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Deconstructing Rosalía

19:00 15/04/2008

Non parece prudente o xuízo de segunda man baseado a penas nunha crónica, pero sabemos do rigor da sección "Maré" de Galicia Hoxe e por iso, nada máis ler que Marta Rivera de la Cruz achegaba "unha nova visión de Rosalía", dispuxémonos a averiguar en que consistía esa visión e en que termos era nova.

Ao pronunciar unha conferencia na Casa de Galicia de Madrid, Rivera de la Cruz quixo, segundo nos contan, “desmitificar” a fundadora da literatura galega contemporánea. “Desmitificar”, pensei. Pensei que desde os anos oitenta os centros de ensino espallaron os primeiros pasos para a deconstrución da Rosalía falsa, do mito haxiográfico, desinformado e paternalista. Ningunha das últimas xeracións que atenderon un algo na clase dará crido xa que a autora de Iria fose unha mixiricas ou que a súa ética fose a dunha santa civil. Máis ca “desmitificar” Rosalía, de vinte anos para acó cumprira fundir os materiais que o españolismo -ideoloxía agresiva e inimiga do coñecemento desde a súa irrupción na Historia- e o rexionalismo galego utilizaron para convertela en estatua.

Se dixo o que a crónica do xornal continúa relatando, Marta Rivera de la Cruz faría ben en ter moito ollo coas fontes. As que ela semella manexar para a “desmitificación” da autora de Cantares Gallegos cheiran a rocho onde deixou de correr o aire. Porque, só un exemplo, a nosa grande poeta nacional non foi abandonada pola nai, nin aleitada por tías ou criadas de Ortoño en idilio campesiño. Porque hai lustros que ninguén cita Unamuno, aínda que sexa para rebatelo, como autoridade en versos de Rosalía. Coa maioría dos poetas españois e dos portugueses -e algún beato galego-, Unamuno ou J.R. Jiménez admiraron o xenio rosaliano sen darse ceibado dos seus prexuízos sobre a Muller. Os mesmos prexuízos que tiñan sobre Galicia, sobre as capacidades da lingua galega (coñecida internacionalmente como lingua galega) e sobre as clases populares: todas elas inhabilitadas, segundo a visión patriarcal e colonial, para o exercicio completo do raciocinio. Nese sentido as autoridades do humanismo hispánico do século XX foron analfabetas.

Desmitificar?
Desde aquela moitas cousas cambiaron. Grande atrevemento sería, sen dúbida, falar en público de Rosalía de Castro esquecendo as obras de Kathleen March, de Francisco Rodríguez, de John Wilcox et alii. Nin sequera fai falta amar o que ela amaba. Pero é que hai un antes e un despois, nos estudos rosalianos, un salto cualitativo que marcan as investigacións publicadas por Victoria Álvarez Ruiz de Ojeda. E hai tamén un antes e un despois da intervención crítica de Anxo Angueira; pode consultalas Marta Rivera de la Cruz n´A Trabe de Ouro ou seguir o ronsel de Rosalía 21, iniciativa da Consellería de Cultura presentada con éxito na Habana. Acaba de editarse unha parte dese proxecto, o brillante CD no que a música de Abe Rábade e as voces de Guadi Galego e do propio Angueira nos descubren unha Rosalía de Castro sempre nova.

Desmitificar, entón, o que? Existe algunha deconstrución da obra de Rosalía que non equivalla a tentar deconstruír o Rexurdimento? Coidamos con sinceridadade que non existe e que, polo tanto, a letra pequena desa manobra apunta ao revisionismo. Fixádevos no microrrelato: a cultura galega naceu bilingüe desde o Principio, desde o medievo. Despois marchou a luz (un acidente, nada grave) e despois veu un Rexurdimento, si, pero era el galeguista, radical, parcial, e durou pouco; Desencantada Rosalía acabou escribindo En las orillas del Sar, que es el morir y principio de toda vida verdadera. “...Son os ríos!”, advertiu o mellor poeta dos anos de chumbo.

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Comentarios (41)

Xiurisma #1 15/Abril/2008 Xiurisma

Se o que di Galicia Hoxe é o que dixo Marta Rivera de la Cruz... CANTA RAZÓN TES!

Carl #2 15/Abril/2008 Carl

parabéns polo brillante artigo, Cordal.

Rafael Cuiña

luisfoz #3 15/Abril/2008 luisfoz

Muito bem, Cordal. A verdade é que da "relegada" por escrever em espanhol, senhora Rivera de la Cruz nom se podia esperar outra cousa. Por certo o apelido Rivera trai-me lembranças (será algo mais que casualidade?)

EVAZSOU #4 15/Abril/2008 EVAZSOU

Concordo com o fundo, e evidentemente na desautorização de Marta Rivera. Mas muito parcialmente no que se fala das Autoridades e fontes: as Obras de March e Rodríguez e as de Garcia Negro acho que pelo seus sectarismo cego já foram avondo desautorizadas pelo tempo. A achega de Víctoria Álvarez Ruiz de Ojeda é apenas uma recompilação e ordenamento de materiais mais ou menos conhecidos com alguma novidade documental.

Não se deve desbotar as também interessantes (ainda que haja que ler preventivamente) achegas de J. L. Durán, Barreiro Rivas e Axeitos, na periferia murguiana.

Mas enquanto a LEITURA da obra, de análise do conjunto biográfico seguimos realmente à espera de uma séria, densa e séria achega. Uma achega densa, séria e nova de todo o Rexurdimento, há muito abandonado aos tópicos e grandiloquências, aos mitos difamadores ou simplesmente a um fahendoso nacionalismo galego do século XX que faria bem em submeter a crítica profunda as suas fontes e bibliografia, a sua conceptualização mesma antes de entrar a classificar, etiquetar e pretender explicar desde ele e a sua inventada génese, como até agora, um Rexurdimento e uma nossa literatura do XIX que o ultrapassa em objectivos, soberania e profundidade cultural.

EVAZSOU #5 15/Abril/2008 EVAZSOU

A sério. Estou completamente farto de tanta fachenda e de tanto bombo que apenas encobre a ausência geral de trabalho e de planificação de conjunto, de leitura, de análise. Esta perpetuação dum amadorismo auto-comprazido que enche as prateleiras de ensaios ridículos que perpetuam leituras e anédotas sem questionar as raízes da desmemória.

Onde estão as biografias de Añón, Pintos, Valadares, Rosalia, Curros, Pondal, dos Vilar Ponte, de Otero, dos Carré, de Tettamancy... e de tantos outros dos nossos???

Onde estão as análises das alegorias complexíssimas que estruturam as obras de Sarmiento, Rosalia, Pondal, Cabanillas, Castelão, Otero, Seoane ???

Onde vai a análise histórica dos contextos trabalhando sobre as hemerotecas e as documentações dormidas nos arquivos?

Onde a análise da articulação da Soberania estética fronte às várias e diferentes fases da nacionalização espanhola?

Onde o debate com o espanhol da Galiza (internacionalmente conhecido como castelhano) e com esses autores como a senhora Rivera de la Cruz que têm um outro modelo de literatura galega?

Onde a análise do poder na Galiza, da participação dos galegos como elite na política espanhola, do caciquismo da Restauração, do papel da imprensa galega espanholeira, da repressão intelectual e económica?

Ula análise dos pares escuros, dos amigos espanholeiros de todos e cada um dos nossos grandes literatos, do seu papel e influência no feche e transacção de um modelo não reintegracionista?

Ula análise da Ama d cria do caciquismo no XIX até o presente a perpetuar PODER, CACIQUISMO E UMA IMAGEM MINGUANTE DA GALIZA?

Vou farto de tantas palavras e tão pouca pesquisa, de tanto repetir palavras de ordem.

De qualquer jeito, esquecera: obrigado Cordal e parabéns pelo artigo,

Ernesto Vázquez Souza

Salvador #6 15/Abril/2008 Salvador

Señor Vázquez Souza, o de que as obras de Rodríguez, March e García Negro xa foron abondo desautorizadas polo tempo é unha opinión súa e discutíbel. Claro que concorda vostede con Marina Mayoral o que, no seu caso, non lle espertará moito entusiasmo.
E grazas por distribuír tarefas.
Parabéns a Cordal polo artigo.

EVAZSOU #7 16/Abril/2008 EVAZSOU

É mesmo, opinião pessoal. Não justifiquei em ensaio, nem em espaço acadêmico. É um comentário (pessoal) a um artigo de opinião (também pessoal) de X. Cordal.



Sinceramente, os trabalhos de Rodríguez e Garcia Negro estão muito fechados numa aceitação da própria concepção do que é o projecto nacional Galiza (que não foi estruturada) e do que é e não é a literatura galega. E lastrados pelos pontos de partida que explicam os de chegada.

Marina Mayoral não citei propositadamente como também não Naya, Bouza Brei nem Carvalho Calero, muito mais desautorizados a primeira e o último pela sua dependência da estilística.

Mas achei bom apontar esses flocos (na minha opinião ainda pendentes como tarefas que era bom irmos fazendo entre todos)como início de um debate pertinente: as definições e discursos prévios dominantes (?) na analítica da nossa literatura, tratada sempre (em ficção assumida no colectivo criador e pesquisador)como se fosse uma literatura "normal", soberana e dominante, bandeira de um estado ou projecto nacional com sucesso.

Gostava quando falamos dos nossos clássicos e do Rexurdimento ver mais crítica e ambição, questionamentos necessários aos pessupostos geralmente aceites onde estamos a encaixar tudo (como quando nos empenhamos em colar os rectângulos nos ocos dos quadrados a martelo).

Sinceramente considero que há muito e mais por fazer e re-estudar. Não voltar às teses de Izquierdo Corral, Augusto Besada ou Torrente Ballester que nos quer colar esta senhora como modernidade. Mas sim proceder a uma nova leitura do Rexurdimento e a essa caixa absurda dos Séculos escuros (conceito que realmente não aceito já).

É preciso integrar a história, construção, justificação, política da Galiza no conjunto espanhol a que pertence a fim de o estudar com sentido e a fim de entendermos a problemática e o conflito que alvejam os escritores pioneiros como Rosalia Castro e que justificam a imagem e existência da Literatura e cultura galega como hoje a conhecemos.

Os estudos e diretrices actuais me não explicam muitos aspectos da construção hesitante do sistema, não me explicam trajetórias ou tudo o mais as deslocam a um continuum de conflitivas... mas em qual sistema?

Alguma dia haverá que debater estas cousas, não?

Ernesto

Souto-das-Dalas #8 16/Abril/2008 Souto-das-Dalas

O veneno em pequenas doses tamém "coloca", eis várias pérolas da artista do seu blogue:

# "Amigo de la tierra llana, suelo pronunciar mis conferencias en castellano - salvo excepciones - por mor, sobre todo, de mi santa voluntad. Pero esta, teniendo en cuenta que el público es de Madrid, con más razón. A lo mejor es que quieres hacer traducción simultánea...
Por cierto, para que te informes, Rosalía de Castro no sólo escribó en castellano una buena parte de su producción, sino que al final de su vida renegó del idioma gallego y hasta de sus paisanos. Si te interesa el tema, te recomiendo un excelente artículo del profesor Alonso Montero donde se incluye una carta de Rosalía a Murguía en la que expresaba su voluntad de desertar da fala. A lo mejor es que ya de aquella había talibanciños capaces de hartar a cualquiera.
Por cierto, si quieres venir a la conferencia, ya te diré fecha y hora."



# "Querido anónimo talibanciño incultiño: me temo que conozco la obra de Rosalía muchíiiiisimo mejor que tú, quizá porque la he leído entera. Dudo que tú hayas ido máis aló del adiós ríos, adiós fontes. Eso es lo malo de la gentecilla como tú: os váis al tópico, a la superficie. Léete la correspondencia privada de Rosalía, anda. Por cierto, está toda en castellano. Incluso la que intercambiaba con Murguía. ¿Por qué crees tú que lo haría?
Otra cosa: lo de que Rosalía "dimitió" del idioma gallego no lo digo yo, sino el profesor Alonso Montero, a quien supongo que tampoco habrás leído.
No sé qué tiene de malo traducir. Gracias a las traducciones he leído novelas japonesas, chinas o finlandesas. Pero claro, tú de eso tampoco tendrás mucha idea, así que, qué te voy a contar.
¿Sabes lo malo? Que con gente como tú yo tengo los temas muy limitados. Si ni siquiera tienes ni idea de lo que se supone que es lo tuyo.
Dices "sé te nota la amargura en la mirada" Amargura ¿de qué? ¿de que me vaya bien en mi trabajo? ¿de tener muchos lectores? ¿de vender muchos libros?
¿Qué yo te deje tranquilo a ti? Bueno, es complicado. Mientras siga ganando premios y poniendo libros en las librerías y artículos en los periódicos, es difícil que te vayas a librar de mí. Y encima, entras en mi blog... Oye: además de talibanciño incultiño ¿no serás masoquista? Me parecen muchos problemas juntos.
Vete a una biblioteca, anda, que me parece que no has pasado de las canciones de Petapouco y los títulos de cuatro libros."

galeguzo #9 16/Abril/2008 galeguzo

«Lingua galega (coñecida internacionalmente como lingua galega)»

Língua galega (conhecida internacionalmente como língua portuguesa)

galeguzo #10 16/Abril/2008 galeguzo

Por outra parte, se a crónica do jornal é certa, as palavras da senhorita Rivera de la Cruz são, pura e simplesmente, o intento de uma nena mal-criada de querer levar uma pessoa para o âmbito político e ideológico que convém a uns interesses espúrios.

Pedrel #11 16/Abril/2008 Pedrel

Unha cousa é certa: Galiza é unha realidade identitaria, nacional e inaternacionalmente. Rosalía é a poeta recoñecida polo pobo como galega. O demáis é moi importante e resta seguir coa investigación.

luisfoz #12 16/Abril/2008 luisfoz

Parabéns, Ernesto, polos teus comentários. Há tanto que fazer e há tanta gente que considera que todo está feito! País...

Gaviotero #13 16/Abril/2008 Gaviotero

Lo que sabemos de Rosalía es que hubiera apoyado cualquier cosa menos el galleguismo paleto, hoy llamado nacionalismo, y que por eso entre otras cosas aborreció el gallego y se negó a escribir más en gallego.

Salvador #14 17/Abril/2008 Salvador

Señor Gavioteiro, o paritorio non lle é aquí.

sophia #15 17/Abril/2008 sophia

A señorita Rivera de la Cruz segue tendo os mesmos prexuízos con respecto ó galego que moita xente: lingua de "paletos", lingua de segunda, velaí como lle contesta no blog, con condescendencia "querido amigo de la tierra llana", "ya de aquella había talibanciños" (correxídeme se me engaño, pero "de aquella" non é unha traducción de "daquela"?, coido que en castelán sería "entonces", pero non son filóloga, e non o sei. Sinto vergonza allea como muller e como galega, vergonza de que haxa mulleres con esas opinións i esa mentalidade tan pechada, é unha pena, unha rapaza nova con esas ideas...

galeguzo #16 17/Abril/2008 galeguzo

Cito um naco da última entrada no blogue de Martita:
* * * *

Y en Caspe, el apoteosis: un salón de actos con más de cien adolescentes que durante más de una hora me bombardeancon suspreguntas inteligentes, precisas, las preguntas de un lector atento, de una persona curiosa. Sus profesores han trabajado con ellos sobre dos libros míos, y ellos han preparado una presentación tierna, un power point y hasta una colección de marcapáginas alusivos a mi visita. ME SIENTO COMO UNA ESTRELLA. He firmado casi cien libros. Caspe es un pueblo de ocho mil habitantes. Es un porcentaje optimista y halagüeño, que invita a soñar con un futuro de lectores que hagan de la lectura una parte de la rutina.


* * * *

NOTA: coloquei uma frase em maiúscula para fazer destaque.

bertus #17 18/Abril/2008 bertus

Eu lin isto e xa parei:
"Llueve en Madrid, como sólo sabe llover en primavera. En otoño, la lluvia es poética y casi reconfortante. En primavera,con perdón para los concienciados con la ecología y la industria agropecuaria, la lluvia es un coñazo"

Menuda relamida, cursi e pija.

AGIL #18 18/Abril/2008 AGIL

«relamida, cursi y pija», mas que faz parte do batalhão que aguerridamente está a re-construir a história das Espanhas numa historieta uniforme e "uniformada" do reino bourbónico da espaÑa eterna e constitucional.
Cuidado, que respiramos essa atmosfera viciada e insensivelmente nos contagiamos quer "espaÑolidad" absurda, quer de "anti-espaÑolidad" não menos absurda.

bertus #19 19/Abril/2008 bertus

Relambidos, pedorros e cursis (como lles chamou Manuel Antonio) hainos de tódalas nacionalidades. E algún reitegracionista non está ceibo destas calificacións. Falo de ausencia de estilo, non de nacer en Valladolid. Coidado.

mceleiro #20 19/Abril/2008 mceleiro

Bertus, tens um problema sério com os reintegracionistas. Vai ao psicólogo, que igual cura o teu trauma, ou quando menos, dará-te uns calmantes.

bertus #21 20/Abril/2008 bertus

mcleiro, paso de dar recomendacións. De como hai que escribir e de ir ao loqueiro. Véxote moi susceptible conmigo. Xa sei que gostas de fachendear de solidarierde reitegrata, pero isto non vai contigo. Eu respondín a quen me apelou e que está obsesionado co seu monotema e coa constitución. Méndez Ferrín sería igualmente un grandísimo escritor se escribise en reintegrado.

Lidor #22 20/Abril/2008 Lidor

100% de acerto, bertus, a algúns proéronlles ben os enlaces deste artigo, amólalles que certas persoas sigan sendo referente da maioría.

bertus #23 20/Abril/2008 bertus

"o mellor poeta dos anos de chumbo"

galeguzo #24 20/Abril/2008 galeguzo

Lidor, tu e a tua teima da maioria é psiquiatra. Consolas-te sento de uma maioria em constante minorização que forma parte de uma cada vez mais minoritária minoria social? Se te conformas com isso és bem medíocre.

Deves ser desses kamizakes da língua que preferem ter um filho que castelhano antes de que escolha o "lusismo". Vás polo bom caminho quando nem reconhecer aliados sabes.

Lidor #25 20/Abril/2008 Lidor

galeguzo, ter o mesmo inimigo non significa ser amigos nin aliados. Ti en vez de ir ao psiquiatra, non sei que podes ter contra os enfermos mentais, consólaste debuxando rabos de cedilla.

mceleiro #26 20/Abril/2008 mceleiro

Mendez Ferrin é um grande escritor. Como Mário J. Herrero Valeiro é um grande poeta. A diferença é que o primeiro está reconhecido por TODOS, e o segundo só por ALGUNS.

Um psicólogo não é um "louqueiro". É alquém que ajuda á gente. Pode ajudar-vos mesmo com os vossos traumas, especialmente aqueles relacionados com o ódio a certos sectores "nem amigos nem aliados", uma forma de expressão dum auto-ódio e dum complexo de por vezes inferioridade, outras vezes de superioridade.

Volta a ler os comentários, bertus, e verás quem tem o "monotema". Alguém soltou um comentário pouco afortunado após do senhor AGIL, sem ninguém estar falando do reintegracionismo. Igual é que quando detectas uma "ortografia inimiga", saltam ás alarmas.

Tu foste o que interpretastes um simples comentário referente à Rivera de la Cruz essa, como uma "apelação", e imediatemente uma "oposição" ao teu comentário (Devem de ser problemas de compreensão devidos à ortografia) e passastes ao ataque, não ao comentário em particular, senão à circunstância ser ele reintegracionista.

Bertus, não é que esteja especialmente susceptível contigo, é que vens facendo dúzias de comentários em diversos fios nos que esqueces o tema do debate e os argumentos e passas ao ataque pessoal, quando não directamente ao insulto. Contra mim e contra todo reintegrata-de-merda. Corta-te um pouco, meu, porque ainda que ocultar-te trás dum nick faz que tu medres uma quarta, todos somos pessoas. E que eu saiba, tu e eu não nos conhecemos, assim que mal podes saber o que sou e o que não sou, ou o que vai comigo e o que não.

Tu e o teu escudeiro Lidor, deixai a vossa "Santa Cruzada Anti-Reintegrata", e fazei comentários com um mínimo de respeito ás "minorias", que ainda sendo "minorias" têm o mesmo direito que vós a opinar.

Lidor #27 20/Abril/2008 Lidor

Xa que escribes con todas esas letras tan eruditas, aprende polo menos a ler. Dis:

"Volta a ler os comentários, bertus, e verás quem tem o "monotema". Alguém soltou um comentário pouco afortunado após do senhor AGIL, sem ninguém estar falando do reintegracionismo. Igual é que quando detectas uma "ortografia inimiga", saltam ás alarmas."

Agora volta a ler ti o comentario #9.


Xa o liches? Ben, pois ademais de andar facendo boicot en todos os foros onde non se fala do que a vós non vos gusta, trata de ler polo menos o que din os teus compañeiros de secta.

mceleiro #28 20/Abril/2008 mceleiro

Impossível, Lidor, convosco é impossível.

#18 AGIL
#19 «Relambidos, pedorros e cursis (como lles chamou Manuel Antonio) hainos de tódalas nacionalidades. E algún reitegracionista non está ceibo destas calificacións. Falo de ausencia de estilo, non de nacer en Valladolid. Coidado.»
#20 mceleiro
#21 «[...]Eu respondín a quen me apelou e que está obsesionado co seu monotema e coa constitución.[...]»

Certamente o Bertus referia-se a Galeguzo no #9, e eu estou a escrever nas normas ILG-RAG.



Postos a reler comentários, só te direi que voltes a ler o teu último parágrafo...:-)

mceleiro #29 20/Abril/2008 mceleiro

Ainda mais, se voltas ao #9 verás que galeguzo não faz referência ao comentário de nenhum usuário, senão texto do artigo. Preme na ligação "lingua galega" e igual levas uma sorpresa.

independencia #30 20/Abril/2008 independencia

Moi bo o artigo de Cordal.
O señoritismo pseudointelectual dos españolistas e dos lusistas éche ben repugnante.Tanto ten,Rosalía é a poeta do pobo galego (ceibe)

bertus #31 23/Abril/2008 bertus

mcleiro, perdón por non presentarme e contestar algo tarde (ando ocupado), meu nome é Alberte Domínguez. Non son coñecido, non teño blosgs en internete e cousas así.

Eu fun insultado e se me ten feito a burla por mor da miña ortografía por reitegracionistas en comentarios a artigos que non tiñan nada que ver co asunto. E neste fío temos un exemplo pero hai moitos máis. Especialmente pesado é o señor AGIL que é o único tema que ten. Pode ser que moitos dos meus comentarios argumenten contra o reitegracionismo. Pero sempre o fago como contraataque. Non creo no de poñer a outra fazula. Non me verás atacar a ninguén simplemente pola súa ortografía nun comentario que non teña nada que ver co asunto. No artigo do "vamos a serio" era onde había que dar razóns e así o fixen, porque aí estaba o tema. En cambio, os reitegracionitas sempre sacades o tema. A apelación que me fai AGIL é un exemplo. O Ñ maiúscula é o seu monotema. Por que cres que o pon? Porque eu escribín “relamida, cursi e pija”, en castelán agás a conxunción (cursi o utlizaba Manuel Antonio en textos en galego pra falar de textos casteláns)? Sexamos honestos. Rastrea o seu monotema.
Eu entendo que se empregue polas dúas bandas o sarcasmo no debate, e vós tamén o intentades empregar -considero que case sempre con menor fortuna e inxenio-. Entendo que haxa a quen lle doa que lle digan que eles non son os máis guapos, os máis guais, os máis listos, os máis revolucionarios, os máis galegos, os máis víctimas e a minoría oprimida, senón que lle están a facer o xogo aos que queren arruinar o galego. Entendo que alguén se pode sentir doido polo que eu creo que, humildemente, é verdade en moitos casos. E teño dereito a defender o que eu penso, máxime cando alguén vai en contra delo con argumentos que considero falaces. Se revisas os meus comentarios, insisto, verás que eu só intervín -cando dou razóns contra as razóns do reitegracionismo- alí onde, desde o reitegracionismo, se atacaban políticas, institucións e xente por empregar a ortografía RAG. Moitos destes comentarios saían en referencia a artigos que non tiñan nada que ver co asunto. Os meus primeiros comentarios son uns nos que saín na defensa dun articulista ao que lle chamaban hipócrita, incoherente e vendido –máis ou menos directamente- por criticar ao GADIS pola súa política linguística nun artigo escrito coa ortografía RAG. Aí verás as miñas primeiras discusións con AGIL. Creo que aí sae o tema da constitución, que a partir dese momento, acompañará ao monotema.
O meu argumento, que dis insulto, do autoodio -que nunca o xeneralicei-, está desenrolado nos meus comentarios. Como dis, o complexo de inferioridade e o de superioridade exacerbados poden ser síntoma de autoodio latente. Pensar que se ten unha literatura de pouco mérito -e o mesmo unha normativa- pola ortografía empregada e crerse inferior por iso fai que un necesite sentirse moi grande nas latitudes do portugués.
Eu tamén son partidario de certa psicánalise, vía Freud-Lacan (máis de lectura ca de terapia). Os das pastillas déixochos pra ti.

bertus #32 23/Abril/2008 bertus

Mário J. Herrero Valeiro non é recoñecido por todos como poeta (a sociolinguística en castelán) en portugués disque? Quen son todos? non ten moito tirón en Portugal, Brasil ou Mozambique? Sendo bo poeta e escribindo nunha nunha grafía tan útil no exterior?

Celso #33 23/Abril/2008 Celso

Bertus:

Mário J. Herrero foi ganhador do Prémio Esquio de poesia (quando não havia ainda prémio em español também, como agora). O seu livro, No limiar do silêncio, foi publicado por Espiral Maior. Mário tem três livros de poemas. Não tem mais nem menos livros do que outr@s poetas da Galiza. Será "melhor" poeta do que alguns/umas, "pior" do que alguns/umas. Terá vendido mais ou menos exemplares.

Mas não são essas as questões, meu, e tu sabe-lo. A "qualidade" da nossa literatura não é a questão. Muit@s de vós já o sabedes.

Sodes vós quem devedes responder estas perguntas: Faz ou não faz Mário Herrero cultura galega? Pertence ou não a sua obra ao sistema literário galego?

Respondede logo, e francamente, porque a história da desfeita linguística se bota enriba e dentro de pouco nem vós ficaredes. Não só os livros "estrangeiros" do Mário, mas também os vossos ficarão apodrecendo nos campos. Não é um desejo, em absoluto, mas um aviso. E depois, alguns de vós (os mais honestos), lamentaredes.

E @s filh@s de tod@s escreverão só em castelhano.

bertus #34 23/Abril/2008 bertus

Aquí hai varias cousas en xogo, entres elas, as seguintes: 1)a desfeita lingüística, 2)a coherencia filolóxica e 3)a utilidade do portugués. Os meus argumentos, ou mellor dito contra-argumentos, céntranse máis en desfacer -e moitas das veces inverter- as causuísticas e relacións que se fan entre 1), 2) e 3).
Non son filólogo, lin algunhas cousas. Persoalmente penso que hai unha distinción gradual cuantitativa evidente entre o galego e o portugués. Penso que esa distinción pega o salto ao cualitativo na conxuganción dos verbos (non sucede isto no catalá e no valenciá, cambian os usos, cambian as palabras, pero non se conxugan distinto os verbos). Por iso considero que certo reitegracionismo pertence ao sistema galego. Porque non hai unidade no reitegracionismo. Mário Herrero paréceme máis portugués. Mais non dubido que á cultura galega se poidan facer achegas incluso noutros idiomas. Aporta algo Valle Inclán (poñamos por caso, Divinas palabras) desde o sistema literario castelá ou os traballos de antropoloxía de Lisón Tolosana á cultura galega? Pero poñamos entre paréntese a cuestión filolóxica e admitamos que o portugués é galego, ben, sen problema. O que eu non vexo aí é que se cambiamos outra vez a norma asimilándoa desta vez totalmente ao portugués salvemos o idioma. Antes ben, vexo razóns, que xa din e que van alén do tema da coherencia filolóxica, para ver ese cambio como contraproducente e que levaría a esa desfeita que supoño que tamén algúns de vós lamentaredes.


A min pareceríame moito ben que se desen clases de portugués na escola e no instituto. Incluso dalas nas horas de galego aumentando estas.

Fágoche agora a pregunta a ti: pertence Méndez Ferrín ou Chus Pato á literatura galega ou é un subsistema do castelán?
Se disque sí, o argumento pasa a ser o da utilidade. Velaí onde xa din as miñas razóns. Ademais, ti mesmo pareces non discutir que se "morre" o galego "os livros "estrangeiros" do Mário" deixarán de ser lidos. Por que? se o idioma é útil e o poeta bo que lle impide que se venda en Portugal? A Xunta? Ula utilidade?

Celso #35 24/Abril/2008 Celso

Bertus,

Obrigado pola resposta, mas não me parece muito directa ;-): Faz Mário Herrero cultura galega ou não? Pertence ao sistema literário galego ou não?

Agora respondo eu, com clareza que deveria ser desnecessária: Sim, claro, Méndez Ferrín e Chus Pato fazem literatura galega, como não iam fazê-la? Não, não pertencem a um "subsistema literário" castelhano, embora as letras que empregam sejam iguais que as do castelhano. Méndez Ferrín NÃO escreve um dialecto do castelhano, seria absurdo afirmar isso. Muito texto jornalístico (e alguma literatura), porém, sim que o faz: é puro decalque, com "-iños" e "x" e pouco mais. Mas socialmente isso conta como "galego", enquanto para muitos Mário conta como "português". Eis a enorme distorção.

É que eu, vês?, não separo os sistemas literários nem polas letras nem por uma presadinha de formas verbais, nem por um "pelo" nem por um "polo". A quem estão dirigidos os livros do Mário? A Turquia?

O que acontece, sim, é que a forma gráfica (as letras galegas) remetem a um MERCADO linguístico. Muitas editoras dependem dos subsídios do Estado para publicarem, não dos critérios de qualidade. Nem sequer fecham as suas portas a umas estranhíssimas variantes verbais, mas à FORMA dumas dadas LETRAS GALEGAS.

Evidentemente, que o Mário (ou Méndez Ferrín) seja lido ou não aqui ou em Portugal não depende só da forma das letras. Sabemos que há múltiplos factores. Mas, se concordarmos que a situação da língua é praticamente agónica, a política oficial, pára-oficial, institucional e pára-institucional de FECHAMENTO a umas dadas LETRAS GALEGAS é praticamente convidar a acelerar o suicídio.

Porque nem Mário nem muitas outras pessoas galegas deixarão de escrever como escrevem, por muito atranco à publicação que se lhes coloque, e portanto NÃO serão "ganhas" para a causa da ortografia por mor dumas pagininhas. Simplesmente, a sua produção perderá-se para o público (como muita já se está a perder).

Sim, claro que todo mundo lamentará depois a perda do galego. A diferença é que só alguns dos que agora detentam a maior responsabilidade na desfeita compreenderão o alcanço da sua conivência, e, se são honestos, lamentarão-na. Alguns já começam a compreender que a política de fechamento não leva a nenhures, nem sequer para o seu próprio benefício. Mas o maior peso da responsabilidade pola desfeita linguística NÃO está (não esteve nunca) no chamado "reintegracionismo".

Portanto, o primeiro que teríades de reconhecer é o carácter também PLENAMENTE GALEGO da escrita lusógrafa, a sua total legitimidade, e portanto o absoluto despropósito da sua invisibilização e restrição na esfera pública.

E, a partir daí, falamos.

Saúde,
-celso

bertus #36 24/Abril/2008 bertus

Celso,

penso que respostei as súas preguntas con suficiente claridade.
Non sei se se subvenciona ao Mario ou non. Si sei que se subvencionan a outros reitegracionistas. E non me parece mal porque como dixen pódese contribuír á cultura galega sexa desde un reitegracionismo galego, sexa desde o que eu considero o portugués.
Coincido contigo en que "o maior peso da responsabilidade pola desfeita linguística NÃO está (não esteve nunca) no chamado "reintegracionismo"". Non está o maior peso pero si algo de peso e este peso foi medrando, incluso entrando nas institucións, na medida na que o galego se sigue a desfacer. Certo que o poder se exerce desde mellor posición desde as institución, pero non menos certo que se pode exercer desde outros ámbitos (Galicia bilingüe) e que ademais non é que non haxa reitegracionistas desde fai tempo en lugares institucionais desde os que exercen a súa influencia. E insisto en que moitas veces a súa función pretendida de contrapeso o que fai é aumentar peso. De nada novo estamos falando.

A maioría da prensa tampouco escribe ben en castelán.

Respecto ao tema filolóxico, sigo o seu debate con arzaya. A este respecto, unha custión: cal é o criterio filolóxico de demarcación que empregas pra distinguir dous idiomas? Sería interesante que nas discusións filolóxicas se establezan e se discutan antes os criterios e as ferramentas coas que van traballar.

Celso #37 24/Abril/2008 Celso

Bertus:

O meu critério linguístico (não filológico) para distinguir entre línguas é: uma língua é um sistema abstracto de unidades, elementos e relações linguísticas internas que se pode descrever da maneira mais económica possível em contraste e diferenciação com outros sistemas estruturalmente próximos, aos quais se aplica o mesmo grau de abstracção para a sua delimitação e descrição.

Neste sentido, é evidente que se "o espanhol" (sistema próximo) é "uma" língua só, e "o francês", e "o inglês", etc., o mesmo grau de abstracção deve ser aplicado a "o português", dentro do qual obviamente está o galego.

Ah, a propósito: Não, o livro No limiar do silêncio de Mário Herrero, publicado por Espiral Maior, não recebeu o subsídio da Xunta consistente na compra de 300 exemplares para as bibliotecas públicas e centros educativos.

Que eu saiba, a única ajuda que recebeu uma publicação reintegracionista foi para o último número de AGÁLIA (2007), procedente não de Política Linguística, mas da Conselharia de Cultura, se não estou errado.

Celso #38 24/Abril/2008 Celso

CORRECÇÕES:

Disse que Mário Herrero ganhou o Esquio? Lapsus linguae total, desculpas. O prémio que ele ganhara fora o Espiral Maior, na última edição em que só se podiam apresentar autores/as sem livro publicado.

A propósito, já que estamos: Menciona-se a "sociolinguística em espanhol" do Mário. Bom, seria a sua tese. O resto das suas publicações está em português (na revista Discurso y Sociedad, em Agália), em francês (em Plurilinguismes), em inglês (em Estudios de Sociolingüística, antiga revista da Univ. de Vigo), etc.

Xarope #39 26/Abril/2008 Xarope

O bertus esse que aprenda primeiro catalám ("valenciano" e "balear(es)" ) antes de falar ...

(dizque nom há diferenças verbais no catalám .. JHUASJHUAS !!! :DDD )


E o isolinismo: pois apenas mais m. espanholista ... com outra embalagem ..

Hala, até !

bertus #40 27/Abril/2008 bertus

Celso,
ben, é un criterio que ao ser impreciso resulta moi discutible que sexa máis económico introducilo galego no portugués.

Celso #41 28/Abril/2008 Celso

Bertus 40#:

Não compreendo o que dizes. Queres dizer "introducilo" = "o criterio"?

Esse "-lo" de "introducilo" é um objecto directo, na norma que empregas. Mas depois acabas com "galego no portugués".

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Xabier Cordal

Xabier Cordal

Xabier Cordal Fustes naceu na Coruña en 1965. Exerce como profesor de Lingua e Literatura en Castro Ribeiras de Lea (Terra Chá). Publicou varios libros de poemas, tanto en solitario coma en grupo (con Ronseltz ou coas Redes Escarlata, colectivo do que forma parte actualmente). Colabora ademais no xornal Galicia Hoxe.

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