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Independência

12:00 24/07/2008

Todos e todas, homens e mulheres, grandes e pequenos, conscientes ou não de o ser, somos independentistas. Em todos os meus anos, que embora não são tantos já têm sido menos, nunca encontrei pessoas que desejassem a não independência. Mas por vezes parece que desejassem a independência só aqueles que a reclamam; e a reclamam justamente porque a não têm.

A independência, numa ordem diferente de cousas, é claro, é para a mente que se quer pensar livre como o alimento é para o corpo que se quer vivo; e do mesmo jeito que os que vivem na fartura nunca se preocupam dos alimentos que lhes sobram, os que vivem em territórios com independência não se têm de preocupar por ela. A necessidade de independência se sente só quando a não temos, o mesmo que a necessidade de comer se sente só quando temos fame.

Uma pessoa que nunca na sua vida tivesse sentido fame dificilmente poderia imaginar como se sente a necessidade de comer; bom, essa pessoa provavelmente não sobreviveria muito tempo. Com a necessidade de independência sucede algo similar, as pessoas que moram em lugares que são independentes não sabem o que é sentir essa necessidade, porque nunca a sentiram, e negam que essa necessidade mesmo exista... E isto não só é egoísta, mas também é irracional. Imaginemos o que aconteceria se a gente que vive instalada na opulência neste planeta negasse o direito dos que morrem esfameados a tentarem procurar alimento... e em certo sentido isto também se esta a fazer, porque é um facto que há gente, mesmo crianças, morrendo por inanição...

Uma prova de que todo o mundo, todos os países, querem a independência, é que estes contam com um grupo armado para defendê-la a todo custo; e se há algum que não tenha este grupo armado, rapidamente o constitui, ou o procura entre seus amigos para defender a sua independência caso esta estar em perigo. Os grupos armados, os exércitos, não são como um grupo de dança ou uma banda de música para amenizar as tardes outonais; não, um exército é um grupo armado para defender a independência do país ao que pertence.

Então podemos deduzir que todo o país com sua independência, com seu grupo armado para defendê-la, é a favor da luta armada, ou então não teria exército; e este modelo dos países independentes é com frequência copiado polos países que não têm independência, para conseguí-la, e uns conseguem e outros não, mas mentes não conseguem todos são chamados de terroristas. Mas fora dessa forma de os nomear, as duas diferenças que eu ressaltaria são, em primeiro lugar, que os grupos armados dos países independentes têm muito mais poder (que não se deve confundir com legitimidade); e em segundo, que os que procuram a independência encontram-se com uma dificuldade acrescentada, e é que há algum outro que lhe nega o seu direito a ser independente, e mesmo lho tenta impedir.

Fora estas duas, eu não vejo maiores diferenças entre uma e outra forma de luta armada; e mesmo sendo eu contra toda forma de luta armada, como o foi Martin Luther King ou como o foi Gandhi ou como também o era Castelao, há uma cousa que acho paradoxal, e é que aos países a quem se lhes nega o direito a serem independentes, lhes é negado por outros que sim o são, e têm seu grupo armado para defendê-la, e isto eu chamo de hipocrisia, e não me parece aceitável, porque o não posso entender. Como não poderia entender que os que vivem na opulência roubassem os alimentos dos esfameados, e não por eles necessitar essa comida para viver, mas só para que os outros não vivam...

Por tanto, tentar evitar que um povo, que por circunstâncias históricas perdeu a sua independência, a recupere, é fazer que esse povo se mantenha submetido, é negar-lhe os seus direitos, e é certamente negar o próprio povo, e é também, sem dúvida, querer mantê-lo escravo... é enterrá-lo em vida, o que é a pior forma de morte... Porque para morrer todos sabemos que nascemos, e aceitamos; o que não temos por que aceitar é nascer para não existir... Neste sentido a luta pola independência é a luta pola existência; e esta luta, embora deve ser sempre levada a cabo sem usar armas que atentem contra a vida física das pessoas, é o único jeito de liberdade que nos resta...

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Comentarios (29)

OBSERVADOR #1 24/Xullo/2008 OBSERVADOR

Cara Concha, percebo. Só queria comentar o que já sabes e não importa para este artigo, ainda que sim importa: acontece que os exércitos defendem a independência (e nem só) dos países, ou seja, têm um efeito PARA FORA. Mas também o têm PARA DENTRO, não deixando crescer a erva nos seus territórios queimados. É o caso galego. Dentro do RdE nega-se-nos a independência.

E como se nos nega? O meio último é o exército, mas o RdE tem muitas outras armas que usa constantemente, como já sabes. O exército, na verdade, parece neste momento mais que nada uma escusa para o esbanjamento de dinheiros públicos e para o cumprimento das "obrigas" internacionais com os EUA (ia dizer com a ONU mas para que dar rodeios?).

A verdadeira repressão está nos edifícios administrativos, na escola e na TV. E depois estão os efeitos colaterais na rua. Esse é o exército estrangeiro que temos no país. O que nos couta a independência fazendo-nos dependentes da sua burocracia, da sua instrução e dos seus passatempos.

LANS #2 24/Xullo/2008 LANS

Concordo co artigo nos seus dous puntos fundamentais,que o exército español non nos defenderá como galegos, se non como españois, e que non son as armas as que nos han de defender nin outorgarnos a independencia. É o pobo e a cultura, e o sentimento de pertenza o que nos fará libres, baixo a dominación da España ou de calqueira outro pais que nos puidese invadir.
Se a sociedade galega mantén a idea de sermos unha nazón inda que sin estado ou a idea de que a lingua e a cultura galegas son as nosas propias e as demais sonnos alleas, sobreviviremos a calqueira país independente que nos colonice.

É evidente que a militarización da Galiza por parte das "forzas de seguridade españolas" ten entre outras, a función de manter a santísima unidade de España, e luitar contra iso é case que un dereito da nosa nazón.

Si ben é certo que a ofensiva que hoxe sufrimos por parte do estado non é tanto militar coma mais bén cultural, pois destruindo a nosa cultura, que é o noso nexo como sociedade-nazón, destrúen toda posibilidade de organización e luita pola independencia.

Por eso, a luita armada pola independencia ten xustificación máis canto máis sexa o apoio social a dita luita.

Os esforzos do independentismo galego de hoxe deben centrarse en tarefas de información, e formación do pobo no que somos e no camiño que debemos coller para lograr un futuro como nazón libre e independente. As armas non nos outorgarán a independencia, a nosa conciencia si.

Sara_Mago #3 24/Xullo/2008 Sara_Mago

Interessantissimo artigo. Mas, nem todos querem a independencia. Cumpre ler O Medo à Liberdade de Erich Fromm:

http://textocontexto.blogspot....

Muitos e muitas prefeririam eludir tuda responsabilidade (= liberdade) e ser, por tanto, dependentes.

Hispanico #4 24/Xullo/2008 Hispanico

Concordo no dereito á independência dos povos e a sua persecuçom por meios nom violentos, mas como se pode atingir esta no meio da grande ignorância da maioria dos galegos, a respeito de formaçom cultural e nomeadamente linguística? Que significado tem a indepêndencia num povo sem identidade, ou com uma identidade deturpada e insegura, fabricada no molde da cultura colonizadora, como é a do povo galego? A que preço atingir esta independência? Ao preço de perder a lingua e cultura próprias, tal como está a acontecer desde a implementaçom das políticas linguísticas dos governos da autonomia? Ao preço de deixarmos crear imagens e lendas da Galiza completamente falsas, como as dos grupos fascistas galeguistas, para conseguir mais apoio político em prol da causa?

Mais do que "adoutrinamento e formaçom" cómpre loitar polo desenvolvemento cultural dos galegos, desde o seu acesso à riqueza cultural da lusofonia, e nom como uma "sucursal" regional da cultura castelhana, que é o que infelizmente está a acontecer nos nossos dias. Quais som as nascentes nas que bebem os literatos galegos? Quais som os seus modelos? Resposta: CASTELHANOS (agás excepçoms como Concha). Sem a recuperaçom da nossa identidade dentro da lusofonia estaremos condeados ao fracaso como povo galego. Nom poderemos virar as costas à Espanha desde que nom nos afastemos e rejeitemos como alheia a cultura predominante castelhana e uniformadora do estado espanhol.

LANS #5 24/Xullo/2008 LANS

Ben é certo que inda que o que mais se precise é unha ampla base social que pretenda a independencia, tamén é certo que nalgún momento será imprescindibel a luita armada, dado que o estado español ten atada e ben atada a imposibilidade da independencia dos pobos, esa sacra constitución impide de forma aplastante o dereito de autodeterminación das nazóns sen estado. E está claro que o goberno négase en redondo a calqueira saída de tipo democrático inda que tan só sexa a modo de consulta, eí temos o exemplo do país basco. Polo tanto, cando sexa a hora de acadar a independencia, a luita armada será ao final a única saída, inda que tamén é certo que calquera conflicto armado só remata cunha negociación.
Por outra banda, a luita armada non é hoxe por hoxe sostibel nin xustificabel na Galiza, mais sí han de ser lexítimos outro tipo de accións consideradas polo estado español como ilegais, e é ahí onde o independentismo non se debe amedrentar e de feito non o fai frote ao estado.

LANS #6 24/Xullo/2008 LANS

Certo que o achegamento cultural a lusofonía e un paso imprescindibel para Galiza. E non só como nazón, se non tamén como posicionamento internacional.

Hispanico #7 24/Xullo/2008 Hispanico

Loita armada pola independência da Galiza? Isso suporia, sem dúvida, loita armada ENTRE galegos. Nom, obrigado. Eu preferiria ter de falar castelhano ao idiota do meu vecinho ou ter de falar castelhano num escritório de ignorantes que loitar com eles para que encontrem a sua própria identidade. Que lhes dem polo cu. O que queira ser galego que escriva poesia em galego, que cante em galego ... deixai as guerras para os fascistas.

LANS #8 24/Xullo/2008 LANS

Como dixen, a loita armada non é nin sostibel nin xustificabel hoxe por hoxe na galiza. O primeiro paso é a regaleguizazón da nosa terra e atopar o perdido sentimento de pertenza a unha nazón de gran parte da sociedade aborregada ou humillada e avergoñada polo colonialismo español.

AlvaroB #9 24/Xullo/2008 AlvaroB

o problema, Hispanico, é que esses fascistas que nomeas nom se vam conformar com fazer as guerras entre eles, deixando-te á margem. Eles sim que utilizaram a súa violência contra tí quando precissem. Se algumha vez percebem que a túa actividade cultural pode criar consciência, já irám a por tí, nom tenhas dúvida.

Hispanico #10 24/Xullo/2008 Hispanico

E você pode começar por desbotar o uso da ortografia castelhana.

Repare:

Lingua inglesa: ortografia inglesa
Lingua francesa: ortografia francesa
Lingua italiana: ortografia italiana
Lingua alemã: ortografia alemã
Lingua galego-portuguesa: ortografias lusófonas
Lingua castelhana: ortografia castelhana
Lingua galego-portuguesa da Galiza: ortografia ...

Hispanico #11 24/Xullo/2008 Hispanico

AlvaroB, nom esqueça que agora há grupos fascistas galeguistas a xurdir com força. Vaia a youtube e percure "Galiza naçom" ou qualquer cousa semelhante. Melhor estarem ignorados e marginalizados num estado espanhol que embrulharemse numa dinámica de disputas onde os fascistas, de ambos os lados, tiram beneficio. Há que marcar bem claro as diferências com os nom demócratas e actuar com responsabilidade e inteligência. Nom podem esperar reclamar a identidade galega dos galegos e negarlhe uma alternativa aos que nom a queiram e prefiram a "espanhola". Só a través da cultura e autoconsciencia, e nom por simples política ou a força, poderám os galegos fazer as suas escolhas livremente.

LANS #12 24/Xullo/2008 LANS

Por desgraza, a unica forma na que me ensinaron a escribir en galego e coa ortografía castelá, xa intento aprender e escribir en ortografía lusófona, mais aprendo amodiño e inda non din o salto, pero a algunha cousiña xa me vou atrevendo, esncialmente porque ultimamente xa só leo en portugúes.

LANS #13 24/Xullo/2008 LANS

¿Fascistas galeguistas? non coñezo a ningún grupo con esas características, abráiame como tomas e deformas o termo fascista igual que o fán os verdadeiros fascistas da extrema dereita española.

Hispanico #14 24/Xullo/2008 Hispanico

LANS, bom, sem entrar em descripções conceptuais políticas, refírome a iste tipo de movimentos:

http://br.youtube...

Respeito à ortografia a mim tampouco ma aprenderom, mas que queres, cómpre aprendela agora. Acho o dicionario do Estraviz e o "conjugal", ambos no site do AGAL de grande ajuda (ademais dos dicionarios portugueses):
http://www.agal-gz.org/

aovellaquemira #15 24/Xullo/2008 aovellaquemira

Partilho o ponto de vista do Hispanico.
O artigo da Concha é muito educativo. Faço o seguinte apontamente: a Islândia não tem exército (o estado do mundo com a melhor qualidade do mundo, segundo a ONU), e creo que Nicaragüa também não tem (bastante mais abaixo no lista).
Saúde.

lostrego #16 25/Xullo/2008 lostrego

Coido que non é Nicaragua o pais centroamericano sen exército senón Costa Rica. Por outra banda, Islandia si que é dependente a nivel militar dos EEUU polo que un pais que non se pode defender de seu, ten unha independencia daquela maneira...
De todos os xeitos, As FAS e as FOP españolas están inzadas (por moitos motivos) de galegos, penso que todos nós temos algún familiar/coñecido/amigo que é policia, militar ou garda civil.
É dizer, supoño que se a meirande parte da poboación galega (por distintos motivos) non está a prol da independencia e a máis os militares/policias mistúranse na poboación coma peixes na auga (Mao dixit), complexa -sendo xenerosos- a defensa por meios violentos da loita armada. Persoalmente non gosto dos salva-patrias, señan españolistas ou nazonalistas galegos, cando detentan o poder de pór unha bomba ou de fusilar ós que non son dos seus.
Cantos pasamentos houbo no por causas políticas senón por leiras!!

AGIL #17 25/Xullo/2008 AGIL

Ortega y Gasset talvez seja o que mais influiu na elaboração (doutrinária) da Constitución (1978). Entre muitos dos seus escritos, estudados pelo estradense Xacobe Bastida, professor de Filosofia do Direito na Universidade de Oviedo, esta "España invertebrada". Olhai o que diz sobre o exército:
«Medítese un poco sobre la cantidad de fervores, de altísimas virtudes, de genialidad, de vital energía que es preciso acumular para poner en pi un buen ejército. ¿Cómo negarse a ver en ello una de las creaciones más maravillosas de la espiritualidad humana? La fuerza de las armas no es fuerza bruta, sino fuerza espiritugal. Esta es la verdad palmaria, aunque los intereses de uno u otro propagandista les impidan reconocerlo. La fuerza de las armas, ciertamente, no es fuerza de la razón, pero la razón no circunscribe la espiritualidad. M+as profundas que ésta, fluyen en el espíritu otras potencias, y entre ellas las que actúan en la bélica operación.» (p. 36, da edição em Alianza Editorial) Antes contrapusera a "ética industrial", inferior, à "ética del guerrero", superior. E tudo isso para justificar a incorporação, pela força, de grupos ou etnias (Aragón, Cataluña, Vasconia) ao estado (Castilla).
Especialmente interessante é este parágrafo:
«Por tanto, aunque la fuerza represente sólo un papel secundario y auxiliar en los grandes procesos de incorporación nacional, es inseparable de ese estro divino que, como arriba he dicho, poseen los pueblos creadores e imperiales. El mismo genio que inventa un programa sugestivo de vida en común, sabe siempre forjar una hueste ejemplar, que es de ese programa símbolo eficaz y sin par de propaganda.» (p. 37)
Talvez esse "estro" é o que seduz tantos galegos para serem militares, polícias e guardas civis... ao serviço do reino bourbónico de "España".

AGIL #18 25/Xullo/2008 AGIL

Acabo de me dar conta de várias gralhas cometidas na mensagem precedente; a mais interessante (em que estaria pensando?) é essa que une "espiritual" e GAL... "espirituGAL"... He, he, he...

sozinho #19 26/Xullo/2008 sozinho

Inxenuidade elevada ao cubo.
Como se poden entende-las nacións chamándolle hipócrita a Maquiavelo e xulgando a tendencia humana a formar agregados compactos que desenvolvan un proxecto común, como paradoxal co choque con outros agregados. Ben é certo que o comercio pode chegar a unir pobos moi parellos. Sen embargo, cando unha nación grande ("creadora" para Ortega) topa con outra pequena, o intelixente é incorporala mediante o exército, minimizando os conflitos armados. O propio Imperio Romano cometeu torpezas coma as Guerras Púnicas e acertos coma a conquista das Galias. Iso non quere dicir que os pobos cataxinés e galo fosen superiores ou inferiores, máxime tendo en conta que o pobo galo tivo e non retivo Roma moitos anos antes de que se xestase o Imperio Romano. Pero a invasión gala de Roma foi unha razzia, unha explotación de recursos, sen proxecto. É o proxecto común o que lle dá forza a unha nación. A vida urbana romana, con importantes descubrimentos durante o período de expansión, foi o período expansivo máis importante. Calquera persoa quería esa vida urbana para si. En canto a vida urbana sofre un estancamento, non hai melloras, o imperio disgrégase.
A miña pregunta é, pois: Que proxecto común temos os galegos? Que vontade creadora podería impelir o noso hipotético exército? Grazas ao parlamento galego podemos ver que temos proxecto, pero moito me temo que de momento dá bastante máis mágoa que o español e este, á súa vez, non ten comparanza co catalán, por exemplo.
En canto á ética industrial, por suposto que é inferior á ética do guerreiro. O capitalismo non necesita da ética para medrar, unha ética do guerreiro necesita convencer aos seus soldados de que deben "morrer pola patria" nada menos.
Pero claro, se a nosa ética é un valor absoluto e o materialismo dialéctico é cuestión de relixión, non entendemos a Ortega nin o por que dos Estados modernos.
PD: Tranquilos, cando a situación económica sexa tan mala como en Europa do Leste, xa seremos independentes, xa...

OBSERVADOR #20 27/Xullo/2008 OBSERVADOR

ha ha ha ha !!!

Escreveu "sozinho": «Sen embargo, cando unha nación grande ("creadora" para Ortega) topa con outra pequena, o intelixente é incorporala mediante o exército, minimizando os conflitos armados.»


Mens sana INCORPORE sano...

Concha-Rousia #21 29/Xullo/2008 Concha-Rousia

Caros amigos e amigas,

Agradeço os vossos comentários e os vossos votos que me indicam vos detivestes, mesmo que fosse um bocadinho, aqui com o meu texto.

Obrigada sempre e abraço a todos e todas, com os meus desejos de bom verão para vós.

Creador #22 30/Xullo/2008 Creador

Concha, estiven lendo o comentario que fas en portugués, coido que adrede, posto que moitos dos que eiquí manifestades opinións o facedes na mesma lingua que non e a nosa, a galega.
Coido que entre os castrapeiros e vos estades a escarallar a nosa fala.

Creador.

Creador #23 30/Xullo/2008 Creador

Merda, merda, merda.

Estou vendo agora mesmo a ministra Espinosa falando para TVG en castelán, pro no so iso, decontado fixérono os directores de Caixa Nova e Caixa Galicia na misma lingua, e así una longa lista de axecutivos galegos, cando menos deberían falar pos medios galegos na nosa fala, non son máis que una rolada de porcos.

Con ista xentuza, como imos pedir os empresarios todos desta mesma casta que miren por Galicia e que teñan o domicilio fiscal aquí?, non son maís que merda.

Agora ben.- ¿Non deberías os políticos galegos mirar de conquerir de aqueles empresarios que non respetan as leis financieras que o fagan por mor da nosa comunidade do que eles serían os mais aventaxados?

Coido que e predicar no deserto, seguiremos a estar no cu do mundo grazas a crase dominante que o que millor fai e darlle as costas a Galicia. Todo está moi relacionado por que a fala, o amor aterra, o loitar por que Galicia estea entre as primeiras, iso non vai co eles, pra os empresarios galegos o máximo e ter casa e Madrid, para mostra temos a Fernandez Tapias un antigalego que deixa os impostos en Madrid. Galicia que se foda.

Como dícia Castelao (mexan por nos e temos que dicir que chove.

Creador.

AGIL #24 31/Xullo/2008 AGIL

Caro "Creador": Entendo a tua carragem, mas observa que a tua escrita é essa porque o castelhano do reino de espaÑa impôs que fosse essa, que é a única que oficialmente se ensina nas aulas do sistema educativo espaÑol na Galiza. (Também o reino está a impor o nome catelhano, Galicia, com o visto e praz da mesmo Real -do rei de espaÑa- Academia Galega...).
Todos esses que citas pelos seus cargos não são galegos amorosos da Terra, mas espaÑoles negociantes no mercado do reino de espaÑa e fora dele.
Por outro lado, não creio que haja por estas lérias muitos "políticos" (digamos melhor "partidistas": de partido) galegos...
Liberta-te do jugo do reino pelo menos na marca do escravo que é a ortografia castelhana nas palavras galegas.

AGIL #25 31/Xullo/2008 AGIL

Aproveito para transcrever as duas últimas perguntas e respostas da entrevista que Eduardo Maragoto fez ao Presidente da RAG. Está publicada em NOVAS DA GALIZA:
...
PERGUNTA: «Quando vai passar a Lei de Memória Histórica pola RAG e SER RETIRADO FRANCISCO FRANCO DENTRE OS ACADÉMICOS NOM NUMERÁRIOS?»

RESPOSTA: «NOM PODE RETRAR-SE A QUALIDADE DE ACADÉMICO NOM NUMERÁRIO A UM QUE FOI, é como se um senhor ganha umas oposiçons e logo, porque nom gostes, queres tirar-lha.»
(!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ?????????????????????????????????)

PERGUNTA: «Mas houvo Universidades que figérom...»

RESPOSTA: «Isso é diferente. O que fijo a Universidade de Santiago foi apresentar umha moçom para retirar a Franco o título de filho predilecto, como poderíamos tirar aqui a Franco a Presidência Honorífica. Chegaremos a isso? EU NOM RECEBIM NENGUMHA PETIÇOM FORMAL DISSO. SE EU RECEBER ALGUMHA PETIÇOM FORMAL DE UM OU DOUS ACADÉMICOS, NOM SERIA PROBLEMA.»
...
PERGUNTO EU: Quantos dos académicos são gente galeguista, mesmo independentista e de esquerdas? E transigem com ter como presidente de honra o ditador Franco?
Isso sim que é ser independente...

sozinho #26 1/Agosto/2008 sozinho

Francisco Franco é membro de honra, non presidente de honra, entre 925 académicos non numerarios. Unha vergoña, pero hai que dicir as cousas como son. Ademais, os académicos non numerarios están ben visibles na páxina web da RAG.
Por certo, un señor que gaña unha oposición e comete roubos e asasinatos non se bota por que un non guste del... inda que se dea a coincidencia.
PD: Marca de escravo? Iso dá lugar a tantos comentarios que me nego a perde-lo tempo e só lle recomendo a Agil que reflexione. Relea a Nietzsche se quere, pero pense na realidade galega e despois explore unha maneira de encaixar os seus obxectivos político lingüísticos sen tornar un kamikaze.

AGIL #27 5/Agosto/2008 AGIL

sozinho, caro, presidente de honra... Leia bem: O presidente efetivo atual, Barreiro, diz que franco continua a ser presidente de honra, para além de membro não numerário, quer dizer, membro correspondente.
...
Caro, de kamikaze, nada: Excessivamente prudente. Outra cousa é que a gente se negue a abrir os olhos. Abra os olhos, veja essa realidade sobre que (diz) tenho de refletir e explique por que os comportamentos submissos não obedecem a marca de longo tempo atrás pegada à mentes, não tanto do Povo, quanto dos seus presumíveis dirigentes, dos que se colocam como dirigentes natos da Galeguidade. Diga-me se não é proceder como escravinho o dos académicos atuais, tão das esquerdas nacionalistas galegas, que não foram capazes de lhe tirar esses "méritos" ao francisco franco. Por exemplo.

AGIL #28 5/Agosto/2008 AGIL

Quis dizer: «Abra os olhos, veja essa realidade sobre que (diz) tenho de refletir e explique por que os comportamentos submissos OBEDECEM a marca de longo tempo atrás pegada àS mentes, não tanto do Povo, quanto dos seus presumíveis dirigentes, dos que se colocam como dirigentes "natos" da Galeguidade.»

sozinho #29 6/Agosto/2008 sozinho

Relendo, penso que o Barreiro empenecara ben para a entrevista. Poucas veces vin algo tan surrealista. Sorte que a RAG non é unha ditadura e o presidente a bo seguro levará algunha reprimenda, non lle caiba dúbida.
Con respecto á marca de escravo, non é o mesmo submisión e obediencia que escravitude. A moral do escravo é a mortificación cristiá da carne, nin máis nin menos. Vostede obedece unha norma, e segue unha ideoloxía, e non por iso está seguindo estratexias que atorden o seu entendemento para evitar calquera dúbida perigosa. Pois o mesmo facemos os seguidores doutra ideoloxía ou doutra norma. Asemade, non vexo que esteamos nas antípodas nin nada parecido.

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Concha Rousia

Concha Rousia

Concha Rousia nasceu em 1962 em Covas, uma pequena aldeia no sul da Galiza. É psicoterapeuta na comarca de Compostela. No 2004 ganhou o Prémio de Narrativa do Concelho de Marim. Tem publicado poemas e relatos em diversas revistas galegas como Agália ou A Folha da Fouce. Fez parte da equipa fundadora da revista cultural "A Regueifa". Colabora em diversos jornais galegos. O seu primeiro romance As sete fontes, foi publicado em formato e-book pola editora digital portuguesa ArcosOnline. Recentemente, em 2006, ganhou o Certame Literário Feminista do Condado.