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Oito parques e 357 megavatios de potencia

Catro cooperativas leiteiras lideran un proxecto que aspira ao concurso eólico

Irá acompañado de investimentos por valor de 150 millóns de euros en proxectos industriais, ambientais e formativos.

Redacción - 14:20 24/06/2008
A cooperativa Icos, da comarca de Chantada, é unha das promotoras

A cooperativa Icos, da comarca de Chantada, é unha das promotoras

Catro das principais cooperativas leiteiras do país, Feiraco, Os Irmandiños, Colaga e Icos lideran o proxecto Ventos Cooperativos para a construción de oito parques eólicos con 498 millóns de euros de investimento directo, que poderían beneficiar a oito mil produtores lácteos e a 30 mil habitantes do rural.

O plan presentado, no que tamén participan ademais as compañías tecnolóxicas Eolia Renovables e Croquis Enerxía, aspira a unha potencia total de 357 megavatios e vai acompañado de investimentos suplementarios por valor de 150 millóns de euros en proxectos industriais, ambientais e formativos.

Unha das características de Ventos Cooperativos é que contempla a participación na produción dos propietarios dos montes, así como a posibilidade de que os socios das cooperativas e mais os habitantes dos 14 concellos onde se implantarán os parques participen tamén na titulación dos activos financeiros necesarios, informan os promotores.

Salientan, tamén, que de resultar adxudicataria do concurso convocado pola Consellaría de Industria, os parques eólicos contarán con "tecnoloxías de última xeración e control remoto", concretamente, aeroxeneradores fabricados no noso país, "con capacidade 13,3 veces superior" aos primixenios.

Proxectos de investimento
Entre os proxectos complementarios presentados ao concurso eólico, salientan os de de I+d+i, relacionados coa "redución de emisións de metano entérico na produción de vacún de leite", coa "construción e explotación" dunha "planta de transformación de xurro en gas natural" e co "estudo de novas moléculas biolóxicas para alimentación animal, utilizando residuos de producións agrarias".


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Comentarios (7)

ecoe #1 24/Xuño/2008 ecoe

Si houbera éste e outros sesgos necesarios -limitacións, participacións (veciños arredores, os realmente impactados, non só os propietarios), etc. etc.- a cousa podería cambiar, mesmo con investimento tecnolóxico ad hoc (cómo con menos muíños e impacto, manter a captación e/ou millorala).

CON ESTUDIO DE IMPACTO AMBENTAL APROBADO POLO VECINDARIO E ORGANISMOS COMPETENTES, E VINCULANTE.

etc.

Tavia #2 25/Xuño/2008 Tavia

Se esto nom é fume, entom alguem está a fazer melhor os deberes do que paresce.
Deixemo-nos de projectos de empresários enguadantes de enclave tipo REGANOSA ou ENCE e avante com ideias de pais.Ogalhá sejam parabéns polo bem de tod@s.

mceleiro #3 25/Xuño/2008 mceleiro

Todos os empresários querem entrar no "Pelotazo eólico". O de "cooperativa" é uma simples palavra virtual, na realidade são empresas como as outras.

terracha #4 25/Xuño/2008 terracha

mceleiro porque non te ilustras un pouco antes de facer comentarios.
As cooperativas como di o artigo 1 da lei 27/1999, que serve para definir este tipo de sociedade, caracterízase por ter unha estructura e xestión democrática(un voto por socio e son eles os que xestionan)e os beneficios repártense en función da participación do socio na actividade da cooperativa.
E o modelo societario mais igualitario e democrático é o principio de portas abertas, que o núclea, permite a entrada de novos socios facilmente.
A veces tño a sensación q para algúns o importante é criticar,criticar utilizando todo anque non se teña argumentación.
Hai xente neste pais q fai o q considera q é o mais axeitado e anq a veces erre ou non esteñamos dacordo debemos telo presente.

mceleiro #5 25/Xuño/2008 mceleiro

Desculpas, terracha. Tens toda a razão. A mim parece-me boa esta iniciativa quanto a gestão e é a forma de que os lucros dos eólicos cheguem aos galegos. As duas linhas que escrevi não reflictem o que queria dizer.

Ventos Cooperativos S.L. é uma exelente iniciativa.

Mas estas iniciativas se não vão acompanhadas duma legislação, regulamentação e vontade política forte, podem ficar em fumo.

S.L. não é o mesmo que cooperativa. O que sim são as quatro que a formam com o 16% cada uma, mas o 36% para El Croquis Energia SL e Eolia. Ventos Cooperativos é uma SOCIEDADE LIMITADA, que nas leis de mercado pode ser VENDIDA e COMPRADA, totalmente ou parcialmente.

Concordo totalmente em que está cheia de boa vontade, e que é melhor que nada, mas NADA GARANTE que de ir bem seja arrincada das mãos dos sócios das cooperativas como acontecera com as empresas lácteas também formadas a partir de cooperativas no fraguismo. Tampouco é para tirar foguetes.

Uma excelente forma de garantir a sua estabilidade e utilidade pública seria a participação da Junta da Galiza no capital social, ainda que claro, isto não está "de moda" nos tempos neoliberais que correm.

Estas iniciativas de se blindar inteligentemente (ESTATUTOS), podem ir bem, de fazer-se à toa, é trabalhar para depois regalar o resultado aos de sempre. Que ainda por riba sabemos o túzaros que são.

Quanto ao decreto 242/2007 que regula a gestão dos eólicos fica em vontades. Legalmente é ridículo. Uma cousa são os decretos e outra a sua aplicação práctica.

E segue aberto o debate de ONDE, QUEM, e QUANTO dos parques eólicos. Não existe um bom plano galego, uma ideia clara, sostível e beneficiosa da qual logo derivam os decretos e regulamentações.

Todo isto são faiscas no vento, e a realidade temo-la bem à vista.

Oxalá que Ventos Cooperativos S.L. corra bem, mas eu sou pesimista.

mceleiro #6 25/Xuño/2008 mceleiro

Dizes também que criticar é fácil, bem, pois eu aqui deixo a minha visão do que se podia fazer e não se faz.


Desde há já tempo, a Conselharia de Indústria deveria de ter um PLANO ESTRATÉGICO DE ENERGIA EÓLICA "sério" onde se analise, defina e legisle o seguinte:

1.- Lugares aptos, tendo em conta a rede de transporte da energia, subestações e outras infraestruturas. Com toda a documentação técnica geral necessária e a coordinação de equipas multidisciplinares além do estrictamente técnico e económico. Deveria de poder representar-se graficamente num mapa, e a uma escala territorial, tal como se traçam os planos de outras infraestruturas. É a administração a quem lhe compete localizar e dimensionar, aliás se entreguem depois concessões a particulares.

2. - Localizações incompatíveis, por motivos técnicos, sociais ou ambientais, ou por entrarem em confito com outras actividades produtivas. O nosso património natural e cultural tem UM VALOR não quantificável em euros a ter em conta.

3. - Programação no tempo, dimensionamento e definição da rede de parques eólicos, a sua rede de distribuição de energia e acessos, a sua manutenção, assim como a previsão duma possível desmontagem em caso de ficarem obsoletos.

4. - Gestão dos mesmos, lembrando que é uma questão ESTRATÉGICA e procurando o BENEFÍCIO PÚBLICO diante do privado. Intervencionismo sem complexos da administração pública.

5. - Sustentabilidade e vissão GLOBAL a meio e longo prazo, evitando as inversões "pelotazo" de encher a bilheteira e fugir.

6. - Garantir com uma dura regulamentação que os lucros produzidos ficam na Galiza (onde pagam os impostos as empresas concessiorárias actuais?).

7. - Garantir a preferéncia das empresas, cooperativas, associações de vizinhos GALEGAS quanto a concessões ou nas actividades económicas derivadas, defendendo os pequenos inversores directos dos grandes monopólios.

8. - Blindar o controlo perante agentes económicos ou políticos externos.



Para fazer isto, a Conselharia de Indústria tem hoje todas as competências legais necessárias. Só resta a vontade.
Se isto não se faz, a destruição patrimonial e as dinâmicas socio-económicas parasitárias criadas, são...

.... I R R E V E R S Í V E I S ! ! !

terracha #7 26/Xuño/2008 terracha

Parabéns mceleiro.
Boa análisis da problemática.Eso é o q se chama crítica constructiva. Eu penso q ese é o camiño, tendo presente quen somos de onde vimos e cal é o inimigo. Xente coma ti ten un papel q xogar nesta sociedade e tendo argumentos tan sólidos e con capacidade para expoñelos nn caigas na crítica fácil q che resta credibilidade.
Ánimo debe ser a sociedade quen marque o camiño.

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