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ENTREGA DOS PREMIOS DO PEN CLUBE

Díaz Pardo afirma que Marisol López "traballa para que o galego morra dignamente"

A secretaria xeral de Política Lingüística respondeulle que "estou aquí para que viva".

Redacción - 14:24 13/01/2008

Os premios Voces de Liberdade do PEN Clube de Galicia distinguiron o sábado en Vigo a Isaac Díaz Pardo e Francisco Fernández del Riego, nun acto que contou coa asistencia de Ánxela Bugallo, Abel Caballero e Marisol López. A secretaria xeral de Política Lingüística foi obxecto das críticas de Díaz Pardo, que durante o seu discurso, e no momento en que saudaba ás autoridades presentes, referiuse a ela como "a muller que está traballando para que o galego morra dignamente". Marisol López respondeulle na súa intervención que "estou aquí para que viva".

Despois do acto, celebrouse un xantar no que destacados representantes da cultura galega, como Luz Pozo, Víctor Freixanes, Avelino Pousa Antelo ou María Xosé Queizán destacaron o importante papel de Díaz Pardo na historia recente de Galicia e fixeron referencia á actual situación de Sargadelos.


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Comentarios (26)

Caotinha #1 13/Xaneiro/2008 Caotinha

É mesmo assim. O pior de tudo é que os funerais estão a sair muito caros.

Sabrexo #2 13/Xaneiro/2008 Sabrexo

Non o podía ter dito mellor.

AGIL #3 13/Xaneiro/2008 AGIL

Ainda ficam pessoas dignas na Galiza: Confio em que os novos sigam o exemplo deste "velho" e não o doutros.
Quanto à morte "digna" do Galego, a assinalada Marisol (ou MariSombra, má sombra, sem dúvida) é apenas instrumento "digno" do reino de espaÑa neste processo de supressão dos idiomas "espaÑoles" diversos do castelhano. Um instrumento, como "boa" funcionária: A maioria dos funcionários do reino são isso, "bons" funcionários, sem quase ética e com muito pouca estética perante os direitos dos cidadãos. Estou a referir-me aos DIREITOS DE QUE TRATA A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM. :

AGIL #4 13/Xaneiro/2008 AGIL

Dentre os DIREITOS (que tão "bem" burla e incumpre o reino de espaÑa) cumpre lembrar, por exemplo:

«Artigo 2.º : Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.
»Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.»
...
«Artigo 5.º : Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.»
...
«Artigo 7.º : Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.»
... etc., etc.
Quanto à Marisol, não me digam que cumpre este art. 7.º: Por que discrimina, ela e outras Secretarias dependentes da própria Presidência da "Xunta de Khalisia", aos que escrevemos bem o Galego, enquanto premiam meios e autores que o utilizam assim, assim ou simplesmente mal?

rockandroll #5 13/Xaneiro/2008 rockandroll

À Marisol nunca lha pregaram tam directa, eh?

o-moinante #6 13/Xaneiro/2008 o-moinante

Em poucas palavras falou-lhe tudo. Da míseria, da covardia, tanto psoista como bngista diante da Língua

fervenza #7 13/Xaneiro/2008 fervenza

E LOGO QUE ESTÁ A FAZER A MARISOL ESA QUE A CRUCIFICAN TANTO?

LOIS_DE_SILAN #8 13/Xaneiro/2008 LOIS_DE_SILAN

Cando se vos acada a derradeira fase do ciclo vital un até vos é capaz de ser naturalmente sincero cos amigos.

Mais, que a Marisol, o PSOE, o BNG, o PP e outros necesitados do poder público traballen pola morte máis ou menos digna do galego non vos significa necesariamente que o galego estea na derradeira fase do seu ciclo vital. O seu estado comatoso évos reversíbel, mais precisa que lle transfundamos o noso sangue.

luisfoz #9 13/Xaneiro/2008 luisfoz

Muito bem, D. Isaac, golpeando, como sempre, no cravo e nunca na ferradura.

AGIL #10 13/Xaneiro/2008 AGIL

Em (#7) fervenza pergunta: «E LOGO QUE ESTÁ A FAZER A MARISOL ESA QUE A CRUCIFICAN TANTO?»
COM.- Antes de mais, ninguém a "crucifica"; acho que a crítica razoada não é "crucifixión"...
A seguir: Que faz? Pergunta melhor que não faz... Sob as ordens do seu chefe direto, o inefável presidente "yuntero" TouriÑo, está simplesmente a seguir a mesma e idêntica política linguística que o pEpE tanto no referente aos usos de "galego" (olha que não escrevo Galego, mas "galego", o "galleguiÑo" esse que alguns chamam "touriÑés"), quanto no atinente à forma do Galego. É ela -TouriÑo- a que nega subsídios ou ajudas económicas a Novas da Galiza, por exemplo, porque não se submete às NOMIGa 2003 ou 1995 ou 1982, que as três parecem vigentes ainda entre os "normalizacionadores" patrocinados pela "Yunta de Khalisia"...

OBSERVADOR #11 13/Xaneiro/2008 OBSERVADOR

Eu de maior quero ser como Diaz Pardo.

PICHIN #12 13/Xaneiro/2008 PICHIN

CANDO ESTES GALEGUISTAS HISTORICOS FALAN TAN CLARO E SINXELO,TEMOS QUE PENSAR QUE ALGO ESTA PASANDO,O EXEMPLO QUE ESTAN A DAR MOITOS DENDE O PODER, COA CULTURA GALEGA EN XERAL,DANOS QUE RECAPACITAR

pampeiro #13 13/Xaneiro/2008 pampeiro

Moi ben Don Isaac !!! Comparto as súas verbas.

sozinho #14 14/Xaneiro/2008 sozinho

Algún debería aprender a escribir. Se o primeiro que pensastes foi que me metía coa normativa empregada, é que tedes un problema de redacción e comprensión, pois non vos preocupades por ela.
En canto ao afirmado por Isaac, a idade fainos nihilistas e maldicimos a vida. A xestión da secretaria é independente do declive do galego. A vontade do conxunto do goberno e da sociedade é o que define a pervivencia do galego. Se alguén me di un aspecto concreto que condene a esa señora, falamos. Se non, adornémonos nun entroido de salvalinguas.

Lidor #15 14/Xaneiro/2008 Lidor

Se Díaz Pardo non colaborase con Vázquez e lle dixese eso a el e non á sra. Secretaria, ao mellor era mais críbel.

Poexo #16 14/Xaneiro/2008 Poexo

Ai Fervenza! O que pasa con Marisol é que non fai nada... A nosa lingua esmorece e o único que se lles ocorre dicir é "é logo". Tiñamos que ter todos un pouco máis de dignidade e dicirlles as verdades á cara, como fixo Díaz Pardo.

OBSERVADOR #19 14/Xaneiro/2008 OBSERVADOR

Que eu sabia, Diaz Pardo é um fervoroso reintegracionista que se emociona, ainda hoje, quando se fala com ele destas cousas. O seu último livro demonstra uma preocupação pela língua pouco vista. Ainda não sabemos se Nogueira chegará a ser um Diaz Pardo.

OBSERVADOR #20 14/Xaneiro/2008 OBSERVADOR

Ainda insistem os que pensam que norma e normalização são cousas diferentes. São teimudos.

sozinho #21 14/Xaneiro/2008 sozinho

A ver, Observador. A norma é o mesmo practicamente que normativa, pero non que normalización. A normalización é o uso normal da lingua, ao cal pode contribuír unha normativa sólida e coherente -se queres supoña que é a que vostede usa-, pero tamén e sobre todo campañas culturais e de dinificación da lingua. Supoño sería un lapsus, pero tampouco entendo que importancia pode ter diferenzar norma de normativa, así que sinceiramente non me entero do que queres dicir.

mceleiro #22 14/Xaneiro/2008 mceleiro

Sozinho, a ver se o aclaro algo.

O grande problema actual do galego é a sua castalhanização e a substitução directa polo castelhano na vida normal da sociedade galega. Até aqui concordamos tudos, independentemente da normativa que usemos, não é?

O galego é mais próximo ao "português" que ao castelhano. Muito, muitíssimo mais. Gramaticalmente idêntico (só existe a diferença amaria-te/amar-te-ia, facilmente assumível). Lexicamente não apresenta mais diferenças que as que podão existir entre as diferentes áreas dialectais da Galiza. Foneticamente, a anos luz do castelhano e muito próximo ao português. Até aqui acho que também tudos concordamos.

Pois agora imagina um galego que compra um electrodoméstico. O manual não está em "galego". Mas sim em castelhano e em "português". A que idioma irá esta pessoa?. A imensa maioria dos galegos ao castelhano, e pouquinhos ao "português". Isto, que pode parecer anecdótico, demostra uma percepção e conhecimento NÃO NORMAL, ou ANORMAL, ou NÃO NORMALIZADA do próprio idioma desta pessoa galega e uma alarmante submisão ao castelhano, que está linguisticamente loge, mas POLITICA e SOCIALMENTE não próximo, senão riba de nós.

Como se pode normalizar algo que não está normalizado como língua na própria mente?. Sendo mais concretos, para FALAR e ESCREVER NORMALMENTE o galego há que PENSAR nele. Senão sempre será uma língua à que se traduz, secundária e dificilmente normalizável.

Se o galego no que se pensa está influenciado polo castelhano, algo que fica a vista não só com os castelhanismos léxicos, senão também com as expresões, inconscientemente trasladará-se ao galego ao castelhano. Dito doutra forma, se te expresas igual em galego que em castelhano enquanto traduzes literalmente, realmente não se supera a diglósia e o galego não passa de ser um idioma de TRADUÇÃO.

Tem sentido normalizar um dialecto do castelhano? Não por ser "dialecto", senão por ser "do castelhano". Os asturianos, sem entrar em políticas lingüisticas, dificilmente poderão normalizar em Astúrias um idioma que actualmente entre os seus usuários é um dialecto do castelhano. Por isso buscão diferenciá-lo, recuperar um estatus de língua, que o galego agora tem. Os catalãos preocuparam-se muito pola normativa há muitos anos. Se agora ainda não estiver resolto os problemas normativos, provavelmente não chegaria ao nível de normalização actual. E iria ganhando o Ñ fronte o NY.

A hipotética situação de absoluta normalização do galego como lingua independete, leva irreparavelmente à castelanização do mesmo, a menos que fique totalmente fora de contacto com o castelhano, algo que a situação política não permite, nem agora nem num futuro próximo. E num futuro não tão próximo, o idioma da Galiza já estará substituido polo dominante, a menos que cambiemos.

A norma escrita do idioma na situação de extrema diglósia na que vivemos tem o defecto ou virtude de achegá-lo ou afastá-lo do castelhano. Dificilmente se pode lutar contra um cancro se os medicamentos usados fortalecem as células do tumor e combatem as ainda sanas.

mceleiro #23 15/Xaneiro/2008 mceleiro

Os normalizadores da "Xunta" tradicionalmente a normalização reduz-se a traduções de textos oficiais e a dar cursinhos de "Gallego" nos que a pedagogia é "tal palavra em castelhano, em galego é ...". Os resultados estão à vista.

Também se pode ir, por exemplo, ao departamento do Serviço de Normalização lingüistica de A Corunha e comprovar como todos os funcionários falão entre eles em castelhano, idioma no que se dirigem ao público, e quando lhes falas em galego, trocão "por imperativo legal" a um galego macarrónico. Repito, o lugar era o Serviço de Normalização Lingüística.

No ensino, pois desgaleguiza-se aos alunos galegofalantes, e concede-se-lhes "excedência" (legalmente ou de facto) ao resto.

Que Política Lingüística dependa da Conselharia da Presidência, e não da de Educação ou da de Cultura, como seria lógico, diz muito da vontade de normalizar o galego. Nem sequera o galego do Presidente é normalizado. Mas o PE(nem Socialista, nem Obreiro) travou este departamento, não vaia a ser que entre os radicais do BNG haja alguém com vontade de fazer algo.

Outro grande normalizador é Fernández Del Riego (que não Fernandes do Rego), quem quando se elaborou o "Estatuto de Autonomía de Galicia" vigente combateu nos médio de comunicação e nos tribunais a OBLIGATORIEDADE dos galegos de conhecer o seu idioma. Atualmene é um "direito a usá-lo", prácticamente impossível no mundo laboral real, a menos que sejas o teu próprio chefe.

A labor normalizadora da instituição na que tanto mandou, a Real Academia Gallega, com os seus muitos dinheirinhos, também fica bem visível. Cada vez menos gente fala galego e cada vez se fala pior. A literatura galega desde que esta instituição normativiza e normaliza o galego, é ridícula em qualidade se a comparamos com a de outras épocas, com a clandestinidade fraquista ou a precariedade e falta de médios de antes do 36.

A Diaz Pardo quando morra levarão-lhe flores e haverá muitas homenagens, talvez até ruas com o seu nome, promovidas por aqueles que lhe roubaram Sargadelos. Sargadelos, um exemplo vivo de como levar à realidade e nadando contra-corrente as ideias dum dos homens que mais tem feito pola cultura galega em toda a nossa história. Diz e faz o que pensa, mas limitado polos ignorantes, féridos e duros, imbéciles e obscuros, não o entendem, não....

sozinho #24 16/Xaneiro/2008 sozinho

Vaia historia de Galicia! Agradézoche o esforzo, pero para min os conceptos están relacionados e non son o mesmo. O exercicio sicoanalítico da diglosia non o comparto totalmente. Eu por exemplo, teño a sorte de poder escribir e falar el galego o 90% das veces e non fago ningunha tradución. Outra cousa é que en certos ámbitos cultos, como me eduquei neles en castelán, poida introducir castelanismos e outros ámbitos familiares da miña cidade me confundan ao castelán, pero de aí a afirmar que o traducimos todo...!! Aí case consegues que entre no debate lusismo si/non, pero xa estou bastante escaldado do recargado ambiente de tolerancia que se respira nese tipo de discusións neste foro.
En fin, demasiados temas en tan pouco espazo. Só agardo que escribas o tratado que pretendes, que seguramente será bo, pero así as solucións son un pouco precipitadas.

ecoe #25 18/Xaneiro/2008 ecoe

A Lei, na Galiza, non protexe por igual ó galego que ó castelán, pois só obriga o coñecimento do castelán e non do galego.

xurxinho_tolo #26 20/Xaneiro/2008 xurxinho_tolo

pois averdade e que o galego é lingua de seu e non precisa do portugues nin do castelan.Observemos unha cousa se o galego se caba xuntando co portugues xa non teremos apropia identidade galega co portugues e o mesmo se o fai co castelan por iso debemos loitar para que anosa lingua non sexa o segundo prato de ninguen os tempos de galegoportugues xa pasaron;agora pensemos no futuro do galego!!!!

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