porque não queres. Porque na verdade pertences, pertencemos, à minoria privilegiada do planeta e, no teu caso e sem pretender leva o debate ao plano pessoal, também pertences à uma minoria privilegiada da Galiza. Não vejo, portanto, razões para o victimismo, o masoquismo e a martirologia que destila o teu artigo. Honra-te, sem dúvida, o facto de lutares por um mundo mais igualitário e livre dos privilégios dos que tu desfrutas mas dos que afirmas não desfrutar porque vives sin vivir en ti y mueres porque no mueres, pois semelha que o nacional-catolicismo que mamaste é um vírus da psique, ou da alma se preferes, que nenhuma ideologia progre pode apagar. Falo, aclaro para os despistados, do sempiterno vale de lágrimas. No meu esprito, entendo, são crente mais, confesso, ainda não praticante, entendo, dizia, que a verdadeira revolução consiste precisamente em passa-lo bem. Nas minhas viagens pelo mundo descobri que os mais felizes são precisamente os mais humildes, tendo de comer e mesmo por vezes mesmo quando não têm, eles cantam, dançam e vivem espontaneamente. Os mais infelizes somos nós e quanto mais teóricos e mais intelectuais, mais alienados e, em consequência, infelizes. Sai de diante do teu ordenador, meu, e volta para a rua com a gente e quando escrevas esses indigestos artigos sobre a opressão das mulheres e dos pretinhos da África, pensa também si tu te comportas humanamente com os que te arrodeiam, se tu não os oprimes, não os humilhas, não os alienas (mas, que digo, como não os vais alienar estando alienado tu próprio?). Reflexiona meu, que já vais indo pra velho e não andas escasso nem de educação nem de matéria gris para a processar. E vive, caralho... tu que podes.
Pois eu que nacín en 1950,moito franquismo papei.Podería decir tantas cousas....Por abreviar e non aburrir direi que estiven encerrado na Universidade(chamada Central daquela) durante tres días,con centos de compañeiros, en Novembro do 67, precedente do famoso Maio francés do 68.Rodeados polos grises que non deixaban nin pasar víveres.Pero aturamos tres días, como dixen.Despois formei no 74 xunto con outros compañeiros comprometidos o Movimento Popular da Canción Galega no 74.Recorrimos toda Galiza e parte de Portugal,en pleno franquismo aínda.Sofrimos todos os atrancos posibles, mediáticos,gubernativos,policiais,sociais etc, pero aínda así fixemos todo o que puidemos.Foron tempos moi difíciles(ver hemerotecas e bibliografía) e lamento moito que faledes de batalliñas progres de salón, de papá cuéntame otra vez, e de como permitimos tal e cal...Un respecto.Estamos en hemerotecas, bibliografías,enciclopedias etc. e na memoria de moitísima xente.
E respondendo as preguntas de ¿qué foi de nos,ónde estamos agora?... e demáis, informádevos.Eu non me agacho tras ningún seudónimo e podo debater a cara descuberta con calquera porque teño a miña conciencia moi tranquila de dios, e falo do que vivín, non do que desconozo,leín, contáronme o supoño....
Unha aperta a todos sen excepcións, incluso a os nostálxicos do franquismo, porque respecto e quero a todo o mundo.¿Qué lle vou facer? Son así.
A primeira vez que sofri uma carga policial não havia grises, viraram já marrões, “maderos”, já consolidada a restauração bourbônica. E nem foi por razões políticas. Daquela nem passava muito medo porque era um inconsciente e porque dalgum jeito “sabia” que só estavam a se treinar connosco para logo ir “a sério” contra os que sim tinham motivações politicas. Mais adiante, quando pertencia eu próprio a este último grupúsculo (os “grupúsculos do não”, como mais tarde nos definira Dom Manuel), já tinha algo mais de medo nos enfrentamentos com a despiedada maquinaria de “mantener la chusma a raya”. Medo ou medos. Medos primários, instintivos, à dor física se a qualquer um daqueles energúmenos se lhe ia a mão com a porra. Medo a ficar nas suas mãos na grileira ou no calabouço. Medo à vergonha, caso de não estar à altura das circunstâncias e rematar por mijar polos calções. Medos também mais prosaicos como o de que me retirassem um visado ou o passaporte... Medo em fim. Medos. Mas passei-no bem. Passei-no bem quando era um adolescente bêbedo e inconsciente e passei-no bem mais tarde a lutar por aquilo que achava e acho justo. Passei-no de bem parando comboios e cortando estradas. Passei-no bem mirando a cara que se lhes quedava aos fachas da universidade quando driblávamos os seus anceios repressores com qualquer ideia inesperada, imaginativa, humorística. Passamo-lo bem a pesar de ser conscientes de sermos a derradeira, minúscula, guerrilha dos moicanos. Passei-no bem e volverei a passa-lo porque é a forma de vida que eu elegi. Não sou um mártir, nem um herói, nem, bem o sabeis, um santo. Quando deixei de passa-lo bem, abandonei a luta temporalmente ou mudei de estratégia ou elegi outra causa. Sobram razões, sobram motivos e há muitas cousas por fazer. Não dá para ficar aborrecido... Com certeza também o passei mal, que é outra forma de passa-lo bem:
Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar
Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa do amor
Ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei
É que ninguém nunca teve mais
Mais do que eu
Consolação (Vinícius de Moraes e Baden Powell)
Xurxo, ás veces non é bo mostrar as cousas sagradas aos porcos porque chas esnaquizan. Eu tamén respecto a todo o mundo. Ata aos que non me respectan. Aínda que utilizo un pseudónimo, un bonito pobo de Portugal, non é para poder insultar libremente sen que saiban quen son. É polo que dixen ao principio. Con todo vouche a dar unha pista. Estiven o 1 de marzo de 1975 no escenario na actuación do Movemento da Canción Galega. Eu non cantaba, era un dos músicos e como dicían no un, dous, tres... xa non che podo dicir máis. Outro día, outra pista. Unha aperta.
Celso, vouche a dicir unha cousa. Eu si, o pasaba ben, porque os meus pais pagábanme os estudos. Pero un compañeiro meu que traballaba de camareiro para pagarse os estudos non o pasaba ben cada vez que había unha folga, que eran moitas, pero malia todo e aguantar que o chamasen "facha" por votar en contra da folga, era respectuoso coa votación da maioría.
Caros, obrigado polos comentários. Antes de tudo, quero dizer que acho de menos o sistema anterior dos comentários abertos de Vieiros. Já critiquei o sistema actual numas sugestões que fiz, mas parece que Vieiros preferiu restringir o debate.
Eu passei-no bem no que o passei bem, claro, mas não por "aquelas mánis", como se fossem actos folclóricos. Sim, Lavesedo e Galaico, já sabemos onde acabou muito pessoal que "o passava bem" e que se chamava trosquista etc. Estarão, como eu, na comodidade da sua sala de estar. No meu texto não falei de heróis nem medalhas: falei de actos passados, da necessidade de não trivializá-los.
Retranqueiro Carlos Blanco? Prova-o, Lavesedo.
E a Sara Mago, bom, já o dizes tudo com esta pérola: "Nas minhas viagens pelo mundo descobri que os mais felizes são precisamente os mais humildes". O Mito do Bom Selvagem, século XXI? "Passá-lo bem", Situacionismo de salão? Pois nas minhas viagens descobri que falar do que sentem os "humildes" sem sê-lo (eu não o sou) é apropriação indevida, uma miragem também hipócrita. E lê bem o final, Sara Mago: "Nisso estamos". Tú também. Já o passarão bem, verdadeiramente bem, mais adiante.
Estou com Xuxro e com Barcelos. Será um vírus geracional ;-) .
Saúde a tod@s.
Ah, a Lavesedo: Por que "permitimos" a "Transición"? Eu, polo menos, não permiti nada. Pergunta a todo mundo. Pergunta aos partidos políticos e aos sindicatos. Não me identifico com eles. Mas sermos (agora e então) milhares é muito menos do que os que permitiram a "Transición" serem milhões.
Que ben o artigo, e todos os comentarios, as veces está ben mirar o camiño pasado.
Quero informarvos que a "Soledad Bravo", aquela Soledad á que Alberti lle adicara unhas fermosas coplas, " Quiero cantar Soledad...", si esa Soledad é unha contra revolucionaria, traizou todo o que defendia, si a Soledad que cantaba os temas de Silvio e de Pablo, unha grande traidora.
Lastima a mín gustabame moito, pero parece que xa dende fai moito viña mostrando quen era, nunha oportunidade Ali Primera, morto en 1985, nunha reunión na casa de Jorge Rodriguez, asesinado en 1977, con motivo de preparar un concerto de homenaxe a Victor Jara, xa a tiña pillada e dixolle a Jorge, que si ela cantaba él non participaba, que a Soledade soio andaba aos cartos. Xa vedes.
Nota: Jorge Rodriguez, foi un importante dirixente da Liga Socialista, asesinado durante o goberno de Carlos Andres. A Ali Primera supoño que xa o coñecedes, senon buscade na rede.
Unha aperta a todos, incluso ao Barcelos, que anda empeñado en confundir o Pobo Galego coa Terra, en reducir o noso pobo en mais dun tercio da sua población.
E neso de contar onde andaba cada quen, un servidor andaba pola Universidade Laboral da Coruña, cando se presentou Fuxan, en lembranza de Emilio Suarez, aquel rapaz que morreu electrocutado mentras colocaba unha pancarta en solidaridade coa loita das Encrobas.
....É curioso.Xa o tiña na cabeza e mirade vos por onde que xa o decidín: Vou escribir un libro con todo o que sei e vivín naqueles anos.Máis non para me xustificar, nin poñerme bonito, nin de herói, nin de víctima, nin de prota, nin de nada de nada...só para informar e como posible prevención de incautos...Aínda que ninguén escarmenta en cabeza allea.Só quero aportar as miñas pezas dese "puzle".
Barcelos: xurxomares@mixmail.com, non teño tempo para adiviñas.
Apertas de balde para tod@s.
Boa ideia Xurxo e, sendo musico, também poderias fazer canções que ajudem a lembrarmos a história ;) Não é brincadeira.
Celso: estas tu feito um bom selvagem ;) Acho que tens o mesmo problema que eu a respeito dos textos em internet: não os leio com a mesma atenção e concentração que normalmente presto à palavra escrita sobre papel. Tendo a ler entre linhas. Eu não falei de selvagens nenhuns como também não de bons nem de maus. Essas são categorias morais que nada tem a ver, antes ao contrário, com passa-lo bem, que é do que estávamos a falar, quando menos eu. A alusão aos selvagens não a vou aclarar pois resulta de tudo ponto absurda. Há muitos estudos, alguns muito interessantes e muito recentes sobre a origem evolutiva dos comportamentos “solidários” nas comunidades de animais sociais. A eles te remeto. Eu falava da atrofia aparente dos indivíduos das sociedades “desenvolvidas” para viver com a intensidade com a que viviam e vivem ainda outras comunidades, mesmo “dentro” da nossa própria. Isto não é uma idealização do “bom selvagem”, e, de facto, há uma clara correlação inversa, com excepções, entre nível de educação formal e alegria de viver. Semelha que o nosso sistema educativo, no senso amplo que inclui também a domesticação a todos os níveis, é uma fábrica de neuroses. Bom exemplo disto é o teu patético artigo e os não menos patéticos comentários aos que deu origem.
A respeito da minha capacidade para inferir os estados anímicos do outrem, nada tem de particular. Todos os animais que evoluíram em sociedade possuem essa mesma capacidade, a qual, embora não seja infalível, parece ser muito sofisticada. Esta capacidade extende-se ainda de forma e maneira que não só percebemos esses estados anímicos do outrem se não que podemos chegar a partilha-los, como se fossem contagiosos. Esta capacidade denomina-se empatia. A incapacidade para a empatia, normalmente de origem genética, torna aos indivíduos inadequados para viver em sociedade, de jeito que os indivíduos que a manifestam soem viver recluídos, quer nas suas casas, quer em centros psiquiátricos, quer em prisões, em função da gravidade dos sintomas.
Falando do assunto que motivou o teu artigo, a parodia de Carlos Blanco, pois homem eu não teve ocasião de mira-la. Independentemente da sua qualidade humorística, acho polo que tu comentas que, em grande medida, Blanco estava-se a parodiar a si próprio por quanto, polo pouco que dele conheço, acho que é uma pessoas bastante comprometida. Quando menos, eu sempre o escutei falar galego e tenho-o visto, em pleno século XXI (!), em muitos desses rituais litúrgicos que tu pareces estimar tanto e que a paroquia progre espanhola deu em chamar “manis”, agora também muito na moda entre a direita e a extrema direita. Em resumo, trataria-se logo duma auto-parodia mais ou menos afortunada e não vejo por que havíamos de por cancelas a nos rir de nós próprios. Ou é que queres fazer uma Inquisição para defender os sacrosantos valores da progressia utópica e bem-pensante?
Sara Mago:
1) Homem, se não viste esse fragmento é difícil que opines se foi auto-paródia ou alter-paródia, e o seu sentido no acto. Acontece que não gosto do humor de Carlos Blanco, que se passa (por exemplo) para o sesseio e à gheada para as brincadeiras, na mais ortodoxa Tradição Luar. Nem o conheço pessoalmente, nem sei se vai a manifes (eu vou a poucos rituais; tu deves gostar mais deles, se o tens visto "em muitos", como dizes), nem se é dalgum partido.
2) Perguntas: "Ou é que queres fazer uma Inquisição para defender os sacrosantos valores da progressia utópica e bem-pensante?". Sim, é isso o que quero. Por isso sou Alto Comisário Político do BNG no governo bipartido. Ou em qualquer outro partido, tu escolhes.
Caro Sara: Nem sei quem és, nem, se alguma vez falei contigo, te associo com o teu nick. Deves ser psicólogo, isso sim (dás muitos conselhos). Mas, se alguma vez tu falaste comigo, também não me conheces.
Saudinha.
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"Nas minhas viagens pelo mundo descobri que os mais felizes são precisamente os mais humildes, tendo de comer e mesmo por vezes mesmo quando não têm, eles cantam, dançam e vivem espontaneamente. Os mais infelizes somos nós e quanto mais teóricos e mais intelectuais, mais alienados e, em consequência, infelizes."
(Sara Mago, 2007)
Sara-Mago: Xa vexo que, entre outras cousas, non estás o día.Ademáis de músico, como tí dis, son compositor, letrista, cantor(non cantante, que non é a mesma cousa,verdade amigo Mero),actor,escritor, formado na vida ,mais en conservatorios, escolas e universidades,non vaias pensar que son só autodidacta.Tamén son pai de familia numerosa(¿portéime, eh don Manuel)e máis vividor. As veces non sei nin como o fago.Pero fagoo, e non de calquera maneira. Nunca parei de facer cancións(levo corentaetres anos facéndoo) e aínda sigo...non é brincadeira...Esta primeira semana de Maio, por non ir máis lonxe e non aburrir, teño tres bolos confirmados: o día 2, en Carballo, o día 4, en A Coruña e o 5, en Arzúa.Presento como mínimo un tema novo por mes, e asegúroche que non saen coma churros.Son moi perfeccionista e tiro con moito material.Só é para te informar, non para presumir nin amolar.Como terás lido, estou a preparar un libro sobre, a música, o teatro, a dobraxe, o cine e o audiovisual na Galiza, no período 1964-2007, mundos e tempos que vivín e conocín en primeira persoa. Estou na fase de organizar documentación, e se cadra, teño que facer mais dun tomo. Xa verei.
Sigo sen gostar das túas maneiras, como xa che dixen no foro da canción do verán.Segues a insultar a xente repartindo descalificacións a voleo, como chamar patéticos ós que non pensan coma tí, e por riba agochado(xa deducín da túa escrita que eres macho) nun pseudónimo.Sigo pensando que precisas axuda.¿Déixaste axudar?
Quérote.
Eu tambem te quero Xurxo, ainda que nom tenho nem a mais minima ideia de quem vens sendo e ainda que nom gostes das minhas maneiras ;-)
patético | adj. | s. m.
patético
do Lat. patheticu < Gr. pathetikós, comovente
adj.,
que comove a alma;
enternecedor;
tocante;
próprio para excitar comoção;
s. m.,
o que comove;
sentimento.
Celso, nom, nom te conheço nem nunca falei contigo (acho). O unico que conheço de ti e a tua prolifica obra na internet(baixo diversos pseudonimos).
Sara Mago, não uso pseudónimos (no sentido de nomes que parecem de pessoas reais) para os artigos que escrevo e publico. Sim que, há tempo, tenho usado algum nick nos antigos foros e comentários de Vieiros, mas não para questões substanciais (dificilmente isso é "obra" ;-) ).
Ah, e escrever na Internet não significa necessariamente deixar de "estar nas ruas com a gente", se é que isso significa algo.
Pois eu non sei moi ben onde estaba... ainda que seguramente estaba ó teu carón en máis dunha ocasión.
Pero se me permitides o spam... aproveito tanto lembranza pra lembrar co Courel está a piques de ser esnaquizado polas pizarreiras unha vez máis...
¿Que vos parece se lle metemos man ó tema do Desenvolvemento Sustentabel e facemos algo polo futuro xa que está visto que o pasado non volve?
http://www.adega.info/files/ADEGA-Lugo/sinaturas%20parque%20natural.pdf
Grazas e aproveito para saúdar a Celso que fai anos que non o vexo!
Sara-Mago: Ben sei o que significa patético e non me digas que o empregabas coas acepcións que mencionas na última resposta....Que " non tés nin a mais mínima idea de quen veño sendo"...Infórmate. É moi doado. Por exemplo: www.myspace.com. Buscar:Xurxo Mares. Que ¿cómo teño pensado axudarche?...: Xa o estou a facer.E grazas por quererme sen coñecerme.
Sara_Mago: Decateime de que é imposible que non teñas nin a máis mínima idea de quén veño sendo. ¿Acaso non liches as miñas escritas neste foro mais no da canción do verán de Paris Joel? Xa tes información abondo, pero se queres mais...o exemplo anterior. Quérote.
Xurxo, observo nas tuas mensagem certas subtis tendencias paranoides que comezam a me preocupar:
1) Quando dizia que nom sabia quem vinhas sendo, nom sabia quem vinhas sendo. Agora ja o sei, es muito bom mozo. Obrigado pola informazom.
2) No de patetico tens razom mas nom a tens. Preocupo-me de usar o lexico com propriedade, embora seja com animo de provocar... ;-)
Eu podo nom ter boas maneiras, de facto podem ser muito mas, ora mentireiro nunca fum. Claro que e muito fais fino insultar veladamente como fazedes alguns... Te lo digo sin acritud ;-)
A verdade e que quanto mais investigo sobre ti, mais medo me das:
http://www.usdoj.gov/dea/fugitives/phoenix/gallegos.html
Mas, quero-te ainda que sejas um delinquente buscado pola DEA. A verdade e que nom me preocupara antes de saber quem eras, pero visto o teu expediente policial, pareces umha pessoa muito mais interessante do que imaginava!
Beijinhos
Sara_Mago: !!Vaia,Oh!!:
Agora adxudícasme posibles tendencias paranoides e precúpaste por mín.Grazas.¿Eres doutor ou afeccionado a psicoloxía?...¿Recoméndasme a alguén?...¿Pensas que o necesito?...¿Son eu un dos que che insulta fina e veladamente?...Si afirmativo,dime ¿Onde?...¿Cando?...¿Quedarías máis acougado se fose un delincuente?...¿de verdade métoche medo?...
Quérote.
;-) acouga meu. acusas-me de mentir. pero nom importa. por favor, nom lho digas ao teu primo o mexicano. tem um nome muito poetico: Jorge Mares Gallegos. que bonito. e para mais inri e contrabandista na fronteira mexicana. da para escrever um corrido. animaste?
"Buscamos falar en galego, pero falar ben en galego costa, e aquí é onde imos empezar a pagar, con suor". (Fama)
Nelbrandam. Grazas pola corrección. Pobo e unha cousa e vila outra. Supoño que coñecerías a Moncho Valcarce. Grandísima persoa.
http://www.usdoj.gov/dea/fugitives/phoenix/gallegos.html
Nomás, por ser curuñense
yo me siento afortunado
porque he nacido en la tierra
donde, se dan los pesados
que viva mi La Curuña
cuna de gallos jugados
Me vine hace muchos años
del pueblo de La Gualada
yo trabajé como burro
de cocinero mi compa
ahora yo muevo los kilos
al norte de Visantoña
Yo tengo mi propia gente
pero muy bien entrenada
a la hora de una caída
se que no cantan por nada
es que no saben la letra
mucho menos la tonada
Me dicen Xurxo Mares Gallegos
mi nombre no se lo saben
mis documentos son falsos
más vale que no lo indaguen
aquel que me identifique
puede que no se la acabe
Pueden pensar lo que quieran
me tiene muy sin cuidado
lo que haga no les importe
miren y queden callados
no olviden que por la boca
es como muere el pescado
Ni modo soy traficante
sé que me busca el gobierno
ya me cansé de ser pobre
y andar deseando lo ajeno
mas vale un rato de gloria
y no una vida de infierno
Bem, como acho que isto ja comeza ser um chico off-topic (como diria Vicinius, "se esta poniendo un poquito mejicana la cosa"), pra onde nos poderiamos mudar pra falarmos das nossas cousas? ;-)
Sara_Mago: Por fín, tío.Xa tiña decidido non cruzar mais opinións con alguén agochado tras unha "mascara-nick-alias-pseudónimo", sobre todo cando eu vou a cara descuberta e polo tanto, calquera pode saber con quen está a falar, e informarse sobre a miña persoa. Contigo é imposible informarse i estou en inferioridade de condicións.Punto final,Sara-Mago.
Espero que medres(non é brincadeira).Eu aspiro a medrar todos os días.Penso que é o mais natural.
Vale meu. Um abraço e coida-te muito. Vas cantar o corrido nalgum concerto? Faria-me muito feliz e, como ves, esta em castelhano para que nom se che atraghante. Beijinhos.
Alguén vai soñar coa nai dos Reis "Magos" que tamén ten a súa canción do verán. Un auténtico pesadelo de verán.
Celso:
Un pracer leerte. Eu tamén teño o virus xeracional. A ver se quedamos un día e compartimos remedios.
Os foros públicos como este non deberían permitir agocharse, opinar e faltar desde un "nick".Así fan na sección de "Cartas al Director" de los diarios. Esto de tiro a pedra e escondo a man...é como mínimo inxusto e de cobardes.Mais tamén de xogadores de veentaxe..¿Qué opinas?
Unha aperta, Celso,e para todos os que escriben aquí ou onde sexa co seu nome de verdade.
Xurxo, obrigado.
Perguntas o que opino dos nicks. Opino que utilizá-los ou não é (obviamente) responsabilidade de cada pessoa, e cada pessoa terá as suas razões (nem sempre as mesmas). Para mim, utilizados ocasionalmente para uma brincadeira nem têm relevância, podem ser uma forma de anonimado lúdico. Às vezes também podem servir para remexer um debate morto. Outras pessoas que os utilizam julgam que são tão "anónimos" (talvez pensem que "ninguém os conheceria") que nem vale a pena dizer como se chamam. Outros foreiros argumentam que o que importam são as ideias, não quem as diz, e que por isso usam nicks. Utilizá-los sistematicamente para evitar responsabilizar-se das opiniões (até das críticas mais ferozes) é um exercício de auto-defesa, ora para não "perder imagem", ora porque não querem que o adversário saiba que uma pessoa "tão importante" como o nickeiro "rebaixou-se" a falar com eles. E, por fim, suponho que outras vezes quem utiliza o nick pensa que o seu destinatário (tipicamente, o seu adversário) "não merece" conhecer o seu nome real, porque não tem qualquer intenção de estabelecer mais contacto com ele/a. Simplesmente, quer criticar e amolar furando nas "debilidades" percebidas no interlocutor. Nestes casos, os atacantes ("flamers") pensam erradamente que a sua própria imagem pública sai reforçada por atacar a imagem pública de outros. O que não entendem é que, como são anónimos, a sua imagem só se reforça para eles mesmos, porque ninguém sabe quem são ;-) .
Em todo o caso, ter que escutar alguém que leva uma máscara virtual é uma consequência inevitável para quem oferece os seus textos ao escrutínio público. O anonimado dos nicks é ainda maior do que se dá numa assembleia pública, onde ninguém leva máscaras reais. Mas um sempre pode optar por não entrar no jogo, e responder só as questões relevantes.
Enfim, a Internet é (também) um jogo de poderes, imagens públicas e alianças. Levo praticamente 20 anos participando em listas, foros, etc. (desde os Tempos Antigos em que nem existia a WWW, apenas correio electrónico e listas Usenet) e tenho visto como os grupos "virtuais" reproduzem os tipos de dinâmicas dos grupos "reais". Não é qualquer mistério: afinal, todos são grupos SOCIAIS, queiram-no os Anónimos Sistemáticos ou não ;-).
Saúde,
-celso
Celso Alvarez Cáccamo naceu en Vigo en 1958. É profesor de Lingüística na Universidade da Coruña. Esta é a súa web.