Num artigo anterior a este falava eu de como tudo que é galego tem necessariamente que ser espanhol; agora venho de dar um passo mais à frente na minha hipótese, e logo de ter feito umas observações que vou partilhar aqui, afirmo que a relação espanhol-galego é muito mais complexa do que eu tinha antecipado e que hoje posso afirmar que... “tudo o que é espanhol é, ou é susceptível de ser, galego” .
Já o afirmava a famosa frase da Galicia Vil “el castellano es tan gallego como el gallego”
Bom, as minhas observações começaram um dia que eu passava por diante duma televisão na que se estava a ver uma série chamada “Padre Casares”. Logo de observar que nem os padres nem os que faziam de gente na série tinham nenhum feitio que eu pudesse identificar como da nossa cultura... mais bem tudo me parecia uma cópia de qualquer outra cousa... fui informada pola minha filha de que a tal série tinha arrancado com os moços do lugar a querer botar um porco (referindo-se a um dos do cortelho, e não a um de duas pernas, como muitos puderam estar a pensar) do campanário em baixo, e com o cura a o evitar...
A mim lembrou-me o porquinho de São António, que ia de porta em porta com um chocalho e cada dia seu vizinho lhe botava de comer... até que estava cevado e então o senhor cura chapava-o... Bom, pois até esse dia, o dia da tal série da TVG, esse de São António era o único porco, dos do cortelho vá, que eu tinha relacionado com a Igreja...
O assunto do campanário também me lembrou ter ouvido que lá na profunda Espanha castelhana há um lugar onde diz que tiram uma cabrita dum campanário em baixo, não sei bem para celebrar que cousa. Eu então compreendi que a tal série da TVG estava a trabalhar no projecto que eu chamo “cultural global” que consiste em conseguir que tudo aquilo que é espanhol seja também galego; e nessa série se demostra que o trabalho se pode fazer não só para o futuro, que parece bem mais fácil, senão que também para o próprio passado... se algo foi espanhol, tem necessariamente que poder ter sido galego...
Se, passados os primeiros escrúpulos, somos capazes de aceitar que nalguma aldeia das nossas alguma vez se pôde ter botado a um bichinho de um campanário em baixo, estaremos mais cerca dessa transformação total... alguns passos já se levam dado nesta direcção... e eu não vou mencionar aqui o que todos bem sabemos e nos está a bater nas ventas mesmo.
E já agora tenho que falar de Pol Pot, que surpreendentemente também aparece numa série da tal TVG, e esse sim que também não é porco nosso, nem mesmo é de muita conhecia. O porco de aqui, o único porco, que até teria pontuado bem alto no “galegómetro” é um que nascera em Ferrol de Si Mesmo, e que por acaso, por ser galego demais, ou tirano demais, não é incluído na série essa das quintas-feiras onde botam o clube dos ditadores infames.
Pois sim, assim é como está tendo lugar a transformação de tudo... e quando algo é galego demais e por tanto com dificuldades para caber dentro da Espanha, pois se elimina e prontos. Por exemplo, os actores que façam de galegos não devem ser (de poder-se evitar) galego-falantes, porque têm demasiado sotaque (apague-me aí ese seseo, hombre de dios, que se le nota a las leguas que es usted de la Cuesta de la Muerte)... Ou como um amigo meu de Lugo que também tem sido mal mirado às vezes na TVG por ter um jeito de falar que parece mais galego do necessário...
Mas tudo isto não foi inventado pola TVG, eles adoptaram esse estilo mas eles não o inventaram; não, isto já vem dos anos dourados de Hollywood, daqueles clássicos onde os índios também não serviam para fazer de índios, e usavam actores brancos tingidos, ou por vezes botavam mão dos mexicanos que dissimulavam algo melhor a cor.
E isto que eu vinha observando desde há algum tempo foi-me confirmado definitivamente polos últimos acontecidos que envolvem a Real Academia Galega e o nome do nosso país; que por ser Galiza um chisco galego demais, e portanto ter dificuldades para poder ser visto como espanhol, pois se reverte o processo e já está; se faz o espanhol ser galego e assunto ressolto... isto é como o conto de Mahoma e montanha.
Depois de assumido isto “Galicia” é tão galega (até haveria que dizer “gallega” para manter a coerência, não é?) como “Galiza”, que diria o outro; e com isso a RAG põe a “puntilla”, que já agora devo dizer que aqui não vai em referência àquelas pontilhas de encaixe com as que nossas mães nos tapavam a cara quando crianças para correr o entroido o dia da mascarada... não, não é isso, isso era antes, foram tempos... aqui “puntilla” refere-se a uma cousa afiada tipo faca pequeneira com a que nesses lugares da Espanha profunda, por ai por onde atiram animais dos campanários em baixo, espetam na cabeça a algum animal nalgum de seus rituais, e é bom nós irmos-nos acostumando a esse instrumentinho, pois algum dia, como tudo, por força, terá de ser galego.
A verdade quanto mais velho vou e mais leio mais vejo que são os que tinham de ser os nossos motores e elites os mais atarefados nessa razão absurda de dominar Espanha deixando-nos invadir. Se se preocuparam do que têm na casa em vez de ir gastar do nosso por fora para medrarem a sona e perdermos os dinheiros melhor nos iria.
A RAG acho que com esta última já conseguiu mesmo o que não conseguiram todos os anos de boas razões, desprestigiar-se e evidenciar que o seu modelo de língua e autoridade é um despropósito ridiculista.
Não perdas o humor, cara.
Ernesto
Pois é, cara. "Tanga llego como el gazpacho o el chimichurri", nom sim ?
Show must go on ! Que prossiga a "fiesta" em "Galicia"!!
A mais RAG: menos "Galiza" e mais "gallego". Nom che há mais ..
É doado fazer a prova do algodom à inversa:
a todos aqueles que proclamam e berram aos quatro ventos que som "gallegos" (ou "tan gallegos -ou mais- que el propio gallego") perguntade-lhes logo se som "gallegos" .. ou apenas GALEGOS.
Os mais "caracolearam" para o nom responder, outros sairám pola tangente .. e os últimos turrarám na mesma : "Tanga llegos como el gallego".
Porque para eles (e deveriamos de ir tendo-o em conta também nós) "galego" nom significa o mesmo que "gallego".
"Gallego" = "Español" (de/en Galicia).
Reparade nisto porque esse uso diferencial do campo semántico entre as duas palavras é uma subtil armadilha que muitos nom sabem estabelecer e contestar (pois é, mesmo falarem apenas espanhol som "tan gallegos" coma nós), na que muitos caem e por isso muito mais importante do que semelha.
O mesmo acontece com "Galiza" e "Galicia" ("Galicia" é "España").
Galiza, nom.
Eu nunca serei "yo". Pois isso !
Se queredes saber com quem estades a falar, lembrade:
esquecede logo o de "estudas ou trabalhas" ... e passade logo para "tu és galega/o ou "gaLLego" ?".
Vai-vos dizer muito mais do vosso interlocutor do que a primeira.
Saúde !
Ah, Concha, minha Concha, tens muita razão... Quase toda. (De facto um conselho "bom" que eu dava aos meus estudantes de COU relativamente às provas da seletividade era esse: «Se não sabes bem a palavra ou a construção que che reclamam no exercício de "galego", escreve as correspondentes castelhanas e acertarás.» Esclarecia que não se lhes ocorresse escever nada que "cheirasse" a Português...).
Mas não tens razão de todo. Olha, LVG [refiro-me ao jornal herculino de maior tiragem na Terra], que agora tanto ecoa a paifocada académica, publicou no seu dia a 'Enciclopedia Multimedia' de Planeta-De Agostini, em dioma castelhano. Pois, atende: Nessa enciclopédia dá-se como castelhano GALIZA, em equivalência com Galicia. Viver para ver!!!
Minha muito prezada Concha, eis algumas considerações sobre este artigo.
1.- O artigo, como sempre, sublime: é um prazer ler-te sempre que publicas :)
2.- Não conhecia eu dessa adaptação do porco e da cabrita! A quê mente enferma se lhe ocorreria tal cousa??
3.- A série, com efeito, é da TVG, mas não convém esquecer quem são os 'perpetradores' intelectuais e, sobretudo, económicos: La Voz de Galicia ou, mais concretamente, Voz Audiovisual. Ou seja, os mesmos que trouxeram à tona o que denuncias neste artigo de Galicia vs Galiza (o seu Deus cria-os... e já sabemos como acaba).
A todo isto, o que é Padre Casares? Segundo Voz Audiovisual é:
* * *
Louredo, (Ares en la realidad) es una típica villa marinera. Allí se desarrolla la acción de Padre Casares, una gran apuesta de ficción, para comienzos del 2008, en La Gallega. Pedro Alonso (Rías Baixas, Maridos e mulleres...) es Horacio Casares, un sacerdote treintañero, urbanita, culto, guapo, motero, que viste vaqueros y sueña con ser misionero en Ruanda; pero una serie de circunstancias lo llevarán hasta la costa gallega.
* * *
LA GALLEGA. Vaites :)
Esquecia: a info sobre Padre Casares tirei-a de aqui: http://www.vozaudiovisual...
Quer dizer: GALIZA pode ser usado em castelhano, mas não em galego. Não me digam que o reino bourbónico não tem cousas curiosas...
Por último, comentar também que o responsável por Voz Audiovisual é Carlos Carballo, responsável até o fim do fraguismo polo departamento de Programação da TVG (fim prático do Xabarín, regresso das "novelas" da América hispanófona e vários despropósitos mais).
Galeguzo:
Pois isso: "LA GALLEGA" (= "LA ESPAÑOLA").
Se é que sempre vam dar ao mesmo rego .. !
EU, nunca serei "yo".
E ainda melhor:
EU GALEGO, nunca serei "yo, gallego".
"El Correo Gallego" .. "La Voz de Galicia" .. etc ...
(mudade a palavra polo seu equivalente semántico e teredes o significado certo:
"El Correo Español en Galicia" ... "La Voz de España en Galicia" .. etc ... )
Puajjj !!
Poderiam fazer o mesmo chamando-se "A VOZ DA GALIZA" ??
Eu creio que nom.
Pois a min Padre Casares gústame. A min e a moito xente máis. De aí os índices de audiencia. Non é máis que unha serie. Hai que ser menos dramático á hora de reflexionar.
Tirar um porco desde um cortelho... não é muito galego...
Como sempre a Concha um excelente artigo.
Falando da TV, ah quanto faz a TV!!!. Mágoa que se venha usando sempre tão sabiamente para "gallegizarnos"
No confundamos el todo con las partes. Galicia, como Cataluña, las Vascongadas o Andalucía, son parte de España. Y no al revés.
bcngz #14:
Nem sempre tudo aquilo de que gostamos é bom, ou, por outras palavras, e, noutro sentido, nem sempre tudo aquilo de que gostamos faz bem à língua, ainda que~nos custe percebermos que é assim porque requer um esforço de reflexão que habitualmente não fazemos. Explico-me: eu gostei do filme "Mar adentro" no seu dia, e ainda gosto em certa medida porque me comove, mas oferece uma visão da nossa língua cheia de preconceitos. Recomendo para refletir a respeito disso (das duas cousas) um excelente artigo do professor Celso Álvarez Cáccamo:
http://www.udc.es/dep/lx/cac/e...
Podes seguir gostando de Padre Casares, como é óbvio, mas é interessante refletir a respeito das cousas e aprender a ver inclusive que mesmo gostando de alguma cousa, ela pode não ser especialmente boa em certos sentidos. (Lamento utilizar a palavra "boa", que soa demasiado moralista, mas espero que se perceba o significado e não apenas a palavra.)
Saudações, bcngz.
#17 ah, não Gaviotero, não. Se somos espanhóis somos por direito os mais espanhois. Galiza já era Espanha quando apenas Cántabros, Astures e Biscainhos emergiam das tebras. Nem Era Leão Espanha, nem Zamora, nem Burgos, nem Valhadolid quando Galiza já era Espanha. E muitos séculos depois entraram em Espanha, Extremadura, Andaluzia, ou Madrid da Mancha. Catalunha e Aragão e Navarra não foram Espanha até o XVI.
De feito eles são a parte da Galiza chamada Espanha.
Caro bcngz:
Naturalmente, como bem diz aldaraonline, podes gostar de Padrecasares, e não se trata de lançar anatemas contra nada. Alguns dos atores da série são muito bons, e mesmo por vezes há situações engraçadas. Eu confesso gostar muito de Indiana Jones, há dous dias fui ver "El reino de la calavera de cristal" (sic) com a minha filha de 8 anos. A idade mental para a qual o filme está pensado é intermeia entre as nossas, deve andar por uns 12 anos...mas que lhe queres? Ora, eu procuro deslindar entre o pracer emocional duma regressão à minha infância de "Cuentame como pasó", com os seus cinemas com cheiro de pévidas de girasol, e uma análise intelectual na que Indy não é outra cousa que um heroi casposo, machista, racista e imperialista. O problema é que a TVG devia é fomentar a nossa cultura e a nossa língua. Para séries engraçadas, espanholas e casposas, já avonda com os outros 6 canales...
#19 Ahahahaha! Muuuuito bom Ernesto! Eu sempre defendi uma teoria ridiculista similar e que consiste no independentismo inverso: não saiamos nós da Espanha, botemos fora dela a Espanha da que não gostemos, isto é, concedamos a independência a Madrid, Andaluzia, Múrcia... e assim até ficarmos contentes :p
Por motivos de segurança, nunca me desprenderia das Astúrias, Leão e Samora, províncias fronteiriças e que, em caso de guerra, seriam "los llamados héroes" :-D
Quero agradecer as leituras e os comentários, a todos e todas.
Xarope, a mim vem-me agora à cabeça que a frase "La Voz de Galicia" é uma contradição nos termos, efectivamente como tu bem apontas; que afirma e nega a mesma cousa a um tempo; uma ideia é afirmada no nível digital, e sua contraria é afirmada no nível analógico... depois querem que a gente conserve sua saúde mental. É já agora devo dizer, quando há contradição nestes dous níveis o que menos importa é o digital... (que afirma que a voz é de Galiza) e sempre prima a mesnagem analógica (que o dia em castelhano, negando a própria afirmação digital).
AGIL, não posso dar crédito ao que diz de Galiza ser aceite em Espanha... mas então nós ainda estaríamos mais a fazer o parvo, não é?
Na Galiza não há diglósia, há simples e claramente XENOFóBIA.
E falando em níveis... fazer um filme em galego com contidos anti-galegos (como é atirar um porco dum campanário) não contribui a conservar o galego, mais sim a tomar como normais contidos anti-galegos; esse não é jeito de fazer cultura... fora disso eu não tenho problemas com essa, ou com outra, série da TVG.
GALIZA! O galego non é español.
#24 As séries que emite a TVG não sobressaem por terem uma documentação/ambientação fidedigna. Exemplo paradigmático é a série "Libro de Familia", um sucesso de audiência com inúmeras carências de localização, como que os personagens marcam números de telefone de nove dígitos quando na altura só eram de três (ao menos na zona onde teoricamente se situa Santalha)... ou que um dos protagonistas é um labrego de classe média com criada, congelador, lavadora e que moge as vacas em camisa branca. Poderíamos seguir até assinalarmos dúzias e dúzias.
Enfim, que talvez o do porco do campanário não passe de uma "anedota engraçada", mas insere-se num contexto de mediocridade do produto, falta de documentação (ligado com o anterior e parte da causa) e subordinação ao axioma "se é espanhol, é galego".
Beijos, Concha.
Dende logo os "lusistas" sodes do que non hai... En primeiro lugar, no único programa da galega onde se busca un acento neutro, (para o que é indispensabel unhas clases de dicción que procuran un acento neutro do mesmo xeito que pasa nos informativos españoles, portugueses, brasileiros, italianos...) é nos informativos.
Aquí se fala de normalizar unha lingua pero soamente para o que quere cada un, olla na RTP a xente co acento do algavre ou do norte, ou de madeira, presentar un programa? Demagoxia non por favor. Aínda na galega este feito, agás nos informativos, é menos acusado. Outra cousa e que se comparta ou non este feito, porque moita da xente que está na galega non ten o galego como primeira lingua, que ise xa é outro cantar distinto... Pero de tódolos xeitos o que denuncia esta señora pasa en tódalas canles do "mundo mundial".
O de "padre casares" e o do porco para dicir case que é unha un xeito de sentirse españois... Aínda que non falen galego lusistas son tanto ou mais galegos ca vostede señora Concha Rousia.
Polo resto dramón de 5 pesos.
A ver, Anti_Lusista, o problema é que iso do "acento neutro" en Galiza significa falar galego cun acento de zonas de Castela, ou moi similar. O criticable non é a uniformidade, senón que se fale co acento doutra lingua. Así que non é o mesmo caso que os dos informativos españoles, portugueses, brasileiros, italianos...
#27 «O de "padre casares" e o do porco para dicir case que é unha un xeito de sentirse españois... Aínda que non falen galego lusistas son tanto ou mais galegos ca vostede señora Concha Rousia.»
Olha, mas... em base a quê critérios dizes tu quem é galego ou mais galego do que alguém? Por algum casual contratou-te a Junta/Xunta para outorgares os carnés de galeguidade? Mira que se é assim eu também quero o meu :-D
Por outra banda, Anti_Lusista, farias melhor em apreender a escrever galego nalguma normativa e a colocar como é devido os pronomes ;)
E, como che diz cidadan77 no comentário #28, pareces não perceber da questão dos sotaques.
Boa tarde! Prezada Concha, adorei ler teu artigo. E tamén os comentarios. Non son nin lusista, nin todo o contrario, pero disfruto léndote; préstame escoitar e falar a lingua que aprendín de neno dos meus avós e da xente de Soneira, e que agora teño medio escarallada despois de tantos anos de espanglish; nese contexto non me soa tan mal ese acento neutro de "padre Casares" e gosto do "dramón de cinco pesos" sen lle dar máis voltas. Pero o invento do porco do arranque da serie non me gustou, por artificial, por alleo e por... bueno, unha peniña. O nivel non está moi alto non. Concordo cento por cento coa opinión de aldaraonline, "mesmo gostando de alguma cousa, ela pode não ser especialmente boa em certos sentidos".
Outra vaca no millo. A denominación castelá medieval é Gallicia e daí deriva gallego. Galicia e Galiza aparecen na Idade Media en textos en galego.
galeguzo, isto é un foro non unha tertulia científica, e todo o mundo comete erros, ou es perfecto?
"Olha, mas... em base a quê critérios dizes tu quem é galego ou mais galego do que alguém? Por algum casual contratou-te a Junta/Xunta para outorgares os carnés de galeguidade? Mira que se é assim eu também quero o meu :-D"
Xa me gustaría ser funcionario oh! pero de momento non me levo con Baltar family, pero a cousa non marchaba por aí.
Ela sí semella ser dun tribunal inquisitorio de galeguidade, e por iso dicía que aínda que haxa xente que non fale o galego da súa normativa, esa xente é tan galega coma ela ou pode que mais, non afirmaba nada con rotundidade.
En referencia o bendito "sotaque" ou acento... Na galega hai de todo, no único onde lle dou a razón é nos telexornais pero pola razón a que antes fixen referencia. Coñezo por un amigo a un rapaz que está a traballar na "revista", coido que se chama así o programa, e non se pode dicir que non teña acento precisamente. Que non lle vou negar a ninguén que haxa moito castelán parlante na telegaita, pero unha cousa non quita a outra.
Bertus, quem é a outra vaca no milho. Do Galiza - Galicia já levam muito discutido os teus correligionários noutros fios. Lê vem o artigo, que a Concha fala doutras cousas.
Anti_Lusista, amais de não saber colocar os pronomes, tampouco entendes muito da fonética do galego, visto o visto.
O galego, a diferença do "neutro" castelhano, abre e fecha as vogais, e tem nasalidade além do "unha". «Em Ares» distinto de «Henares». «Âmbito» em galego é diferente do «Ámbito» castelhano.
Sem entrar nas nasalidades do galego oriental (mães vs. mais) ou o seseio.
A jeito de anédota, dizer-te que a primeira série na que se admitia uma fonética dialectal, "Mareas vivas", não causou muita boa impressão entre os vizinhos de Portozás (Laxe). Em primeiro lugar porque a equipa de rodagem, encabeçada pelo galegíssimo Anton Reixa, tinha como idioma de trabalho o castelhano, e espreitava aos vizinhos como indígenas para colher o seu "gallego cerrado" de forma muito incómoda, e porque o seseio de quase todos os actores não é o seseio dialectal da zona. Sentira-se insultada muita gente por achar que estavam a parodiar o seu seseio. O seseio "Mareas vivas" era mais bem o "s pijo de lacoru, osea".
Bom, há também que lembrar que a RAG diz que "Nono sei" à castelhana é galegíssimo. Evolución interna. Eu Não/nom o sei.
galego, a diferença do "neutro" castelhano, abre e fecha as vogais, e tem nasalidade além do "unha". «Em Ares» distinto de «Henares». «Âmbito» em galego é diferente do «Ámbito» castelhano.
Sem entrar nas nasalidades do galego oriental (mães vs. mais) ou o seseio.
A jeito de anédota, dizer-te que a primeira série na que se admitia uma fonética dialectal, "Mareas vivas", não causou muita boa impressão entre os vizinhos de Portozás (Laxe). Em primeiro lugar porque a equipa de rodagem, encabeçada pelo galegíssimo Anton Reixa, tinha como idioma de trabalho o castelhano, e espreitava aos vizinhos como indígenas para colher o seu "gallego cerrado" de forma muito incómoda, e porque o seseio de quase todos os actores não é o seseio dialectal da zona. Sentira-se insultada muita gente por achar que estavam a parodiar o seu seseio. O seseio "Mareas vivas" era mais bem o "s pijo de lacoru, osea".
Mais tópicos por favor, collan o seu ticket... festival do humor! :p
Por certo de onde sacaches o de "tampouco entendes muito da fonética", incrible es deus, mr fonética!!, cambia de alcume iste quedache mellor, porque xa me contaras...
NEUTRO -- ESPANHOL Sim, já vou entendendo. Temos que melhorar a qualidade dos nossos porcos: 'póngales Ud un lazo neutral y verá como se vuelven doncellas hermosas'.
Minha cara amiga Concha, levas literatura nas veias e com a tua sabida sabedoria, das-lhe a volta a calceta e colocas as cousas no seu lugar bem clarinhas ensinando-nos as costuras e remendos que o espanholismo faz com o sermos do que somos, ou como querem que sejamos
A RAG é-che o mesmo que a Real Academia Valenciana de Cultura (sabias que os seus estatutos eram idênticos), a RAVC som uma instituiçom blaveira e marginal que nom pinta nada alá tam desprestigiada a tenhem que nom sequer o PP botou mao dela.
O que admira da Galiza é a vocaçom de marginalidade que tem alguma gente pedindo ditames a RAG, abençoando essa trapalhada, ou aguardando que algum ano dedique nom sei que dia a nom sei quem, quando nom é mais que um monte de merda blaveiro e regional.
Sabias que na página da RAG levava dous meses esse informe a pedimento da Ângela Bugalho, e que nom foi até agora agora quando La COZ na sua campanha, seguindo a sua linha histórica contra do país começou o seu agit-prop. Agora ademais apanhou ao Bloco có passo tam cambiado, que até as declarações dos da sua contorna dam pena. Lê as de Calhom sobre o assunto, que eu fico com as tuas
Laurinha
A ver panda de Camões, que eu saiba neutro ten varias definicións todas en diccionarios de galego coma de "portugués". Están aí esperando por vós para recibiren unha ollada...
Ai, "Laurinha", mas se esse informe sobre "Galicia / Galiza" o pediu uma ministra do TEU partido, o BNG.
Anti_Lusista, quanto a alcumes "guays" tu és um experto. Eu vou-te suguerir o que melhor te ficaria (Pro_Nomesbempostos).
És coma o gaviotero. Argumenta, anda!.
mceleiro,
Pro_Nomesbemposto, ...essa foi boa!
Parabéns pola brincadeira!
Há erros mais ou menos normais ao escrever rápido, mas a sistematização de erros como descolocações de pronomes de forma geral, uso do C.D. regido pola preposição "a" sistematicamente, e outras pérolas, e que essa mesma pessoa seja quem dá lições de língua..., bom, ou fale nos termos que fala sobre língua, bom, ...sem comentários.
Parabéns à Concha pola sua escrita sincera e agradável, profunda e simples ao mesmo tempo, que defende a Galiza que muita gente esquece, ignora, apaga ou combate.
Parabéns à Concha por defender a Galiza contra a que muita gente é deliberadamente hostil.
Obrigado pola humildade e pola naturalidade, sempre necessárias, sempre agradáveis.
Galiza somos nós.
"Anti_Lusista, quanto a alcumes "guays" tu és um experto. Eu vou-te suguerir o que melhor te ficaria (Pro_Nomesbempostos).
És coma o gaviotero. Argumenta, anda!."
Contra mr_fonética ataca de novo e agora semella cabreado, isa foi unha boa argumentación se houbera algunha... Sabes o que é un diccionario? Vai a unha mercar un oh! E xa me contas logo.
*Vai mercar un a unha libraría, quería dicir.
Por certo, VIVA OS SIGNIFICADOS UNÍVOCOS "guay"!!!
Neutro
Isto provén dun diccionario on-line de "potugués" http://www.priberam.pt/dlpo/dl...
do Lat. neutru
adj.,
neutral, que não toma partido por qualquer das partes que contendem;
indiferente;
imparcial;
independente;
Gram.,
que é intransitivo ou que não é activo nem passivo (falando-se de verbos);
que não é masculino nem feminino (falando-se de nomes);
Fisiol.,
diz-se do animal ou planta que não tem órgãos sexuais;
Quím.,
que não é ácido nem alcalino;
Fís.,
diz-se de um corpo cuja carga eléctrica não é positiva nem negativa;
Electr.,
diz-se do quarto fio dos sistemas trifásicos, geralmente ligado à terra.
E isto dos teus amigos de AGAL
Neutro adj. (1) Que nom toma partido por um nem por outro. (2) Que pertence a país neutral. (3) Que nom é masculino nem feminino. (4) Que nom é ácido nem alcalino. (5) Sem órgaos sexuais. (6) O pólo (de uma tomada de corrente) ou o fio condutor que, nas instalações trifásicas em estrela, está ligado à terra. (7) Indefinido, indistinto indeterminado. (8) Nom distintamente marcado ou colorido. Sinóns. Neutral, indiferente, imparcial [lat. neutru].
Pois si, si, eu estabame a referir a fonética, que é o único significado do termo "neutro"... mi mah, o que hai que escoitar.
Caro Anti-Lusista:
Um problema destes foros lê e se escreve de jeito muito rápido, por vezes sem tempo para corrigir erros. Tu bem o dizias, e eu acho que não é muito elegante criticar alguém por isso. Mas isso também se aplica á leitura: lemos demasiado rápido e agimos sem pensar cuidadosamente se o que estamos a responder realmente se corresponde com o que estava escrito. No artigo da Concha não se critica nenhum sotaque ou acento outro que o castelhano. Concha diz que avondam na TVG gentes cuja língua materna é o castelhano, e por conseguinte falam o galego com sotaque castelhano. E suponho que concordas com a ideia de que isto é absurdo, pois temos ainda um 70% de gente cuja língua materna é o galego. Os galego-falantes, sejam de Ourense ou das Rias Baixas, sesseiem ou não, sejam lusista ou anti-lusistas, falem como falarem, podem e devem ser a coluna vertebral da TVG. Igual que os castelhano-falantes são da TVE. Pode aparecer alguma vez algum elemento de língua materna alhea, que dá cor, como a Raffaella Carrá ou o Torrebruno, mas, de jeito muito ocasional. Nas televisões espanholas, não falam igual os dos telejornais que "los hombres de Paco": uns falam com sotaque "neutro", ou "estándar culto", enquanto que os outros falam num registo de Alcorcón ou Cartagena. Ora, imagina qur todos os presentadores dos telejornais da TVE falassem como Paco Vazquez, e que na série "Cuéntame" todos os protagonistas tivessem sotaque galego...
Não nos deixemos levar polas nossas fílias e fóbias e admitamos as nossas concordáncias.
Anti_Lusista, já o dizes tudo bem às claras odeias o lusismo e os lusistas. Por isso, é inútil responder-che nada, porque estás à defensiva e atacas mesmo sem motivo. Nem percebes o artigo da Concha nem lês as respostas que che damos. Limitas-te a ler por riba e a desqualificar e burlar-te de nós.
Em resumo, és um TROLL igual que Gaviotero. Se mudarmos as referências de Gaviotero ao bipartido polas tuas ao luso-reintegracionismo, o resto do teu discurso é igual de vácuo e insípido.
Contrariamente a ti, nós não somos anti-nada.
Anti_Lusista #43,
Na Galiza sobram diccionarios.
O que é mesmo necessário são as consultas a dicionários ou inclusive as consultas a dicionarios (escolham à vontade).
Mas repito: sobram diccionarios.
Para bom entendedor meia palavra basta. Saúde.
En primeiro lugar, parabéns polo artigo Concha. Ahh! e unha cousiña... para tentar "meter" como galega a parodia do Casares, o porco que ghindaban era precisamente...o de san antón. Mestizagem!!
E despois dicir que o Anti_Lusista está na miña opinión moi trabucado cando fala do neutro dos telexornais. É castelán puriño...xa o mceleiro che deu varias razóns fonéticas, pero o sotaque vai alén diso: a prosodia, o xeito de entoar as frases, e mesmo habería que falar da colocación de pronomes, das expresións empregadas, etc. E o problema atinxe non só os do Telexornal. o galego "tevegá" é falado polos de deportes, en radio e tele, polos correspondentes de miraxes e a revista, etc.
Mais unha cousa é certa: o touriño, o feijó, falan igual, mesmo o quintana e o alexandre banhos non o fan moito mellor, aínda que teñan moita máis preocupación polo idioma. Quizais a tele reflicta a sociedade mellor do que algúns pensamos... (Non o que realmente somos ou falamos, senón o que moitos gostarían de ser ou falar).
Teño unha dúbida, non sei se alguén ma pode resolver: "nono sei", segundo o mceleiro non é galego, é castelanismo, -xa aparece na poesía do século XIX, por certo-, por que o dis??
Ahh! para rematar...todos os que lle chamades troll ao anti_lus, -con razón, por outa banda-, quería eu mirarvos facer o mesmo cando o TROLL é reintegracionista...
#49 Desde logo. Ainda que eu não vi polo momento trolls reintegracionistas por aqui (spammers reintegratas, sim, questão já denunciada no seu momento a quem devia).
Por outra parte, esse "no-no" sei é totalmente galego. Galego e português, pois aparece, por exemplo, no livro "Os Meus Amores" do transmontano Trindade Coelho grafado como "não-no".
Cumpre diferenciar o "que-no", "be-no" e "no-no" de outros casos, pois estes são únicos e vêm de séculos atrás, comuns a muitas falas galegas e do norte de Portugal. Os casos de influência castelhana são outros e muito mais recentes.
#50 E também "no-na", "be-na" e "que-na", mais os seus plurais ;-)
Agradeço a vida que estais a dar a este texto.
Labesedo, gostei muito disso da Mestiçagem; curiosamente quando escrevi o artigo eu não sabia o nome do lugar, que é precisamente São António de Lourido (se não estou em erro); até pode resultar um bocado engraçado, mas eu confesso que nada sabia do nome.
Obrigada a todos e todas, e abraços.
Suso eu son da opinión que na galega hai de todo, aínda que sí hai espacios, agás ao 100% nos telexornais polo bendito acento, sotaque, "neutro" que cada un entendeu como quixo, onde mais menos hai de todo. E con respecto ao que dis lavesedo, tamén é certo o dos deportes, pero eu penso que hai de todo mais nada. Que non é a mellor televisión, penso que é unha cousa mais que evidente...
Volvendo a cuestión do bendito "sotaque", pois aqui falan de trolls e cousas varias, cando nese tema nunca dixen que avogara por ese supusto acento neutro, e cando tamén dixen que nesa cuestión concordaba ca autora porque os presentadores son casteláns parlantes descaradamente, e despois falan de "trolls"... cada un discute o que quere discutir, e mesmo semella que é un inimigo calqueira que se afaste un milimetro do seu pensamento...
E galeguzo, en primeiro lugar eu soamente reaccionei ante a resposta de mceleiro. Levo tempo en vieiros e ate a bendita cuestión de "Galiza-Galicia" non houbo problemas de ningún tipo. Como xa dixen antes cada un que pense o que quere.
Em (#22) Concha-Rousia interpela-me, amável: «... AGIL, não posso dar crédito ao que diz de Galiza ser aceite em Espanha... mas então nós ainda estaríamos mais a fazer o parvo, não é?»
...
COM.- Eu lembrava, mas quis segurar-me bem e consultei o CD-ROM da citada ENCICLOPEDIA PLANETA, que comprei com LVG (ou LaKK = La Koz de Khalisia) em tempos, mas depois das NOMIGa ou "normas enormes". E sim, com toda a certeza; na entrada equipara GALICIA e GALIZA. Insisto é enciclopédia em castelhano para uso de hispanófonos unilingues (se, para além, forem bilingues, Planeta nem o considera) e PUBLICADA - VENDIDA POR LVG (ou La KK).
Sim, penso que não LVG, mas o reino bourbónico vos trata aos galegos como se fôsseis parvos, simples ou escravinhos. Basta ler o que diz neste sítio o seu representante mais genuíno, o gaviotero, ou ler o que balburdia o presidente da "Chunta" (chunta, ...) ou o "conserje" da presidência, o Méndez Romeu (ou Menéndez Romero)... São uns inconsequentes mesmo com os seus textos e textículos legais.
DAIS-VOS DE CONTA QUE O anti-lusista É COMO O gaviotero: CONVERSAMOS SOBE "A" E ELES COM A MESMA TEIMA, TEIMUDOS E TÚZAROS: Que o galego não é português (anti-lusista); que el gallego es español (graviotero). Tal para qual maragota e meia!
Num contexto linguístico como o galego, em que se confunde amiúde ESCRITA com LÍNGUA e com FALA ("FALA=LÍNGUA=ESCRITA" (sic)), ao se ESCREVER com a GRAFIA do Espanhol ("ESCRITA=LÍNGUA" (sic)), afinal FALARÁ-SE à MANEIRA DE FALAR DO ESPANHOL (resultado: ESCRITA ESPANHOLA=FONÉTICA ESPAÑOLA, nomeadamente nas pessoas neofalantes).
E isto diz não só do sotaque (pois sotaques há vários no Galego), mas também da perda na pronúncia de fonemas galegos e da substituição destes por outros similares/"correspondentes" da língua espanhola.
Na escola ensina-se um Galego que é diferente do Espanhol apenas em:
-nasal velar (não sempre se ensina que o -n (-m numa correta grafia) é também velar)
-pronúncia do "x"
-7 vogais
e pouco mais se mal não lembro agora. Mas há muitas mais cousas. Um "â" nasal em "âmbito" no nosso idioma não soa igual (como já apontou no comentário #33 mceleiro) que na língua espanhola "ámbito". Nem a letra ele ("l") em posição final soa igual: o -l de "Raquel" em Galego não soa igual que o -l de "Raquel" em Espanhol. Etc.
Criticar que não se explique isso, preocupar-se com o tratamento da língua nos meios de comunicação, com o seu uso, ou preocupar-se com a galeguidade argumental de um produto cultural ou audiovisual que se faça na Galiza no nosso idioma, e que fale sobre o nosso país, não tem nada a ver com ser de um tribunal inquisitório de galeguidade, como sugeria Anti_Lusista no comentário #32 com estas palavras: "Ela sí semella ser dun tribunal inquisitorio de galeguidade". Nisso une-se o isolacionismo militante (que é uma minoria maior do que o reintegracionismo militante) com o espanholismo, querendo fazer passar as posições abertas e galeguistas do reintegracionismo a respeito da língua por intransigentes, simplesmente por preocuparmo-nos polo nosso idioma.
Saúde!
PS: Acrescento à breve listagem após escrever "Na escola ensina-se um Galego que é diferente do Espanhol apenas em":
Ausência de "j".
Comentário:
O "j" desaparece do Galego, mas, se ele aparecer, cuidado!, que se pronuncie "como en la lengua del Reino", que é, de facto, a única "Lengua", precisamente por ela estar por cima da nossa própria língua. A "lingua" (não língua) que nos permitem ter, como o "país" (não "nação") que nos permitem ter, não é uma língua nem uma nação, mas uma língua "parche" (e um país "parche") como esses que se põem por cima do Windows em Espanhol para que se ter SO em "Galego", mas sempre tendo como base um SO em Espanhol.
Há quem prefira ter um SO diretamente na sua língua, sem caminhos intermédios, sem "parches", sem formas tuteladas ou "permitidas" ou "oficiais".
Parabéns aos bons e generosos, às boas e generosas. ;-)
Anti_Lusista,
Peço-te perdão por ser grosseiro e cair em ataques persoais, mas passas-te de voltas, meu. A final acaba-se por entrar no teu jogo.
1º) O teu nick é um bocadinho agresivo. A mim daria-me vergonha entrar em Vieiros como "Anti_Isolacionista", por muito reintegracionista que eu seja.
2º) Nos teus comentários, só opinas quanto a temas de língua, mas poucas vezes aportas algo. Em positivo. Só atacas com fúria qualquer comentário escrito numa ortografia com a que não concordas. Estupendo que defendas as tuas ideias, mas ARGUMENTA, tenta CONVENCER. E especialmente RESPEITA às pessoas com as que discutes. Critica o QUE se diz, não a QUEM o diz.
3º) Se defendes a morte a tua opção ortográfica, primeiro conhece-a e usa-a. A revisão do 2003 fica-te bem longe. Ainda que todos temos erros, uns ao teclar, outros devidos a deficiências no ensino que levam ao não termos um conhecimento pleno da língua na situação de anormalidade que sofre, tu tens erros gramaticais terríveis. Além dos pronomes, escreves com expressões puramente castelhanas. Uma pessoa que pensa em galego nunca tem tais erros. Humildade, meu. E ainda vens a dar lições. E não falo por mim, falo das pérolas que lhes espetas a outros comentaristas infinitamente mais qualificados linguisticamente que documentam e justificam de forma esmagadora o que eles dizem.
Repito, aceita as minhas desculpas e discutamos como seres civilizados.
Voltando ao fio do meu comentário, os tópicos são outros. A maioria dos professores que estão a dar aulas de galego hoje, ensinam que o galego tem 7 vogais, quando os meus vizinhos falam com 12 (as 11 do galego de Portugal mais o «ũ») e o «n» nasal que oficialmente só existe em "unha, nunha, dunha, ningunha", impregna totalmente a fala. Ensinam que o seseio é um pecado. Ensinam uma fonética pseudocastelhana. E assim se criam os neofalantes que saem na TVG falando uma extranha neolíngua, com a que os verdadeiros galegofalantes evidentemente não se identificam.
O galego-português é uma língua rica, complexa e extensa. As simplificações dos "de Galicia" estão a matá-la na Galiza. Amais da diglósia e os factores espanholizantes, há um problema de extermínio linguístico interno culpa dos próprios galegos e as suas instinuições culturais para o que muitos não querem olhar. O problema não se reduz a normalizar, atinge o QUE normalizar.
Quanto ao artigo da Concha, eu a verdade não vejo a série essa dos porcos dos campanários.
Mas os argumentos das séries galegas não são inocentes. Por exemplo, em "Terras de Miranda" o que se "vende" é um rural bucólico, irreal, anacrônico, dirigido a utentes urbanitas e a pensionistas, no que NUNCA se reflictem os verdadeiros problemas e jeito de vida dos que lá vivem. Uma série com um mínimo de realismo fica bem longe do "Galicia vai ben" da TVG.
Nas bucólicas aleias há nenos e escolas, ninguém tem problemas económicos, os médicos não ficam nas quimbambas e as listas de espera não são eternas. As vivendas são as magníficas casas de turismo rural reabilitadas e com internet.
Subtilmente vão também introduzindo estilos de vida alheios que supõem uma grande ruptura com as raizes, mas perfumados com enxebrismo.
A publicidade duma conhecida marca de leite que nos chama a voltar às origens é caricatura perfeita.
"O teu nick é um bocadinho agresivo. A mim daria-me vergonha entrar em Vieiros como "Anti_Isolacionista", por muito reintegracionista que eu seja"
Seino mais xa o expliquei algunha vez, eu non son da opinion de que aquí non se fala portugués fálase galego, e o idioma que extenderon os portugueses é o galego, non o "portugués", vela aí a razón do meu alcume. Xa pensei trocalo por outro, pero a vagancia é o que ten :p
"Nos teus comentários, só opinas quanto a temas de língua, mas poucas vezes aportas algo. Em positivo. Só atacas com fúria qualquer comentário escrito numa ortografia com a que não concordas. Estupendo que defendas as tuas ideias, mas ARGUMENTA, tenta CONVENCER. E especialmente RESPEITA às pessoas com as que discutes. Critica o QUE se diz, não a QUEM o diz".
Son respetuoso, non ataco con furia como andas a dicir, isa é a imaxe que tes de min polo bendito "Galiza vs Galicia". Levo dende xaneiro aquí. Moitas veces son eu o atacado por mor do meu alcume, seino e asumo o choio.
Pidoche tamén humildade, porque moitos reitegrtas andades a censurar moito, e a vosa é unha opción lexítima, que por certo nunca censurei se reparas un pouco mais na lectura das mensaxes, pero non é a única e iso parece que produce urticaria.
Isto é un foro, case, acepta as miñas desculpas tamén. A ultimo que necesito é enfurruñarme por cousas que pasen na internet e de tódolos xeitos tampouco era o caso.
anti-lusista, tienes toda la razón: en la galicia que promovéis los que sois como tú ya se habla vuestro gallego cada vez con más perfección. Suerte y al toro, a la piel del toro!
«Seino mais xa o expliquei algunha vez, eu non son da opinion de que aquí non se fala portugués fálase galego, e o idioma que extenderon os portugueses é o galego, non o "portugués", vela aí a razón do meu alcume. Xa pensei trocalo por outro, pero a vagancia é o que ten :p»
A ver te entendo. Tu dizes que os portugueses estendederam "o galego"? Logo reconheces que o português é galego ou somente te explicas mal?
Se A (português) é igual a B (galego), logo B (galego) é igual a A (português).
Porém, isto entra em contradição com o anterior, com "eu non son da opinion de que aquí non se fala portugués fálase galego", pois aí dizes que A não é igual a B.
A única solução ao dilema é:
1) explicaste-te mal
2) somente tens um problema nominal, isto é, que te negas em chamar português ao português, que o preferes de chamar galego
Pois se esse é o único problema, bem-vindo à grande e acolhedora casa do reintegracionismo :-D!
Em (#65) dizes, galeguzo, referindo-te (acho) a algum isolacionista:
«A única solução ao dilema é:
»1) explicaste-te mal
»2) somente tens um problema nominal, isto é, que te negas em chamar português ao português, que o preferes de chamar galego.»
...
COM.- É boa pessoa e procuras entender o em aparência pouco inteligível. Mas (desculpa) andas descaminhado porque a questão não é nominal, mas substancial:
1.- O isolacionismo objetivamente e os isolacionistas, também objetivamente e bastantes subjetivamente, é radical e territorialmente espanhol. Quer dizer, Admite a definição de "galego" derivada da delimitação de fronteiras que o reino bourbónico fixou à "Galicia": (La) Coruña, Lugo, Orense e Pontevedra. E mais nada. O da "Galicia exterior" é um brinde ao sol, do ponto de vista administrativo do estado.
2.- Daí procede a caraterização "filolóxica" e mesmo as consequências (algumas e escassas) político-administrativas em que se baseiam os diferentes "independentismos": O estritamente "linguístico", o "cultural" e mesmo o político de alguns partidos com pessoeiros independentistas radicais ... e isoladores da Galiza e do Galego.
3.- Em consequência, se o reino estabeleceu que "Galicia" é a que é, estas pessoas e a ideologia linguístico-política correspondente admitem o que o reino antes estabeleceu. A posteriori "criam" teorias que "justifiquem" e "expliquem" tal fixação de partida:
a) Primazia da fala (da fala ou das falas?)
b) Elaboração "ad hoc" da "lingua de seu".
...
n) Independência dos territórios "galegos" (que previamente o reino declarou "galegos", como disse). Talvez neste caso também reclamem para "Galicia" os territórios de "fala galega" incluídos no reino de espaÑa...
AGIL adicate a escribir ficción, as túas historias son moi boas.
Para falar de certas cousa primeiro hai que coñecer a historia de seu porque machiño... Na época medieval a Galiza chegaba ate o douro, non si? A miña pregunta é, por que nas referencias literarias tanto eiquí como extranxeiras deica a secesión portuguesa, sí Portugal independizouse de nós, non se fala da lingua "portuguesa".
Durante a unidade política non hai referencia da suposta lingua "portuguesa". A tal lusofonía non existe, non hai tal, e un invento portugués, a lingua é orixinouse no norte dos territorios do reino galego, que é onde actualmente estamos n