Por decisão do rei Fernando I e concebido polo Mestre Mateo, o Pórtico da Glória foi construido na segunda metade do século XII. A exposição que se lhe dedica numa das luminosas salas do recém inaugurado Centro Social de Caixanova em Santiago contribui a revelar a transcendência de uma obra situada entre as mais salientes da arte románica e da universal. Melhores as imagens que os textos que pretendem desvelar o significado do Pórtico, as reproduções fotográficas apresentadas mereceriam constituir-se como um dos fundamentos de uma exposição permanente na cidade.
Dentro da exposição, num mapa do Caminho de Santiago reflete-se a aranheira de vieiros que unificaram a Europa em direção a Galiza, como uma frondosa árvore que abrangia as Ilhas Britânicas, Escandinávia, Rússia, Roménia, Croácia, Itália, Alemanha, Franza, Ocitánia, Catalunha, Navarra, Portugal, convergendo no tronco e raiz de Compostela. Só aparece algum caminho solitário que tivera a origem no resto da Península, no território de Al Andalus. Vindo desde Moscovo à Fisterra, a Terra de Santiago era a Galiza, o Reino cristão do cuadrante noroeste peninsular que conviveu durante quatro séculos com Spania, como era conhecida a parte islamizada. “Através do Caminho de Santiago Galiza esteve presente ns origens da identidade européia. O Caminho uniu Europa em direção a Compostela quando a extensa terra da Gallaecia constituia o limite cristão peninsular a respeito de Al Andalus. George Steiner celebra à relação fecunda entre a humanidade européia e a paisagem moldada e humanizada polos pés e as mãos e põe o percurso dos peregrinos para Santiago como paradigma das distâncias a escala humana, dos horizontes enxergados caminhando”.
O rei que construiu o Pórtico era filho do emperador Afonso VII e da emperatriz Berenguela. O pai fora coroado na catedral de Santiago como rei da Galiza. Os restos da nai, como os de el mesmo, os do seu filho e os de um neto galego de nai portuguesa que morreu de jovem antes de poder ser rei, jazem na Capela Real compostelana. Era bisneto de Afonso VI, o que começou a construção da catedral románica sobre a base da de São Pedro de Mezonzo. Este rei, que tomara o reino de Toledo, perdendo ao seu herdeiro de nai musulmana, na batalha de Uclés, lamentou a desgraça em galego, como se transcreve na crónica fazendo uma excepção num texto escrito em latim: “Ay meu fillo !ay meu fillo! ¡Alegria do meu coraçon e lume dos meus ollos, solaz de mia velleze! ¡Ay meu espello, en que me soía ver, e con que tomaba gran prazer! ¡Ay meu herdeiro mor! Cavaleiros, u me lo leixastes? ¡Dade-me meu fillo, Condes!”. Este sobresaliente rei foi desprezado por autores como Menéndez Pidal desde uma ideologia castelanista baseada na pretendida figura alternativa de um tão fantasioso como insignificante Cide. Tataraneto da rainha e emperatriz galega Sancha, criada na Piadela de Betanzos, o rei Fernando era o pai do Afonso VIII (dito IX) que já em 1188 reuniu uma Assembleia com a participação das classes populares e em 1218 fundou a Universidade de Salamanca, a primeira na Península, com professores galegos formados em Paris e Bolonha e com o arcebispo de Santiago como reitor assumindo numa nomeação que se manteria no resto da Idade Média. Salamanca, como Zamora, Badajoz, Lisboa ou Évora pertenciam à metrópole compostelana. Genro de Afonso Henriques, o primeiro rei do Portugal arredado do cerne galego, fundou as Ordens de Santiago e de Alcántara levando a expansão do seu reino até o Sul, de onde se tira o porqué de Salamanca ou Cáceres guardarem tanta obra galaica.
Foi no reinado de Fernando I (chamado II desde a ideologia de Espanha como nação única) e do seu filho Afonso VIII -enfrentados ao Papa aliado ao arcebispado de Toledo e ao recém estabelecido Reino de Castela- quando principiou o tempo político dos trovadores: desde a hegemonia de Compostela o galego era a língua romance de cultura, tanto em Coimbra ou Lisboa como em Toledo ou Sevilha. Avô de Afonso o Sábio, o romance de Fernando e da dinastía galega explica a língua utilizada para as Cantigas de Santa Maria.
Fernando era rei de Gallaecia. O Reino incluia a terra de além da montanha, como ocorrera desde o século V. Porém nos paineis da Exposição é apresentado como rei de Leão, tomando o nome de uma cidade –“civitate vocatur Legione, in Gallaecia”: “a cidade chamada Leão, na Galiza”, devo lembrar isto mais uma vez- que sendo uma residência da Corte desde que foi tratada assim por Ordonho II quando reinava desde Santiago, não pode ocultar nem o carácter central da cidade compostelana, nem a realidade do Reino da Galiza, uma palavra esta ausente da Exposição.
Mágoa. O Reino da Galiza é de novo negado numa ocasião tão especial como a do ano jacobeo e a de uma mostra tão singular como a que protagoniza o Pórtico da Glória. Não carece isto de importância em sí mesmo e no que revela, pois a consciência da personalidade histórica se corresponde com a capacidade para assumir as aspirações políticas, institucionais, económicas e linguísticas próprias deste tempo. Também as financeiras.
Quando há anos Camilo Nogueira começou a esclarecer aspectos da nossa História (na esteira dos grandes historiadores galegos como Emilio Gonzalez López) lembro os risos displicentes de muitos medievalistas com vaga na USC. Camilo Nogueira era um "intruso", diziam, com patética altivez de "expertiños". Enquanto pessoas como Camilo Nogueira estudava e refutava as mentiras da historiografia nacionalista espanhola, no departamento de História Medieval da USC (e também da faculdade de História da UVigo) continuavam, CONTINUAM, com a visão distorcida da nossa História medieval, Ad Maiorem España Gloriam. Por isso a pessoas como C. Nogueira e a outros historiadores não alheados como Anselmo López Carreira, parabéns e obrigado.
Muito bom. Parabéns e obrigado.
PARABÉNS, Camilo! E continuemos...
Pabéns, Camilo. Adiante, fale da história, que você sabe!
Concordo também com os comentários acima, um magífico artigo, e muito necessário para desmascarar essa história falsa e negacionista que escreveram os vencedores, e o que é pior, aceitaram no nacionalismo galego assumindo um discurso de vitimismo choromiqueiro.
Galiza foi o grande reino da península, um reino imperialista no qual Castela era um simples condado que depois se independizou e e mudaram os papeis.
É muito necessário tirar luz sobre a nossa verdadeira história.
PS: E como na língua, um exército de «persoeiros» nas istituições perpenuam a mentira e o espanholismo.
Mentres xente como Camilo Nogueira está arrinconada dentro do Bloque, resulta penoso ver como gozan de maoiría Quintanas, Pacosrodríguez, etc., votados por un_a militancia que fai o que quere a UPG.
Para iso o melhor que podía suceder é que a UPG se quitase a máscara e se deixase de BNG para presentarse abertamente como UPG. UPG significa "Unión do Pobo Galego", e iso non é nome para algo que pretende ser un partido comunista, iso é nome para un_a coalición, non para un partido, polo menos non para un partido supostamente comunista, xa que o comunismo ou o socialismo non o vai facer todo o pobo galego unido porque nunca un cambio de sistema o fai todo un pobo senón as clases dominadas.
Todo é inconsecuencia na UPG, e o BNG é un_a montaxe trapalheira que desde que Beiras deixou de ser o líder (consentido pola UPG) non para de caer máis ou menos en picado.
concordo cos de acima, e muito importante apreendermos a nossa historia, bom artigo
Parabéns, Camilo, polo artigo e pola luz que estás a botar sobre o noso pasado -é dicir, sobre o noso futuro. Grazas de novo.
O melhor artigo de Camilo em muito tempo. Parabéns!
#9 Ah claro! É que nós somos portugueses anti-galegos! hahahahaha
Anda hom, vai maçar a outra parte e não nos venhas demonstrar que és tão ignorante em história como tão tristemente o és em língua.
Dentro de uns anos, quando o celtismo seja considerado um motivo central na construção da história antiga e moderna e da territorial, quando a historiografia tenha entendido Portugal para Galiza e também integrado o Império e os reis chamados de Leão... qando se tenha enviado Castela ao lugar subalterno que ocupava ainda a no início do século XIX e o castelhano volva a ser entendido em origem como um dialeto do galego com sucesso escrito e internacionalização por causas políticas... estes ensaios pioneiros e textos, esta aposta política e procura linguística de Nogueira serão um espaço referente na apertura de novos caminhos.
Daquela perguntaremo-nos que fizeram em língua, história e política esses fenômenos da universidade compostelana e as nossas elites culturais e políticas durante os últimos 40 ou 50 anos... além de continuar de Amas de cria do caciquismo e criadas de Espanha.
Portugal, uma parte de Galiza daquela, independizou-se pelas armas e a diplomacia... e bem que lhes foi sem nós e menos mal... como diziam os de Siniestro Total.
Foi a nós que nos foi como nos foi sem eles... e há que se perguntar logo que foi o que aconteceu e quando e onde foi este poder e senhorio minguante?
Riguroso artigo sobre un tempo, o do rei Fernando I(II), clave na nosa historia. E interesante para min a mención do detalle, coido que pouco coñecido, do enterramento en Compostela do seu neto Fernando, froito do primeiro matrimonio, anulado logo polo Papa, do seu fillo Afonso VIII(IX) coa súa curmá a infanta Tareixa de Portugal. O infante Fernando morreu ós vintedous anos en 1214, cando xa o segundo matrimonio do seu pai coa súa sobriña Berenguela, a filla máis vella de Afonso IX(VIII) de Castela, fora anulado igualmente e desa voda xa nacera, arredor de 1201, o seu medio irmán chamado tamén coma el e coñecido logo como Fernando o Santo, quen co tempo unificaría na súa persoa os territorios de Galiza, León e Castela.
A min sempre me resultaron curiosas as mortes do primeiro fillo de Afonso VIII(IX) e a do seu cuñado, Enrique I de Castela, con só quince anos, sucesor nese reino do seu pai Afonso IX(VIII) e irmán máis novo da súa antiga dona Berenguela, quen gobernou os casteláns na minoría de idade do novo rei e até que este faleceu en 1217, de xeito accidental según se conta, pola caída dunha tella.
En cuestión de tres anos, desapareceron os herdeiros varóns lexítimos dos dous reinos e a morte dos dous mozos abriu as portas do goberno unificado na persoa de Fernando o Santo, fillo do noso Afonso e neto do Afonso castelán.
Por suposto, non quero pensar nunha Berenguela asasina, conspiradora ou fraticida... pois sería indemostrable acusala de cousas así...
Mais, como tería sido a nosa historia caso de non ter desaparecido sen deixar fillos o infante Fernando, primoxénito de Afonso VIII(IX) de Galiza?
Tipical Portuguese Folk:
Roncos do Diabo http://www.youtube...
Uxu Kalhus http://www.youtube...
Portugal is diferent!
Portugal is not Galiza!
Bom homem, Paulo Bragança, e bom fadista... É triste que tantos galegos, às dúas beiras do Minho, renunciem como o fazem da sua terra, a Galiza, quer polas histórias de Madrid, quer polas de Lisboa.
Portugal tem menos diferenças com o RESTO da Galiza (Portugal só é um'a parte da Galiza) do que o Valença com o resto dos países catalães.
Pregunta:
De onde é cita (indirecta) de Steiner?
G.S. non escrebe os seus propios libros, ou ben fala das cousas sen grande fundamento, ou ben padece esquecementos selectivos?
Corrixo un_a cousa que dixen no #5:
Non é que o BNG estea a caer en picado, mais si que está a perder votos un_a e outra vez desde a marcha de Beiras como líder, cando deixara ao Bloque no lugar máis alto de toda a súa existencia en apoios e implantación social, traducido todo en votos. Agora vai caminho de dar pena, e un_a das persoas que podería sacalo da situación magoante na que está é Camilo Nogueira.
DIGNIDADE PARA O POVO GALEGO.
Fralango e demais amigos antilusistas... Vocês sigam a negar o parentesco entre a Galiza do norte do Minho e a do sul. Sigam. Da do sul pouca gente tem consciência já... Com vocês, a do norte tardará pouco também.
#22 Caro franlago... quem me dera que fora desse jeito... Concordo: Os quartos são fundamentais para viver e o sexo alegra a vida. Do resto se lhe explica as minhas críticas essa hipótese... parece-me bem.
Mas rogo-lhe espere ao meu vindouro artigo em Vieiros, para me desprestigiar que este é de alguém importante como o senhor Nogueira e muito mais interessante o conteúdo.
Saúde
Por mim, como se escreve um artigo, e deste jeito rimos todos, ganha a auniência e cresce escura a minha lenda.
#28... venho com espanto de ler neste fio que o senhor é guarda civil:
http://www.vieiros.com/open/co...
Já me dá, logo, mais medo esse chitón! que há cela e paredão...
Mas, agora a sério... eu não sou professor... apenas um emigrante, temporalmente contratado como bibliotecário e outras cousas mais comuns por cá em Valhadolid... E se eu não falo de mim... como vou vender o meu produto que é a escrita e eu prórpio?
Em (#22) o incógnito franlago, tanto quanto o atlántico e mais outros "radicales") permite-se publicar a sua ignorância:
«O EVASZOU sempre está a falar mal da universidade galega, e non é que non teña razón, non ho, pero parece que algo lle amola...»
EVAZSOU não é "profesor doutra universidade"
Também "non é este un que deu e dá conferencias no Consello da Cultura Galega", antes gente do CCGa aproveitou-se indigna e miserentamente dele.
Igualmente não "cobrou pasta dese mundo tan podrido", nenhuma "pasta" (castelhanismo evidente e coloquial: Pelo menos sabemos que o franlago conhece algo de "castelán"...)
Não sei se "este homiño non parece facerlle ascos" à "pasta", mas estou certo que os admirados de franlago não lhe fazem "ascos" (outro castelhanismo...) à "pasta".
E com a maior das correções ... castelhanas diz o franlago, se se olhar no espelho: "Fódenme a ostia estes individuos agriados co mundo e que non desaproveitan a máis mínima para enlearnos coas súas neuras". Caro, que é o teu? Sinais de normalidade?
E acrescenta: "Señor evaszou, Galicia é algo máis ca unhas vacacións para un mesetario. Debería fornicar máis, amigo. Veña por aquí, pola fronteira e divírtase. Nós pasámolo de medo, malia a universidade de Santiago e a súa."
Ignoras tudo o que se refere ao EVAZSOU. Paciência, um ignorante mais nestes foros...! Que cruz!
# 30 Pois não muito.
Francamente concordo com ele e esse reconhecimento da nossa "Hespanholidade" fundadora na perspetiva federalista de Castelao e González López, e mesmo no esquecimento do papel central entre o ano 900 e 1350 da faixa Galego-Leonesa até o Atlántico sul (paralela à galego-portuguesa).
Centralidade e origem que se questiona apenas desde 1600, em paralelo a um trunfo do que poderiamos denominar "puritanismo católico castelhano" (e de um nacionalismo português emergente) e é definitivamente arrombada no XIX pelo projeto centralista a definir a Espanha nação desde a invenção mítica e pidaliana de Castela e que dará o conhecido axioma de Castelao e que eu compartilho de serem eles (os puritanos católicos castelhanistas) os separadores e não nós os separatistas.
Nós somos unionistas e dados como ninguém às mestizagens.
E com a língua e a cultura marcadas neste contexto, nós integradores e abertos a Portugal e a europa e o mundo inteiro, eles fechados no seu aborrecido mesetarismo acastelado (e como puritano pouco fodedor) penso como se espelha na política e na história e penso como também em língua terminarão fazendo mesmo aos mais tolerantes e pacíficos, aos cosmopolitas e integradores separatistas...
Mas vai neste conto o galeguismo evoluindo e desenhando posturas abertas, vitais, abrangentes, sincréticas e sedutoras ... ou debruçado nesse sono de passados reis e impérios (ca teve Galiza Reis antes que castela leis) e vencelhado a uma Espanha, já não mais desde a República Hespanh,a entra numa agonia da que não levanta discurso em potência? E eis onde mais importante é o contributo de Nogueira e outros historiadores a enfiar uma tradição e história orgulhosa, coerente e com sentido.
E cá os filtros leitores da historiografia espanhola e também da galeguista posterior a Castelao (galáxia e a UPG)... que eu teimo que são importantes... e feitos a imitação (a contrário) mas sob modelo e aceitação (especialmente da construção territorial provincial e municipal e do jeito jacobino e francês de entender a nação) de Castela e esse puritanismo...
P.s. Por certo, gosto mais desse "ocioso bibliotecário", tomo por ironia retranqueira, e venham essas cinco que em sendo galegos e galeguistas e amantes da história e do país não se entende andar a paus por sermos apenas de diferentes paroquias da escrita.
Magnífico artigo, gostei muito dele e da sua clareza expositiva, só não concordo numa cousa
Eis
"Genro de Afonso Henriques, o primeiro rei do Portugal arredado do cerne galego"
Acaso caro Camilo, o cerne galego só pode estar no território que hoje conforma espanha?
eis um texto do que também gostei e onde o cerne galego já nom estava na Galiza integrada na espanha
eis
http://www.pglingua.org/index...
Beijos Laurinha
está é a ligação
http://www.pglingua.org/images...
Pois é Laurinha, menos mal que nos queda Portugal! obviamente para além de tudo e da nossa teima Hespanholista com a nossa natural compreeensão integradora (e essa dívida histórica em gentes, tesouro, energias e armas que com nós têm) está a cousa de que galego pode haver mais soberano e independentista que o que se desenvolveu num Portugal soberano e independete.
#37 Pois é... escandalosa e ainda diria que exagerada, mas também tem a sua lógica dado que nunca e tentamos dizer que (também, quando menos também) somos parte deles, não?
Normalmente o que se dizia a Portugal socapa de Iberismo desde a galiza era que volvessem a Hespanha grande, senão como enviados da Monarquia castelhana, como reforço caso para ser Galiza a potência dominadora de um ocidente peninsular fundido...
Mas está toda a história que tem de ser revista desde olhos galegos e perspetiva mas críticos com Galiza e cientes de que não nos foi nem vai bem na Espanha... com todos os nossos bons serviços.
E a cousa é que até 1475 ainda os reis de Portugal - com não pouco apoi de bastantes galegos- desputaram a Soberania sobre Leão de castela... porém a Vitória dos Trastámaras com o apoio de Aragão... significou a rotura do tradicional bloco cultural e político castelhano-leonês-português, Atlântico, para entrar Castela por aragão e itália no espaço mediterrâneo e centro europeu...
Depois com a separação de 1640-80, com a tremenda guerra e a guerra de diplomacia gerou-se na Galiza um forte anti-portuguesismo propagandístico ao tempo que Portugal reinventava negando a hispanidade e essa tradição ibérica comum radicalmente a nação.
Mas nessa altura e já entrando o século XVIII das mudanças de autoridade nacionais e os referentes de união do trono à "soberania nacional" com a Língua e o povo... aconteceu o que sabemos e Galiza de cerna da espanholidade, passou a ser considerada elemento nacional periférico (e híbrido) e com ela os galegos de raro falar e o castelhano e Castela o referente e modelo do Bom espanhol e da Espanha.
Caramba, caramba... Observa aonde apontam e saberás quem são...
O fran(quinho)lago deveu ter mal dia no quartel. O pobre increpa outro comentarista acusando-o de não se centrar no artigo do Camilo, e ainda não reparou que ele nos seus 6 comentários ainda nada comentou do citado artigo.
Ver para crer. Deve ser o excesso de farlopa incautada que faz estragos no «corpo» e na «mente».
Para sermos só quatro lusistas desvairados, muito azedos andam os tavãos...
Badajoz?? Badalhouce em galego....BadaXoz na piada RAGueira...
Súmome ao carro de Xeonllo, aínda que, se mal non lembro, Camilo Nogueira xa tivo a súa oportunidade á fronte de Esquerda Galega. Daquela el tampouco foi quen de artellar esa forza política que o galeguismo precisa... Moito cainismo, moita envexa, moito control percorren o noso sangue de galeg@s. E con este panorama sempre se sitúan os mediocres, os maquiavelos que procuran oportunidade e non capacidade, visión de futuro, visión de país.
De calquera xeito, o meu respecto ao magnífico Nogueira. Vexo máis o seu papel máis como dinamizador que como protagonista desa forza que algún xurdirá e porá as masas maoleninistas no seu lugar. Ou, polo menos, iso espero.
pois se fixera o favor de explicarmo DanielErrece estarialle ben agradecido porque non entendín nada:
"Todo é inconsecuencia na UPG, e o BNG é un_a montaxe trapalheira que desde que Beiras deixou de ser o líder (consentido pola UPG) non para de caer máis ou menos en picado" ......????
"porá as masas maoleninistas no seu lugar. Ou, polo menos, iso espero.".....??????
eu teño en moi alta estima a algumha xente do Bloque, e entereime de que eran da U, cando Quintana e mailo Bloque chegaron ao "goberniño" galego, entón os "puros"(os sen mácula) empezaron a berrar ...coidado coa U!!! coidado coa U!!! (case agarrei medo carallo daquela xente a que lle dera toda a miña confianza)
e logo, estamos mellor sen a U? tan errado estaba?
escoitan todos zarzuela? comen nenos? levaron o ouro pra Rusia?
Se voce fixera o favor de explicar.
E só mais umha cousa, aqui non se falaba de "O Reino da Galiza é de novo negado...?
O FRANCOlago anda muito farlopeado a flirtear c’os ghalleguistas e afinal vam-lhe fazer um cu assim ... como se inteire o capitám, meu, vai-te preparando ...
http://galizalivre.org/?q=noti...
É-che o problema co’a vossa querida farlopa, que já me tendes oferecido em Verim, nos meus tempos moços: dá-che um “rubidom“ e pensas que todo é maravilhoso. Despois, passados os efectos, decatas-te da merda que falache. A diferência contigo é que a deixache escrita na “Net“ pra sempre, meu, palavras que leva o vento mas ficam aí, nestes fios: a burrice tua, de quem nom tem mais ca dous ou três neurônios, e nom muito bem abastados.
#43 DanielErreCe, Camilo Nogueira cando tinha Esquerda Galega non lhe foi tan mal, xa que tivo representación parlamentaria, nun_a época na que tinha a competencia do BNG, que tamén tinha representación aínda que moito menos que hoxe, malia a perda constante de votos desde a marcha de Beiras do primeiro plano para ser sustituído polo "quintanismo" (por obra e graza da UPG). Suponho que Camilo decidiu unirse ao BNG por iso mesmo, para evitar a división do voto nacionalista.
Por essas datas portugal estava berrar:
FOGO AOS CASTELHANOS
e hoje em dia não TEM ESSE PROBLEMITA DO DECRETO DA LINGUA N*O*S*S*A*!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
#47 Nogueira tem-che este UM texto... para o escrever, sendo esse o tema e o que nele aponta e como o aponta, sendo ele quem é na sociedade e política galega, sendo um homem razoável e pragmático ainda que conscienciado e com a sua trajetória...
é que empregou a norma de 4 frikis?
um texto que não se dirige a Portugueses?
P.s. Por certo é tema para estudo: Quando foi que a Lei de Berto começou a funcionar em sentido inverso???
Por certo que cá tendes o texto noutra versão:
http://www.xornal.com/opinions...
BERRAVA PORTUGAL POR AQUELA ENTÃO:
FOGO AOS CASTELHANOS***
e hoje em dia não TEM PROBLEMITAS De DECRETOS COM A SUA ÚNICA LINGUA P*R*O*P*R*I*A*!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não esquezam:
FALAR CASTELHANO FUERA DA CASTELLANA DE MADRIZ É DE POVRES...
******MADRIZ VIVE DE LADROAR ÀS NAÇÕES QUE TEM SUBJUGADAS******
Eu reconheço que sempre leio os comentários do raimundo, o troll, e os do raymundo, o de verdá. Ou é ao revês ...?
Bah, tanto tem, tanto o um coma o outro som pra escachar do riso.
Hom, o dos bastoncinhos do teixugo, querem exprimir a ira ou a raiva ou o ódio. Nada anormal.
Ora, as reticências (= pontos suspensivos) do Raimundo, querem invitar a umha reflexom, mas se lerem o que vem antes deles nom lhes vai ficar mais vontade ca de rir! lol
E os comentarios do atlantico ou do franlago, “o rapsoda escarlata del cuerpo“, nom dam nem pra rir.
Vejam como trabalha o franlaguito na polvorosa castilla, pra que servem “sus cojones“:
http://www.youtube.com/watch?v...
(esta é versom dobrada ao italiano. O labrego deitado é-lhe o capitám)
BERRAVA PORTUGAL POR AQUELA ENTÃO:
FOGO AOS CASTELHANOS***
e hoje em dia não TEM PROBLEMITAS De DECRETOS COM A SUA ÚNICA LINGUA P*R*O*P*R*I*A*.
Não esquezam:
FALAR CASTELHANO FUERA DE LA CASTELLANA DE MADRIZ É DE POVRES...
******MADRIZ VIVE DE LADROAR ÀS NAÇÕES QUE TEM SUBJUGADAS******
#61
ha ha ha ha ha ha
Que bom raImundo! O de verdá, que é o RaYmundo, deve andar a escachar do riso tamém!
e ainda mais uma outra versão:
http://www.galiciahoxe.com/por...
#59 Hispanico: o enlace do burro é boísimo. Aínda estou a rir.
#66
É muito bom, sim, mas é o errado. O burro que aparece aí a pastar nom era o fralaguinho, mas o lemos.
#64, O teixugo PASSA DE TI COMO DE LA MIERDA...
SO TE DIGO QUE EM CATALUNYA FALAR CASTELHANO É DE POVRES... Y NA GALIZA DE DESINERADOS, CASTRADOS, ACOMPLEXADOS, AMAESTRADOS...
SO TE DIGO NINHADA DE RATOS
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SO TE DIGO: FORA CEPOS!
http://www.youtube...
OS GALEGOS QUANDO EMIGRAMOS, FRANÇA, SUIÇA, ALEMANHA... APRENDEMOS A LÍNGUA (MELHOR OU PEOR) DO PAÍS!!!!!
-GORA CATALUNYA CATALANA E NÃO CASTELHANA!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://www.youtube.com/watch?v...
"Senhora, senhora do Almortão
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana"
-GORA LAPORTA PATRIOTA
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Camilo Nogueira Román naceu en Lavadores (Vigo) en 1936. Enxeñeiro industrial e economista, foi eurodeputado polo BNG entre os anos 1999 e 2004.